sábado, 21 de março de 2015

Meu Querido Escocês: Capítulo 20

CAPÍTULO 20

Ao entrar na saleta privada do genro Charlie percebeu que a conversa seria mais séria e sombria do que ele esperava. Edward sentou-se em sua cadeira, mas não ofereceu acento ao sogro, Charlie não se fez de rogado e sentou na cadeira enfrente ao seu genro ignorando a carranca que o outro fez.

_Como sabes barão, eu não gosto de sua pessoa e não há razão para mentir sobre isso. Na verdade meu sincero desejo era de esmagá-lo como a um animal peçonhento.

_Você também não me agrada Cullen, desonrou minha menina, enganou-me durante cinco anos, fez minha filha de rameira e...

_nunca toquei intimamente em Isabella antes de nos casarmos! – Edward gritou sua defesa e em seguida respirou fundo para se acalmar. _Passei os cincos de anos de nosso relacionamento a cortejando, ela era um pouco mais que uma criança quando a conheci e a amei desde o primeiro segundo em que pus os olhos nela. Sempre a respeitei e sempre prezei por sua pureza ao contrário daquele canalha do Newton que sempre que a via e em cada oportunidade que tinha tentava deflorá-la! Se existe algum monstro nojento merecedor de morte não sou eu barão e sim o homem o qual o senhor escolheu para marido de Isabella o homem de quem ela sempre lhe dizia que não gostava e que não queria desposá-lo.

_eu achava que era medo de criança...

 Charlie sussurrou com um semblante abatido, sabia das safadezas de Newton e sabia de seus gostos estranhos na cama, pois já tinham estado em várias orgias juntos, mas achava que com sua filha ele nunca faria nada daquele tipo, sua filha era uma lady bem nascida e bem criada.

_No aniversário dela o qual eu fui para o seu lar junto com meu primo. – Charlie o aquiesceu se lembrava, foi o ultimo aniversário dela em sua casa. _ Na noite anterior ele invadiu o quarto dela e tentou estuprá-la, ele a mordeu no seio tirando sangue dela rasgou a camisola e a sujou com seu sangue, em seguida saiu a apresentar a todos os seus partidários o tecido manchado de sangue o qual ele dizia ser da virgindade de Isabella que ele tinha-a tomado. O safado, expos sua filha, minha mulher!

_eu não sabia de nada... Ela nunca me disse nada.

_lógico que ela nunca diria alguma vez a escutou? Parou para ouvir de verdade as suas queixas? Isabella é uma mulher maravilhosa e honrada.

_Não necessitas falar-me sobre os atributos de minha filha, eu a criei e a eduquei.

_E ia entregá-la nas mãos de um monstro.

_Eu agi de boa fé, eu sempre agi pensando no melhor para meus filhos! – Charlie se ergueu da cadeira e andou pela saleta esfregando a mão na cara e dando rápidas e sucessivas respirações para se acalmar. _ Entenda Cullen o que vocês me fizeram as minhas costas, mancomunando para me enganar... Se você a amava tanto assim por não veio a mim pedir a mão dela? Por que agiram de má fé e esconderam durante cinco anos o relacionamento de vocês?
Edward se ergueu e estendeu os braços apoiando-se em cima da madeira fornida da mesa olhou ao barão bem nos olhos.

_ Darias à mão dela a mim? Ao filho do homem que “roubou” um pedaço de suas terras, o homem o qual estava em guerra há tantos anos?

_Não, eu não daria. – Charlie foi sincero assim como seu genro estava sendo com ele. _ Não quero mais essa guerra Cullen, você tem em seu poder meu bem mais precioso,  só peço a você e a seu pai que não descontem nela sua raiva por mim.

_Barão, tens consciência de que acabou de me insultar?
_Não mais do que tu a mim, e se sinto medo de que cobres em Isabella a ofensa pela perda pelo pedaço de terra em que teu pai e eu tínhamos brigado é totalmente justo meu cuidado e angustia.
_És um tolo velhote, Bella é minha vida, nunca iria erguer a mão para ela ou cobraria ofensas passadas sobre uma inocente, sendo ela ou qualquer outro.
_tenho tua palavra sobre isso.
_tens minha palavra de não te rasgar em pedaços apenas por que Bella me pediu isso.

Depois de um momento de silencio Edward se afastou da mesa e se dirigiu para a  porta falando por cima do ombro antes de deixar a saleta.

_O que eu desejava lhe dizer já disse. Tens minha permissão para ficar em meu lar. – saiu dando uma portada.

Charlie suspirou passando os dedos pelos cabelos amassando-os em desordem. Será que tinha se enganado tanto assim com os cullens? Ele sabia que por causa da briga entre ele e Carlisle a mãe de Edward tinha perecido. Por sua mão. Ele sabia que tinha sido uma terrível tragédia e que nunca que tivesse querido que isso acontecesse... Ele  suspirou cansado. Guerras eram destrutivas, seu propósito era esse, mas uma coisa era matar a um soldado, outra muito diferente era matar a um inocente. Ele esfregou sua cara cansado e percebendo que  nunca tinha pedido perdão pelo fatídico dia.

(***)

Edward entrou em sua alcova em busca de sua esposa, encontrou-a parada em frente a janela com as mãos no batente observando o céu. Ele entrou calmamente e parou as suas costas abraçando-a apertado colocando a cabeça em seu ombro. Suspirou.

_Falou com meu pai?
_Aye eu falei com teu pai.
_E chegaram a algum consenso?
_Aye, chegamos.
_E qual foi?
_Se ele fizer-te chorar, matá-lo-ei.

Bella riu e sentiu os lábios dele em seu pescoço traçando uma trilha molhada e direção e sua coluna, seu riso morreu em sua boca e um gemido substituiu a risada. Ele a levou a cama e entre beijos e carícias a fez se sentir a mulher mais preciosa do mundo.

(***)

Carlisle estava em sua alcova sentado em sua cadeira em frente ao fogo observando Esme remendar suas meias ela volta e meia lhe endereçava um olhar irritado e ele sorria enquanto bebericava de sua caneca.
_não tens nada melhor para fazer do que me olhar o tempo todo? – Ela reclamou e ele sorriu mais.
_estou observando minha futura esposa consertar minhas roupas.
_futura esposa, pois sim. – ela resmungou, mas suas bochechas se tingiram de um profundo tom de vermelho.
_Tu gostasses desse título. – Ele falou convencidamente.
_que título? Mulher de um escocês brigão, e beberrão que só sabe engendrar bastardos?
_agora senhora minha, estás a me insultar, eu nunca fiz um bastardo em toda a minha vida.
_e esse que carrego, o que me diz dele hã? – ela parou de costurar e colocou as mãos nos quadris irritada.
_Ele não é um bastardo senhora minha. Ele é meu herdeiro e se o engendramos fora do casamento, vamos facilmente corrigir esse pequeno pecado.
_não me vou casar contigo .
_Oucht, mais tu fica tão malditamente bonita quando me nega algo.
_E por que isso lhe alegra seu bode velho posso saber?

Ele abriu um sorriso enorme para ela se erguendo e ficando em sua frente.

_Por que eu sei como fazê-la mudar de opinião em dois palitos. – e para demonstrar ele tirou o plaide ficando nu em sua frente e a pegando no colo levando-a para cama.

Entre gritinhos histéricos e risinhos ele mostrou a ela como ele facilmente a fazia mudar de opinião.

(***)

Charlie estava em sua alcova quando a porta foi aberta e uma pequenina menina entrou arrastando uma boneca, ela tinha lindos cabelos cor de bronze e olhos verdes. A filha de Edward. A menina se achegou mais perto dele as bochechas vermelhas e lhe sorriu, ela não deveria ter mais que seis verões, seus cabelos presos em duas tranças ao lado da cabeça balançavam enquanto ela seguia para ele que estava sentado em frente à lareira.

_Olá? – ela sussurrou.
_Olá pequena.

 Ele devolveu o cumprimento sorrindo quando ela arrastou para perto dele um banquinho sentou-se colocando sua boneca no colo e a ninando.

_qual o teu nome menina?
_Me chamo princesa Annie.
_Princesa Annie?
_ a mamãe que me disse. Tu é o papá de minha mamãe?
_eu sou.
_E é meu vovô como o vovô Carl? Ele dá-me medo às vezes. – ela sussurrou e Charlie lhe sorriu querendo saber o porquê dela ter medo do velho lorde. Ele não precisou perguntar por que ela começou a falar sem parar. _ ele me olhava de cara feia e dizia: pare de chorar menina! E quando eu não parava ele me abraçava e dizia que eu era boba por ter medo dele. Ele tinha uma barba beeeeemmm grandona e me assustava sabe?
_Sei. – Charlie respondeu e ficou olhando-a em silencio balançar sua boneca de um lado para o outro.
_Mamão chorou por causa do senhor.

Charlie piscou ante as palavras dela.

_ela... chorou?
_Papai ficou brabo bem assim oh – ela fez uma cara feia e erguendo o punho e balançando-o no ar ele sorriu._ Minha boneca dormiu, o senhor me ajuda a levar ela para a cama?
_Sim, princesa Annie eu a ajudo.

Ela lhe entregou a boneca e se ergueu, ele a imitou e ela o levou para cama e mandou que ele colocasse sua boneca lá e a cobrisse por causa do frio.

_Tenho fome, já está na hora da refeição da noite.

Ela falou e estirou a mãozinha para ele e o puxou para fora do quarto. Ao chegarem ao salão Charlie avistou sua filha sentada na enorme mesa em cima do estrado com seu marido ao seu lado, Annie se soltou dele e correu para os braços de Bella rindo feliz quando sua filha a pegou nos braços e a abraçou apertado era uma cena linda de se ver. Estava parado no mesmo lugar a algum tempo sendo encarado por seu genro quando sentiu a dor de um tapa em suas costas que o fez tropeçar e quase ir ao chão, olhou mortalmente para a pessoa que lhe fez isso e recebeu uma piscadela de olho de Carlisle que abraçado a Esme seguiu para o estrado.

_criastes raízes ai barão? – Carlisle perguntou, mas não ficou para ouvir a resposta.

 Como ninguém o convidava ele aprumou os ombros, estufou o peito e se dirigiu para o estrado para a ultima cadeira que tinha vaga ao lado da de Annie, mas quando ia sentar Edward deu um assobio forte e um cachorro monstro pulou na cadeira quase derrubando-o, Charlie olhou para seu genro que o encarava sorrindo presunçosamente, até que Bella calmamente bateu na taça e uma mulher veio correndo para atende-la.

_milady?

_Berta, por favor, leva o cachorro para fora e limpa a cadeira, meu pai precisa sentar.

_Sim milady.

 E assim foi feito, Edward fechou a cara e Charlie sorriu quando sentou, esquadrinhou todo o lugar a procura de Seth e o encontrou em uma mesa entre os guerreiros escoceses rindo e bebendo cerveja enquanto seguia pelo canto do olho uma mocinha de um máximo quinze anos que servia as mesas. Conversaria com ele mais tarde sobre respeitar a casa dos outros. Após a refeição Charlie observou os homens afastarem os bancos deixando um espaço enorme no meio do salão e em seguida pegar gaitas flautas e tambores e começarem a tocar enquanto cantavam canções alegres que exaltavam seu lorde e sua lady ele observou como seu genro pegava a mão de sua filha e a conduzia para o meio do salão para dançarem. Entre rodopios e palmas ele viu sua filha rir e gargalhar quando seu marido a ergueu em seus braços e rodopiou pelo salão finalizando a dança com um beijo muito saliente e totalmente fora dos padrões de conduta moral e aceitável para um nobre, mas sua filha estava feliz e isso era o que realmente importava. Sentiu um puxão em sua túnica e olhou para baixo, princesa Annie estendia os bracinhos gorduchos para ele pedindo colo, assim que ele a pegou nos braços ela deitou a cabeça em seu ombro e colocou o dedo na boca, suas palavras quase não entendidas devido o barulho da festa.


_Vovô?
_Sim Annie?
_O senhor sabe contar histórias?
_Algumas por quê?
_Tom com sono.

E ele entendeu que ela queria que a ninasse, a menina era muito carente, das duas uma ou Bella e Edward não davam carinho o suficiente ou sua vida antiga tinha sido muito dura e desprovida e qualquer gesto de carinho, lembrando de como foi e reencontro deles com ela ele teve certeza que a segunda opção era a certa.

Charlie olhou para o salão e viu sua filha lhe observar com lágrimas nos olhos, um sorriso se formou em seus lábios e ele a imitou.

_Devolva minha filha.

Charlie levou um susto e quase deu um pulo, mas que controlou bem a tempo antes de seu genro rir da sua cara, ele endureceu as feições e se virou para o lorde não deixando escapar o olhar de apreensão de sua filha para os dois.

_É minha neta e ela quer que eu a coloque para dormir e conte histórias.

Edward tomou Annie dos braços de Charlie e o olhou ameaçadoramente.

_tu não contarás histórias de terror a minha filha.
_Não contaria histórias de terror apenas algumas histórias da Inglaterra. – Charlie falou indignado olhando irritado para seu genro e vendo ele dar de ombros.
_Qual a diferença?

Ele disse isso e se virou com Annie nos braços e subiu as escadas sendo seguido por Bella que negou com a cabeça e falou algo ao marido que deu de ombros novamente.

_Não ligue para meu filho, barão, não vale a pena ficar careca por causa disso.

_Careca? – Charlie se virou e olhou surpreso para Carlisle.
_Ah, eu achei que sua perda de cabelo se devia a sua rusga com meu filho, mas vejo que é hereditário?

Charlie o olhou sombriamente para o homem a sua frente.

_Deixemos isso de lado, como vai tua adaptação aqui? Pelo pouco que vi e ouvi estás a ponto de sair no braço com meu filho, verdade?
_Ele odeia-me, quer me ver morto.
_Ele não odeia-te barão, claro que não morre de amores por ti mas, não odeia-te.
_Como sabes?
_Se te odiasse já estaria morto, entende barão, nós escoceses não abrigamos inimigos em nossos lares, ditado escocês antigo e bem justo ”Inimigo bom é inimigo morto”.

Carlisle olhou para as escadas por onde seu filho tinha desaparecido com a mulher e a filha.

_Ele lutou muito por Isabella, barão Swan, ele enfrentou-me e a nosso rei por ela, se fez o que fez foi por amor. Eu nunca vi um amor como o deles, nem eu mesmo amei a mãe de Edward tão profundamente como ele ama a Isabella e olhe que eu era louco por Elizabeth.

Charlie olhou para as escadas  e de volta para o homem a sua frente sabendo que tinha chegado a hora de se redimir por tudo o que tinha feito no passado.

_Devo lhe pedir perdão pelo que fiz com sua esposa. Por minha espada ela morreu, nossa... Minha briga pelas terras e minha cegueira por dinheiro levou a isso tudo... Eu causei muito mal a vocês e por isso Edward me odeia. -  ele negou com a cabeça olhando para Carlisle - não consigo entender por que nunca cobrou a ofensa, tinhas o direito.

Carlisle suspirou fundo e demoradamente, bebendo um longo gole de cerveja ele olhou aos olhos do barão.

_Ataquei tuas terras se me lembro bem, barão. Matei a vassalos teus, roubei gado o suficiente para te deixar passar um inverno bem difícil, mas tu nunca revidavas, nunca ficava em minhas vistas para que eu pudesse matá-lo e cobrar a ofensa, não tinha graça.  – Carlisle bebeu outro longo gole de cerveja antes de voltar a falar.  _ Por um longo tempo estive enterrado em minha dor, Charlie, quando minha Elizabeth morreu, eu me enterrei com ela, achei que meu coração tinha sido arrancado do peito, procurei vingança, mas meu filho precisava de mim era o único que me sobrou de minha Elizabeth.

_Se eu não tivesse colocado meu orgulho e minha ganância na frente de tudo eu teria visto que as terras eram de fato tuas que era um erro de território, de minha parte não há nada que eu faça que vá me redimir pelos meus pecados, causei-te mal a ti e a teu filho e nada que eu faça concertará meus erros cometidos, apenas peço que me perdoe para aliviar a consciência desse velho tolo.

Carlisle olhou para Charlie por um momento e lhe sorriu tristemente.

_Sinto falta de minha Elizabeth, não nego, mas tudo segue seu rumo, as águas dos rios não deixam de escoar para o mar quando as tempestades se abatem sobre elas e derrubam barreiras em seu caminho, elas criam um novo curso ou simplesmente se acumulam e atravessam seja por cima ou arrastando os obstáculos, o mais importante é que tudo segue.

Carlisle olhou para Esme que conversava com algumas mulheres e sorridente alisava o estômago onde descansava seu filho. Sorriu.

_eu o perdoo, barão, se é do meu perdão que precisas para seguir com tua vida então já o tem, alguém me fez ver que o amor cura todos os males.
_Quem?
_Tua filha. O amor dela pelo meu filho me mostrou que o amor vence tudo, supera tudo e Esme me mostrou que eu posso amar novamente. Ela me completa.
_cuide bem dela, eu a conheci desde mocinha, é uma boa mulher.
_eu sei, ela é minha. Aqui, um conselho para ti meu velho. Vá dormir antes que suas juntas enferrujem de tanto que está parado aqui pegando friagem.

Carlisle deu uma tapa nos ombros de Charlie e seguiu para Esme a ergueu nos braços e a carregou para as escadas, mas não antes de lhe dar um beijo bem desavergonhado que causou gritou de alegria e algumas brincadeira de alguns soldados mais bêbados.

(***)

_Mamãe, por que o papai não gosta do vovô Charlie?

Anne perguntou enquanto Bella a colocava na cama e a cobria com a colcha grossa de lã.

_O papai gosta do vovô meu amor, ele apenas não demonstra.
_Pois se o papai não parar de tratar o vovô tão mal eu vou chorar com toda a dor do meu coraçãozinho. Eu amo o vovô Charlie ele é bonzinho ele até colocou minha boneca para dormir.
_Mamão fala com o papai, está bem? Agora é hora de a princesa Annie ir dormir.
_Mamãe, minha boneca içou no quarto do vovô Charlie.
_Quer que eu vá buscar?

Annie pensou tocando o dedinho no queixo e em seguida negou com a cabeça.

_Eu acho melhor que ela fique com o vovô, ele pode ter medo do escuro e ela o faz companhia.
_Você tem toda razão meu amor, agora dormes.
_Amo você mamãe.
_Também te amo docinho.


Na manhã seguinte enquanto Bella tratava de algumas das crianças da vila que estavam com dor de barriga ela ouviu um rugido feroz e em seguida sons de luta com espada. Suspirou chateada com a rusga entre seu pai e seu marido, eles se pisunharam um ao outro durante todo o café da manhã até que saíram para se bater com espadas e apesar de que seu marido não mataria seu pai e visse e versa ela temia que eles se machucassem seriamente.

Um pouco mais tarde naquela manhã quando Bella estava guardando sua coisas na cesta de ervas e ouvia os xingamentos de ambos os homens ela se perguntava quando isso ia acabar e de repente ouviu-se um urro de dor e o som de espadas caindo ela correu para a janela bem a tempo de ver seu marido ser segurado por James e Félix enquanto seu pai era segurado por Seth e outro soldado. Avia sangue no chão e ambos estavam ofegantes, ela soltou um grito e correu porta a fora só lá em baixo no pátio foi que ela viu que o caos não eram nada de aterrorizante seu pai estava com e o braço cortado e seu marido com a cara lavada de sangue, depois de conferir que o corte do seu pai não era nada grave ela se virou para seu marido verificando o nariz que parecia uma cachoeira.

_Parecem crianças!

 ela gritou e em seguida pegou seu marido pela mão igual uma mãe faz com seu filho birrento e o conduziu para o solar resmungando todo o caminho de como essa briga tem que acabar, que eles já são bem grandinhos para isso e muitas outras coisas.

 (***)

_Meu pai quebrou teu nariz, o que dizes a respeito de seu velho caquético sogro agora?

Bella falou enquanto preparava um unguento que estancasse a pequena hemorragia antes que ela fizesse o procedimento necessário. Despejou o liquido em um pedaço de linho e o entregou para que Edward pusesse o no nariz.

_digo que o matarei aquele bode velho. – ele resmungou segurando um pano no nariz .
 Bella sorriu negando com a cabeça. Esperou alguns minutos para que fizesse efeito e se aproximou dele ficando entre sua pernas.

_Agora não te mexes, verei o que faço.

Segurou a cabeça dele com uma mão e com a outra apertou a base do nariz fortemente dando um puxão preciso o colocando no lugar. Edward tremeu e arregalou os olhos antes de se soltar dela e esmurrar a parede as suas costas.

_Melhor?
_só depois que eu pegar teu pai e quebrar-lhe o nariz em três partes!
_Não mates o meu pai querido, o caso é que me gosto muito dele e ficaria triste se ele se fosse agora que voltamos as boas sim?
_Tentarei lembrar de tua petição quando estiver com minhas mãos envolta do pescoço dele.


Edward resmungou enquanto saia do solar em direção ao campo de treino.

5 comentários:

  1. A história é muito linda e está muito boa.Parabéns!!!

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  2. capítulo maravilhoso, amo muito a história e estou ansiosa pelo próximo capítulo.
    Beijos

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  3. Saudade Milly, das suas histórias e de você. sou apaixonada por todas elas, ansiosa pelo seu retorno e te esperando. beijos

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  4. Já é a quarta vez que eu releio esta estória, ainda tenho esperança de que ela será finalizada, pois ela possui um enredo lindo e apaixonante, saudades das suas estórias Milly, de todas elas, principalmente das que retratam as terras altas, amo ler sobre um Edward escocês. Espero que volte a escrever em breve,
    Votos de uma leitora que a admira muito!

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