sábado, 27 de abril de 2013

Amor com Gosto de Sangue: Capítulo 3




Capítulo 03 












Deitado na minha estupidamente grande cama, no meu estupidamente gigante quarto, olhando para o teto estupidamente bem pintado, sem sequer uma machinha para estragar a beleza da obra, eu analisava as coisas que me aconteceram nessas últimas cento e sessenta e oito horas, sete dias para ser mais exato e cheguei à conclusão de que eu tenho me comportado como um filho da puta arrogante e bastardo de merda. 



Idiota. 



Sério, eu nunca olhei para ninguém além de mim, eu nunca prestei atenção à dor dos meus pais, da minha irmã e de todos à minha volta. Estava tão enlouquecido de raiva pelo estado de saúde de minha mãe, que nunca parei para perceber que todos à minha volta sofriam tanto ou mais do que eu. Meu velho com certeza sofria bem mais. E eu nunca ajudei. Eu era, nas palavras de Reneesme, um furúnculo gangrenoso, cravado no traseiro da família. Eu não gostei da escolha das palavras, mas, era verdade. 

Eu era um bastardo infeliz, que não merecia a vida, nem a família que tinha. 





_Hei, príncipe negro, o que há de bom? 



Ergui minha cabeça e sorri ao ver Mellanie, a filha de Jasper, pendurada de cabeça para baixo na minha janela. 



_Fiz a descoberta do século. 

_Conte-me depois que eu estiver aí dentro e livre do frio. Abre essa merda, seu idiota. 



Ela resmungou e eu sorri, abanando a mão em direção ao trinco da janela, destrancando e deixando ela entrar. Amava esse truque, foi o primeiro que meu pai me ensinou. Ele disse que facilitava a vida e, de fato, facilitava. Pra caramba. 

Mellanie estava ensopada e começou a tirar as roupas. Eu ergui um sobrancelha e me ajeitei melhor na cama para observar o show. Ela ficou nua e caminhou calmamente até meu banheiro, pegando uma toalha. Em seguida, entrou no meu closet e pegou uma das minhas caminhas de botão branca. Nunca as verdes ou azuis, minha mãe é que me dava elas e nenhuma mulher metia a mão nelas. Mellanie sabia as regras. Ela era uma garota legal. Casaria com ela, mas ela não era dada a compromissos. Então baseávamos nossa relação em sexo puro e simples. Se o pai dela descobre... 



_E aí? Qual foi a descoberta do ano, garotão? – ela perguntou, sentando ao meu lado na cama com as pernas dobradas embaixo de si, enquanto enxugava os cabelos. 



_Sou um idiota arrogante, que só me importo com meu próprio umbigo. 



Falei, passando a mão na sua coxa e subindo por dentro da camisa, querendo dá uma conferida no material mais de perto. 



_Isso não é uma descoberta, meu bem. Você é um bastardo arrogante e só você não via isso. – ela bateu minha mão fora de suas coxas sedosas. 



Eu sorri e lambi os lábios, por que eu sabia que isso era só charme. Sempre que ela vinha aqui, era para uma única coisa. E eu nunca negava fogo. Nunca. 



_Sim, mas sou um bastardo arrogante que causa muito frenesi com meu corpinho sexy e meus dedos mágicos, os quais nem você, nem mulher nenhuma vive sem, meu bem. 



Eu sorri safado para ela, que revirou os olhos. 



_Nossa Alex, seu ego é enorme! 

_Querida, sou um Cullen. E onde o Cullen pisa, causa. 

_Idiota. 



A puxei para cima de mim, alisando seu traseiro maravilhoso. 



_Ouvirei você me chamar de idiota quando estiver suando em cima de mim. 



_Hum... Minha posição favorita.... – ela ronronou, beijando meu pescoço. 



_Viu como eu sou bonzinho. Agora... Vamos brincar. 



{***} 




Bella estava sentada no sofá da sala, lendo os papéis dos exames. Seus olhos estavam marejados. Ouviu risos no andar de cima e sorriu. Mellanie estava aqui e isso fazia bem para seu filho. Ela gostava que eles fossem amigos... Só não gostava do que faziam trancados no quarto dele. Morria de vergonha se algum dia Jasper soubesse, a briga seria feia. 

Eles desceram as escadas abraçados e rindo de alguma piada que Alex disse. Ele era um palhaço, constantemente fazendo-a rir. Mellanie estava com o cabelo molhado e vestia uma das camisas do Alex e uma calça de moletom dele bastante larga, que ela teve que amarrar com um cinto, Bella teve certeza. 
Ele a viu e sorriu, ficando corado e Bella ergueu uma sobrancelha em questionamento. Ele ficou mais desconfortável ainda. Bom. 


_Mamãe, a senhora não iria ao médico? – ele falou, lhe beijando a bochecha 

Mellanie lhe sorriu, se aproximando. 

_Estou esperando seu pai. 

_Oi tia. A senhora está linda. 

_Obrigada minha querida. O que faziam trancados no quarto? 


Eles tiveram o bom senso de corar. 


_Hã... Conversando mamãe, o que mais seria? 

_Sim, o que mais seria, senhor Alex? 

_Mamãe... – ele gemeu, envergonhado. _Já tenho trinta e um, por favor, por favor, por favor, não vamos ter “A conversa” agora, ok? Papai já teve ela comigo quando eu fiz quinze anos. 

Sua mãe e Mellanie sorriram do desconforto dele. 

_Estão com fome? 

_Morrendo. Hã... Conversar me dá fome. – Ele falou e sorriu meigamente. 

Bella revirou os olhos e se ergueu, indo para à sala de jantar com eles nos seus calcanhares. Ela mandou Ágatha servir um gostoso lanche quente, por que o frio estava forte. Sentou-se à mesa com eles e conversaram coisas amenas. Bella ouviu o carro do seu marido estacionar e ela se ergueu rapidamente, o que fez com que Alex lhe olhasse de boca aberta. Seus gestos eram sempre muito humanos. 

_Mamãe? 

_O que foi Alex? Posso ser uma híbrida doente, mas ainda posso me mover na velocidade vampírica. 

_Eu sei, só que fazia tempo que a senhora não se mexia assim... 

_Estou bem, meu filho. Muito bem. 
_Quem está bem? 


Edward entrou na sala, sorrindo para sua mulher, assim que seus olhos se cruzaram. Mellanie suspirou, achando lindo o jeito dos dois e Alex revirou os olhos. 

_Eu estou ótima. Thomas buscou meus exames e os resultados são maravilhosos. – ela falou, sorrindo lindamente e Edward não resistiu e lhe agarrou pela cintura, lhe beijando ternamente. Ele tinha medo de se exceder e machucá-la. 

_Urhg! Parem com isso vocês dois! Vou pôr o meu lanche para fora se continuarem se agarrando. 

_Feche os olhos então – Edward falou e voltou a beijar sua mulher. 

Bella se separou dele e lhe sorriu coquete. 

_Vamos para o médico agora? 

_Vou apenas trocar de roupa. 

Quando seu pai sumiu de vista, Alex se ergueu, indo até sua mãe, que se olhava no espelho. Ela tinha as bochechas mais coradas hoje. 

_Mamãe? 

_Sim querido? 

_A senhora vai mesmo tentar um... um outro bebê? 

Sua mãe se voltou para ele, sorrindo e lhe alisou o rosto. Ele amava quando ela fazia isso. 

_Sim, eu vou e agora eu quero que você me escute Alex. O bebê que vai chegar não tomará seu lugar nem o da Nessie, vocês são os primeiros e sempre serão. Confie em mim e em seu pai para saber que nunca trocaremos vocês ou amaremos mais o bebê do que a vocês. 

_Eu sei mamãe. – ele pigarreou ,por que esse assunto era esquisito. Ele estava conversando com sua mãe sobre a possibilidade dela engravidar e isso o levava a pensar em seus pais... Fazendo coisas... ECA! 

_O que foi? 

_O que foi o quê? 

_Você estremeceu dos pés à cabeça, Alex. – Bella falou sorrindo e ele revirou os olhos. _Ficarei bem. 

_Eu sei que sim. Mas o baú de brinquedos ainda é meu. 

Ele disse, fazendo manha e Bella sorriu, assentindo. 

_Estou pronto querida, vamos? 

Edward desceu as escadas vestido em uma calça jeans coladas nas coxas e uma camisa gola polo, de mangas compridas. Tênis preto e um casaco completavam o traje. Alex achou seu pai muito garotão para um homem de mais de quatrocentos anos. E sua mãe vestia um vestido simples e meias de frio pretas e um casaco bem grosso e quente, o que denotava que ela não estava tão forte quanto queria passar para eles. Vampiros não sentiam o frio. 

_Mãe... 

Seu pai lhe deu um olhar, que dizia para manter sua boca fechada. Ele também já tinha notado que sua saúde não estava tão boa quanto ela queria provar a todos e desde ontem que eles vinham percebendo isso. 

_O que é, meu querido? 

_A senhora vai demorar? Com o papai? 

_Não quero algazarra em minha casa, Alex. Sem ofensas, Mellanie. 

_Não, tudo bem tia, eu estava mesmo de saída, só vim aqui para ver vocês e dar notícias a mamãe. 


Bella aquiesceu e beijou as bochechas de ambos, saindo com Edward a escoltando e levando sua bolsa. Era normal verem seu pai, o rei dos vampiros, com uma bolsa feminina de lado, sempre que saia com sua mulher. 

Quando o carro sumiu pelos portões, Alex agarrou Mellanie pela cintura, arrancando uma gritinho dela. 

_Vai mesmo embora ou vai ficar mais um pouco? 

_Tenho que ir. É sério. Aparece lá em casa. 

_Não gosto da Irlanda. 

_Não posso ficar vindo aqui sempre que tiver saudades, você tem que se mexer também garotão. 

_Fique aqui e vamos sair hoje à noite. 

_Não dá, é sério. 

Ele suspirou e sorriu, contrariado. Roubou-lhe um selinho e ela sumiu de suas vistas, indo vestir uma muda de roupa, que sempre deixava aqui por precaução. Se despediram e ela subiu na moto, arrancando de lá. Ele nem se quer tinha ouvido o barulho do motor quando ela chegou, devia mesmo estar absorto em seus pensamentos. 

Entrou em casa e foi para seu quarto pesquisar novamente sobre híbridos e tentar achar um modo de reverter o estado de sua mãe. Estava distraído, quando sentiu um cheiro familiar às suas costas. Sorriu, virando-se na cadeira e olhando para sua irmã, que balançava uma bacia enorme de pipoca na sua frente. 

_E aí, topa um filminho, como nos velhos tempos? 

Ele se ergueu e foi ao seu encontro. 

_Só se você não vier com esses filmes de mulherzinha. 

Nessie sorriu e o abraçou pela cintura, arrastando ambos para a sala de TV. 

{***} 


O carro seguia calmo pelo asfalto. Edward estava com Bella em seu colo. Aproveitavam a paisagem, sorrindo feito dois bobos. Não tinham dito a ninguém, mas ela já estava grávida. O papel do exame que ela segurava hoje cedo era o resultado do teste de gravidez. Foram hoje apenas para assegurar de que tudo correria bem. 

Ela estava de três semanas. 

_Feliz meu amor? – ele perguntou, lhe beijando o rosto. 

Ela sorriu e se aconchegou mais em seus braços. 

_Muito feliz... Muito, muito feliz. Como há muito eu não me sentia. Obrigada. – ela sussurrou, sorrindo feliz e ele a acompanhou. 

_Eu é que agradeço. Lembre-se do que a doutora Nílcia falou, ok? Nada de exageros, ao mínimo sinal de indisposição, deve descansar e se alimentar bastante. 

_Eu sei. Vou fazer tudo direitinho. 

_Eu sei que vai. 

Ele lhe beijou demoradamente. Ficaram namorando no carro, como antigamente. Era tão bom. 

Chegaram em casa e ouviram risos e gritos na sala de TV. Se olharam e foram para lá, encontrando uma Nessi,e vermelha e suada, pendurada nas costas de um Alex igualmente suado. Ele esticava as mãos para frente sem deixar que sua irmã alcançasse a bacia de pipoca, ela gritava com ele, mas ria de todas as peripécias que seu irmão fazia. 

_Muito bem, o que está acontecendo aqui? – Edward falou sério e ambos se viraram para a porta, parando a brincadeira. 

_É o Alê papai, ele comeu toda uma bacia de pipoca gigante e Thomas fez mais e ele quer comer essa também e não me dá nada! 

Reneesme disse, saltando das costas do irmão e indo ao encontro dos pais. Alex se jogou nas enormes almofadas, rindo e comendo as pipocas. 

_Seu chato. 

_Pirralha. – ele lhe mostrou a língua. Ela detestava que fizessem isso e avançou para cima dele. 

_Seu palhaço, nunca mais te chamo para assistir filme. 


Ela falou enfezada e ele gargalhou, quando ela montou em cima dele, lhe fazendo cócegas na barriga, fazendo-o derramar toda a pipoca. 


_Você me prometeu que não íamos assistir filme de mulherzinha. Só estou me vingando. 

_Pai! 

_Já chega vocês dois, parecem crianças. 

Edward ralhou, sorrindo e entrou na sala tirando os sapatos. Ajudou Bella a se descalçar e sentaram no chão, ao lado dos filhos. Alex se jogou ao lado da mãe e Nessie ao lado do pai. 

_E aí, como foram os exames? – Nessie perguntou animada, arrancando um lindo sorriso de sua mãe. 

_Estou grávida. De três semanas. 

Alex se engasgou com a pipoca que tinha enfiado na boca. Edward deu-lhe um tapa, que quase o faz cuspir os pulmões. 

_Oh, que maravilha!!! Quer dizer que logo, logo teremos mais um irmãozinho? Espero que ele não seja chato como o Alê. 

Todos olharam para ele e Alex estava calado, olhando para barriga da mãe. Em um gesto inconsciente, Edward trouxe Bella para o seu lado e a abraçou, dando segurança. 

_Alex? – ele chamou, seu filho ergueu os olhos e os encarou. 

Sorriu timidamente. 

_Então... Vamos torcer para que venha uma menina, né? Assim eu vou poder ensiná-la mais coisas do que a Nessie. 

Todos sorriram. 

Uma semana depois, uma pequena festa se deu no castelo, para celebrarem a gravidez da rainha. Toda a família estava presente. Foi lindo, perfeito. Alex estava em um canto, bebericando uma taça de champanhe e observando sua mãe. Ela sorria lindamente. Irradiava felicidade e ele não pôde não sorrir com isso. Ela estava feliz e para ele, todos eles, era o que bastava. Seu pai veio em sua direção e se encostou na parede ao seu lado. 

_Bela noite, não? 

_Sim, bela noite. Ela está... Feliz, não está? 

_Sim. Muito feliz. 

_Pai. 

_Diga filhote? 

_É perigoso? 

_Sim. 

Alex respirou fundo e seu pai colocou a mão em seu ombro, dando um apertão de conforto. 

_Ela pode... Ela pode morrer? 

_Sim. Mas se, seguirmos todo o procedimento, ela vai levar essa gravidez até o fim e tudo sairá bem. 

_Como, se ela pode morrer? 

_Ela está fraca, seu corpo está pronto para gerar uma vida, mas seu sangue está fraco. Precisa de transfusões diárias. 

_Na agulha? 

_Também. Ela precisa beber de mim no mínimo quatro vezes ao dia, fora as transfusões. 

_Quantas transfusões? 

_Duas. Preciso de sua ajuda e da Nessie. Não quero envolver mais ninguém nisso. Não por enquanto. 

_Claro, doaremos sim, a Nessie já sabe? 

_Sim, eu conversei com ela antes da festa. Obrigado meu filho. Por você estar reagindo tão bem. 

_Eu... Fui por muito tempo um idiota. Não... Reconheci tudo o que o senhor fez por ela e por nós. Perdoe-me. 

_Não tem o que perdoar, filho. Sou seu pai e amo você. 

_Obrigado papai. 

Edward o puxou para um abraço e assim ficaram por algum tempo. 

A festa acabou por volta das cinco e se recolheram em seus quartos. Alex estava certo de que começaria a trabalhar nesse mesmo dia, só não sabia como ia fazer para se erguer da cama. Quando o despertador tocou às sete em ponto, ele se arrastou para o banheiro, tomando uma ducha gelada e amaldiçoando o inventor do despertador. Arrumou-se com esmero, queria causar uma boa impressão na empresa. Queria mudar, ser diferente. 

Olhou-se no espelho, no momento em que sua irmã entrava em seu quarto, vestida em sua camisa de botão e calçando suas meias velhas. 

_ Bom dia, preguiçosa. Está com cara de travesseiro. 

_Calado seu lesado. 

Alex riu e lhe soltou um beijo pelo espelho. Ela afundou na sua cama, se abraçando ao seu travesseiro. 

_Nossa! – ele disse, encarando o próprio reflexo. 

_O que foi? – ela ergueu a cabeça só o suficiente para lhe olhar com os olhos pesados de sono. 


_Eu sempre fui lindo, mas hoje eu estou de parabéns, viu?! 



Falou, se olhando no espelho, enquanto bagunçava o cabelo no estilo Edward Cullen. Tinha sido agraciado com os cabelos rebeldes do pai, mas a cor era negra, igual ao do seu avô, Malcom, o Negro, o pai de seu pai. 



Reneesme revirou os olhos e tacou um travesseiro nele. 



_UOU! Não estrague o penteado, sua maluca. 



_Já estão prontos? – Bella falou, entrando no quarto com um sorriso de canto a canto da boca. 



_Mulher, como consegue acordar de tão bom humor, hein? – ele falou, a abraçando e lhe beijando os cabelos. 



_Eu nem dormi meu querido, seu pai não deixou. 



_Wew! Não me diga o que andou fazendo com o papai. Me dá ânsias. 



Bella sorriu e lhe beijou o rosto. 



_Venha tomar café. 



_E a Nessie? – ele apontou para o corpo inerte em sua cama. 



_Ela ficará comigo. 



_Está bem e é assim a vida. Nós, homens, saímos para prover o sustento de nossas mulheres e elas torram toda a nossa grana. Oh vida injusta essa, viu? 



Ele reclamou e Bella riu alto e com gosto. Depois do café, Alex e Edward saíram e ela foi se arrumar. Quis chamar a Nessie, mas ela não acordou. Então deixou como estava mesmo. 

{***}



 

Alex chegou à empresa e foi recebido com vários sorrisos e vários olhares que, se não fosse sofrer um processo por assédio ou muito possivelmente levar uns cascudos do seu pai, ele traçaria todas as mulheres que lhe desse mole. Caminhou atrás do seu patrão, só por que queria dar uma olhada mais detalhada no material, vulgo humanas da empresa, sem receber um olhar feio por parte do chefão. 



_Precisará de uma secretária, Alex. Mandarei Cassandra providenciar uma para você. 



Seu pai falou, enquanto andava e assinava um papel que sua secretária tinha lhe posto na frente, nem antes mesmo de chegar ao elevador privativo. A mulher era o cão chupando manga, quando o negócio era trabalho. 



_Ok. – ele falou, enquanto verificava seu celular a procura de alguma mensagem da Mellanie. Nada. 



Suspirou, guardando o objeto, enquanto andava observando tudo ao seu redor. Seus olhos pousaram em uma mulher em um canto na sala de espera da recepção, era linda. Tinha o quê? Vinte anos? Talvez um pouco mais. 



Sorriu. 



_Acho que encontrei minha secretária, papai. 



Edward olhou para a moça que seu filho estava encarando ou melhor assustando, diga-se de passagem e revirou os olhos. 



_Você que sabe. Espero-te para a primeira reunião do dia, que começará em duas horas. Não se atrase. 





Ele o olhou sério e Alex assentiu rapidamente. Quando seu pai se afastou, ele caminhou para a morena sentada lá com um olhar assustado e agarrada a sua bolsa, como se alguém aqui dentro fosse roubá-la. Puf! 



_Olá? – ele colocou seu melhor sorriso, colocando a mão dentro do bolso da calça e se encostando displicentemente na parede ao seu lado. 



Ela o olhou e fechou a cara. Ele ergueu a sobrancelha, achando graça da situação. 



_Vai me dizer seu nome? 



_Não. 



_Isso é falta de educação, sabia? 



_Importunar pessoas de bem também o é e, além do mais, é grosseiro. 



_Nossa! Não tomou café da manhã não, foi? 



_O que você quer? – ela falou impaciente, olhando nervosamente para as pessoas que os rodeavam. 



_Só quero saber o que você faz aqui. 



_ Estou aqui para fazer uma entrevista de emprego. 



_Pois esse é o seu dia de sorte. 



Ele jogou todo o seu charme. 



_Por que é o meu dia de sorte? 



_Por que eu sou Alexsander Cullen, filho do dono e é meu primeiro dia aqui e preciso urgentemente de uma secretária. E eu escolhi você. 



Ele sorriu e ela arregalou os olhos, negando com a cabeça energicamente. 



_O quê? – ele perguntou, achando divertido seu olhar assustado. 



_Nunca serei contratada. 



_Por quê? – ele falou e sentou ao seu lado. A mulher se afastou como se ele estivesse fedendo. Cheirou as axilas só por precaução, não que vampiros tivessem mal cheiro, mas na dúvida... 



_Eu destratei o filho do dono, que, no caso de não ter percebido, é você. 



_Jura? Nem tinha percebido seus maus tratos para com minha pessoa. 



Ele se ergueu e estalou os dedos na direção de um dos seguranças e, em seguida, apontou para ela. A mulher tremeu, desolada. Nunca trabalharia aqui... 





_Mais hein? – um homem grande como um armário a pegou pelo cotovelo e a ergueu sem dificuldade, a levando para o elevador. _Hei! Me solte eu vim me candidatar a vaga de faxineira e... 



_Faxineira? Você? – Alex a olhou de cima a baixo e negou com a cabeça. _ Não mesmo. 



Ele saiu, andando e o gorila a levou com ele. Chegaram à sua sala, que Cassandra fez o enorme favor de lhe mostrar e eles entraram. O gorila a deixou sentada no sofá e ele sentou atrás da mesa, lhe sorriu e ela o olhou desconfiada. 



_O quê? Eu não mordo. A menos que me peça, é claro. 



_Olhe, eu não sei nada sobre escritório e... 



_Qual o seu nome? 



_Patrícia. 



_Então, Patrícia... Hã... Qual a sua idade mesmo? 



_Vinte e seis. 



Ele sorriu e ela fechou a cara. 



_Ok. O negócio é o seguinte, eu não entendo bulhufas disso aqui, mas estou disposto a aprender. Está me acompanhando? 



Ela confirmou, balançando a cabeça. 



_Então, eu sei que você quer o emprego e eu preciso de uma secretária. Eu te ajudo e você me ajuda. Que tal? 



_Porquê eu? 



_Sabe, você deveria estar me agradecendo e não me enchendo de perguntas. 



_Eu só quero saber o por quê. – ela disse séria. 



Ele deu de ombros, vasculhando as gavetas, até achar um lápis e apontá-lo na sua lapiseira elétrica. 



_ Amo esses negócios, acredita que quando eu era pequeno eu vinha para aqui apenas para apontar os lápis do meu pai? 



Ela negou com a cabeça. 



_Ok. Respondendo sua pergunta. Não, não sei o porquê de eu querer você como minha secretária, apenas lhe vi e tive uma intuição de que seremos grandes parceiros. 



_Eu não vou transar com você. 



_Esse tópico fica para depois, agora. – ele se ergueu e foi para ela. _Venha, vou lhe apresentar a Cassandra, ela é a secretária do meu pai e vai te explicar tudo que precisa saber. 



_Se você diz... 



_Claro que digo! – ele sorriu brilhantemente para ela, lhe causando um tímido sorriso 



Horas depois, Alex se encontrava sentado na cadeira ao lado da do pai, prestando atenção em tudo... E querendo morrer de tanto tédio. O mais legal era que Patrícia estava anotando tudo e prestando atenção em cada detalhe que as pessoas falavam. Ele se sentiu orgulhoso da sua secretária. 



{***} 



_Você foi muito bem lá dentro Patrícia, espero que tenha paciência com meu filho. 



_Terei, senhor Cullen. 



Edward sorriu educadamente para ela e se retirou para sua sala. Sua outra sala, a sala que ele usava para resolver problemas do reino. Uma delegação de Forks estava lá, esperando por ele e Alex não esperou que seu velho lhe chamasse, se era assunto do reino ele estava dentro. 



Virou-se para Patrícia e sorriu. 



_Olhe Paty, vá para sua sala, que eu vou me reunir com meu pai agora. 



_Não precisa de mim lá dentro? 



_Não, de forma alguma. Pode ir com Cassandra, ela vai te ensinar mais algumas coisinhas do escritório. 



Ele se encaminhou para o elevador, que desceu até o subterrâneo e entrou em um túnel de aço. Andou calmamente por ele, até parar em frente de uma porta de aço. Um vampiro fez uma reverência, enquanto abria a pesada porta. Alex passou por ela, no momento em que um copo foi jogado contra a parede ao seu lado. Ele, calmamente, retirou seu terno e dobrou as mangas da camisa. 



_O que eu perdi? 



_Nada Alex, você deveria... 



_MAJESTADE. Deve me chamar como convém minha posição, Andalus. – Alex falou sério, olhando para o lobo que fez uma careta para ele. Alex mostrou os dentes, em aviso. 



_Chega disso. – Edward falou sentado à cabeceira da mesa, em sua cadeira de respaldo alto. 



_Meu rei. – Alex fez uma reverência. 



Não importava se tivessem acabado de se falar lá em cima como pai e filho. Aqui, no mundo deles, Edward Cullen era seu rei acima de tudo e sua reverência era prova de lealdade para todos do lugar. 



_Sentem-se e vamos começar a reunião. 



_Não deveria ter essa reunião se Urick não tivesse desafiado Gardem! 



Um enorme homem lobo rugiu para ele e Alex devolveu o grunhido. Ele sentava à direita de seu pai; à esquerda estava Jacob, calado, apenas olhando o homem lobo que tremia. Estava quase se transformando. 



_Chega Andalus, senta. Agora – Jacob falou usando a autoridade Alfa para fazer o lobo se curvar e se calar. 



_Urick não fez nada de mais, a não ser defender sua companheira. Você não defenderia a sua, Andalus? – Edward perguntou, o olhando sério e o lobo aquiesceu calado. 



_Ele nos expôs! Ele, o Urick, expôs a nossa raça e a de vocês, não deve ficar sem punição!!! 



_Você não dá as ordens aqui, Adrien. Respeite o seu rei. 



Alex falou sério, se erguendo da cadeira, mas a mão do seu pai o impediu. Ele sentou, encarando o lobo. 



_É perigoso nos expor e Urick sabia disso! Todos nós sabemos e mesmo assim nada será feito? 



_Claro que será tomada uma providencia. Se acalme Adrien. - Jacob falou e o lobo cuspiu no chão. 



_Você é o cachorrinho de estimação dele. 



_Ele é o seu rei também. 



_Não jurei lealdade a rei nenhum. Nem muito menos a sua prole. Um fedelho mimado, que drena humanos como se fossem bolsas de sangue ambulantes! 



_Jure lealdade agora, Adrien. – Jacob falou sério. 



_Ou o quê? Vão me matar por eu não aceitar essa farsa de união das espécies? O seu rei quase mata sua rainha por pura loucura. Quem nos garante que ele não vai enlouquecer novamente e tentar dizimar todos nós!!! 



_CHEGA ADRIEN! VOCÊ ADOTARÁ UMA ATITUDE DE RESPEITO PARA COM O SEU REI! E PARA COMIGO, QUE SOU O SEU LÍDER E ALFA! 



Jacob lhe olhou de forma dura e o lobo caiu no chão, se retorcendo. Edward colocou uma mão em seu ombro, parando-o. Adrien se ergueu, meio tonto e sentou-se trêmulo. 



_Por que tem tanta raiva de nós, Adrien? – Edward perguntou, olhando nos olhos do lobo. 



_Preferiria quando as coisas eram como antes, não estávamos morrendo como gado pelas mãos dos caídos ou dos desertores da raça e agora tem os opositores do sangue engarrafado. 



_Sintético, idiota. – Alex falou, aborrecido. 



_Engana-se Adrien, se não fosse nossa trégua e nosso pacto todos já teríamos morrido. Eu apenas tento fazer o que é melhor para todos, Adrien. Como seu rei. 



_Você não é meu rei. 



Jacob rosnou e Edward o acalmou. 



_Deixa Jacob, ele pode expressar suas opiniões. livremente. 



_Eu tenho mulher e filhos, dois filhos e os desertores estavam em minha porta, ameaçando minha garotinha se eu não tentasse parar com essa besteira de trégua e... 



_E você achou que se nós nos separarmos estaremos mais seguros? Diga-me uma coisa Adrien, o que aconteceu com seu filho mês passado enquanto trabalhava? Ele não ficou preso entre os troncos da madeireira e se não fosse por Urick, que quase morreu com os raios de sol, tentando tirar seu filho debaixo, a essas horas você não estaria de luto? 



_Eu sei, mas... 



_Se nossa trégua é tão ruim, por que é que sua espécie está se reproduzindo tão rapidamente e tão livremente, como nunca antes foi feito? 



_Você se esquece Adrien que os vampiros nos ajudaram a organizar nossa sociedade. – Jacob falou._ Eles nos ajudaram e nos ajudam a erguer nossas defesas, sempre que um ataque em massa vem sobre nós. 



_Nós também vamos ao socorro deles! E morremos por isso! 



_ E nós não morremos também, não? – Alex se ergueu da cadeira e com um abanar de mão pregou Adrien na parede. Se aproximou, mostrando suas persas. _ Não se esqueça que no mesmo chão em que vocês sangram, nós também sangramos. Somos um só. Um só povo e você não vai colocar todos contra o meu pai. 



_você nunca sequer pegou em uma espada ou arma. Você não sabe o que é uma luta, seu currículo está em branco, você é um parasita. 





_Oh cara, suas palavras mudaram minha vida, isso eu vou colocar no meu currículo. – Alex falou, revirando os olhos. 



_Eu já lutei e sei como é! Não é agradável é horroroso e... e... 



_Nem vou suar de tua fraqueza, vai que é doença. – Alex o despregou da parede e voltou para sua cadeira. 

_Chega todos vocês. Urick não será punido por se expor para salvar sua esposa, assim como eu nunca puniria nenhum de vocês por se expor para salvar um dos seus. Se assim o fosse, eu teria que te matar Adrien. Ou ao Andalus ou vocês acham que eu não sei que você beberam todas a um ano atrás e brigaram em um bar, se transformando na frente de várias pessoas. Vocês pedem que eu castigue Urick, por que ele matou o homem que tentou estuprar sua esposa. Ele apenas estava defendendo sua honra. Agora, que honra há em puxar uma briga, se transformar na frente de mais de cinquenta pessoas e matar, a sangue frio, um homem que não fez nada mais do que esbarrar em vocês? 



_Nós não sabíamos o que estávamos fazendo. 



_Não sabiam o que estavam fazendo?! 



A mesa toda tremeu e se partiu ao meio, cada lado do granito negro caindo em cima dos dois, que ofegaram de dor, o material pesado quase os partindo ao meio. 



Edward caminhou na direção da porta e Alex e Jacob o seguiram. Ele parou com a mão na maçaneta. 



_Se eu souber de mais uma gracinha dos dois, qualquer que seja, eu arrancarei suas cabeças. Eu fui bonzinho por bastante tempo. Agora, está na hora de eu começar a governar com mão de ferro. Acha meu reinado difícil? Não viram nada. Mande um recado para o novo líder dos caídos, Adrien, quando ele lhe procurar. Diga-lhe que se quiser me enfrentar, que faça feito homem, cara a cara e não mandando marionetes. Diga a ele que eu matei o antigo líder. EU MATEI THIRRAN! PARA MATAR ELE, NÃO ME CUSTA NADA!!! 



Os pedaços da mesa se ergueram, voando para a parede oposta, se esfarrelando e os dois lobos foram lançados para o teto, caindo desacordados no chão. 



_Imbecis. 



Edward gruniu e saiu da sala, com Alex e Jacob nos seus calcanhares.

9 comentários:

  1. Até agora para foi o melhor capítulo porque Alex começou a enxergar que errou e isso é maravilhoso!

    E obrigada pelo carinho amor, vou amar cuidar desse novo príncipe ou nova princesinha que está chegando.

    Beijos.

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  2. MARAVILHOXXXSOOOOOOOOOO
    Me apaixonei pelo Alec, amo o Jacob, e a Mellanie é INCRIVELLL

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. eles ainda vão passar por tanta coisa. mais vai ser incrivel essa estória. Fico feliz que você tenha gostado. beijos

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  3. Estou amando essa fic, já li Amor Vampiro, e sou louca pelo Ed, estou começando a gostar do Alec e super curiosa para saber como ele vai reagir quando encontrar a prometida dele.Espero que a Bella se cure logo, talvez o bebê seja a resposta para a cura dela, será? Milly obrigada por mais uma história maravilhosa.

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  4. me apaixonando por essa história,esse capitulo foi maravilhoso,O REI EDWARD É TUDO DE BOM,alex tem muito que aprender com o pai,adorei

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