CAPÍTULO
20
Ao entrar na saleta privada do genro Charlie percebeu que a
conversa seria mais séria e sombria do que ele esperava. Edward sentou-se em
sua cadeira, mas não ofereceu acento ao sogro, Charlie não se fez de rogado e
sentou na cadeira enfrente ao seu genro ignorando a carranca que o outro fez.
_Como sabes barão, eu não gosto de sua pessoa e não há razão
para mentir sobre isso. Na verdade meu sincero desejo era de esmagá-lo como a
um animal peçonhento.
_Você também não me agrada Cullen, desonrou minha menina,
enganou-me durante cinco anos, fez minha filha de rameira e...
_nunca toquei intimamente em Isabella antes de nos casarmos!
– Edward gritou sua defesa e em seguida respirou fundo para se acalmar. _Passei
os cincos de anos de nosso relacionamento a cortejando, ela era um pouco mais
que uma criança quando a conheci e a amei desde o primeiro segundo em que pus
os olhos nela. Sempre a respeitei e sempre prezei por sua pureza ao contrário
daquele canalha do Newton que sempre que a via e em cada oportunidade que tinha
tentava deflorá-la! Se existe algum monstro nojento merecedor de morte não sou
eu barão e sim o homem o qual o senhor escolheu para marido de Isabella o homem
de quem ela sempre lhe dizia que não gostava e que não queria desposá-lo.
_eu achava que era medo de criança...
Charlie sussurrou com
um semblante abatido, sabia das safadezas de Newton e sabia de seus gostos estranhos
na cama, pois já tinham estado em várias orgias juntos, mas achava que com sua
filha ele nunca faria nada daquele tipo, sua filha era uma lady bem nascida e
bem criada.
_No aniversário dela o qual eu fui para o seu lar junto com
meu primo. – Charlie o aquiesceu se lembrava, foi o ultimo aniversário dela em
sua casa. _ Na noite anterior ele invadiu o quarto dela e tentou estuprá-la,
ele a mordeu no seio tirando sangue dela rasgou a camisola e a sujou com seu
sangue, em seguida saiu a apresentar a todos os seus partidários o tecido
manchado de sangue o qual ele dizia ser da virgindade de Isabella que ele
tinha-a tomado. O safado, expos sua filha, minha mulher!
_eu não sabia de nada... Ela nunca me disse nada.
_lógico que ela nunca diria alguma vez a escutou? Parou para
ouvir de verdade as suas queixas? Isabella é uma mulher maravilhosa e honrada.
_Não necessitas falar-me sobre os atributos de minha filha,
eu a criei e a eduquei.
_E ia entregá-la nas mãos de um monstro.
_Eu agi de boa fé, eu sempre agi pensando no melhor para meus
filhos! – Charlie se ergueu da cadeira e andou pela saleta esfregando a mão na
cara e dando rápidas e sucessivas respirações para se acalmar. _ Entenda Cullen
o que vocês me fizeram as minhas costas, mancomunando para me enganar... Se
você a amava tanto assim por não veio a mim pedir a mão dela? Por que agiram de
má fé e esconderam durante cinco anos o relacionamento de vocês?
Edward se ergueu e estendeu os braços apoiando-se em cima da
madeira fornida da mesa olhou ao barão bem nos olhos.
_ Darias à mão dela a mim? Ao filho do homem que “roubou” um
pedaço de suas terras, o homem o qual estava em guerra há tantos anos?
_Não, eu não daria. – Charlie foi sincero assim como seu
genro estava sendo com ele. _ Não quero mais essa guerra Cullen, você tem em
seu poder meu bem mais precioso, só peço
a você e a seu pai que não descontem nela sua raiva por mim.
_Barão, tens consciência de que acabou de me insultar?
_Não mais do que tu a mim, e se sinto medo de que cobres em
Isabella a ofensa pela perda pelo pedaço de terra em que teu pai e eu tínhamos
brigado é totalmente justo meu cuidado e angustia.
_És um tolo velhote, Bella é minha vida, nunca iria erguer a
mão para ela ou cobraria ofensas passadas sobre uma inocente, sendo ela ou
qualquer outro.
_tenho tua palavra sobre isso.
_tens minha palavra de não te rasgar em pedaços apenas por
que Bella me pediu isso.
Depois de um momento de silencio Edward se afastou da mesa e
se dirigiu para a porta falando por cima
do ombro antes de deixar a saleta.
_O que eu desejava lhe dizer já disse. Tens minha permissão
para ficar em meu lar. – saiu dando uma portada.
Charlie suspirou passando os dedos pelos cabelos
amassando-os em desordem. Será que tinha se enganado tanto assim com os
cullens? Ele sabia que por causa da briga entre ele e Carlisle a mãe de Edward
tinha perecido. Por sua mão. Ele sabia que tinha sido uma terrível tragédia e
que nunca que tivesse querido que isso acontecesse... Ele suspirou cansado. Guerras eram destrutivas,
seu propósito era esse, mas uma coisa era matar a um soldado, outra muito
diferente era matar a um inocente. Ele esfregou sua cara cansado e percebendo
que nunca tinha pedido perdão pelo
fatídico dia.
(***)
Edward entrou em sua alcova em busca de sua esposa,
encontrou-a parada em frente a janela com as mãos no batente observando o céu.
Ele entrou calmamente e parou as suas costas abraçando-a apertado colocando a
cabeça em seu ombro. Suspirou.
_Falou com meu pai?
_Aye eu falei com teu pai.
_E chegaram a algum consenso?
_Aye, chegamos.
_E qual foi?
_Se ele fizer-te chorar, matá-lo-ei.
Bella riu e sentiu os lábios dele em seu pescoço traçando
uma trilha molhada e direção e sua coluna, seu riso morreu em sua boca e um
gemido substituiu a risada. Ele a levou a cama e entre beijos e carícias a fez
se sentir a mulher mais preciosa do mundo.
(***)
Carlisle estava em sua alcova sentado em sua cadeira em
frente ao fogo observando Esme remendar suas meias ela volta e meia lhe
endereçava um olhar irritado e ele sorria enquanto bebericava de sua caneca.
_não tens nada melhor para fazer do que me olhar o tempo
todo? – Ela reclamou e ele sorriu mais.
_estou observando minha futura esposa consertar minhas
roupas.
_futura esposa, pois sim. – ela resmungou, mas suas
bochechas se tingiram de um profundo tom de vermelho.
_Tu gostasses desse título. – Ele falou convencidamente.
_que título? Mulher de um escocês brigão, e beberrão que só
sabe engendrar bastardos?
_agora senhora minha, estás a me insultar, eu nunca fiz um
bastardo em toda a minha vida.
_e esse que carrego, o que me diz dele hã? – ela parou de
costurar e colocou as mãos nos quadris irritada.
_Ele não é um bastardo senhora minha. Ele é meu herdeiro e
se o engendramos fora do casamento, vamos facilmente corrigir esse pequeno
pecado.
_não me vou casar contigo .
_Oucht, mais tu fica tão malditamente bonita quando me nega
algo.
_E por que isso lhe alegra seu bode velho posso saber?
Ele abriu um sorriso enorme para ela se erguendo e ficando
em sua frente.
_Por que eu sei como fazê-la mudar de opinião em dois
palitos. – e para demonstrar ele tirou o plaide ficando nu em sua frente e a
pegando no colo levando-a para cama.
Entre gritinhos histéricos e risinhos ele mostrou a ela como
ele facilmente a fazia mudar de opinião.
(***)
Charlie estava em sua alcova quando a porta foi aberta e uma
pequenina menina entrou arrastando uma boneca, ela tinha lindos cabelos cor de
bronze e olhos verdes. A filha de Edward. A menina se achegou mais perto dele
as bochechas vermelhas e lhe sorriu, ela não deveria ter mais que seis verões,
seus cabelos presos em duas tranças ao lado da cabeça balançavam enquanto ela
seguia para ele que estava sentado em frente à lareira.
_Olá? – ela sussurrou.
_Olá pequena.
Ele devolveu o
cumprimento sorrindo quando ela arrastou para perto dele um banquinho sentou-se
colocando sua boneca no colo e a ninando.
_qual o teu nome menina?
_Me chamo princesa Annie.
_Princesa Annie?
_ a mamãe que me disse. Tu é o papá de minha mamãe?
_eu sou.
_E é meu vovô como o vovô Carl? Ele dá-me medo às vezes. –
ela sussurrou e Charlie lhe sorriu querendo saber o porquê dela ter medo do
velho lorde. Ele não precisou perguntar por que ela começou a falar sem parar.
_ ele me olhava de cara feia e dizia: pare de chorar menina! E quando eu não
parava ele me abraçava e dizia que eu era boba por ter medo dele. Ele tinha uma
barba beeeeemmm grandona e me assustava sabe?
_Sei. – Charlie respondeu e ficou olhando-a em silencio
balançar sua boneca de um lado para o outro.
_Mamão chorou por causa do senhor.
Charlie piscou ante as palavras dela.
_ela... chorou?
_Papai ficou brabo bem assim oh – ela fez uma cara feia e
erguendo o punho e balançando-o no ar ele sorriu._ Minha boneca dormiu, o
senhor me ajuda a levar ela para a cama?
_Sim, princesa Annie eu a ajudo.
Ela lhe entregou a boneca e se ergueu, ele a imitou e ela o
levou para cama e mandou que ele colocasse sua boneca lá e a cobrisse por causa
do frio.
_Tenho fome, já está na hora da refeição da noite.
Ela falou e estirou a mãozinha para ele e o puxou para fora
do quarto. Ao chegarem ao salão Charlie avistou sua filha sentada na enorme
mesa em cima do estrado com seu marido ao seu lado, Annie se soltou dele e
correu para os braços de Bella rindo feliz quando sua filha a pegou nos braços
e a abraçou apertado era uma cena linda de se ver. Estava parado no mesmo lugar
a algum tempo sendo encarado por seu genro quando sentiu a dor de um tapa em
suas costas que o fez tropeçar e quase ir ao chão, olhou mortalmente para a
pessoa que lhe fez isso e recebeu uma piscadela de olho de Carlisle que
abraçado a Esme seguiu para o estrado.
_criastes raízes ai barão? – Carlisle perguntou, mas não
ficou para ouvir a resposta.
Como ninguém o convidava
ele aprumou os ombros, estufou o peito e se dirigiu para o estrado para a
ultima cadeira que tinha vaga ao lado da de Annie, mas quando ia sentar Edward deu
um assobio forte e um cachorro monstro pulou na cadeira quase derrubando-o,
Charlie olhou para seu genro que o encarava sorrindo presunçosamente, até que
Bella calmamente bateu na taça e uma mulher veio correndo para atende-la.
_milady?
_Berta, por favor, leva o cachorro para fora e limpa a
cadeira, meu pai precisa sentar.
_Sim milady.
E assim foi feito,
Edward fechou a cara e Charlie sorriu quando sentou, esquadrinhou todo o lugar
a procura de Seth e o encontrou em uma mesa entre os guerreiros escoceses rindo
e bebendo cerveja enquanto seguia pelo canto do olho uma mocinha de um máximo
quinze anos que servia as mesas. Conversaria com ele mais tarde sobre respeitar
a casa dos outros. Após a refeição Charlie observou os homens afastarem os
bancos deixando um espaço enorme no meio do salão e em seguida pegar gaitas
flautas e tambores e começarem a tocar enquanto cantavam canções alegres que
exaltavam seu lorde e sua lady ele observou como seu genro pegava a mão de sua
filha e a conduzia para o meio do salão para dançarem. Entre rodopios e palmas
ele viu sua filha rir e gargalhar quando seu marido a ergueu em seus braços e
rodopiou pelo salão finalizando a dança com um beijo muito saliente e
totalmente fora dos padrões de conduta moral e aceitável para um nobre, mas sua
filha estava feliz e isso era o que realmente importava. Sentiu um puxão em sua
túnica e olhou para baixo, princesa Annie estendia os bracinhos gorduchos para
ele pedindo colo, assim que ele a pegou nos braços ela deitou a cabeça em seu
ombro e colocou o dedo na boca, suas palavras quase não entendidas devido o
barulho da festa.
_Vovô?
_Sim Annie?
_O senhor sabe contar histórias?
_Algumas por quê?
_Tom com sono.
E ele entendeu que ela queria que a ninasse, a menina era
muito carente, das duas uma ou Bella e Edward não davam carinho o suficiente ou
sua vida antiga tinha sido muito dura e desprovida e qualquer gesto de carinho,
lembrando de como foi e reencontro deles com ela ele teve certeza que a segunda
opção era a certa.
Charlie olhou para o salão e viu sua filha lhe observar com
lágrimas nos olhos, um sorriso se formou em seus lábios e ele a imitou.
_Devolva minha filha.
Charlie levou um susto e quase deu um pulo, mas que
controlou bem a tempo antes de seu genro rir da sua cara, ele endureceu as
feições e se virou para o lorde não deixando escapar o olhar de apreensão de
sua filha para os dois.
_É minha neta e ela quer que eu a coloque para dormir e
conte histórias.
Edward tomou Annie dos braços de Charlie e o olhou
ameaçadoramente.
_tu não contarás histórias de terror a minha filha.
_Não contaria histórias de terror apenas algumas histórias
da Inglaterra. – Charlie falou indignado olhando irritado para seu genro e
vendo ele dar de ombros.
_Qual a diferença?
Ele disse isso e se virou com Annie nos braços e subiu as
escadas sendo seguido por Bella que negou com a cabeça e falou algo ao marido
que deu de ombros novamente.
_Não ligue para meu filho, barão, não vale a pena ficar
careca por causa disso.
_Careca? – Charlie se virou e olhou surpreso para Carlisle.
_Ah, eu achei que sua perda de cabelo se devia a sua rusga
com meu filho, mas vejo que é hereditário?
Charlie o olhou sombriamente para o homem a sua frente.
_Deixemos isso de lado, como vai tua adaptação aqui? Pelo
pouco que vi e ouvi estás a ponto de sair no braço com meu filho, verdade?
_Ele odeia-me, quer me ver morto.
_Ele não odeia-te barão, claro que não morre de amores por
ti mas, não odeia-te.
_Como sabes?
_Se te odiasse já estaria morto, entende barão, nós
escoceses não abrigamos inimigos em nossos lares, ditado escocês antigo e bem
justo ”Inimigo bom é inimigo morto”.
Carlisle olhou para as escadas por onde seu filho tinha
desaparecido com a mulher e a filha.
_Ele lutou muito por Isabella, barão Swan, ele enfrentou-me
e a nosso rei por ela, se fez o que fez foi por amor. Eu nunca vi um amor como
o deles, nem eu mesmo amei a mãe de Edward tão profundamente como ele ama a
Isabella e olhe que eu era louco por Elizabeth.
Charlie olhou para as escadas e de volta para o homem a sua frente sabendo
que tinha chegado a hora de se redimir por tudo o que tinha feito no passado.
_Devo lhe pedir perdão pelo que fiz com sua esposa. Por
minha espada ela morreu, nossa... Minha briga pelas terras e minha cegueira por
dinheiro levou a isso tudo... Eu causei muito mal a vocês e por isso Edward me
odeia. - ele negou com a cabeça olhando
para Carlisle - não consigo entender por que nunca cobrou a ofensa, tinhas o
direito.
Carlisle suspirou fundo e demoradamente, bebendo um longo
gole de cerveja ele olhou aos olhos do barão.
_Ataquei tuas terras se me lembro bem, barão. Matei a
vassalos teus, roubei gado o suficiente para te deixar passar um inverno bem
difícil, mas tu nunca revidavas, nunca ficava em minhas vistas para que eu
pudesse matá-lo e cobrar a ofensa, não tinha graça. – Carlisle bebeu outro longo gole de cerveja
antes de voltar a falar. _ Por um longo
tempo estive enterrado em minha dor, Charlie, quando minha Elizabeth morreu, eu
me enterrei com ela, achei que meu coração tinha sido arrancado do peito,
procurei vingança, mas meu filho precisava de mim era o único que me sobrou de
minha Elizabeth.
_Se eu não tivesse colocado meu orgulho e minha ganância na
frente de tudo eu teria visto que as terras eram de fato tuas que era um erro
de território, de minha parte não há nada que eu faça que vá me redimir pelos
meus pecados, causei-te mal a ti e a teu filho e nada que eu faça concertará
meus erros cometidos, apenas peço que me perdoe para aliviar a consciência
desse velho tolo.
Carlisle olhou para Charlie por um momento e lhe sorriu
tristemente.
_Sinto falta de minha Elizabeth, não nego, mas tudo segue
seu rumo, as águas dos rios não deixam de escoar para o mar quando as
tempestades se abatem sobre elas e derrubam barreiras em seu caminho, elas
criam um novo curso ou simplesmente se acumulam e atravessam seja por cima ou
arrastando os obstáculos, o mais importante é que tudo segue.
Carlisle olhou para Esme que conversava com algumas mulheres
e sorridente alisava o estômago onde descansava seu filho. Sorriu.
_eu o perdoo, barão, se é do meu perdão que precisas para
seguir com tua vida então já o tem, alguém me fez ver que o amor cura todos os
males.
_Quem?
_Tua filha. O amor dela pelo meu filho me mostrou que o amor
vence tudo, supera tudo e Esme me mostrou que eu posso amar novamente. Ela me
completa.
_cuide bem dela, eu a conheci desde mocinha, é uma boa
mulher.
_eu sei, ela é minha. Aqui, um conselho para ti meu velho.
Vá dormir antes que suas juntas enferrujem de tanto que está parado aqui
pegando friagem.
Carlisle deu uma tapa nos ombros de Charlie e seguiu para
Esme a ergueu nos braços e a carregou para as escadas, mas não antes de lhe dar
um beijo bem desavergonhado que causou gritou de alegria e algumas brincadeira
de alguns soldados mais bêbados.
(***)
_Mamãe, por que o papai não gosta do vovô Charlie?
Anne perguntou enquanto Bella a colocava na cama e a cobria
com a colcha grossa de lã.
_O papai gosta do vovô meu amor, ele apenas não demonstra.
_Pois se o papai não parar de tratar o vovô tão mal eu vou
chorar com toda a dor do meu coraçãozinho. Eu amo o vovô Charlie ele é bonzinho
ele até colocou minha boneca para dormir.
_Mamão fala com o papai, está bem? Agora é hora de a
princesa Annie ir dormir.
_Mamãe, minha boneca içou no quarto do vovô Charlie.
_Quer que eu vá buscar?
Annie pensou tocando o dedinho no queixo e em seguida negou
com a cabeça.
_Eu acho melhor que ela fique com o vovô, ele pode ter medo
do escuro e ela o faz companhia.
_Você tem toda razão meu amor, agora dormes.
_Amo você mamãe.
_Também te amo docinho.
Na manhã seguinte enquanto Bella tratava de algumas das
crianças da vila que estavam com dor de barriga ela ouviu um rugido feroz e em
seguida sons de luta com espada. Suspirou chateada com a rusga entre seu pai e
seu marido, eles se pisunharam um ao outro durante todo o café da manhã até que
saíram para se bater com espadas e apesar de que seu marido não mataria seu pai
e visse e versa ela temia que eles se machucassem seriamente.
Um pouco mais tarde naquela manhã quando Bella estava
guardando sua coisas na cesta de ervas e ouvia os xingamentos de ambos os
homens ela se perguntava quando isso ia acabar e de repente ouviu-se um urro de
dor e o som de espadas caindo ela correu para a janela bem a tempo de ver seu
marido ser segurado por James e Félix enquanto seu pai era segurado por Seth e
outro soldado. Avia sangue no chão e ambos estavam ofegantes, ela soltou um
grito e correu porta a fora só lá em baixo no pátio foi que ela viu que o caos
não eram nada de aterrorizante seu pai estava com e o braço cortado e seu
marido com a cara lavada de sangue, depois de conferir que o corte do seu pai
não era nada grave ela se virou para seu marido verificando o nariz que parecia
uma cachoeira.
_Parecem crianças!
ela gritou e em
seguida pegou seu marido pela mão igual uma mãe faz com seu filho birrento e o
conduziu para o solar resmungando todo o caminho de como essa briga tem que
acabar, que eles já são bem grandinhos para isso e muitas outras coisas.
(***)
_Meu pai quebrou
teu nariz, o que dizes a respeito de seu velho caquético sogro agora?
Bella falou enquanto
preparava um unguento que estancasse a pequena hemorragia antes que ela fizesse
o procedimento necessário. Despejou o liquido em um pedaço de linho e o
entregou para que Edward pusesse o no nariz.
_digo que o matarei
aquele bode velho. – ele resmungou segurando um pano no nariz .
Bella sorriu negando com a cabeça. Esperou
alguns minutos para que fizesse efeito e se aproximou dele ficando entre sua
pernas.
_Agora não te
mexes, verei o que faço.
Segurou a cabeça
dele com uma mão e com a outra apertou a base do nariz fortemente dando um
puxão preciso o colocando no lugar. Edward tremeu e arregalou os olhos antes de
se soltar dela e esmurrar a parede as suas costas.
_Melhor?
_só depois que eu
pegar teu pai e quebrar-lhe o nariz em três partes!
_Não mates o meu
pai querido, o caso é que me gosto muito dele e ficaria triste se ele se fosse
agora que voltamos as boas sim?
_Tentarei lembrar
de tua petição quando estiver com minhas mãos envolta do pescoço dele.
Edward resmungou enquanto
saia do solar em direção ao campo de treino.
A história é muito linda e está muito boa.Parabéns!!!
ResponderExcluircapítulo maravilhoso, amo muito a história e estou ansiosa pelo próximo capítulo.
ResponderExcluirBeijos
AMEI
ResponderExcluirSaudade Milly, das suas histórias e de você. sou apaixonada por todas elas, ansiosa pelo seu retorno e te esperando. beijos
ResponderExcluirJá é a quarta vez que eu releio esta estória, ainda tenho esperança de que ela será finalizada, pois ela possui um enredo lindo e apaixonante, saudades das suas estórias Milly, de todas elas, principalmente das que retratam as terras altas, amo ler sobre um Edward escocês. Espero que volte a escrever em breve,
ResponderExcluirVotos de uma leitora que a admira muito!