CAPÍTULO 01
Três anos depois
A neve caia firme e constante, deixando as calçadas perigosamente escorregadias para alguém tão desajeitada como ela, mas Bella não podia ficar na cama como gostaria. Tinha trabalho a fazer. Era diarista a dois anos e meio e seus clientes dependiam dela para terem suas casas organizadas, seus armários abastecidos e seus freezers cheio de comida que durasse uma semana. Tinha mudado desde o dia que fugiu de Londres: seu cabelo, antes tão longo da cor do mogno lustroso, agora era curto chegando na altura do pescoço e da cor do sol. Tinha mudado drasticamente, tudo, até suas roupas, que antes eram vestidos e saltos, agora eram calças e moletons. Bonés estavam sempre cobrindo seus cabelos, o que não combinava em nada com eles, por serem loiros, mas tinha que ser assim. Só o que não conseguiu mudar foi seu nome, porque não conseguia se acostumar com uma identidade falsa. Estavam procurando por uma mulher com as características antigas dela, mas ela, que sempre gostou do cabelo comprido, não podia dar bandeira. Ele ainda a procuravam e por isso não fazia amizades, seu relacionamento com seus clientes era totalmente profissional. Ela chegava na casa deles sempre vazia por que todos trabalhavam, pegava a chave debaixo do carpete, entrava, arrumava, fazia as compras, fazia a comida, organizava-as no freezer, pegava seu pagamento em cima da mesa e ia embora. Apenas isso. Nada de ficar para uma xícara de café ou um pedaço de bolo, nem mesmo para um tchau ou um até logo. Todos sabiam como ela era e Bella não mudaria isso nunca, seu lema era: Nunca se envolva com seus clientes. Só entre, faça o serviço, pegue o dinheiro e dê o fora. Não tinha problemas quanto a isso, seus clientes a entendiam. Quer dizer, quase todos com exceção de um, Mike Newton, dono de uma loja de artigos para esportes e afins que sempre tentava dar um jeito de chamá-la para um encontro e não importava o quanto Bella dissesse que não ele sempre insistia.
Hoje era lá que ia fazer faxina, ele saia cedo e Bella sempre ia depois das oito, para não dar de cara com ele. Como sempre fez seu trabalho e foi embora. Olhou no relógio que marcava quatro da tarde e decidiu que iria tirar o resto do dia de folga. Assim que chegou em casa seu telefone tocou. Ele não era registrado no seu nome, estava no nome de sua senhoria, dona Angélica Weber, a qual fazia faxina toda quinta feira.
_Alô? – Bella atendeu enquanto pendurava seu casaco no cabide.
_Alô! Bella, é a Rose, você poderia dispor de uma hora, no máximo, para ir no endereço que eu vou te passar? É a casa do meu irmão que está precisando urgentemente de uma faxina e de comida de gente e não as porcarias que tem na geladeira, que devem está estragadas já. Poderia fazer esse favor pra mim, flor?
_Rose, eu acabei de chegar de uma faxina. Estou cansada e, além do mais, não acho que uma hora de faxina vá resolver o problema do seu irmão.
_Não é para hoje, mas você poderia agendar um dia, por favor?
Bella suspirou. Rosalie era do DEA e seu marido era um SEAL. Eles viviam fora de casa. Ele mais que ela, já que vivia de missão em missão. Era a casa mais fácil de limpar e os clientes que Bella tinha se apegado mais, apesar de que estava quebrando suas regras em não se envolver com eles, mas não podia evitar. Eles eram legais e ela se sentia segura em saber que eles eram os mocinhos, mas ela só conversava pelo telefone. Nada de visitinhas, isso estava fora de questão.
_Ok Rose, mas só vou poder fazer a faxina na segunda, tenho a semana toda cheia.
_Perfeito, anote o endereço, ele está em casa. E não se preocupe, ele tem a cara fechada, mas é legal. Só não conversa muito, mas você também não. Então irão se dar muito bem.
_Ok. – Bella anotou o endereço, que ficava na rua atrás da sua. Tomou banho, comeu um sanduiche e foi para lá.
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_Mãe, eu estou bem. Sim dona Esme, eu já desfiz minhas malas e comi... Rose me trouxe comida... Sim, pode deixar dona Esme... Tchau, dê um abraço no pai.
Edward desligou o telefone e voltou a consertar a caldeira que tinha quebrado. Estava cansado, mas a casa estava um gelo e tinha que aquecê-la. Ainda por cima, tinha prometido à sua irmã que iria receber sua faxineira, que viria para ver o grau de imundície que sua casa estava. Bom, a mulher iria se surpreender com a quantidade de casas de aranha e pó que tinha sobre os móveis. Sua casa estava fechada a dois meses, desde que saiu em missão com seus homens. Era major da marinha dos Estados Unidos da América e fazia dezessete anos que estava nos SEALs, com muito orgulho. Treinou duro pra chegar até aqui e permaneceria na corporação até se aposentar.
Continuou com seu trabalho e, assim que terminou de limpar e montar a peça da caldeira, ele ligou o botão e, com um forte “BUM”, ela voltou a funcionar e em pouco tempo sua casa estava quentinha. Ia para seu quarto tomar um banho quente quando a campainha tocou.
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Bella subiu os degraus da varanda com cuidado, pois, estavam congelados. Apertou a campainha e esperou. A porta se abriu e ela perdeu a fala! Meu Deus! O homem era lindo, na falta de um adjetivo melhor para denominá-lo.
Ficaram se olhando por uns minutos antes de Bella quebrar o silêncio, se apresentando formalmente.
_Boa tarde, sou Bella, a diarista. Rosalie me mandou para ver sua casa e dar um orçamento sobre a faxina.
Edward ficou parado, com cara de besta. Nunca, em todos os seus anos, tinha visto uma beleza como aquela. Ela se vestia com calças jeans folgadas e uma blusa de moletom, mas mesmo assim era linda! Ela tirou o boné e ele viu seu cabelo loiro na altura do pescoço. Pelo menos era loira. Se os cabelos fossem castanhos ele estava perdido, tinha uma atração por morenas de cabelo castanho e quando os fios vinham mesclados com vermelho então...
Ela tinha se apresentado, mas ele não prestou atenção. Ela disse que Rose a mandou para...
_Sim, a diarista, claro. Sou Edward Cullen.
Ficaram calados por um minuto, sem saberem o que falar, até que ela rompeu o silêncio novamente.
_Posso... Entrar? Para olhar a casa?
_Olhar a casa?
_Pra faxina.
_Claro, entre.
Ele deu passagem e, quando ela passou, ele sentiu o cheiro de morango vindo dos seus cabelos. Ele quase rosna de prazer, “Porra, ele amava esse cheiro!”
_Sua sala é muito bonita, senhor Cullen...
_Edward.
Ela sorriu e ele quase fica de joelhos, o sorriso dela era lindo.
_ Tem mais outra sala?
_De jantar.
_Certo.
Ele a levou pelos cômodos, mostrando tudo com cuidado e respondendo às perguntas dela com um sim ou um não e, às vezes, só balançando a cabeça em assentimento. Quando chegaram ao quarto, ela olhou tudo com olho crítico e se dirigiu ao banheiro. Ele foi atrás e se deparou com a bagunça que tinha deixado espalhada lá. Quando chegou, ele tinha tirado sua roupa e tinha se metido debaixo da água, só para descobrir que estava tão fria como o Pólo Norte. Ele então se vestiu com uma calça moletom e desceu até o porão para consertar a caldeira.
_Desculpe. – ele disse e começou a catar suas roupas e colocá-las no cesto.
Ela sorriu e ele quase perde a linha de raciocínio, não que estivesse raciocinando direito com ela ao seu lado.
_Você vai querer que eu cozinhe?
_Sim.
_Certo, onde fica a dispensa?
_Cozinha.
Ela sorriu pra ele e saiu do quarto. Ele a seguiu é lógico! Ela deu uma olhada na despensa totalmente vazia.
_Precisa fazer compras, senhor Edward...
_Edward. Certo.
Ele subiu as escadas e, dez minutos depois, voltou todo arrumado.
_Você vai sair? – ela perguntou pegando sua bolsa, se recriminando por ser tão abelhuda. Nunca foi assim com ninguém.
_Compras. Você pode me ajudar?
_Ajudar?
_Não entendo de compras, só de enlatados e frutas.
_Eu posso lhe ajudar com as compras.
_Certo.
Eles se dirigiram para fora de casa e para o veículo parado na calçada. Ele abriu a porta para ela e a ajudou a entrar. No caminho, Bella fez uma lista mentalmente sobre o que ele precisaria. Ele era grande e por isso devia comer muito. Chegaram ao Wal-Mart e Bella se dirigiu aos carrinhos. Pegou um grande e entregou a ele, pegou um pequeno pra ela, pois, precisava de algumas coisas na sua casa.
Edward percebeu uma coisa sobre Bella. Ela era reservada, mas se puxasse um assunto quando ela estivesse distraída poderia arrancar mais do que quatro palavras dela. Assim como ele, Bella não conversava muito e ele percebeu que sempre que ela lhe mostrava um produto que ele não sabia o que era ou não gostava ela tentava persuadi-lo a comprar e explicava os benefícios. Edward se pegou negando quase tudo que ela mostrava a ele só para ouvi-la falar. Sua voz era fodidamente cálida e deliciosa, ela acalmava a tempestade dentro dele.
Fizeram as compras e ele pagou tudo, inclusive as compras dela, que negou veementemente, sendo ignorada por ele, é claro. Ela saiu de lá totalmente constrangida. Tinham discutido como se fossem um casal e todos viraram as cabeças para eles quando ele segurou seu queixo e disse que não insistisse mais no assunto. Edward não sabia se foi por vergonha ou medo mais ela se calou e abaixou a cabeça. Ele pegou o carrinho com as compras deles e saíram porta afora do supermercado. Colocaram tudo dentro do porta-malas do SUV e foram embora.
Bella organizou todas as compras na despensa, geladeira, freezer e armários dele. Passou duas horas limpando e organizando e ele, graças a Deus, não se aproximou dela. Ele mexia com seus sentimentos, coisa que ela pensava não existir dentro de si. Fez uma sopa com torradas e deixou a cozinha completamente arrumada e brilhando. Ele entrou no recinto e Bella não precisou se virar pra saber que ele estava encarando suas costas. Seu olhar queimava e ela se sentiu desconfortável com isso. Ele era silencioso, mas seu cheiro o denunciava. Ele tinha tomado banho, o cheiro de shampoo de sândalo e loção pós-barba impregnou o ambiente. Ele não usava perfume.
Ela se virou pra ele e sorriu. Edward sentiu o couro da sua cara repuxar nos cantos. “Estava retribuindo o sorriso?” Ele não se lembrava de quando foi a última vez que riu, gargalhou ou só deu um sorriso de canto, pois a vida de um SEAL era dura e não podia perder tempo com sorrisos. As mulheres que ele fodia não vinham atrás dele por seus sorrisos e sim por uma noite de sexo forte, rápido e selvagem. Ele era delicado quando a situação pedia, é claro, mas tinha vezes que era muito brutal na cama, não de um jeito que machucasse. Ele não machucava mulheres, nem crianças, nem velhinhos, só os caras maus e ponto.
_Eu terminei aqui, acha que você poderá se virar até amanhã com sopa e torradas? Eu virei terminar a faxina de manhã, tudo bem?
_Sim.
_Não acertamos o preço ainda. Sua casa é grande mais não é muito trabalhosa de limpar. Hum... Sesenta dólares, para limpar lavar as roupas e abastecer seu freezer por uma semana?
_Sesenta dólares. Sim.
Ele assentiu e ela sorriu se abaixou para pegar a bolsa dela que estava no chão e se virou para a porta dos fundos.
_ Até amanhã então Edward. Estará fora?
_Não. Por quê?
_Eu... Bom, meus clientes sempre estão trabalhando quando eu vou fazer a faxina.
_Folga.
Ele disse e nada mais. Bella demorou uns segundos para entender que ele estava de férias.
_Certo, tudo bem. Eu venho às oito, está bem?
_Está. Eu vou deixá-la em casa.
Ele pegou as chaves no bolso de trás e lhe escoltou para fora, a colocou no banco do carona e sentou em frente do volante. Ela disse o endereço e ele ficou feliz em saber que a casa dela era perto da sua. Ela agradeceu e saiu do carro antes que ele pudesse descer e ajudá-la. Ela morava em um apartamento em cima de uma garagem.
Ela caminhou até e porta com as sacolas nas mãos, abriu a porta, entrou e fechou, passou a chave e ele viu as luzes se acendendo lá dentro. Edward ligou o carro e foi pra casa.
Bella observou o carro ir embora, pegou o telefone e ligou para casa de Jéssica Stânley. Amanhã era pra fazer a faxina lá, mas, por algum motivo que desconhecia, ela quis trocar os dias. Amanhã seria quarta e Jessica não pagava para ela cozinhar, só arrumar, então daria para fazer na quinta à tarde, quando saísse da casa da Senhora Angélica, que também era só faxina. Jéssica não ficou feliz com isso e, depois de vinte minutos expressando seu desgosto, ela aceitou e Bella desligou. Foi à cozinha e tomou um copo de leite. Eram oito da noite e estava morta de cansada. Tomou banho e se deitou para mais uma noite de pesadelos, na qual acordava soluçando e pedindo que não matassem seus pais, enquanto Caius Volturi, seu marido, ria e colocava uma bala na testa de Charlie e Renée Swan.
Edward não dormiu nada. Estava, por algum motivo que desconhecia totalmente, agitado e ansioso. Merda! Um SEAL não ficava agitado nem ansioso. Isso era morte certa para ele e ele não chegou até aqui para ser morto por sentimentos fodidamente idiotas.
Era ela, ela e seu cheiro de morango e seu cabelo sem vida, curto, mas que o fazia imaginar como seria se ela deixasse ele crescer e pintasse de castanho avermelhado. Cara, seria o céu vê-la assim, de cabelo escuro e totalmente nua só pra ele. Dava para sentir o gosto, na ponta da língua, de sua vagina aberta para ele, enquanto ele saboreava e colocava dois dedos dentro dela. Era seria apertada, sim, ela era pequena e não parecia que tinha vida sexual ativa.
Mas, ela tinha um semblante assustado e isso o deixava inquieto. Ele cheirava os problemas de longe e ela exalava problemas e dos grandes! Oh sim, ele podia sentir que ela escondia algo de todos. Talvez um amante rejeitado que estivesse perseguindo-a? Edward se esticou e um calafrio passou por sua coluna quando ele pensou em algum filho da puta machucando-a por ela o ter rejeitado. Ele mataria o fodido bastardo se ele se aproximasse dela. Ela tinha segredos e ele descobriria quais eram.
Ela tinha despertado nele uma luxúria que nunca sentiu e foi tão rápido, intenso e potente. Foi como se tivesse levado uma descarga de um milhão de volts direto no seu pau que, ao invés de murchar, cresceu dolorosamente. Ele esteve duro a tarde toda! E ainda agora estava duro. Se masturbar não adiantou, banho frio não adiantou. Estava ereto e era por ela. Bella, a mulher mais linda que ele colocou os olhos em cima. Sentiu uma urgência de estar com ela, de puxá-la para seus braços e beijá-la, só pra sentir como se desfalecia e gemia na sua boca. Porra, daria tudo para ouvir ela gemendo seu nome, gozando para ele, na sua boca, no seu pau, nos seus dedos. Seu membro cresceu mais ainda, se possível! Ela viria de manhã e ele teria todo a dia para se aproximar dela. Tentaria manter uma conversa que não fosse só sim e não ou pior, ele se mataria se abrisse a boca e dissesse que queria foder com ela até fazê-la perder os sentidos. Sim, sem sombra de dúvida que se daria um tiro se abrisse a boca para falar essas palavras. Ela viria em exatas quatro horas, vinte e dois minutos e cinquenta segundos e ele passaria um dia inteiro perto dela. Não via a hora dela chegar.
CAPÍTULO 02
Bella acordou com o rosto banhado em lágrimas. O mesmo sonho, sempre esse sonho, seus pais pedindo misericórdia e que não a machucassem, ela chorando e pedindo para que ele não os matasse, ele rindo, enquanto apertava o gatilho e a parede atrás do seu pai ficava vermelha de sangue. No sonho, sua querida mãe também morria. Mas, esse sonho não foi igual aos outros. Nesse, sua mãe falava com ela. Renée nunca falava com sua filha nos pesadelos, ela apenas sorria e fechava os olhos antes de Caius atirar na sua cabeça. Hoje, nesse sonho, ela sorria e a mandava confiar em Deus. Mandava-a olhar para trás. Bella olhava e via uma figura sombria, que sabia que era uma pessoa, mas não dava para ver quem era. As sombras o escondiam de seus olhos, mas ela via o que ele tinha nas mãos. Uma arma e estava apontada para o peito de Caius. A figura estendia a mão para ela e ela corria pra ele. Só que antes de o alcança, ele sumiu e ela acordou.
Bella se ergueu e, como fazia em todos esses anos, ela se ajoelhou e orou a Deus para que lhe desse forças para continuar e que não permitisse que seu marido a encontrasse. Hoje, diferente dos outros dias, ela sentiu que Deus estava respondendo suas orações. Não que ele nunca tivesse respondido, mas hoje ela sentiu mais forte que tudo ficaria bem.
Sua mãe sempre dizia que mesmo no silêncio Deus respondia quando pedíamos. Bella pedia por paz e felicidade e Deus lhe respondeu com um sorriso.
Sua manhã foi normal. Ela fez sua higiene matinal, vestiu uma calça folgada e um moletom, penteou os cabelos e colocou o boné. Calçou os seus tão amados all star e foi tomar café. Ficou fazendo hora, porque não podia chegar na casa do senhor Cullen às seis da manhã. Ele pediu que o chamasse de Edward. Bella sorriu com a lembrança da conversa que tiveram, se é que “sim e não” fosse de fato uma conversa. Ele não era de falar muito, como Rose tinha lhe dito. Mas ela tinha aproveitado sua presença. Ele a tinha deixado calma e segura. Ao lado dele, seus problemas sumiam. Bella não estava entendendo o que estava acontecendo, mas estava gostando.
Ficou dando voltas no seu apartamento, varreu, espanou, separou a roupa para lavar e, quando deu sete e meia, decidiu que era hora de ir. Levaria dez minutos para chegar na casa dele, se fosse arrastando os pés, é claro. Se fosse ao passo normal levaria cinco minutos e três se fosse correndo como uma desesperada. Resolveu ir devagar.
*************
Edward levantou-se as quatro em ponto. Não dormiu nada e já, que não ia dormir, era melhor que se levantasse. Foi para fora e pulou na piscina sem roupa nenhuma. Não gostava de dormir vestido, com exceção de quando estava na base dos Marines. Nadou por uma hora, saiu da piscina vestiu uns shorts e foi fazer abdominais. Uma hora de abdominais e estaria novo em folha. Mas, não surtiu muito efeito pelo que pôde ver. Resolveu ir a sua academia subterrânea. Puxar ferro aliviaria a ansiedade. Merda! Estava parecendo um virgem em sua primeira transa. Se não se acalmasse, assustaria ela quando abrisse a porta de manhã. Ela não entenderia se ele a puxasse para si e lhe abraçasse, dizendo que estava com saudades, entenderia? Claro que não, era mais provável que saísse correndo e chamasse a polícia e o acusasse de atentado violento ao pudor.
Não que seu cunhado fosse prendê-lo por isso, é claro. Jasper o conhecia melhor do que ele mesmo. Ele era casado com sua irmã Alice e tinham um filho chamado Rafael, um menino lindo de sete anos. Jasper era dos SEALs, mas quando se casou pediu baixa. Era a condição para que sua irmã se casasse com ele. Ele, é claro, aceitou e de livre e espontânea vontade saiu dos Marines. Mas ele não conseguiu se desligar totalmente, pois, uma vez soldado sempre soldado! Jasper era agora o delegado da cidade de Forks e tinha tudo controlado com punhos de ferro. Nada fugia do seu controle, nada.
Edward olhou no relógio e constatou que eram sete e meia. Ela estaria aqui em meia hora. Subiu correndo para seu quarto e foi tomar uma bucha e vestir uma roupa. Nunca, em toda a sua vida, teve crise de dúvidas sobre o que vestir. Mas o que é que estava acontecendo com ele? Parecia mais um fodido maricas! Irritado, pegou uma calça jeans desbotada e rasgada que se pegava nas suas coxas, folgando no final das pernas. Vestiu uma camiseta cinza e calçou suas botas. Assanhou os cabelos, pois, não gostava de penteá-los e nem adiantava mesmo, eles não abaixavam.
Olhou ao redor e achou mais prudente arrumar a cama. Não queria dar trabalho a ela. Na verdade ele devia era ter arrumado a casa para que ela não se cansasse muito. Bom, paciência! A campainha tocou e Edward engoliu em seco.
_Controle-se! Não é um encontro seu idiota, pelo menos não para ela. Respire fundo e se acalme.
Ele desceu a escada degrau a degrau, foi em direção a porta, respirou mais uma vez e a abriu. Ela estava lá, parada na sua soleira. Estava linda com aquele jeans folgado e o moletom horroroso que nela ficava tentadoramente sexy. O boné estava impedindo que ele visse mais de perto seus olhos cor de chocolate e ele sentiu desejo de tirá-lo do caminho. Na verdade, ele queria que ela nunca mais usasse esse boné, que deixasse o cabelo crescer e o pintasse de castanho avermelhado.
_Oi! Bom dia Edward.
Ele quase cai quando ouviu seu nome ser pronunciado por aqueles lábios e, quando ela sorriu, ele se pegou retribuindo. Ela o fazia sentir e fazer coisas a que não estava acostumado.
_Bom dia Bella! Entre, por favor. E não olhe a bagunça.
“Não olhe a bagunça? Por Deus não tinha nada melhor para dizer não?!”
_É para isso mesmo que eu estou aqui. – ela sorriu e foi para cozinha e ele a seguiu como um cachorrinho.
_Já comeu?
Se ele já tinha comido o quê? Sem sombra de dúvidas não estava falado dos devaneios que teve com ela, imaginando-os embaixo do chuveiro, em que ele a comia de costas e...
_Edward?
_Oi?
_Já tomou café?
Ok, era sobre comida de verdade que ela estava falando.
_Não.
_Vou preparar seu café agora. O que você gostaria de comer?
“Você!”
_Qualquer coisa.
Ela sorriu, “Porra, mas ela o mataria com esses sorrisos!”.
_Vou preparar panquecas, ovos e bacon, gosta de café?
_Sim... Forte.
_Ok.
Ela se virou e começou a separar os ingredientes e ele não sabia o que fazer. Sentava ou ficava em pé? Saia da cozinha ou ficava observando-a? Concerteza, ficar ali, olhando ela se mexer em volta da sua cozinha, era muito melhor do que fazer qualquer coisa. Mas, a campainha tocou, decidindo por ele.
Assim que Edward saiu da cozinha, Bella soltou a respiração. Estava nervosa com ele lá. Ela sentia os seus olhos cravados nela. Bella tratou de fazer rapidamente o café e começar a arrumar a casa. Era mais seguro se viesse quando ele não estivesse em casa. Não que ele fosse ameaçador ou qualquer coisa do tipo, mas, ele a fazia sentir coisas que nunca sentiu. Ele a fazia sentir-se bonita e desejável, não como um objeto, mas como uma pessoa.
Edward abriu a porta, dando de cara com seu subordinado.
_O que quer James?
_Me mandaram te entregar isso, Edward.
_Está entregue.
Antes que Edward fechasse a porta, seu amigo intrometido passou por ele indo para cozinha.
_Já tomou café, Ed? Estou varado de fome.
_Eu é que vou te varar com alguma coisa, se não sair da minha casa.
James estancou no lugar, olhando admirado para cozinha. Bella estava de costas virando uma panqueca Ela estava com um moletom muito maior do que ela.
_ Edward, por que não disse que estava com visitas?
Seu amigo falou sorrindo para Bella, quando ela se virou pra colocar a panqueca no prato e deu de cara com ele.
_Por que ele não está com visitas, eu sou a diarista. Bella, prazer.
_O prazer é todo meu.
James falou, se engraçando para ela que ficou séria na hora. Edward deu-lhe um cutucão nas costelas e entrou na cozinha.
_Você já entregou o que foi designado para fazer Jamie, pode ir agora.
Edward falou se encostando na pia perto dela, sentiu seu aroma de morangos e quase rosnou. James percebeu, sorriu para ele e deu uma piscada. Edward fechou a cara.
_Você vai comer tudo isso, Edward?
Bella olhou pra prato e ficou vermelha de vergonha. Ela não sabia a quantidade de comida que ele ingeria, então achou melhor fazer muito. Se sobrasse, ela guardaria para mais tarde.
_Vou sim, por quê?
_Ah não por nada, vem eu te ajudo.
James falou e sentou pegando a xícara e o prato que tinha em cima da mesa e se servindo. Cortou uma panqueca fofinha e mastigou revirando os olhos de prazer.
_Vem Edward, caramba! Está delicioso! Você está de parabéns Bella, tem mãos de fada.
Edward sentou-se, olhando mortalmente para seu amigo. Ele queria aproveitar o café com ela e só ela, não com esse parasita dos infernos que sempre aparecia na hora errada.
Bella colocou na sua frente outra xícara e outro prato com talheres e sorriu pra ele. Edward relaxou visivelmente. A comida estava divina, ele e James comeram as vinte panquecas, a dúzia de ovos que ela tinha preparado e o bule de café todo. Tudo estava delicioso. James precisava conversar com ele e Edward o levou para o escritório. Bella correu a aprontar tudo, fez o almoço e arrumou os quartos, pegou as roupas sujas e pôs para lavar, limpou os banheiros, a sala. Quando terminou tudo, eram três da tarde e eles ainda não tinham saído do escritório. Não que Bella não tenha ido chamá-los, mas eles estavam tão absortos em cima de uns papéis que não a ouviram. A casa, em si, não estava muito suja. Os móveis tinham sido cobertos com lençóis e, por isso, não tinham muita poeira. Ela lavou os lençóis e agora estava tirando eles da secadora e dobrando-os. Ela ouviu passos no corredor e foi para cozinha e começou a colocar a comida na mesa.
_Então é isso Edward. Seja lá o que for que eles estejam tramando eles... Pelo amor de Deus, me diga que esse cheiro é aqui na sua casa, diga homem de Deus! – James falou farejando o ar
_É.
Eles foram para cozinha e deram de cara com uma mesa toda produzida. Tinha de tudo lá, desde feijão fresquinho até purês de batatas. Edward se sentiu no céu. E ficou mais feliz quando ela o olhou e sorriu. Porra, ele amava esses sorrisos.
Eles sentaram à mesa e começaram a se servir, mas ela não sentou com eles.
_Você não vai comer Bella?
Ela o olhou envergonhada e negou com a cabeça. Ele ergueu uma sobrancelha e ela sorriu, meio sem jeito.
_Eu não estou com fome, eu sempre belisco quando estou cozinhado, então perco a fome.
Edward a olhou por uns poucos segundos. Era como se ele pudesse enxergar dentro de sua alma, do seu coração, que estava acelerado de tão nervoso de estar no mesmo recinto que ele.
_Venha comer Bella.
Ele a chamou suavemente, mas tinha uma ordem impressa por trás do pedido. Ele não aceitaria um não como resposta. Bella foi até o armário, pegou um prato, um copo e talheres. A mesa era de quatro lugares e ela sentou no meio dos dois, se serviu e comeu calada. Ninguém falava nada. Para ela e para o Edward estava tudo bem, já que eles não falavam muito, mas vez ou outra ela percebia o James batucar os dedos na mesa, tocando alguma música de cabeça enquanto comia.
Quando deu cinco da tarde, Bella já tinha arrumado tudo, o freezer estava abarrotado de comida para uma semana, as roupas estavam lavadas e passadas e a casa estava espelhando de tão limpa. James há muito que já tinha ido e Edward estava no porão.
_Edward? – Bella falou da porta – já acabei, preciso ir.
_Já estou indo.
Ele subiu os degraus de dois em dois e parou perto dela. Estava suado e o cheiro dele entrou em suas narinas como um delicioso perfume que a excitou. Bella ficou morta de vergonha, se afastou da porta para ele passar e o seguiu até o escritório.
Edward pegou o envelope dentro da gaveta, oitenta dólares, ela tinha pedido sessenta, mas o que ela fez na sua casa definitivamente merecia um bônus. Ela sorriu quando ele lhe entregou o dinheiro. Ela contou e franziu o cenho.
_Tem vinte dólares a mais aqui.
_Eu sei.
_Não posso aceitar Edward.
_Foi por ontem, você me ajudou com as compras e organizou tudo.
_Ontem e hoje é o mesmo valor, não cobro mais por isso.
_Eu sei, mais eu quero lhe dar a mais. Na verdade eu quero lhe pagar sempre esse valor.
_É muito Edward e...
_Não. Fique.
_Obrigada... Eu já vou.
A cabeça de Edward foi a mil por hora, tentando encontrar uma maneira de ficar mais um pouco na sua companhia.
_Vou levá-la em casa.
_Não precisa, moro na outra rua e, além disso, Forks é minúscula.
_Mesmo assim.
Ele se virou e pegou as chaves em cima da mesa e a levou até a porta. Quando chegaram até a casa dela, um carro estava parado lá e Bella suspirou cansada. Não pelo dia de trabalho, mas pela pessoa que estava no carro.
_Quem é? – ele perguntou calmamente se fosse o namorado ele pularia fora. Ou não, talvez ele mandasse o cara para o raio que o parta e ficaria com ela. Essa ideia era muito melhor do que ir embora.
_Mike Newton.
_Namorado?
_Oh não! De jeito nenhum. E, além do mais, eu não...
_Namoro. – ele terminou por ela.
Ela confirmou com a cabeça e suspirou novamente. Pegou na maçaneta da porta e ele parou seus movimentos colocando as mãos em cima das dela. Ela o olhou sem entender.
_Me permita.
Ele saiu do carro e Mike o viu. Edward andou tranquilamente até a porta do carona e a abriu. Bella desceu com as bochechas vermelhas como um tomate maduro.
Começaram a andar em direção a sua porta e Edward estendeu a mão para ela quando chegaram.
_Chave? – ele perguntou suavemente.
_Aqui...
Bella simplesmente entregou-lhe as chaves de sua casa. Casa essa que ninguém nunca entrava, homem ou mulher, ninguém, ponto final. Agora estava para deixar que ele entrasse no seu lugar seguro e isso a inquietou.
Edward abriu a porta calmamente, fingindo que o Mike não estava lá parado, fora do carro, com cara de mané e um buquê de flores na mão. Edward fez uma nota mental para comprar flores para ela logo, logo.
Bella ia entrando, mas achou melhor ir ver o que Mike queria. Na verdade, ela sabia, só não queria ser desagradável com ele.
_Volto logo...Se quiser ir embora eu...
_Vou esperar você.
Ela assentiu e foi para perto de Mike. Sorriu quando chegou perto e estendeu a mão para cumprimentá-lo.
_Olá Mike. Deixei alguma coisa inacabada ontem?
_Não, que é isso? Você fez um trabalho divino. Eu é que vim resolver um assunto inacabado.
_Mike... Você sabe que eu não saio com ninguém, eu...
_Com ninguém ou só comigo?
_Com ninguém, eu não quero me relacionar com ninguém Mike, desculpe.
_Tudo bem, tome são pra você.
_Obrigada. São lindas.
_Bella, me responde uma pergunta?
_Claro.
_Se você começar a aceitar convites para sair, poderia me deixar ser o primeiro? – ele falou olhando para algo atrás dela e Bella sabia muito bem o que ele estava olhando.
_Eu... Boa noite, Mike.
_Boa noite. – ele se inclinou para lhe beijar a bochecha mais ela se afastou.
Ele entrou no carro e saiu cantando pneu no asfalto. Bella suspirou e balançou a cabeça negativamente. Ele não era desagradável, mas algo nele a impedia de se aproximar. Talvez seu jeito grudento. E Bella também já tinha visto ele tratar mal seus funcionários e também o viu com Jéssica. E o que Bella menos queria era arrumar confusão com essa mulher. Ela virou-se para entrar e deu de cara com Edward parado na porta, olhando-a. Bella não sabia como, mais tinha certeza de que ao lado dele estaria sempre segura. Se ao menos pudesse contar seu segredo... Que estranho, em todo esse tempo ela nunca sentiu o desejo de falar com ninguém. Ele... Ele a fazia ficar confusa e uma pessoa confusa fazia besteiras e Bella não podia se dar ao luxo de cometer deslizes ou a pegariam. Caius estava por aí, caçando-a como a um animal. Se Bella bobeasse, ele colocaria as garras em cima dela.
Edward ficou observando-a da calçada. Ela tinha aceitado o buquê de flores do sujeito e isso tinha o tinha deixado raivoso. Em contrapartida, ela rejeitou o beijo que ele ia lhe dar, o que o acalmou um pouco. Ela se aproximava pensativa, tinha algo a inquietando. Edward só esperava que não fosse sua presença, porque faria questão de ser sempre presente na casa dela e em sua vida daqui para frente.
_Obrigada por me trazer Edward.
_De nada.
Ficaram naquele silêncio incômodo por uns dez segundos, quando Bella abriu a boca para falar e se surpreendeu com o que saiu de sua boca.
_Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
Bella não queria dizer aquelas palavras, mas quando percebeu, elas já tinham pulado para fora de sua boca.
_Sim. – foi só o que ele falou.
Edward não se encontrava muito bem para formular uma resposta aceitável no momento. Tudo o que queria dizer estava muito bem preso no seu fodido cérebro e grudado na sua língua, não sairia nada nem se pagasse.
Entraram na casa, com ela seguindo na frente. Subiram os degraus, com ele tão perto, que seus dedos roçavam na blusa dela. O apartamento era pequeno, mas aconchegante, pelo o que ele pôde ver. A sala e a cozinha eram um vão só, divididas por um balcão com duas banquetas. À esquerda ficavam duas portas, provavelmente o quarto e o banheiro.
Bella colocou a bolsa em cima do sofá, respirou fundo e se virou para ele. Estava mais do que nervosa com a presença dele na sua casa.
_Fique a vontade, Edward.
_Obrigado. – ele festejou de que pelo menos seu cérebro não tivesse esquecido das regras básicas de educação.
Ela foi para cozinha e ele a seguiu sentou-se em um dos bancos do balcão e ficou observando-a se mexer lá dentro. Ela fez café e trouxe biscoitos que ela mesma tinha feito, eram de nata e canela com açúcar queimado por cima. Delicioso! Ficaram em silêncio enquanto comiam. Vez por outra, ela lhe olhava e sorria, ele retribuía, ainda estranhando essa característica dele de poder sorrir. Terminaram e Bella recolheu a louça suja e levou para pia, começando a lavá-las.
Edward ficou olhando de um lado para outro, tentando encontrar alguma coisa para ficar mais perto dela. Se ergueu e pegou um pano de prato que estava descansando em um gancho perto da pia. Ela lavava e ele enxugava.
Bella estava nervosa, a presença dele na sua casinha era sufocante. Ele monopolizava todo o espaço. Era como se ele estivesse em todo lugar na casa, era grande, alto e forte. Não tão bombado como os soldados de Caius, mas, tinha músculos que aguentariam erguê-la tranquilamente, sem nem suar com o esforço. Ele era elegante e seu andar era sensual, sem ser forçado. Ele parecia um felino, com seu passo tranquilo e seguro. Bella estava com os nervos à flor da pele.
Terminaram com a louça e foram se sentar na sala. Ela se sentou no sofá menor e ele se apertou do seu lado, porque não tinha modo algum de que ele fosse sentar longe dela.
_O dia passou rápido, não é? – ela falou, pegando uma mexa de cabelo e alisando com os dedos.
Edward ficou olhando hipnotizado para seus dedos, desejando poder pegar aquela mexa, cheirá-la, beijá-la. Era uma boa que ela estivesse nervosa com sua presença, isso fazia com que ele se segurasse. Se ela fosse extrovertida, já a tinha pegado nos braços e conduzido ao quarto ou mesmo no chão. Sim, o chão também era ótimo! Ela bocejou e ele se bateu mentalmente. Ela tinha trabalhado o dia todo na sua casa e ele agora não dava descanso.
_Vou embora, descanse. Nos vemos amanhã? –ele tinha que ter certeza de que ela iria querer vê-lo mais uma vez pelo menos.
_Amanhã... – ela bocejou novamente colocando a mão na frente da boca -... desculpe, amanhã eu vou estar na casa de dona Angélica na parte da manhã e na casa de Jéssica na parte da tarde.
_Entendo.
_Nos vemos na segunda, pode ser?
_Não estarei em casa na segunda, tenho que ir para a base no domingo. Estarei de volta na terça à noite.
_Bom, se você quiser deixar as chaves comigo eu vou fazer a faxina na segunda e quando você voltar você pode pegar ela aqui.
Bella falou e sorriu, ele concordou e puxou do bolso um molho de chaves, tirou de lá uma preta e entregou a ela.
_Da porta da frente.
_Certo. Boa noite, Edward.
Eles se despediram e ele se foi. Bella ficou olhando ele entrar no carro e sair de lá tranquilamente. Ela tomou um banho e se deitou. O sonho foi diferente dessa vez. O homem misterioso estava lá e apontava a arma para Caius, enquanto ela corria para seus braços, ele a envolvia e a segurava na cintura com uma mão e com a outra ele disparava. Seus pais não apareceram nesse sonho Apenas os três. E Caius morria nesse.
CAPÍTULO 03
A semana passou tranquila e corrida. Bella passou todos os dias fazendo faxina. Não o viu em nenhum dia. Quando segunda chegou, ela foi a casa dele. Estava vazia. Ele não tinha mentido quando disse que não estaria em casa. Bella sentia que ele não era do tipo que mentisse ou que utilizasse de métodos sujos para conseguir o que queria. Ela arrumou a casa e olhou no freezer. Ainda tinha algumas comidas, mas ela preparou mais: tortinhas, panquecas de frango e carne. Fez também duas vasilhas cheias de madalenas caseiras, omeletes de queijo para o café da manhã e uma sopa ministrone deliciosa, sua especialidade. Etiquetou tudo com os nomes café da manhã, almoço e jantar. Foi para a lavanderia e viu as roupas dentro da máquina. Ele as pôs lá para lavar e um pensamento inquietante passou pela cabeça de Bella. “Será que ele não tinha ficado satisfeito com seu serviço e por isso fez tudo sozinho?” A casa não estava suja, em absoluto. Ela só tinha passado um aspirador de pó de leve, porque não tinha sujeira. Não que um homem sozinho fizesse muita sujeira, ele parecia muito organizado e limpo.
Bella organizou tudo e foi para casa. Quando ele fosse buscar a chave perguntaria se ele estava contente com seu trabalho. Se não ela não iria mais lá.
***********
Edward dirigia a duzentos quilômetros por hora. Era muito bom não ter um só carro na estrada. Edward estava voltando para Forks e estava morto de cansado. Não dormia a mais de setenta e duas horas, concretamente desde as sete da manhã de sexta, quando acordou, até agora. Ele consultou o relógio do painel do carro que marcava sete da noite. Bom, faziam exatas oitenta e quatro horas que não pregava os olhos. Não que não estivesse acostumado. Ser um SEAL era sinônimo de passar noites e mais noites sem dormir e quando dormia era, no máximo, duas horas, antes de se levantar para substituir um companheiro de armas.
Nesses dias em que ele não conseguiu dormir nem um segundo sem sonhar com ela ele ficou verdadeiramente irritado. Estava na sua folga e todos sabiam como ele ficava se interrompessem sua folga. Por isso, todo o pelotão pagou por seu mau humor. Foi chamado para amansar uns tantos cadetes que chegaram na base para o treinamento. Eles eram indisciplinados e Edward foi duro com eles. Durante esses dias, ele não dormiu, nem eles também. Agora só queria chegar a sua casa dormir por um par de horas e ir ver Bella. Ou talvez não. Ele iria ver ela e depois iria dormir. Sim! Esse plano era melhor do que o primeiro. Afinal, quem precisa dormir se pode ver a pessoa que vem tirando seu sossego a tantos dias?
A placa “Bem vindos a Forks” nunca lhe pareceu tão bonita. Estava se encaminhado para sua casa para tomar um banho. Só tinha tomado um banho ontem quando saiu da base. Ele tinha pegado um avião e, quando chegou a Seattle, pegou seu carro no estacionamento pago do aeroporto e dirigiu feito louco pra casa.
Tomaria um banho e iria para lá. Talvez ela aceitasse jantar com ele. Seu celular tocou, tirando-o dos seus devaneios. Ele apertou o botão do viva voz.
_Fale.
_Boa noite, maninho. Já está chegando?
_Boa noite, Rose. Já estou a uma quadra da minha casa.
_Preciso que você venha aqui agora. Tenho uma torta e preciso que você me faça o favor de entregar na...
_Rose, eu cheguei agora, não pode deixar para amanhã? Ou pedir a Alice? Ela faria esse favor de bom grado.
_Mas Edie...
_Rose, eu estou cansado.
_ Eu estou saindo para o trabalho e o Emm está em missão de novo. Culpa sua!
_Sempre as ordens.
_Por favor, Edie!
_Rose. Não.
_É para Bella. Mamãe fez e me pediu para entregá-la, para agradecer por ter deixado sua casa em ordem.
_Chego aí em dois minutos.
Ele virou o carro, entrando na contra mão e, em dois minutos cravados, parou no gramado da sua irmã. Ela estava na porta, arrumada com um terninho, o cabelo preso em uma trança esquisita, e estava sorrindo para ele. Rose desceu os degraus da varanda, lhe entregando o pacote.
_Leve agora ou pode estragar. É de nozes e é frágil.
_Certo.
_Tchau maninho, boa noite.
Ela lhe beijou o rosto com a barba grande de três dias e foi para seu carro. Entrou na BMW vermelha e arrancou de lá, buzinado enquanto se afastava. Edward acomodou a torta no banco do carona e fez a volta para casa de Bella.
****************
Bella tinha acabado de tomar banho e vestir um conjunto de moletom cinza com preto, um pouco justo, que tinha comprado hoje. Penteou os cabelos e passou hidratante de macadâmia, seu perfume de frésias e se deitou no sofá para assistir um pouco de TV antes de dormir. Ouviu uma buzina e se ergueu, olhando pela janela, que ficava acima de onde estava o sofá. Era o Mike e ela preferiu fingir que não estava em casa. Eram sete e meia da noite e ela não queria visitas. Já estava se cansando dele! Amanhã, diria para ele que não poderia mais fazer faxina lá. Seria um dinheiro a menos no seu orçamento, mas não se importava.
Alguns minutos depois bateram a sua porta. Bateram uma, duas, três, quatro vezes e ela achou melhor ir dizer pessoalmente que ele fosse embora ou chamaria a polícia. Desceu os degraus, pisando forte para ele ouvir que ela estava chateada pela intromissão. Ia abrir a porta de um puxão, mas, pensou melhor e colocou a trava, abriu só o suficiente para poder ver quem estava lá e congelou no lugar.
Edward parou o carro no acostamento bem no momento em que o tal do Newton estava saindo com o carro. Ele parou e ficou lhe observando. Edward saiu tranquilamente do veículo, pegou a torta e sua mochila e caminhou como se nem tivesse visto o infeliz. Pagaria a Bella para que ela ficasse na sua casa segunda e terça, só para ela largar a casa desse sujeito. Parou em frente à porta e bateu uma vez. Ela não respondeu. Bateu outra e outra e, na quarta vez, ele ouviu pisadas fortes descendo a escada. Se pegou rindo só de imaginar ela com cara de brava. Quando ele ouviu o barulho de corrente sendo colocada no lugar, ele a parabenizou mentalmente. “Essa é minha garota, não se atende a porta sem antes verificar o fecho da corrente de proteção”. Ela abriu a porta só o suficiente para que ela pudesse ver seu rosto e ficou parada com cara de espanto.
_Edward?
_Boa noite.
_O... O que está fazendo aqui?
Ele se perguntou se não tinha atrapalhado a noite dela e se chutou mentalmente por isso. “Imbecil, era para ter ligado!”
_Vim deixar isso. Rose mandou.
Ele estendeu a mão com o embrulho e ela olhou da sua mão para seu rosto. Ele arriscou um sorriso e ela retribuiu, fechou a porta e, em segundos, tinha deslizado a trava de proteção e aberto a porta totalmente. Edward quase teve um AVC! Ela estava com um conjunto de moletom cinza e preto, não tão justo no corpo, mas que deixava bem a mostra suas curvas. Ele engoliu seco.
_Entre, por favor.
Ela deu passagem e ele passou, seu corpo raspando no dela. Ele sentiu os bicos dos seios excitados e seu membro deu um puxão dentro da cueca. Merda! Ele tinha que se controlar ou foderia com tudo!
Ela trancou a porta e subiu na sua frente. A sala estava arrumada, como sempre. No sofá tinha uma manta grossa e um travesseiro. A TV estava ligada no canal da Discovery. Ele sentou e ela levou a torta para cozinha, voltou e sentou no mesmo sofá que ele só que afastada. Ele cortou a distância tanto quanto pôde. Ela tremeu e sorriu para ele.
_Obrigada. Por trazer a torta.
_De nada.
Ficaram em silêncio por um tempo até ela olhar mais detalhadamente para o seu rosto e enrugar a testa. Ele sentiu vontade de passar os dedos no local para desfazer esse franzimento.
_Você não dormiu essa noite, não foi?
_Não, na verdade não durmo desde sexta.
_Oh meu Deus! Deve estar exausto. Já comeu?
_Não.
_Você quer comer alguma coisa? Que pergunta besta, desculpe-me, claro que quer comer. Vá tomar um banho, enquanto eu faço alguma coisa para você.
Ela se levantou do sofá e foi para cozinha. Ele ficou sentado, olhando para ela e tentando entender o que tinha acontecido. Era para ela mandá-lo embora. Estava sujo, exausto e tinha perturbado seu descanso. Deveria ter só aceitado a torta e dado tchau. Mas, ao contrário do que era o certo a fazer, ela o convidou a entrar, lhe mandou tomar um banho e estava preparando uma comida quente para ele. Ela estava preocupada com ele! Tirando sua família, ninguém se preocupava com ele. Suas amantes não se preocupavam se estava cansado ou faminto. Queriam trepar e só. E depois que transavam, iam embora se ele não fosse primeiro. Bella era diferente. Ele se ergueu e se encaminhou para o banheiro. Estava com sua sacola na mão.
_O banheiro é nessa porta.
Ela falou atrás dele, entrou na frente e olhou a temperatura da água. “Porra! Ninguém se importava com a temperatura da sua água.”
_Vou pegar toalhas limpas...
_Não! – Ele a segurou pelo braço, quando ela passou por ele. – Estas estão boas, obrigado.
_Está bem. – ela sorriu e ele retribuiu.
Edward ficou olhando o banheiro, quando ela fechou a porta. Era pequeno e um pouco baixo para ele em seus um e noventa e cinco metros de altura! Faltavam cinco centímetros para ele acertar a cabeça no teto! Olhou para o chuveiro e decidiu que tomaria banho sentado no chão. Era arrumado e cheiroso, cheirava a ela. Edward decidiu que esse seria o melhor banho da sua vida!
Bella estava na cozinha, esquentando uma sopa ministrone para ele. Estava nervosa e suas mãos estavam suando. Tinha um homem no seu banheiro e não era qualquer homem, era ele. Ela sorriu com a lembrança dele parado na sua porta. Seu sorriso durou pouco, quando se lembrou do semblante cansado dele. Pobrezinho! Estava a três dias sem dormir, seu trabalho era horrível! Ela se esmerou em fazer um belo jantar. Fez torradinhas francesas, as mesmas que fez na casa dele. Ela as tinha embalado para não perderem o sabor e a consistência.
A porta do banheiro se abriu no momento em que ela colocava a mesa. Ele colocou sua sacola perto do sofá e se dirigiu para lá. Sentou onde ela indicou e ela o serviu, deixou o prato transbordando e sentou na sua frente, apoiando a cabeça nas mãos e os cotovelos na mesa. Ela sorriu quando ele tomou a primeira colherada e meio que rosnou de apreciação. Ele comeu três pratos cheios e todas as torradinhas. Ela serviu a torta que Rose tinha mandado. Ela também comeu um pedaço, estava deliciosa!
_Rose cozinha bem, não é?
_Não. – ele falou comendo a torta.
_Como não? A torta está uma delícia.
_Foi minha mãe que fez e não a Rose. Ela não sabe cozinhar, nem para salvar a própria vida.
Ele falou sorrindo e ela ficou de boca aberta.
_O que foi? – ele perguntou, enquanto enfiava um pedaço grande de torta na boca.
_Você falou!
_Eu sempre falo Bella. – ele disse sorrindo, assim que engoliu a torta.
_Eu sei, mas nunca uma frase desse tamanho, só monossílabas.
_Perdão. Tentarei falar mais quando estivermos juntos.
Ela assentiu com a cabeça.
Terminaram e ela levou os pratos para a pia, lavou e ele enxugou. Depois, foram para a sala, onde tomaram café, enquanto assistiam a um programa sobre leões. O telefone tocou e ela se levantou para atender. Era o Mike, ele queria saber o porquê dela não o receber, mas abrir a porta sempre que o Edward batia lá. Bella disse que não era da conta dele e o informou que não poderia mais faxinar sua casa. Ele pediu perdão pela grosseria, mas, Bella não voltou atrás. Desligou o telefone e voltou para sala. Edward estava dormindo sentado no sofá. Ela sorriu e foi ao seu quarto pegar um travesseiro e um cobertor maior. Seria crueldade mandá-lo para casa tão exausto como estava e já se passava das dez da noite também. Ela o balançou e ele abriu os olhos na mesma hora, levou à mão a cintura procurando alguma coisa e olhou pra ela. Seus rostos estavam a centímetros um do outro. Se virasse a cabeça um pouco para a direita e se aproximasse só um pouquinho...
_Bella...
_Você dormiu sentado. Levante-se, deixe-me colocar um travesseiro e arrumar melhor o sofá para você.
Ele se ergueu e ela arrumou o sofá, um tanto pequeno para ele, mas, mais confortável que muito chão onde dormia quando estava nas missões. Ela terminou e ele deitou. Ela o cobriu e sorriu para ele, ergueu a mão e, hesitantemente, alisou seu rosto. Ela se retirou para o quarto, apagando as luzes e ele ficou com a pele queimando onde ela tinha passado a mão.
Bella se despiu e vestiu uma camisola que tinha comprado hoje. Ela vinha comprando muitas coisas ultimamente. Na verdade, ela começou depois que conheceu ele. Bella se virou para o guarda-roupa, onde tinha um espelho grande, e se olhou bem. Estava em forma. Seu corpo tinha mudado nos últimos anos. Não se parecia com o corpo da criança de quatorze anos que foi levada arrastada para a mansão de Caius, onde foi estuprada várias vezes na noite. Nem tão pouco se parecia com o corpo da adolescente de dezessete anos, magra de fome e doente de tantas surras, que fugiu em uma noite de Natal, noite essa em que recebeu seu maior presente, a liberdade! Não, seu corpo era de uma mulher de vinte anos, cheio de curvas e tudo no lugar. Uma mulher que estava excitada e amedrontada ao mesmo tempo. Excitada porque ele estava dormindo no seu sofá, amedrontada com a possibilidade dele descobrir seu segredo. Meu Deus! Ela morreria se visse em seus olhos o desprezo, nojo e repulsa que via nos olhos dos outros poucos que souberam da verdade, logo que ela fugiu. Eles a tinham como uma prostituta, não como uma vítima. Ele não saberia, ela não daria brecha pra ele descobrir. Nunca.
Edward estava dormindo e foi despertado por gritos e choro. Vinham do quarto de Bella. Ele pulou do sofá e correu para lá. Abriu a porta de supetão e não encontrou nada perigoso lá, só Bella, que se debatia e chorava, enquanto pedia que alguém não fizesse isso. Edward correu para cama e a abraçou apertado, sussurrando que tudo ficaria bem, que ela estava segura. Aos poucos, ela foi se acalmando, seus choros e gritos se transformaram em lamúrias e fungados, até que adormeceu novamente.
Bella sonhou com Caius invadindo seu quarto. Ele sorria, enquanto segurava Edward pelo pescoço e sua arma estava apertando a têmpora dele. Seus pais já estavam mortos perto da cama em que ela estava deitada. Ela pedia, implorava até, para ele não o matar. Caius ria e estendia as mãos para ela. “Venha para mim”, ele dizia. Ela se erguia da cama e ia ao seu encontro. Ele soltava o Edward e, quando ele começava a se aproximar dela, Caius atirava. Ele caia em seus braços, enquanto Bella gritava desesperada, apertando o buraco que a bala fez em seu peito. Ele sorria para ela e morria.
_Xiiiii, tudo bem Bella, está tudo bem. Não está em perigo, está segura, xiiiiii.
Ela se apertou a ele e abriu os olhos. Ele estava deitado na cama com ela. Estava com os braços em volta dela e Bella estava praticamente deitada sobre ele. Separou-se dele devagar, ficou de joelhos na cama e ficou olhando-o. Ergueu a mão e colocou em seu peito, onde ele tinha levado o tiro. Estava limpo, sem sangue, sem buraco. Estava bem. “Oh, meu Deus! Ele estava bem”. Ela se jogou em cima dele, lhe rodeando o pescoço com os braços.
_Graças a Deus você está bem! Oh meu Deus! Muito obrigada. Você está bem. Não levou um tiro, está bem! Foi só um sonho, só um sonho ruim, só um pesadelo. Só isso. Só isso...
Ela balbuciava enquanto chorava e o abraçava apertado. Edward a segurou pela cintura, sentindo a maciez da camisola de seda.
_Eu não levei tiro algum, Bella! Foi só um sonho, neném! Um sonho ruim.
_Sim, um sonho ruim.
Ela falou, sem se soltar dele. Estava tremendo.
_Venha, deite-se. Você está tremendo!
Ele a colocou deitada e se levantou da cama. Ela o segurou pela mão.
_Eu só vou aumentar o aquecimento central do apartamento, não demoro nada, prometo.
Ela assentiu e soltou sua mão. Estava com os olhos grandes, assustados. O sonho deve ter sido horrível, pelo que podia ver dela nesse momento. Ele mexeu no termostato só para descobrir que estava quebrado. Edward praguejou e foi até sua bolsa. Tirou de lá uma garrafinha de Whisky e voltou para o quarto. Ela estava sentada no meio da cama, abraçada aos joelhos e a cabeça entre eles. Parecia tão indefesa e morta de medo, que ele desejou poder acabar com seus medos todos, um por um.
_Hei neném, tome. Beba isso. – ele lhe entregou a garrafinha ela olhou para o frasco e pegou com as mãos trementes.
_O que é isso?
_ Whisky. Beba, vai se sentir melhor. Sua calefação quebrou, vou concertá-la amanhã. Agora, tome um gole!
Ela fez como ele mandou. Arregalou os olhos, tossiu, ficou vermelha feito um tomate e entregou a garrafa a ele que pegou, sorrindo da cara dela. Ele bebeu um gole generoso, não só para aplacar o frio, mas também para acalmar seus nervos pelo que estava vendo. O lençol desceu revelando suas coxas brancas e bem torneadas, a camisola não chegava até o final das suas coxas e, pela posição em que ela se encontrava, ele podia ver a calcinha de seda vermelha que fazia combinação com a camisola. Ele bebeu mais um gole.
_Estou melhor. Obrigada Edward... Por tudo.
_Não tem de quê! Deite-se e durma.
_Por favor, durma comigo! Deite-se aqui ao meu lado, estou com frio e assustada, não... Não quero dormir sozinha.
Ele nada falou, apenas colocou a garrafa na mesa de cabeceira e a ergueu nos braços. Se deitou com ela por cima, os cobriu e a abraçou apertado, colocando a cabeça dela embaixo do seu queixo. A noite seria longa para ele, mas ela estaria aquecida e segura. Então estava tudo bem.
Amei o capítulo
ResponderExcluiramei demais esse capitulo.
ResponderExcluirAmor essa fic, é uma de minhas favoritas.
ResponderExcluirBeijos.
Ass: Nilcia.
amo essa história
ResponderExcluirAmei o capítulo.
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