quarta-feira, 24 de abril de 2013

Um Amor Ao Lado: Capítulo 5




Capítulo 05 






Bella acordou com um sol maravilhoso entrando na sua janela. Espreguiçou-se gostosamente, por que se sentia com preguiça em cada canto do corpo. Se levantou, por que viu que precisava mesmo e foi para o banheiro. Descartou a camisola e entrou no chuveiro. Tomou um bom banho, pensando na data que se aproximava. Espantou o pensamento, o dia estava maravilhoso para pensar em tristezas. Lembrou-se de Soffie, hoje estava fazendo oito dias que ela tinha vindo aqui e passou o dia todo. Desde a briga que teve com seu vizinho que sua pequena não pisava os pés em sua casa e ela já estava incomodada com isso. Seu portão estava em pé, cortesia de Emmett por que se dependesse do sujeito cujo nome se recusava a pronunciar, até hoje seu portãozinho estaria no chão. 

Ela tinha mandado os meninos concertarem o dele e fez isso de todo o coração, com forma de agradecimento, é claro. E é claro que ele dispensou os meninos. Disse, todo cheio de si, que não precisava de nada que viesse dela. Pois sim. Não precisava de nada e toda noite Emmett jantava com ela e levava o jantar dele e do Jasper que, diga-se de passagem, era uma gracinha. Até que ela pegava, se estivesse atrás de confusão é claro. Queria distância de homens. O último com que se relacionou, contra a vontade, vale ressaltar, acabou a metendo em confusão e no final... Esqueça, nada de homens gostosos, sarados, de cabelos cor de bronze e músculos de fazer suspirar até uma cega. Chega, além do mais, não era dele que estava falando, era do Jasper. Bella ouviu batidas na porta e foi atender. As batidas ficaram fortes e ela desceu correndo, enrolada apenas na toalha. Abriu a porta e deu de cara com a pessoa mais irritante do mundo. 

_O que você quer, estrupício? – ela perguntou, irritada e... Arrepiada. Estava passando uma brisa por ali? 

_Meu nome é Edward. 

_E o meu é Isabella, prazer, agora diga o que quer e vá embora, estou muito ocupada com... Algo que não é da sua conta. 

Edward ficou parado, olhando para ela só de toalha. Sentiu a garganta seca. 

_O gato comeu a sua língua, Masen? Diga logo o porquê de você estar aqui nas minhas terras, se eu tinha dito que não queria que você pisasse os pés aqui. 

_Para começo de conversa, bom dia para você Bella. Segundo, eu não estou pisando nas suas terras, estou no seu alpendre e estou de botas então, basicamente, não estou infringindo suas leis, nem quebrando suas regras. E, em terceiro lugar... 

Bella bateu a porta na cara dele. Homem irritante! Quando ia subir as escadas, bateram novamente na sua porta. Ela sabia com certeza quem era, ela sabia o que ia acontecer se abrisse, o que não sabia era o por quê de dar meia volta e abri-la. 

_Fale. 

Ele entrou na sua casa. 

_Eu mandei falar e não entrar, seu acéfalo. 

_Acéfalo? 

_Sim, na linguagem informal ou popular significa uma pessoa burra, sem direção, no mundo da lua, ou seja você. 

_Eu acho que alguém acordou de ovo virado hoje, não? 

_Por que você entrou na MINHA casa? 

_Porque eu quis entrar. – ele lhe deu um sorriso, não um qualquer ele lhe deu “aquele sorriso”. Meus Deus, dai-me forças. 

_E o que você quer afinal? Já não basta ter proibido Soffie de andar aqui em casa, agora vem para me importunar com sua desagradável presença? 

_Por que você está tão azeda hoje, hein? 

_Não estava, acordei maravilhosamente bem. Mas você veio à minha porta para estragar meu dia. 

BAH!!! 

_Droga Barney! Eu já disse que na minha banheira não! Pode usar a casa toda, mas, a banheira é minha! 

Bella falou e começou a subir as escadas. Edward a puxou pelo braço. 

_Quem é Barney, Isabella? 

Ele perguntou raivoso. 

_Por que está raivoso? 

_Quem é Barney? E por que ele está no seu quarto? 

_Não que eu deva explicações para você, senhor me meto na sua vida, por que sou enxerido pra cacete!, mais, Barney dorme comigo toda a noite. E ele é... Um cachorro desgramado!!! 

Bella gritou, quando escutou barulho de água sendo derramada. Tentou correr para o seu quarto e Edward intensificou seu agarre. 

_Você trás um cachorro para dentro da sua casa? Um vagabundo que você nem sabe de onde vem? 

_ Ôpa! Peraê! Do que é que você está falando, senhor entro onde quiser sem pedir permissão? 

_Do homem que você trouxe para sua casa e que está tomando banho na sua banheira! Me diga, o apelido dele é Pô? 

_Que homem, criatura? Bateu com a cabeça, foi? 

_Responda a minha pergunta! 

_NÃO TEM HOMEM AQUI, MANÉ! SÓ A DROGA DO MEU CACHORRO, BARNEY QUE, SEMPRE QUE EU VACILO, ENTRA DENTRO DA MINHA BANHEIRA!!! 



Bella respondeu aos gritos, se soltou dele e correu para o seu quarto. Seu banheiro estava alagado e seu cachorro ensopado e cheirando a frésias. 

_ Oh Barney, o que eu faço com você? 

Seu cachorro latiu, feliz da vida. 

_Então esse é o Barney? 

Seu cachorro rosnou e Bella ficou na frente de Edward. 

_Nada de morder, Barney. Saia da banheira agora e vá para fora. Menino feio! 

Seu cachorro saiu da banheira e se chacoalhou, molhando o banheiro mais ainda e, se ela não estivesse na frente, seu vizinho teria tomado um banho. Barney passou por eles, rosnando para Edward e saiu do quarto. 

_Oh droga! Vou ter que limpar tudo e tomar outro banho. E você vizinho, para fora. 

_Por quê? 

_Por que não vou tomar banho na sua frente, oras! Sai daqui, sim? Seja um menino bonzinho e dê o fora da minha casa. Agora. 

_Não, preciso falar com você. 

_E tinha que ser às sete da manhã? 

_Não posso esperar. 

_Então fale de uma vez. 

_Eu... Primeiro tome banho, depois conversamos. 

_Ok. – Bella falou e bateu a porta na cara dele. 





Edward ficou vagando pelo quarto, enquanto ouvia o chuveiro sendo ligado. Não sabia o que falar para ela, por que não tinha o que falar. Só acordou com ela no pensamento e, como fazia oito dias que não ouvia sua voz, resolveu, num impulso, ir até sua casa por que estava com uma vontade doida de vê-la. Soffie estava dormindo e a babá estava lá para cuidar dela em todo caso. Abriu as portas do guarda roupa dela e ficou abismado em como cabia tanta roupa em um espaço tão pequeno. A mulher gostava de comprar. Tinha roupas que não se enquadravam aqui, roupas muito finas mas, o resto, a maior parte, era roupa normal do dia a dia: calças, shorts, camisetas e camisas xadrez. Ele pegou um pedaço de jeans, que seria uma saia de tamanho normal. Para Soffie. Imaginou ela usando aquilo e saindo pela cidade. Ela atrairia bastante atenção. E ele iria para cadeia por atirar em todos os homens. Olhou para os lados e enfiou o pedaço de pano, que não era saia nem aqui nem na china e que ela não usaria, nem morto, embaixo do colchão. Era pesado e ela nunca ergueria aquele trambolho. Voltou à sua inspeção e abriu a porta do meio e encontrou uma quantidade impressionante de maquiagem, perfumes e cremes para o corpo e rosto. Fechou o guarda roupa e se dirigiu para a cômoda. Já na primeira gaveta quase enfarta, estava cheia de calcinhas e sutiãs. Edward pegou uma calcinha e ficou olhando o tamanho. Essa daria para sua filha, era muito pequena. Ele se estapeou internamente por estar fuçando nas coisas dela, mas não podia evitar. Olhou para um lado e para o outro e colocou a calcinha no bolso da jaqueta, dizendo a si mesmo que ela tinha um monte, não faria falta para ela. Ela estava demorando e ele impacientou-se. 

_Bella, morreu aí dentro, foi? 

_Não Masen, estou enxugando o banheiro. E o que você ainda está fazendo aqui? 

_Tenho uma coisa para falar com você. 

_Um momento então. Abusado! 

Ela resmungou e ele sorriu. 

Começou a pensar no que diria a ela, ser sincero estava fora de questão. Então teria que mentir. Sim, uma mentira branca, se é que existe isso mesmo. Na opinião dele, mentira era sempre mentira, não importava se era por uma causa justa. Foi em direção à cama e se sentou. Era macia, ele começou a balançar ela. 

“ É, vai aguentar o tranco”. 

_O que está fazendo pulando na minha cama? É algum robe seu, pular na cama dos outros? 

_Só estava testando, não quebrei nada. 

_Tá certo. 

Ficaram se olhando por vários minutos, até que Bella suspirou frustrada. 

_Será que dá para sair? Quero vestir uma roupa. 

_Ok. Pode vestir. 

_Com você no quarto? Tá maluco? 

_Tá eu saio, estarei na cozinha. 

_Fazendo o quê, hein? 

_O que mais se faz em uma cozinha? Ô mulher desconfiada essa viu. 

Ele falou e saiu do quarto. Bella fechou a porta e correu para se vestir logo. Procurou sua calcinha favorita e não a encontrou. 

“Tinha certeza que tinha lavado ela. Bem, paciência.” 

Se vestiu com uma saia jeans azul clara, que chegava no meio das coxas, por que sua favorita curtinha, no estilo mata o velho, tinha sumido. Oxê! Mas será que estava ficando esclerosada? Pegou uma regatinha bege com desenhos de cavalos. Pegou uma jaqueta azul clara e calçou suas botas, que chegavam abaixo do joelho, o salto era fininho, mas era bem confortável. Fez um rabo de cavalo e passou uma maquiagem leve, colocou brincos de argolas e um anel de prata no polegar da mão direita. Estava perfeita, só queria saber o porquê de toda essa produção. Seu coração lhe disse que era para ele, seu orgulho disse que era porque gostava de se vestir bem e que seu vizinho fosse à merda. 






Bella desceu as escadas e se dirigiu à cozinha. Edward estava debruçado no balcão, tomando café. Tinha uma xícara ao lado da dele e seu cachorro estava se esbaldando em uma tigela da ração. 

_Traíra. – ela disse para seu cão, quando passou por ele que, lógico, nem ligou. – Você devia cuidar das minhas coisas, parceiro e não deixar que estranhos peguem o que quiserem. – seu cachorro a olhou com cara de tédio e Edward sorriu. 

_O que você quer comigo, Masen? 

Ela disse, parando em frente a ele e cruzando os braços em uma atitude petulante. Ele sentiu vontade de agarrá-la e fazer coisas indecentes. Na mesma hora, várias imagens dela embaixo dele lhe encheram a mente e ele engoliu um gemido. 

_Eu... Digo, nós...É... 

Ela ergueu a mão, o parando. 

_Já sei o por quê de você ter vindo aqui. 

_Sabe? 

_Lógico! Tenho cara de burra, Edward? Não responda se não quiser ter uma morte lenta e dolorosa. 

Se ela soubesse o quanto dolorido ele estava nesse momento... 

_Então me responda, por que eu vim aqui? 

_Você quer que eu faça o café de vocês novamente, não é? Hoje é o dia do Jacob. 



Edward respirou, aliviado. Ninguém tinha tomado café e Jacob ainda não tinha chegado. Desculpa perfeita. 

_Sim, sim é isso. Eu quero saber por quanto você cozinharia para a gente. 

_Eu não vou trabalhar para você, Masen. 

_Não é justo que você cozinhe de graça, Bella. 

_Eu não preciso de trabalho, seu jumento. 

Ele ignorou seu insulto deliberado. 

_Eu sei que os serviços aqui já acabaram e que você passa o dia todo sozinha. 

Ele falou, se erguendo do banquinho com a xícara na mão e indo em sua direção. 

_Seria diferente se você me deixasse ver Soffie. – ela sussurrou, passando a unha no peito dele. 

_Mas é claro que você pode. Se você cozinhar para a gente. – ele olhou para sua boca. 

_Está me chantageando? – ela estreitou os olhos. 

_Está pensando na proposta? – ele intensificou seu olhar para aquele canto que tanto queria morder. 

_Posso quebrar sua cara? – ela grunhiu. 

_Posso te dar um beijo? – ele falou, roucamente. 

_Posso derramar esse café na sua cabeça? – ela sorriu, perversamente. 

_Posso te imprensar na pia e te beijar, até você concordar com a minha proposta? 

_Você não se atreveria. 

_Me provoque e você vai ver se eu não sou capaz. 

Ficaram naquele duelo mudo e Bella suspirou, se rendendo. Pelos menos não ficaria tão sozinha e ainda ganharia um extra. 



_Aceito. 

_O beijo? 

_O emprego. O beijo, eu dispenso. 

_Mas eu não.- Edward falou e, colocando a xícara em cima do balcão, se precipitou para ela. 

Bella foi pega de surpresa quando ele a prendeu com seu corpo na pia e, lhe segurando os braços, os levantou e os colocou encostados no armário. Antes de Bella poder falar alguma coisa, a boca dele estava esmagando a sua, sua língua pedindo passagem. Ela concedeu, houve uma luta para ver quem dominava quem. Ele soltou suas mãos, as quais foram automaticamente para os seus cabelos. 

Ele a levantou e a fez se enroscar na sua cintura, sua ereção roçando sua intimidade. 

_Percebe que você também quer isso? – ele gemeu em seu ouvido, antes de colar a boca na dela. 

Ela o afastou, movendo os lábios para o queixo dele. 

_Não percebo nada, seu grosso! – ela mordeu o local. 

Ele se esfregou nela e ela gemeu desesperadamente. 

_Cachorro, me solta... agora. 

_É só você descer docinho, não estou te prendendo não. – eles falavam, com as bocas coladas. 

Quando ela ia soltando as pernas, ele a segurou apertado. 

_Mudei de ideia. – ele lhe beijou novamente. 

Ficaram nesse amasso por um tempo, até que ouviram batidas na porta e Bella soltou a boca dele, resmungando e tentando controlar a respiração. Edward soltou uma praga e a segurou mais forte, quando ela tentou abaixar as pernas. 



_Para onde pensa que vai? 

_Atender a porta, é claro. 

_É claro. - Ele se esfregou nela e Bella gemeu e o beijou. Terminou o beijo e ficou olhando para ele, que estava com o cabelo eroticamente bagunçado. Bella deu um beijinho no queixo dele, enquanto falava e tentava se soltar do agarre de ferro dele. O homem tinha força. 

_Me solte, sim? Preciso atender a porta. 

_Não. 

_Se não me soltar, eu vou gritar. 

_E que tal se fossemos atender a porta assim, do jeito que estamos? 

_E que tal se você começasse a pensar com a cabeça de cima, seu lesado? Já pensou se é o Emmett com a Soffie? 

_Você tem razão. Atenda e depois vamos para minha casa. O trabalho nos espera. 

_Cara! Você é tão romântico... 

Bella falou, se soltando dele e indo em direção à porta. Atendeu e um furacão chamado Paul entrou na sua sala. 

_Alguém já disse que vocês, homens, são uns tremendo de uns mal educados? 

_Por que disse isso? 

_Por nada. Bom dia Paul. 

Bella falou sorrindo e lhe dando um abraço. Ele a segurou apertado e tentou lhe beijar na boca. Bella virou o rosto bem na hora e ele acabou acertando sua orelha. Bella se soltou dele, totalmente sem graça. Nunca tinha dado essa liberdade a ele. 



_O que você veio fazer aqui? Esqueceu alguma ferramenta? 

_Não, o que é que você tem? Tá nervosa. 

_Não, só surpresa. Se não esqueceu nada então, pra que é que veio? 

_Eu vim lhe chamar para passar o dia comigo e jantarmos juntos. 

_Oh Paul, que gentileza a sua, mas, eu não vou poder. Se você tivesse chegado uma hora mais cedo, eu iria com prazer. 

_E por que não pode ir? 

_Por que eu a chamei primeiro. – Edward veio para a sala com os braços encruzados e a cara fechada. _ Então, você é o Pô? 

_Quem? 

_O Pô, que Soffie me falou que estava beijando Isabella. 

_E é da sua conta o que a Bells faz ou deixa de fazer na casa dela? 

_É sim. 

_Por quê? É o dono dela? 

Antes de Edward responder com o punho de encontro com a boca de Paul, Bella se meteu. Acabariam se esmurrando. 

_Ok rapazes, vamos baixando a testosterona, que eu não tenho tempo para arranca rabo não. Paul, o Edward veio me chamar para fazer o café da manhã para eles e eu aceitei. 

_Você vai deixar de passar o dia comigo, descansando, para servir de empregada para ele? 

_Eu não vou servir de empregada coisa nenhuma, Paul. Vou fazer um favor. 

_Tudo bem, então vá que eu lhe espero, faça o café deles e saímos para aproveitar o dia. 

Edward estava só observando com o sujeitinho tentava manobrar a Bella e ela estava se saindo muito bem. Mas, quando ele disse que esperaria por ela, Edward sentiu uma raiva profunda lhe tomando. Avançou para cima dele e Bella se agarrou ao seu peito, lhe rodeando a cintura. Só não partiu para cima dele, porque estava muito cômodo com ela grudada nele. 

_Edward, já chega! Paul, eu não vou poder, desculpe mesmo, mas, não é só pelo café que eu estou indo para lá. Tem a Soffie, que faz um tempão que eu não vejo. Eu estou morrendo de saudades dela. 

_Está me trocando por uma menininha que mal sabe falar? 

Paul falou, incrédulo com isso. 

_Olhe a boca, Paul! Não fale de Soffie assim, ela é linda e eu a amo. 

Edward sorriu convencido para ele. Bella não viu porque estava de costas para ele, ainda grudada no seu peito, para não permitir que ele avançasse em cima do sujeito. 

_Cuidado como fala da minha filha, Paul Uley. Posso arrancar seus dentes com um murro. 

_Quero ver você conseguir. 

_CHEGA!!! – eles ficaram mudos. 

_Paul, vá embora! Edward, suma daqui! Eu irei mais tarde! Vocês me dão nos nervos, sabiam? 

Bella falou e subiu as escadas. 

_E, quando eu voltar, não quero ver nenhum dos dois aqui! 

Edward se virou para seu inimigo jurado e apontou para a porta. 

_Fora. 

_Não sem antes você me responder uma coisa. 

_Então pergunte. 

_Suas roupas estão amarrotadas, o que é que vocês estavam fazendo? 

_O que é que se faz para que as roupas fiquem amarrotadas? – Edward falou, com a sobrancelha arqueada convencidamente. 

_Bella não faria isso. 

_Com você, com certeza, não. Aceite “PÔ”, você perdeu essa. Agora vá embora. 

_Ela mandou nós dois. 

_Estou muito cômodo aqui e foi você quem nos atrapalhou. Ela subiu para me esperar...Você sabe para quê. Suma daqui e, se eu souber que você andou ciscando no meu terreiro novamente, eu corto fora seu brinquedinho. 

_Bella vai ser minha, Masen. Pode escrever o que eu estou dizendo. 

_Acho meio difícil, uma vez que eu não abro mão do que é meu. 

_Ela não é sua! 

_Que pagar para ver? Criança! 

_Não sou criança! 

_Você é cinco anos mais novo que eu, então é uma criança. 

_Vá pára o inferno, Edward Masen! 

Paul gritou e saiu de lá, batendo a porta. Edward sorriu e se dirigiu para a escada, chegou lá e encontrou Bella com uma injeção na mão e um aparelho de medir a pressão ao lado. Ele correu e se abaixou ao seu lado. 

_ Bella, o que aconteceu? 

_Você aconteceu. Estou me medicando novamente por sua causa. 

_Sua pressão baixou? A glicose... 

_Sim, vocês dois fizeram uma bagunça comigo. Terminei, agora vamos logo. 

_Não, fique deitada, que eu dou um jeito em tudo lá. 

_Não senhor, você veio aqui, fez o maior escarcéu e agora quer me dispensar? Esqueça, eu já estou melhor. Eu vou e ponto final. 

Ela falou e se ergueu, pegou suas coisas e as guardou na segunda gaveta da cômoda. Saiu do quarto, sem nem olhar para ele. Saíram da casa, com ela na frente, pisando duro e Edward colado atrás dela. 

_Dá licença? Está invadindo meu espaço. 

_Você não reclamou na cozinha. 

_Estamos na cozinha por acaso? Não! Estamos a céu aberto, onde todos podem nos ver e eu não quero dar margem para fofocas. 

_São todos de confiança, Bella. 

Ele falou no pé do seu ouvido e ela se arrepiou toda. “Maldito homem gostoso!” 

_Desencosta. Agora. 

Ele fez como ela pediu, mas, ficou ao seu lado, lhe observando. 

_O que foi? Tô feia? 

_Não, está linda. 

_Então? 

_Por que você se produziu toda só para vir para cá? 

_Não me produzi toda, eu gosto de me vestir bem. 

_Será que não dava para ter colocado uma calça? É mais decente, sabia? 

_Não me importo nem um pouco com a sua opinião a meu respeito ou a respeito das minhas roupas. Elas são ótimas, confortáveis e eu gosto. Ponto final. 

_Está bem então. - Ele falou e abriu a porta da frente para ela entrar. 

_Obrigada, gentil senhor. 

_De nada, cara dama. 



Foram em direção à cozinha monstro dele, sem falarem mais nada. Bella entrou lá e se sentiu em casa. Começou a mexer nas panelas e pegar tudo o que queria para fazer o café. 

_ Precisa fazer compras, espera que eu faça mágica, é? 

_Faça uma lista, que eu mando os rapazes comprarem. 

_Eu posso ir comprar para você. 

_Só se eu for junto para lhe auxiliar no que você necessitar. – ele falou e lhe sorriu sugestivamente. 

Bella achou melhor ignorá-lo. 

_O que você quer que eu faça para o café? Gostaria de comer o quê? 

_Sabe fazer panquecas? 

_Todo mundo sabe fazer panquecas, Edward. – Bella revirou os olhos. 

_Mas nem todas são comestíveis, querida. 

_Então está resolvido, vou fazer panquecas. 

Ele caminhou para ela, que estava de costas, mexendo no armário e a segurou pela cintura, grudando seu traseiro redondo e chamativo em seu quadril. Curvou-se sobre ela e lhe soprou ao ouvido, se refregando gentilmente. 

_Fique à vontade, sinta-se em casa. – ele falou, com a boca colada no seu ouvido. Deu uma lambida na sua orelha e uma mordida, fazendo com que Bella se arrepiasse toda. Ele sorriu e se afastou. 

_Fique longe de mim, Masen. Estou avisando. 

Ela começou a pegar os ingredientes e ele saiu da cozinha, rindo. “Cachorro”. 



Às nove em ponto, o café estava pronto. Bella tinha feito três bolos, dezenas de panquecas, graças ao maquinário industrial que ele tinha. Fez bacon, ovos, pãezinhos com mel e café. Bella tocou o sinal e uma multidão de homens famintos invadiu a cozinha. Levaram as panelas para fora e se serviram. Comeram como se estivessem há dias a pão seco e água. Não sobrou nada. Bella ficou feliz. Ela tinha feito um prato para Edward e guardou no forno. Jacob tinha chegado bem na hora em que todos estavam comendo e correu para se servir também. 

Bella estava na cozinha, separando o feijão preto. Faria uma feijoada. Tinha tudo o que precisava bem a mão, quando Edward entrou na cozinha e olhou para o fogão. 

_O quê? Não sobrou para mim? – ele falou com voz de choro. Bella riu e se levantou, caminhando até o fogão e pegando o prato dele. 

_Aqui cowboy, só para você. 

_Obrigado. 

Enquanto ele comia, Bella fazia o almoço. 

_O que vai fazer por almoço? 

_Feijoada. 

_Você sabe fazer feijoada? 

_Claro que eu sei fazer feijoada. É fácil. 

_Para quem sabe... 

_Onde está Soffie? Estou aqui há quase três horas e não a vi. 

_Está dormindo, ela estava um pouquinho febril ontem e passou a madrugada quase toda acordada. 

_Oh Edward! Por que não foi me chamar? 

_A babá estava aqui. 

_Grande coisa! Era para ter me chamado. 

_Você não queria que eu colocasse meu pé lá, lembra-se? 

_O que não impediu de você colocar seus dois pés na minha porta hoje! 

_Ela esta sendo cuidada, não se preocupe. Ela não é nada sua, além disso, eu sou o pai, ela não é sua filha. 

Bella se ergueu e se afastou dele, indo para pia. Ele tinha razão, seu tempo como mãe tinha passado há muito tempo. Bella sentiu braços fortes lhe rodear a cintura e se apertar a ela. 

_Desculpe-me. Não devia ter dito isso. Você é mais mãe dela do que Tânia jamais foi. 

_Você tem razão Edward. Ela não é nada minha. Nem ela nem você. Se afaste por favor, tenho que trabalhar, afinal é para isso que você está me pagando, não é? 

_Bella... 

Eles ouviram a porta se abrir e ele a soltou imediatamente. 

_Bella! – Emmett fingiu não ter visto a cena dos dois. – Está linda! Tudo isso é para mim? 

_O nome dela é Isabella. 

_Mas ele pode me chamar de Bella quando quiser. 

Ela foi ao encontro do gigante e lhe deu um abraço. Emmett a levantou do chão, fazendo com que sua saia subisse e Edward visse uma parte da bunda dela. Estava de fio dental, a diaba. Emmett piscou um olho para ele e a colocou no chão. Edward fechou a cara. 

_Não tem coisas para resolver não, Emmett? 

_Um monte, mas, dei uma paradinha para poder elogiar essa bela mulher à minha frente. 

_Já elogiou, vaza. 

_Você sabe o que ele tem Bells? 

_Não faço a mínima ideia Emm, deve ser stress. 

_É, deve ser... O que você está fazendo? 

_Estou preparando o almoço. Vou fazer feijoada. 

_Meu Deus! Estou sonhando? Você vai fazer o almoço também? 

Bella riu e começou a cortar os ingredientes. 

_Vou Emm, todo dia. Seu chefe me contratou para cozinhar para vocês e, em troca ele me deixa ver a Soffie. 

_Ele lhe chantageou? 

_Não chantageei nada. 

_Me parece uma chantagem. O que você acha Bells? 

_Também acho, mas eu não ligo não. Você sabe que eu te amo Emm e faria qualquer coisa para ficar ao seu lado e do lado de Soffie. 

_Oh minha pithuca, eu também amo você e... 

_EMMETT!!! Vá trabalhar. AGORA!!! 

_Tchau Bells. 

_Tchau Emm. 

Ele saiu e Edward se aproximou dela, com a cara fechada. 

_Ele tem namorada sabia? – falou apontando para a porta por onde Emmett tinha saído. 

_Sabia. E? 

_E que eu não quero você se engraçando para o lado dele, não. 

_E para o Jasper? 

_O que é que tem o Jasper? 

_ Eu posso me engraçar com ele? 

_Só se você quiser que haja um assassinato em massa aqui na fazenda. 

_Está com ciúmes, Ed? 

Ela falou e Edward a segurou pela cintura. 

_Não tenho ciúmes, Bella. Não tenho nada com você para sentir ciúmes. 

_Que bom então. 

_É, que bom... 

Ele a beijou e a colocou em cima da pia, ficando entre as pernas dela. 

_Já prestou atenção que... só acertamos... com... a pia? 

Ela falou entre o beijo. 

_Já. Mas eu tenho uma cama. Quer ir para lá? 

_Nem morta, cowboy. Aqui está ótimo. Mais do que isso azeda. 

_Tem medo, é? – ele falou e beijou seu pescoço, colocando a mão em seu seio. 

_Ôpa! Tire a mão daí... 

Ele a beijou novamente. 

_Já chega Edward, me largue. 

_Porquê? 

_Por que eu quero. 

_Não quer não. Admita, você está gostando tanto quanto eu... 

_Não nego, mas... ela o empurrou e desceu da pia – Não quero me relacionar com ninguém, Edward. 

_Por quê? 

_Por que não posso. 

_É casada, por acaso? 

_Não, só...Não posso. 

_Está bem. Ficamos assim então. 

Edward falou, passando a mão pelo cabelo, o bagunçando mais ainda. 

_Seu cabelo está revolto. Vem cá. 

Ele se aproximou e ela arrumou o cabelo dele. Precisou ficar nas pontas dos pés e ele segurou sua cintura para dar equilíbrio. 

_Pronto, está mais apresentável agora. 

Ele sorriu e lhe deu um beijo longo e depois saiu da cozinha. Bella ficou olhando para a porta. 

_O que é que eu estou fazendo? É melhor eu levantar acampamento antes que faça bobagem. 

_Béia? 

Bella se virou e viu Soffie com sua blusa e o cabelo todo bagunçado, segurando uma boneca de pano. 

_Béia! 

Sua pequena correu para os seus braços e Bella a abraçou apertado. Estava com tanta saudade dela. 

_Oi, meu amor! Que saudades! 

_Béia tum rava deu? 

_Não meu amor? Por que você disse isso? 

_Béia num vem aqui. 

_Oh amor, foi sem querer. Nunca mais faço isso. Está com fome? 

_Xim, quelo papa. 

Bella riu e beijou o rostinho quente dela, ainda estava com febre. Bella a sentou no balcão e foi atrás dos ingredientes para fazer a papa dela. Assim que fez, colocou Soffie sentadinha na cadeira e deu na boquinha dela, Soffie comeu tudo e repetiu. Depois, Bella a levou para o quarto e escovou seus dentes. 

_Querida. Vamos tomar banho? 

_Não, bãio dói. 

_Seu corpo tá dodói, né? 

_É. Quelo bãio não. 

_E se eu esquentar a agua? Hã? Você toma? 

Soffie ficou olhando para ela por um bom tempo. Depois a abraçou e lhe deu um beijo na bochecha. 

_Béia dá bãio neu? 

_Dou sim. 

_Intão eu quelo. 

Bella a levou para o banheiro e ligou o chuveiro para ajustar a água e percebeu que estava ajustado para a agua sair gelada. 

_Quem te dá banho princesa? 

_Laulem. 

_Laulem? Quem é Laulem? 

_É a babá de eu. 

Bella teve vontade de caçar essa mulher e esmurrar ela. 

_Ela sempre deixa a água fria assim ou foi só porque você está com febre? 

_Sempe dexa axim, eu num gorto, maigi ela num liga pra eu. 

A vontade de esganar a mulher estava crescendo. 






Bella deu o banho em Soffie e a vestiu com um vestidinho rosa e colocou uma presilha azul no cabelo, calçou uma botinha e colocou perfume. Foram para cozinha. Bella colocou Soffie sentada no cobertor e entregou vários brinquedos a ela. Terminou de fazer o almoço e levou sua pequena para o jardim e ela se sentou, embaixo de uma árvore que fazia uma sombra bastante agradável e Soffie colocou a cabeça em seu colo. Bella ficou alisando os cabelos dela, enquanto lia uma historinha. Bella tinha levado uma cesta com frutas, suquinho de uva e bolo. Comeram e brincaram bastante. Se deitaram no cobertor e acabaram adormecendo. Bella despertou com uma sombra tapando o sol, ela abriu um olho e se espreguiçou. Ficou olhando para os olhos de quem as estava observando. 

_Você não é transparente, Jacob. Sai do meio, sim? 

Ele deu uma gargalhada e se sentou ao seu lado. Ficaram calados por um tempo só olhando para o céu, era um silêncio agradável. 

_Queria te agradecer. 

_Por tomar o seu lugar na cozinha? 

_Também. Mas, eu quero te agradecer por colocar um sorriso no rosto do Ed. Sabe, já faz muito tempo que a gente não via ele rindo assim, você mudou ele. E todos nós queríamos que soubesse que teremos o maior prazer em te receber na família. 

_Não tenho nada com ele, Jack. Somos apenas amigos. 

_Amigos não se beijam Bella, pelo menos não do jeito que vocês estavam se beijando lá na cozinha. 

Bella ficou vermelha de vergonha. 

_Eu não posso me apegar a ninguém, Jack. Eu disse isso a ele. 

_Eu acho que ele não escutou. Ele falou bastante de você hoje, sabia? 

_Verdade? 

_Sim, não só hoje, mas, a semana inteira. Ele é cabeça dura Bells, mas, é um ótimo cara, um homem decente e já sofreu bastante. 

_Eu não quero mais acrescentar dor a lista dele, Jack. 

_Então não acrescente, não vá embora, fique aqui com ele e com Soffie. Você sabe que ela te ama. 

_Quem te disse que eu ia embora? 

_Eu ouvi você. Quando o Edward saiu da cozinha, eu entrei, eu vi vocês pela janela e ouvi quando você disse que era melhor levantar acampamento antes que fizesse bobagem. 

_Jack, eu... 

_Não, só escute, está bem? 

Ela confirmou com a cabeça e ficou alisando os cabelos de Soffie. 

_Ele gosta de você. Todos aqui gostamos de você, Soffie te adora. Seja o que for que você deixou para trás quando veio para cá, está no passado. Vida nova, garota! Bola para frente. 

_Não é tão simples assim, Jack. Eu sou um ímã para perigos. O meu passado me persegue e destrói quem estiver no caminho. Destrói quem se aproxima de mim. Não posso deixar que aconteça nada com eles, Jack. Não posso, eu não... 

_Hei, escute. Estamos aqui Bella, seus amigos. Nada vai tocar em você, nada vai machucar você. Não desista da felicidade, minha amiga. Lute por ela. Sua felicidade se chama Edward Masen e sua linda filha Soffie. Se dê uma chance. Se permita ser feliz. 

Jacob se levantou e deixou Bella pensando nas palavras dele. 

“Sua felicidade se chama Edward Masen e sua linda filha Soffie. Se dê uma chance. Se permita ser feliz.” – Deus. Me dê forças para aguentar, pois eu não vou conseguir ir embora. Não deixe o mal nos alcançar Senhor.

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