sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 9


Capítulo 09


Bella se olhou novamente no espelho. Morreria e não se acostumaria com o estilo de vida dele. Nem com as roupas que ela tinha que usar. Eram lindas, sem dúvida, e caras, muito caras. O vestido que estava usando levaria o dinheiro de quatro meses de período bom de sua loja pra comprar, mas... Não era seu estilo. Ela gostava de algo normal, comum e o que estava vestindo não era nada normal e comum. Ela só tinha vestido algo assim no dia da abertura do congresso, seu vestido branco que ele rasgou na limousine. Agora estava vestida com um cor de lavanda, com diminutas tiras que eram as alças, justo ao ponto de estrangulá-la, decotado ao ponto de seus seios quererem saltar para fora e um lascão na coxa que pelo amor de Deus! Quase mostrava a calcinha, ela preferiria o branco que ele tinha rasgado, era um pouco transparente, mas não era tão... Revelador assim como esse vestido. Ela estava se sentindo como um cartaz de um restaurante, entre e coma à vontade. Mas ele tinha comprado para ela e pediu que o usasse hoje à noite e ela usaria. Era o encerramento do congresso, tudo tinha dado certo, a unificação das espécies estava correndo bem, tinham aceitado Edward como seu soberano e tudo estava na mais perfeita paz. Se ao menos pudesse trocar de vestido...

_Não. Está linda, meu amor, não permitirei que se troque. – ele falou, entrando no quarto. Estava lindo de smoking preto e camisa vermelha sangue.

_O baile é vermelho e preto?

_Sim.

_Então porque eu não posso ir de preto ou vermelho?

_Por que você é diferente, minha adorada. Quero que sua beleza se sobreponha a todos do local. Quero que você apareça.

_Sei... Não será só minha aparência que se sobreporá lá não. Meu útero também aparecerá para todos, viu o lascão?

Ela falou puxando as abas do tecido longo, expondo a coxa deliciosa. Ele rosnou sensualmente e foi para ela. Apenas um borrão e, quando Bella deu conta, estava presa de encontro à parede, com o corpo dele lhe esmagando de uma forma sensual e excitante.

_Provocadora. Você é uma pequena provocadora... – ele suspirou com prazer, sem tirar os olhos de cima dela _ que vontade de lhe rasgar esse vestido e possuir você de encontro a essa parede...

_Então me possua... – ela falou lhe beijando o pescoço.

Ele rosnou sua frustração e se separou dela, respirando fundo.

_Tomou sua dose diária? – ela perguntou e ele assentiu.

  Ela sorriu, foi até a cômoda, pegou o punhal e furou o dedo, estendendo para ele, quando uma gota de sangue saiu do ferimento. Automaticamente seus olhos ficaram vermelho escuro e ele foi para ela, andando calmamente, como se não se importasse com o que ela estava lhe dando, como se não fosse nada de mais. Segurou seu pulso e levou seu dedo até seus lábios, o chupou sem desviar seus olhos dos dela. Sem morder, sem beber muito.

_Chega... - ele falou quando sentiu a fome diminuir um pouco. Ele se controlou com essa pequena dose, assim como ele se controlou quando fizeram amor pela primeira vez.

_De gole em gole. 

Ela falou sorrindo, feliz por ele ter aceitado fazer isso. Tomar um pouco do sangue dela o ajudaria a ficar mais forte e se controlar melhor. Claro que nunca quando ele estivesse ferido, ele se descontrolava e aí poderia ser fatal.

_Vem amor, vamos, o carro nos espera. - ele falou, enquanto lambia o ferimento, fazendo o corte se fechar automaticamente.

_Não posso trocar de vestido? Sabe, que tal se eu fosse com aquele que eu vesti no dia em que saímos pela primeira vez?

Ele fez uma careta e ela não entendeu o porquê. Ele sorriu culpado.

_Ele é, como eu posso dizer...
_Comportado demais?
_Barato demais.

Ela fez uma careta e fechou a cara.

_Oh, me desculpe se eu não posso gastar minhas economias com roupas caras para te agradar querido amor.

Ela falou irritada e deu as costas a ele. Pôxa, ela gostava do vestido e não tinha sido barato coisa nenhuma! Ela o pagou em seis meses!!!

Ele a puxou levemente de encontro ao seu peito, lhe rodeando a cintura e cheirando o pescoço.

_Perdão amor, eu gosto dele, é uma roupa agradável de se vestir para ficar em casa, mas pra sair meu amor, no meu mundo, tem que ser muito mais. Sabe, nós vampiros somos extremamente soberbos, gostamos de desfilar com tudo o que é de melhor. Com você não seria diferente, és minha rainha adorada, não quero que andes com menos do que lhe é de direito, do que mereces. Quero que tenha tudo do bom e do melhor. Quero que olhem para você e babem, me invejem, que se mordam literalmente por não poderem te tocar por que só eu posso. Isso, esse vestido não é nada, comprarei os mais belos vestidos para você, as mais raras jóias, perfumes, sapatos bolsas. O que quiseres será teu, basta apenas um pedido. Uma palavra e terás o mundo aos teus pés.

_O que eu quiser, eu terei?

_Sim. O que quiseres.

Ela se virou, ficando de frente para ele e lhe rodeou o pescoço com os braços e se apertou a ele.

_Quero você e só você.

_Isso você já tem.

_Então estou mais que satisfeita. Amo você Edward, não preciso de nada, só você.

Ele lhe sorriu e escovou os lábios nos seus.

_Quero mimá-la. Agradá-la.

_Me ame e estará fazendo tudo isso.

Eles se beijaram e saíram do quarto. O caminho todo ela foi com a cabeça em seu ombro, os dedos entrelaçados. Ele beijava sua cabeça e suspirava feliz, estava muito contente com tudo o quem tinha e se apenas tivesse ela e tudo fosse tirado dele, ele ainda seria o homem mais feliz do mundo inteiro.




O local estava lindo. Eles desceram da limousine e uma chuva de flashes a cegou. Ela escondeu o rosto no peito dele e ele lhe beijou os cabelos. Mais flashes estouraram. Ele sorriu de encontro ao seu ouvido.

_Olhe para frente amor ou não nos darão trégua.

Ela ergueu a cabeça e sorriu timidamente para os fotógrafos e repórteres, que enfiavam os microfones em seu rosto para que falasse algo. Edward calmamente a levou para dentro do edifício. Assim que entraram, uma salva de palmas os recebeu. Ele era o rei e ela sua escolhida, não podiam receber menos que isso. Foram cumprimentados por todos. Umas mulheres lindas de morrer desfilavam pelo salão e Bella tremeu na base, ela era insignificante perto delas.

Edward se aproximou de uma estonteante mulher que segurava uma taça de cristal com... Sangue, sem dúvida era sangue e a mulher vampira.

_Amor, essa é Ena, minha amiga de longa data.

A vampira sorriu lindamente, seus caninos ligeiramente pontudos e seu sorriso branquíssimo. Ela era linda, com um vestido preto tomara que caia que Bella tinha certeza tinha silicone pregado no vestido para que ele não deslizasse pelo corpo dela, deixando os seios amostra  o decote era... Enorme.

_Meu rei, minha rainha. – a mulher fez uma reverência e Edward anuiu com a cabeça. _ É um prazer ver meu rei sorrir de novo. Onde está Rosalie, majestade?

_Ela está lá fora, resolvendo algumas coisas.

_Então devo me juntar a ela, com licença.

Ela se retirou, atraindo os olhares de vários vampiros e lobos no processo. Antes de chegar à porta ela foi presa pela cintura e beijada por um vampiro alto forte e... Lindo.

_Tire os olhos, Bella...

Edward resmungou e ela corou.

_Não tenho culpa, eles formam um casal lindo.

_Sim, de fato, Alexei teve muita sorte em pegá-la para si.

_Alexei é russo? Esse nome é russo, não é?

_Uhum. Eles fazem parte de minha guarda particular. Rosalie, ela é a capitã da guarda real. Olhe, deixe-me mostrar a você quem é quem para que assim você não fique perdida, ok?

_Ok.

_Bom... Ali, vê aquelas três mulheres ao lado da mesa do sangue?

_Sim.

_Elas são da Assembléia do Brasil. A DebsHellen, a Rosyn e a Fabiola são as representantes do senhor delas.

_Representantes?  Ele não veio por uê?

_Casou-se apouco e a esposa está gravida, ele não a deixa para nada. Ali, no meio do salão conversando com  Set e Paul estão a Lele, a Miria, a Eliane e a Naninha. Elas lutaram na guerra de 80

__1980?

_Não, 1580. Lutaram ao meu lado para que meu reino firmasse. Ali, vê aquelas conversando com alguns humanos?

_Qual? O quarteto fantástico?

 Bella falou e elas olharam direto para ela. Bella ficou vermelha de vergonha quando uma delas ergueu uma sobrancelha para ela, fez uma reverência a eles e voltou a conversar.
Edward a abraçou e riu contra seus cabelos.

_Não se esqueça amor, temos ouvidos super sensíveis.

Ele sussurrou e ela anuiu com a cabeça.

_Pode deixar, eu não vou me esquecer não. Mais quem são?

_Susana, Vivi, Erika, Jéssiie, são donas da mais cara loja de jóias que existe no mundo vampírico, elas são apreciadoras dos humanos. Os homens, quero dizer.

_Elas... Matam eles?

 Bella baixou o nível da voz, mas uma delas sorriu, olhando para Bella. Ela não percebeu, por que estava de costas para elas nessa hora, mas Edward viu e sorriu cortesmente para a vampira.

_Não, mas... Se divertem muito com seus corpos e seu sangue.

_Certoooo... E aqueles ali encostados na parede com cara de tédio?

_Ah, são Armand, Eudred, Ale, Lolabina que é uma loba, ela é casada com Armand, vê como ele a abraça protetoramente? Ela está grávida. O filho é um híbrido, mistura das raças, não é bem visto no meio dos puros sangue. Assim pensam os Voltures, eu não tenho nada contra.

_E aquela ao lado da Ale?

_Ah, minha querida e estimada JJBebe.

Bella olhou para ele com os olhos em fendas. Ele sorriu calidamente e Bella estreitou mais ainda os olhos em desconfiança.

_Não tenho nada com ela amor, mas, não diga nada a Alice, ok? JJBebe era amante de Jasper, mas cansou de brincar com ele e o chutou, Jasper passou trintas anos na fossa.

_Bom, a mulher é linda mesmo. Você...

_Não, passei cento e cinquenta anos com a Tânia, lembra-se?

_Sim e os outros anos?

_Ah, olhe aquele grupo são de Nova Iorque! Eles são: David e Paty, John e Juliana, Peter e Kelly, Richard e Claudiamon, súditos de longa data.

_Algum que você transformou?

_Sim,  Teonilia e seu parceiro Zachary, eles estavam morrendo de febre amarela quando eu os encontrei. Primeiro ela e depois ele, são guerreiros esplêndidos. Vivem em uma ilha isolada. Mas sempre que eu chamo, atendem.

_Mais alguém?

_As amazonas de Rietberg, são da Irlanda, não se deixe enganar pelos sorrisos simpáticos, elas lhe arrancam a cabeça em dois segundo se você baixar a guarda, são guerreiras ferozes e amigas íntimas de minha irmã. Nomes: Lidih, Sandy, Gi Belini,  Alana, Milleney, Jeomvb, Mariey, e Nilcia, ela é a líder delas e apesar de serem Irlandesas e a Irlanda ser território de Jasper e sua assembleia, elas são independentes, juraram lealdade a mim, são amigas  dele e, por favor, não comente com a Alice...

 

_Deixe-me ver se eu adivinho, ele dormiu com qual?

 

_ Lidih, Sandy, Gi Belini.

 

_Todas de uma só vez?

 

_Não!  Elas são vampiras direitas, Bella. De família, apesar de que as famílias morreram séculos atrás. Elas são do bem, como Rosalie fala.

 

_E você? Dormiu com alguma?

 

_Quer mais champanhe?

 

_Com qual?

 

_Esse é melhor que o outro bebê, você tem que provar.

 

_Com qual Edward Cullen...

 

“Amor, é desconfortável falar do meu passado amoroso. Eu não quero saber do seu, por que quer saber do meu?”

 

“Porque está falando na minha mente?”

 

“Porque não quero ter essa conversa na frente dos outros, amor.”

 

“Me diga quem é que eu paro de te aperrear”

 

Ele suspirou, realmente desconfortável com isso tudo

 

“Estou esperando...”

 

“Está bem. NTaubz, Jucy, Ângela Varela, Rafaela, Mariza, Rosyn, Elys, Evelyn, Fernanda, NMCO, Carla, Thah, Ingrid, Therose, Dani, Dani.

“Essa você já falou.”

“São duas.”

Ele falou sorrindo e ela deu-lhe uma cotovelada no seu peito e emburrou a cara

 

Já acabou?”

 

“Não, mas eu creio que você não quer saber de mais, não é?”

 

“É”

 

“Você quem pediu amor. Eu sou totalmente inocente nesse quesito.”

 

Ele falou na sua mente e lhe abraçou apertado, lhe guiou para o centro da pista de dança e começaram a dançar abraçados. O jantar foi anunciado e Edward procurou ignorar a cara de desconfiança dela para toda vampira que passava perto ou sorria para eles. Ela estava por demais ciumenta e ele estava amando isso. No meio pro fim, Rosalie a tomou dele e ele ficou conversando com alguns alfas e senhores de assembléias.

 

 Evanescence - Angel Of Mine

 

_Rosalie, você viu a Alice?

 

_Sim, está com o Jasper, na sala privada.

 

_Obrigada.

 

Bella foi para lá.  Assim que chegou perto, as portas se abriram e o casal saiu abraçado. Jasper alisava a barriga de sua amiga e Bella não precisou ser um gênio para adivinhar o que estava acontecendo. Alice ergueu os olhos e lhe viu. Sorriu e lhe puxou pela mão, empurrou Jasper para o lado e se trancaram na sala. Ele saiu resmungando e foi ficar com Edward.

 

_Amiga, tenho tanto para te falar.

_Está grávida.

_Sim. De uma semana. Ele sentiu no momento em que eu concebi.

_E você sabe que ele é um...

_Sim. Olhe, estamos noivos, vamos nos casar em três dias.

_E dá tempo de arranjar tudo?

_Será uma cerimônia simples.

_E você o ama?

_Lógico!

_E vai querer ser transformada quando chegar a hora?

_Eu não quero ser transformada Bella, o sangue do Jass me manterá jovem enquanto eu beber dele.

_Entendo, estou feliz por você minha amiga.

_E eu por você, um rei hein? Quem diria.

 

Elas riram e ficaram conversando por algum tempo, antes de serem interrompidas por uma vampira linda, ruiva e sedutoramente sex. Ela flutuou literalmente para dentro do aposento. Bella e Alice ficaram olhando para ela, enquanto mais uma entrou de cara feia, fecharam a porta e ficaram encarando elas.

_Então você é a Isabella que tanto falam? – a ruiva sussurrou.

 

_E você a Alice do meu Jasper. – a morena de formas perfeitas e seios grandes falou com claro desdenho na voz.

 

_E vocês? Quem são?

 

Bella falou e a ruiva sorriu, mas antes de falar algo a porta se abriu de par em par e Edward entrou fechando com um movimento de mão e olhando para as duas vampiras com um semblante sombrio.

 

_Victória, Nadia, saiam.

_Ora meu senhor, eu apenas queria conhecer a...

 

Ela não terminou de falar, por que o olhar que Edward dirigiu a ruiva que se chamava Victória foi o suficiente para calá-la. A outra mulher estava de cabeça baixa obedientemente.

 

_Nadia, Jasper quer falar com você.

 

A vampira ficou branca feito cera, se é que fosse possível ficar mais branca do que já era e saiu apressadamente do aposento. Victória ficou parada lá, firme como uma rocha, uma rocha que Edward reduziria a ínfimos fragmentos e ela sabia disso. Quando ele com um balançar de dedos a pregou na parede oposta, ela percebeu o erro de vir tirar satisfações com a escolhida do seu mestre.

 

_Para casa, Victória.

 

Ele disse e abraçou Bella pela cintura e colocou a mão nas costas de Alice, as escoltando porta a fora. Jasper veio ao encontro deles e abraçou Alice protetoramente, olhando angustiado para seu amigo. Edward o tranquilizou com um aceno de cabeça e Jasper suspirou, relaxando mais.

 

_Amor, vamos para casa? Você está gravida e pode fazer mal ao bebê.

 

_Sim, está bem. Jasper, quem é Nadia e por que ela te chamou de meu Jasper?

 

Seu amigo suou frio.

 

_Ela é... Bom, basicamente, Nadia é...

 

_Um estorvo na vida de seu noivo, Alice, não ligue para ela, todas as vampiras estão chateadas por que o Jasper está fora de circulação agora. Se tranquilize, tudo está bem.

 

_Ok, tchau Bella, eu te ligo para marcarmos um almoço, aí você me ajuda com o enxoval do meu bebê.

 

_Com certeza.

 

Eles foram embora e Bella se virou para Edward, o olhando séria.

 

_Nadia é amante do Jasper, não é?

 

_Era, desde que ele está com a Alice, ele parou com todas.

 

_Certo, vou acreditar em sua palavra.

 

Ela disse e ele lhe sorriu calidamente e Bella soube que tinha lixo debaixo desse tapete, um aterro sanitário inteiro.

 

A festa acabou às quatro horas da manhã e todos se foram, já que a maioria dos vampiros não tinham as jóias encantadas que os possibilitava andarem a luz do dia. Por isso surgiu a lenda de que os vampiros dormiam durante o dia, se você não pode sair de dia sem morrer queimado o que mais se pode fazer além de trocar a noite pelo dia? Nada, eles dormiam de dia e andavam a noite, mas não morriam ao nascer do sol como as lendas contavam, não eles só dormiam como qualquer mortal faria.

 

Chegaram em casa e foram ao quarto. Estavam certos de irem jantar com seu pai, a noite. Ela se trocou, vestindo uma camisola negra longa de alcinhas finíssimas e um decote nas costas que mostrava o começo da bunda. Ela escovou os cabelos, enquanto ele olhava alguns e-mails sentado na cama. Ela foi para ele e sentou às suas costas, o circulando com as pernas e os braços. Ele sorriu e lhe beijou o pulso, fechou o laptop e, na velocidade vampírica, ele os virou ficando por cima. Calmamente, introduziu a mão por dentro da camisola, a erguendo de vagar.

 

_Quem é Victória, Ed?

_Amor, você tem um péssimo hábito de conversar quando eu quero brincar.

 

Ele falou, lhe beijando o pescoço.

 

_Eu... Só fiquei... Fiquei curiosa, só isso...

 

Ela estava perdendo o raciocínio com o ataque dele ao seu corpo.

 

_Ela é apenas uma vampira chata que não vale apena mencionar.

 

_Mas...

 

_Não. Esqueça isso ou melhor deixe-me te fazer esquecê-la, bebê.

 

Ele falou, alisando sua intimidade por cima da calcinha.

 

_Ed...

 

Ele puxou o lado da peça minúscula e rasgou.

 

_Detesto esse pedaço de pano, Isabella. Prefiro degustar minha comida assim. Sem a embalagem.

 

_Fique à vontade então...

 

_Oh, mas eu ficarei querida. Com certeza, eu ficarei.

 

 Marvin Gaye - Sexual Healing

 

Ele sorriu roucamente em seu ouvido e se ergueu. Pegou a barra da camisola e, de um puxão, a rasgou de cima a baixo, expondo seu corpo ao seu olhar faminto.

 

_Melhor, muito melhor. Importa-se querida, se eu brincar um pouco com minha comida, antes de degustá-la?


Perguntou perversamente.


_Não... Não me importo...


‑Que bom então.


Bella explodiu, quando sua boca fechou sobre o clitóris e começou a chupar. Suave a princípio, mas intenso depois. Dentro de minutos, ela não dizia coisa com coisa, sua cabeça rodando, perdida nas carícias que ele lhe impunha, totalmente fora de sua mente com o prazer que ele trazia para seu corpo. Seus dentes rasparam sobre seu ponto de prazer, fazendo-a se erguer contra ele. Ele segurou-a pelos quadris, usando levemente sua força para manter ela no lugar. Sua língua rodou sobre seu montículo, degustando-a como ele disse que faria.

Quando Bella sentiu sua mente ficar em branco, voltou a arquear-se, saindo do colchão no clímax abrasador que ele tinha lhe dado. Ela o ouviu sorrir convencidamente, sentiu ele dar beijinhos na sua coxa, seus dentes raspando a pele sensível. Ele a cortou só um pouquinho, um arranhão de leve, passou a língua, bebendo o sangue, enquanto fechava as mãos no colchão.
E então, rápido como uma bala, ele tinha os virado fazendo ela ficar em cima dele. Ele tinha pegado as correntes e tinha prendido nos pulsos. Ela nem tinha visto, de tão rápido que foi. Seus olhos vermelhos intensos, as narinas dilatadas, os caninos expostos delatavam a fome que o atormentava. Ela calmamente cortou a palma da mão e levou aos lábios dele, que bebeu desesperadamente, respirando fundo e sugando tudo o que podia. Bella afastou a mão e ele rosnou desgostoso como uma criança a quem lhe foi tirado seu alimento. Ele a olhou nos olhos e Bella se sentiu flutuar, ele a estava hipnotizando.


_Monte-me, querida.


Ela o fez. E ambos arquejaram de prazer, quando ele entrou fundo nela.


_Dê-me o que preciso, amor.


Ele pediu, respirando fundo e olhando em seus olhos a hipnotizando, mesmo sem querer. Era o instinto agindo e ele estava preso a isso, era sua natureza.

Bella se encostou nele, colocando um seio ao alcance de sua boca.


_Obrigado por sua generosidade, amor.


Ele abocanhou o seio, chupando forte. Seu frágil controle se rompeu. Suas presas se alongaram em sua boca e suas garras cresceram através de seus dedos, suas mãos estavam presas nas correntes e ele as puxou desesperado, tentando fechá-las em torno dela. Ele mordeu em seu seio profundamente, o sangue jorrando em sua boca. Ela se mexeu de encontro ao seu corpo e ele a encontrou no meio do caminho. Seus movimentos rápidos e fortes sem restrição, sem suavidade, apenas a força de sua luxúria. Ele perdeu toda a percepção em sua volta. Ao longe ouviu um grito e sentiu seu corpo enrijecer. Ele bebia enquanto sua semente explodia em seu corpo, inundando seu ventre.
Lentamente, sua consciência retornou. Sua amada ainda estava em seus braços. Ele retirou suas presas, lambendo a ferida e fechando-a. Ela não se mexia. Ele entrou em pânico. Se concentrou e ouviu as batidas do seu coração, lentas, fracas, mas estavam lá. Ele respirou  aliviado, não a tinha matado, ainda não. Se não aprendesse a se controlar, ele a mataria. Tinha que haver um jeito de isso nunca acontecer. Deus tinha que mostrar um jeito disso nunca acontecer.



                                                     ********


Bella dormia calidamente, esparramada na cama, enquanto ele estava sentado na cadeira perto da lareira. Ele amava observá-la dormir. Era um deleite ver o peito subir e descer com a respiração cadenciada. Thomas bateu de leve na porta e ele o mandou entrar.


_Senhor Denale está aqui, milorde.


Edward assentiu com a cabeça, ele tinha sentido a presença do vampiro no momento em que ele pisou no prédio. Edward se ergueu, vestiu um robe. Estava só de calça de seda negra e descalço, não se importou em se arrumar, voltaria para o quarto o mais rápido que pudesse.

Eleazar estava em pé, de costas para a porta, quando Edward entrou e calmamente sentou na cadeira de respaldo alto atrás de sua escrivaninha. Fez um movimento com a mão indicando a cadeira à sua frente. Thomas entrou e serviu uma dose de Chardonnay a cada um e se retirou. Seu escritório era revestido de prata e madeira da casca da Methuselah, uma árvore muito antiga, era um isolante de som muito bom. Todos os cômodos do seu apartamento tinha essa combinação, eram vampiros, mas todo mundo queria sua privacidade.


_Eleazar, como vai?

_Bem Edward e sua escolhida?

_Está descansando. A que devo a honra de sua visita? Como está a família?

_Bem milorde... É sobre minha filha que eu vim falar.


Quando o vampiro a sua frente lhe chamou milorde, Edward sabia que vinha algum problema por aí.


_Fale Eleazar.


_Eu vim primeiro agradecer por não ter matado minha filha, apesar de que ninguém questionaria se milorde fizesse.


_O que Tânia quer, Eleazar?

_Pedir permissão para usar o colar novamente, para poder andar na luz do dia.

_Não.

_Milorde, entenda que minha filha precisa disso, eu sei que eu no seu lugar teria feito a mesma coisa, mas Tânia é...

_Mimada, egoísta, fria, calculista, desprezível e uma vampira totalmente desagradável e vingativa. Se eu dou o colar novamente e ela volta a andar de dia e se aproximar de minha escolhida, eu vou matá-la em dois segundos, Eleazar. Você sabe que sim, apesar de que faria muita falta, ela é uma excelente guerreira.

_Eu entendo milorde, mas eu sou pai, tenho que fazer o que estiver ao meu alcance para ver milhas filhas felizes. Eu lhe dou minha palavra de que ela não fará mal a sua escolhida, prometo-lhe isso, se Tânia fizer, me mate então.

_Se Tânia fizer mal a minha Bella, eu dizimarei sua cidade Eleazar, sua assembleia será reduzida a cinzas e você e sua família sofrerão grandemente. Está disposto a arcar com as consequências?

_Sim milorde.

_Está avisado então. Mande Tânia vir aqui.

_Sim milorde.


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N/B: Caracaa, OMG, tou passada, morri, choquei!!!..... Que capítulo foi esse?? Antes de mais: “Importa-se querida, se eu brincar um pouco com minha comida, antes de degustá-la?” que raio de pergunta foi essa?? O Edward quer matar a gente ou quê?? Como tou invejando a Bella nesse momento!!!
Agora, falando sério, pensei que ele fosse matar a Bella dessa vez, mas ainda bem que tudo terminou bem!
Gente, e o que foi essa homenagem que a nossa Milly nos fez?? Muito lindo, amei e tou me sentindo aqui por ter sido uma das amantes do rei, kkkk!!
Essa estória das concubinas vai dar problemas pros meninos, eles que se cuidem. Jasper e Alice não perderam tempo, não?
E que final foi esse?? Sei não, mas acho que o Eleazar vai se arrepender de ter feito esse pedido pro Edward, a ver vamos!!
Amei o capítulo e a fic tá cada vez melhor!! 

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