Capítulo
07
Os
raios de sol banharam o corpo adormecido de sua amada. Edward contemplava
embevecido como ela dormia calidamente entre seus lençóis de seda negros. Ele
nunca pensou que se sentiria tão feliz em ter uma mortal na sua cama. Nunca sequer
se permitiu sonhar com o futuro feliz que se desdobrava a sua frente. “Ela” era
responsável por tamanho milagre. Há muito que ele tinha deixado de acreditar em
Deus. Não entendia o porquê que Ele permitia que sua raça vivesse. Muitas vezes
pediu para morrer. Agora... Pedia para viver. E agradecia muito a Ele por lhe
permitir se sentir vivo novamente. Por anos ele apenas viveu para Rosalie e seu
mundo, tentando controlar as guerras, a fome que lhe dominava. Ele não era
forte como ela achava, mas por ela ele tentaria ser.
Bella
o buscou na cama, mas não o encontrou. Abriu os olhos, buscando-o pelo quarto e
o encontrou sentado em uma poltrona ao lado da lareira. Estava vestido apenas
com a calça de seda negra, seu tórax musculoso se movia com o entrar e sair do
ar para seus pulmões e ela agradeceu a Deus por ele estar vivo. Se ergueu e
caminhou para ele, que lhe recebeu de braços abertos. Ela sentou em seu colo,
lhe rodeando o pescoço. Ele lhe beijou calidamente, aspirando seu cheiro, ela
ouviu o rosnado dele. Sorriu tristemente para ele, passando a mão em seu rosto.
_Meu cheiro queima sua
garganta.
Ele
assentiu.
_Dói muito?
Ele
assentiu novamente, lhe abraçando forte quando ela quis sair de seu colo.
_ Queria poder mudar
isso... Sinto tanto meu querido.
_Shiiii... Não sinta. A dor quer dizer que
você está viva. E isso é mil vezes melhor do que a saciedade da sede sabendo
que você morreu para que eu ficasse bem. Não quero nunca me livrar disso, se a
minha cura significar perder você.
Ela
lhe sorriu e lhe beijou.
_Amo você.
_Também amo você, bebê. Eu
não sabia como era bom ficar assim abraçado, sem pensar em nada a não ser no
momento.
_Nunca ficou assim com mulher
nenhuma?
Ele
a olhou e sorriu.
_Não vamos falar do
passado. Te deixa triste e me deixa desconfortável.
_Eu quero saber.
Ele
suspirou e lhe segurou o rosto bem perto do seu.
_Nunca. Meus
relacionamentos eram simples. Chegar, ter relações, me vestir e ir embora.
Gostava de ficar sozinho, pensando. Tenho muitas coisas na mente querida, a
vida de um monarca e guerreiro é... Como dizem... Puxada. Não paro, desde
reuniões nas minhas empresas a cuidar dos meus, evitar guerras. Matar alguns.
_Então isso quer dizer que
você nunca esteve com uma mulher assim como está comigo?
_Você ouviu o que eu disse?-
ele perguntou sorrindo
_Você não me respondeu como
eu queria.
_Deixe claro seu descontentamento
minha querida, fale para mim.
Ela
lhe abraçou pelo pescoço e ficou brincando com uma mecha de cabelo que tinha caído
em sua testa. O gesto era tão natural que Edward sorriu, lhe beijando o pulso demoradamente.
_Você nunca ficou assim com
Tânia?
_Você sempre trazendo ela a
baila. O meu relacionamento com Tânia vem desde muito tempo. Muito tempo mesmo.
No começo foi apenas uma maneira de não me sentir sozinho. Sabe, eu não queria
me apaixonar e perder. Então com Tânia eu estava seguro, seria fiel e não me
ligaria em mulher mortal alguma. Foi uma forma de normalidade na minha vida.
_Mas? Vamos, tem um mas no
meio desse discurso todo.
Ela
falou lhe beijando os lábios, passando a língua por eles e, quando ele ia
retribuir, ela se afastou e voltou a brincar com seu cabelo. Ele rosnou
frustrado e riu em seguida.
_Você é má, Isabella.
Bom...Tânia colocou na cabeça que queria se casar comigo. Claro que ela nunca
me perguntou se eu era de acordo.
_Ela é bonita. – Bella
falou tristemente.
_Sim, ela é bonita, não
nego. – ele falou, lhe olhando bem no fundo dos
olhos.
_E por que nunca pensou em
oficializar de vez esse relacionamento?
Ele lhe sorriu e escovou os lábios nos dela.
_Por que ela não é você.
Ele disse lhe segurando
pelo pescoço e juntando as cabeças, ficando com as testas coladas.
_Ninguém nunca conseguiu me
arrastar para o casamento, por que mulher nenhuma servia para mim, nenhuma me
completava. Mesmo sem querer, eu esperava por você. Eu ansiava te encontrar em
meus sonhos. Mesmo o medo me carcomendo por dentro. Medo de perder o controle e
quando acordasse da loucura estivesse com você morta e quebrada em meus braços.
Mesmo assim eu desejava você, mesmo sem fazer a menor ideia de quem era você.
Nenhuma das outras mulheres poderia ser minha esposa, por que nenhuma das
outras era você, Isabella.
Ela
o abraçou apertado, chorando e rindo ao mesmo tempo.
_Vamos dar um jeito nisso,
meu querido. Vamos vencer juntos e quebrar a maldição.
_Bom
dia meus amores!!!
Rosalie
pulou na cama e ficou observando o casal com um sorriso na cara.
_Oh, por favor, não parem de arrulhar por
minha causa. Só vim trazer o jornal e a edição em primeira mão da Vampires Hot
Gossip para o casal de pombinhos. THOMAS!!!
Ela
gritou e o vampiro entrou com umas sacolas nas mãos, as colocou em cima da cama
e saiu com um sorriso de orelha a orelha. Edward revirou os olhos e Bella
sorriu. Ela foi se erguer, mas ele a apertou mais em seu colo.
_Não.
Ele
sussurrou em seu ouvido, passando a língua demoradamente. Bella se arrepiou
toda e Rosalie fez um som de nojo.
_Ah, pelo amor de Deus! Tem
crianças aqui, lembram?
_Meu querido, estou faminta
vamos tomar café?
_Eu também estou faminto.
Mas não é de comida não...
_Outch! Que frase mais
cliché meu irmão. Você transformou o cérebro do meu maninho em mingual,
cunhadinha. E por falar em mingual, estou morta de fome!
Ela
apontou para as sacolas.
_Presentinhos...
Ela
falou e bailou porta a fora.
_Ignore minha irmã... Ela
não tem... Como dizem? Simancol.
Ele
falou sorrindo de encontro a sua orelha, se ergueu e virou ela de frente,
fazendo-a lhe abraçar com as pernas e envolver seu pescoço com os braços. saíram
pelo corredor em direção a cozinha, onde Thomas tinha preparado um maravilhoso
café da manhã pelo que Edward podia sentir do cheiro. Entraram sorrindo e
sentaram, com ela em seu colo ainda, de frente para ele. Pareciam um casal de
recém casados.
_Edward, libera Bella,
preciso que ela dê uma olhada nas novidades.
Rose
falou, jogando uma revista em cima da mesa. Bella saiu do colo dele e, meio sem
graça, se sentou na cadeira ao lado. Edward fuzilou sua irmã com os olhos e ela
lhe sorriu docemente.
_O que você quer me
mostrar? – Bella perguntou, enquanto agradecia a
Thomas pelo copo de suco que ele colocava a sua frente.
_Oh, é só o mais novo
babado do mundo vampírico, Belita. Deixe-me ler para vocês.
– ela pigarreou para esclarecer mais a garganta e começou.
“Lanchinho
da meia noite ou prato principal?
Ontem na festa de abertura da tão falada
convenção de unificação das espécies, nos salões do hotel Grand Hyatt,
presenciamos uma cena no mínimo interessante. Nosso queridinho lorde e o
solteiro mais cobiçado do século, Edward Anthony Cullen quase saiu na dentada
com um lobo que, aqui para nós, TDB com certeza! Se eu fosse uma loba eu pegava
fácil. Motivo da rusga? Uma humana. Pasmem, por que eu estou besta até agora! A
humana chama-se Isabella Swan e dizem que é a mais nova aquisição do nosso
queridinho vampiro GPD. Será que ele vem se cansando das imortais e resolveu
variar o cardápio? Há quem diga que ouviu ele chamá-la de ‘minha escolhida’.
Mas a escolhida não era a vampira turbinada Tânia, uma das herdeiras do império
Denale? Fontes seguras dizem que o nosso tão conhecido casal terminou a relação
de um século e meio, que para nós era como certo que se casariam e que agora
nosso queridinho está em busca de sangue fresco... E outras cosas más. Hum... Perguntas
que não querem calar:
*Será que essa Isabella
aguenta o tranco?
* O nosso solteirinho
favorito foi fisgado?
* Ela é o amor de sua vida?
* E a pergunta mais
importante. Como suas mulheres ficarão ao saber que ele está fechado para
balanço ou totalmente fora de circulação? Esperamos obter respostas para essas
perguntinhas.
Agora quem aqui concorda
que essa humana frágil é um mulherão, levanta a mão! Eu sei que a população
masculina de ambas as espécies acha. Edward Cullen deve começar a se preocupar
com sua testa?
Para meus leitores fiéis,
mordidinhas deliciosas...”
Rosalie
terminou de ler e estendeu a revista para Bella, que estava de boca aberta e a
mão estendida esperando. Ela pegou e olhou a capa. Edward estava com a cara
grudada na de Brady e ambos estavam com os dentes à mostra, enquanto ela puxava
o paletó dele.
_Eu já não tinha mandado
fechar essa merda dessa revista de fofoca?!
Edward
falou irritado e pegou a revista, destruindo e fazendo picadinho dela melhor do
que qualquer picador de papel que ela já tivesse visto. Thomas encostou uma
lixeira perto.
_É a imprensa, meu irmão, não se pode calar a
imprensa. E além do mais, fazia tempo que isso não acontecia, você em uma capa
de revista que não fosse como um homem de negócios ou a majestade em alguma
celebração cheia de pompa. E tinha fotos de vocês dentro, estavam lindos.
_Ah Edward, não é justo, tinha fotos nossas e
eu queria ver! – Bella reclamou e ele a olhou com os olhos estreitos.
_Não quero você lendo isso, é leitura de
quinta.
_Vai vigiar o que eu leio
agora é?
_Sim.
_Você é chato, é bom sair
um pouco da concha, sabia? Se relacionar com a plebe, ver coisas novas.
_Esse assunto não me interessa
e você está se comportando como uma criança mimada.
Ele falou irritado
com a discussão sem fundamento. Ela se ergueu e saiu da mesa calada, se dirigiu
ao quarto e bateu a porta. Ele suspirou e pegou o jornal. Sentiu Rosalie olhar
para ele e a fitou aborrecido.
_O quê?
– ele falou, enquanto bebia café.
_Sério meu irmão, eu sei
que a diferença entre vocês dois é gritante, mas será que não poderia agir
menos como um lorde imbecil e mais como um homem apaixonado, que quer tê-la ao
seu lado para sempre?
_E o que eu fiz?
_Chamou de criança. Só
porque ela reclamou que você rasgou a revista, ela queira ver vocês nas fotos,
percebeu que ela ficou feliz com a notícia de vocês na capa, mesmo que tenha
sido por causa de um escândalo?
Edward
praguejou e se ergueu, saindo da cozinha e indo ao quarto. Ela estava sentada
na varanda falando ao telefone. Ele entrou no closet se vestiu e saiu de casa.
Voltou depois do jantar. Ela estava na biblioteca lendo um livro. Ele entrou e
se caminhou pra ela. Colocou calmamente em cima da mesa uma porção de revistas
e jornais que falavam da noite passada. Ela ergueu uma sobrancelha para ele e
ele deu de ombros, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans azul clara
desbotada. Estava vestindo uma camisa branca de malha gola V colada no corpo e
a boca dela salivou. Ele a olhou e sorriu por que sentiu a mudança nela.
_O quê? Tô feio? –
ele falou sorrindo e abrindo os braços, quando ela foi para ele.
_Não. Está lindo, você fica bonito de cores
claras. Obrigada. Pelas revistas e tudo mais.
_Eu fui um grosso com você,
me perdoe. Essa coisa de amor é muito nova para mim, me deixa perdido. Estou
acostumado a mandar e ser obedecido, sem questionamentos ou caras feias. Saber
que eu te deixei chateada me deixou... Mal.
Ela
sorriu e lhe beijou o queixo, mordendo o local. Ele a apertou de encontro a si.
Ela se soltou e pegou na sua mão.
_Vem me ajude, vamos ver o
que estão falando de nós.
Eles
pegaram todo o material que ele tinha trazido e sentaram no tapete, encostando
as costas no sofá. Ele olhava e lia com ela. Quando tinha alguma coisa que
falava sobre as suas concubinas, ele escondia de lado sem que ela visse. É
claro que falaria com ela sobre as concubinas, mas esperaria até estarem
casados, assim ela não o abandonaria.
_Ah, olhe essa mostra nos
dois dançando. – ela se encostou no peito dele e ele
lhe beijou os cabelos, antes de ler o artigo.
_O mais novo casal do momento,
será que já podemos preparar os trajes de gala? –
ele lhe beijou e sussurrou ao ouvido. _E
então bebê, eles podem preparar os trajes de gala? Hun? Nosso casamento será
lindo.
Ela
sorriu e se virou para ele, subindo em seu colo, uma perna de cada lado lhe
rodeou o pescoço e lhe sorriu. Passou a ponta da língua, contornando os seus lábios
e ele ficou parado, deixando ela brincar um pouquinho. Ela lhe chupou o lábio
inferior e mordeu. Ele rosnou, segurando em sua cintura e lhe apertando de encontro
a sua ereção.
_Sente,
hun? Sente o quanto eu quero você?
_Oh
sim... Sinto sim.
Ela se ergueu e se afastou dele, desabotoou o
short e tirou, jogando para lá, ficando só de calcinha e camiseta. Estava sem sutiã
e os bicos dos seios estavam eriçados. Ele massageou o membro por cima da
calça. Ela sorriu e foi para ele, se sentando escarranchada em seu colo.
_Vamos
treinar um pouquinho, hun? Vamos ver se você aguenta sem me morder? Você disse
que se não tivesse sangue envolvido você conseguiria se segurar. Vamos ver se a
teoria é verdadeira?
Ela
lhe beijou e gemeu desavergonhadamente.
_Maluca.
Você tenta sua sorte, sabia?
Ele
falava, enquanto dava lambidas em sua boca. Desceu para o pescoço e beijou em
cima da veia.
_Seria muito fácil morder
bem aqui. – ele pressionou com a língua a veia
pulsante. Ela gemeu e virou a cabeça mais para ele. Ele respirou fundo e ergueu
a cabeça, lhe olhando bem no fundo dos olhos.
_Faça.
– ela falou, observando os olhos dele ficarem vermelho escuro. Desejo e fome
brigavam dentro dele.
_Não.
_Faça.
_Não.
– ele a beijou, massageando os seios. Ela se segurou em seus ombros e começou a
subir e descer, imitando o ato de amor.
Ele
apertou mais o seio na boca. Sugou com força. Ela se esfregava mais rapidamente
nele. Ele soltou seu seio, erguendo a cabeça e respirando forte. Tentando se acalmar, ela buscou o abridor de
cartas que tinha pegado junto com as revistas.
Furou o dedo.
Ele
rosnou no mesmo instante em que sentiu o cheiro de sangue. A olhou tremendo. Encarou
seu dedo e a gota brilhosa que estava lá pendurada lhe chamando. Ele a ergueu e
saiu apressadamente da biblioteca. Foi para o quarto e se trancou no banheiro.
Bella vestiu suas roupas e foi ao seu encontro. Thomas lhe parou no meio do
caminho.
_Milady, por Deus, não faça isso. Eu imploro.
_Ele precisa disso Thomas.
_Ele não precisa da senhora
morta, lembra-se da última vez? Ele só sentiu o cheiro de longe.
_Ele tinha acabado de
acordar, agora ele está bem desperto.
_E faminto.
– Thomas falou nervosamente, ouvindo seu patrão xingá-la de vários nomes na sua
língua materna, enquanto aplicava a injeção.
_Me dê uma bolsa de sangue
Thomas.
_Milady...
_Agora Thomas.
Ele
suspirou e fez como ela pediu. Ela se dirigiu para o quarto e ele a seguiu, mas
ela não o deixou entrar.
_Fique perto, ok?
_Sim milady, mais eu ainda
acho loucura.
_Ele precisa se libertar e
eu não vou morrer. Ele pode se controlar, eu sei. Ele não vai me machucar.
_Estarei aqui fora
preparado.
Ela
assentiu e entrou, fechando a porta à chave e jogando-a pela janela. Na mesma
hora, ele saiu do banheiro furioso, lhe olhando com seus olhos vermelhos.
_Enlouqueceu? Sua maluca, o
que fez?
_Fechei a porta.
_Saia daqui!!!
_Não posso, joguei a chave
fora.
Ele
rosnou para ela parado no meio do quarto. Ela, calmamente, foi até a mesa e
pegou o copo, colocou o sangue dentro e foi até a cama. Olhou as correntes,
testando-as.
_Reforçaram?
_Sim. – ele falou de dentes
trincados.
_E os elos que a prendem na
parede?
_Também. Vá embora daqui. –ele
rosnou. O dedo ela ainda estava sangrando, ela o levou a boca e ele rosnou,
dando um passo na direção dela, mas parou automaticamente.
Ela
passou por ele e ele nem se mexeu. Ouviu ela fuçar nas gavetas e voltar com o
frasco que continha a poção que ele tomava.
_Diga-me, se eu passar isso
nas correntes que se prendem em seus pulsos... Vão te enfraquecer, não é assim?
_Sim, queimarão minha pele,
não me matará, mas me enfraquecerá.
Ela
assentiu. Olhou para ele e estendeu uma mão.
_Vem.
Ele
negou. Ela lhe sorriu e deu um passo para ele. Edward recuou dois. Ela suspirou
e foi até às correntes, passou o líquido lá em toda a corrente, desde a parede
até às algemas. Se virou para ele e retirou o shorts e a blusa, ficando só de
calcinha. Ele fechou os olhos e virou a cara para o outro lado.
Bella
foi ao seu encontro, apertou o dedo e uma gota de sangue saiu do furo que tinha
feito lá. Ela passou na sua boca e ele lambeu desesperado. A olhou com os olhos
escuros. Desejo e raiva.
_Vem. Terminemos logo com
isso. Amo você. Você não vai me matar, você me ama.
Ele
não conseguiu dizer não, estava hipnotizado pelo corpo perfeito e pelo gosto do
sangue na sua boca. Foi com ela, iria a onde ela quisesse. Faria o ela pedisse.
Morreria por ela e também mataria.
_Bella, por favor, não...
Ele
falou, mas continuou andando. Sendo levado pela mão. Ela o fez deitar na cama e
prendeu as algemas em seus pulsos. Ele rangeu os dentes, quando o material
entrou em contato com sua carne. Ela sentiu a dor dele, lhe alisou seu rosto e
ele fechou os olhos, aceitando as carícias. Ela lhe deu de beber do copo que
estava em cima da cômoda. Ele bebeu um longo gole de sangue e voltou a lhe
olhar sedento. Ela lhe tirou a roupa, cortou a camiseta do caminho com um punhal
que estava na biblioteca, o qual ele usava para abrir a correspondência. Em
seguida ela furou o dedo de novo. Ele gemeu de angústia e ela lhe colocou o dedo na boca. Ele sugou desesperado.
Estava nu, amarrado à cama e sugando as poucas gotas de sangue que ela lhe dava.
Nunca tinha se sentido tão excitado em toda a sua vida. Ela lhe alisou o rosto
e ele soltou seu dedo. Se afastou e tirou a calcinha, ficando nua. Ele cheirou
sua excitação e também seu medo, sua ansiedade. Mas em nenhum momento ela
pensou em desistir, ele não deixaria, nessa etapa em que estavam. As correntes
queimavam seus pulsos, desviando sua atenção para a dor que sentia.
Bella
prendeu seu cabelo em um coque frouxo e subiu em cima da cama, ficando escarranchada
em cima dos quadris dele. Ele empurrou para cima, quase fazendo sua ereção
entrar nela. Ela se esticou para frente e deu-lhe mais um gole de sangue que
estava no copo. Ele bebeu sem tirar os olhos dela. Ela depositou o copo na mesinha
e em seguida lhe beijou. Ele puxou as correntes, tentando arrancá-las, mas elas
feriram seus pulsos.
_Solte-me. – ele
falou com a voz totalmente diferente, sombria e sensual. Ela se sentiu molhar
com essa ordem.
_Não.
_Liberte-me para que eu
possa tomar o que é meu.
_Eu lhe darei o que você
quer, meu amor. Confie em mim.
Ele assentiu, mas não
deixou de puxar as correntes.
Bella se posicionou em cima
do seu membro e desceu devagar, sentindo ele lhe abrir as dobras inchadas de
sua vagina. Ele rosnou e se esticou para frente.
_Liberte-me!
Ela não respondeu. Ao invés
disso, ela furou o dedo e lhe colocou na boca. Ele sugou e se acalmou. Ela
segurou em seu ombro com uma mão, enquanto a outra estava na boca dele. Ele
mordeu forte e ela gemeu. Ele chupou mais forte. Ela pressionou para baixo e
ele soltou seu dedo, respirando mais rápido.
_Já basta. JÁ BASTA!!!
Ela
forçou para baixo e ele entrou nela, parou na barreira de sua inocência.
_Amo você, Edward. Me dou
de boa vontade...
_NÃO!!!
Ela
sentou de vez e ele sentiu o sangue de sua pureza se derramar em volta de seu
membro. Ele rugiu, a fome lhe enlouquecendo, lhe tirando os sentidos. Ela lhe
beijou e ele mordeu seu lábio, suas presas crescidas ao máximo. Ela gemeu e ele
tentou se afastar. Sua mente nublada, desejo pelo seu sangue e medo de matá-la
guerreavam dentro dele.
_Edward...
- ela gemeu. Quando ele lhe soltou o lábio, o sangue começou a sair do corte.
Ele
puxou as correntes e sentiu a pele retesar com a força que fazia. Ela se mexeu
em cima dele e ele empurrou de encontro ao seu corpo.
_Mexa-se comigo... Bebê,
mexa-se comigo.
Ele
falava enquanto empurrava para cima, ela se apoiou nos ombros dele e começou a
subir e descer sobre seu membro. Ela se aproximou dele, seu lábio vermelho do
sangue do corte e ele o sugou. Estava fazendo um esforço sobre humano para não
descer a boca até a veia do pescoço e não matá-la.
“Ela lhe cederá sua inocência de bom grado,
por que o ama. Quando isso acontecer, ela morrerá. Você a matará. Só assim você
terá alívio de sua sede de sangue.”
Ele
lutou contra a maldição, lutou contra sua natureza. Ele acelerou os movimentos,
se concentrando apenas nela e em seu prazer. O pouco sangue que tinha ingerido
dela tinha lhe aquietado a sede, mais a luxúria zumbia através do seu sistema.
_Solte-me amor... Estou bem
agora.
Ela
lhe olhou e se ergueu, lhe soltando as correntes dos pulsos. Ele se virou com
ela nos braços, ficando por cima. Lhe beijou a testa, respirando forte e
começou a estocar nela calmamente. Ela lhe rodeou a cintura com as pernas.
_Amo você, Edward...
Ela
falava de olhos fechados, perdida no prazer que ele dava a ela. Bella virou o
pescoço, deixando à mostra a veia pulsante para ele. Edward sabia que era instintivo
isso, ela não fazia por mal, não o tentava de propósito, era assim que o elo
entre eles se formaria. Mas se ele a mordesse agora, não conseguiria parar, ele
a mataria. Fechou os olhos, se concentrando. As investidas ficaram mais rápidas
e ambos alcançaram o prazer ao mesmo tempo. Ele caiu em cima dela sem forças, o
fôlego agitado. Nunca em sua vida tinha passado por uma experiência como essa. Nada
no mundo tinha lhe preparado para esse momento. Ele fechou os olhos, quando ela
alisou seus cabelos delicadamente. Quando ela passou o dedo cortado em sua boca,
ele gemeu.
_Feiticeira.
Ela riu e ele lhe
acompanhou, mordendo de leve o dedo e chupando o sangue tão precioso que ela
lhe oferecia de boa vontade.
Lindoooooooo Eles, sempre.
ResponderExcluirNossa Bella foi uma louca !!!!! Arriscou !!!! Mas no final deu tudo certo .....
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