Capítulo
25
Sonhos e necessidades.
Por favor, diga sim...
Uma
semana depois...
Becca
acordou com um desconforto muito grande, o impulso de correr para o banheiro
mais próximo fez com que saísse da cama e cambaleasse pelo quarto em busca de
um. Não deu tempo. Curvou-se no banquinho aos pés da cama virou a cabeça e vomitou
no balde que milagrosamente apareceu lá. Becca sentiu uma mão lhe segurar os
cabelos que se desprenderam da trança. Assim que terminou de colocar pra fora
até a última gota de liquido do seu corpo Alec a levou de volta a cama, ela se
deitou com o braço em cima dos olhos todo o quarto girava e o mais ínfimo
movimento a levava a enjoar novamente. Sentiu Alec se debruçar sobre ela e
pegar alguma coisa na mesinha de cabeceira.
_Carinho, beba água.
_Obrigada, mas não, se eu beber vou
vomitar novamente. Então não, não quero água.
_Beba, Morag preparou essa água com
uma poção ela melhorará teu estômago.
Becca suspirou e fez esforço para se erguer apenas o suficiente para
beber. Bebeu sem vontade forçando seu estomago a aceitar a beberagem e colocou
o copo na mesinha, Alec estava com um pedaço de bolo de aveia e estendeu para
ela. Becca comeu devagar em seguida ele deu-lhe um pedaço canela na mão, ela
sorriu e pegou, mastigou e colocou água na boca, fazendo gargarejo e cuspindo
no balde.
_Como você sabia da canela?
_Sou teu marido, é meu dever prestar
atenção em tudo o que fazes.
Ela sorriu e voltou a fechar os
olhos.
_Estás melhor? – Ele perguntou
fazendo movimentos calmantes nos ossinhos de sua mão volta e meia alisava a
aliança em seu dedo.
_Sim, é sempre assim de manhã, mas
depois que eu vomito melhoro consideravelmente. Eu só queria que passasse logo
isso.
Alec deitou-se ao seu lado e apoiou e cabeça na mão, alisando sua
barriga com a outra. Abaixou-se e beijou bem em cima do umbigo esfregando bem devagar
seu rosto no local. Becca sorriu do jeito carinhoso dele e ficou alisando seus
cabelos e o olhando acarinhar sua barriga.
_Meu filho? Aqui é teu pai, pare de
fazer tua mãe sofrer ela precisa descansar.
_Ele não vai lhe escutar Alec.
_Ele é um MacLeomhan, Becca. E um MacLeomhan aprende a obedecer
a ordens desde muito cedo.
_Sim, mas ele não é um MacLeomhan qualquer ele é seu filho, e sendo seu sangue é
teimoso como uma mula.
Alec sorriu e lhe beijou a barriga.
_Quando ele vai começar a se remexer?
– ele perguntou olhando pra ela com os braços em torno do seu quadril e a
cabeça apoiada na sua barriga, mas sem colocar realmente peso.
_No quarto mês, talvez um pouco
mais tarde ou um pouco mais cedo. É imprevisível.
_ Quero está perto quando ele
chutar a primeira vez.
_Alec, um bebê é imprevisível, você
vai ter que ficar colado em mim até que isso aconteça.
_Não é má ideia, amor. – ele falou
e beijou sua barriga novamente se levantando em seguida.
_Aonde vai?
_Ao quartinho.
_OK. Alec?
_Hum?
_Eu queria fazer uma mudança no
quartinho.
_Que mudança?
_Quero deixar ele mais bonito e
organizado.
_É só o quartinho das necessidades
Becca, não precisa mais nada além do balde de dejetos, pedaços de pano e água.
Becca fez uma careta.
_Você falando assim me deixa
enjoada sabia?
_Não devias. – ele falou e Becca
ouviu o barulho de água sendo usada, fez uma careta. Alec saiu e se dirigiu
para cama.
_Espero que tenha lavado bem as
mãos.
_Lavei sim, queres conferir?
_Não obrigada, confio em tua
palavra.
_É reconfortante saber disso esposa.
– ele falou rindo e deitando na cama ao seu lado.
_É sério Alec, eu quero fazer
algumas mudanças.
_como o que?
_Eu quero que fique mais bonito com
uma banheira fixa para tomarmos banho sem sermos interrompidos nas horas
boas...
Ele riu e lhe beijou passando a
língua pelos seus lábios e mordendo o local. “Esse santo quer reza” Becca
pensou estremecendo.
_Eu também quero um closet bem
bonito.
_Nunca ouvi falar dessa palavra. O
que é um closet?
_É um local onde guardamos as
roupas.
_Já temos isso querida, chama-se baú.
– ele falou lhe beijando o pescoço e ela suspirou.
_Eu sei, mas, meus vestidos ficam
amarrotados e dá trabalho de desamassá-los. E se tivéssemos um closet eles
ficariam pendurados.
_Podes pendurá-los em ganchos a leannan. Agora venha cá meu pedacinho
do céu. Estou saudoso de tuas pernas em volta de mim.
Ele falou puxando-a pela cintura,
mas Becca se afastou e deu-lhe uma tapa nas mãos, ficou sentada na cama
encostada na cabeceira.
_ Alec se concentre e me ouça.
Ele suspirou e apoiou a cabeça na
mão e ficou olhando pra ela.
_Tens toda a minha atenção esposa.
Podes falar.
_Obrigada milorde. O que eu quero
fazer é um enorme guarda roupa.
_E por que não o dissestes logo?
_ Você deixa querido?
_Sim, tudo o que quiser é teu
esposa. Derrubas esse castelo e o reconstrói ao teu gosto, não me importaria
menos com isso.
_Obrigada, mas eu gosto do castelo
do jeitinho que está.
_Peças ao tanoeiro e ele fará o
mais belo.
_Obrigada querido.
Ele sorriu e lhe puxou pelo pescoço
lhe beijando apaixonadamente.
_Alec... Morag disse...
_Ao inferno com Morag. Só quero me
afundar dentro de ti e ficar aqui até que o mundo se acabe.
Pancadas na porta lhe tiraram a
concentração.
_Estou ocupado. Vá embora!
_Milorde, os mensageiros dos clãs
chegaram com as cartas.
_Não os posso atender agora.
_Mas milorde é que...
_Inferno! Eu já disse que. Não.
Posso. Atender. Agora. – ele voltou a beijá-la e Becca o abraçou forte
sussurrando contra sua orelha.
_Querido, é importante. Atenda-o
sim? Depois você volta para mim
Alec grunhiu e se ergueu
saindo de perto dela, o que estava custando muito a ele. Sua esposa estava
despida e ofegante por ele e ele tinha deveres a cumprir. Tinha vezes que
detestava ser o lorde. Alec abriu a porta apenas uma brecha e olhou ferozmente
para Lindsay, o rapaz tropeçou para trás
assustado com o olhar mortal de seu lorde.
_Coloque-os pra dentro, dê-lhes comida
e bebida. Desço já. – ele rosnou as palavras e bateu a porta na cara do rapaz
que correu a fazer o que seu lorde tinha ordenado.
_Você é mau Alec. – Becca
sussurrou.
_Ainda não me vistes sendo mau,
esposa.
_E como é você sendo mau?
Ele lhe
dedicou o sorriso mais carnal que alguma vez já tivesse visto e se lançou para
ela na cama. Becca soltou uma gargalhada gostosa quando o seu marido lhe
mostrou o que era ser mau. E Alec tinha sido de fato muito, muito mau.
{***}
Alec desceu ao salão meia hora depois, deixou sua pequena se
vestindo, quando Lindsay o avistou
ficou com as orelhas e a cara vermelhas de vergonha. Alec se voltou para o
grupo que estava sentado em volta da lareira maior do salão comendo queijos,
bolos, e bebendo Uísque. Quando o viram se levantaram e prestaram respeito.
_ MacLeomhan. - Kieran se dirigiu pra ele com as cartas na mão. Alec pegou
e abriu uma por uma. Voltou-se para os homens.
_Diga aos seus lordes que eu li
todas, e que estou esperando cada um para o ceilidh. Vocês são convidados no
meu lar para pernoitarem aqui. Fiquem a vontade.
Todos os homens
se viraram para as escadas quando ouviram sons de passos e prenderam a
respiração. Alec sabia muito bem o que eles estavam vendo. Por um lado estava
possesso de ciúmes e por outro orgulho e vaidoso pela mulher que tinha.
Becca
desceu as escadas no momento em que seu marido convidava os visitantes para
pernoitar no castelo. Ela se dirigiu pra eles, ficou perto do marido um passo
atrás como ditava o costume de que as esposas deveriam está sempre atrás do
marido nunca do lado. Ela odiava esse costume.
_Senhores. Essa é minha esposa.
lady MacLeomhan.
Todos fizeram reverencias pra ela e
Becca acenou com a cabeça.
_ Esposa, eles passarão a noite
aqui, cuide para que tenham habitações adequadas.
_Sim milorde. Se me derem licença
cavalheiros, mandarei preparar-lhes um banho, devem está cansados da viagem.
Quando Becca ia se afastando Alec
segurou seu braço e ela olhou pra ele sem entender nada. Ele lhe puxou e a
abraçou lhe beijando nos lábios.
_Não se esforce muito, e não te
afastes de mim sem meu beijo esposa.
_Sim milorde. Com licença.
Becca saiu de lá vermelha igual um
tomate. Sabia o porquê de ele ter feito isso, estava com ciúmes dos olhares que
os homens lhe dirigiram e fez isso para marcar território. Balançou a cabeça
rindo da infantilidade dele. Dirigiu-se para a cozinha e em uma hora as
banheiras estavam prontas na saleta que ficava no corredor da cozinha, era
grande o suficiente para acomodar as dez banheiras e os banquinhos onde as
mulheres sentariam para auxiliar no banho dos homens. Becca não gostou dessa
parte e foi atrás de Alec na saleta. Ele disse que era comum esse costume, mas
pra que ficasse mais calma ele mandaria as mulheres casadas que não corriam
riscos, Becca ficou horrorizada, Alec disse que mandaria as solteiras então, ela
soltou um gritinho de indignação, Alec com medo dela se exaltar e fazer mal
para o bebê a colocou os braços e sentou com ela na cadeira em frente à lareira
e disse que chamasse as prostitutas o olhar que ela lhe lançou o teria matado,
então Alec decidiu que ela perguntasse qual das mulheres se prontificaria a
auxiliar nos banhos dos homens. Mesmo achando horrível essa história Becca
concordou, mas ficou resmungando o porquê de os homens não tomarem os banhos
sozinhos, acaso eram aleijados?
Antes de sair ela lhe perguntou se alguma vez já tinha requerido ajuda
nos banhos quando estava de visita nos castelos. Ele disse que nunca, ela se
voltou para ele e lhe abraçou se aconchegando em seu peito e suspirando feliz e
tranquila. Se Alec dissesse que, não só tinha auxílio no banho, mas também
companhia na cama, ele voltava para o castigo do quarto ao lado. E como seu pai
sempre dizia: “O que os olhos não veem e os ouvidos não escutam o coração não
sente” Alec achou melhor guardar essa informação insignificante do seu tempo de
solteiro pra si mesmo.
Quando Becca momentos mais tarde perguntou
as mulheres qual delas queria auxiliar nos banhos umas vinte e cinco levantaram
a mão. Algumas casadas. Becca escolheu dez que sabia que não eram mais virgens,
por que não ignorava o que acontecia nesses banhos. Mas ela as deixou de aviso:
Não podia impedir de se deitaram nas camas deles a noite, mas que mantivessem o
respeito no seu castelo. As mulheres assentiram e correram para a saleta entre
sussurros e risadinhas. Becca suspirou desolada.
Na hora do almoço Becca tinha
preparado um banquete, deixando os melhores pratos para a festa é claro. À
tarde os homens saíram para caçar e as mulheres ficaram fazendo suas tarefas.
Becca foi à oficina do tanoeiro e lhe mostrou o desenho do guarda-roupa que
queria que ele construísse, os desenhos eram de dentro e fora os compartimentos
devidamente projetados, O pobre homem nem estranhava mais os pedidos sem noção
da sua senhora e se esmerava no trabalho, sua senhora ficava feliz com o
trabalho e pra ele era recompensa mais que satisfatória. Além do dinheiro é
claro.
{***}
Becca estava voltando da aldeia com
sua cesta de ervas, pois tinha ido atender uma criança que estava sofrendo de
constipação, quando avistou uma cena de embrulhar o estômago.
Bryan e Rhona estavam enroscados um
no outro, encostados na parede de uma velha choça, suas roupas erguidas e
torcidas mostrando a todos o que se passava com o casal de amantes qualquer um
que passasse por lá os veria. Becca pegou em sua cesta seu estilingue que ela
tinha fabricado com muito esmero e uma pedrinha, mirou e atirou no traseiro
descoberto de Bryan, o rapaz deu um pulo e derrubou a Rhona no chão. Ele se
virou com ódio no olhar procurando quem tinha feito isso. Quando avistou sua
senhora em pé lhes observando ficou branco de medo.
_É muito bom saber que estás a
fornicar em vez de trabalhar Bryan MacLeomhan. Meu
marido ficará muito feliz em saber disso. Ah! E não deixarei passar o fato de
que está comprometido e as portas de um casamento e, no entanto estás a trair
minha amiga e protegida. Sim Alec vai adorar saber disso.
Ela olhou para Rhona estendida no
chão ainda com as saias levantadas.
_Seu petisco encheu-se de terra
Bryan. Terá coragem de comê-lo mesmo assim?
O rapaz ficou com as orelhas
vermelhas e abaixou a cabeça colocando as mãos pra trás.
_Ora sua...
_Olhe a boca Rhona, antes que eu me
canse de você e costure ela.
Becca saiu andando e entrou no
castelo, assim que colocou sua cesta em cima da cadeira perto da lareira, os
homens irromperam pelas portas rindo e empurrando uns aos outros. Becca viu seu
marido com uma mancha de sangue na camisa. Ele olhou pra ela e sorriu,
atravessou o salão e lhe segurou pela cintura lhe beijando os lábios
apaixonadamente.
_Saudades.
_Eu também. A caça foi boa?
_Ótima, caçamos três cervos e dois
javalis, fora os peixes e as aves que os outros caçaram. O primeiro banquete do
festival vai ser memorável, carinho.
_Se feriu?
Ele olhou para a mancha em sua
camisa que Becca segurava e erguia para ver o ferimento. Ele soltou a camisa de
suas mãos e lhe beijou os dedos.
_Não é meu, o sangue é da caça que
abati.
_Menos mal. Está com fome, sede?
_Sim, mas prefiro a doçura de teus
beijos às todas as guloseimas do mundo.
_Grande galã.
Ele sorriu e lhe beijou enquanto
falava e alisava o rosto dela. Falavam aos sussurros e os homens ficaram
curiosos com o jeito dos dois.
_São sempre assim? – O mensageiro
do clã MacLeod falou
olhando pra eles que riam e conversavam baixinho.
_Todo o tempo. Estão deixando todo
o clã enjoado com essa paixão toda. - Cameron falou e se dirigiu para a mesa
pegando uma jarra de cerveja e bebendo direto da boca.
_Estão em plena lua de mel. -
Phelan falou tomando a jarra de Cameron e bebendo um gole considerável.
_Há quanto tempo estão casados? –
Malcon do clã MacKendrik perguntou achando curioso e desnecessário que o lorde
esbanjasse tanto tempo em mimar e seduzir a esposa. Já tinha casado não precisava
está perto dela a não ser à noite para cumprirem os deveres maritais.
_Pouco tempo. - James falou
enquanto vasculhava o salão a procura de alguém, mas não encontrando quem
desejava.
_Queres levar um soco Donall? Não
penses em minha cunhada. – James grunhiu.
_Eu não disse nada, James. – O soldado falou
ficando de frente para os homens e de costas para o casal.
_Nem precisas, conheço teu olhar
lascivo.
_O que é bonito precisa ser
apreciado.
Alec falou chegando por trás dele,
Becca já tinha se ido para cozinha.
_Perdão MacLeomhan, não se
repetirá.
_Sei que não. Vamos comer.
Todos se sentaram, Alec e seus irmãos
foram para o estrado, Becca e as mulheres entraram no salão trazendo as
bandejas de comida ela foi ao encontro do seu marido e as outras começaram a
servir. Assim que terminaram a refeição noturna se dividiram, os homens para um
lado e as mulheres para o outro.
Angélica ia passando quando James
lhe segurou pelo braço.
_Milorde que susto! – ela falou
colocando a mão no coração.
_Mil perdões menina. Quero
perguntar-te uma coisa.
_Sim, o que é?
_Tu... Tu poderias olhar meu
ferimento? É que tens a mão levinha e eu não confio em mais ninguém pra fazer
isso.
_Claro milorde, deixe-me só entregar
essa caneca de cerveja ao Bryan e eu volto. – ela falou e se afastou dele.
James fez uma careta quando a viu entregando
ao moleque a caneca de cerveja e ele lhe abraçando pela cintura e beijando-a no
rosto.
_Estamos com ciúmes aqui pelo que
vejo. – Phelan disse lhe entregando uma caneca de cerveja.
_Alguém já lhe disse que tens um
péssimo hábito de chegar perto das pessoas sem se fazer notar?
Phelan riu e bateu em suas costas.
_Então estás interessado na menina?
_Não é da tua conta caçula. Vá
atrás de algum rabo de saia, vá.
Phelan riu, mas não saiu de perto
dele. Colocou o braço no ombro do seu irmão enfezado e ficou olhando o salão a
procura de uma presa. Quando Angélica toda sorridente caminhou pra eles James
deu-lhe uma cotovelada fazendo seu irmão soltar um grunhido e esfregar o local
da pancada.
_Fora. Agora.
_Eu já vou, mas fique sabendo que
ela está comprometida.
_Sim, eu sei. Só que ela vai casar
com outro, meu irmãozinho.
_Já perguntou pra ela o que ela
quer? Os dois parecem muito próximos hoje não achas?
_Vá à merda Phelan.
James falou e seu irmão saiu
andando e rindo na direção de uma moça que estava sorrindo pra ele.
_Milorde, vamos ver o curativo?
_Sim, mas não aqui, vamos para o
solar sim?
_por quê?
_Por que, não é lá que tem as ervas
de Rebecca? Você pode precisar não achas?
_Milorde está sentindo dor?
_Sim, eu acho que está
infeccionado. Vamos pra lá, por favor.
_Sim milorde, meu Deus será que eu
fiz algo errado? Já se passou uma semana, deverias ter curado há essa hora.
_Tenho certeza de que fizestes tudo
corretamente, fostes perfeita, eu é que demorei muito para fazer a sutura. Deve
ter entrado sujeira.
_Está bem.
{***}
Phelan arrastou a moça para o corredor escuro e lhe levantou as saias.
_Vamos ver o que escondes aqui
embaixo, linda?
_Sim milorde... – ela falou com uma
voz sedutora e lhe beijou.
Phelan soltou os laços do seu
corpete e segurou os grandes seios. Imediatamente ele pensou nos seios pequenos
de certo alguém na floresta. Ele balançou a cabeça para espantar essa imagem
intrometida. Levantou o kilt e fez o que deveria rápido e sem demora calou a com
um beijo quando ela começou a fazer ruídos que lhe incomodavam os ouvidos, se
seu irmão os pega aqui estaria frito. Ele terminou rápido e colocou a mulher no
chão, enquanto arrumava o kilt à mulher veio para o seu lado lhe alisando, Phelan
sentiu asco dela e do que fez com ela.
_Milorde, não quer levar-me para
sua cama?
_Hoje não doçura, preciso sair um
pouco, outro dia quem sabe.
Afastou-se da mulher rapidamente como se uma matilha de ferozes cães
estivesse em seu encalço. Sentia sua pele suja e desejava um banho para lavar o
cheiro da cópula de seu corpo. Franziu o cenho irritado. Se não se conhecesse
diria que estava virando um afeminado. Ele entrou no estábulo e selou rath
subiu nele e saiu em um galope furioso em direção à casa da bruxa de olhos cor
de violeta. Ficou na floresta escondido espiando a cabana, estava em casa, tina
luz saindo das frestas da porta. Desmontou e foi sorrateiramente para a janela
que estava meio aberta. Assim que olhou pra dentro uma raiva desmedida lhe
tomou. Sua bruxa estava sentada de costas pra janela com as saias levantadas
ate os quadris e tinha um homem com a cara enfiada no meio das pernas dela.
Phelan saiu de lá com ódio dos dois. Foi ao cavalo e pegou sua espada extra que
sempre levava na sela aproximou-se da cabana pronto para quebrar a porta aos
chutes a partir o homem em dois.
_Boa noite milorde.
Phelan parou abruptamente e se
virou dando de cara com Alicia que carregava um fecho de lenha nos braços. Ele
olhou para a cabana e de volta pra ela.
_Estava me procurando milorde?
_Quem está lá dentro?
_Não sei não vivo espiando a vida
dos meus vizinhos milorde.
_A cabana é sua. – ele falou
irritado.
_Não mais, moramos mais a frente
agora. Milady mandou construir uma cabana muito confortável para minha mãe e
pra mim.
_Onde fica? E por que ontem te
deixei aqui e entrastes?
_estava cuidando do filho de Kate, milorde por
isso entrei na cabana ontem, se não fosse por isso eu teria dito a localização
da nossa nova cabana.
_Kate é essa que está ali? É o
marido dela?
Alicia se aproximou da cabana para
ver e Phelan tomou-lhe a frente.
_Não olhe, estão em uma situação
intima. Não podes ver isso.
_Entendo. Deve ser o amante dela. O
pequeno Toby deve está dormindo.
_Me mostre tua cabana e não se
aproxime dessa mulher. Ela não é boa companhia pra você.
Alicia sorriu e o coração Phelan
deu uma arrancada no peito.
_Por aqui milorde. – ela foi à
frente e ele a seguiu puxando seu cavalo e guardando a espada sob a sela.
Chegaram a uma cabana enorme, tinha
até uma cerca branca com canteiros de verduras e ervas plantados ao lado. Uma
árvore enorme dava sombra pela manhã e em seu galho mais forte tinha um balanço.
Entraram na cabana e Phelan se surpreendeu como os cômodos estavam repartidos e
bem mobiliados. Tinha uma sala grande com bancos grandes de madeira com
almofadas e uma lareira enorme. Mais a frente tinha outra sala com uma mesa
grande, seis banquinhos e um armário, a cozinha tinha um fogão de lenha, outra
mesa com bancos e utensílios de cozinha. Tinha um corredor que levava aos
quartos e a um quartinho no fim do corredor que era o quartinho das
necessidades. Phelan entrou no primeiro quarto que era de Morag notava-se ao
longe. O segundo era da Alicia, tinha um cama de casal bem no centro e um baú
grande ao pé da cama, tinha um espelho e uma banheira no canto do quarto perto
da janela o que era um luxo enorme para elas não importa se eram bem quistas no
clã, a casa parecia mais a de um pequeno latifundiário do que de duas mulheres
simples. Ele chegou perto da banheira e viu que estava cheia d’água agora fria.
Ele se virou pra ela e constatou que ela tinha tomado banho fazia pouco tempo
seu negro cabelo ainda úmido estava recolhido em uma apertada trança, mas
algumas mechas tinham se desprendido. Ele desejou poder deslizar seus dedos por
entre seus cachos escuros e senti-los o quanto macios eles aparentavam.
_É um bonito quarto.
_Sim, de fato é. Milady é uma boa
mulher.
_Sim, meu irmão teve sorte de
encontra-la, não só ele, mas todo a clã tem sorte de tê-la no nosso meio.
_sim. Posso lhe oferecer uma caneca
de cerveja ou um cálice de vinho?
_Uma caneca de cerveja está bem.
_Venha comigo milorde.
Voltaram pelo corredor e Alicia o
levou para sala foi para cozinha, voltou com uma caneca de cerveja e entregou a
ele.
_não bebes?
_Não, obrigada, deixa-me tonta
muito rápido. Fique a vontade.
Ela se sentou perto do fogo e pegou
seu bordado, Phelan ficou sentado bebendo sua cerveja e observando como ela
trabalhava com os fios de maneira rápida e precisa.
_O que está fazendo? – ele
perguntou se sentando perto dela para poder ver direito.
_Uma camisa de dormir. - ela falou
e ficou com as bochechas vermelhas. Ele sorriu e chegou mais perto lhe tocando
o ombro com as pontas dos dedos.
_É pra você?
_Sim... Milorde não quer se sentar
mais pra lá?
_Não, aqui está ótimo.
ele falou e lhe alisou a curva do pescoço.
Alicia se arrepiou e se afastou dele se imprensando na quina do banco.
_Tens medo de mim menina?
_Não milorde. Mas o senhor está
sendo inconveniente, por favor se afaste.
_Inconveniente? – ele riu e se
chegou mais perto.
_Sim e o senhor bebeu demais hoje
também.
_Se eu bebi foi para tirar um certo
alguém da cabeça, mas não consegui.
_Pois eu lhe aconselho e tentar com
mais força de vontade.
_Sabe o que me faria tirar esse
alguém do meu pensamento?
_Não, o quê?
_Um beijo. Sim, um beijo far-me-ia esquecer
desse alguém.
_Ou talvez só lhe fizesse pensar
mais nesse alguém milorde.
_Talvez... Mas, estou disposto e
correr o risco.
Phelan segurou o queixo dela e
aproximou a boca. Alicia abriu os lábios para receber o beijo, era inevitável,
ambos queriam. Os lábios se tocaram calidamente e antes que Phelan aprofundasse
o beijo ouviram um barulho na porta. Alicia pulou do banco e se afastou dele
derrubando o bordado que caiu no fogo e foi consumido em instantes.
_Meu bordado!
_O que está acontecendo aqui?
Phelan, menino o que fazes aqui na minha cabana. E sozinho com minha filha?
_Eu... Eu só vim aqui para saber se
precisam de algo. Estou de saída. Boa noite.
Ele saiu da cabana quase correndo,
montou no cavalo e saiu a galope. Morag ficou olhando pra a porta aberta e
começou a rir. Virou-se para sua filha e a viu com as bochechas vermelhas.
_É ele, não é?
_É sim mãe. É ele. – ela falou em
um sussurro, sorriu e tocou os dedos nos lábios.
{***}
_ Peço desculpas por demorar em
atender milorde, mas precisava da chave que estava com a senhora e...
_Não precisas se desculpar
Angélica. Eu entendo.
_Tem muitas pessoas estranhas no castelo
e milady achou mais seguro trancar o solar, para o caso de alguém entrar e
mexer em suas ervas e poções de cura.
_Becca está correta em ser
cuidadosa. Existem poções aqui que poderiam matar não?
_Sim, mexer com ervas requer um
cuidado muito grande. Venha, sente-se milorde, deixe-me ver como está seu
ferimento.
James fez o que Angélica pediu e se
sentou perto do fogo. Tirou a camisa e estirou as pernas, ficou batendo os
dedos nos joelhos impacientemente.
_Vai demorar para ver?
_Não, deixa só eu procurar um
punhal para cortar as faixas e então...
_Use o meu. - James sacou o dirk e
entregou a ela.
Angélica cortou as ataduras e levou
uma vela pra perto do ferimento inspecionando o local.
_Está um pouco vermelho, mas não
está quente, está curando bem milorde. Não me parece infeccionado.
_Deve ser as faixas que estavam
pinicando.
_Pode ser isso, mas precisa ficar
enfaixado para não entrar sujeira.
_Está bem.
Angélica foi ao armário e pegou um
rolo de faixa enrolado em couro esterilizado e começou a enfaixar o torso dele.
_Em dois dias já poderá se ver
livre das faixas.
_Angélica?
_Sim milorde? - ela falou sem
olha-lo.
_Você e o Bryan... Estão... Onde
vão morar quando se casarem?
_Ah, milady está preparando uma
cabana bem bonita para nós.
_Entendo. Angélica?
_Diga milorde.
_De verdade que gosta dele? Digo...
Ele não parece que gosta de ti e me parece que se casardes com ele vais sofrer.
_Ele está bem carinhoso comigo hoje
milorde. Ele está mudando.
_Eu não acredito nessa mudança. –
James resmungou incomodado com a intimidade deles. _ Já... Já pensou em aceitar
outro como seu marido no lugar dele?
_Não. Por que a pergunta?
_Por que me preocupo contigo menina.
_Milorde, estou grávida, qual homem
iria querer casar-se comigo e criar um filho que não é do seu sangue. Não tenho
escolha milorde, ou é Bryan ou ninguém.
_Tu disseste que não se casaria
apenas para dar um pai a teu filho, mais sim para ser feliz.
_Eu disse e afirmo, mas, se eu não
for feliz ao lado do homem que me fez um filho. Não serei feliz ao lado de
outro.
_A felicidade nós mesmos fazemos
lembra-se. Tenho certeza que outro homem faria-te mais feliz do que Bryan ele
nem tenta esconder que está casando contigo por causa de que Alec o está
obrigando. Se desse a chance de outro homem te fazer a corte e casar contigo teria
a certeza de que ele não te enganaria.
Angélica terminou de enfaixa-lo e
ficou em pé lhe observando.
_Quem seria esse homem, capaz de
deixar a própria humilhação de lado, pisar na própria honra só para desposar
uma mulher que não o ama e espera um filho de outro?
_Eu sou esse homem. – James se
levantou e ficou de frente pra ela serio e altivo.
Ela negou com a cabeça enquanto
retrocedia.
_Milorde não me ama.
_Não, mas estou disposto a te
desposar e ser um bom pai para teu filho. E um marido melhor do que qualquer um
que já existiu na face da terra.
_Por quê? – ela perguntou em um
sussurro.
_O que melhor para esquecer um amor
do que outro amor?
_Além do mais quando esse amor é
proibido. Quem é ela milorde?
_Não posso dizer. O que eu lhe
prometo é que serei um ótimo marido e um bom pai. Eu acho que não é amor o que
eu sinto por... Ela. Por que se fosse eu não estaria quase de joelhos
implorando para que se cases comigo. Não nos conhecemos o suficiente eu sei,
mas Sinto desejo por ti e também carinho, por enquanto é o que basta, existe
casamentos que começam com menos do que isso.
_Milorde não me ama.
_Não nego que não te amo. Mas tu
também não me amas. Mas te farei feliz, dou-te minha palavra Angélica. Minha
palavra de homem.
Ela ficou um tempo calada, depois
levantou a cabeça e lhe olhou nos olhos. Seus lindos olhos brilhando de
lágrimas que se derramavam por sua bochecha.
_Estou confusa... Amo Bryan, ele é
o pai de meu filho, mas sei que se casar-me com ele viverei em um inferno sem
fim.
_Casa-se comigo e me deixe fazer-te
feliz, nos deixe ser feliz.
_E se eu não fizer milorde feliz? E
se eu não consegui esquecer o Bryan?
_Te farei feliz e isso é o que mais
importa.
_Mas...
_Por Deus Angélica. Estou me pondo
em ridículo te pedindo que esqueças o homem que te engravidou e que me dizes
que ama para que te cases comigo. Não sei se para te salvar da miséria ou se
para me tirar dela, mas, por favor. Eu nunca pedi, por favor, em toda a minha
maldita vida.
Ela ficou calada alguns minutos dos
quais James achou que nunca sobreviveria a tamanha ansiedade, mas por fim ela
ergueu a cabeça e sussurrou.
_Me darás um tempo para pensar? Só
até o dia do festival. É o tempo que lhe peço.
_Contanto que não me evites.
_Não vou evitar milorde. Prometo.
_Está bem então. Tenho chances
menina?
_Se não tivesses, milorde não
terias pedido um tempo para pensar.
Ele sorriu aliviado com suas
palavras e alisou a bochecha dela que ficou vermelha de vergonha.
_vou me retirar milorde. – ela
falou nervosa e incomodada com o contato.
_Venha, acompanharei-te até teu
quarto.
_Obrigada milorde.
_James. Chame-me de James.
_não posso não decente e o senhor é
um nobre.
_Pelo menos quando estivermos
sozinhos.
_Está bem... James.
Eles saíram do solar e seguiram em
direção à torre principal. Ela dormia no mesmo andar que sua senhora. Na porta
em frente. Despediram-se com um boa noite sussurrado nervosamente da parte
dela. Angélica fechou a porta e James se virou para ir embora. Aproximou-se da porta
do quarto do seu irmão e alisou a madeira.
“O que melhor para esquecer um amor
do que outro amor. Ou no caso dois”.
James pensou no filho que Angélica carregava.
Seria um bom pai para criança, e um bom marido pra ela. E o mais importante,
mataria qualquer um que se atrevesse a chegar perto deles dois, principalmente
Bryan.
(***)
Muito tarde da noite
depois de terem se amado com sofreguidão Becca se encontrava deitada sobre o
peito largo do marido o tapete de peles em frente à lareira servindo de cama
era muito macio e muito convidativo para adormecer lá.
_É sempre intenso. – Alec falou
alisando suas costas languidamente com as pontas dos dedos enquanto olhava as
chamas lamberem a madeira.
_Sim, é muito forte, cada vez é
como fosse à primeira. Sempre. – Becca sussurrou como se comedo de quebrar a
paz que reinava no castelo.
Alec rolou com ela ficando sobre
seu delgado corpo e introduzindo sua perna entre as dela.
_ É melhor mil vezes do que foi no
começo e ao mesmo tempo é sereno como a primeira vez mo duinne.
Ela lhe beijou o peito escutando
seu coração bater calmo e forte.
_Te amo, Alec.
_ E eu a ti. Para sempre.
{***}
Elizabeth estava deitada na cama
lendo o diário de sua filha, carlton tinha voltado para as ruínas no castelo
Dunhar para ver a cela mais um vez e o desenho que estava na parede.
Sua princesa tinha escrito pra
eles. Eram cartas explicando como encontrou Alec e o tirou das masmorras.
Elizabeth se encheu de orgulho por ela. Esse primeiro diário falava do primeiro
mês de casados deles. Ela sentiu ganas de bater no seu filho. Ele era mais
teimoso que o pai e ciumento também.
_ Elizabeth?
_Estou no quarto querido. – Ela
falou e guardou o diário marcando cuidadosamente a página.
Carlton entrou no quarto com um
sorriso enorme na cara.
– conseguiu copiar direito?
_Sim, só precisamos escolher o
local adequado para fazermos o desenho e poderemos voltar para nosso lar.
_Sentirei saudades daqui querido.
_Eu também meu bem, mas a família é
mais importante.
_Com certeza. Becca desconfia de
James.
_Ela escreveu sobre ele?- Carlton
sentou-se na cama com um sorriso nos lábios e os olhos brilhando.
_Sim e também escreveu como
sobreviveu a uma emboscada.
_Temos que voltar. Se James está
vivo e ela escreve sobre ele é por que a história está mudando.
_Sim. Ela salvou o Alec. E o James
estava com os homens que foram pagar o resgate.
_A presença dela lá está mudando o
rumo do clã meu coração. Nossos filhos ficarão bem.
_Sim, e o James está vivo. Carl eu
estou tão feliz. Meus meninos e minha pequena estão vivos, nossa família está
bem.
_Sim meu bem, estão todos bem e
melhor ficarão quando voltarmos para CreagMhor.
Adoreiiiii!!!!
ResponderExcluirAdoreiiiii!!!!
ResponderExcluirTava com saudades das suas histórias. Você irá terminar essa pra continuar com as outras? Ou vai alternar nas pastagens?
ResponderExcluirPosta mais por favor to com Sdds dessa história.
ResponderExcluirOi.. Posta mais.. estou curiosa !!!
ResponderExcluirMilly, tudo bom? Cara, amo essa história. Vc não vai terminar de postar ela aqui não? Lembro q a li no nyah e recentemente me lembrei dela e, por um grande acaso, encontrei seu blog. Lembro que a fic estava finalizada e, em termos gerais, me recordo da história, mas gostaria muito de poder terminar a releitura :) Por favorzinho, posta!
ResponderExcluirOii Milly! Passando aqui de novo pra te aperrear. Posto o fim da história, por favorzinhooo :)
ResponderExcluirOi milly, eu li essa história a muito tempo, mas ela me voltou a mente esses dias! Vc ainda vai postar o final? Lembro vagamente da história,mas sei que li o final. Adoraria relê o final.
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