quinta-feira, 25 de abril de 2013

Segredos de Amor: Capítulos 11 e 12




Capítulos tensos esses...


CAPÍTULO 11 




Dois meses depois... 




Bella olhou o tubo de tinta pela vigésima vez, ou será trigésima? Não saberia dizer precisamente, só o que sabia era que ele tinha comprado para ela. Ele queria que ela deixasse o seu cabelo da cor original e que deixasse crescer, na altura do quadril. Ela tinha certeza que não seria boa coisa se fizesse o que ele estava pedindo. Ela suspirou e olhou mais uma vez para a tinta em suas mãos. Ele entrou e a viu. Uma olhada para os seus olhos e ele soube da guerra interna a qual estava travando. Ele lhe sorriu, indo ao seu encontro. Lhe rodeou a cintura e apoiou o queixo em seu ombro. 



_Não precisa fazer isso se não quiser. É bobeira minha, dá aqui. – ele pegou o tubo e a caixinha das suas mãos e os jogou no lixo, lhe deu um beijo no pescoço e saiu do banheiro. 



“Não precisa fazer isso” ele disse. Ela olhou para o lixeiro e respirou fundo, tirando coragem não se sabe onde. “Sim, precisava sim.” 





********* 



 

Edward estava sentado no sofá organizando alguns arquivos, coisa do trabalho. Ele pensou nela e no seu pedido estúpido. Ela gostava do cabelo loiro e ele não devia pedir para ela mudar a cor, foi burrice. Uma hora depois, ele a ouviu descer as escadas, seus passos inseguros, incertos. Olhou para cima, esperando ver lágrimas nos seus olhos. Ela vinha chorando muito frequentemente e isso o deixava inquieto. Ele gostaria de saber o motivo das lágrimas, mas ela não falava, só dizia que era bobeira que era por causa da TPM. Ele acreditou claro, não entendia merda nenhuma dessas coisas. Seu olhar congelou com o que viu. Ela tinha pintado o cabelo e estava... 



_Fodidamente linda, neném! 



Ela se ruborizou e se encaminhou para ele com passos, antes tão inseguros, agora firmes e decididos, parando na sua frente e, com uma ousadia a qual ele não sabia que ela possuía, ela se sentou de livre e espontânea vontade em seu colo, uma perna de cada lado. Ela estava de camisola preta transparente. E sem calcinha. 



_Você gostou? – ela perguntou timidamente, lhe rodeando o pescoço com os braços, seu perfume se introduzindo por suas narinas, o fazendo revirar os olhos de prazer. Ela franziu as sobrancelhas quando ele não falou nada. 

_ Ed? Você... Digo, eu pensei que você gostaria de me ver de cabelo escuro e.... 



Ele não deixou ela terminar, lhe agarrou pelo pescoço e devorou seus lábios macios com uma urgência que assustou a ele próprio. A deitou no sofá, ficando por cima. Ela lhe puxou a camisa por cima da cabeça. Ele a ajudou, quase rasgando a peça. Queria estar sem nada, a tomando para si, a reivindicando como sua, como fazia todas as noites e dias e tardes em que, preguiçosamente, se espalhavam na rede da varanda dos fundos e ficavam conversando e namorando e se amando, como um casal de recém casado. 

_Ed... 

Ela sussurrou, o trazendo de volta dos seus devaneios. Ele percebeu que ela estava tentando tirar sua calça e a ajudou como pôde. Seu membro pulou para fora do envoltório que eram sua boxe e sua calça. Ela saiu de baixo dele, fazendo ele se deitar, e puxou a calça por suas pernas, junto com sua cueca. Depois, calmamente, tirou a camisola por cima da cabeça e voltou para ele, ficando por cima. Ele adorava quando ela ficava por cima, era a melhor posição para ele, pois podia se refestelar com seus seios suculentos, enquanto a tomava fundo e duro. Ela o montou e juntos cavalgaram, em busco do seu prazer, gemendo, sussurrando, suados e trementes. Ela ficou deitada sobre ele, enquanto ele lhe alisava seus cabelos. 



_Eu te amo. – ela disse e beijou-lhe o peito, em cima do coração. 



Ele se esticou e a apertou em seus braços. 



_Repete. – ele disse com a voz rouca. Sentiu ela sorrir. 

_Não. 



Ele sorriu. 



_Por favor? – ele pediu. 

Ela ergueu a cabeça e o fitou. Tinha tanta paixão transbordando em seus olhos que ele ficou, momentaneamente, paralisado. 



_Eu te amo...– ela disse e lhe beijou os olhos. – Eu te amo...- e lhe beijou a ponta do nariz_ Te amo...- ela lhe beijou a boca, um leve roçar em seus lábios, mas o suficiente para lhe roubar o fôlego. 



Ele a abraçou apertado, absorvendo seu calor, seu cheiro, querendo colocá-la sob sua pele, prendê-la dentro de si, assim ela jamais iria embora. 



_E você? – ela perguntou e ele ouviu a insegurança na sua voz. Ele sorriu, lhe segurando a cabeça com as mãos e lhe olhando bem no fundo dos olhos mais lindos que alguma vez já tinha visto. 



_A amo tanto neném, tanto que chega a doer. A distância imposta pelo meu trabalho é dolorosa, quase insuportável. Não vivo longe de você, não respiro sem você, porque você é meu ar, minha vida, meu coração. Te amo, Bella. Para sempre. 



_Para sempre. – ela sussurrou e ele a carregou para o quarto, onde repetiram as mesmas juras de amor pelo resto do dia enquanto se amavam. 





*************** 





_ Rose? - Emmett a chamou, enquanto ela dormia. Era linda sua pequena rebelde, sua esposinha. _Amor, acorde. 



Suas pálpebras tremularam e ela abriu os olhos mais lindos do mundo todo e lhe sorriu. 

_Hum? – ela disse, enquanto colocava a mão na frente da boca para esconder um bocejo. 

_Tenho que ir querida, volto em duas semanas, está bem? – ele disse e ela assentiu. Era horrível essa distancia, mas era necessária, seu trabalho era necessário. 



_Amo você, Emm. Volte para mim, sim? 

_Volto sim querida, volto pra vocês. Vai sentir minha falta? 

_Não mesmo, você me tirou do meu emprego Emmett McCarter.- ela disse, fazendo cara de emburrada. 



Ele sorriu do jeito dela. 



_Foi nosso acordo, lembra-se? Você sai e engravida, eu saio quando o bebê nascer. Você cumpriu sua parte, vou cumprir a minha. 

_Assim espero Emmett, porque se você voltar para casa em um caixão, eu lhe dou um tiro, me entendeu? 

_Sim senhora. O Ed disse que era para você fazer companhia a Bella enquanto ele está na base. 

_Claro, mas que pedido mais idiota. Eu adoro a Bella e juntas vamos comprar o quartinho do nosso filhote. 

_Certo. Tenho que ir. – eles ouviram a buzina do carro de Jacob soar lá fora. 



Se beijaram e ele saiu do quarto, indo em direção às escadas. Voltou e se jogou na cama. 



_Esqueci uma coisa. 

_E o que é? – ela perguntou, já sabendo. 



Ele lhe rodeou a barriga e lhe deu um beijo longo e molhado, bem em cima do umbigo. Ela riu quando fez cócegas. A buzina soou alta e insistente lá fora, fazendo ele rosnar e se erguer. Se beijaram novamente e ele se foi. Rose voltou a dormir. Ele voltaria em duas semanas, ela morreria de saudades até lá. 



************ 



Duas semanas depois... 



_Neném já vou!!! – Edward gritou da sala e ela veio correndo da lavanderia. 

_Sem meu beijo? – ele sorriu e lhe ergueu nos braços. 

_Nunca. – se beijaram longamente. 

_Não se esqueça de quando voltar vai me ajudar com a mudança, ok? 



Ele sorriu e assentiu. Estava feliz por ela ter concordado em morar com ele. Já estavam juntos a três meses. Era tempo mais que suficiente para morarem juntos e, quando Emmett chegasse da missão hoje e eles recolhessem as informações sobre Caius e sua mulher fantasma, eles dariam um jantar para comemorar a “união” deles. Edward se sentia como um homem casado. Só faltava a aliança. 

Saiu de casa e entrou no carro, indo em direção ao trabalho. Ela ficaria em casa e, graças a Rose, Bella tinha deixado de fazer faxina. Tinha que comprar um presente para a sua irmãzinha grávida. Ele pensou em Bella de barriga enorme, carregando seu filho e sorriu feliz, feito um besta. Ele tinha feito ela mudar as injeções para os comprimidos, que era mais fácil dele fazê-la esquecer, o que fazia com frequência. Ele a queria grávida, nua e descalça na sua cama, só pra ele. 





************** 



Jacob se mexeu no quarto da grande mansão, sabendo que teria privacidade até que Caius resolvesse chamá-lo para novos negócios. Ele andou pelo lugar com o celular na mão. Discou o número pela centésima vez, sem exageros. Era a centésima vez que ligava e Angela não atendia. 



“Esse telefone está acessível apenas para caixa de mensagens.” O pipe souu alto pelo aparelho. 



_Mas que porra, Anjo!!! Eu já te pedi desculpas por não ter passado o final de ano com você, droga!!! Já fazem dois meses!!! – ele suspirou cansado e esfregou a testa. _ Bebê, me escute sim? Eu estou trabalhando, mas eu lhe amo e você sabe, não seja má comigo doçura... – Jacob ouviu o trinco da porta se mexer. _Te ligo mais tarde. Te amo. – ele guardou o celular. 



_Senhor Stettson? – uma loira deslumbrante entrou em seu quarto, só de camisola. _O senhor Caius me mandou para distraí-lo, enquanto ele resolve um problema. – ela disse e se dirigiu para ele. 



Jacob a olhou de cima a baixo. Linda, mas não era sua Angela, então... Lhe sorriu safado e se dirigiu até sua mala. Pegou uma garrafa de wisk e colocou uma dose para si e outra para ela. Se encaminhou para a mulher e lhe entregou o copo. 



_Beba docinho, vai te relaxar para podermos brincar mais... Confortavelmente. 



Ele disse e levou o copo até os lábios, observando ela beber. Em poucos segundos, ela caia no chão, desmaiada. Ele colocou o copo intocado na mesa e a pegou nos braços, levando-a para cama. Tirou sua roupa, evitando olhá-la. Se Angela soubesse, lhe comeria o fígado e lhe castraria, sem dúvidas! A cobriu e saiu do quarto. Amanhã ela acordaria com uma dor de cabeça horrível e se achando bem comível. Ele riu e pegou seu celular, quando ele vibrou em seu bolso. 



Mensagem de Anjo 

“_Se você voltar a ligar para mim novamente, cortarei suas bolas, safado!!! 

_PS: Também amo você, cachorro.” 



Ele sorriu e guardou o celular no bolso. Estava perdoado. Se dirigiu para o escritório de Caius e ficou lá perambulando. Um guarda foi avisar ao chefe que ele estava esperando. Tinha que voltar para a base logo. Estava a duas semanas lá, queria voltar para casa. Caius entrou no escritório no momento em que ele olhava algumas fotos na lareira. Ele se virou, sem olhar a última. 



_Boa noite, Caius. 

_Muito boa noite, Jacob. Como vão os negócios? 

_Muito bem, teremos um carregamento de escravas brancas em um mês. – ele riu, sendo acompanhado por Caius._ As melhores, eu mesmo provo a mercadoria antes de comprá-la, sabe como é. O olho do dono é que engorda o boi. – Jacob falou, voltando a olhar as fotos. 



_Está admirando minha família? – Caius perguntou, chegando perto dele. 



_É uma família bonita, suas cunhadas? – Jacob perguntou, apontando para um porta retrato, onde duas loiras esguias posavam ao lado de dois meninos de cabelos pretos. 



_Sim, são minhas cunhadas, umas delícias. As duas. – ele riu e Jacob sentiu vontade de socar a cara desse safado. 



_Não tenho dúvidas que são. 



_Qualquer dia lhe empresto elas. 



_Adoraria, mas... Aro e Marcus? 



_Eles não ligam, “EU” mando em tudo, elas são meus brinquedos, mas a mais bonita é essa aqui. Minha esposa. Isabella Volture. 



Ele pegou o último porta retrato na lareira e o entregou. Quando Jacob olhou para a foto, sentiu a bílis subir na garganta, seu estômago deu um puxão em seus intestinos e ele teve que apelar para toda a sua prudência e disciplina para falar o mais natural e desinteressado possível. 





_Bonita, onde ela está? É compartilhável? 



Caius sorriu, mas seus olhos desprenderam um brilho maligno. 



_Está... Viajando. E não, ela não é compartilhável, foi no passado, mas hoje em dia não. Venha, vamos na fábrica, tenho uma surpresa para você. 



Ele saiu do escritório e Jacob, rapidamente, sacou seu celular, tirou uma foto da esposa de Caius e enviou para Edward. 



“Estamos com problemas, cara. Olha a foto da esposa do safado, lembra alguém?” 



Ele digitou a mensagem e guardou o celular. Sua coluna estava gelada e seus sentidos estavam alerta ao máximo. Algo estava errado, muito errado. 





************ 





Edward estava na sua sala, olhando para a foto que tirou dela, enquanto dormia calidamente na rede. O sol batia calidamente em seu rosto e ela estava linda. Sentiu seu celular vibrar e pegou, lendo a mensagem de Jacob. Franziu o cenho e abriu o arquivo que ele mandou. Seu coração perdeu uma batida. Não precisava olhar para a foto ao seu lado para saber que se tratavam da mesma mulher, apesar de que na foto que Jacob mandou ela estava bem mais nova, quatorze anos? Mais ou menos. Porquê? Porquê ela mentiu? Ele imprimiu a foto e se ergueu, saindo de sua sala. Ela responderia essa pergunta pessoalmente. Quando estava no heliporto, um soldado chegou correndo. 



_Senhor... É o Emm e o Jacob, senhor... Eles... Eles foram descobertos... O Jacob, ele foi espancado. Está muito ferido e o Emm, ele... 



_Ele o quê? FALE!!! 



Ele levou um tiro no peito, senhor e e foi queimado... A equipe de apoio conseguiu tirar eles de lá, mas não sabemos realmente e a gravidade dos ferimentos de Emmett, senhor, só sabemos que é muito ruim. 



Edward sentiu o mundo rodar e se segurou na porta do helicóptero. Respirou fundo, voltando para base, distribuindo ordens a torto e a direito. O seu único pensamento era que se ela tivesse confiado nele, seu amigo e seu cunhado não estariam quase mortos. 





CAPITULO 12 




_O que você acha desse, Bella? – Rosalie perguntou, lhe mostrando um macacãozinho bege com azul. 

_É lindo, mas... É um menino? 

_O Emm disse que sim. – ela riu e balançou a cabeça._ Ele disse que tem que ser menino, que não suportaria se fosse uma menina. 

_Que horror! Porque não quer uma menina? – Bella falou, indignada pela atitude do seu cunhado. 

_Não o julgue Bella, ele só não gostaria de que sua pequena filha sofresse. Os homens são mais resistentes, sabe? O Ed te contou do caso em que estão trabalhando? Já tem três anos, o safado do sujeito que estão atrás espancava a mulher, sabia disso? Ela fugiu dele, graças a Deus. A pobrezinha deve ter sofrido horrores nas mãos dele. 

_É sim, sofreu bastante... 

_O Ed te contou? 

_Ele... Sim, me contou e eu imagino que ela deve ter sofrido mesmo... Sabe, o homem é um traficante de mulheres. 

_Sim, vamos mudar de assunto? – Rosalie sugeriu e Bella prontamente a atendeu, aliviada de mudarem o rumo da conversa. Não gostava de falar de sua antiga vida, mesmo ninguém sabendo que era ela a misteriosa mulher. 



Bella deixou Rosalie em casa e se dirigiu para o seu apartamento. Pegou algumas caixas e foi para casa do Edward que agora era sua também. Sorriu feliz com o rumo que sua vida estava tomando. Estava feliz como nunca esteve. Seu celular tocou e ela atendeu. 



_Bella, está em casa? – Rafaela falou nervosa. 

_Estou indo para a casa do Ed, estamos morando juntos definitivamente. 

_Merda!
_O que foi? 

_Preciso falar com você, é sobre o Emmett e o Jacob... E sobre o seu segredo. 

_Rafa, eu... 

_Olhe, não dá para conversar agora, está bem? Fique no seu apartamento que eu vou te procurar... Tchau. 


A linha ficou muda e ela estranhou. Lembrou das palavras de Rafaela e gelou por dentro. Será que eles tinham descoberto seu segredo? Eles contariam para o Edward? Ela correu para o carro. Ele tinha ido para a base fazia cinco dias. Era para o Emmett e o Jacob terem voltado a quatro dias atrás, mas não voltaram... Ela arrancou com o carro e chegou em casa, parando o carro na garagem. Entrou pela cozinha e se dirigiu para a sala, tomando um susto quando o viu sentado no sofá. 





_Ed? Por que não me ligou avisando que chegaria hoje? Eu teria feito seu prato preferido. – ela falou, se dirigindo para ele sorrindo. Estava com tanta saudade... 

_Não gosta de surpresas Isabella? – ele falou frio e Bella parou no mesmo instante. _Eu também não. Agora me diga, como acha que eu me senti quando eu descobri que meus homens foram descobertos e quase mortos. 

_O Emm e o Jack? Oh meu Deus, a Rose e a Ang ficarão arrasadas. 

_Não mais do que eu. 

_Eu sei que eles são sua família e que você provavelmente está se sentindo péssimo com isso, mas eu estou aqui pra você, vai dar tudo certo, eu estou aqui meu amor. – ela disse e começou a andar para ele. 

_Está mesmo? – ele se ergueu e a olhou. O que Bella viu em seus olhos fez sua espinha gelar. Era decepção, era rancor, era raiva. Era... Ódio. (N/B: OMG...) 

_Ed... 

_Me diga como eu me senti quando eu descobri seu pequeno segredo? Veja, eu até tenho as provas, não me venha negar. 



Ele atirou um papel no rosto dela. Ela o pegou desajeitadamente e o abriu. Era uma foto sua no dia em que tinha se casado. Caius estava radiante, com uma mão em seu seio por cima do vestido. Ela estava com os olhos cheios d’água. Lembrou do medo que sentiu, da humilhação da qual foi submetida, da noite sem fim no seu novo quarto com ele e seus irmãos... Ela o olhou com os olhos cheios de água. 



_Chorar não vai te salvar Isabella. VOCÊ MENTIU PRA MIM! 



_Ed, me deixe explicar, por favor será apenas um minuto, eu nunca quis te machucar, eu... – ela pediu, tentando se aproximar, mas ele se afastou dela, com nojo do seu toque. 

_Me explicar o quê? Que todo esse tempo você me escondeu que era casada? Com o homem que eu estou tentado prender há cinco anos? O homem que quase me matou? ISSO NÃO TEM EXPLICAÇÃO!!! Você sabia que eu estava doido para colocar as mãos em cima dele. EU CONTEI A VOCÊ, PORRA! E O QUE VOCÊ FEZ? ME ESCONDEU! O QUE FOI? NÃO TINHA CONFIANÇA O SUFICIENTE EM MIM? EU PODERIA TE AJUDAR! EU PODERIA TE PROTEJER, CARAMBA!!! 

_Não é bem assim, deixe eu explicar... 

_NÃO É BEM ASSIM O CARAMBA! VOCÊ MENTIU PRA MIM! – ele respirou fundo e a olhou com mágoa nos olhos. – Tanto que eu te pedi para me contar seu segredo, tanto que eu te pedi para confiar em mim. Eu sabia que tinha alguma coisa cabeluda no seu passado, eu sentia isso aqui dentro. – ele apontou para o peito. _Eu sabia... 

_Ed, eu sei que não há desculpas, não ha explicações que eu possa dar para te fazer acreditar em mim, mas por favor me escute. Acredite que se eu pudesse desfazer meus erros... 

_SE TIVESSE ME CONTADO ELES NÃO TERIAM SIDO TORTURADOS!!! – ele deu um murro na parede, ela tremeu e deu um passo para trás e isso o deixou mais enraivecido. Ele se precipitou para ela, a agarrou pelos braços e a chacoalhou. – O Emm foi torturado com choques, ele perdeu os dedos do pé direito, foram arrancados com um alicate de corte, ele foi queimado. QUEIMADO E A CULPA É TODA SUA!!!- ele se afastou dela, porque se permanecesse perto não sabia o que poderia fazer, tinha gamas de matar alguém, de preferência Caius. 



_Me deixe explicar!!! Escute a minha história! – ela gritou desesperada, ele não poderia ter tanto ódio dela se há apenas alguns dias disse que a amava mais que tudo. 

_ EXPLIQUE ENTÃO! ME CONVENÇA QUE VOCÊ NÃO PENSOU Só EM SALVAR SEU BONITO TRASEIRO E ESTAVA SE FODENDO PROS OUTROS! ME CONVENÇA QUE EU NÃO FUI SÓ UM MARIONETE NAS SUAS MÃOS!!! ME CONVENÇA QUE VOCÊ NÃO ESTAVA PENSANDO SÓ EM SALVAR A PELE DO SEU MARIDINHO DE MERDA E QUE EU E MINHA EQUIPE SE FERRASSE! 



_ EU NUNCA FARIA ISSO!!! EU AMO VOCÊ, ACREDITE EM MIM PELO AMOR DE DEUS!!! ME DEIXE CONTINUAR, ME DEIXE TE EXPLICAR TUDO, ME PERDOE PELO QUE FIZ, EU... – ele gargalhou amargamente e foi até o bar, colocou uma dose de alguma coisa verde e bebeu de uma só vez, tornou a encher o copo. 

_Prossiga. – ele disse quando se sentou no sofá e lhe indicou o centro de ferro e vidro para que ela se sentasse na sua frente. 

Ela se dirigiu para lá e se sentou, tentando ter coragem pra revelar seu passado sem se quebrar no meio de tanta vergonha e medo. 

_Se eu contar você vai me ouvir sem me julgar? Você acreditará em mim? 

_Prossiga. Tente. – ele disse e tomou um gole de sua bebida. 



Ela respirou fundo, começando a destrancar lembranças de seu negro passado que tinha encerrado bem no fundo de sua mente. 



_Eu tinha dez anos quando Caius colocou os olhos em mim pela primeira vez. Ele tinha ido a minha casa em Los Angeles. Ele e meu pai tinham começado um negócio, eu não sabia do quê, mas eu não gostei quando ele se agachou na minha frente e passou o dedo no centro da minha calcinha que estava aparecendo porque o vestido tinha subido. Ele sorriu e disse que eu seria a esposa dele. Eu não consegui me mexer, estava com medo e quando ele se afastou e foi embora eu corri e disse a minha mãe. Ela contou para o meu pai e quando Caius foi lá para casa novamente eles brigaram e eu ouvi meu pai dizer que eu não estava na barganha. Meu pai me amava. 



_Amava tanto que te deu de brinde para um pervertido. – ele falou com raiva. _Prossiga. 



Ela suspirou fundo. E chorou com as lembranças que lhe tomaram de assalto. 



_Meu pai me amava, ele... Ele nos levou para morar na Rússia quando eu tinha treze anos, porque seria melhor para os negócios. Caius sempre ia na minha casa e sempre, sempre me perseguia. Meu pai me amava, ele me amava sim, ele disse que nada iria me afastar dele, que ele me manteria segura. Quando eu completei quatorze anos, meus pais deram uma festa. Papai estava nervoso e me levou para o seu escritório, me mostrou alguns papéis que eu não sabia o que era direito. Ele me disse que era minha herança e que eu ganharia ela quando fizesse dezoito anos. Ele me fez assinar alguns papéis e seus advogados também assinaram e ele também. Um mês depois... Em uma noite de muito frio... Eu estava na cama com mamãe e nós ouvimos um barulho de madeira se partindo, ela correu e me escondeu no closet do quarto deles e me pediu para não sair por nada, que me amava muito, ela e o papai, que tudo ficaria bem. Que eu confiasse em Deus... 



Ela começou a chorar e Edward sentiu desejo de a abraçar apertado e dizer que tudo ficaria bem, que ele estava com ela. Que ela não estava só. Mas não fez nada, ele só ficou lá, olhando para mulher na sua frente que em segundos tinha se transformado em um garotinha assustada de quatorze anos. 



_Eu ouvi os tiros e gritos e depois silêncio. Caius... Ele me achou e disse as palavras que me condenariam para todo o sempre. Ele disse que estávamos indo para o nosso casamento, ele tinha nas mãos a pasta com os documentos que meu pai me mandou assinar. Ele... Me levou para baixo, sempre me abraçando e acariciando meus cabelos, ele me mostrou os corpos de meus pais em poças de sangue. Minha mãe foi estuprada, meu pai degolado, atiraram nele, só espero que eles tenham tido uma morte rápida... Ele... Ele me mandou beijar meus pais e me despedir deles. Eu assim o fiz, a cabeça... Do... Papai estava quase que toda separada... Eu... Eu... 

_Bella... 

_Não, por favor me deixe terminar, eu preciso lavar isso de mim, eu preciso que você sabia, ainda que seja tarde demais para nós dois. Eu não sou essa mulher preocupada em salvar o próprio traseiro, eu... Não sou assim...Eu não sou egoísta, eu... Você pode me perdoar? Quando eu digo que nunca quis te ferir, que sempre estaria aqui para você, você acreditaria em mim? Eu preciso limpar minha alma, eu preciso retomar o controle da minha vida de volta, eu... 



Ela se ergueu e foi para lareira. Ficou de costas para ele, era mais fácil. 



_Ele me levou para sua mansão e tinha um juiz de paz lá, ele nos casou no civil. Eu estava momentaneamente abalada para poder me opor a qualquer coisa. Quando o sacerdote começou a cerimônia religiosa, eu me desesperei, não queria me casar, não queria ter nada com ele, um casamento civil é fácil de se dissolver, mas um religioso? Ele gritou comigo, me bateu, mas eu fui resistente. O Sacerdote foi embora, dizendo que ele não poderia nos casar se eu não queria, que era errado. Eu sei que o Caius não deixou que ele saisse da propriedade vivo. Caius derramou sua ira sobre mim. Ele quebrou meu braço. Ele rasgou meu vestido. Essa foto que você me mostrou foi tirada depois do casamento civil. Eu fui estuprada, na frente dos convidados dele, irmãos, cunhadas e todos os comparsas. Ele me levou para o quarto, meu vestido estava rasgado e sujo de sangue... Ele e seus irmãos me estupraram até o amanhecer, revezando entre si. Eu acho que desmaiei, porque quando abri meus olhos estava só no quarto, nua e machucada, as empregadas cuidaram de mim. E a noite ele voltou sozinho e repetiu tudo de novo. 



Ela riu sem humor. 



_Ele me dizia sempre que se eu me casasse com ele no religioso, ele me deixaria em paz. E se eu desse um filho a ele, ele me recompensaria com a liberdade. Eu nem menstruava ainda, minhas regras vieram um ano depois. Meu corpo mudou rápido, se tornou, como ele falava, apetitoso demais para ser ignorado. Demetri, o guarda designado para me vigiar, me ajudava. Ele me trouxe injeções anti-concepcionais e me dava remédios para que minhas regras viessem muito e por muito mais tempo. Caius ficava furioso e me espancava, mais era preferível o espancamento do que o estupro. Mais ou menos um ano antes de fugir, ele entrou em meu quarto e me apresentou uma mulher muito parecida comigo, disse que ela tomaria o meu lugar por hora. Eu fiquei radiante de felicidade, era a minha oportunidade de fugir, seus olhos estavam virados para outra direção. Demetri me salvou, me tirou de lá. Ele... Ele morreu no processo. Alguns homens invadiram a casa, eu acho que eram os concorrentes dele. Demetri foi baleado na cabeça, eu fugi e me escondi nos latões de lixo, estava fraca, sem comida, nem água por três dias e apanhei muito um dia antes. Caius tinha descoberto os remédios. Eu fiquei lá, não sei por quanto tempo. Depois eu corri até meus pulmões clamarem por ar. 



_Como você conseguiu vir para aqui? 

_Eu roubei algum dinheiro e alguns documentos também, orando a Deus que eu tivesse pelo menos pegado alguma coisa de valor que estava na pasta. Eu cheguei aqui e fiquei na floresta, tinha medo de me aproximar dos outros. Eu conheci a Rafaela por acaso, eu estava investigando em sua lixeira e... 

_Porque você não usou o dinheiro? – ele perguntou, perplexo por ela ter passado por tanta coisa sem usar nada do que pegou do marido...Marido não! Safado! Safado defunto!!! 

_Era dinheiro russo Ed. Como eu ia gastá-lo aqui? E eu não sabia como e nem onde trocar, eu não queria que me descobrissem. A Rafa, ela me viu meia que morta de fome, um animalzinho assustado e ferido foi assim que ela me descreveu. Ela me abrigou na sua casa, ela e Garrett tinham brigado e ela não queria ficar sozinha. Eu demorei uma semana para deixar a cama e um mês para falar com ela, dois meses para confiar nela e cinco para contar minha história. Você sabe como ela é curiosa e tem esse negócio dos nervos dela ficarem em frangalhos se não souber tudo o que se passa ao seu redor. 



Bella riu com a lembrança de sua amiga. Orava a Deus todo dia por ela, era sua irmãzinha. Ela sentiu ele se erguer e parar atrás dela, ele não a tocou e ela agradeceu por isso. 



_Ela me ajudou com minha recolocação no mundo civilizado, como ela diz. Me ajudou com o trabalho das faxinas e ia comigo nas primeiras. Me ajudou a encontrar um lugar só meu, gastou suas economias o mobiliando. Eu quis pagar tudo para ela, mas ela ameaçou cortar minha língua com uma faca cega e você sabe como ela sabe ser persuasiva. 



_Você ainda tem a pasta? – ele perguntou sério. Tinha raiva vibrando em cada sílaba pronunciada e ela lamentou ter escondido dele todo o seu passado. Tinha matado o amor que ele sentia por ela. 



_Está no seu quarto, no closet, dentro da bolsa preta pequena. 



_Fique aqui. – ele disse e saiu. 



Ela olhou envolta e pegou sua bolsa. Não tinha pra quê ficar aqui, ele não a queria mais. Ela mesma tinha destruído sua felicidade e não podia culpar ninguém a não ser ela mesma. 



Edward voltou para sala com a mala nas mãos e não a viu . 

_Neném? – ele foi para a cozinha e ela não estava lá, foi para o escritório, onde ela gostava de ficar lendo, mas estava vazio. A procurou pela casa toda, mas ela não estava em lugar algum. 

_MERDA! – ele se sentou no chão e abriu a bolsa, viu o dinheiro e a pasta, leu e encontrou alguns pendrives lá dentro também. Seu celular tocou e ele atendeu. 

_Edward, é o Demetri, ele acordou pra valer agora. Ele fica falando coisas sem nexo, dizendo que tem que proteger sua menina. Ele tem filhas e agente não sabia? – James perguntou confuso. 

_Não, eu estou indo praí agora mesmo e... 

_Você já contou a Rose? 



Edward deu um tapa na testa, tinha ficado tão furioso com Bella que tinha esquecido de sua irmã e sua amiga. 



_Resolverei tudo aqui e voltarei para base, me mantenha a par de tudo, ok? 

_Ok. 



Ele desligou e Edward se ergueu. Ligou para Ângela e pediu que ela o esperasse na casa de Rosalie. Ligou para sua mãe e para Alice e Jasper e seu pai. Todos estavam lá quando ele chegou. Ele olhou para sua irmã e ela, que estava rindo, ficou séria na hora que o viu, engoliu seco e fez a pergunta que ele adoraria nunca lhe responder. 



_Onde está o Emm, Edward? 



Ele fechou os olhos e se encaminhou para ela, sentou ao seu lado e alisou a barriga. 

_Eles foram descobertos e foram tirados de lá a tempo. A equipe de apoio foi rápida, mas eles tinham pegado o Emm primeiro, então... Ele está mais machucado do que o Jacob. 

_Quanto machucado, Ed? – sua irmã perguntou séria e calma. Calma demais. 

_Eles cortaram os dedos dos pés e o queimaram nas pernas. A equipe chegou a tempo, apagaram o fogo, mas ele está muito... Machucado. 



Ela assentiu com a cabeça. – Está vivo? – ela perguntou com a voz tremendo. 

_Sim. Rose, eu... 

_Você vai liberar meu marido dessa merda toda, Edward Cullen. Ele não volta mais para os SEALs. 

_Ele já está liberado, assim que sair do coma ele.. 

_Coma? Você disse que ele estava bem!!! – ela gritou e sua mãe a abraçou apertado. 

_Querida calma, olhe o bebê. 

_Meu marido está em coma, mãe! Como eu posso estar calma!!! – ela gritou, se descontrolando. 

_Ele vai sair dessa. O coma é induzido por remédios, as dores são demais para ele aguentar Rose, ele está bem. 

_E o Jack? – Ângela falou, encostada na parede perto da porta. Estava branca feito cera e Edward se ergueu indo até ela. 

_Ele está bem, está com um braço quebrado e a perna ferida por um tiro, tem três costelas quebradas, mas esta consciente. – ele disse e ela se jogou nos seus braços. 

_Ele está bem? Ele quase morreu aquele infeliz. Eu vou até ele e o espancarei. Eu disse a ele que se machucasse eu o mataria, eu disse... Ele não pode morrer, eu amo aquele cabeça de vento. Edie, eu não sei mais viver sem ele. Eu... 

_Xiiiiiiii Anjo... Se acalme, ele está bem. 

_Aonde está a Bella, meu filho? Ela já sabe? – Carlisle falou, abraçado a Rose. 

_Já. – Ele não disse mais nada. Não queria que a ira de sua família se virasse para ela, já bastava as merdas que disse a ela no momento de raiva e frustração. 



Edward foi com toda a família para base, ficaram no seu apartamento. Esme, Carlisle, Alice e Jasper junto com o Rafael voltaram para Forks no dia seguinte. Rosalie e Ângela ficaram ao lado dos seus homens, não arredaram o pé. Edward ficou na base por quinze dias. 


Estava frio e ele não parava de pensar nela. Ela tinha escondido seu passado dele e isso quase tinha matado seus amigos, mas ele poderia julgá-la? Se estivesse no lugar dela, o que faria? Era complicado esse assunto. Ele estava olhando Emmett pelo vidro do quarto da CTI e sentiu que alguém se aproximava dele. 



_Precisamos conversar. 



Rafaela disse e caminhou para longe dele. Ele a seguiu. Entraram no seu escritório e ela fechou a porta quando ele passou por ela. 



_O que você fez com minha amiga? – ela disparou quando ele sentou na sua cadeira atrás de sua mesa. 

_Tem ideia do que o segredo dela fez? A merda que gerou tudo isso? – ele falou sério, a olhando e sentindo sua raiva aflorar. 

_E você? Tem ideia do inferno que ela passou? Tem ideia do que é ter seu corpo violado, dia após dia, por três homens sem escrúpulos, safados, filhos de uma cadela velha? Ela estava com medo! E você não esperou nem meio segundo para jogá-la aos cães!!! 

_Você sabia de tudo, porquê você não me contou ou a Garrett?!!! 

_Porque ela me pediu!!! E eu sou amiga dela, nunca quebraria uma promessa!!! 

_Sim! E por culpa dessa estúpida promessa, meus amigos estão quase mortos!!! Vá se ferrar você e sua estúpida promessa!!! 



Rafaela foi muito rápida e ele só percebeu quando tinha acontecido. Seu olho queimava pelo murro que ela deferiu nele. 



_Mas que porra, isso doeu, caralho!!! 



_Era para doer mesmo, seu anormal! Você não a merece! Maldita hora em que eu a incentivei a te dar uma chance, eu devia ter colocado ela dentro da redoma de vidro em que ela permaneceu esses três anos. Isolada de tudo e de todos. Mas não! A imbecil aqui quis vê-la feliz!! E olha a merda que tudo está!!! 

_Não jogue as suas frustrações para cima de mim, Rafa!!! Eu não menti!!! Foram você duas!!! 

_Sim e você é a madre Tereza de Calcutá! Nunca fez uma única merda em toda a sua fodida vida, seu bastardo arrogante!!! 

_Nunca disse que nunca errei, mas nunca coloquei ninguém em perigo!!! Ninguém nunca morreu por meus segredos!!! 

_Débora ficaria chocada se ouvisse você dizer isso. 

_Deixe Débie fora disso, Rafa. – ele sibilou. 

_Porquê? Porque eu deixaria sua falecida namorada de fora da equação se foi por sua arrogância que ela morreu com uma bala no meio da testa? 



_Não foi minha culpa!!! – ele esmurrou a mesa 

_Foi sim, foi sua maldita culpa de que minha prima não esteja mais aqui!!! Você se achava muito foda para fazer tudo sem ajuda!!! Ela tentou te ajudar e acabou morta, seu desgraçado!!! Sim, você tem a fodida culpa pela morte dela, sim senhor!!! E agora, não me venha dizer que Bella cometeu o maior de todos os erros do mundo por não ter lhe dito a verdade sobre seu passado! Ela não queria que você levasse uma bala entre os olhos, ela te ama, seu anormal!!! Ela morreria por você e você não fez nada além de julgá-la! Vamos senhoras e senhores, atirem a primeira pedra quem nunca cometeu algum pecado!!! Oh esperem, nosso querido Ed é o único que pode descarregar uma caçamba de pedras em cima de todos nós por que ele é PERFEITO!!! 



Ele ficou olhando para ela, incapaz de falar. Ela andou ao redor do seu escritório como uma leoa que defendia sua cria. De fato, ela estava parecendo que iria avançar em sua jugular a qualquer momento. 



_Que historia é essa dela ter medo de eu levar uma bala? – ele perguntou calmo, recuperando seu controle. 

_Ela sabia que Caius a acharia mais cedo ou mais tarde e não queria que ele dirigisse sua fúria para você. Ela estava pronta para se meter entre vocês e receber as balas que estavam direcionadas para você, porque ele o mataria por colocar as mãos no patrimônio dele. Ela sabe que nunca vai se ver livre do Caius. Ela está vivendo, como ela diz, seus últimos dias sobre a terra. Ela está convencida de que se for procurá-lo, ele não descubra sobre vocês e assim deixe você e todos nós em paz. Percebe o que ela está fazendo? Ela queria te manter no escuro para que Caius não tivesse munição contra você. Você não iria atrás dela, porque você não saberia onde encontrá-la. Ela estava tentando salvar sua fodida vida e em troca ela recebeu seu ódio. Não pense que ela não está acostumada com isso, ficar sobre o mesmo teto que Caius e os irmãos te faz crer em certas coisas, te faz perceber que nunca terá a paz que deseja, só através da morte e ela abraçaria a morte com prazer se isso significasse que você estava a salvo. 





Rafaela saiu do seu escritório, mas antes de fechar a porta ela se virou e falou mais uma vez. 



_Ela te ama, seu anormal!!! Por favor, diga a Garrett que as coisas dele estão no apartamento dele aqui. 

_O que aconteceu? 

_Ele terminou comigo por ter escondido o que ele diz que seja a peça final para derrubar Caius. Eu sugiro que você pelo menos a ajude, porque se os federais puserem as mãos em cima dela, nunca mais a veremos. Ela não sabe de nada sobre as transações de Caius, mas eles nunca vão acreditar nela. Mas nas coisas que ela trouxe tem algumas coisas que poderão ajudar. Eu acho. 



Rafaela saiu e ele ficou sentado, remoendo tudo o que foi dito. Ela morreria por ele? Queria mantê-lo no escuro para protegê-lo? Ele riu sem humor. 

_E eu, como um idiota que sou, só a acusei, sim sou um fodido bastardo de merda. A Rafa tem razão. Eu não a mereço. 




******** 



Jacob abriu os olhos e olhou em volta, estava no hospital. Ele sentiu um corpo quente prensado ao seu, olhou de lado e sorriu. Ela abriu os olhos lindos e lhe devolveu o sorriso. 



_Oi amor! – ele disse. 

_Eu odeio você, Jacob Black. Você tem noção do medo que me fez passar? Eu envelheci vinte anos, você terá um velha caquética ao seu lado, sabia?- ela disse, lhe alisando os cabelos e chorando. 

_Tudo bem amor, contanto que eu a tenha ao meu lado pelo resto da minha vida, não me importo se você ficar velha, gorda e acabada. Eu te amarei mesmo assim. 



Ela riu e lhe beijou carinhosamente. Ele gemeu quando ela se apertou mais ao seu lado e ela se ergueu rapidamente. 



_Desculpe, eu te machuquei, eu... 

_Cale-se mulher e me beije. Isso é uma ordem. 


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Bella estava deitada em sua cama pequena e fria. Quinze dias e nada de falarem um com o outro. Ela sabia que ele tinha terminado tudo, como poderiam ficar juntos depois do que ela fez? Ela ouviu o som de um celular que não era o dela. Era o dele. Na pressa de ir embora ela deve ter trocado os aparelhos. 



_Alô? 

_Bella? – ela ouviu seu tom de surpresa. _ Meu amor... Estou indo te pegar, Princesa. 

_Venha então, estou te esperando. 



Ela disse com a voz dura, desligou o celular e fechou os olhos, uma lágrima se derramou por seu rosto. 



_Tudo será resolvido logo... 



3 comentários:

  1. Amei o cap 12 e no 13 como aconteceu da primeira vez que li, eu quis matar o Edward, filho de uma mãe!

    Beijos Milly.

    Nilcia.

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