sábado, 1 de junho de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 16



Capítulo 16 



Seattle. 

Restaurante La graciosa... 



Rosálie estava entediada. Eles tinham chegado a pouco mais de uma semana e não tinham feito nada mais do que ficar no restaurante dele. Era interessante, no entanto, observar aquela bunda se mexer dentro daquela calça apertada, enquanto ele desfilava na sua frente, pegando algum ingrediente aqui, uma panela acolá... Ela estava sentada no balcão com seu copo de sangue nas mãos, longe do fogão, de onde tinha uma visão privilegiada de seu futuro parquinho de diversões. Assim que ela tivesse coragem para lhe contar que ele era seu companheiro de alma ou que ele descobrisse. Ela deixou cair a cabeça de lado quando ele se abaixou para tirar algo do forno e sua mente foi longe... Que bom seria, não? 



_Rose? 

_Oi? – ela despertou do transe bundal e olhou para as costas dele. 

_Pare de comer minha bunda com seus olhos gulosos, sim? 


Ele falou de costas para ela e depois a observou com uma mirada por cima do ombro que a deixou vermelha e excitada. 



Ela deu de ombros com ar indiferente. 



_O que é bonito é para ser apreciado gradíssimo tolo, não é o que dizem? 



Ele lhe sorriu e se aproximou, prendendo-a no balcão e entrando no meio de suas pernas. 



_É o que dizem, é? 

_É. 

_Então, quando terminar meu turno, iremos para o meu apartamento e eu vou deixar você secar minha bunda mais tranquilamente. 

_Só a bunda? Cara, quanta mesquinharia...– ela falou com cara de tédio e ele sorriu.
 

_O corpo todo, que tal? 

_Bem melhor. 



Ele abaixou a cabeça e escovou seus lábios, se afastando, sendo seguido pelo gemido de frustração dela. 



_Comporte-se milady. O que seu companheiro diria se visse você agindo assim? 

_Ele me agarraria. – ela falou saltando do balcão e indo lavar o copo na pia. 

_Eu não duvido nem um pouco disso querida. – Emmett falou, olhando ela rebolar todo o curto caminho. Ela seria sua morte um dia. 



A noite passou relativamente tranqüila. Apenas um ou outro incidente na cozinha, pois os ajudantes dele não conseguiam se concentrar tendo ela por perto e ela não poderia sair de lá nem que sua vida dependesse disso, e nem queria, verdade fosse dita. Houve uma ou outra crise de ciúme de ambas as partes também. Uma garçonete que sempre que entrava na cozinha ia até ele e dava um tapa na sua bunda e dizia uma piadinha. Ela fez isso duas vezes. Na terceira, Rosálie a esperou do lado de fora da cozinha, a distância suficiente para que não forçasse o elo de sangue e ele não viesse atrás dela quando sentisse a corrente invisível ser puxada. Ela agarrou o pescoço da lambisgóia e lhe mostrou as presas, rosnando um aviso de “afaste-se antes que eu decida me divertir chupando seus olhos para fora de seu crânio, como se fossem uvas”. Isso foi suficiente para que a mulher não entrasse na cozinha pelo resto da noite e Rosálie não estava nem aí se ela tinha acabado de revelar sua verdadeira identidade a uma mortal. Se ela enchesse o saco, era só quebrar o seu frágil pescoço.  Assim que entrou na cozinha, ela o encontrou parado, de braços cruzados no peito e de cara séria. A pegou pelo pulso e a empurrou para a dispensa. Não tinha nenhum ajudante na cozinha. 



_Hei! Cadê os meninos? 

_Comporte-se Rose. Ou eu serei forçado a lhe bater no traseiro. 

_Como se você fosse corajoso para tal coisa. 

_Não me teste. Ela é uma das minhas melhores garçonetes, então não a mate com seu temperamento. 

_Só estava cuidando do que é meu, grandíssimo tolo. 

_Você viu seu companheiro por aqui, foi? - ele ergueu a sobrancelha em questionamento. - Ela estava dando em cima dele, é? 

_É. Ela estava. – Rose rosnou e se soltou dele de um puxão.  

_Não mate ninguém no meu restaurante, princesa. 



Ele se virou para sair e ela o seguiu enfezada. Estava já para pegar um megafone e gritar no ouvido dele. “Hei seu anormal, é você o meu companheiro de alma, seu retardado!” Cara o homem era lento, parece que na distribuição de cérebros ele estava dormindo. Tinha mais gostosura em todo o seu corpo do que massa cefálica naquela cabeçorra!  



*********** 






Londres... 



Bella o sentiu nadar em volta de si na grande piscina aquecida. Sorriu quando ele puxou seu tornozelo e, antes que afundasse, ele emergiu, lhe abraçando apertado e lhe beijando os lábios. 



_Você demorou. – ela resmungou através do beijo e ele sorriu, lhe mordendo bem devagar o lábio inferior. 

_Perdão, tive alguns contratempos na empresa, mas estou aqui com você e para você. 

_Que bom então. Amanhã você estará em casa cedo? 

_Para quê? – ele perguntou, lambendo uma gota de água que escorreu pelo seu pescoço. 

_Tem um jantar em nossa homenagem na casa dos minun... Inungidô... Hã... 

_Myungjo amor, eles são chineses. Todo ano tem. Talvez eu não possa ir, mas se você quiser, pode ir. Enna e Alexei irão com você. 

_Ah, mas aí vai ser chato. Eu quero ir com você. Daqui a dez dias estamos voltando para Seattle e eu tenho que deixar algumas coisas preparadas para viajarmos para a Escócia. Você também tem muitas coisas na empresa de lá, não nos veremos direito, gostaria de aproveitar nosso tempo aqui. 

_Eu sei amor, me perdoe. Eu prometo que farei de tudo para chegar aqui cedo, está bem? 

_Está. 



Ele não chegou. Bella estava toda arrumada de bolsa na mão, sentada no sofá da sala, esperando ele a duas horas e ele nada. Seu celular tocou ao seu lado e ela já sabia quem era. 



_Alô. 

_Amor, mil perdões, não pude me livrar das coisas rápido o bastante, mas se você quiser eu vou correndo para casa. Ainda dá pra pegar o final da festa. 



Bella ouviu o barulho de música eletrônica ao fundo. 



_Aonde você está? 

_Na empresa, porquê? 

_Nada não. 

_Me espere que eu chego em meia hora e nós vamos, está bem? 

_Não precisa. Eu já estou de camisola mesmo, vá trabalhar, está tudo bem. 

_Amor, me perdoe, eu... 

_Boa noite, Edward. 



Ela desligou o celular e subiu as escadas. Se despediu dos empregados e foi para o quarto. Tirou o vestido azul e vestiu uma camisola. Seu celular tocou novamente. 



_Alô? 

_Isabella? 

_Sim sou eu, quem é? 

_Sou Victória. Olhe o arquivo que eu estou mandando para você, você vai gostar.  



O telefone zumbiu com o aviso de mensagem e ela abriu o arquivo. Era uma foto de Edward. Ela reconheceu a roupa com que ele saiu hoje cedo. Ele estava em uma boate com várias mulheres ao redor e ele estava sorrindo. Seu coração apertou no seu peito. Ela desligou o celular e se deitou, tentando explicar para si mesma que era alguma pegadinha. Muitos no reino dos vampiros não gostavam dela, achavam que esse casamento foi ridículo, desnecessário. 



Três horas depois, ela ouviu ele entrar no quarto e ir direto para o chuveiro. Ele tomou uma ducha e voltou para a cama, vestido em suas calças de seda negra. Se deitou às suas costas e a puxou pra si. 

_Perdão, o trabalho está acabando comigo. 

Ela assentiu com a cabeça, sua garganta fechada demais para que passasse alguma palavra. 

_Amor, o que foi? 

Ela negou com a cabeça. Ele a puxou mais para perto e lhe beijou o pescoço. 

_Quer fazer amor? – ele perguntou perto do seu ouvido, alisando seu ombro e tirando a alça da camisola do caminho. 

_Não. – ela falou, colocando a alça de volta no lugar. _ Estou cansada e com dor de cabeça. 

_Você não está com dor de cabeça. – ele falou com o cenho franzido, vasculhando seus pensamentos e sentindo seu corpo. 

_Estava e tomei um comprimido. Tenho medo de me mexer e voltar novamente. Você sabe como são as dores e sempre me dá ânsia de vomito quando estou com dor de cabeça. 

_Então tá, se você diz... Boa noite amor. 

_Boa noite Edward.  



********* 



Seattle 

1:00 da manhã 



Depois que o restaurante fechou e todos foram embora, eles ficaram fechando o caixa e fazendo anotações para as compras de amanhã. Rosalie estava pronta para deitar no chão da cozinha e dormir um cochilo. 

_Só vou guardar algumas coisas no escritório e podemos ir, ok? 

_Ok.– ela falou, cobrindo um bocejo com as costas da mão. 



Eles seguiram pelo corredor e, assim que a porta se fechou, ele foi para o cofre e digitou a senha, sabendo claramente que ela estava vendo tudo. Isso era estranho. 



_Não tem medo que eu lhe roube? Sabe, eu tenho tendência a pegar o eu quero sem pedir permissão. 



Ela falou ao seu lado, encostando na parede e cruzando os braços no peito. Ele não respondeu, apenas sorriu. 



_Você está se arriscandooooo... 



Ela cantarolou perto da sua orelha, mas ele não lhe deu bola e continuou a mexer lá dentro. Tirou um relógio feminino caro e lhe pegou a mão delicadamente, o colocando no seu pulso. Isso deixou Rosálie desconcertada. 



_O quê?... 

_Fica bem em você, não acha? 

_Sim, mas... 

_Você estava de olho nele quando fomos ao shopping ontem. 

_Eu sei, mas, como você comprou? 

_Eu pedi para Jhimy comprar para mim. 

_Obrigada... É lindo... Realmente obrigada, ninguém, fora meu irmão e meu tio me dão mimos... 



Ela falou timidamente de cabeça baixa, olhando o relógio. Ele agarrou seu queixo entre os dedos e lhe subiu a cabeça delicadamente para cima, na altura dos seus olhos. 



_Acostume-se doçura. Acostume-se a ser mimada por mim.  



E ele a beijou forte e poderosamente. A segurou pelos quadris e a empurrou contra a parede. O cofre se fechou com um baque alto, mas nenhum dos dois se importou. As pernas de Rosálie foram suspensas e presas nos quadris dele, enquanto lhe devorava o seio por cima da blusa. O amasso estava ficando mais intenso a cada segundo, até que uma batida na porta os tirou do transe. Ambos rosnaram, só que o seu rosnado foi literalmente de fazer arrepiar os cabelos de qualquer mortal. Seu companheiro lhe beijou a bochecha, respirando com dificuldade, lhe apertou firme quando as batidas se tornaram insistentes e ela olhou com os olhos negros para o objeto de seu desafeto.  



_Hei amor, calma, resolvo e volto.– ele lhe beijou o rosto e a soltou, se dirigindo para a porta e abrindo calmamente, como se nada tivesse acontecido, enquanto que ela estava tentando encontrar seus pulmões e seu cérebro. 



Assim que ele dispensou o homem, ele entrou com uma caixinha na mão e lhe sorriu. Ela desconfiou desse sorriso. 

_O quê? – ele perguntou com inocência, reverberando em cada sílaba. 

_O que tem nessa caixa? 

_Nada. 

_Emm... 

_Não é nada, apenas uma coisinha que eu comprei. 

_Você anda comprando muitas coisinhas ultimamente. 

_Relaxe, você vai gostar. 

_Se você diz... – ela falou e ficou observando a maldita caixa, querendo ter visão de raio X pra ver o que tinha dentro. 

_Vamos para casa doçura. 



Ele pegou sua mão, entrelaçando os dedos e juntos saíram, fechando e apagando as luzes pelo caminho. Se dirigiram para o jipe monstro dele e tomaram a direção do apartamento dele. Ela o olhou e fez uma pergunta muda e ele respondeu dando de ombros. 



_Emm... 

_Relaxe. 



Ela deu de ombros então. O que poderia acontecer no apartamento dele? Eles transariam e ela contaria que ele é seu companheiro de alma destinado a ficar com ela e aguentar suas recém adquiridas crises de TPM com tendências assasinas. Tudo normal, nada que não pudessem resolver juntos. A menos que ele fugisse dela, correndo e gritando por não querer conviver com uma vampira centenária. A indicação de sua idade fez um calafrio passar por sua espinha.  Ela olhou pelo canto do olho para ele e pegou seu olhar a encarando. 

_Chegamos. 



Ela olhou em volta para o luxuoso prédio ao qual tinham parado em frente. Tinha se perdido em pensamentos e nem havia percebido que já tinham chegado. 



_Ok. – ela falou e ficou retorcendo a barra de sua blusa de seda negra, arrancando acidentalmente um botão junto com um pedaço do tecido. 

_O que você tem Rose? 

_Eu... Emm, você me considera muito velha?  – ela virou de lado no banco e cruzou as mãos descansando-as no colo. 

_Você é uma boba. - Ele lhe deu um selinho e riu, enquanto saia do carro e dava a volta, abrindo a porta para ela. O cavalheirismo não morreu afinal. 

_Você não me respondeu. 

Ela resmungou, andando ao lado dele. 

_Não Rose, eu não acho que você é velha. Não para sua idade, pelo menos. 



Ela ia replicar, mas o sentiu congelar no lugar e ela não entendeu o motivo da parada brusca.  Emmett prontamente a abraçou pela cintura, enfiando os dedos dentro da barra rasgada da sua blusa, alisando sua barriga e olhando mortalmente para um homem que veio na direção deles. 



_Boa noite McCarter. Namorada nova? 

_Rice. – Emmett não os apresentou e Rose não soube o porquê. 

O homem girou a cabeça na sua direção e estendeu a mão, que ela pegou e apertou, mas por educação do que por afinidade. O homem era esquisito. 



_Prazer doçura, sou Boec Rice, caçador igual ao seu namorado aí. Você sabia disso? 

_Não começe a pressionar botões agora, Rice. – Emmett rosnou e Rice sorriu pra ele. 






Rose sentiu uma furada na palma da mão e puxou depressa, se soltando do agarre do homem, que sorriu com escárnio, quando observou o pequeno corte da mão dela se fechar no mesmo instante em que foi feito. Emmett a jogou para trás de si e empurrou o homem tão forte que ele se estatelou no chão. Rose rosnou e suas presas despontaram. Ela foi em cima do sujeito, mas Emmett a parou, lhe segurando pelos braços. 



_Não Rose. 

_Eu não consigo acreditar _ Rice falou, se erguendo e sorrindo desdenhosamente para o casal à sua frente _ Glory Days havia me contado que você tinha virado babá de um chupa sangue, mas eu não acreditei. O Emmett? Nem fodendo, eu disse, ele odeia essas bestas mais do que odeia os lobos, sua vida é caçá-los e destruí-los. 

_Cala a boca, Rice... 

_Mas agora vejam vocês, protegendo uma sugadora do inferno. 

_Cala a boca, Rice... 

_Está comendo ela também? Deixe-me ver... Vai fazer como de costume? 

_Rice... 

_Vai comê-la e depois degolá-la? 

_CALA A PORRA DA SUA BOCA IMUNDA, RICE!!!  

_Ah, qual é McCarter? Sempre tão avarento, nunca gostando de dividir e... 



Rice foi arremessado no chão, quando o punho de Emmett se chocou contra a sua boca. Assim que o homem estava no chão, Emmett se sentou em seu peito e segurou sua camisa, o suspendendo. O primeiro soco acertou o olho, o segundo a boca, o terceiro a garganta, esmagando a traqueia e Rice arquejou buscando ar. Rose o tirou de cima, antes que ele o matasse.  



_Nunca, nunca mais chegue perto dela ou fale com ela, ou mesmo olhe para ela! Eu não sou você que se diverte torturando! Eu não caço por diversão! E eu caço os desertores e os caídos, nunca os bons! Nunca ela!!! 

_Emm, vem, vamos entrar, por favor, está juntando gente. 



Rosálie o puxou, quando ele avançou para o homem que continuava caído no chão, buscando ar. Eles entraram no hotel e antes das portas do elevador se fecharem, Rosálie ainda viu um carro parar e uma mulher alta e muito bonita descer do veículo, colocando Rice dentro e olhando para ela mortalmente. Eles caminharam pelo corredor calados. Sua mão sangrava e ela estranhou, porque o corte já tinha se fechado. Uma olhada mais e ela viu que ele tinha se aberto novamente. Estava enegrecida e doía como o inferno. Assim que entraram, ela foi ao banheiro do quarto dele e ele sentou no chão do lado de fora esperando. 



_Droga, droga, droga! Pare de sangrar, maldição! 

_Rose? – ele bateu na porta. Ela rapidamente cobriu a mão com uma toalha. 

_Oi? 

_Está bem? 

_Hum... Sim. Eu estou bem eu... Vou tomar banho. – ela respondeu o que pareceu o mais casualmente possível. 

_Está certo... 



Assim que ela tirou a blusa e ainda de sutiã, a porta se abriu e ele entrou direto para ela. Rosálie escondeu a mão atrás das costas, mas ele a pegou delicadamente e trouxe para perto do seu rosto e fez uma careta quando viu o corte gangrenar rapidamente. 



_Segoé. Filho da puta! 

_O que é Segoé? 

_É uma erva muito poderosa, chamamos de vai e não volta. – ele se abaixou em frente à pia e vasculhou lá dentro, pegando uma caixa preta. 

_Por que vai e não volta? 

_Vampiros tem o poder de regeneração, quando um membro é amputado outro nasce no lugar. 

_Sim, eu sei, sou vampira, dãn! 

Ele sorriu friamente. 

_Então, como eu estava dizendo, o Segoé não permite que o membro se regenere. Se aplicar essa poção, a parte atingida é mortalmente afetada. Se não conseguir o antídoto, você perde a parte do seu corpo em questão de minutos, ela murcha, seca e cai, nunca mais nasce.  

_Que interessante, não? 

_É muito raro de se conseguir, eu mesmo não o tenho e eu achei que nenhum dos caçadores o tinha. Estava enganado, vejam só! 

_E o antídoto... Você tem? – ela perguntou nervosa, o corte estava queimando e ela já sentia a dormência tomar conta da mão. Dormência e dor, as duas aos mesmo tempo. 

Ele mexeu dentro da caixa e tirou de lá um punhal serrilhado, feito de osso branco e madeira. 

_Uou, uou companheiro vamos parar por aí! – ela ergueu as mãos se afastando dele. Já tinha uma breve idéia do que significava isso e não estava gostando nada. 



Emmett revirou os olhos antes de puxá-la para sua frente e colocá-la em cima da pia, ficando entre suas pernas. 



_Quietinha Rose... 

_Me diga que essa merda é a sua lâmina de barbear e que você pretende me depilar as pernas. Diga! 


_Tenho que... Amputar sua mão. 

_Nem fodendo! 

_Vai se regenerar novamente, em dois dias no máximo! 

_Eu sei, só que essa merda dói, Emmett! 

_ESCUTA! É O ÚNICO JEITO! EU TENHO QUE CORTAR SUA MÃO FORA, ANTES QUE O VENENO SE ESPALHE E VOCÊ FIQUE MANETA PELO RESTO DA VIDA! OU É ISSO OU FICA SEM NADA PARA SEMPRE! 

_Emm... 

_Não temos escolha. 



Ela o olhou e respirou fundo, estirando o braço para ele. Essa merda doía pra burro. Sempre se regenerava, mas enquanto o processo não estava concluído era muita dor. Cortar um membro doía, como em qualquer humano. A diferença era que nos vampiros eles cresciam, nos humanos não. 

Ele a desceu da pia e pegou toalhas, cobrindo o balcão. Colocou seu braço gentilmente em cima e pegou o punhal serrilhado. Ela enfiou uma toalha na boca e a cara no peito dele. 



_Faça. 

_Não tenho anestesia e também não há tempo de providenciar... 

_Apenas faça. 



Ela falou, sua voz abafada por causa do pano. Cinco movimentos fortes e sua mão foi separada do seu braço, perto do cotovelo, para evitar o veneno de agir. Ele fez um curativo e ela estava mais que agradecida, quando ele a pegou nos braços a levando para cama. Todo o seu corpo termia de dor. Não tinha remédio para aliviar, não existia. Eram dois, três dias de dor excruciante, agonizando, enquanto bem devagar se reconstruía a sua parte de braço arrancada. Ele deitou atrás dela. 



_Hei, princesa, estou aqui com você. Sempre estarei. 



Ela assentiu. Não conseguia falar, se abrisse a boca gritaria de dor e ela não gostava de dar escândalos. Ele a abraçou e beijou seus cabelos, sussurrando que estava com ela, que nunca a deixaria.  



************ 



Bella acordou e ele já tinha saído. Ela fez sua higiene como de costume e, quando estava dentro do closet, escolhendo a roupa de hoje, ele entrou no quarto apenas de calça jeans e camiseta, lhe abraçou pela cintura se posicionando atrás dela. 



_Bom dia. 

_Bom dia... Pensei que você ia trabalhar hoje. 

_Percebi que eu te deixei chateada ontem, vou me redimir com você hoje. 



Ela sorriu e ficaram namorando um pouco na cama. O café foi servido no quarto e, depois de comerem, o celular dele tocou. Ele atendeu e ficou sério, andou pelo cômodo e Bella suspirou, já sabendo o que viria. Ele entrou no closet e, quando saiu de lá, já estava vestido formalmente. A olhou com cara de arrependimento, o que foi o suficiente para que ela não ficasse com raiva dele. 



_Prometo não demorar. Prometo. 

_Está bem. 



Ele chegou no outro dia, à tarde. Tomou banho trocou de roupa e, depois de lhe dar um beijo se desculpando, ele saiu novamente. Ela não recebeu mais mensagens, nem fotos, nem telefonemas mandando ela ficar de olho aberto ao seu redor. Quando completou quinze dias que Rosálie e Emmett tinham ido para Seattle, ela fez sua mala. Ligou para ele, dizendo que pretendia embarcar hoje mesmo para Forks. Seu pai estava com saudades e ele disse que tudo bem. Ele estranhou, mas aceitou, já que ele não poderia ir com ela. Mas se encontrariam em três dias, eles jantariam na casa de seu pai.  





*********** 



Rosálie olhou para Emmett esparramado ao seu lado na cama e sorriu. Ele parecia um bebê.  Um bebê grande e robusto, mas ainda assim um lindo bebê. Hoje tinha completado os trinta dias do seu castigo. Com o nascer do sol, a corrente de sangue se quebraria. Ela observou fascinada os primeiros raios se infiltrarem pelo quarto dele, atingindo o chão e, bem devagar, se arrastando para dentro do cômodo, parando exatamente em cima da cama, a banhando com seu quente e agradável calor matinal. 

Ela sentiu a corrente se partir quando o sol bateu em seu pulso. Seu coração acelerou e ela testou sua mais nova recuperada liberdade. Se ergueu da cama e, pela primeira vez em um mês, ela foi ao banheiro sem ele ao seu lado. Era maravilhoso! Tomou um banho demorado, olhando seu braço reconstruído. Tinha uma linha fina rosa pálida, onde foi feita a amputação, mas sumiria em pouco tempo. Ela movimentou seus dedos, perfeitos, todos eles. Sorriu com a lembrança dos três dias de dor e agonia em que ele não saiu do seu lado. Ele passou três dias se alimentando de bolachas e água, já que era a única coisa que ele tinha em casa. Eles ficaram todo o tempo no apartamento dela. A primeira vez que vieram para o dele foi no dia do “acidente”. Ele não tinha feito compras e tinha apenas bolachas no armário. Ele a levou nos braços, mexendo-a o mínimo possível para que não sentisse dor. Pegou as bolachas e as garrafas de água e voltaram para o quarto. Enquanto ela delirava de dor, ele a abraçava e dizia que nunca mais deixaria que algo acontecesse com ela.  

Assim que terminou seu banho, ela vestiu uma das camisas dele, dobrou as mangas e foi até a cozinha. Estava verde de fome e sede. Ligou para um dos refúgios e pediu para um dos soldados levar comida e sangue. Deu o endereço e esperou. Assim que chegou, ela o recebeu, pegou as sacolas e agradeceu. Furou a ponta de uma bolsa de sangue e, enquanto preparava o café, bebia tranquilamente. 

Foi rápido e seus instintos estavam bem alerta, quando rodou com a faca na mão e afastou, com um golpe, o punhal que foi atirado em sua direção. A mulher do carro que socorreu o safado do caçador que lhe envenenou estava parada na porta da cozinha, lhe olhando com ódio. Rósalie sorriu e chamou-a com o dedo. 



Elas rodaram em volta de si, antes da mulher, que era uma caçadora, era óbvio, se lançar em sua direção, só pra receber um corte bem generoso no braço. Ela gritou de dor e Rosalie pulou para o teto, correndo através dele e se lançando em cima da mulher por trás. Pegou-a pelo pescoço, sentando no chão, com ela imóvel e o pescoço à mostra. Estava tão faminta que comeria essa loba inteiro em dois minutos e não era uma metáfora não!  

_Ora, se eu soubesse que minha refeição viria até mim, eu nem teria aberto a bolsa de sangue. Mas, com a fome que eu estou, não tem importância, me alimento de você e do sangue extra. Importa-se, querida? 

_Vá se foder! 

_Não querida, é você quem vai. 



Quando Rosálie abriu a boca, com suas presas à mostra e antes de chegar perto da garganta da vadia, ela foi suspensa e empurrada para o balcão. Olhou mortalmente para a pessoa a sua frente. 



_Emmett, se afaste!  

_Acalme-se Rosálie, não vai matar ninguém aqui na minha cozinha. 

_Ela tentou me matar primeiro! 

_Glória, vai para casa. Eu não tinha pegado suas chaves extras? 

_Tenho cópias, querido. 

_Devolva, esse não é o lugar e nem a hora para conversarmos. Vai. 



A mulher olhou para Rosálie e a camisa que ela estava vestindo e fez uma careta, antes de sair de lá com um pano apertando o corte. Assim que eles ficaram sozinhos, Rósalie disparou a pergunta para ele. 

_Quem ráios é ela? 

_Glória Makena. – ele falou, pegando algumas coisas que estavam espalhadas pelo chão. 

_E? 

Ele suspirou, enquanto pegava o esfregão para limpar o sangue que manchava o piso de madeira. 



_Ela é caçadora e minha amiga. 

_Eu posso imaginar o tipo de amizade que você tem. – Rosálie rangeu os dentes. 

_Eu não tenho nada com ela, Rosálie. 

_Não acredito! Ela até tem a chave daqui! 

_Eu já pedi, ela deixou aqui. Pare de gritar. – ele falou sério, chateado, mas Rosálie não queria ficar calada. Ela foi atacada por um segundo caçador em menos de quatro dias, estava cansada! 

_Ela veio claramente para me matar e você a defende? Eu devia mesmo saber que você ficaria do lado dela, você é caçador! 



Ela saiu da cozinha e foi para sala e, antes de alcançar a porta, ele a prendeu na parede, lhe prensando o corpo com o seu. 



_Eu não estou defendendo ela, apenas não quero você brigando, estava doente esqueceu? Quase morre. 

_Porque você se importa? Não somos nada um do outro. 



Ela falou ofegando, quando ele olhava direto para sua boca, lhe deixando excitada e nervosa. Abaixou a cabeça, tinha que sair daqui. 



_Eu discordo. E tem mais Rose, por mais que seja excitante vendo duas mulheres brigarem por mim...  

Sua cabeça atirou para cima com a pronúncia do nome companheira. Ele estava sorrindo presunçoso para ela e ela estreitou os olhos. 






_Desde quando você sabe? 

_Desde o dia em que você me falou que seu companheiro nem se quer sabia que você o tinha encontrado e você estava bem na frente dele todos os dias, a quatro dias. Eu era o único que estava ao seu lado durante esses quatros dias e também eu fiz meu dever de casa. Sua primeira menstruação depois do nosso primeiro encontro, sua raiva e ciúme sem motivo, minha raiva e ciúme doentio sem motivo aparente e o fator mais óbvio minha querida. Quando um vampiro encontra seu companheiro de alma, ele fica perdido para qualquer outra pessoa. Seria impossível você tolerar meu toque em seu corpo, quiçá se excitar comigo. Só acontece por que, minha querida, eu sou seu escolhido e a porra do homem que te ama Rosálie Cullen. Meu passado morreu na noite em que eu te conheci. Por que você não me falou logo?  



_Tive medo de você sair correndo. E você era tão indiferente a mim. 

_Eu nunca fui indiferente a você, nem mesmo antes de descobrir o que eu era na sua vida e o que você significava na minha. Não precisava ter medo de me contar. Eu nunca fugiria de você, amor. Nunca.  



Sua respiração travou em sua garganta e se tornou quase impossível respirar ou pensar. Rosálie o olhou atentamente e viu o mais puro amor nos olhos mais belos que um dia teve o privilégio de ver. 



_Amo você, Emmett McCarter. 

_E eu a você, Rosálie Giliam Cullen. – ele a olhou e sorriu safado. _ Apesar de você ser uma tremenda dor no meu saco. 



Ela lhe bateu na cabeça e ele sorriu. Ficaram se encarando, antes dele calmamente lhe levar para o quarto e deitá-la na cama. 



_Quando eu acordei, eu gelei por dentro quando não te vi. Achei que você tinha fugido de mim. Estava pronto para te buscar até na casa do teu irmão e te trazer arrastada, se preciso fosse. 



Ele falou lhe beijando o pescoço e ela ronronou como uma gatinha. 

_Eu só fui preparar o café. 

_Nunca mais saia de perto de mim novamente. 

_Às vezes precisarei me afastar, você sabe. 

_Eu estarei ao seu lado. 

_Eu sinto uma pontada de insegurança? – ela falou e farejou o ar. _Sim definitivamente insegurança, mas não deveria ser eu a ficar insegura? 



Ela falou e alisou os cabelos curtos dele. Ele lhe ergueu uma perna e ficou fazendo círculos na sua pele. 



_Não tem por que ficar insegura, Rose. Eu jamais correria de você. Para perto sim, para longe... – ele lhe beijou os lábios calmamente sem demora, antes de terminar a frase. _Nunca. 

_Acho bom. 

_Acha, é? 

_Uhum... Emm? 

_Hum Rose? – ele falou, enquanto beijava seu pescoço. 

_Quando nós vamos... Brincar? (N/B: OMG, MORRI AQUI!!) 



Ele ergueu a cabeça e seus olhos se prenderam aos dela. 



_Você quer brincar, neném?  

_Quero. – ela fez um bico que foi desfeito rapidamente, quando ele lhe atacou os lábios com fome. 



Rapidamente suas mãos entraram pela camisa que ela vestia e abriram os botões um a um, revelando sua pele branca e leitosa. Ele se apoiou nos joelhos e acariciou sua barriga, descendo os dedos para o cós da calcinha de seda e renda, que parecia uns shorts com babados. Tinha desenhos de pequenos morcegos voando e ele sorriu. 

_Por mais que eu goste das suas calcinhas... – ele puxou a peça do caminho. _ Prefiro você sem nada. Assim, bem assim, só para mim. Oh porra Rosálie... 

_Você gosta do que vê? 

_Bom, tem a letra E desenhada em seus pelos pubianos. Se isso não for a coisa mais sexy que uma garota fez para mim, eu não sei o que é.  



Ela enlaçou sua cintura e o puxou pra si. Eles se beijaram calmamente, aos poucos construindo o prazer de ambos. Sua calça moletom foi rasgada pelas mãos inquietas dela e ele as prendeu a cima da cabeça. Ela fez biquinho e ele negou. 



_Do meu jeito, doçura. Ou não vai ter nada. 

_Está bem. – ele revirou os olhos em sinal de tédio. 

Apesar de Rosálie estar brincando e querendo tomar o controle, o que é mais que normal, já que ela é um vampiro, por dentro ela estava tremendo de nervoso. Nunca em sua vida tinha ficado nua na frente de homem algum, tirando seu irmão, mas isso não conta. E era virgem, uma virgem de mais de quatrocentos anos! (N/B: kkkkkkkk, sério gente, não dá pra não rir não!!) De repente, Rose achou estranho que depois de tanto tempo e tantos machos atrás dela, ela se entregaria a um humano, ao seu companheiro. Bom, algumas coisas, como se guardar para o seu verdadeiro amor, faziam sentido agora pra ela.


Emmett trabalhava calmamente, tentando ser o mais suave possível com ela. Era virgem e doeria com certeza. E depois de tudo pelo que ela passou esses dias, o que ele menos queria era lhe infringir mais dor. Abriu mais as pernas dela com as suas e sua ereção cutucou sua entrada. Ele quase revira os olhos ao sentir o quão molhada ela estava. Teve que ranger os dentes, buscando todo e qualquer vestígio do seu controle, para poder não se afundar fortemente dentro dela. Beijou seus seios lindos e alvos. Os bicos estavam enrugados, como pequenos brotos, e ele os sugou calmamente. Subiu os beijos para seu pescoço e orelha. 



_Coloque seus braços em volta de mim, meu amor. 



Ela o fez como ele tinha pedido. Ememtt procurou ser o mais terno e carinhoso possível, mas a dor foi inevitável. Quando a penetrou, ela se retesou e fechou os olhos. Uma lágrima desceu, fazendo seu caminho pela sua bochecha até a garganta, onde ele a colheu com sua língua. 



_Chiiii... Já passou amor, não vai mais doer, eu prometo. 

_Eu... Acredito em você. 



A dança mais antiga já feita pelo homem foi executada naquela cama. Seus corpos, suados e trementes, chegaram juntos ao prazer supremo do ato de amor realizado por eles. Ainda tremendo, Rosalie suspirou e se deixou cair para a inconsciência nos seus braços e Emmett ficou a observar o ser deitado em seus braços. Nessa hora, ele teve certeza que finalmente tinha encontrado seu lar. Nos braços dela, tinha encontrado sua felicidade. Agora era só enfrentar o irmão.  Talvez fosse melhor falar com ele levando junto seu arsenal mais pesado de caçador ou seu pescoço estaria em apuros, companheiro dela ou não.




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N/B: OMG, que capítulo foi esse???!!! Fantástico, absolutamente incrível!! E olha que ele não teve com personagens principais Edward e Bella! Adora essa capacidade que a Milly tem de dar protagonismo a todos os personagens, tornando todos não importantes como o casal principal!! 

Sem dúvida, este foi um dos melhores caps até agora!! AMEI!!

Um comentário:

  1. Emmett e Rosie perfeitos demais !!!!!! Agora o que Edward anda aprontando hein ? Vai acabar perdendo a mulher ....

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