quarta-feira, 12 de junho de 2013

Uma Chance Para o Amor: Capítulo 17




CAPÍTULO 17










Alice tomou banho com seu filho e saíram do banheiro, enrolados em uma toalha. Ben ria e fazia barulhos de bebê, enquanto Alice se deleitava com seu filhote. Ela avistou uma camisa verde escuro em cima da cama. Seu anfitrião tinha lhes feito uma visitinha enquanto estavam no banho. Ela vestiu a mesma lingerie pois não tinha trazido roupas sobressalentes. Pegou uma roupinha para seu filho e, assim que ele estava devidamente vestido, ela o amamentou e o colocou para dormir. O dia tinha sido puxado para ele. Alice deitou seu filhote na enorme cama e saiu do quarto, deixando a porta aberta para o caso dele chorar. Foi para a sala, mas não encontrou ninguém. Ouviu um barulho na cozinha e foi lá, só para ter um começo de enfarte. Jasper estava só com uma calça jeans clara e surrada. Estava sem camisa e ela ficou observando os músculos das suas costas ondularem, enquanto ele se movimentava em frente ao fogão. Estava de cabelo solto e molhado, o cabelo chegava no ombro. Estava com as pernas separadas e a calça se apegava a elas como se fosse uma segunda pele. 

_É falta de educação ficar comendo os outros com os olhos, sabia docinho? Eu posso interpretar mal essa sua avaliação da minha pessoa. 

Ele falou e se virou para ela ,com um sorriso safado na cara e uma frigideira na mão. 

_Continua me comendo com os olhos. É algum sinal? 

_Sinal? – ela perguntou, confusa. 

_Sim. Para que eu possa te deitar na minha mesa e me servir de você. 

_Nem em seus sonhos, senhor Witlock. 

Alice falou e sentiu um calor subir pelo seu corpo, quase que se abanda com a mão, mas ia deixa-lá mais convencido do que já era. 

_Você me provoca me chamando assim, docinho. Eu já disse que é Jasper e não senhor Witlock. Me faz parecer mais velho do que eu sou. 

_Quantos anos você tem? 

_Trinta... E você? 

_Vinte e quatro. 

_Hum... 

_Hum o quê? 

_Nada, só que é novinha demais para já ter se casado, tido um filho e se separado. 

_Me casei com dezoito. E, mesmo que minha melhor amiga tenha tentado me impedir de fazer a maior burrada da minha vida, eu me casei, mesmo contra a vontade do meu marido, eu engravidei e, mesmo contra a vontade da família dele e dele próprio, eu me separei. Essa é minha história, senhor Witlock. 

Ele riu e foi para a mesa, colocando a frigideira em cima de um suporte. 

_Por que está sempre na defensiva, docinho? 

_Por que você não é de confiança. 

Ele olhou para ela sério. 

_Sou mais de confiança do que a merda do seu maridinho drogado. 

Ele disse e se virou para o fogão novamente. 

_Desculpe-me. É que você fica falando coisas que me assustam. – ela disse de cabeça baixa e ouviu a risada debochada dele. 

_E você é virgem por acaso para ficar com medo da atração que existe entre nós? 

_Não sou virgem e não estou com medo de nada. – ela disse, fechando as mãos em punhos. 

_Você acabou de dizer que eu te assusto. - ele falou, ficando de frente para ela e encruzando os braços no peito. 

_Não você, suas palavras e eu não ignoro a atração que existe, só não quero entrar para sua estante de troféus, Jasper. 

_Ficou feliz em saber... 

Ele se virou e buscou no armário pratos e copos, os arrumando em cima da mesa. 

_Desde quando você e Bella se conhecem? 

_Desde sempre – ela falou, observando a cozinha dele que era bem sortida - Eu sou mais velha do que ela, um ano. 

_Continue. – ele falou, indo ao fogão e pegando outra vasilha, colocando em cima da mesa. – Venha comer, você não comeu direito no casamento. 

_Eu nã... 

_Não é um pedido, docinho. – ele falou e olhou para ela, enquanto afastava uma cadeira e esperava ela se sentar. 

Alice, com um suspiro, foi ao seu encontro e se sentou obedientemente. Ele sentou-se ao seu lado. 

_Coma e conte-me sua história. 

_Não é interessante e vai te causar indigestão. 

_Tenho o estômago forte e, além do mais, para quem aguentou dez anos nos SEALs, sua história é fichinha, docinho. 

Jasper falou e colocou a comida no prato dela, ele tinha feito ovos com bacon torradas na frigideira e salsichas. O típico café da manhã de um homem solteiro, que não está nem aí para a saúde. E nem era de manhã e sim de tarde. 

_Bom, por onde eu começo? 

_Conte-me como vocês se conheceram. – ele falou e deu uma garfada na comida. Alice o acompanhou, ele não cozinhava de todo mal, mas sua comida era melhor. 

_Nossas mães se conheciam. Minha mãe foi embora quando não suportou mais as surras que meu pai dava nela, eu tinha seis anos. Quando eu completei dez anos, comecei a sentir dores de cabeça constantes e meu pai me internou em uma clínica de loucos. Passei um ano lá. Quando saí, ele não me aceitou em casa, disse que eu não era filha dele e jogou minhas roupas na calçada. Bella e o pai foram me buscar na clínica, por que o meu pai estava ocupado demais com uma garrafa de bebida. Eles me ajudaram a juntar as coisas e me levaram para a casa deles. Eu morei com eles até aos meus dezoito anos, quando tive a brilhante ideia de me casar com John. Bella já estava grávida de sete meses. Eu sempre quis filhos e, um belo dia, eu descobri que estava grávida e, quando contei ao John, ele me bateu e eu perdi o bebê. Desde esse dia que eu evitava sonhar com crianças. Me separei tem três anos. 

Ele olhou para ela com as sobrancelhas erguidas questionadoramente. 

_ O Ben? - ela riu, entendendo a pergunta muda dele. _ Uma noite de tequila e solidão. Mas só foi essa vez. 

_Por que seu ex entra na sua casa como se fosse o dono do lugar?- ele perguntou, colocando o prato de lado e se encostando na cadeira para lhe observar melhor. 

_Por que o John não se manca e, para evitar atrito, eu deixo. – ela falou e afastou seu prato, o rumo da conversa estava deixando-a enjoada. 

_Não devia. – ele disse sério, cruzando os braços no peito. 

_Eu já estou cansada de brigas Jasper, quero paz para criar meu filho e continuar com a minha loja. 

_Você devia se impor. Não pode permitir que ele invada sua casa e faça o que quer. – ele falou alto e raivoso 

_Eu já tentei. – ela falou, tentando controlar sua raiva por ele estar se metendo onde não foi chamado. 

_E? 

_E? Eu vou lhe mostrar o que aconteceu! – Alice se ergueu, virou de costas e abriu os bostões da blusa nervosamente, abaixou até ao quadril, só o suficiente para ele ver as marcas que o cinto do seu ex fez nas suas costas, há apenas uma semana. 

_Ele estava drogado e tentou bater no Bem, por ele está chorando, eu me abracei com meu bebê e levei a surra por ele. – ela o ouviu rosnar e levantar de supetão, fazendo a cadeira cair. Ela sentiu ele se aproximar. 

_As marcas são bem baixas. – ele falou em um sussurro. 

_Claro, ele sabe esconder muito bem o que faz. 

Alice sentiu dedos passearem cuidadosamente por suas costas. Ela se afastou e se vestiu. Continuou de costas para ele e caminhou para a pia, se apoiou lá ou cairia. Ninguém nunca tinha visto, nem Bella, por que Alice conhecia sua amiga e sabia que ela bateria de frente com John por causa dela e acabaria levando a pior. Sentiu Jasper se encostar em suas costas e colocar uma mão em cada lado no balcão da pia, mantendo-a presa. 

_Eu não quero sua pena. Nem o seu consolo, não quero nada que venha de você ou de qualquer homem. 

_Eu posso facilmente entender o porquê da sua relutância. – ele traçou suas costas, agora por cima da camisa. 

_Eu o matarei por isso. 

_Não. 

_Porquê não? 

_Por que não quero mais problemas, nem desgraça na minha vida, senhor Witilock. Por favor, deixe como está. Você já nos defendeu lá em casa e pode apostar que o John vai passar um par de dias sem chegar perto da minha casa. 

_Por que você tem tanta certeza disso? – ele se inclinou mais para perto. 

_Por que ele só é bravo com quem é menor do que ele, mais fraco e também... 

_O quê? – ele falou, lhe soprando no pescoço, fazendo-a se arrepiar toda. 

_Ele... Deve estar pensando que temos alguma coisa. Por você estar lá em casa tão cedo e tê-lo colocado para fora, entende? 

_Entendo. Não se preocupe docinho, ele nunca mais vai chegar perto de vocês novamente, eu prometo. 

Ele falou e aproximou a boca do seu pescoço, beijando o local demoradamente. Ben chorou e Alice despertou do transe, saindo da prisão dos seus braços, se dirigindo para o quarto e dando graças a Deus por seu filho ter escolhido justo esse momento para acordar. 



************ 






Bella despertou, sentindo um suave toque nas suas costas. Sorriu e recebeu em troca um beijo no ombro. 

_Amor. Vamos acordar? 

_Que horas são? – ela falou, se espreguiçando. 

_Cinco da tarde. – ele respondeu, observando como o lençol de seda escorregava do seu corpo, lhe presenteando com uma visão maravilhosa. 

_Acho... Que dormi demais. – ela falou e se virou para ele, fazendo com que o lençol ficasse cobrindo apenas os quadris. 

Edward respirou fundo, era linda e era sua, só sua. Ela sorriu e virou-se de costas novamente, se abraçando ao travesseiro e fechando os olhos. 

Ele riu e voltou a alisar suas costas com uma rosa. 

_ Sim, dormimos demais. Eu capotei do seu lado. Vamos levantar amor, precisamos comer alguma coisa ou eu não vou conseguir finalizar essa cartinha para a cegonha. 

Bella riu e se levantou, saindo da cama nua e indo para o banheiro. 

_Sabe? – ele falou, se levantando também. – Eu acho que minha fome passou. 

_Passou, é? 

_É. Passou totalmente. – ele falou, abraçando-a por trás, dando beijinhos molhados no pescoço e ombros. – Sabe, ninguém é mais feliz do que eu nesse momento. 

_Verdade? – ela se virou para ele, lhe dando beijinhos pelo peito e lhe mordendo o mamilo. 

_É sim... – Edward gemeu, jogando cabeça para trás e alisando os cabelos dela, quando ela começou e descer os beijos por sua barriga, quadril, evitando propositalmente seu membro ereto e necessitado dela. 

Ela jogou com ele, lhe beijando as pernas, alisando seu traseiro, dando lambidas na sua virilha, mas, sem jamais chegar aonde ele tanto queria. Ele observava, fascinado, como ela se soltava e se entregava a ele, sua esposa era uma mulher apaixonada e tão insaciável como ele. 

Bella brincou, provocando-o propositalmente. Quando ela finalmente envolveu a sua haste longa, dura e deliciosa, ela viu uma gota do seu prazer deslizar pela abertura. Bella lambeu, arrancando um gemido, quase um rugido da parte dele. 

A sensação que ele teve quando ela o lambeu foi como se tivesse colocado seu pênis em uma tomada, tamanha foi a descarga de energia que o percorreu, se alojando nas suas bolas, o fazendo ficar mais duro ainda. Quando sua pequena o tomou na boca, ele quase perde o controle, como se fosse um fodido adolescente virgem que está tendo sua primeira experiência sexual. Ela o empurrou delicadamente, fazendo com que ele se apoiasse na parede. Edward a segurou pelos cabelos, quando ela fez menção de se afastar. Ele sentiu quando ela riu, ainda com seu membro na boca e sentiu uma mordida na cabeça da sua haste, que quase lhe faz gozar. 

Ele jogou a cabeça para trás, alisando os próprios cabelos, enquanto ela começava com um vai e vem delicioso, fazendo-o gemer desesperadamente. Ele abaixou a cabeça e se deleitou com a imagem de sua pequena o tomando na boca pequenina e apertada, enquanto ele a guiava, a segurando pelos cabelos. Quando sentiu que ia gozar, ele a ergueu. Ela fez um bico e ele riu. 

_Oh não neném, quando chegar a hora de me derramar, vai ser dentro de você, olhando esse rosto que tanto amo e beijando essa boca que me enlouquece. 

Edward a fez ficar de costas para ele e se segurar na pia. Ele a observava pelo espelho. Entrou nela vagarosamente, observando as suas reações. Começou a se movimentar, intercalando entre o rápido e forte e o devagar e suave, lhe rodeou o traseiro e a puxou mais para ele. 

_Amo seu traseiro neném e como ele se molda perfeitamente em minhas mãos. 

Ele passou a mão em torno dele, sem deixar de investir contra ela. Colheu sua humidade, passando na sua abertura, deixando-a encharcada. Ficou mais duro quando introduziu um dedo e ela gemeu, se empinando mais para ele. Sem avisar, ele se retirou e se colocou na abertura de seu traseiro, se encurvando sobre ela, fazendo com que entrasse uns bons centímetros, sentindo a resistência normal do canal. 

_Neném? Relaxe e deixe-me brincar um pouquinho com esse lugarzinho, sim? 

_Sim... 

_Eu vou devagar para não te machucar, mas, não posso parar. 

_Eu não quero... Que... Pare. 

_Não vou parar. – ele falou, entrando mais e a segurando pelo quadril com tanta força, que ficaria as marcas dos seus dedos. 

Ele puxou sua cabeça para trás e lhe beijou de olhos abertos, para ver sua expressão de luxúria. 

Edward começou o vai e vem, levando ambos ao pico do prazer. Quando gozaram, o fizeram juntos, gemendo o nome um do outro. Edward se retirou dela e a pegou no colo, a levando para o chuveiro. 

_Edward, porque você sempre me carrega nos braços? 

_Eu amo carrega-la neném e, sempre que tenho uma oportunidade, eu faço. – ele falou, dando-lhe um tapa no seu traseiro. Bella tremeu e segurou um gemido, mordendo o lábio inferior. 

_Cachorro. – ela disse e entrou embaixo da ducha. Ele se postou bem trás dela, lhe beijando o ombro, enquanto a água quente relaxava seus músculos. 

_Amor, eu te machuquei? 

_Não, em absoluto, foi gostoso. Doeu, mas só no começo. Depois, foi só... 

_Prazer? – ele falou e abriu um sorrisão, convencido e adulado. Ela riu e retomou seu banho. 

-Quero sair para jantarmos. – ele falou, enquanto se ensaboava e ela retirava o shampoo do cabelo. 

_Está bem. Me passe o condicionador, querido. 

_Aqui. Eu estava pensando. Você gosta de comida italiana? 

_Uhum. Tome. – ela lhe entregou o condicionador e começou a massagear seus cabelos. Ele ficou às suas costas e começou a fazer isso para ela. 

Bella pegou o shampoo e se virou para ele, colocando uma boa quantidade na mão e começando a ensaboar os cabelos do seu amado. 

_Aonde vamos? 

_Eu pensei no “La Belle Itália”, mas, você escolhe. – ele falou e ligou o chuveiro, a colocando embaixo da água com ele, ambos tiraram a espuma do cabelo um do outro. 

Saíram do banheiro e Bella foi para a sua mala, pegar uma muda de roupas para ambos. Quando se vestiram, saíram abraçados do prédio. Bella percebeu que a calçada estava molhada. 

_Choveu? 

_Sim. Bastante. 

_E aonde eu estava que não vi? 

_Estava no mundo secreto do prazer, com Edward Cullen neném, aonde nada é permitido, a não ser gozar. 

Ele falou rindo, enquando ela corava igual a uma beterraba. Uma senhora, que passava por perto, ofegou quando ouviu o que ele disse e apressou o passo. 

_Você é mau, Edward! A podre mulher vai ter sonhos perturbadores hoje à noite. 

_Que tenha então, faz bem. Eu, por exemplo, tenho sonhos eróticos com você todo minuto. 

_Verdade? 

_Claro, eu mentiria porquê? 

_Eu te amo, sabia? - ela disse, se pendurando no pescoço dele. 

_Eu sei e eu também te amo neném. – ele falou, a abraçando. 

Entraram no carro e ele acelerou. 

Chegaram ao restaurante em vinte minutos e, assim que colocaram os pés lá dentro, foram recebidos por um homem muito bonito. Mas, seu marido era mais. Ele os levou para uma mesa bem no meio do restaurante, mas Edward disse que queria uma reservada. Ele os levou então para uma bem afastada das demais. Assim que se sentaram, Edward pegou a carta de vinhos e escolheu o mais caro, custava três mil dólares. 

_Amor? – Bella falou, pegando em sua mão e alisando-a. Ele estava sério, não, ele estava com raiva e Bella não sabia o porquê. 

_Fodido garçom de merda. Se ele olhar para você novamente, eu arrancarei seus olhos! 

_Quem? 

_O fodido garçom, ele está me irritando, não tira os olhos de você. 

Bella sorriu e mostrou o dedo anelar, com a aliança monstro que estava nele. 

_Está vendo essa aliança? Isso quer dizer que não estou disponível no mercado. E mesmo que eu estivesse sem ela, eu ainda estaria fora do mercado. Por que eu te amo,e não existe homem nenhum capaz de me tirar de você. 

Ele sorriu e lhe beijou, os dedos demorando no dedo da aliança. 





************






Nessie estava sentadinha perto da janela, observando como a chuva ia devagarinho sumindo e um arco-íris ia aparecendo. Ela gostava de arco-íris, ela e sua mamãe. Sempre que chovia, elas iam para fora e se deitavam na grama para ver o arco-íris. A professora disse que ele significava uma aliança que Deus fez com Noé, de que nunca mais ia destruir a terra com água, e Deus sempre cumpre as promessas dele. E era verdade, por que ela orava para ele toda à noite e pedia um papai que fosse bom e Ele deu a ela o seu papai. Ela olhou para o papel que estava em suas mãos, passou os dedos pelas letras escritas lá. Era bem visível, todo mundo podia ler se quisesse. Estava escrito Edward Antoni Masen Cullen e, no dela, ele tinha acrescentado os nomes também. Ela agora se chamava Reneesme Carlie Swan Masen Cullen. 

Ela sorriu e abraçou o papel. Ninguém nunca mais ia chamar ela, nem a mãe dela de nomes feios por que elas moravam sozinhas. Ela não entendia por que as pessoas não gostavam dela, nem da sua mamãe. Mas agora ela tinha um papai, um papai bonito e forte, tão forte que dava até medo, como no caso do filho da vizinha, o Brady, que sempre puxava seus cabelos na escola e sempre lhe roubava o lanche. Quando seu papai a levou para casa dele à noite, o Brady viu e, no outro dia, foi perguntar quem era o homem que estava com ela. Quando ela disse que era seu papai, ele ficou branco de medo, quando o seu papai chegou perto dele e disse com a voz grossa: 

“Fique longe da minha princesa, moleque ou eu vou lhe dar um cascudo.” 

O Brady correu para sua casa, chorando. Seu papai pediu para não contar nada a sua mamãe, pois ela ia brigar com ele e Nessie conhecia muito bem sua mamãe e sabia como eram as broncas dela; Nessie sempre terminava no cantinho de castigo ou sem televisão, ela não queria que seu papai ficasse no cantinho de castigo ou sem poder assistir os desenhos. Então Nessie não contou nada. 

_Meu bem? - sua vovó a chamou e ela se virou com um sorriso nos lábios. Agora tinha uma vovó que a amava muito. 

_Senhora? 

_Venha lanchar, meu bem. O vovô está lá na cozinha, esperando. 

_Está bem. Vovó, a senhora e o vovô têm mais netos? 

_Não meu bem, só você. – Esme falou e a pegou nos braços. Nessie adorava ficar nos braços. 

_Aqui está ela, Carl. 

_Venha meu bem, sente-se perto do vovô. A vovó fez um bolo de chocolate. E, que tal, se depois fôssemos ao cinema? 

_Podemos? De verdade? 

_Claro, meu bem. 

_Obrigada vovô. – ela falou sorrindo e o abraçou apertado. 



Assim que Nessie terminou de comer, Esme a levou para cima, deu-lhe um banho, a vestiu e penteou seus cabelos. Nessie desceu as escadas, correndo. 

_Vovô, olhe como estou! A vovó me deu esse vestido, não é lindo? 

Ela falou, rodopiando pela sala. Carlisle sorriu e olhou para Esme, que estava sorrindo com lágrimas nos olhos. 

_A história se repete, amor. – ele falou, observando sua netinha dançar pela sala. 

_Sim, ela se repete, só que agora é uma menina. – Esme falou, enxugando as lágrimas teimosas. 



Saíram de casa e foram para o shopping. Passearam, fizeram compras em uma loja de brinquedos e foram para o cinema. Assistiram um desenho animado com sua netinha no meio deles e agarrada à mão de ambos. Saíram da sala de cinema eram oito da noite e foram fazer um lanchinho. Compraram algumas coisas para Nessie e entraram em uma loja de móveis. Nessie escolheu uma cama com as cores das meninas superpoderosas, assim como o guarda-roupa, lençóis de cama e tudo que um quarto precisa. Compraram mais roupas para ela e sapatos e só foram embora porque o shopping estava fechando as portas. 



Lá fora, enquanto Carlisle colocava as compras no porta malas e Esme brincava com Nessie, eles viram uma mulher se aproximar deles furiosa. 

_Reneesme Newton! O que faz aqui e cadê sua mãe? 

Nessie tremeu e se abraçou a sua vovó. Esme olhou para a mulher que ousou assustar sua neta e, calmamente, alisou as costas dela, olhando para mulher à sua frente. 

_Quem é você? 

_Sou Norah, a avó dessa menina. Meu filho está como louco procurando por elas. 

_E seu filho é o Mike? 

_Sim, meu filhinho está procurando elas por toda a cidade. Ele está com os papéis da guarda temporária de Reneesme em mãos. 

_E por que ele iria querê-la se ele nunca se importou com ela? – Esme disse séria e continuou a alisar as costas da sua netinha, que estava tremendo. Esme sentiu sua blusa molhar com as lágrimas dela e uma raiva desmedida lhe tomou. Carlisle chegou ao lado delas e as abraçou. 

_E podemos saber em que ele se baseou para pedir a guarda de Nessie? 

Carlisle perguntou, calmo como sempre. 

_A mãe é uma vagabunda e não tem condições de cuidar dela, eu cuidarei daqui para a frente. 

Nessie estremeceu nos braços de Esme. Carlisle sentiu. 

_Ela não vai a lugar nenhum com você, nem com ninguém, senhora. Ela é nossa neta e não sai daqui, a não ser que seja com os pais. 

_Meu filho é o pai dela! 

_Não, não é. O MEU filho é legalmente o pai de Rennesme e o esposo de Isabella. – Carlisle falou, abraçando-as mais apertado. 

_Ela nem tem o sangue de vocês! – A mulher gritou, se descontrolando. 

_E eu com isso?- Esme falou, com a voz agitada. _ Carl, leva Nessie para dentro do carro, por favor querido. 

Esme disse já em modo SEAL, que Carlisle conhecia muito bem. Pegou sua netinha, que chorava em silêncio e foi com ela para o carro, que era à prova de som. Trancou-a lá dentro, entregando um urso branco de pelúcia a ela e ligando o DVD, colocando um desenho das meninas superpoderosas. Ele tinha equipado o seu carro para deixar sua netinha mais feliz e confortável desde o dia em que Edward disse que estava com elas. Ele sabia muito bem que era para sempre. 

Assim que Carlisle entrou no carro e fechou a porta, Esme se lançou para a mulher, que tomou um susto. Esme a bateu no carro ao lado do seu, lhe segurando pela gola da blusa de seda. 

_Escute aqui, sua vaca passada! Se eu souber que se aproximou delas, eu arranco seus implantes e a faço-a comê-los. Elas são da minha família agora e eu protejo a minha família. Diga ao merdinha do seu filho que fique bem longe delas, se ele sabe o que é melhor para ele. Por que, se ele as fizer sofrer, eu vou até o inferno, mas eu acabo com ele. E de lambuja, lhe arranco o couro. Suma da minha frente e diga ao bastardo do seu filho para enfiar o papel da guarda provisória no rabo! 

_ Algum problema aqui, querida? 

Carlisle falou, encostado no carro deles com os braços cruzados no peito. Conhecia-a muito bem para saber que ela estava por um fio de espancar a mulher, que estava tremendo de medo da sua pequenina esposa. Esme era sinônimo de respeito nos SEALs e ele sabia bem o porquê. Aliás, todos sabiam muito bem o porquê. 

_ Problema algum querido, já acabei aqui. – Esme falou, sem desviar os olhos da fulana. Soltou sua blusa e se afastou dela, indo para os braços abertos do seu marido e se abraçando a ele, para se controlar antes que fizesse besteira. 

A mulher correu de lá, como o diabo corre da cruz. Entrou em um carro extravagante e cantou pneu para fora do estacionamento. Eles entraram no carro e foram para casa. Sua netinha tinha adormecido e o rostinho estava molhado pelas lágrimas. 

_Eu juro Carl, que se eles se aproximarem delas, eu acabo com eles! 

_E eu ajudo meu bem, eu ajudo.

6 comentários:

  1. ain fofs and marrento Jazz u___u , ele ta afim da Allie ><
    fofs também Bella e Ed :3
    quando a Bella souber o que aconteceu com Nessie ela vai se sentir culpada ; tadinha ><
    Amando a história Milly diva u___u

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  2. Um espetáculo, mas devo confessar que gosto mais da parte da Esme por ser raro ela ser brava assim.

    Beijos flhota.

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  3. ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii,a nessie é uma fofa ,beijosssssss

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  4. A Esme encorporou a mamãe ursa e e bom ninguém mexer com sua netinha rsrsrsr eu amo essa Esme toda brava

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  5. Eita que Esme sabe impor respeito hein ? kkkkk

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