sábado, 20 de abril de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 7


Capítulo 07


N/B: Com certeza, um dos capítlos mais espetaculares!




Os raios de sol banharam o corpo adormecido de sua amada. Edward contemplava embevecido como ela dormia calidamente entre seus lençóis de seda negros. Ele nunca pensou que se sentiria tão feliz em ter uma mortal na sua cama. Nunca sequer se permitiu sonhar com o futuro feliz que se desdobrava a sua frente. “Ela” era responsável por tamanho milagre. Há muito que ele tinha deixado de acreditar em Deus. Não entendia o porquê que Ele permitia que sua raça vivesse. Muitas vezes pediu para morrer. Agora... Pedia para viver. E agradecia muito a Ele por lhe permitir se sentir vivo novamente. Por anos ele apenas viveu para Rosalie e seu mundo, tentando controlar as guerras, a fome que lhe dominava. Ele não era forte como ela achava, mas por ela ele tentaria ser.
Bella o buscou na cama, mas não o encontrou. Abriu os olhos, buscando-o pelo quarto e o encontrou sentado em uma poltrona ao lado da lareira. Estava vestido apenas com a calça de seda negra, seu tórax musculoso se movia com o entrar e sair do ar para seus pulmões e ela agradeceu a Deus por ele estar vivo. Se ergueu e caminhou para ele, que lhe recebeu de braços abertos. Ela sentou em seu colo, lhe rodeando o pescoço. Ele lhe beijou calidamente, aspirando seu cheiro, ela ouviu o rosnado dele. Sorriu tristemente para ele, passando a mão em seu rosto.

_Meu cheiro queima sua garganta.
Ele assentiu.
_Dói muito?
Ele assentiu novamente, lhe abraçando forte quando ela quis sair de seu colo.
_ Queria poder mudar isso... Sinto tanto meu querido.
_Shiiii... Não sinta. A dor quer dizer que você está viva. E isso é mil vezes melhor do que a saciedade da sede sabendo que você morreu para que eu ficasse bem. Não quero nunca me livrar disso, se a minha cura significar perder você.

Ela lhe sorriu e lhe beijou.

_Amo você.
_Também amo você, bebê. Eu não sabia como era bom ficar assim abraçado, sem pensar em nada a não ser no momento.
_Nunca ficou assim com mulher nenhuma?

Ele a olhou e sorriu.

_Não vamos falar do passado. Te deixa triste e me deixa desconfortável.
_Eu quero saber.

Ele suspirou e lhe segurou o rosto bem perto do seu.

_Nunca. Meus relacionamentos eram simples. Chegar, ter relações, me vestir e ir embora. Gostava de ficar sozinho, pensando. Tenho muitas coisas na mente querida, a vida de um monarca e guerreiro é... Como dizem... Puxada. Não paro, desde reuniões nas minhas empresas a cuidar dos meus, evitar guerras. Matar alguns.
_Então isso quer dizer que você nunca esteve com uma mulher assim como está comigo?
_Você ouviu o que eu disse?- ele perguntou sorrindo
_Você não me respondeu como eu queria.
_Deixe claro seu descontentamento minha querida, fale para mim.

Ela lhe abraçou pelo pescoço e ficou brincando com uma mecha de cabelo que tinha caído em sua testa. O gesto era tão natural que Edward sorriu,  lhe beijando o pulso demoradamente.

_Você nunca ficou assim com Tânia?

_Você sempre trazendo ela a baila. O meu relacionamento com Tânia vem desde muito tempo. Muito tempo mesmo. No começo foi apenas uma maneira de não me sentir sozinho. Sabe, eu não queria me apaixonar e perder. Então com Tânia eu estava seguro, seria fiel e não me ligaria em mulher mortal alguma. Foi uma forma de normalidade na minha vida.
_Mas? Vamos, tem um mas no meio desse discurso todo.

Ela falou lhe beijando os lábios, passando a língua por eles e, quando ele ia retribuir, ela se afastou e voltou a brincar com seu cabelo. Ele rosnou frustrado e riu em seguida.

_Você é má, Isabella. Bom...Tânia colocou na cabeça que queria se casar comigo. Claro que ela nunca me perguntou se eu era de acordo.
_Ela é bonita. – Bella falou tristemente.
_Sim, ela é bonita, não nego. – ele falou, lhe olhando bem no fundo dos olhos.
_E por que nunca pensou em oficializar de vez esse relacionamento?

Ele lhe sorriu e  escovou os lábios nos dela.

_Por que ela não é você.

Ele disse lhe segurando pelo pescoço e juntando as cabeças, ficando com as testas coladas.

_Ninguém nunca conseguiu me arrastar para o casamento, por que mulher nenhuma servia para mim, nenhuma me completava. Mesmo sem querer, eu esperava por você. Eu ansiava te encontrar em meus sonhos. Mesmo o medo me carcomendo por dentro. Medo de perder o controle e quando acordasse da loucura estivesse com você morta e quebrada em meus braços. Mesmo assim eu desejava você, mesmo sem fazer a menor ideia de quem era você. Nenhuma das outras mulheres poderia ser minha esposa, por que nenhuma das outras era você, Isabella.

Ela o abraçou apertado, chorando e rindo ao mesmo tempo.

_Vamos dar um jeito nisso, meu querido. Vamos vencer juntos e quebrar a maldição.


_Bom dia meus amores!!!

Rosalie pulou na cama e ficou observando o casal com um sorriso na cara.

_Oh, por favor, não parem de arrulhar por minha causa. Só vim trazer o jornal e a edição em primeira mão da Vampires Hot Gossip para o casal de pombinhos. THOMAS!!!

Ela gritou e o vampiro entrou com umas sacolas nas mãos, as colocou em cima da cama e saiu com um sorriso de orelha a orelha. Edward revirou os olhos e Bella sorriu. Ela foi se erguer, mas ele a apertou mais em seu colo.

_Não.

Ele sussurrou em seu ouvido, passando a língua demoradamente. Bella se arrepiou toda e Rosalie fez um som de nojo.

_Ah, pelo amor de Deus! Tem crianças aqui, lembram?
_Meu querido, estou faminta vamos tomar café?
_Eu também estou faminto. Mas não é de comida não...
_Outch! Que frase mais cliché meu irmão. Você transformou o cérebro do meu maninho em mingual, cunhadinha. E por falar em mingual, estou morta de fome!

Ela apontou para as sacolas.

_Presentinhos...

Ela falou e bailou porta a fora.

_Ignore minha irmã... Ela não tem... Como dizem? Simancol.

Ele falou sorrindo de encontro a sua orelha, se ergueu e virou ela de frente, fazendo-a lhe abraçar com as pernas e envolver seu pescoço com os braços. saíram pelo corredor em direção a cozinha, onde Thomas tinha preparado um maravilhoso café da manhã pelo que Edward podia sentir do cheiro. Entraram sorrindo e sentaram, com ela em seu colo ainda, de frente para ele. Pareciam um casal de recém casados.

_Edward, libera Bella, preciso que ela dê uma olhada nas novidades.

Rose falou, jogando uma revista em cima da mesa. Bella saiu do colo dele e, meio sem graça, se sentou na cadeira ao lado. Edward fuzilou sua irmã com os olhos e ela lhe sorriu docemente.

_O que você quer me mostrar? – Bella perguntou, enquanto agradecia a Thomas pelo copo de suco que ele colocava a sua frente.
_Oh, é só o mais novo babado do mundo vampírico, Belita. Deixe-me ler para vocês. – ela pigarreou para esclarecer mais a garganta e começou.

  “Lanchinho da meia noite ou prato principal?
   Ontem na festa de abertura da tão falada convenção de unificação das espécies, nos salões do hotel Grand Hyatt, presenciamos uma cena no mínimo interessante. Nosso queridinho lorde e o solteiro mais cobiçado do século, Edward Anthony Cullen quase saiu na dentada com um lobo que, aqui para nós, TDB com certeza! Se eu fosse uma loba eu pegava fácil. Motivo da rusga? Uma humana. Pasmem, por que eu estou besta até agora! A humana chama-se Isabella Swan e dizem que é a mais nova aquisição do nosso queridinho vampiro GPD. Será que ele vem se cansando das imortais e resolveu variar o cardápio? Há quem diga que ouviu ele chamá-la de ‘minha escolhida’. Mas a escolhida não era a vampira turbinada Tânia, uma das herdeiras do império Denale? Fontes seguras dizem que o nosso tão conhecido casal terminou a relação de um século e meio, que para nós era como certo que se casariam e que agora nosso queridinho está em busca de sangue fresco... E outras cosas más. Hum... Perguntas que não querem calar:
*Será que essa Isabella aguenta o tranco?
* O nosso solteirinho favorito foi fisgado?
* Ela é o amor de sua vida?
* E a pergunta mais importante. Como suas mulheres ficarão ao saber que ele está fechado para balanço ou totalmente fora de circulação? Esperamos obter respostas para essas perguntinhas.

Agora quem aqui concorda que essa humana frágil é um mulherão, levanta a mão! Eu sei que a população masculina de ambas as espécies acha. Edward Cullen deve começar a se preocupar com sua testa?

Para meus leitores fiéis, mordidinhas deliciosas...”



Rosalie terminou de ler e estendeu a revista para Bella, que estava de boca aberta e a mão estendida esperando. Ela pegou e olhou a capa. Edward estava com a cara grudada na de Brady e ambos estavam com os dentes à mostra, enquanto ela puxava o paletó dele.

_Eu já não tinha mandado fechar essa merda dessa revista de fofoca?!

Edward falou irritado e pegou a revista, destruindo e fazendo picadinho dela melhor do que qualquer picador de papel que ela já tivesse visto. Thomas encostou uma lixeira perto.

_É a imprensa, meu irmão, não se pode calar a imprensa. E além do mais, fazia tempo que isso não acontecia, você em uma capa de revista que não fosse como um homem de negócios ou a majestade em alguma celebração cheia de pompa. E tinha fotos de vocês dentro, estavam lindos.
_Ah Edward, não é justo, tinha fotos nossas e eu queria ver! – Bella reclamou e ele a olhou com os olhos estreitos.
_Não quero você lendo isso, é leitura de quinta.
_Vai vigiar o que eu leio agora é?
_Sim.
_Você é chato, é bom sair um pouco da concha, sabia? Se relacionar com a plebe, ver coisas novas.
_Esse assunto não me interessa e você está se comportando como uma criança mimada.

 Ele falou irritado com a discussão sem fundamento. Ela se ergueu e saiu da mesa calada, se dirigiu ao quarto e bateu a porta. Ele suspirou e pegou o jornal. Sentiu Rosalie olhar para ele e a fitou aborrecido.


_O quê? – ele falou, enquanto bebia café.
_Sério meu irmão, eu sei que a diferença entre vocês dois é gritante, mas será que não poderia agir menos como um lorde imbecil e mais como um homem apaixonado, que quer tê-la ao seu lado para sempre?
_E o que eu fiz?
_Chamou de criança. Só porque ela reclamou que você rasgou a revista, ela queira ver vocês nas fotos, percebeu que ela ficou feliz com a notícia de vocês na capa, mesmo que tenha sido por causa de um escândalo?

Edward praguejou e se ergueu, saindo da cozinha e indo ao quarto. Ela estava sentada na varanda falando ao telefone. Ele entrou no closet se vestiu e saiu de casa. Voltou depois do jantar. Ela estava na biblioteca lendo um livro. Ele entrou e se caminhou pra ela. Colocou calmamente em cima da mesa uma porção de revistas e jornais que falavam da noite passada. Ela ergueu uma sobrancelha para ele e ele deu de ombros, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans azul clara desbotada. Estava vestindo uma camisa branca de malha gola V colada no corpo e a boca dela salivou. Ele a olhou e sorriu por que sentiu a mudança nela.

_O quê? Tô feio? – ele falou sorrindo e abrindo os braços, quando ela foi para ele.
_Não. Está lindo, você fica bonito de cores claras. Obrigada. Pelas revistas e tudo mais.
_Eu fui um grosso com você, me perdoe. Essa coisa de amor é muito nova para mim, me deixa perdido. Estou acostumado a mandar e ser obedecido, sem questionamentos ou caras feias. Saber que eu te deixei chateada me deixou... Mal.

Ela sorriu e lhe beijou o queixo, mordendo o local. Ele a apertou de encontro a si. Ela se soltou e pegou na sua mão.

_Vem me ajude, vamos ver o que estão falando de nós.

Eles pegaram todo o material que ele tinha trazido e sentaram no tapete, encostando as costas no sofá. Ele olhava e lia com ela. Quando tinha alguma coisa que falava sobre as suas concubinas, ele escondia de lado sem que ela visse. É claro que falaria com ela sobre as concubinas, mas esperaria até estarem casados, assim ela não o abandonaria.

_Ah, olhe essa mostra nos dois dançando. – ela se encostou no peito dele e ele lhe beijou os cabelos, antes de ler o artigo.

_O mais novo casal do momento, será que já podemos preparar os trajes de gala? – ele lhe beijou e sussurrou ao ouvido. _E então bebê, eles podem preparar os trajes de gala? Hun? Nosso casamento será lindo.


Ela sorriu e se virou para ele, subindo em seu colo, uma perna de cada lado lhe rodeou o pescoço e lhe sorriu. Passou a ponta da língua, contornando os seus lábios e ele ficou parado, deixando ela brincar um pouquinho. Ela lhe chupou o lábio inferior e mordeu. Ele rosnou, segurando em sua cintura e lhe apertando de encontro a sua ereção.

_Sente, hun? Sente o quanto eu quero você?
_Oh sim... Sinto sim.

 Ela se ergueu e se afastou dele, desabotoou o short e tirou, jogando para lá, ficando só de calcinha e camiseta. Estava sem sutiã e os bicos dos seios estavam eriçados. Ele massageou o membro por cima da calça. Ela sorriu e foi para ele, se sentando escarranchada em seu colo.

_Vamos treinar um pouquinho, hun? Vamos ver se você aguenta sem me morder? Você disse que se não tivesse sangue envolvido você conseguiria se segurar. Vamos ver se a teoria é verdadeira?

Ela lhe beijou e gemeu desavergonhadamente.

_Maluca. Você tenta sua sorte, sabia?

Ele falava, enquanto dava lambidas em sua boca. Desceu para o pescoço e beijou em cima da veia.

_Seria muito fácil morder bem aqui. – ele pressionou com a língua a veia pulsante. Ela gemeu e virou a cabeça mais para ele. Ele respirou fundo e ergueu a cabeça, lhe olhando bem no fundo dos olhos.
_Faça. – ela falou, observando os olhos dele ficarem vermelho escuro. Desejo e fome brigavam dentro dele.
_Não.
_Faça.
_Não. – ele a beijou, massageando os seios. Ela se segurou em seus ombros e começou a subir e descer, imitando o ato de amor.

Ele apertou mais o seio na boca. Sugou com força. Ela se esfregava mais rapidamente nele. Ele soltou seu seio, erguendo a cabeça e respirando forte.  Tentando se acalmar, ela buscou o abridor de cartas que tinha pegado junto com as revistas.

 Furou o dedo.

Ele rosnou no mesmo instante em que sentiu o cheiro de sangue. A olhou tremendo. Encarou seu dedo e a gota brilhosa que estava lá pendurada lhe chamando. Ele a ergueu e saiu apressadamente da biblioteca. Foi para o quarto e se trancou no banheiro. Bella vestiu suas roupas e foi ao seu encontro. Thomas lhe parou no meio do caminho.

_Milady, por Deus, não faça isso. Eu imploro.
_Ele precisa disso Thomas.
_Ele não precisa da senhora morta, lembra-se da última vez? Ele só sentiu o cheiro de longe.
_Ele tinha acabado de acordar, agora ele está bem desperto.
_E faminto. – Thomas falou nervosamente, ouvindo seu patrão xingá-la de vários nomes na sua língua materna, enquanto aplicava a injeção.
_Me dê uma bolsa de sangue Thomas.
_Milady...
_Agora Thomas.

Ele suspirou e fez como ela pediu. Ela se dirigiu para o quarto e ele a seguiu, mas ela não o deixou entrar.

_Fique perto, ok?
_Sim milady, mais eu ainda acho loucura.
_Ele precisa se libertar e eu não vou morrer. Ele pode se controlar, eu sei. Ele não vai me machucar.
_Estarei aqui fora preparado.

Ela assentiu e entrou, fechando a porta à chave e jogando-a pela janela. Na mesma hora, ele saiu do banheiro furioso, lhe olhando com seus olhos vermelhos.


_Enlouqueceu? Sua maluca, o que fez?

_Fechei a porta.

_Saia daqui!!!

_Não posso, joguei a chave fora.

Ele rosnou para ela parado no meio do quarto. Ela, calmamente, foi até a mesa e pegou o copo, colocou o sangue dentro e foi até a cama. Olhou as correntes, testando-as.

_Reforçaram?
_Sim. – ele falou de dentes trincados.
_E os elos que a prendem na parede?
_Também. Vá embora daqui. –ele rosnou. O dedo ela ainda estava sangrando, ela o levou a boca e ele rosnou, dando um passo na direção dela, mas parou automaticamente.

Ela passou por ele e ele nem se mexeu. Ouviu ela fuçar nas gavetas e voltar com o frasco que continha a poção que ele tomava.

_Diga-me, se eu passar isso nas correntes que se prendem em seus pulsos... Vão te enfraquecer, não é assim?
_Sim, queimarão minha pele, não me matará, mas me enfraquecerá.

Ela assentiu. Olhou para ele e estendeu uma mão.

_Vem.

Ele negou. Ela lhe sorriu e deu um passo para ele. Edward recuou dois. Ela suspirou e foi até às correntes, passou o líquido lá em toda a corrente, desde a parede até às algemas. Se virou para ele e retirou o shorts e a blusa, ficando só de calcinha. Ele fechou os olhos e virou a cara para o outro lado.

Bella foi ao seu encontro, apertou o dedo e uma gota de sangue saiu do furo que tinha feito lá. Ela passou na sua boca e ele lambeu desesperado. A olhou com os olhos escuros. Desejo e raiva.

_Vem. Terminemos logo com isso. Amo você. Você não vai me matar, você me ama.

Ele não conseguiu dizer não, estava hipnotizado pelo corpo perfeito e pelo gosto do sangue na sua boca. Foi com ela, iria a onde ela quisesse. Faria o ela pedisse. Morreria por ela e também mataria.

_Bella, por favor, não...

Ele falou, mas continuou andando. Sendo levado pela mão. Ela o fez deitar na cama e prendeu as algemas em seus pulsos. Ele rangeu os dentes, quando o material entrou em contato com sua carne. Ela sentiu a dor dele, lhe alisou seu rosto e ele fechou os olhos, aceitando as carícias. Ela lhe deu de beber do copo que estava em cima da cômoda. Ele bebeu um longo gole de sangue e voltou a lhe olhar sedento. Ela lhe tirou a roupa, cortou a camiseta do caminho com um punhal que estava na biblioteca, o qual ele usava para abrir a correspondência. Em seguida ela furou o dedo de novo. Ele gemeu de angústia e ela lhe colocou o dedo na boca. Ele sugou desesperado. Estava nu, amarrado à cama e sugando as poucas gotas de sangue que ela lhe dava. Nunca tinha se sentido tão excitado em toda a sua vida. Ela lhe alisou o rosto e ele soltou seu dedo. Se afastou e tirou a calcinha, ficando nua. Ele cheirou sua excitação e também seu medo, sua ansiedade. Mas em nenhum momento ela pensou em desistir, ele não deixaria, nessa etapa em que estavam. As correntes queimavam seus pulsos, desviando sua atenção para a dor que sentia.

Bella prendeu seu cabelo em um coque frouxo e subiu em cima da cama, ficando escarranchada em cima dos quadris dele. Ele empurrou para cima, quase fazendo sua ereção entrar nela. Ela se esticou para frente e deu-lhe mais um gole de sangue que estava no copo. Ele bebeu sem tirar os olhos dela. Ela depositou o copo na mesinha e em seguida lhe beijou. Ele puxou as correntes, tentando arrancá-las, mas elas feriram seus pulsos.

_Solte-me. – ele falou com a voz totalmente diferente, sombria e sensual. Ela se sentiu molhar com essa ordem.
_Não.
_Liberte-me para que eu possa tomar o que é meu.
_Eu lhe darei o que você quer, meu amor. Confie em mim.

Ele assentiu, mas não deixou de puxar as correntes.



Bella se posicionou em cima do seu membro e desceu devagar, sentindo ele lhe abrir as dobras inchadas de sua vagina. Ele rosnou e se esticou para frente.

_Liberte-me!

Ela não respondeu. Ao invés disso, ela furou o dedo e lhe colocou na boca. Ele sugou e se acalmou. Ela segurou em seu ombro com uma mão, enquanto a outra estava na boca dele. Ele mordeu forte e ela gemeu. Ele chupou mais forte. Ela pressionou para baixo e ele soltou seu dedo, respirando mais rápido.

_Já basta. JÁ BASTA!!!

Ela forçou para baixo e ele entrou nela, parou na barreira de sua inocência.

_Amo você, Edward. Me dou de boa vontade...
_NÃO!!!

Ela sentou de vez e ele sentiu o sangue de sua pureza se derramar em volta de seu membro. Ele rugiu, a fome lhe enlouquecendo, lhe tirando os sentidos. Ela lhe beijou e ele mordeu seu lábio, suas presas crescidas ao máximo. Ela gemeu e ele tentou se afastar. Sua mente nublada, desejo pelo seu sangue e medo de matá-la guerreavam dentro dele.

_Edward... - ela gemeu. Quando ele lhe soltou o lábio, o sangue começou a sair do corte.

Ele puxou as correntes e sentiu a pele retesar com a força que fazia. Ela se mexeu em cima dele e ele empurrou de encontro ao seu corpo.

_Mexa-se comigo... Bebê, mexa-se comigo.

Ele falava enquanto empurrava para cima, ela se apoiou nos ombros dele e começou a subir e descer sobre seu membro. Ela se aproximou dele, seu lábio vermelho do sangue do corte e ele o sugou. Estava fazendo um esforço sobre humano para não descer a boca até a veia do pescoço e não matá-la.

Ela lhe cederá sua inocência de bom grado, por que o ama. Quando isso acontecer, ela morrerá. Você a matará. Só assim você terá alívio de sua sede de sangue.”

Ele lutou contra a maldição, lutou contra sua natureza. Ele acelerou os movimentos, se concentrando apenas nela e em seu prazer. O pouco sangue que tinha ingerido dela tinha lhe aquietado a sede, mais a luxúria zumbia através do seu sistema.

_Solte-me amor... Estou bem agora.

Ela lhe olhou e se ergueu, lhe soltando as correntes dos pulsos. Ele se virou com ela nos braços, ficando por cima. Lhe beijou a testa, respirando forte e começou a estocar nela calmamente. Ela lhe rodeou a cintura com as pernas.

_Amo você, Edward...

Ela falava de olhos fechados, perdida no prazer que ele dava a ela. Bella virou o pescoço, deixando à mostra a veia pulsante para ele. Edward sabia que era instintivo isso, ela não fazia por mal, não o tentava de propósito, era assim que o elo entre eles se formaria. Mas se ele a mordesse agora, não conseguiria parar, ele a mataria. Fechou os olhos, se concentrando. As investidas ficaram mais rápidas e ambos alcançaram o prazer ao mesmo tempo. Ele caiu em cima dela sem forças, o fôlego agitado. Nunca em sua vida tinha passado por uma experiência como essa. Nada no mundo tinha lhe preparado para esse momento. Ele fechou os olhos, quando ela alisou seus cabelos delicadamente. Quando ela passou o dedo cortado em sua boca, ele gemeu.

_Feiticeira.

Ela riu e ele lhe acompanhou, mordendo de leve o dedo e chupando o sangue tão precioso que ela lhe oferecia de boa vontade.

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