terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma Chance Para o Amor: Capítulos 3 e 4




CAPÍTULO 03 



A viagem foi rápida. O trajeto, que Bella normalmente levava quarenta minutos para fazer com sua velha caminhonete, foi feito em vinte. Economizou metade do tempo. Assim que chegaram, Edward desceu, abriu a porta para ela e foi pegar Nessie, que desceu do carro e pulou no colo dele, o qual a recebeu com um sorriso, colocou-a no quadril, do jeito que Bella gosta de andar com ela, pegou a mochila e se dirigiram ao restaurante. Quem passava e via a cena, pensava que a mãe solteira e encalhada, Bella Swan, tinha finalmente arranjado um homem. E que homem! 






_A que horas você sai? 






Edward perguntou, enquanto colocava a mochila de Nessie em cima de uma mesa nos fundos. Ele ignorava totalmente os olhares direcionados para eles, mas Bella não e sabia que teria que responder muitas perguntas depois que ele saísse. 






_Largo a uma da manhã. 






Edward fez uma careta de desgosto. 






_É muito tarde para sair sozinha com a Nessie. 






_Estou acostumada Edward e também Forks é calma e pacífica. 






_Nenhuma cidade é totalmente calma e pacífica Bella, é perigoso sair tarde do trabalho. 






_Não se preocupe Edward, eu sei me cuidar muito bem. 






Bella falou irritada com o jeito autoritário dele. Quem pensava que era para falar com ela assim? 






_A uma da manhã? 






Ele perguntou 






_A uma da manhã. 






Ela respondeu. 






Ele se inclinou para ela, ainda com Nessie em seus quadris e lhe deu um beijo na bochecha. Em seguida, beijou a Nessie, a colocou no chão, se virou e partiu. Bela suspirou. Parecia que eram um casal e, como todo casal, parecia que tinham acabado de ter uma pequena briga. Se pelo menos a noite terminasse como as noites de reconciliação que os casais tinham. 






Bella suspirou novamente e foi para o banheiro dos empregados se trocar. Colocou seu uniforme, que consistia em uma calça de tecido preta e uma camisa social de seda vermelha. Geralmente usava seus saltos altos, mas como estavam em época de férias, a correria seria triplicada e seus pobres pés não aguentariam a jornada. Optou por um bom par de sapatilhas pretas confortáveis e que ficava bem com seu uniforme. 






Todos usavam o mesmo uniforme. Seus companheiros de jornada eram a Sue e Harry, que eram os donos, Leah, que era a filha e Set, que era o filho. Era um restaurante pequeno mais bem movimentado. Bella trabalhava lá desde os quinze anos. 






Quando Bella ficou grávida, eles foram os únicos, tirando seu pai, que não lhe viraram as costas. Bella era conhecida em Forks como a garota que tentou dar o golpe da barriga e se deu mal. Por muito tempo, foi a chacota da cidade. As fofoqueiras que passavam por ela cochichavam, as mães a apontavam na rua e diziam que era bem feito o que tinha lhe acontecido e, sempre que queriam dar um exemplo de gente que não prestava, falavam dela. Bella nem ligava mais. Só não mexessem com sua filha, porque aí ela virava bicho. 














O trabalho foi cansativo. Bella ficou correndo para cima e para baixo, desde a hora que chegou até agora. Ela olhou no relógio, que marcava uma e meia e nem sinal de diminuir o movimento. Não podia reclamar. Tinha recebido só de gorjeta cem dólares até agora! Era um sonho. Amanhã mesmo iria pagar a mercearia e daria para comprar algumas coisas que estava faltando. Compraria o cereal de Nessie, que acabou hoje. Enquanto Bella trabalhava servindo as mesas, ela fazia sua lista de compras. 






_Bella, telefone! 






_Já vou Leah! 






Bella correu para atender. Não fazia nem ideia de quem poderia ser. Ninguém ligava para ela. 






_Alô? 






_Oi gata! E aí, quando larga do serviço? 






_O que você quer, Mike? Estou trabalhando. 






Bella falou calmamente e irritada ao mesmo tempo. Estava deixando de ganhar gorjetas por causa desse imbecil. 






_Que horas você quer que eu passe aí para te buscar? 






_Me buscar? Para que? 






_Para te levar para casa, oras! Para que mais seria? 






_E por que você iria querer me levar para casa? 






_Estou com saudades, docinho. 






_Não tenho hora para sair e não se preocupe, que o Harry nos deixa em casa. 






_Nessie está acordada? 






Bella estranhou ele perguntar pela filha, ele sempre deixou claro que não aceitava ela como filha. 






_Está dormindo. 






_Que pena. Será que eu posso ir visitá-la amanhã? 






Bela sentiu um frio na espinha. Estava com um mal pressentimento. E Bella sempre dava ouvidos aos seus pressentimentos. 






_Não. 






_Ela é minha filha também, sabia? 






_Eu vou sair tarde e dormiremos até tarde e, assim que acordar, voltaremos para cá. Vai ser uma semana corrida e eu não tenho tempo para brigar com você, caso você faça MINHA filha chorar! 






_Está bem. Semana que vem pode ser? 






_Vou pensar. 






_Ela é minha filha também! 






Ele gritou e Bella se descontrolou. 






_SEU NOME NÃO ESTÁ NA CERTIDÃO DELA, MIKE! LÁ ESTÁ ESCRITO: PAI INEXISTENTE! E VOCÊ SEMPRE FEZ QUESTÃO DE SE MANTER AFASTADO DELA! NÃO ME VENHA COM ESSA DE QUE ELA É MINHA FILHA TAMBÉM! A MINHA FILHA NÃO TEM PAI! 






_MAS, MESMO ASSIM VOCÊ QUER QUE EU PAGUE A PENSÃO, NÃO É? 






_PEGUE A MERDA DO SEU DINHEIRO E ENFIE AONDE O SOL NÃO BATE! DESGRAÇADO! 














Bella bateu o telefone. Estava virando hábito bater telefones. Ela se encostou na parede e escorregou até o chão. Lágrimas de raiva não paravam de cair de seus olhos. Bella sentiu que braços delicados a cercavam e ela percebeu que era Nessie. Oh Deus! Ela tinha ouvido toda a discussão. Duvidava que alguém, num raio de um quilômetro, não tivesse ouvido também, pelo jeito que gritou. 






_Não fique assim, mamãe. Eu não ligo se não tem o nome do Mike na minha certidão de nascimento, eu não gosto dele mesmo. Eu gosto é do Ed. Ele sim eu queria que colocasse o nome na minha certidão. 






Bella ficou olhando para sua filha por um bom tempo. Sabia que Nessie se apegava rápido às pessoas, mas com Edward foi amor à primeira vista. Para os dois. Seria bom se fosse amor à primeira vista entre eles também. Cara! Se fosse desejo à primeira vista, já estava bom. Só não queria ter que voltar para aquela casa velha e caindo aos pedaços e se deitar na cama fria, sozinha de novo. Estava cansada de lutar só. De ter que contar cada centavo para terem o que comer. Estava cansada de ser conhecida como Bella a tonta, Bella a caça dotes, Bella a fria. Ficou abraçada com Nessie por um bom tempo até que ouviu o barulho das cadeiras sendo colocadas em cima das mesas. Quando olhou no relógio, eram duas e meia. Meus Deus, ficou parada por uma hora inteira, sentindo pena de se mesma. Deixou de ganhar gorjetas, as tão preciosas gorjetas. MERDA! 






Se ergueu, passando a mão na roupa para tirar qualquer sujeira. 






_Venha meu bem, vamos falar com tia Sue. 






Assim que Bella chegou no salão, deu de cara com alguém que não esperava. Edward estava sentado na mesa do canto, com uma cerveja na mão e os olhos grudados nela. Ele também ouviu seus gritos. Bella se virou para falar com Sue. 






_Como está minha querida? 






Sue perguntou preocupada. Bella suspirou. 






_Se eu disser que estou bem, você vai acreditar? 






Sue sorriu compreensiva para ela. A conhecia desde bebê e sabia quando Bella não queria tocar em algum assunto. 






_Vá para casa e descase. Amanhã teremos casa cheia. As gorjetas foram boas? 






_Muito boas, apurei cem dólares. 






_Que bom meu bem. Agora vá para casa. Aquele homem ali disse que estava aqui esperando vocês. 






Esperando vocês. Não esperando você, mas vocês, as duas, ele estava esperando as duas. Para levar para casa. Nessie, assim que o viu correu ao seu encontro. Ele largou a cerveja e abriu os braços para pegá-la, a colocou em seu colo e ficaram conversando. Na verdade, ele só ouvia e Nessie falava, mas ele não se importava. Bella ficou observando a cena, com lágrimas nos olhos. 






_Ela gosta dele. 






Sue observou e Bella concordou com a cabeça. 






_Desde quando se conhecem? 






_Desde hoje de manhã. 






Sue sorriu. 






_Foi amor à primeira vista então? 






_Sim. Foi sim. 






_Ele olha para você como se quisesse despi-la, sabia? 






_Eu sei, eu também olho para ele da mesma maneira. 






Assim que as palavras saíram da sua boca, Bella se ruborizou até as pontas dos dedos dos pés. 






Sue deu uma gargalhada e a abraçou. 






_Então, minha filha, invista. 






_É cedo demais, Sue. Vamos basear nossa relação em quê?  






_No respeito, no carinho. 






_Eu sei que teremos respeito um pelo outro, mas sentimentos? Creio que não. 






_Então baseie essa relação no sexo. Sim, respeito e sexo. Duas palavras que sempre tinham que andar juntas. 






_Respeito e sexo. Sabe que se eu deixar ele entrar... ele vai transformar minha vida totalmente, não sabe? 






_Sei. E o que você está esperando minha filha? Seja feliz. Ele é bom para Nessie e me parece que é bom para você. 






_Ele é mandão e controlador. 






_Os melhores, quer dizer que são super protetores também. Ele é policial? 






_SEAL, ex. 






_Melhor ainda. 






_Mamãe, vamos! Estou com sono. 














Nessie falou e se aconchegou no colo de Edward, que imediatamente a rodeou com as mãos e fez uma espécie de berço com o corpo e os braços para ela. Bella sorriu e se virou pra Sue. 






_Boa noite e até amanhã. 






_Boa madrugada, minha filha. Ate amanhã. 






Bela foi ao encontro dos dois e Edward se ergueu com toda suavidade e graça de um felino e, sem tirar os olhos dela, perguntou com sua voz rouca e grave. 






_Está pronta para ir para casa? 






_Sim... Sim , podemos ir sim. Me dê a Nessie. 






_Eu não me importo de levá-la. 






_É serio? 






_Sério, tudo bem. 






E assim saíram do restaurante. Assim que alcançaram a rua, Bella estremeceu de frio e Edward, colocando Nessie em um braço, a puxou para o outro, a abraçando. 






_Puxe meu casaco e entre dentro dele. 






Bella assim fez. Puxou o lado do casaco e se meteu dentro, ficando colada com a lateral dele. Começaram a andar grudados. Bella ergueu os olhos e percebeu que ele tinha abaixado Nessie para que ela ficasse dentro do casaco também. 






_Desculpe termos que andar um pouco, mas não tinha vaga perto. 






_Oh. 






Ele estava se desculpando por ter estacionado o carro longe? Bella abriu um sorriso e se aconchegou mais nele, causando um arrepio de desejo em ambos. 






_Tudo bem Edward e obrigada por vir nos buscar. Foi muito doce. 






_Muito doce... 






Ele repetiu a palavra e ela deu um beijo no peito dele. Ela sentiu que o coração dele se acelerava. Quando levantou os olhos novamente, Edward a olhava com intensidade e desejo. Era palpável a tensão sexual que ambos sentiam. 






Assim que chegaram ao carro, Edward destravou e abriu a porta do passageiro, colocando Nessie deitada. Em seguida, pegou uma manta grossa, que não estava aí antes e a embrulhou toda, deixando só o rosto de fora. Bella achou lindo o modo como ele se preocupava com sua filha. Só esperava que não fosse um artifício para levá-la para cama. Não o perdoaria nunca se assim o fosse. 






Ele pegou em seu braço e abriu a porta do carona e a colocou dentro, prendendo o cinto com toda calma e precisão. Deu a volta e entrou pela porta do motorista. 






_Está frio. - Ele falou, enquanto ligava o aquecedor e o rádio. De repente, uma música suave começou a sair dos autos falantes e se estendeu por todo o carro, junto com o calor do aquecedor. Foram o caminho todo calados. Era um silêncio confortável. Edward não era muito de falar, o que não incomodava Bella, já que foi criada com seu pai e ele era igualmente ou mais calado que Edward. Chegaram e ele desceu para abrir a porta dela. Assim que tirou Bella do carro, ele abriu a porta do carro e pegou Nessie no colo. 






Bella correu na frente, para abrir a porta. Eles entraram e ela já subia as escadas, acendendo as luzes, para poderem enxergar o caminho. Entraram no quarto de Nessie e Bella afastou as cobertas para ele colocá-la na cama. Bella a cobriu com a colcha grossa das meninas super poderosas, deu um beijo de boa noite e saiu do quarto, deixando o abajur ligado. 






No momento em que saíram do quarto, um silêncio constrangedor se instalou entre eles. Se antes ela gostava que ele fosse taciturno, agora queria, desesperadamente, que ele falasse algo. Como ele não falou nada, ela teve que quebrar o silêncio. 






_Você... Você aceita uma xícara de café? 






































CAPÍTULO 04 














Edward levou uns bons dez segundos para responder e, quando o fez, foi com a voz séria, rouca e decidida. 














_Sim... Sim, eu aceito. Obrigado. 














Bella sorriu e conduziu ambos para cozinha. Assim que chegaram lá, ele se instalou, sem cerimônia, na cabeceira da mesa. A mesma cadeira em que tinha se sentado no almoço e Bella não deixou de observar como ele ficava bem sentado ali. Era como se aquele lugar sempre tivesse sido seu. Bella se virou, ligou a cafeteira e colocou o pó dentro. Como não poderia ficar de costas para ele todo o tempo, se virou. 






Edward estava olhando direto para ela, seus olhos queimando sua pele, marcando-a. Tinha a sensação de que, se desse o primeiro passo, fariam amor ali mesmo na cozinha. Estava tão só, tão cansada de remar contra a maré da vida e sempre dar de cara nas pedras. Era jovem e bonita, ao menos se achava. Não era feia de corpo. Estava tão necessitada de um abraço. De um ombro amigo para chorar ou simplesmente encostar a cabeça. 






Edward entendeu seu pedido mudo e afastou a cadeira, deixando espaço mais que suficiente para que ela sentasse em seu colo. Ela não se fez de rogada. Parecia loucura, mas era tão certo atravessar a cozinha, sentar em seu colo e se deixar levar por uma hora ou duas. Ou talvez a vida toda, se assim ele desejasse. 






Bella se sentou no colo dele e Edward automaticamente lhe rodeou a cintura com as mãos. Bella, na mesma hora, colocou a cabeça em seu peito e relaxou como mágica. Ficou quietinha, só sentindo o bater do coração dele junto com o seu, que ficou no mesmo ritmo. Ele cheirava a loção pós - barba, couro e homem. Bella sentiu um aperto no ventre. Desejo lutando contra o bom senso. Quando ele deslizou a mão por sua coxa, o desejo venceu a disputa. 






Bella se virou e Edward capturou seu lábio inferior. Chupou-o, mordeu e, em seguida, pediu passagem com a língua. Bella deu passagem. Daria tudo para ele nessa hora. Edward a colocou em cima da mesa e ficou entre suas pernas, sem deixar de beijá-la. Introduziu a mão, muito calmamente, dentro da sua blusa, segurando-a pela cintura e trazendo-a mais para ele, até que seus corpos se chocaram. Bella sentiu a ereção dele pressionar seu estômago. Sentiu um arrepio de excitação percorrer seus fragilizados nervos. Bella ouviu que o café tinha ficado pronto. 






_Edward... O... Café... 






_Ao inferno com o café. 






_A cafeteira... 






_Ao inferno com a cafeteira também 














Ele falava, enquanto distribuía beijos molhados pelo seu pescoço e ia abrindo, botão por botão, a sua blusa. 






_Precisamos... Precisamos desligar a cafeteira. É só um minuto. 






Edward grunhiu e se ergueu. A segurou pelas nádegas e a levantou, fazendo com que ela rodeasse sua cintura com as pernas. Se dirigiram para a cafeteira, a qual ele arrancou da tomada de um puxão. 






_Pronto, aonde estávamos mesmo? 






Bella deu uma gostosa gargalhada, que soou como sinos nos ouvidos dele. Em seguida, ela falou no seu ouvido, lhe causando arrepio. 






_Estávamos indo para o quarto... 














Ela falou e lhe mordeu o lóbulo da orelha. Edward usou todo o seu controle para não jogá-la no chão, arrancar suas roupas e entrar dentro dela de uma vez só. Tinha que se controlar, senão poderia machucá-la. Era grande e ela era pequenina e frágil. Se não preparasse ela para recebê-lo, não ia rolar. Se ela não estivesse molhada o suficiente, não ia rolar. E isso era inconcebível! 












Subiram as escadas e se dirigiram ao quarto dela. Assim que chegaram lá, Edward, ainda segurando-a, fechou a porta e passou a chave. Não queria que Nessie pegasse eles em uma situação que não poderiam explicar para uma menina de seis anos. Se dirigiram para cama e ele a deitou lá. Em seguida, começou a beijá-la. Enquanto tirava sua roupa lentamente, suas mãos coçavam para percorrer cada pedaço daquele corpo. 






Bella ficou quietinha, enquanto ele a despia. Uma sensação de vergonha se apoderou dela. Fazia seis anos que nenhum homem a via nua, a tocava. E estava para quebrar esse jejum hoje, nesse momento. 






Edward terminou de despi-la, se ergueu e ficou admirando seu corpo. Bella quis se esconder de vergonha, mas aguentou seu escrutínio bravamente. 














_Por Deus, você é linda! 














Ele sussurrou roucamente. 






Edward começou a se despir, numa rapidez desesperada. Era como se não pudesse esperar para se juntar a ela na cama. Assim que terminou de se despir, ele se ergueu e Bella olhou seu corpo. Quando chegou à sua virilha, um calafrio perpassou sua coluna. Meu Deus, é muito grande! 














_Edward, eu sei que é uma pergunta imbecil, mas, mesmo assim, eu não posso deixar de perguntar... Será que vai caber? 














Ele riu e se aproximou da cama. Colocou um joelho, que afundou o colchão com seu peso e se ergueu em cima dela.  














_Faremos caber, querida. 














Ele começou a descer beijos molhados por todo seu corpo Chegou aos seios e os amou com veneração. Desceu beijos para o quadril e a barriga. Em seguida, com as mãos, abriu as pernas de Bella e, sem pedir ou esperar consentimento, afundou o rosto naquele ponto tão sensível dela. 






Bella agarrou os lençóis com uma mão e, com a outra, tapou a boca. Não poderia gritar. Nessie acordaria e aí “bye-bye” noite perfeita. Edward demorou uns bons minutos lá em baixo. Sua língua, seus lábios faziam maravilhas com sua intimidade. Em nenhum momento ele colocou o dedo dentro dela. Bella se sentiu como uma virgem, a qual seu parceiro não queria macular com o dedo. O clímax veio sem avisar e a arrebatou para outro lugar, outro tempo. Bella mordeu o travesseiro, gemeu, gritou com o travesseiro na boca. Tinha sido mágico! Nunca foi mulher de alcançar seu prazer rapidamente. Sempre foi de construir aos pouco. Esse orgasmo a pegou desprevenida, lhe roubando as forças. 






Bella sentiu que Edward subia por seu corpo, distribuindo beijos molhados em todos os lugares que era possível. Chegou aos lábios dela e a beijou, fazendo com que ela sentisse seu próprio gosto em seus lábios. 






Edward abriu, mais ainda, suas pernas com as suas e segurou as mãos dela sobre a cabeça. Ainda a beijando, começou a penetrá-la, bem devagar. Bella o sentiu tremer, como que se segurando para não forçá-la. Bella queria que ele forçasse. Queria tudo, estava preparada. Só que ele continuava com a mesma lentidão. 














_Edward... Por favor... Faça. Sem demora, sem cuidado, faça. 






_Eu não quero machucá-la, querida. Você não está totalmente preparada para mim. Se eu entrar em você como desejo, como desejamos, você vai sentir dor e vai me expulsar da sua cama. 














Bella sorriu com a preocupação dele. 










_Tem mais. 






_O que é? 






_Quando eu estiver dentro de você, não poderei parar e não estamos usando proteção, o que foi uma estupidez da minha parte. Mas, não se preocupe, eu estou limpo e eu posso me controlar, não se preocupe querida, não farei mal a você. 










Bella achou melhor explicar para ele que não precisava se preocupar. 










_Eu tomo injeção, eu... Minha menstruação estava meio doida e meu ginecologista me receitou anti concepcionais, então... Não temos que usar proteção. 






_Posso gozar dentro de você? 










Bella sorriu. 










_Pode. 






_Graças a Deus! 










E para enfatizar a alegria que estava sentindo, deu uma arremetida forte e rápida. Bella mordeu seu ombro, lhe tirando sangue, tamanha foi a sensação de senti-lo dentro de si. Ele preenchia todos os lugares, estava em todas as partes e parecia que ia rasgá-la de cima a baixo. Deus, é muito grande! 






Edward ficou algum tempo parado. Todo seu corpo tremia com a força colossal que fazia para esperar que ela se adaptasse ao seu tamanho. Era grande, sabia disso e ela era tão pequenina. Era uma tortura estar dentro dela, sendo envolvido por sua carne macia e não poder cavalgá-la com força. 






Bella notou como ele tremia. Ela também tremia. Suas pernas estavam abertas ao máximo. E ele não se mexia. Bem! Se ele não começa, começo eu. Bella rodeou os quadris dele com suas pernas e levantou os próprios quadris, para causar uma maior fricção. Edward gemeu e, entendendo que ela já estava acostumada com seu tamanho, começou a se movimentar. 






Em poucos minutos, os movimentos ganharam velocidade, fazendo com que a cama rangesse e Bella fosse levantada dela a cada arremetida que ele dava. Seu segundo orgasmo foi tão arrebatador como o primeiro e ela o mordeu no ombro novamente, para evitar gritar e acordar toda a vizinhança. A verdade era que queria gritar o mais alto que podia para acordar todos em Forks. Para que todos soubessem que ela estava sendo amada, que ela não era fria, não estava solitária, não estava sozinha naquela cama grande e fria. 






O orgasmo de Edward também chegou arrebatador. Ele gozou dentro dela, gemendo seu nome, sem parar de arremeter dentro dela. Ela gozou novamente e suas pernas caíram do quadril dele, lânguidas e relaxadas. 






Edward ficou um tempo dentro dela, beijando seus cabelos, rosto, pescoço, se sustentando nos braços, que estavam ao redor da cabeça dela. Bella sorriu e começou a flutuar para o mundo dos sonhos. Lá, no seu íntimo, sabia que Edward estava duro novamente, sabia que ele não estava cansado e queria mais. Só que Bella já tinha tido o suficiente. Ao menos por aquela noite. 






Edward se retirou dela e se deitou ao seu lado. A puxou para se aconchegar em seu peito e ela o rodeou com a perna e o braço direito. Era uma sensação diferente para ele. As suas transas sempre tinham sido iguais. Chegava em algum bar, observava, escolhia a mulher, levava-a para o motel e, depois de uma noite inteira fodendo-a, se despedia e não olhava pra trás. 






Mas estava cansado dessa vida solitária. Tinha saído dos SEALs por que queria alguma coisa diferente para ele. Gostava do seu trabalho, mas quando viu seu amigo, Jasper, perder mulher e filho por causa do trabalho, quando viu seu amigo e irmão caminhar para a morte por remorso, decidiu que era hora de parar. Não queria que sua família fosse alvo dos inimigos, só por que não podiam pegá-lo. Assim, saiu dos MARINES após dez anos de serviços. Era major, o mais novo e mais temperamental major da marinha dos Estados Unidos. Jasper era seu subordinado, seu amigo mais fiel e um soldado exemplar. 






Até descobrir que sua mulher e seu filho tinham caído nas mãos de um inimigo poderoso e tinham sido mortos. Seu filho tinha 3 anos. Maria tinha sido uma vadia de marca maior e se envolveu com Carlos Fontes, o maior traficante do país na atualidade, só pra se vingar de Jasper, que não pode tirar férias para acompanhá-la em uma viagem de negócios. Maria era modelo e uma mulher muito fútil e mimada. Não ligava para o filho deles. E só levou o menino para ferir Jasper, porque ela sabia que seu marido não gostava que ela levasse Thomas. Ela não cuidava dele, o largava nas mãos de babás ou de amigos drogados que ela tinha aos montes. Foi nessa viagem que ela conheceu Carlos. Ele já a conhecia, é claro. Ele sabia de tudo sobre a vida de Jasper. 






Maria se envolveu e, quinze dias depois, seu amigo recebeu um telefonema, dizendo que sua esposa e seu filho tinham desaparecido. Eles estavam no Afeganistão, em uma missão de resgate. Duas horas depois, estavam voando para a base, nos Estados Unidos. Quarenta e oito horas depois, Jasper enterrava o que sobrou da sua família. O pequeno Thomas tinha sido morto com um tiro na cabeça. Somente isso. Eles foram piedosos. Já Maria tinha sido estuprada, com um pedaço de pau cheio de farpas. Teve o rosto e o corpo mutilado. Jasper recebeu um vídeo, mostrando como fizeram isso com ela na frente do seu pequeno filho. O vídeo mostrou como o mataram também. Foi rápido e indolor. Só um tiro e a lente da câmera ficou manchada com sangue e miolos do pequeno Thomas. 






Até hoje, Edward tinha pesadelos com as imagens. Jasper quase enlouqueceu. A frase: “Te amo papai” que Thomas falou antes de morrer ficou marcada a ferro na memoria de todos. 






Depois de enterrar sua família, Jasper se atirou no trabalho de cabeça. Ia de missão em missão, sem jamais descansar. Estava procurando a morte e, por muitas vezes, só não a encontrou por que Edward ou Emmett ou algum amigo de armas estava lá para tirá-lo do caminho das balas. Ele só parou, quando Edward levou um tiro que estava destinado a ele. 






Jasper tinha se metido em uma briga de bar e o cara sacou a arma e ele abriu os braços, esperando a tão sonhada morte. Edward se lançou à frente dele e levou a bala, que perfurou seu peito, passando a milímetros do seu coração. Jasper se desesperou por ter sido responsável pela quase morte do seu amigo. Edward passou três meses hospitalizado e, fora seus pais, Jasper era o único que não arredava o pé da sua cabeceira. 






Edward prometeu ao amigo que, assim que melhorasse, chutaria seu traseiro e o tiraria dos SEALs. Jasper assentiu em concordância. Assim que Edward teve alta, ele pediu baixa e Jasper fez a mesma coisa. Edward abriu sua empresa de segurança e ofereceu a sociedade ao amigo. Jasper aceitou e há quatro anos que eram sócios. Jasper tinha melhorado, mas ainda tinha pesadelos. O que era totalmente compreensível, depois de tudo o que passou. 




























Bella se mexeu e ele a apertou ao seu lado. Como tinha acontecido isso na vida dele? Ela era tudo pelo que tinha lutado e desejado a vida toda. Desde que a viu ontem, não deixou de desejá-la um segundo que fosse. Desejou ser seu homem, seu companheiro, marido, pai, tudo para elas. Se Bella permitisse, só um segundo, que ele fizesse parte da vida delas, se esforçaria para que ela se apaixonasse por ele. Assim, ela não o mandaria embora e ele teria tudo o que sempre sonhou e buscou, uma família. E era elas que ele queria como família. 






_Um beijo pelos seus pensamentos. 






Ela falou, com a voz sonolenta. 






Ele sorriu. Fazia tantos anos que não sabia o que era sorrir e, de repente, se via sorrindo constantemente. Ele sorriu mais em um dia do que em toda a sua vida. 






_Só um beijo? Muito pouco. 






_O que você quer então pelos seus pensamentos? 






_Oh docinho, você não poderia pagar. 






_Faça a oferta, eu cubro. 






_Quero você. Não só nessa cama, mas na minha vida. Você e Nessie. 






_É o seu preço ou seus pensamentos? 






_Os dois. 






Bella ficou um minuto em silêncio, enquanto ele deslizava seus dedos preguiçosamente por suas costas nuas. 






_E se não der certo? 






_Vai dar. 






_ Mas e se... 












Ele colocou o dedo nos seus lábios, para silênciá-la. A ergueu e colocou-a sobre si. Bella ficou escarranchada bem em cima da sua ereção, que não estava nem um milímetro menor. Ao contrário, estava descomunalmente grande. Edward rodeou seu rosto, com suas grandes e ásperas mãos, tão delicadamente, como se fosse quebrá-la se a segurasse com um pouco mais de força. Ele era delicado e cuidadoso com ela como ninguém nunca foi. 






_Bella, eu não quero só uma transa, não quero usar você como também não quero ser usado. Desejo uma família. Desejo você e Nessie na minha vida. Não só por um par de horas ou de dias. Quero tomar conta de vocês, ser o homem da casa, o pai de Nessie, ser seu. Mas se você não quiser, não vou pressionar, vou entender. 






_É muito cedo para isso, Edward. Digo, nós nos conhecemos ontem e... 






_Eu sei o que você está pensando, mas Bella, eu não vou machucar vocês. Só... Me deixe entrar na sua vida e na de Nessie. 






_Não sei nada sobre você. 






_ Me chamo Edward Antoni Masen Cullen. Masen por parte da minha mãe e Cullen por parte do meu pai. Tenho trinta e dois anos, sou major aposentado, apesar da pouca idade. Tenho uma empresa especializada em segurança de todas as formas possíveis. Tenho um patrimônio avaliado em vinte e oito milhões de dólares, então não se preocupe, que eu não vou deixar que vocês passem privações. Sou saudável, ativo, rabugento, mandão, super protetor, adoro sua filha e definitivamente estou atraído por você, desde o fio do meu cabelo até a porra da minha medula. 






Bella ficou olhando para ele, de boca aberta. Era a primeira vez que tinha ouvido ele falar tanto. Será que deveria arriscar? Ele gostava de Nessie e sua filha o amava, mas será que isso era suficiente? 






_Sue me disse que, se não houver sentimentos, podemos basear nossa relação no respeito e no sexo. 






Ele abriu um sorriso de orelha a orelha. Seu pênis deu um salto, quase entrando nela, pela posição em que se encontravam 






_Sue é uma mulher sábia. 






Bella sorriu e passou a mão por sua bochecha. Ele virou o rosto para beijar o meio da mão dela e lamber, de um modo sensual, sem tirar os olhos dela. Bella sentiu uma fisgada no ventre. E, com o coração aos pulos, falou. 






_Aceito sua proposta. 






Edward a beijou, como que para selar o relacionamento. A ergueu e a última coisa que Bella se lembra é de ter alcançado um clímax tão poderoso que a mergulhou no mundo dos sonhos, saciada e realizada.

8 comentários:

  1. Amo esse capítulo 4, apesar dele ser meio triste e o 3 também é ótimo!

    Beijos.

    ResponderExcluir
  2. milly amo essa história tanto,tanto,que meus olhos se enchem de água.esse edward é o homem mais maravilhoso que uma mulher pode achar ,quem dera existisse homens assim para as bellas da vida.parabéns

    ResponderExcluir
  3. Milly flor, estou amando reler essa história perfeita. Simplesmente demais.... É linda e encantadora demais.

    Mais uma vez parabéns <3


    Beijos


    Ana Paula Magalhães

    ResponderExcluir
  4. Estou até com calor aqui, estou amando reler essa fic,
    Bjs
    Andrea

    ResponderExcluir
  5. Sério essa e uma das melhores fic q eu já li esse Edward e simplesmente fodastico perfeito

    ResponderExcluir