domingo, 7 de abril de 2013

Um Amor ao Lado: Capítulo 2





Capítulo 02






Edward andou pelas ruas geladas de South Point, o medo o comendo vivo. Deus, por onde andava sua pequena?! Ele foi a casa da senhora Wilkson e a mulher lhe garantiu que Tânia não tinha ido lá hoje. Onde aquela louca tinha deixado Soffie? Edward procurou no hospital, delegacia, no orfanato, em todos os lugares possíveis e nada. Resolveu ir para casa. Talvez alguém a tivesse encontrado e tivesse entrado em contato com ele. Ao se virar em direção a sua caminhonete, ouviu alguém o chamando. Se virou e viu Ângela correndo em sua direção.










_Edward, graças a Deus você chegou. Tânia aprontou de novo, deixou Soffie sozinha e ela estava vagando pelas ruas e...










_ Aonde ela está, Âng?!










Edward perguntou a segurando pelos ombros e a chacoalhando em desespero.










_Ela está com você?










_Não, se acalme ela está com uma amiga minha, Bella Swan, ela...










_Bella Swan? Quem diabos é Bella Swan. E por que ela está com a minha filha?!










_Se você me soltar, eu lhe digo.










Edward percebeu que ainda estava segurando os ombros dela, soltou-a e respirou fundo para acalmar os nervos, o que era impossível nesse momento.










_Ela é uma amiga minha, ela se mudou faz pouco tempo para cá. Ela é sua vizinha de cerca. O rancho dela é o Will of Steel. Edward, não se preocupe, ela cuidará bem da sua filha.










_Obrigado, Âng. Até mais.










Edward falou e correu para sua caminhonete. Entrou às pressas, colocou as chaves na ignição e saiu cantando pneu pela rua. Chegou no rancho Will of Steel em tempo recorde. Desceu da caminhonete e abriu a porteira no chute, pois a infeliz estava travada e ele não tinha como entrar e pegar sua filhinha.










_Mulher estúpida! Devia concertar essa porteira maldita.










Ele foi em direção à casa.










***************










Bella estava dormindo placidamente, envolvida em uma bruma de paz da qual há muito tempo não tinha. Foi despertada por batidas tão fortes, que se questionou como sua porta estava aguentando esse martírio. Desceu as escadas correndo e deu com o joelho no corrimão. Só não soltou um palavrão, por que tinha medo de que Soffie acordasse e escutasse.










Abriu a porta de um supetão e ficou paralisada com a imagem que encheu seus olhos. Tinha um espécime do sexo masculino parado bem em frente a ela, com os cabelos sexualmente revoltados e um olhar que lhe enviou pequenas agulhadas pelo seu corpo em direção ao seu ventre. “ Caramba, isso é que é acordar bem!” Voltando a realidade, Bella resolveu puxar assunto. Alguma coisa ele queria.










_Pois não? Quem é você?










_Sou Edward Masen e vim buscar minha filha.










Ele falou sério e com o semblante cansado. Estava exausto, coitadinho. Pensou Bella com pena dele.










_Ah sim, claro. Entre, por favor.










_Não obrigado. Só quero minha pequena para poder ir embora.










_Eu insisto, por favor.










Edward a olhou de cima até embaixo e sentiu um calor subir pela sua espinha. Ela estava só de camisola. E que camisola!




















Se irritou consigo mesmo.










_Será que não dá para vestir uma roupa pelo menos?










_Estou vestida.










_Não acredito que você estava dormindo apenas com essa coisa.










_Essa coisa se chama camisola.










Ele continuou a olhá-la. Olhou-a de cima a baixa novamente e parou os olhos verdes bem nos seus seios que estavam levantados graças ao sutiã da camisola. “Obrigada, Victoria Secrets!”










_Sabe, essa cena está me lembrando aquela parte do conto da chapeuzinho vermelho em que ela diz: “Para que esses olhos tão grandes vovó e o lobo responde é para te ver melhor”. Só que nesse caso, seria para te comer melhor? Sabe, com os olhos e tals...










Edward fechou a cara para ela e Bella se arrependeu da brincadeira. Pelo jeito, o sujeito não tinha senso de humor. Bem, paciência.










_Por favor, entre.










Ela deu espaço e ele entrou na sala aconchegante. Se sentou no sofá, enquanto ela foi em direção à escada. Bella apostaria sua coleção de cd’s de Nora Jones que ele estava olhando para sua bunda.







Assim que Bella sumiu na escada, Edward levou a mão ao seu membro e o massageou. Estava duro e dolorido. Fazia um ano que não dormia com mulher nenhuma e, até agora, não tinha sentido falta. Até agora. Que tipo de mulher era Bella, que atendia a porta usando nada mais, nada menos que uma camisola de seda negra, que chegava ao início das coxas e que delineava suas curvas tentadoras e que levantava seus seios, fazendo um homem querer cair de joelhos e implorar para tocá-los? Definitivamente, não era o tipo que ele queria ao redor da sua pequena. Não que Bella fosse esse tipo de pessoa. Tinha feito uma pesquisa antes de ir no seu rancho e todos os que a conheciam diziam que era uma pessoa de bem. Talvez era ele que não queria ter ela por perto. Para o bem da sua sanidade. Ele ouviu passos na escada e soltou seu membro que tinha estado massageando, enquanto pensava nela. Ele estava louco? Só pode!










Bella desceu as escadas e ele percebeu que ela estava de mãos vazias e, ainda por cima, não tinha vestido roupas. Apenas tinha colocado um penhoar que chegava ao meio das coxas. Seu membro deu um puxão dentro das suas calças apertadas e doeu como o inferno.










_Onde está Soffie?










_Está lá em cima, dormindo. Venha, vamos tomar um pouco de café e comer alguma coisa. Você me parece faminto.










“Não de comida querida” Edward se assustou com o pensamento que teve. Ele não era assim, a culpa era dela e dessa maldita camisola!










_Madame, eu não quero comer nada. A única coisa que eu quero é pegar minha filha e ir embora daqui. Agora.










_Primeiro o café. Vamos, não seja teimoso, Edward. Me siga.










Ela entrou na segunda porta a direita, a qual ele supôs que era a cozinha. Seguiu-a resmungando e, quando chegou lá, sua cabeça quase explode com a visão dela abaixada e com o traseiro para o ar enquanto procurava alguma coisa dentro do armário. Edward se sentou no balcão, que era um ótimo lugar pra esconder sua ereção e ficou observando como ela se mexia em torno da cozinha. Ela encheu uma chaleira de água e colocou no fogo. Em seguida, pegou duas xícaras, dois pratos e colocou em frente a ele no balcão. Se virou e buscou na gaveta duas colheres e dois garfos, se abaixou novamente e ele engoliu um gemido, quando metade da bunda dela ficou visível no processo. Ela estava de fio dental? Ele sentiu a boca seca. Ela voltou com dois descansos de prato e copo e guardanapos. Em minutos, estavam tomando o café que ela coou em um coador de pano.










Ela lhe serviu uma boa fatia de bolo de milho e ele rosnou de prazer quando provou. Estava delicioso, aliás tudo estava delicioso. Ele observou que ela colocava adoçante no café e ele a olhou com a sobrancelha erguida, questionando o ato.










_Preocupada com o peso?










_Perdão?










_O adoçante.










Ela sorriu. E ele quase se queima com o café, pois tinha ficado entretido com o sorriso dela.










_Eu tenho diabetes.










_Desde quando?










_Desde que eu nasci. Estou acostumada.










Eles tomaram seu café em silêncio, ninguém falando, mas os dois perdidos nos próprios pensamentos. Quando terminaram, eles limparam a cozinha. Ela lavou os pratos e ele enxugou. Depois de tudo pronto, subiram para o quarto dela e Edward estava tão perto que podia sentir seu perfume de morango e frésias. Assim que entraram no quarto, Edward viu sua pequena dormindo embrulhada em cobertas e aconchegada no meio da cama. Edward a pegou e percebeu que Bella tinha vestido uma das suas camisas em Soffie e sua pequena estava com o cheiro dela. Será que Soffie se importaria se ele pegasse a camisa para dormir, cheirando ela? Ele balançou a cabeça para afastar esse pensamento ridículo. Desceram as escadas e Bella abriu a porta, os acompanhando até o carro. Enquanto Edward colocava sua pequena cuidadosamente no banco de trás, Bella lutava com o penhoar que, por causa do vento, não ficava fechado. Quando Edward se virou, flagrou seu olhar o estudando demoradamente. Ela corou furiosamente e Edward sorriu, fazendo com que Bella se derretesse por dentro. Se despediram, enquanto Bella, do alpendre, acenava para eles e o carro de Edward sumia na descida da estrada de cascalho. Bella entrou e se deitou para uma madrugada de sono e tranquilidade.










*************






Edward chegou a casa e entrou com Soffie nos braços. Se dirigiram para o quarto dela e Edward a colocou com cuidado na cama, a enrolando com o edredom e deixando a luz do abajur ligado, saindo do quarto. Se dirigiu a cozinha para beber água, mas passando pela sala, ele viu a secretaria eletrônica piscando. “Deus, que não seja Tânia”.










E não era. Era sua vizinha. A princípio, ele ficou com raiva da brincadeira dela, depois riu das coisas sem noção que ela falava e, por último, ficou com a consciência pesada por ter quebrado o portão dela. Amanhã mandaria Set consertar. Foi para a cozinha, bebeu água e se dirigiu ao seu quarto. Amanhã seria um longo dia.







**************










Bella acordou com o sol entrando pela janela e tocando sua pele. Se espreguiçou e levantou da cama, indo em direção ao banheiro. Fez sua higiene pessoal. Tomou banho, enquanto fazia sua lista de afazeres. Tinha que descarregar o material que tinha comprado ontem para os rapazes poderem pôr as mãos na obra. Tinha que fazer um celeiro novo e um estábulo com um curral acoplado, para facilitar sua vida e de seus bichinhos. Tinha também que consertar as cercas do lado oeste. Ela se vestiu com sua adorável calça preta jeans desbotada, seu cinto largo de fivela prateada, sua camiseta branca e sua blusa quadriculada de cinza, branco e preto. Calçou suas botas pretas de cano longo, feitas sob encomenda para a vida no campo, mas sem deixar de perder o charme. Fez uma maquiagem leve e deixou os cabelos soltos, como gostava de usar. Desceu as escadas e preparou o café. Tomou sua insulina e saiu para o celeiro velho. Em breve teria um celeiro novinho. Bella entrou e alisou todos os cavalos e as vacas. Selou Estrelada, que era sua égua favorita. Tinha esse nome por causa de uma mancha em forma de estrela, bem no meio do focinho. Bella não se preocupava em ordenhar as vacas, porque Thomas, o filho da viúva Maúde, cuidava disso. Eles eram seus vizinhos e Maúde trabalhava de faxineira na cidade e Bella tinha contratado Thomas para cuidar dos animais e ordenhar as vacas, trabalho esse que ele fazia muito bem. Bella dividia o leite com eles. Metade era dela e metade era deles e Maúde usava sua parte para fazer manteiga, que era uma delícia! Pena que Bella não podia se entupir dela. O diabetes às vezes judiava pra burro.










Bella saiu montada em Estrelada e, no meio do caminho, se encontrou com os rapazes: Sam, Paul, Embry e Quil. Eram ótimos e tinham uma empresa de empreiteira e, para sorte dela, eles se tornaram amigos no primeiro dia em que chegou na cidade. E eles mesmos resolveram fazer todo o trabalho, o que Bella agradeceu grandemente.










_Bom dia, Bella!










_Bom dia, rapazes!










_Teve um surto de fúria e resolveu detonar o portão, foi? Sam perguntou, rindo do que viu na entrada.










_ O que foi que disse?










_O portão. Está destroçado. Parece que alguém o colocou abaixo aos chutes.










Bella esporeou Estrelada e correu em direção à saída. Ao chegar lá, se deparou com a cena lamentável do seu querido portãozinho de madeira de lei caído ao chão e com marcas de rodas de Rancher por cima dele todinho. Bella desceu do cavalo e se ajoelhou ao lado do seu finado portão e ficou uns cinco minutos em silêncio, em sinal de respeito. Se ergueu de um salto, bateu com o chapéu nos joelhos, para tirar a terra que ficou pregada lá e se dirigiu ao seu cavalo.










_Ele me paga. Depois de eu ter aberto a porta para ele. De ter dividido meu bolo de milho com ele. De ter feito café às duas da manhã para ele. E ele me agradece assim? Ele vai ver com quantos paus se faz um portão de madeira de lei!










_Ele quem, Isabella?










_Edward Masen.










Ela falou e esporreou seu cavalo, em direção à saída.










_Vocês não acham que ela vai fazer...










_Não.










_É claro que não...










Boom!!!










_MERDA! ELA FEZ!!!

2 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAMEI, saudades de ler essa fic. Ficou guardada no meu coração. Amando ler ela de novo.


    Beijos e mais uma vez parabéns pelas histórias flor.


    Ana Paula Magalhães <3

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