quinta-feira, 11 de abril de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 6











Capítulo 06










Bruno Mars - It Will Rain











Edward desceu da árvore no segundo em que ela saiu da floresta. Ele se materializou e ficou observando ela entrar. Assim que ela estava dentro do edifício, ele se transformou e voou até seu apartamento. Entrou e voltou à sua forma humana. Sua irmã estava sentada na cama, lhe sorrindo com picardia.











_Não enche. – ele falou assim que entrou e foi até o closet. Ela o seguiu.





_Não acha que está muito grandinho para ficar dando uma de voyeur, não? E, além do mais, roubando. Coisa feia, Edward Cullen.











Rosalie falou, encostada na porta do closet, o observando, enquanto ele pegava a caixa de vime e guardava sua mais nova aquisição. Um sutiã de renda vermelho. Ela tinha usado há pouco tempo pelo cheiro que emanava dele. Edward nem ligou e o envolveu em plástico e o guardou. Colocou a caixa de volta e saiu de lá, deitando na cama. Rosalie se deitou ao seu lado e ficaram ambos olhando para o teto.











_Ela me sentiu lá.





_Eu sei, a conexão de vocês é muito forte.





_Ela... Quer conversar, acha que eu quero terminar com tudo o que temos.





_Você quer?





_Não. Mas também não posso ficar perto dela.





_Pode sim, você está a duas semanas seguindo-a por todos os lados, enquanto ela come, anda, trabalha, toma banho Essa parte, na minha opinião, muito feio maninho.











Ele sorriu e Rosalie acompanhou, se virou para ele e apoiou a cabeça na mão.











_Fale com ela, ela sabe que você é diferente. Ela sente, Edward. Não são mais crianças. Você, pelo menos, deveria se comportar como o adulto que seus anos representam.





_Sou um ancião, Rose. Um ancião de quatrocentos e trinta e cinco anos. Sou velho para ela.





_Você é um ancião muito conservado.





_Ela... Ela insinuou que eu queria ficar com Tânia e não com ela. – ele riu, negando com a cabeça. – Ela está ciumenta. MUITO.





_Ela o ama. Se fosse o contrário, se ela te ignorasse e ficasse com outra pessoa…





_Eu mataria essa pessoa. E eu não estou saindo com Tânia. Fui a casa dela apenas para conversar com o pai dela. Eleazar entendeu o que eu fiz, ele me aceita como seu rei e aceitou que eu nunca poderia casar com a filha dele. Encontrei minha escolhida, não pertenço a ninguém mais, só a ela.





_Então diga isso a ela ou você vai acabar levando um bom par de pontas.











Edward a olhou com os olhos estreitos. Rosalie sorriu e se lançou pra longe de suas mãos, quando ele quis agarrá-la.











_O que você sabe? Eu tenho estado com ela todos os dias.





_Mas não o dia todo.











Rosalie piscou e saiu do quarto. Edward ficou pensando nas palavras dela. “E se Bella estiver interessada em outra pessoa? Deveria deixá-la ir. Nunca!” Ele se ergueu e foi tomar banho. Não deixaria ela lhe trocar por ninguém.











**********







Beirut - Santa Fe














_Rosalie, o assunto é serio. Tenho que conversar com seu irmão! - Bella disse, enquanto colocava uma garra de urso de chocolate na frente da loira e um capuccino.





_Ele não quer conversar com você. O que quer que eu faça?





_Me diga onde encontrá-lo, ligue para ele e me passe o celular.





_Não vai adiantar, ele saberá no momento em que atender.





_Vampiro insuportável.











Bella resmungou e Rosalie ergueu uma sobrancelha para ela. Bella bufou desdenhosamente e sentou do lado dela.











_O quê? Achou que eu seria tão estúpida que não descobriria?





_Não, é que alguns só descobrem depois de muitos anos. É claro que tem aqueles que descobrem no segundo em que eles nos veêm.





_E quem são esses?





_Os humanos que matamos para nos alimentar.











Rosalie falou sorrindo e Bella arregalou os olhos. Rosalie gargalhou.











_Relaxa, somos os mocinhos, não nos alimentamos da veia não.





_E fazem o quê? Roubam nos hospitais?





_Outch! Sou rica, não preciso roubar não. Claro, o mesmo não posso dizer de um certo alguém. – Rosalie resmungou.





_Quem?





_Ninguém. Mas bom, temos uma indústria de sangue sintético. Não mordemos para nos alimentar não, fique tranquila.





_Mas vocês comem.





_Você também, é crime se alimentar por acaso?





_São vampiros, não deveriam se alimentar só de sangue?– Bella sussurrou





_Cunhadinha linda do meu coração, esqueça o que aprendeu nos filmes e livros, ok? Vampiros dormem, comem, vão ao banheiro, trabalham, tudo normalmente.





_Alho?





_Amo alho, no molho da minha macarronada então.





_Cruzes, água benta?











Rosalie puxou de dentro da camiseta uma cruz de prata.











_Posso ser uma vampira, mas acredito em Deus, Bella. Não sei o porquê d’Ele nos permite existir, mas eu agradeço a Ele todo dia pela oportunidade de vida que ele nos dá.





_Vocês são inimigos dos... Lobos? Existem bruxas?





_Sim para as duas perguntas. De onde você conhece lobos?





_Fui criada com eles, os meninos de La Puch. Alguns apenas. Não conheço todos, é certo, mas uma boa parte.





_Interessante. Olhe Bella, eu sei de um jeito de você falar com meu irmão sem que ele corra de você. Mas você vai precisar da ajuda dos lobos ou de algum homem que esteja interessado em você. Você precisa chegar acompanhada. Topas?





_Claro. – Bella falou sorrindo











***********





Edward estava entediado. O baile da convenção começou sendo um sucess, mas ele sentia a falta dela.











Bella.











No dia da conversa com a Rosalie, ele tinha tomado banho e dirigido até o trabalho dela. Saiu do carro e quase tem um enfarte, se é que vampiros podem ter enfarte. Ela estava abraçada a um homem. Humano. Tyler, Edward descobriu quem era quando Bella se despediu dele com um beijo no rosto. Marcaram de se encontrar no cinema de Port Angeles. Lógico que Edward foi. Foram as duas horas mais agoniantes de sua vida. Ele a viu ser abraçada, rir, brincar e viu com ódio o sujeito segurar a mão dela na dele. Era para ser ele ali e não aquele humano insignificante! Ele ligou para ela quando o humano a deixou em casa. Ela não lhe atendeu. Ele sabia que ela estava lá, ele viu ela entrar! Tentou dez vezes até se cansar e ir embora.











Isso foi há dois dias.











Agora estava lá, com o humor de um vampiro raivoso. Nem as mais belas vampiras lhe esquentavam o sangue. Ele queria ela. E entendeu que a tinha perdido.













The Belle Brigade - I Didn't Mean It











Bella chegou ao baile de abertura da convenção, com seu vestido esvoaçante branco tomara que caia, destoando de todos lá, já que a roupa para a ocasião era preto e vermelho. Ela respirou fundo e pagou o taxista. Encontrou Jacob na entrada. Seu amigo estava lindo de smoking. Ele a olhou com a sobrancelha erguida.











_Calado. Não diga uma maldita palavra, me ouviu?





_Eu não ia dizer nada. Mas... Isso é que é amor, hein?





_Calado!











Jacob sorriu e entraram. Pegaram uma taça de champanhe e ficaram circulando pelo salão.











_Deixa-me ver se eu entendi. O plano é ficar na tua cola até o Edward nos ver e, quando ele estiver espumando de raiva...





_Ciúme, eu quero que ele estoure de ciúme! – Bella falou com raiva, mas sem nunca tirar o sorriso dos lábios.





_Certo, ciúme. Quando ele chegar perto, eu te tiro dele?





_Sim.





_E aonde você acha que eu vou ter força para te tirar de perto de um vam... Homem poderoso como ele?





_Eu sei o que ele é.





_E sabe que ele é o rei? – ele falou, sussurrando em seu ouvido bem baixinho para ninguém ouvir.





_Isso eu não sabia, mas dá igual. Ele não está com a Tânia? Então?





_Ele não está com a Tânia, Bella...





_Não quero saber, os jornais não mentem.











Jacob bufou e em seguida abriu um sorrisão. Ergueu a taça em cumprimento a alguém e sussurrou em seu ouvido novamente.











_Prepare-se pequena, ele vem aí e não está muito feliz de me ver ao seu lado não.











*********











Edward sentiu quando ela entrou no salão. Sua cabeça, como a de muitos machos de ambas as espécies, virou para a porta, no momento em que ela pisou o pé lá, com seu vestido branco, meio transparente, tomara que caia. Era uma tentação e um convite explícito para qualquer um se aproximar e lhe tomar. Ele quebrou a taça que segurava, quando um vampiro sem amor a vida falou perto dele que ela seria uma refeição para, no mínimo, dez pratos. Antes que Edward o partisse em dois, Rosalie, Jasper e Thomas chegaram perto. O vampiro sentiu sua raiva dirigida a ele e saiu de perto.











_Acalme-se sim, meu irmão?











Edward olhou para a vampira de vestido vermelho, colado no corpo, que não deixava passar nem o mais ínfimo sopro de vento entre ele e seu corpo.











_Eu deveria espancá-la como se convém fazer com as irmãs menores que desobedecem seus irmãos.





_Não estamos mais naquela época.





_Toda época é época, maninha. Saiba disso.











Rosalei bebeu um gole de sua taça, tentando reprimir o sorriso. Edward bufou e pegou outra taça, bebeu um gole e olhou para Bella, que estava acompanhada de Jacob. Ele mataria o lobo e faria um belo tapete com sua pele. Ele quebrou a taça, quando ele a abraçou. Um rosnado saiu do seu peito, quando ele sussurrou ao ouvido dela. Jacob olhou em sua direção e ergueu a taça em cumprimento e sussurrou em seu ouvido novamente. Edward enfiaria essa taça onde o sol não bate.











_Bastardo. – ele rangeu os dentes e saiu de encontro a eles.











Assim que ele chegou perto, o cheiro dela lhe atingiu como um porrete, quase fazendo-o ficar de joelhos.











_Boa noite Isabella. Jacob Black.











Ele falou educadamente e Bella ergueu uma sobrancelha cética para ele.











_Boa noite milorde. – ela falou e ele enrugou a testa. Se virou para Jacob e deu a ordem.





_Nos dê licença. Por favor.











Não tinha margem para negativas e Jacob assentiu e saiu. Bella ficou olhando seu amigo se distanciar.










Everly Brothers - All I Have To Do Is Dream








_O que está fazendo aqui? – ele atirou para ela.





_O Jacob esta bonito hoje, não está?





_Tenho cara de viado para ficar admirando a beleza do homem?











Ele falou irritado e ela sorriu, mas não respondeu. Bebeu mais um gole do champanhe, antes de olhá-lo.











_Um champanhe muito bom.





_É um Perrier- Jouet, francês, elaborada a partir de uvas viníferas das variedades Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Harmônica, delicada, elegante, com aromas de frutas como grapefruit, evoluindo para toques de pêra e finalizando com notas de nozes e tostados. Custa 740 dólares a garrafa.











Ele falou soberbamente e Bella quis lhe dar um chute.











_Não me lembro de te ter perguntado tudo isso.











Ele lhe olhou irritado











_O que está fazendo aqui?





_Me divertindo?





_Aqui não é seu lugar, vá embora.











Ela reprimiu o tremor que passou pela sua espinha pelas palavras rudes. Fez uma reverência e se retirou de perto dele. Edward trincou os dentes por suas palavras rudes e se retirou a um canto. Ficou admirando-a de longe, mas não por muito tempo, pois uma fila, literalmente começou a se formar na espera de dançar com ela. Ele estalou os ossos do pescoço, se preparando para a briga. Seria uma verdadeira carnificina hoje. Ele estava conversando com uma vampira muito linda que vestia pedaços de cetim vermelho. Aquilo não seria considerado um vestido, nem em um milhão de anos. E foi então que ele sentiu. O desejo cru por ela. Alguém a desejava com ânsia, quase desespero. Ele se virou e o viu. Brady. Ele estava conversando com ela em um canto reservado. Pegou na sua mão e a levou até o meio do salão. Ele a comia com os olhos e Edward sentiu suas presas despontarem com a ameaça de perder sua companheira para outro macho. Ele deixou a vampira falando sozinha e se dirigiu a eles. A puxou para ele e rosnou para o lobo, quando esse quis questionar sua atitude.











_Caia fora, essa aqui já tem dono.











Brady rosnou e Edward devolveu o rosnado. Bella ficou no meio deles e Edward agarrou sua cintura.











_Por favor, Brady vá embora, eu ficarei bem.





_Com um vampiro? –ele falou com escárnio











Ela sentiu Edward enrijecer às suas costas.











_Por favor, Brady.





_Quando se cansar de brincar com anciões, me procure. Sabe o caminho da minha casa e da minha cama.











Bella sentiu Edward se mexer atrás dela para atacar. Ela se prendeu mais a ele, alisando sua mão.











_Nunca fui a sua cama.





_Por que era uma boba e criança. Se quiser saber o que é um homem de verdade...











Edward se pregou a ele tão rápido que Bella quase cai por falta de equilíbrio, já que estava encostada a ele.











_Chegue perto de minha escolhida e morre. Terei o maior prazer de lhe chupar até o tutano dos seus ossos, seu cachorro fedorento de meia pataca.











Ouve ofegos de surpresa pelas palavras dele com relação a ela e também pela ameaça. Bella sorriu envergonhada para os demais. E o puxou pelo smoking, ele nem se mexeu. Ficaram rosnando um para o outro até que Jacob e Jasper chegaram perto.











_Chega. Isso aqui é pra ser um grande passo para a unificação das raças, todos queremos a paz. Brady, pare de dar em cima de Isabella. Vá para casa.





_Mas...





_É uma ordem! – Jacob falou sério e o lobo abaixou a cabeça.





_Desculpe os modos dele, Edward. – falou Jacob e em seguida olhou para Bella. _Leve-o para casa, a parte mais importante já foi feita, agora é só aproveitar a festa.










Deftones - Change (In the House of Flies)











Bella aquiesceu e abraçou Edward pela cintura, o puxando para fora.





_Amanhã teremos uma linda capa para a Vampires Hot Gossip. - Rosalie falou, os acompanhando até a limousine. _Não me esperem em casa. Terei uma noite longa.











Eles saíram de lá calados. Bella esperou ele falar, mas ele não disse nada. Apenas tirou o smoking, pegou uma garrafa de whisky, colocou uma dose exagerada e bebeu sem nem fazer careta. Sentou no outro banco da limousine e ficou de frente para ela, lhe observando. Bebeu mais uma dose sem desviar os olhos dos seus.











_O que você quer? Me deixar mal com toda a sociedade?











Ela não respondeu











_O que você pensava que ganharia com esse showzinho?











Ela ficou calada. Ele apertou o copo de cristal na mão e ele se partiu.











_Você me ignora. Eu estou falando com você e você me ignora. Dança com todos os machos do lugar, se exibe com esse pedaço de pano transparente, me deixa louco e agora me ignora.











Ele balançou a cabeça em negativa, pegou um guardanapo de linho e enxugou as mãos. Estirou as pernas abertas e ficou encarando-a.











_O que você quer de mim, Isabella?





_O que eu quero de você?











Ela se ergueu e foi para ele. Antes que ele pudesse perceber o que ela iria fazer, Bella ergueu o vestido até aos quadris e sentou no seu colo, uma perna de cada lado. Ele paralisou, segurou em sua cintura para tirá-la de cima, mas ela rodeou seu pescoço com os braços e lhe beijou. Ele resistiu a princípio, mas quando ela tocou seus lábios com a língua e gemeu, ele não resistiu, abriu a boca lhe tomando os lábios numa ferocidade incontrolável. Ela se esfregou nele e ele gemeu, levou as mãos para baixo do vestido dela e lhe tocou a calcinha, colocou as mãos por dentro, alisando seu traseiro macio. Ela gemeu e ele rosnou, voou com ela para o banco à frente e ficou por cima. Pegou ambas as mãos e lhe prendeu a cima da cabeça. Rasgou o vestido, a expondo para ele. Suas presas cresceram, mas ele nem se deu conta. Ela observou, fascinada, os seus olhos vermelhos, enquanto ele rasgava a calcinha do seu caminho e introduzia o dedo nela. Ela se mexeu e ele rosnou, olhou para seu pescoço, para a veia que pulsava lhe chamando. Ele se aproximou e beijou seu pescoço, ela virou a cabeça lhe prendendo o lábio e ele a beijou desesperado. Tirou os lábios dos dela e os levou de volta ao seu pescoço.











“Ela lhe cederá sua inocência de bom grado, por que o ama...”











_Eu te amo, Edward...











Bella falou em seu ouvido, suas palavras o trazendo de volta. Ele mordeu o estofado do banco, enquanto mexia os dedos dentro dela. Ela gritou quando alcançou seu prazer e o seu cheiro lhe inundou, deixando-o tonto. Ele tinha que morder, tinha que tomá-la, era sua, precisava, necessitava dela...











“Quando isso acontecer ela morrerá, você a matará, só assim você terá alívio de sua sede de sangue. E você sofrerá mil vezes a agonia que eu sofro agora!!!”











Ele se soltou dela e voou para o outro banco. Tremendo, procurou sua dose, ela se ergueu e o ajudou, lhe aplicou e o abraçou. Ele queimou, de dor por ela, por ele... Ele se permitiu ficar quieto, enquanto a poção queimava seu sistema, lhe obrigando a se acalmar, a sossegar a sede.







Jane Siberry - It Can't Rain All the Time














_Meu vampiro... Meu amor vampiro.











Ele ergueu a cabeça e a olhou os olhos. Ela lhe sorriu e assentiu.











_Eu sei quem você é.





_Não me temes?





_Porque eu deveria lhe temer?





_Porque eu matarei você...





_Eu acho que não, meu amor. Você me ama, jamais me machucaria.





_Não por minha vontade.





_Então por que seria?





_Pela maldição...











Ficaram calados, ela o abraçando e ele se permitindo ser acalentado. O carro parou na garagem e ele pegou seu smoking e a cobriu. Saíram e passaram pelo saguão, chamando a atenção de todos pelos trajes sumários dela. Os restos do vestido ficaram no banco do carro. Ele guardaria como um dos seus tesouros depois. Subiram para o apartamento e ele a levou até o quarto. Uma cama nova, igual à outra, estava lá os esperando. Ele a levou até o banheiro e a deixou lá. Ela tomou banho e, quando saiu enrolada em uma toalha, viu uma camisola branca em cima da cama, junto com uma calcinha também branca. Vestiu as peças e olhou envolta. Tinha uma penteadeira que não estava ali na última vez em que esteve no apartamento. Ela sentou no banco forrado de camurça cor vinho. Tinha uma escova com o cabo de ouro e pequenos rubis incrustados. Ela a pegou e começou a escovar os cabelos. Ele apareceu ao seu lado com uma calça de seda negra. Pegou a escova de suas mãos e terminou de escová-los. Todo o tempo eles se olharam pelo espelho. Ele a ergueu nos braços e a levou para a cama, deitou e a abraçou apertado, beijando seus cabelos. Suspirou feliz, ela também estava feliz de estar com ele.











_Me conte. Por que me matará?











Ele lhe beijou os cabelos mais uma vez, antes de lhe falar.











_Eu nasci no ano de nosso Senhor 1577, na Escócia. Meu pai era o rei de nosso mundo, minha mãe era a filha do moleiro. Quando ela tinha dezessete anos, ele a viu e soube no mesmo momento que ela era sua escolhida. Eles se casaram três semanas depois. Eu nasci nove meses depois. O... Sangue vampiro permite a companheira viver jovem, até que esteja pronta para se tornar uma imortal.











_Vampiros podem engravidar humanas?





_Sim, mas apenas a sua companheira de alma. Sabe, quando um vampiro encontra sua companheira ele... Morre para as outras.





_Não entendi.





_Não conseguimos ter mais desejo por outras mulheres humanas ou vampiras, apenas nossa companheira nos satisfaz, nos sacia corpo, alma, coração e mente. E apenas ela pode conceber nossos filhos.





_Em outras palavras, nunca terei que me preocupar com você arrastando as asas para as outras?











Ele riu, um sorriso rouco, de encontro aos seus cabelos.











_É isso aí.





_Me sinto melhor agora.





_Não devia.





_Por quê? Terei você, seu amor e sua devoção para mim por toda a minha vida.





_O que pode ser muito ruim. Vampiros são territoriais, mandões e ciumentos. E muito, muito controladores, o que resulta em você não podendo dar dois passos sem que eu esteja nos seus calcanhares.





_Ainda assim me parece maravilhoso.





_Eu ainda não lhe contei a pior parte.





_E qual é?





_Quando eu estava com vinte e cinco anos, minha mãe deu a luz a Rosalie. Meu pai e eu estávamos na guerra para defender nosso feudo contra o ataque dos lobisomens. Meu irmão Sebastian ficou no castelo com o restante dos homens. O que nós não sabíamos era que um bruxo estava por detrás de tudo. Bradock amava minha mãe e odiava meu pai por ele ter casado com seu grande amor.











_O que aconteceu?





_Alguns lobos conseguiram invadir nossas defesas. Mamãe estava em trabalho de parto. Sebastian estava nas muralhas, quando ouviu o grito dela. Ele correu para lá. Rosalie tinha nascido, mas mamãe não escapou. Bradock matou ela, enquanto ela tentava esconder minha irmã. Meu irmão chegou e lutou com ele, mas acabou morrendo. Eu deixei meu pai na batalha e cavalguei até nosso lar. Eu o vi, estava saindo do quarto com minha irmã segurada pela perna. Iria jogá-la da muralha.











_Meu Deus! Por que tanto ódio?





_Ele me disse que já que mamãe não era dele, não seria de mais ninguém. E papai não ficaria com nada. Eu consegui pegar Rosalie, mais ele escapou. Perdi minha família naquele dia. Só me restou Rosalie e Carlisle, irmão do meu pai que morava a dois dias de distância de nós. Quando ele chegou, terminou de expulsar os invasores, mas nossa família já não mais vivia. Ele ficou comigo até meus trinta anos, que é a época em que a mudança acontece.





_Explique-me, por favor.





_Quando um vampiro tem relações com sua companheira e ela engravida, a criança é híbrida e tem que tomar o sangue da mãe ou do pai nos primeiros minutos que nasce, para continuar vivendo. Quando se completa trinta anos, a mudança definitiva acontece e você deixa de ser híbrido a passa a ser totalmente vampiro.





_Rosalie não se alimentou então? Carlisle poderia ter alimentado-a, não?





_Sim, mas eu queria fazer isso, já que meus pais não estavam mais vivos. Quando se alimenta pela primeira vez, o bebê cria um laço mental muito forte com quem o alimentou. Chamamos de ligação pelo sangue. Por isso precisa dos pais para fazer isso.





_E como seus pais tinham morrido...





_Ela era a minha única família. Não poderia deixar que ela formasse o laço com ninguém mais.





_Mas você tinha vinte e cinco anos quando ela nasceu. Como fez?





_Ela teve que esperar cinco anos. Era fraca, sabe, nem humana nem vampira, só é preciso se alimentar uma única vez quando nasce, para selar as defesas. Enquanto não se fizer, o bebê fica frágil, e adoece por qualquer coisa. Rosalie passou os cinco primeiro anos no meu quarto, dormindo comigo. Eu passava o dia todo dividido entre ela e os deveres de lorde.





_E rei.





_Não era rei ainda, precisava ser vampiro para ser rei. Meu pai o era, mas eu demorei cinco anos para poder tomar posse da coroa. Ainda hoje tem clãs de vampiros que não me vêem como rei, eu tenho o apoio de oitenta por cento das assembléias Vampíricas. Com a paz que eu estou pleiteando com os lobos, minha força vai ficar maior, mais poderosa.





_Se você for reconhecido como rei de ambas as espécies, os outros clãs que estão contra você não terão outra alternativa se não lhe aceitar.











Ele sorriu.











_Exatamente. Lobos não tem reis, eles tem o alfa que comanda o bando, mas a sociedade lupina é... Desordenada, por assim dizer. Eles brigam sempre uns com os outros e o alfa está constantemente sendo desafiado. Tomada de matilha é o que mais acontece entre os lobos, o mais forte mata o outro alfa e fica com sua matilha. Se eles me aceitarem como seu rei, seu soberano, acabarão com as guerras, todos estarão sob minhas ordens, mas é claro não deixarão de ser os alfas.





_Serão soldados sob seu comando.





_Juntos enfrentaremos os inimigos de ambas as espécies. Jurarão fidelidade a mim e sempre que eu os chamar eles virão. Assim como sempre que eles precisarem de mim e meus homens, viremos até eles. Entende bebê, os vampiros vivem em uma sociedade mais civilizada que os Lycans.





_Eu entendo, mas... Eles entendem também?





_Eles querem acabar com a guerra e juntar forças com os vampiros. Mesmo sendo inimigos naturais, é o melhor a se fazer. E além do mais os bruxos, os caídos e os desertores da raça, juntos como estão, são mais mortais para ambas as espécies do que nós mesmos. Temos que juntar forças ou morreremos.





_Eu entendo, só me preocupo com você.











Ela se virou e ficou em cima dele, lhe beijando o queixo e cheirando o local. Ele rosnou e a agarrou.













Mia Maestro - Llovera












_Não acha que já abusou da sorte demais por um dia, não?





_Não. Ainda não terminamos o que começamos no carro...











Ela sussurrou ao seu ouvido e ele lhe beijou, se afastando em seguida, mas sem tirá-la de cima de si.











_Não podemos fazer, mo banríon.





_O que significam essas palavras?





_Minha rainha. Será minha rainha, Bella? – ele perguntou, lhe encarando com os olhos brilhantes de desejo. Estavam ficando vermelhos.





_Fará amor comigo?











Ele negou com a cabeça, sem nunca abandonar seus olhos.











_Então não.





_Porque não? Eu poderia te proteger de tudo e de todos.





_Entenda, meu querido. Não quero um casamento de conveniência. Eu amo você, não sei como é possível que isso tenha acontecido em tão pouco tempo... Ou talvez eu saiba. Mas... Quero um marido completo.





_Se eu for um marido em todos os sentidos, você não durará dez minutos embaixo de mim. Matarei você.





_Você pode se controlar, eu sei, você está se controlando agora. Está comigo em seus braços.





_Não tem sangue envolvido, Bella. Por isso é um pouco possível de eu me controlar. Mas as chances de que eu crave meus dentes em você são de noventa e nove vírgula nove por cento. E eu não quero te perder.





_Temos esse zero vírgula um por cento, meu querido. Devemos tentar.





_Não vou arriscar sua vida, só para obter prazer Bella. Isso está fora de questão.











Ela se ergueu de cima dele e foi para o terraço. Ele suspirou e se ergueu, indo atrás dela. Abraçou-a por trás e colocou a cabeça em seu ombro. Ficaram observando as luzes ao redor. Seattle era linda à noite.











_Não sou tão frágil, Edward.





_Você não sabe o quanto frágil é, mo chroí. Se eu exercer um pouco mais de força, eu a quebro ao meio.





_Então me quebre. Prefiro me quebrar em seus braços, sentindo seu amor e seu desejo por mim, do que viver minha vida sem seu toque, em um casamento frio e de aparências. Como seria? Eu posaria de boa esposa, enquanto você tinha seus casos com suas amantes? Tânia está na frente? No topo da lista?





_Você está ciumenta e não está raciocinando como se deve. – ele falou e lhe beijou o ombro.





_Eu leio, sabia? E por incrível que pareça, as manchetes das revistas normais falam de vocês. Por exemplo, há duas semanas, eu li que você esteve na casa de Tânia para tentar uma reconciliação com ela.





_São boatos maldosos, leanbh. Não ligue pra eles.





_O que você foi fazer lá?





_Eu fui conversar com Eleazar, explicar o porque de eu ter quase matado a filha dele por ela ter se aproximado de você. Ele entendeu meu ato como posso dizer... Super protetor.











Ela ficou calada. Ele lhe beijou o ombro, tirando a alça da camisola do caminho, alisando com os lábios a pele sedosa. Suas presas cresceram e ele passou elas por sua pele sem machucar. Ela tremeu excitada.











_Grá agat mo máistreás, máistreás de mo chroí, atá ar úinéireacht go léir dom





( Amo você minha dona, dona do meu coração, dona de tudo em mim)





_Não me negue o que ambos queremos.





_Não quero matá-la.





_Acharemos um jeito para que isso não aconteça. Confia em mim?





_Confio.








2 comentários: