domingo, 7 de abril de 2013

Segredos de Amor: Capítulos 4 a 6





CAPÍTULO 04 









Bella abriu os olhos e olhou no criado mudo. Seis da manhã. Ela estava deitada de lado e tinha alguma coisa nas suas costas. Tinha braços fortes envolvendo sua cintura e tinha pernas enroladas nas suas pernas. Por um momento, ela entrou em pânico, achou que era Caius e começou a tremer visivelmente. 



_Xiiiiii, sou eu Bella. – Edward falou ao seu ouvido. 






Bella relaxou e se encostou no peito dele, só para sentir a ereção dura como rocha dele apertar seu traseiro. Se afastou rápido de lá e se sentou na cama, se desfazendo das pernas e braços em volta de si. Olhou para ele e sorriu envergonhada. 














_Bom dia... 














_Bom dia. –ele falou, lhe observando. Tinha a voz rouca e isso mexeu com o autocontrole dela. A voz dele era sexy e a fazia imaginar coisas que preferia evitar. 














_Hum... Vou... Vou fazer o café. 






_Certo. 






_Se quiser usar o banheiro, fique à-vontade. 






Ela disse e se ergueu da cama. Edward sentiu frio com a distância dela. Ficou hipnotizado com os movimentos não calculados dela ao pegar o penhoar e vestir devagar, amarrar na cintura e sair do quarto. 




Edward respirou fundo e se levantou. Saiu do quarto e foi para sala, pegando sua bolsa e indo para o banheiro. Estava escovando os dentes, quando ela colocou a cabeça para dentro do recinto. 





_Precisa de alguma coisa? 






“Sim, de você” 






_Não, está tudo bem. 






_Se precisar de qualquer coisa, me avise. 














Ela saiu e Edward ficou olhando para porta e pensando qual seria a reação dela se dissesse que precisava dela, e muito, só que enroscada na cintura dele e ele preso firmemente dentro dela. Seu pênis deu um puxão dentro da cueca, lhe avisando que estava de pleno acordo. Ele suspirou frustrado e resolveu tomar um banho gelado. Tinha passado a noite toda excitado e, quando ela acordou e se encostou nele, seu amiguinho quis saltar fora e dar bom dia pessoalmente.  






Ele ajustou o chuveiro e a água gelada caiu. Tomou um banho muito demorado, saiu de lá só de calça, porque tinha sujado sua blusa de pasta de dentes, porque ficou igual a um virgem idiota, olhando para ela com cara de besta e não limpou a baba de pasta que escoria da sua boca. 






Bella estava na cozinha e se sentia feliz e leve. Ele tinha dormido aqui e não tinha tentado nada. Ele era respeitador e isso era bom. Ela se virou, segurando uma frigideira. Foi colocar uma panqueca no prato e o viu só de calças. Tremeu, engoliu seco e deixou cair a frigideira no chão. Se abaixou para pegar e esqueceu que estava quente. 














_AI! – ela gritou, agarrada a mão. Ele correu para ela, pegou sua mão e ligou a torneira, colocando a mão dela embaixo. 






_Cuidado... 






_Obrigada, está com fome? 














Bella se encostou nele e ouviu-o respirar fundo. Foi sem intenção, ela se sentia tão segura e era tão natural ele lá que ela se esqueceu do mundo. 














_Desculpe-me Edward... 






_Me desculpe também... 






_Vou tomar um banho. Eu sei que a água deve estar fria, mas é bom, né? 






_Muito bom, para mim no caso... 






_Para mim também... Com licença. 














Ela se desvencilhou dele e correu para o banheiro. Tirou a roupa e se meteu no chuveiro. 














_AAAAAAAAAAAA!!! 














Edward entrou no banheiro as presas e estancou no lugar. Ela estava nua, tremendo e ele quase se bateu, por ter esquecido de ajustar o termostato do chuveiro. 














_Tá fri...friooooo 






_Eu sei... Perdão. Eu vou... 






_Sair... da...qui? 














Ele percebeu que estava parado com cara de besta, olhando para ela, enquanto ela se cobria com a cortina do box. Ele saiu de lá, vermelho. Ele, Edward Cullen nunca na sua vida tinha corado de vergonha! NUNCA! Ele não estava se reconhecendo. 














Bella sentiu as faces arderem de vergonha, e de algo a mais, ao ver ele no seu banheiro, a olhando com fome, e não era de comida não!! Ela se sentiu adulada, mas nervosa também. Tomou o banho e saiu enrolada na toalha. Ele estava na sala. 














_Vou me arrumar para tomarmos café, está bem? 






_Sim. 














Ela correu para o quarto e, em pouco tempo, saiu de lá com seu velho moletom. Tomaram café calados. Não era desagradável, o silêncio era... Confortável. 














_Preciso dar uma olhada no seu aquecedor. – ele falou, depois que empurrou o prato vazio para o lado. 






_Certo... Fique a vontade. – ela se levantou e começou a tirar a louça suja. 














Edward se dirigiu para a parede e olhou o aparelho. 














_Chave de fenda. 






_OI? 






_Chave de fenda, tem? 






_Não. 






_Volto logo. – ele saiu do apartamento e voltou pouco tempo depois com uma caixa de ferramentas, daquelas que todo homem tem e que se orgulha de ter. 














Enquanto Bella organizava a casa, ele desmontava o termostato da parede e olhava para ele, franzindo o cenho. 














_Está tudo normal aqui, vou dar uma olhada na sua caldeira, fica na garagem certo? 






_Certo, tome as chaves. 














Ela as jogou e ele pegou no ar com facilidade. Montou o aparelho novamente e saiu de casa. Bella arrumou seu apartamento às presas. A campainha tocou e ela olhou pela janela. Tânia estava lá, falando com ele, que segurava uma peça esquisita na mão. Ela apontou para casa dela e deu um sorriso sedutor, para logo depois voltar a apertar sua campainha. Bella trincou os dentes de raiva e nem sabia o porquê de estar raivosa. Decidiu ignorar a nojenta e voltou a arrumar o apartamento. 














Edward ficou olhando para mulher que estava quase quebrando a campainha da casa de Bella. Ela era bonita, sem dúvidas, mas não merecia mais que um olhar. Era vulgar e oferecida e, o fator mais importante, ela não era a Bella, então para ele não interessava. Voltou para garagem e tirou a peça que estava com defeito, fechou tudo e saiu, fechando a garagem no processo. Ele se aproximou da mulher e ela o olhou e sorriu. Ele não correspondeu. 














_Oi Edward, ela não está em casa. Pode dizer a ela que eu gostaria de contratar os serviços dela? Faria esse favor para mim? 






_Certo. 














Foi o que ele falou e ficou esperando que ela saísse do caminho. Como ela não se mexia, ele revolveu não esperar pela boa vontade dela. Passou a frente, educadamente é claro, e abriu a porta. Se virou para ela que estava com cara de espanto. 














_Bom dia, senhora. 






E fechou a porta na cara dela, passou a chave e subiu os degraus calmamente. Encontrou Bella na cozinha, em cima de uma cadeira, limpando o armário. 














_Precisa de um filtro. 






_AH MEU DEUS!!! 














Ela se virou para ele com a mão no coração, se desequilibrou e, se Edward não tivesse sido ligeiro, ela tinha se estatelado no chão. 














_Está bem? 






_Não, você me assustou! Pensei que era o... Deixa pra lá. Do que estava falando? 






_A caldeira precisa de um filtro novo. 






_Certo e de quanto é esse filtro? 






_Não se preocupe, sairei para comprá-lo. Não demoro. 






_Não pode gastar seu dinheiro com minhas coisas, Edward. Me diga quanto é que eu pago. 






_Não se preocupe, não quero seu dinheiro. Fique tranquila que isso não vai me falir, não. 






_De qualquer forma, eu acho melhor... 






_Deixa de ser teimosa e deixa que eu compre a peça, porque eu não vou mudar de ideia Bella. 














Ela o olhou e suspirou, se rendendo. 














_Pelo menos, me deixe ir com você, está bem? 














Ele pensou nela ao seu lado dentro do carro, sentindo esse cheiro maravilhoso que emanava dela e que deixava o louco.  














_Claro, estarei esperando na sala. 














Ele foi para lá e ela correu para o quarto. Edward procurou sua sacola e não a encontrou. Se dirigiu ao quarto e bateu na porta, antes de entrar. 














_Bella, você viu minha sacola? 














_Está aqui, em cima da cadeira. 














Ela disse e ele olhou para ela parada na frente do guarda roupa aberto, enquanto segurava um cabide com uma calça folgada em uma mão e um moletom na outra. Uma olhada rápida dentro do móvel e ele avistou a roupa perfeita para ela. Se encaminhou para lá e tirou os cabides de suas mãos. Os devolveu para o guarda-roupa e tirou de lá um com uma calça jeans bege que, pelo tamanho, deveria ficar justa nela e uma blusa de tecido de mangas compridas e folgadas cor azul. 














_Estas ficam melhores em você. 






_Está bem... 














Ele pegou sua bolsa e saiu do quarto, deixando Bella parada, com cara de besta. Ela olhou para as mãos e as roupas postas lá. Tinha as comprado ontem, mas não sabia em que ocasião usá-las. Parece que ele sabia. Resolveu então atender ao pedido dele. Se vestiu e se olhou no espelho. Estava bonita, como a muito tempo não se sentia. Olhou o cabelo e o penteou de lado, calçou seus allstars e saiu do quarto. 






Ele estava na sala. Tinha vestido outra camisa que se pegava aos músculos, deixando Bella com água na boca. Ele estava de cabeça baixa, com as mãos juntas na frente do corpo e batia o pé no chão. Ele ergueu os olhos e a fitou. O que Bella viu refletido lá, a fez tremer de desejo e medo. Se permitisse que ele fizesse o que seus olhos estavam lhe dizendo, ela revelaria tudo a ele, desnudaria sua alma e morreria no processo. De medo e vergonha. Se aproximou, não confiando totalmente em suas pernas para a sustentarem. 














_Estou pronta. 






_Eu também. 






_Vamos? 






_Sim. 














Ele se ergueu e colocou uma mão nas suas costas, a conduzindo para a porta. Ele abriu e pegou as chaves. Fechou tudo e se dirigiram para o carro dele. Seguiram viagem calados. 














_A caminhonete é sua? 






_Oi? 






_A caminhonete na garagem. É Sua? 






_Sim, mas não funciona já faz uns dois meses. 






_Entendo. 














Ele parou o carro na loja de ferragens e desceu, abrindo a porta para ela. Quando iam entrar, alguns adolescentes entraram brincando e se esmurrando, bateram nela e Bella se desequilibrou. Se ele não tivesse a pegado, ela teria caído de cara no chão. 














Edward puxou o moleque pela gola da camisa e olhou com raiva para ele. O rapaz ficou branco. 














_Você ia derrubando ela. 






_Desculpa aê, tio. 






_Moleque, eu não sou teu tio. Peça desculpas, agora! 






_Desculpa Bella, foi sem querer. 






_Tudo bem Set, mas não corra assim, pode derrubar alguém. 














_Sim senhora. 














Edward o soltou lentamente e, assim que o menino estava livre do seu agarre, ele saiu quase correndo pelo corredor, tentando fugir do olhar dele. Bella sorriu e tocou em seu braço. Ele saiu do transe e olhou para ela. 














_Está tudo bem , não me machuquei, pode me soltar agora.  














Ele a soltou contra vontade. Por ele, ficaria o dia todo segurando ela. 














Entraram e foram atrás da peça. Ele foi rápido e preciso, comprou o que precisava pagou e foram embora. Ela recebeu olhares das mulheres, que estranharam ela estar acompanhada. Sempre a viam sozinha e vestida com aquelas roupas esquisitas. 














Assim que chegaram em casa, ela subiu e foi preparar o almoço. Ele foi para garagem e, em pouco tempo, a casa tinha se aquecido. Ele tinha concertado a caldeira. Bella esperou que ele viesse para dentro, mas ele não apareceu. Ela resolveu ver se ele tinha ido embora. Desceu e foi até a garagem e quase enfarta. Ele estava sem camisa, de costas para ela, encurvado e olhando sua caminhonete, que estava com o capô aberto. Bella engoliu seco. Ele ouviu seu movimento, pois se virou e a encarou. Suas pernas pareciam de gelatina. 














_O... – ela pigarreou para dar mais força na voz. – O que está fazendo? 






_Consertando. 






Ele não disse mais nada, mas nem precisava. 






_Estou fazendo o almoço. Come comigo? 






_Sim. Como sim. 






_Então... Ela olhou para os lados, para evitar olhar para seu peito nu e salivar com a imagem que estava vendo. – eu vou entrar. Assim que estiver pronto eu lhe chamo, está bem? 














Ele confirmou com a cabeça, mas não falou nada. 














Ela correu para dentro do seu apartamento, onde era seguro. Bem longe dele. Ele a fazia sentir coisas que nunca sentiu. A fazia desejar o que nunca desejou, a fazia se sentir bonita... E isso a assustava. Muito. 














Quando o almoço estava pronto, ela foi chamá-lo. Tânia estava lá e Bella fechou as mãos em bola, suas unhas marcando as palmas das mãos. 














_Edward. O almoço está pronto. 














Ele a olhou e sorriu. Vestiu a camisa, ignorando totalmente a bruaca que estava parada lá. Fechou o capô do carro e se dirigiu a ela. Parou bem pertinho dela e passou a mão no seu nariz, sorrindo carinhosamente. 














_Tem farinha no seu nariz. 














Ela arregalou os olhos e limpou com as mãos. 














_Saiu? 






_Não, deixe-me limpar para você. _ ele pegou a barra da camisa e limpou seu nariz com delicadeza. _ Melhor. Vamos almoçar? 














_Vamos. – Bella olhou para Tânia, que a fuzilava com os olhos. _Bom dia Tânia. 














Bella saiu andando e Edward fechou a garagem e a seguiu. Tânia ficou com cara de tacho, olhando para os dois. 














_O que ela queria? 






_Nada. 






_Nada, nada? 






_Nada, nada. – ele sorriu e chegou perto, não resistindo à atração entre os dois. 














Ela estava de costas para ele. Estava pegando uma travessa de panquecas de carne e ele se pregou as suas costas. Ela se arrepiou toda e ele gostou disso. 














_O que ela queria não me interessava em absoluto. 






_E o que era? 






_Sexo. 














Bella colocou a travessa com força em cima do fogão. 














_Oferecida! 






_Concordo. Vem, estou morto de fome. 














Bella sentiu que essa fome não era de comida, não. Ela também estava sentindo essa fome de que ele insinuava. 














Comeram em silêncio. Volta e meia, ela o surpreendia lhe olhando e corava. Ele sorria e ela corava mais ainda. Até o fim da noite, ela saberia no que ia dar esse flerte todo. 














Edward terminou de consertar o carro dela na hora em que seu celular tocou. 














_Fale. 






_Edward, Garrett te mandou um e-mail é importante. 






_Já estou indo. 














Ele se virou e ela estava parada lá, com um copo de limonada pra ele. 














_Trabalho? 






_É. Obrigado. – ele pegou o copo que ela ofereceu e bebeu sem tirar os olhos dela. 






_Você gostaria de jantar comigo hoje? 






_Eu...Eu... 






_Te ligo mais tarde para saber. 














Ele disse e saiu da garagem, atendendo o celular. Entrou no apartamento e saiu com a sacola nas mãos. Ele entrou no carro e partiu, deixando Bella com um sentimento de vazio tremendo no peito. 














CAPÍTULO 05 










Já era a quarta vez que Bella se olhava no espelho. Era o quarto vestido que colocava e não se decidia. Ligou para Rafaela, ela ajudaria. 














_Alô? 














_Rafa, preciso de tua ajuda. 














_Espero que não me diga que não pode vir me dar uma mão na casa ou eu te enforco. 














Bella riu, ela sempre seria assim. 














_Qual dos vestidos você me recomenda? Estou nervosa e...  














_Vai dar a ele? 














_O quê? 














_Perguntei se vai dar a ele. Porque se for, não use nada e o receba pelada. É bem melhor evitar que se perca um belo vestido. 














Bella ficou da cor de um tomate. 














_Você está corada? 














_Na... Não! 














_Mentirosa, se está corada, é porque pensou no caso. 














_Rafa... 














_Vai com o azul, ele é de alcinhas, o que facilita pra ele tirar do caminho. 














_Eu não vou dormir com ele, é só um encontro de colegas, só isso. 














_Certo e amanhã pintarei meu cabelo da cor do arco-íris. Qual é Bells?! Tem medo de quê? 














_Você sabe do quê. 














_Viva. Eu viveria se estivesse no seu lugar. Relaxe, ele não vai te est... fazer o que você não queira. Conheço ele, é caladão mas é um bom homem. 














_Você e o Garrett estão bem? 














_Está mudando de assunto propositalmente? 














_Sim. 














Ela suspirou. 






_Claro, conversamos e estamos de boa agora. Portanto dona Bella, vá ao seu encontro, jante, converse e aproveite a noite. E, pelo amor de Deus, me conte tudo amanhã. Você sabe como eu sofro dos nervos, não sabe? Tenha pena deles e me ligue nas primeiras horas da manhã e me relate tudo!!! 














Sua amiga doida desligou o telefone na sua cara e Bella ficou a pensar no dia em que se conheceram. Ela foi sua salvação quando chegou aqui em Forks. 














Decidiu aceitar o conselho dela e vestiu o azul. Fez um coque do jeito que deu no seu curto cabelo e calçou sandálias de salto alto. Pegou sua pequena bolsa e se perfumou. Tudo presente dela. Bella chegou à loja de Rafaela desesperada, ela tinha pedido... Não, ordenado que relaxasse e deixasse tudo por conta dela. Ela tinha feito sua maquiagem e quase arranca seus cabelos, por não conseguir fazer um penteado decente. Então, a mandou para casa com várias sacolas, contendo vestidos, sapatos, bolsas, lingerie e afins, até meias ela tinha colocado. Bella passaria um ano todo pagando prestações dessas coisas. 














Ela ouviu o som de uma buzina e sentiu um frio na barriga. Suas pernas tremeram e ela cogitou a hipótese de dizer que estava doente. De fato, se sentia terrivelmente enjoada. Respirou fundo e se encaminhou para porta, não poderia fazer isso com ele. Ele era especial. A tinha convidado para jantar semana passada, mas o chamaram e ele teve que viajar. Veio lhe comunicar isso e estava com o olhar sombrio, mas isso não a assustou. De alguma forma, ele a fazia sentir segura e não acuada ou assustada. Ele lhe prometeu que assim que chegasse iriam jantar e assim o fez. Ele chegou hoje às cinco da manhã e disse que a pegaria às seis da tarde, lhe deu um beijo no rosto, perto da boca, se afastou, entrou no carro e se foi. Bella então entrou em desespero e correu para loja de sua única amiga aqui na cidade. E agora, depois de oito dias sem vê-lo, iria sair com ele. Que Deus a ajudasse. 














Quando ela saiu de casa e olhou na direção do carro dele, ela quase perde o equilíbrio. Seu fôlego ficou preso na garganta. Ele estava de terno cinza grafite e estava lindo. Ele se encontrava encostado ao carro, que não era o de hoje mais cedo. Ela se encaminhou para ele, com as pernas tremendo e respirando fundo para acalmar seus nervos. Ele não tirou os olhos dos dela. Era como se estivesse dando força para ela ficar de pé e, de fato, o seu olhar estava sustentando-a. 














_Boa noite Edward. – Bella falou, assim que se aproximou dele. 














Ele se afastou da porta do carro e passou as costas da mão por seu rosto, delicadamente. Se inclinou para ela e lhe deu um beijo na bochecha, bem perto do canto da boca. Ela ruborizou e ele sorriu, abriu a porta para ela e, assim que ela estava devidamente acomodada, ele deu a volta e entrou pela porta do motorista. E, sem nenhuma palavra, arrancou com o carro. 














Edward não conseguia encontrar palavras. Elas tinham se enfiando no seu fodido cérebro e não saiam. Ele, literalmente, ficou sem fala, mudo feito uma porta e excitado como um garanhão que vê uma égua no cio. Porra! Ela estava realmente linda e gostosa naquele vestido e o seu pensamento foi apenas um, colocá-la nos braços e voltar com ela para dentro, jogá-la na cama, rasgar esse vestido e entrar nela de vez, rápido e forte, sem preliminares, porque ele não aguentaria esperar. Quando ela falou, ele quase gemeu! Não conseguiu achar as palavras certas para responder ao seu comprimento e fez o que estava com vontade, alisou o rosto sedoso dela e lhe beijou a bochecha, bem pertinho da boca, dando a ela a oportunidade de se afastar. Ela não o fez e ele quase grita de felicidade. Só não o fez, porque ela acharia que ele era louco e sairia correndo. Agora, estavam no carro em um silêncio confortável. Ele foi passar a marcha e, sem querer, bateu os dedos na perna dela. Ela pulou de susto e se afastou, foi automático. Ela estava assustada e ele gostaria de saber o porquê. 














_Está com medo de mim, Bella? 






_Não, porquê? 






_Por... Nada. 














Ela lhe olhou e sorriu. Ergueu a mão e, hesitantemente, lhe tirou uma mexa de cabelo, que tinha caído nos olhos. Ele sentiu seu fodido coração disparar, como se fosse um virgem idiota em seu primeiro encontro. Ela demorou com a mão no seu rosto e ele virou a cabeça, lhe beijando a palma da mão e passando a língua rapidamente por ela. Bella arquejou e, devagar, tirou a mão do seu rosto. Ela soube muito bem que de hoje não passaria, resolveriam essa pendência essa noite. Era tudo ou nada. 










Chegaram em Port Angeles, porque era mais rápido e ele não queria perder horas dirigindo, se poderia aproveitar a companhia dela em um fino restaurante francês. O mâitre os conduziu a uma mesa reservada e lhe entregou a carta de vinhos e o menu. Eles fizeram os pedidos. Edward pediu o vinho mais caro. Assim que trouxeram e os serviram, ele tocou a taça dela com a sua. 










_A essa noite. 














_A... Nossa amizade... 














_Neném, seremos bem mais do que amigos, eu te garanto. 














Bella engoliu seco. 














_Perdão por ser direto, mas não consigo ser diferente. 






_Eu já percebi, mas Edward... Não acha que estaria melhor com outra mulher? Digo... 






_Eu discordo de você. –ele esticou a mão pelo comprimento da mesa e pegou a dela, que estava fria e tremendo. – Quero ser sincero com você. 






_Pois seja então. – ela falou calma, mas respirava com dificuldade. Tomou um gole de vinho. 






_Te desejo. 






Ela engasgou com o vinho e ele sorriu. 






_Precisa de ajuda? 














_Não... Não, estou bem. O que disse? 














Ela falou, limpando a boca no guardanapo. 














_Que te desejo, desde o dia em que te conheci. Desde o minuto em que ouvi sua voz e senti seu cheiro. 






_Você é direto. 






_Gosto de ser direto e, quando quero uma coisa Bella, não paro por nada. 






_E se eu pedir para você parar? 






_Eu diria que é muito tarde. 






_Não estou preparada para isso, Edward. 






_Para isso o quê? 






_Você vai me obrigar a falar? 














Ele sorriu e confirmou com a cabeça. Ela suspirou e tomou outro gole de vinho. Ele alisou sua mão, passando os dedos pela palma, causando um arrepio em sua espinha. O homem era uma coisa! 














_Não estou preparada para ir para cama com alguém. 














_E comigo? – ele falou e riu quando ela o olhou e encravou as unhas em seu dedo, que brincava com a sua palma. 














_É de você que eu estou falando. 














_Você confia em mim, Bella? – ele falou sério e Bella entendeu que o momento das brincadeiras tinha passado. _confia, neném? 














_Sim... – era estranho, mas ela confiava como nunca tinha confiado em ninguém na vida. 






_Então, você entende que eu nunca faria nada para te magoar. Eu estou sendo cem por cento sincero, quando digo que não consigo te tirar do pensamento, desde que nos conhecemos, a dezesseis dias. E que nem eu entendo o que está acontecendo, mas de uma coisa eu tenho certeza, eu te quero, não para uma transa de uma noite só. Bella, eu não sou o tipo de homem que busca relacionamentos, mas quando o faz é para sempre. 














_Você não pode estar falando sério, Edward. Mal nos conhecemos... 














_Te conheço o bastante. 














_Não, não conhece, porque se soubesse do meu passado, sairia correndo. 














_Você matou alguém? Porque eu tenho uma advogada excelente, o nome dela é Ângela Varela e não existe pessoa mais competente do que ela. 














_Não matei ninguém, Edward. Pode ficar tranquilo, você e sua amiguinha. 














_Está com ciúmes? – ele falou e lhe puxou a mão, dando um beijo na palma. – Porque se estiver, não fique. Ela é minha amiga, eu diria que, tirando minha mãe e minhas irmãs, ela é a única mulher com quem eu tenho uma amizade sincera. 














_E as outras, que tipo de amizade tem com elas? 














_Você não vai querer saber. 














_Eu acho que faço uma ideia. 














_Você pode declinar, se quiser e eu prometo que não vou ficar no teu pé. Mas, uma vez começado, não vamos parar. É pegar ou largar, você decide. 






















Ela assentiu com a cabeça. 






– Vou pensar. 






_Tem até chegarmos em Forks, neném. Sim ou não, a escolha é sua. 














O garçom trouxe os pratos. Comeram em silêncio e, volta e meia, se encaravam. Eles estavam em uma bolha de sensualidade e não prestavam atenção em ninguém. Terminaram de comer e pediram a sobremesa, um doce que comeram juntos. Era delicioso e ela disse que sabia fazer e que o dela ficava mais gostoso ainda, o que ele não duvidou, nem por um segundo. Terminaram e ele pediu a conta, pagaram e ele se ergueu, a ajudando a se levantar. Um perfeito cavalheiro. 














Saíram para a noite fria de Port Angeles e ele a abraçou, como um amante protetor. Seguiram assim até o carro e Bella pensava na sua escolha. Ele tinha lhe dado uma. Sim ou não, dentro ou fora. Se entrasse nessa relação e ele descobrisse seu segredo, como poderia encará-lo novamente? Mas, se dissesse não, então teria que voltar para sua vidinha sem graça e solitária, como sempre foi, desde que seus pais morreram e ela foi obrigada a se casar com Caius. 














Edward dirigia calado e velozmente. Ele a olhava pelo canto do olho e Bella percebia isso. Ele ergueu a mão e pegou a sua. Ela não puxou de volta, parecia tão certo. 














_Está com medo? 














_Sinceramente. Não mais. 














_Estamos nos limites de Forks. Qual a sua resposta? 














Ela o olhou, olhou para suas mãos juntas, como se fossem uma só. Sorriu com esse pensamento. 














_Sim. 














Ele sorriu de canto e acelerou direto para casa dele. 














Edward parou dentro da garagem, desceu calmamente e abriu a porta para ela. Bella saiu e respirou fundo. Entraram pela cozinha e foram para sala, ela ficou parada no meio do cômodo e ele ficou atrás dela. 














_Se quiser desistir, essa é a hora. - ele falou com a voz rouca perto do seu ouvido. 














_Não quero desistir... 














_Nem eu. 














Ele lhe alisou o braço com as costas da mão, descendo até seus quadris. Ele se aferrou a eles e a puxou para si, a fazendo sentir sua ereção. Ela suspirou e ele lhe beijou o pescoço. Bella ergueu o braço e o levou para parte de trás da cabeça dele. Ela entrelaçou seus dedos com os dele, sem tirá-los de seu pescoço. Lhe lambeu a clavícula e deu um beijo no local. Com a mão que estava no seu quadril, ele puxou sua cabeça para encostar em seu peito e virou seu rosto para lhe beijar. Não foi um beijo simples, foi, literalmente, um ataque a seus lábios. Ele exigia rendição e ela se rendeu, gemendo quando ele, ainda segurando seu queixo, levou a outra mão aos seus seios e os apertou de leve, por cima do vestido. 














Bella se virou, ficando de frente para ele e se pendurou em seu pescoço, se entregando mais ao beijo que ele comandava de uma forma erótica e deliciosa. Ela sentiu ele descer o zíper do seu vestido. Ela trabalhou desastradamente em sua gravata, blusa, paletó e ele a ajudou a tirar as peças do caminho. Seu vestido desceu, revelando uma calcinha com ligas e meias, ela não usava sutiã. Seu vestido era de alças finas e de bojo, não necessitava da peça de cima do conjunto, por isso não a colocou. Ele rosnou, quando se afastou dela e lhe olhou de cima a baixo. 














_Você é fodidamente perfeita, neném! E é só minha! 














E com essa afirmação possesiva, ele a pegou nos braços e subiu as escadas. Pararam na porta do quarto e ele a olhou.  














_Tem certeza? – ele falou e Bella percebeu a força que ele estava fazendo para soltá-la, no caso dela desistir. 














_Sim. Toda certeza do mundo! 














Ele a beijou e entrou no quarto, a depositando na cama e se erguendo. Se livrou das calças, sapatos, meias e se juntou a ela na cama. Estava ereto e uma gota deslizou pela abertura da cabeça do seu pênis. Era enorme! 














_Vou ser cuidadoso. Tenho camisinhas, não se preocupe com nada... 














_Eu tomo pílulas. - ela nunca tinha deixado de tomar as pílulas, com medo de Caius a achar e engravidá-la. 














_Posso me derramar dentro de você. 














Não foi uma pergunta, não necessitava de resposta. Ela ergueu os braços em sua direção, em um convite mudo e ele se deitou por cima dela. Bella sentiu seu peso, alguns segundos antes dele se erguer nos cotovelos e lhe alisar o rosto com as pontas dos dedos. 














_Você é linda. 














Ele a beijou e desceu uma mão por seu estômago, tocando-a intimamente. Ele gemeu, quando comprovou o grau de excitação em que ela se encontrava. Bella nunca tinha se sentido molhar por homem nenhum. Era maravilhoso e... assustador ao mesmo tempo, seu coração disparou no peito e sentiu lágrimas se derramarem dos olhos. Não pôde segurar. 














_Neném, o que foi?- ele falou, lhe enxugando as bochechas molhadas pelas lágrimas. 














_Nada... Só me... Beije e me faça esquecer meu passado. Por favor... 














E ele o fez. Lhe beijou, enquanto brincava com seu entumecido botão, demonstrando com os dedos e com a língua o que faria com seu pênis dentro dela, logo, logo. Foi uma dança sensual e, quando Bella atingiu seu primeiro orgasmo, ela vibrou de felicidade. Não estava morta, era de fato uma mulher com paixão. E ele era o responsável por essa descoberta. 














Edward não se segurou e, tirando seus dedos de dentro dela, mesmo antes dela terminar de gozar, ele a penetrou devagar e suavemente. Ela era pequena e muito apertada, doeu nela, ele percebeu, era como se fosse virgem. Ele lhe alisou os cabelos e beijou seus lábios, dando tempo para ela se acostumar com seu tamanho. Quando ela, timidamente, lhe enlaçou os quadris com suas coxas, ele soube que ela estava pronta. Os movimentos foram calmos, a princípio, mas, no decorrer de instantes, ele se descontrolou e acelerou, indo rápido e forte. Sua cama batia na parede e Edward suspeitava que, se tivesse vizinhos, eles estariam esmurrando as paredes de raiva pelo barulho que faziam. Ele percebeu como ela se desligava do mundo, estava perdida no prazer que ele lhe dava e ele se orgulhou disso. Se sentiu inchar mais ainda e, com um grunhido, se derramou dentro dela. Desabou sobre seu corpo e sentiu ela sorrir. Ele lhe beijou os cabelos e com, muito esforço e nem um pingo de vontade, saiu de dentro dela. A puxou para si e ficou lhe observando. Ela sorriu e deitou a cabeça em seu peito. Pouco tempo depois, ela adormeceu e ele a seguiu em um sono restaurador, que a muito tempo não sabia o que era. 











CAPÍTULO 06. 










Bella acordou de um sono tranquilo. Não teve sonhos essa noite, os pesadelos não a encontraram, ela estava protegida, segura e firmemente presa a ele. Suas pernas estavam emboladas umas nas outras. Bella se encontrava de lado, com as costas pressionadas contra o peito dele, uma mão descansava em seu seio e a outra estava aferrada à sua cintura. Ela sorriu, nunca tinha dormido assim com ninguém. Caius e seus irmãos, sempre que terminavam com ela, a deixavam só e chorando, muitas vezes desacordada, o que era uma benção. Ela sempre teve medo. Quando a noite chegava, ela sentia o terror lhe tomar e quando ele ou eles entravam no seu quarto, ela sabia que seria estuprada e espancada. Só se livrava quando estava menstruada, o que ela descobriu que era muito bom e, mais ou menos um ano antes de fugir, suas regras vinham quase o mês todo. Caius se enfurecia, é claro, e a espancava, por ela estar nos seus dias e por não lhe dar filhos. Ele nunca suspeitou que ela tomava pílulas. Nunca. Demetri conseguia para ela e também um remédio que fazia com que suas regras viessem muito e por vários dias. Ao final, Caius acabou enjoando dela e arranjou uma amante. Bella nunca se sentiu tão feliz como no dia em que ele apresentou Giana a ela e disse que ela tomaria o seu lugar. 














Ele se mexeu atrás dela e Bella sentiu sua ereção pressionar sua bunda. Sorriu com isso, não era nojento. Era bom, muito bom! Olhou no relógio do criado mudo e suspirou, tinha que se levantar e ir trabalhar. Se soltou devagar dele e saiu da cama. 














_Aonde pensa que vai? 














Ela congelou no lugar. Não se virou para olhá-lo, era tentação demais para uma pessoa só. 














_Eu...Eu... Bom eu pretendia ir ao banheiro e depois... 














_Porque está nervosa, neném? 














Ele falou e Bella ouviu o sussurrar dos lençóis, em instantes ele estava com ela nos braços e a levava para cama, a deitou e se deitou por cima. Lhe sorriu e lhe beijou os lábios calmamente. 














_Fique comigo hoje, podemos passar o dia todo na cama, não tive o suficiente de você, e acho que talvez nunca terei. Preciso de mais. Muito mais... 














Ele voltou a beijá-la, enquanto descia a mão por seu estômago indo em direção ao seu sexo, que já estava úmido e pronto para recebê-lo. Estava dolorida, mas quem se importa? Ela é que não. 














Ele desceu beijos por sua garganta em direção aos seios, os sugou e Bella gemeu. Ele desceu a boca para seu estômago e, quando chegou à sua intimidade, ele congelou. Bella sentiu ele se erguer sem tirar os olhos dela. Ela abriu os olhos e se ergueu nos cotovelos e o olhou. 














_O quê?... 














_Você é morena. 














_Sim. 














Ele olhou para o seu rosto. 














_De que cor é o seu cabelo? 














_Castanho avermelhado, porquê? 














_Oh porra! 














Ele balançou a cabeça em descrença e Bella se assustou. Ia se levantar da cama, mas ele foi mais rápido e a puxou, fazendo com que ela se sentasse escarranchada em seu colo. Bella ofegou quando ele entrou nela de vez, estremeceu de dor e ele lhe beijou, esperando que ela se adaptasse ao seu tamanho. 














_Você... Você não gosta de morenas?- ela falou ofegante. 














_Não, sou louco por morenas e as de cabelo castanho avermelhado são o meu ponto fraco. – ele falou em um grunhido. 














_Você não tinha visto ontem? Digo, nós fizemos muito e... 














Ela ficou da cor de um tomate e ele riu, lhe beijando a boca e mordendo devagar. 














_Estava escuro, lembra-se? Não me lembrei de acender as luzes e não dei muita atenção a ela não. Perdão, pretendo consertar essa falha. 














Ele sorriu e ela retribuiu, sem nem se dar conta. Ele testou e viu que ela estava bem, a segurou pela cintura e começou a movimentá-la, subir e descer em cima do seu membro. Ele sugou seus seios, enquanto investia nela forte e rápido. 














_Gosta assim? – ele sussurrou em seu ouvido, enquanto segurava sua cintura mais forte para poder ir mais fundo nela. 














_Sim... 














_Do que você gosta? 














_De... Tudo o que você me faz sentir... 














_E posições? Quais as que você gosta? 














_Não sei... Até hoje eu não gostava disso. De nada que envolvesse sexo... 














_Fiz você mudar de idéia? 














_Fez... OH!!! – ela gemeu quando ele lhe deitou e, sem sair de dentro dela, investiu mais rápido. 














Bella gozou e ele sorriu. 














_Mas já? Minha vez... 














Ele acelerou mais os movimentos, como se fosse possível, fazendo ela quicar na cama e, com um grunhido rouco no pé do seu ouvido, ele se derramou dentro dela. 






Caiu em cima dela como morto. Ela sentiu o ar faltar e cutucou seu ombro. 














_Hum? - ele falou, a voz amortecida pelo travesseiro e seus cabelos. 














_Preciso... Respirar... 














_Perdão... 














Ele rolou de cima dela e a puxou para cima de si. 














_Você vai me matar, Dona Bella! 














Ela riu feliz e se soltou dele. Ele tentou agarrá-la, mas ela foi mais rápida e correu para o banheiro, se trancando lá. Ele sorriu e ficou deitado na cama esperando ela ter seu tempo. Se lembrou que não tinha nada dela na sua casa, um problema que resolveria hoje mesmo, mas enquanto não resolvia... 














_Bella? - ele bateu na porta. 














_Sim? 














_Tem escovas extras na gaveta de baixo da pia e pasta e outras coisas na gaveta de cima. Fique à vontade. 














_Obrigada Edward. 














Ele voltou para cama, mas não se deitou. Seu celular tocou e ele atendeu, vestindo uma calça de moletom e saindo do quarto. 














Bella saiu do banheiro e não o encontrou. Pegou suas calcinhas, pois o resto das roupas estava no chão da sala. Olhou em volta e achou uma camisa de malha dele. Sentiu vergonha, mas ou era sua camisa ou sair do quarto nua. Vestiu a camisa e penteou os cabelos com o pente dele e saiu do quarto. Foi para sala e catou suas roupas e as dele, organizando tudo. Se dirigiu para a cozinha e começou a preparar o café. Tirou várias vasilhas do freezer e preparou a mesa. Ele apareceu na cozinha, assim que ela colocou a última madalena na bandeja. Ele não fez barulho e nem precisava, ela podia senti-lo a quilômetros de distância. A tensão sexual que existia entre os dois só se fazia mais forte a cada segundo, era como se um ímã os puxasse e os pregasse, os unisse sem ter forma de se soltar, não tinha volta. 














Bella limpou as mãos no pano de prato e se virou para ele, sorrindo, mas seu sorriso sumiu, assim que ela viu seus olhos escuros de desejo. Seu sexo se apertou de necessidade crua por ele. Não importava se tinham acabado de transar, ele queria de novo e ela se pegou desejando satisfazê-lo. Era loucura, mas era a mais pura verdade. 














Ele se dirigiu para ela e enlaçou sua cintura, lhe beijou o pescoço e os lábios, subiu a camisa devagar e apertou seu traseiro, quando ele ficou à mostra. Ela gemeu e se segurou nele. A campainha tocou, quebrando a concentração deles. Edward grunhiu e se soltou dela calmamente. Estavam ofegantes, como se tivessem corrido uma maratona. 














_Fique aqui... Volto logo. 














_Sim... 














Ele saiu da cozinha e Bella tratou de se sentar e se recuperar. Ela ouviu uma voz de mulher na porta e a voz dele, dizendo que ela não podia entrar. A mulher choramingou e Bella achou melhor se vestir e dar o fora de lá. Ela tinha catado suas roupas e vestiu rapidamente, pegou os sapatos e rabiscou um bilhete para ele no bloco perto do telefone, se desculpando por ir embora rápido, mas tinha trabalho. Correu o mais rápido que suas pernas puderam sem derrubá-la. Chegou em casa e, quando entrou, o telefone tocou. 














_Alô? 














_Bella, sou eu, Jéssica, pode vir agora? Preciso falar com você antes de sair para o trabalho. 














_Ok. 














Ela desligou o telefone, trocou de roupa e saiu de casa. Ouviu o telefone tocar de novo, mas estava com pressa. Na certa, era ela de novo, mandando que se apressasse. 














************* 






Edward teve que praticamente colocar Alice dentro do porsche e ligar o carro. Sua irmã caçula sabia ser inconveniente quando queria. E ela estava sendo, muito. 














_Sério Edward, você me prometeu que iria jantar lá em casa hoje a noite. 














_Alice, eu... 














_Eu nada! Sabe quanto tempo não nos falamos? Dois meses Edward! Você saiu em missão e me esqueceu! Esqueceu a mamãe e todos a sua volta e, quando voltou, nem me ligou para dizer que estava vivo. 






_Alice, se eu tivesse morrido você saberia uma hora dessas.  














Ela o estapeou e falou séria e irritada. 














_Não brinque com isso. Sua profissão é arriscada, seu cabeça dura, e você nem liga! 














_Está bem Lice, eu irei na sua casa, mas pode ser domingo? 














_E porque não pode ser hoje? 














_Tenho... Companhia e... 














Sua irmã estreitou os olhos para ele e ele suspirou chateado. Não era mais um adolescente, porra! 














_Espero que não seja... 














_Não, e pare de me tratar como se o caçula da família fosse eu. 














_Está bem! – ela falou, erguendo as mãos em rendição. _Domingo às sete, e leve sua amiga, se for decente, ok? 














_Ela é decente. Como estão Rafael e Jasper? 














_Estão bem e sentem sua falta, Rafael mais que todos. 














Edward ergueu uma sobrancelha cética para ela e se apoiou no marco da porta. 














_Mais que todos, você diz. Mais até que você? 














_Lógico, eu não senti sua falta em absoluto. – ela falou, dando de ombros e ele sorriu, se endireitou e a puxou para seus braços, beijou os cabelos dela e fez cócegas. 














_Ok, ok, parou, parou!!!! Está bem, eu admito eu senti sua falta pra caramba!!! Satisfeito? 














Ele a soltou e lhe beijou o nariz. 














_Sardenta. Estarei lá no domingo, levo o vinho? 














_Sim e sardenta é a mãe. 














_Dona Esme vai gostar de saber disso... 














_Se você abrir sua bocarra e falar para mamãe Edward Cullen, eu te capo. 














Ela falou, sibilando as palavras e ele riu, lhe assanhando os cabelos curtos. Ela o estapeou e organizou os fios rebeldes, se esticou e lhe beijou a bochecha, o abraçando em seguida. 














_Bom te ver. Tchau e não some, ok? Me deixa preocupada. 














_Não sumo não. Tchau. 














Ela se foi e ele entrou, fechando a porta. Se dirigiu à cozinha, já imaginado Bella sentada na mesa de jantar da casa de sua irmã, ela seria o centro das atenções. 






A cozinha estava deserta, uma olhada mais atenta e ele viu o bilhete, pegou e leu. Não entendeu o porquê dela sair correndo, ela fazia o horário de trabalho. Será que ele a tinha machucado? Um calafrio perpassou sua coluna só de imaginar ela machucada, ele tinha sido exigente à noite, como jamais tinha sido com mulher nenhuma e ela era inexperiente nesse assunto. Ela mesmo disse e ele também adivinhou logo de cara. 














_Merda! Ela fugiu de mim. 














Edward rapidamente pegou o celular e ligou para casa dela, se recriminando por tê-la atacado de manhã e aqui na cozinha. Ela devia estar dolorida e ele nem se importou. 














_Fodido, bastardo de merda! É isso que você é Edward Cullen. - ele rugiu as palavras, enquanto esperava ela atender. 






Ela não atendeu e ele ficou nervoso. Olhou para a mesa que ela tinha posto e sentiu sua fome sumir. Subiu a escada e pegou a primeira camisa que viu na sua frente. Saiu de casa às pressas, tinha que se desculpar. Não achou a porra das chaves. 














_Mas que merda!!! – ele esmurrou a parede, correu até a casa dela, não tinha ninguém. Ele sentou na calçada. 














_Onde ela foi trabalhar hoje? 














_Bom dia Edward? 














Ele olhou para cima e deu de cara com Tânia, só de camisola rosa bebê, saltos e uma fita no cabelo. Ela tinha atravessado a rua assim? 














_Bom dia Tânia, você sabe onde a Bella está trabalhando hoje? 














_Tenho cara de balconista de informações? 














Edward mordeu a língua para não responder que ela tinha cara de puta e das mais rodadas.Ele se ergueu e ela o segurou pelo braço. Ele a encarou sério e ela sorriu coquete. Ele teve vontade de apagar esse sorriso no tapa, mais nunca tinha batido em mulheres, então... 














_Espere, não vá ainda. Eu não sei onde ela está, mas... Podemos conversar... 














_Se você não pode me fornecer a informação de que preciso, então você não serve para nada. Bom dia. 














Ele saiu, deixando-a parada de boca aberta. Ele pensou e pensou, onde ela teria ido? Rafaela tinha ligado para ele, pedindo que tivesse paciência com ela e que fosse com calma. Bella era sua amiga, Edward discou o número dela, enquanto se dirigia para casa, estava de calças moletom e regata. Ah e estava descalço também. 














_Alô? 














_Acorda dorminhoca. 














_Mas que coisa feia Edward, me acordar uma hora dessas! - ela falou alto e bocejou. 














_Aonde Bella vai fazer faxina hoje? 














_Na casa de Jéssica Stânley, porquê? 














Ele já tinha desligado. 














_Mal educado. Você é um mal educado, Edward Cullen!!! – Rafaela gritou para o telefone e em seguida bateu ele no gancho. 














_Hei amor, vai quebrá-lo de novo. - Garrett falou e lhe puxou para se aconchegar mais a ele. 














_Estou nervosa. 














_Quer que eu te acalme? – ele falou, lhe beijando a orelha, mordeu o lóbulo e ela se arrepiou toda. 














_Quero, estou estressada, meus nervos estão em frangalhos. 














Ela falou manhosa e ele sorriu safado para ela, já lhe erguendo a minúscula camisola vermelha. 














_Tenho que trabalhar duro então, não? 














_Tem, tem sim. 














Ele sorriu e lhe beijou. O dia seria longo.... 






















************ 














_Pois é Bella, eu decidi que não preciso mais dos seus serviços. – Jéssica falou, lixando as unhas e Bella olhou para ela como se fosse uma maluca. 














_Porquê não falou pelo telefone? 














_Eu gosto de resolver meus assuntos pessoalmente. 














_Ok. – Bella deu meia volta e ia saindo da casa. A doida nem sequer tinha convidado ela para sentar. 














_Bella!– Jéssica a chamou com raiva. 










Bella suspirou e se virou. 










_Sim? 










_Não vai me pedir para reconsiderar? 







_Por quê? Você já se decidiu. 














_Mas... Mas você precisa desse emprego!!! - ela falou indignada. 














_Não. Você é que precisa de mim para deixar suas bagunças em ordem. Bom dia Jéssica. 














Bella saiu de lá, se xingando. Era para ter ficado na casa dele, mais não! Tinha que amarelar, tinha que ter ficado com... Ciúmes? Era isso? Essa vontade de chorar quando ouviu eles conversando e a mulher lhe dizendo que estava com saudades e que ele não a procurava mais? 














_Besteira Bella! – ela falou para si mesma. - Você não pode estar com ciúmes. Isso não existe! Vocês só transaram e pronto, ele não é seu e também a fila anda, minha filha. Provavelmente, era a oficial lá parada na porta e ele estava em uma tremenda saia justa. Foi bom ter saído de lá antes que sobrasse para você. 














Ela andou alguns metros e estancou. Se virou devagar e viu o SUV preto parado do outro lado da rua. A porta se abriu e ele saiu de dentro e calmamente foi ao seu encontro. Chegou bem perto e lhe olhou de cima a baixo. 














_Está bem? 






_Sim. 






_Quer voltar comigo? 






_Sim. - “Ótimo, voltamos a ser monossílabos. Pelo menos ela voltou, né!” 














Ele a escoltou até o carro, a ajudou a entrar e deu a volta. Ele entrou e ficou calado, com as mãos no volante. Estava apertando com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Mas o que é que estava acontecendo aqui? 














_Edward? 














_Te machuquei? 














_O quê? 














_Te machuquei? Ontem à noite e hoje de manhã eu te machuquei? 














_Não. Mas o quê?... 














_Não minta para mim, Bella. 














_Não estou mentindo. 














_Então, porquê fugiu? 














Ela o olhou e viu dor nos olhos verdes. Ela sofreu com ele. 














_Não fugi Edward. Eu... 














_Porque eu não machuco mulheres. Nem crianças, nem gente inocente. 














_Eu sei. 














_Então... 














Bella suspirou e tentou olhar para ele, mas ele estava virado para frente, ereto e parado, como uma estátua de mármore. Bella fez uma coisa que no passado seria impensável. Ela tirou o cinto e subiu em cima dele com dificuldade, o pegando de surpresa. Ele liberou os braços para ela poder ter mais espaço . Ela colocou uma perna de cada lado dele, do jeito que ele tinha colocado ela na cama hoje de manhã. A lembrança de hoje cedo a deixou com as bochechas coradas. Assim que ela se instalou, ele colocou as mãos novamente no volante. 














_Edward... me... me escute está bem? 














Ele confirmou com a cabeça, mas não se mexeu. Ela timidamente lhe rodeou o pescoço com seus braços mirrados. Encostou a cabeça na dele e fechou os olhos, seria mais fácil de falar com os olhos fechados. 














_Eu não fui embora porque você me machucou. Eu fui embora por que eu... Eu estava sobrando lá na sua casa. 














_Sobrando? Como sobrando, Bella? Que absurdo é esse? 














_Não é absurdo, tá legal! Você estava conversando com uma mulher que eu não vi porque eu não estava curiando, mas eu ouvi a conversa, ou pelo menos parte dela. Ela disse que estava com saudades suas e que você não a procurava mais. 














_ A Alice é dramática, Bella. 














_Ah, o nome dela é Alice. – Bella odiou esse nome com todas as suas forças. 














_Ela é minha irmã mais nova. Somos três ao todo. Eu sou o mais velho. A Rosalie é a do meio e a Alice é a caçula. 














Bella abriu os olhos e ele a estava encarando. Sua respiração ficou presa na garganta, quando ele tirou as mãos do volante e lhe cercou a cintura, a trazendo mais para cima de si, a fazendo sentir seu membro duro como uma rocha. Ela ofegou. 














_Não existe ninguém na minha vida a não ser você, neném. Não sou homem de fazer um papel desses. Entende? 














_Sim. 














_Que bom.... 














Ele a beijou e ela retribuiu, afoita demais para o gosto dela. Ele riu entre o beijo e ela mordeu seu lábio sem querer. Se afastou quando sentiu gosto de sangue. 














_Oh meu Deus, me desculpe. Deixe-me ver. 














_Não é nada, fique tranquila neném, foi uma mordida de amor. – ele falou, sorrindo safado, passando a língua pelo corte de maneira erótica e ela corou até a raiz dos cabelos tingidos. 














Bella olhou para fora e viu Jéssica parada na varanda de boca aberta. Edward seguiu seu olhar e sorriu. Buzinou e arrancou com ela em seu colo. Foram para casa dele e Bella não sabia como ele saiu de dentro do carro com ela presa nos seus quadris, mas ele o fez. Entraram na casa, sob o olhar atento dos vizinhos dele. Se dirigiram para as escadas, mas seu estômago roncou alto, lhe envergonhando. Ele sorriu e lhe alisou a bochecha. 








_Acho melhor te alimentar primeiro. Minha fome eu mato depois.

3 comentários:

  1. Nós mulheres temos uma mania e criatividade para distorcer as coisas! Bella ficou linda com cúme.

    Ass: Nilcia.

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  2. Adooooro.... Quero um desse. Me derreto toda quando ele chama ela de Neném ��

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