Capítulo 05
Gerard McMann - Cry Little Sister
A dor da cabeça era demais. Bella se mexeu e o procurou na cama, mas não o achou. Se esforçou a abrir os olhos, estava tudo escuro ao seu redor. A chuva açoitava as janelas como que querendo quebrá-las. Ela se virou e procurou por ele. Ela não estava no quarto dele. estava no de hóspedes longe do quarto principal. Ela se ergueu e vestiu o penhoar. Saiu descalça pelo corredor, sentindo-se tonta e enjoada como se tivesse bebido a noite inteira ou comido alguma coisa estragada. Se segurou nas paredes, seu corpo fraco cambaleou até chegar à porta do quarto dele. Com esforço, a empurrou e entrou. Ele estava deitado, o lençol o cobrindo na altura do quadril. Tinha correntes presas aos seus pulsos. Ele estava branco, mais branco do que o normal. Ela o tocou. Gelado, como se estivesse...
_Ele está bem, milady.
Ela olhou para o canto do quarto e avistou Thomas sentado. Círculos roxos se formaram embaixo dos seus olhos.
_Você está horrível. – ela murmurou não se sentindo melhor do que ele.
Ele sorriu e se ergueu, indo até ela, quando uma tontura ameaçou lhe derrubar.
_Venha milady, vou pedir um carro para levá-la para casa.
_Não vou embora Thomas, o... O que aconteceu? Por quanto tempo eu dormi?
_Dormiu um dia inteiro, milady. Venha, por favor, milorde vai acordar logo e não possa deixar que ele a veja...
_Por que não?
_É perigoso.
_O que aconteceu ontem aqui Thomas, eu vi os olhos dele, estavam vermelhos como se os vasos sanguíneos tivessem estourado.
_Milady, por favor, venha. Ele lhe explicará quando acordar, eu não posso falar, não me concerne fazer isso...
_Maldição Thomas! O que houve aqui ontem! O que eu fiz? Eu causei a overdose?
_Não milady, acalme-se.
Ela começou a andar de um lado paro outro abraçada a si mesma.
_Eu não sei o que aconteceu... Eu só sei que acordei com uma fome horrível, e um... Desejo insano de estar nos braços dele. Ele estava no banheiro parado e, quando eu me aproximei, ele pegou a seringa e me pediu para sair. Eu já tinha visto o estojo, ele é diabético? São injeções de insulina? Eu apliquei nele por que ele não conseguia aplicar sozinho. Eu só soube que ele tinha tomado duas antes da que eu dei quando joguei fora a seringa. Eu o matei?
_Ele não está morto milady. Ninguém morreu. Graças a Deus, cheguei a tempo e...
Ela lembrou do que ele fez ontem. O olhou desconfiada.
_O que tinha naquela seringa, Thomas?
_Milady...
_O. Que. Tinha. Naquela. Seringa. Thomas?
Ela falou pausadamente, lhe encarando.
_Eu não posso dizer milady. Espera milorde acordar, então ele lhe dirá.
Ela foi até o banheiro e vasculhou o lixo. Não achou nada. Saiu do quarto e foi para a cozinha. Thomas foi atrás.
_Milady, o que está fazendo?
_Se você não quer me dizer, eu encontro sozinha.
_Milady, por favor...
_Ao inferno com os seus por favor!!!!
Ela gritou e se ajoelhou no chão, revirando a lata do lixo embaixo da pia. Nada. Foi para a área de serviço e vasculhou o lixo. Encontrou quatro seringas, três delas ela reconheceu. Eram as que Edward usou. A outra estava suja de alguma substância vermelha. Ela a pegou e Thomas quis arrancar das suas mãos. Ela puxou de volta com toda a força que tinha. A ponta da agulha entrou em sua carne, um filete de sangue desceu por seu dedo. Thomas se pregou na parede, os olhos escurecendo e ficando... Ela ouviu um rugido ao longe. Ela ignorou o som, ignorou o homem parado ao seu lado, feito uma estátua. Ela descartou a agulha e cheirou a seringa. Sangue. Ele tinha aplicado uma injeção de sangue nele.
Sangue morto.
_Explique-me.
_Milady, por favor, saia daqui...
Eles ouviram o som de correntes sendo puxadas, como se alguém quisesse se soltar e rugidos fortes, ameaçadores, como se um animal estivesse dentro do apartamento. Bella sentiu os pêlos da nuca se eriçarem.
_BELLA!!!
Edward gritou seu nome, mas a voz dele estava diferente, distorcida... Sobrenatural.
_ISABELLA!!!
Ela se ergueu de um pulo e olhou para Thomas, que já estava se dirigindo para a cozinha e pegando outra seringa de sangue. Sangue de um morto.
Ele correu para o quarto de Edward e Bella foi atrás.
_Fique aí!
Thomas gritou, mas ela não lhe deu ouvidos. Correu até Edward, mas, antes de conseguir chegar lá, braços fortes lhe agarraram e lhe puxaram para fora do corredor. Ela ouviu um rugido e algo se partiu lá dentro. Ela ouviu o som de alguma coisa sendo lançada na parede, mas não viu o que foi por que a porta já tinha sido fechada.
_Quieta Bella, pelo amor de Deus!!!
Rosalie falou, enquanto lhe tirava do apartamento. Um homem todo de preto as esperava na garagem. Rosalie a colocou dentro do carro e deu uma ordem direta.
_Corra. Use toda a potência do motor. Pelo amor de Deus, corra!!!
O homem acelerou o carro e saiu voando pela estrada. A chuva caia forte e Bella tremia de medo e desespero. O que estava acontecendo? Ela sentiu a urgência de estar com ele, mas não deixaram. Sentindo medo, ela se encolheu no banco do carro e fechou os olhos.
_Meu Deus... O que está acontecendo?...
Rosalie voltou para dentro do apartamento, trancando tudo no processo. Correu para o quarto com a seringa na mão, não a de sangue, mas da dose para pará-lo. Thomas estava caído no chão, sangrando. O quarto estava todo quebrado, as correntes tinham desaparecido e seu irmão também. Ela ligou para Jasper, mas não conseguiu falar com ele. Rosalie jogou o celular de lado e foi ajudar seu amigo de tantos séculos. O sentiu atrás de si. Se ergueu calmamente, com Thomas amparado e o levou até o que sobrou da cama. O deitou e em seguida se virou. Edward estava a centímetros dela, os olhos vermelhos com as pupilas dilatadas a fitavam sem reconhecê-la. Estava com os pés presos no teto, de cabeça para baixo, a olhando ameaçadoramente. Não era seu irmão, a sede o dominava.
_Meu rei.
Ela falou e fez uma reverência. Ele sorriu, mostrando as presas que gotejavam veneno. Ele balançou as correntes, testando-as. Ele conseguiu arrancá-las da cama, mas não dos pulsos.
_Liberte-me. – ele ordenou.
_Não posso.
_Devolva-a a mim.– ele falou, farejando o ar à procura dela.
_Não posso.
_ELA ME PERTENCE!!!
Ele lançou as correntes na direção dela e Rosalie as pegou, o puxando do teto. Ele caiu no chão, mas rapidamente se ergueu. Estalou o pescoço, sorrindo ameaçadoramente. Rosalie soube que ele estava se preparando para brigar, para matar e mesmo ela não era páreo para ele.
_Milorde, se eu entregá-la milorde a matará. – ela falou calmamente de cabeça baixa.
Ele a olhou com o cenho franzido e em seguida rugiu, indo para cima dela. Rosalie pulou, se pregando no teto. Ele a seguiu. Ela rodou fora do seu alcance, antes que ele a mordesse. Ele a seguiu pelo quarto, rosnando e avançando. Ela se preparou para agir.
_Devolva-me minha escolhida. Onde ela está!!!
Ele gritou e sacudiu as correntes na sua direção. Rosalie aproveitou a oportunidade e as pegou, prendendo em um gancho no chão. Pulou por cima dele, ficando às suas costas. Enterrou a seringa no pescoço dele, enquanto o imobilizava e ele gritou de dor, quando a poção, mais forte que as outras, entrou em seu sistema. Ele arrancou as correntes do gancho preso ao chão e cambaleou pelo quarto, com ela presa às suas costas. Tentou se soltar, mas não conseguiu.
_Quieto meu irmão!!! Por Deus, fique quieto!!!
Ele lutou, enquanto a poção o queimava e fazia efeito. Ele sentiu a lucidez voltando aos poucos, piscou e olhou ao redor. Viu a destruição que causou, viu Thomas caído no colchão, com uma mordida no pescoço, estava inconsciente. Ele cambaleou e caiu. Rose lhe abraçou apertado. Ele começou a respirar melhor, o oxigênio sendo bombeado para seu cérebro. Ele se encolheu, não mais de dor, mas de vergonha.
_Rose...
_Chiii... tudo bem maninho, tudo terminou bem.
_Bella...
_Está bem, ela está segura, mas você vai ter muito o que explicar a ela. Ela sabe que algo não está indo bem e ela sentiu sua dor, sua sede. Ela sabe que você está bem agora, ela sente, talvez fique mais calma, eu vou telefonar para ela e dizer que volte e...
_Não! Não... Deixe-a lá. Deixe-a longe de mim. Eu quase a matei.
_Você nem chegou perto dela. Relaxe. Vem, tem que se alimentar.
Jason Walker ft Molly Reed - Down
Ela o ajudou a se erguer e o levou para a cozinha. Trancou a porta do quarto de hóspedes, para que ele não sentisse o cheiro dela e fosse atrás farejando. Ele era um excelente rastreador quando queria. Rosalie lhe deu várias bolsas de sangue e ele as engoliu rapidamente, o sangue fazendo efeito rapidamente, a fome sendo controlada, amenizada. Ele respirou fundo e olhou para a porta da cozinha. Thomas vinha amparado por Rose, sentou-se na cadeira ao seu lado e lhe sorriu tremulamente. Rose deu-lhe um saco de sangue e seu amigo o tomou, bebeu mais três e se sentiu melhor. A ferida no seu pescoço se fechou rapidamente e ele alisou o local da mordida.
_Perdão Thomas, eu...
_Eu sei milorde, fico feliz que esteja bem.
_Eu também.
_Ok, agora que as princesas fizeram as pazes, que tal limparem a bagunça? Eu preciso dar uma saidinha.
Rose falou e eles fizeram uma careta.
_Deixa para amanhã. Faça as malas Thomas, estamos voltando para a Escócia.
_De jeito nenhum! Está fraco, esqueceu? Tem que ficar na cama se alimentando para poder voltar ao normal. E a convenção? Todos dependem de você. A convenção precisa de você para ser feita, sem o rei não tem trégua.
_Um rei sem trono?- ele falou com escárnio e Rosalie bufou
_Todo o mundo vampírico te reconhece como rei, é o sucessor de nosso pai, tomaste a coroa quando ele morreu, é teu direito e tua obrigação. É o rei de nosso mundo e não importa que meia dúzia de bastardos digam o contrário. Não vais fugir para a Escócia Edward, não podes desgraçar a memória de nosso pai.
_Eu sei. Está bem... Só leve a Bella de volta apra casa dela. Não a deixe perto de mim.
_Vou fazer o possível, mas você sabe como tua escolhida é teimosa.
Ele sorriu. Sim, sabia e como sabia.
**********
Evanescence - 16 Secret Door
Às oito da manhã, Rosalie chegou no apartamento em que Bella estava. Entrou com uma sacola nas mãos, tinha roupas e comida. Bella se vestiu e comeu sem realmente sentir o gosto.
_Como ele está? O que aconteceu?
_Ele está bem, ele só teve uma noite ruim.
_Porque Thomas aplicou uma injeção de... Sangue morto nele? Seu irmão é o que? Algum adepto de alguma seita satânica?
Rosalie riu.
_Não Bella, meu irmão não é nenhum maluco desse tipo não. Ele é apenas um homem atormentado.
_Então o porquê da injeção?
_É o único jeito de parar um... Alguém ensandecido.
_Nunca ouvi falar desse método.
_Oh, mas é muito usado, acredite-me.
_Já... Aconteceu outras vezes?
_Apenas uma vez. Duas com essa. Entenda Bella, meu irmão ele é... Ele tem um problema. E você é a solução para ele. Você é a cura dele. Não se afaste dele, por favor Bella. Ele tem sorrido e brincado como há muito, muito tempo eu não via. Eu temi que tivesse perdido meu irmão para a escuridão e agora eu vejo que você conseguiu resgatá-lo. Não desista dele, por favor.
_Me leve para casa por favor, preciso...
_Prometa-me que não vai desistir dele.
_Não vou desistir. O... O que tinha naquele apartamento ontem Rose? Quem era aquele homem que gritava e rosnava para mim? Não era ele Rose, não era...
_Era o homem que te ama a não sabe mais o que fazer, nem como viver sem você. Vem, vou te levar pra casa.
_Não... Eu.. Eu quero vê-lo.
_Ele disse que não.
_Estou pouco me importando para o que ele disse. Quero vê-lo.
Rosalie sorriu.
_Você é mais teimosa que uma mula.
_Pode apostar que eu sou.
**************
Como Rose tinha dito, Edward não quis vê-la. Ela entendeu que ele estava com vergonha. Ela foi para casa, precisava pensar também. Não dormiu a noite, só pensando. Sensações lhe tomavam, fúria, medo, vergonha, desejo por... Sangue... Ela balançou a cabeça. Isso era loucura. Chegou em casa e se despediu de Rosalie. A convidou para entrar e ela aceitou, mas só para deixá-la na cama, descansando. Assim que a loira saiu, Bella se virou de lado e dormiu.
Sonhou com ele. Estava vestido como um escocês dos livros que gostava de ler. Estavam no meio de uma floresta e ele segurava nos braços uma jovem. E a mordia no pescoço. Ela tremeu e desfaleceu em seus braços. Ele tirou os dentes do pescoço e deixou que o corpo caísse de encontro ao chão molhado. Ele lhe olhou com os olhos vermelhos, sorriu com os lábios sujos de sangue, ergueu uma mão a chamando. Bella sentiu seus pés irem de encontro a ele.
“Eu te amaldiçoou Edward Cullen!”
Uma voz gritou perto dela, mas Bella não viu ninguém. Só ele lhe sorrindo, enquanto com um braço estendido lhe chamava.
“Ela lhe cederá sua inocência de bom grado, por que o ama...”
A voz falou ao seu lado. Sentiu mãos cadavéricas lhe empurrarem de encontro a ele. Não estavam mas no meio da floresta e sim em um quarto. Edward se encontrava ao lado da cama nu e lhe sorria. A túnica que ela vestia foi tirada de seu corpo.
“Isso minha criança, se entregue a ele... Salve-o.”
A voz sussurrava em seu ouvido, enquanto lhe empurrava para ele. Uma velha esquelética lhe colocou deitada na cama, segurou seus braços para cima e lhe sorriu, um sorriso demoníaco, mas Bella não se importava. Ela só via ele, que se abaixou sobre ela, lhe olhando com luxúria, os olhos resplandeceram vermelhos, intensos. Ele se colocou entre suas pernas e sentiu seu membro lhe cutucar a entrada já molhada. Ele lhe beijou sensualmente. A velha dirigiu a cabeça dele até seu pescoço.
“Tome-a, é sua... A cura para sua maldição. Tome-a... Corpo e sangue. Agora!”
Bella ouviu Edward rugir. Ela o olhou e viu seus olhos vermelhos e os dentes grandes e pontudos. Ele desceu a boca até seu pescoço. Ela sentiu a espetada das presas dele, sentiu o sangue sair a fervuras da veia, sentiu ele se alimentar, ouviu o som de sucção que ele fazia em seu pescoço. De repente, ela sentiu uma dor aguda na sua intimidade. Ele a tinha penetrado forte. Os embates a machucavam. Ela sentiu sua coluna quebrar, sentiu o som dos ossos se esmigalharem sobre o peso de sua mão. Ela sentiu o coração bater mais devagar. Estava morrendo.
_Edward, eu... Te amo...
De repente, ele arrancou as presas de seu pescoço e a olhou horrorizado. Saiu de cima dela, sentando na cama e a abraçando.
_Não... Não!!!
Ele gritou, enquanto olhava pra ela desesperado, alisando seu rosto sujo de sangue. Ela tentou erguer a mão, mas não conseguiu. Ele a pegou e olhou assustado. Sua mão, tão pequena dentro da dele, estava esmagada, seus ossos quebrados.
_Bella... Não!!!
“Até que encontre uma mortal a quem ame e que seu amor seja correspondido do mesmo modo. Quando isso acontecer, ela morrerá, você a matará! Só assim você terá alívio de sua sede de sangue. E você sofrerá mil vezes a agonia que eu sofro agora!!!”
A bruxa gritou as palavras, enquanto ria sobrenaturalmente. Tudo à sua volta ficou escuro e ela o ouviu gritar que a amava, que não o deixasse, que não morresse. Mas era tarde.
Bella sentou na cama de um salto e olhou ao redor. Nada. Estava em seu quarto. Tocou o pescoço, tudo ok. Tocou entre as pernas, nada, tudo normal. Olhou seus dedos, respirou aliviada, sem sangue, sem ossos quebrados... Saiu da cama e foi para o banheiro. No meio do caminho, ela viu um vulto lá embaixo, perto das árvores de frente a sua janela. Ela foi até lá a abriu-a. Era um homem. Ele lhe sorriu e piscou um olho. Bella se sentiu tonta, balançou a cabeça e, quando olhou novamente, ele já não estava mais lá. Ela foi ao banheiro e, de volta a sua cama, deitou e dormiu. Sem sonhos dessa vez.
Uma semanda depois....
Christina Perri - A Thousand Years
Bella arrumava uma estante, nos fundos da loja, com os livros novos que tinham chegado. Não tinha falado com ele desde o incidente. Ele não atendia seus telefonemas. Ela falou com Rosalie, mas ela não lhe contou nada, apenas que ele estava ocupado com o congresso. Apenas isso. Ela sentia saudades. Às vezes, era como se ele estivesse perto. De fato, ela o sentia. Era como se ele estivesse a espionando. Mas, toda vez que ela olhava ao redor, não via ninguém. A sineta da porta soou, avisando que clientes tinham entrado. Ela se ergueu, pegando a caixa e indo até os fundos da loja. Colocou no depósito de caixas para reciclagem e sentiu o tão costumeiro frio na barriga. Respirou fundo. Ele estava perto, ela não sabia como explicar mas ela o sentia.
“_O que deu a ele?
_Sangue morto.”
Ela olhou ao redor. Nada.
“Ele é apenas um homem atormentado.”
Ela começou a andar para o estacionamento, sempre olhando as árvores, sempre procurando alguma coisa.
“Entenda Bella, meu irmão ele é... Ele tem um problema. E você é a solução para ele. Você é a cura dele. Não se afaste dele, por favor Bella.”
Ela andou para dentro da floresta.
“Ele tem sorrido e brincado como há muito, muito tempo eu não via. Eu temi que tivesse perdido meu irmão para a escuridão e agora eu vejo que você conseguiu resgatá-lo.”
Ela parou no começo da floresta. Olhou para cima, quando um raio de sol bateu em seu rosto. Ela procurou em volta. Ela o sentia. Sabia que estava aqui.
“Não desista dele, por favor.”
_Edward? Eu sei que está aqui. Apareça, por favor.
Silêncio.
_Porque nunca retorna minhas ligações? Temos que conversar, você sabe que sim.
Nada, apenas o silêncio.
_Olhe, se você não quiser continuar com... O que temos, se é que temos alguma coisa, me fale ok? Já levei na cabeça uma vez, outra decepção não me matará, fique sabendo disso.
Dessa vez ela ouviu um suspiro longo. Ela se irritou.
_Se você quiser voltar para aquela magrela emproada da Tânia, pode ir! Eu nem ligo!!!
Ele riu bem baixinho, mai ela ouviu.
_E se pensa que isso é ciúme, pode tirar seu cavalo da chuva, eu nunca sentiria ciúmes de você, não temos nada para que eu me sinta ciumenta.
“Não desista dele, por favor.”
_Não vou desistir de você, Edward. Por mais que você queira.
Ela sussurrou e saiu da floresta. Avisou a Ângela que ia para casa, entrou na carro e saiu de lá com dor de cabeça.
“O que tinha naquele apartamento ontem, Rose? Quem era aquele homem que gritava e rosnava para mim? Não era ele Rose, não era...”
_Humano. Ele não era humano. Não é humano. O que raios você é, Edward?
Ela falou para si mesma. As lembranças voltando, preenchendo sua mente. A injeção de sangue, a dor. Morto só por hoje. Os olhos vermelhos, o rugido, as correntes presas aos pulsos, o som de algo se quebrando. A dor dele, que ela sentiu como se fosse a sua. Ela conhecia os lobos da aldeia Quileute. Ela já tinha presenciado uma boa cota de transformações deles, sabia que a primeira doía muito. Mas, Edward não era lobisomem, ela conhecia os sintomas. Não, ele era outra coisa. Sangue morto. Aonde tinha ouvido falar sobre isso? Ela tinha lido... Sim, com certeza ela leu. Aonde? “Manual para um bom caçador.” Sim, Emmett tinha feito um pedido há um ano atrás, estava curioso sobre essa historia. Sangue morto... Ela arregalou os olhos quando descobriu em que tipo de criatura ele fazia efeito. Vampiro.
_Ele é um vampiro...
Que confusão, só falar Edward! Eu soou um vampirão que te ama! Beijos
ResponderExcluirAhhhh !!!!! Bellinha é esperta !"!!!! E muito teimosa também !!!!
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