segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Fogo dos Teus Olhos: Capítulo 6







Capítulo 6












Ela estava em mais um dos seus tumultuados sonhos. Nesse, ela se encontrava sozinha, perdida na escuridão, abraçada a si mesma, chorando por seus pais que a deixaram. Era sempre assim. Qualquer que fosse o sonho, calmo ou turbulento, ela sempre chorava a perda deles. Bella abriu os olhos para a escuridão da noite, sozinha outra vez. A solidão era uma constante em sua vida. Passou a mão pelos cabelos, suspirando chateada por mais uma vez estar só. 



_Oi. 



O som rouco e profundo veio do lado de sua cama, onde sua velha poltrona estava localizada. Ela virou a cabeça para aquela direção e sorriu, não pôde evitar. 





_Está atrasado. – Ela falou, tentando soar séria. 



_Perdão. – Ele sussurrou, se erguendo e caminhando em sua direção. 



_Não há perdão, você mentiu quando disse que voltaria em uma semana. 



_Fiz de tudo para voltar cedo. – ele se deitou ao seu lado na cama, estava apenas de boxes preta. 



_Não se esforçou o suficiente. – ela falou, fazendo cara de brava, seus olhos devorando cada centímetro de sua pele exposta. 





Ele riu, diversão clara e aconchegante, ecoando no silêncio do quarto, enquanto ele a trazia mais para perto do seu corpo quente, abraçando-a contra a muralha peluda de seu peito. “Oh, como sentiu falta desses braços a envolvendo. Como sentiu falta dele”. Bella pensou, enquanto se aconchegava mais perto e deitava a cabeça, descansando realmente pela primeira vez depois de todos esses dias. 





_Amanhã conversaremos, ainda estou com raiva de você, deveria ter me ligado, pelo menos. 





Ela resmungou e ele riu. Ele estava muito feliz, pelo que deu para notar. Sentiu os lábios dele em seu pescoço, os dentes marcando o local. Se arrepiou toda! 



_O que posso fazer para que me perdoe, bebê? Hum? O que eu posso fazer? 





_Nada... – ela suspirou contra o peito dele, sentiu seus dedos fortes em seu queixo lhe erguer a cabeça, a olhando intensamente. 





Ele simplesmente sorriu. Um lento curvar dos lábios, que fez os sentidos dela aguçarem, com uma fome avassaladora para saboreá-los, senti-los contra os seus. Precisava senti-los, como um viciado que precisa de mais uma dose. 



Ele leu o desejo em seu rosto, a boca carnuda envolveu a sua em um beijo faminto, desejoso, saudoso. Ela gemeu se entregando a ele, a esse momento, por que nada mais importava a não ser ele, só ele, apenas ele. A língua atrevida entrou em sua boca, lhe roubando o juízo, o discernimento, a vontade de ficar brava com ele. Ela não queria mais ficar brava, nem nada do tipo. Suas mãos entraram pela camisola, a erguendo e tirando de seu corpo. Ela o segurou perto, quando ele deitou sobre seu corpo pequeno, as pernas se abrindo para acomodá-lo, as bocas nunca se soltando, ao mesmo tempo em que nunca tinham o suficiente. 



_Senti saudades... – ela gemeu, quando o sentiu dentro de si, seu corpo dando as boas vindas ao dele. Aqui era o seu lugar e ambos sabiam disso. 



_Também senti saudades... 



Ela arranhou o lado de seu braço direito e ele estremeceu. Tinha um curativo ali. Ela quis se soltar dele, para averiguar o que tinha acontecido, mas ele não deu chance, os movimentos lhe nublando o pensamento, sua boca lhe tirando toda a preocupação. Ele a amou como nunca e ela descansou sob ele. Estava em casa novamente, ele estava em casa. 



{***} 





Na manhã seguinte, Bella acordou e não o sentiu ao seu lado. Ergueu-se rápido, o procurando e ouviu o som da água do chuveiro. Um suspiro de alívio saiu de seus lábios. Então, tocando o chão frio com os dedos dos pés, ela correu para lá, ouvindo o som do grifo fechando, detendo o som que a água fazia. Colocou a cabeça timidamente dentro do cômodo e o viu na frente do espelho, analisando os pontos em seu braço. Ela fez cara feia, mas que não durou muito. A preocupação venceu e ela foi para seu lado, puxando a caixa de primeiros socorros e o fazendo sentar no vaso, ficando entre suas pernas. Ela olhou melhor o ferimento, a bala tinha passado de raspão, cortando a pele em um ângulo feio. 





_Poderia ter morrido. – ela falou calmamente, passando um antibiótico e soprando o local, antes de cobrir com um curativo. 



_Ninguém morre com um tiro de raspão, bebê. 



_Se você diz. – ela resmungou e ele sorriu. Seu mau humor matinal era motivo de alegria para ele, pelo que podia ver. 





Assim que ela terminou o curativo e se afastou para guardar as coisas no armário, embaixo da pia, ele foi para ela, a erguendo e colocando sobre o balcão, ficando entre suas pernas, com uma mão em cada lado de sua cabeça. Quando ele a teve presa, lhe olhou, sorrindo. Ela segurou em seu rosto e lhe beijou profundamente, se soltou dele e pulou da pia. Saiu do banheiro e ele a seguiu, se enxugando. Estava nu e ela catou em seu armário uma cueca para ele e uma muda de roupa, que ele sempre deixava aqui. Ele se vestiu, enquanto ela arrumava a cama. 



_Está chateada e eu gostaria muito de saber o motivo. 



Ele disse, cruzando os braços no peito. 



Ela respirou fundo e o encarou, seus olhos desceram para o corte e se desviaram para o lado esquerdo do peito. Ele entendeu. 





_Nada aconteceu, foi um momento de distração. 



_Poderia ter acontecido, você poderia ter sido morto. Minhas preocupações não são infundadas. – ela disse, quando ele revirou os olhos para suas palavras. 



_Eu sei que não, mas estou aqui, não estou? Vamos mudar de assunto, sim? Ter um tempo calmo para nós. 



Ela suspirou e assentiu. Ele catou a calça que tinha vestido na noite anterior e tirou uma caixinha de lá, sentou-se na cama e a chamou. Ela foi desconfiada. 





_O quê? 



Ele riu e a puxou para seu colo, colocando a caixinha em suas mãos. 



_Vamos, abra. Não tem nada demais aÍ dentro. 



_Se você diz... 



Ela pegou e tirou a fita creme, desfazendo um perfeito laço. Ergueu a tampa e se deparou com o mais lindo anel que já tinha posto os olhos em toda a sua vida. 



_Case-se comigo. – ele sussurrou em seu ouvido, apertando-lhe de encontro ao seu corpo duro. 



_Porquê isso agora? – ela falou, em um sussurro. 



_Por que você me ama e eu te amo, por quê esperar? 



_Faz pouco tempo que estamos juntos... 



_O amor simplifica as coisas, querida. Então. Case-se comigo. 



Ela negou com a cabeça, se erguendo de seu colo e se afastando. 



_Não posso. 



_Porque não? – ele perguntou calmamente, escondendo dela sua decepção. 



_Você não entende. 



_Entenderei se me disser. 



_O Rick. 



_O que tem o Rick? 



_Você é como ele. Louco por adrenalina, você vive e respira adrenalina. E se você sair um dia e nunca mais voltar? Como eu fico? 



_Eu vou morrer um dia. A morte é inevitável. 



_Eu não quero passar por isso. 



_Desculpe-me, mas todo mundo morrem meu bem. 



_EU NÃO QUERO PERDER VOCÊ! – ela gritou e o olhou com os olhos brilhantes de lágrimas. Mordeu os lábios, para evitar falar mais. 



_É o meu trabalho. 



_Rick dizia isso. “É o meu trabalho Bella, te prometo que, quando nos casarmos, eu vou maneirar com as missões”. Bom esse dia nunca chegou, verdade? 



Edward passou as mãos pelo cabelo, tomando profundas respirações antes de olhá-la de frente. 



_Você nunca vai me perdoar, não é? A morte de Rick sempre ficará pendendo sobre nós, como um aviso brilhante de como eu fodi com seus sonhos, não é Bella? 



Ele se afastou dela e saiu do quarto, estancando na porta com suas palavras chorosas. 



_Eu não amava o Rick... Mas isso não quer dizer que eu não sofri com sua morte... Diga-me o que eu farei se algum dia me trouxerem a notícia que você morreu? Você, o homem que eu amo. Eu senti a morte de Rick. Perder você me destruiria. 





Ele se voltou e lhe segurou o rosto, com as mãos ásperas e calosas. Ela o olhou, tão impotente. Ele lhe beijou os lábios delicadamente. 





_Eu nunca vou te deixar, Bella. E eu nunca prometo algo que eu não possa cumprir. 



_Você não pode escapar da morte. 



_Nem mesmo ela teria forças para me manter longe de você.





Ele pegou a caixinha de suas mãos trementes e saiu do quarto. Ela ouviu o barulho do carro partindo. Sentou no chão, chorando pelo medo que a comia viva. 



{***} 












Edward estava olhando Seattle das imensas janelas da sala de seu luxuoso escritório. Pensamentos nunca antes existentes passavam voando em sua cabeça, o inquietando. Ele sempre tinha achado que tinha conseguido tudo o que desejou, que nada nem ninguém o tiraria do jogo. Ele tinha chegado para ficar, era o melhor em seu ramo. As palavras dela, o medo refletido naquelas íris marrons chocolates o fizeram, pela primeira, vez cogitar a hipótese de sair de cena. Talvez comprar uma ilha deserta e morar com ela e suas crianças... Ele sorriu com o pensamento, ao mesmo tempo ficando sombrio. Não poderia ter filhos, crianças eram um alvo fácil para se chegar à alma de um homem. Bella já era fraqueza demais para ele. Se tivesse um filho... Sua alma gelou com o pensamento de seu filho sendo usado para pegá-lo, uma criança morrendo, pelo simples fato de ser sangue do seu sangue. Não. Não se arriscaria assim. Nunca. 



_Edward? 



Ele virou-se ao som da voz que vinha da porta. Sua mãe estava lá, parada, tensa, sem saber se entrava ou se voltava por onde veio. Ele se envergonhava disso. Pela primeira vez, estava envergonhado de suas atitudes. Ele tinha causado toda essa tensão, sempre se afastando, sempre se isolando, nunca dando um passo a frente na demonstração de seus sentimentos para com sua família. Se manter frio e distante era melhor, assim pensava ele. Frio e distante significava segurança para todos os que amava. Frio e distante dizia para seus inimigos que sua família postiça não importava o suficiente para tentarem algo contra eles, por que Edward não gastaria uma bala para vingar suas mortes. Frio e distante significava que eles teriam alguns anos de vida. 



Não mais. Nunca mais frio e distante. Ela o tinha mudado. 



_Mãe. – ele falou, sorrindo genuinamente para a mulher que lhe criou, que passou noites a fio acordada, cuidando dele. 



_Querido... Como está? – ela perguntou, seus olhos refletindo lágrimas não derramadas. 



_ Bem. E o pai? Como anda ele? Ainda morando no hospital e passeando em casa? 



Esme sorriu e o abraçou apertado, deixando escapar um suspiro longo. 



_Está bem querido, estamos todos bem... Estamos com saudades suas, você não apareceu naquele final de semana... E-Eu sei que você é um homem ocupado, mas... 



_Me desculpe, eu estava mesmo ocupado, mas não era com trabalho. 



_Oh! – Sua mãe lhe olhou desconfiada e ele sorriu para ela.



_Se chama Isabella, mas preferem que a chamem de Bella. 



_Deve ser linda. 



_Sim, ela é. Veja, tenho uma foto. 



Ele puxou sua carteira e pegou a foto que sempre levava consigo. Ele tinha roubado de sua casa e não tinha vergonha de admitir isso. 



_Oh, querido! Ela é primorosa! Podemos... Conhecê-la? 



_Marque o dia. – Ele falou pegando a foto, quando sua mãe lhe entregou de volta. Ele olhou por alguns instantes, antes de guardá-la de volta. 



_Ela mudou você. – Sua mãe sussurrou, seus olhos brilhando mais fortemente com as lágrimas que ela teimava em não derramar, por que ele não gostava de choro. 



Ele era um idiota. 



_Sim, ela me mudou mamãe. 



_Oh meu bem, estou tão feliz. – Esme se jogou em seus braços, o apertando forte, rindo feliz e ele sentiu suas lágrimas molharem sua camisa. 



_Mãe... Está me sufocando... – ele brincou e Esme o soltou, lhe olhando sério. Em seguida, pegou o lenço dentro de sua bolsa e enxugou as lágrimas. 



_Você é mais forte do que qualquer pessoa que eu conheço, Edward, nunca que meus abraços o sufocariam. 





Ele riu e lhe puxou para mais perto, dando um beijo em seus cabelos. 



_Marque o jantar. O que precisamos levar? 



_Você leva ela, é o mais importante. Vejamos... Daqui a... Três dias, está bom? 



_Mãe, é um jantar, não uma festa de noivado. – Até para seus ouvidos, essas palavras soram ácidas e sua mãe percebeu. Ela nunca deixava de saber como ele se sentia, apenas em olhá-lo. 



_Dê tempo a ela, ela vai acabar aceitando. 



_Como a senhora sabe? 



_Sou sua mãe, garoto! Eu sei de tudo. Deixe-me ir, passei aqui apenas para saber como você estava. Emmett chegou e me disse que você levou um tiro. 



_O Emmett fala demais, foi só de raspão. 



_Poderia ter morrido. – ela falou, preocupada e ele sorriu. 



_Bella disse a mesma coisa ontem de manhã. 



_Você dormiu na casa dela? 



_Não, necessariamente, dormi. – ele sorriu e sua mãe fez uma careta. 



_Edward Cullen, não foi isso que eu ensinei a você, tem que primeiro casar, para poder deitar com uma mulher. 





Ela ralhou, daquele jeito maternal que sempre foi tão característico dela. Ele se sentiu uma criança novamente. 



_Desculpe-me, eu quero casar, ela é que não quer! – ele se defendeu, indo para sua mesa, quando seu telefone tocou. 



_Não é desculpa mocinho, conserte isso. Beijo, eu te amo. 



_Eu também amo a senhora, dê um abraço no pai por mim. 





Ela o olhou com os olhos brilhantes de lágrimas, antes de acenar para ele, saindo rapidamente do escritório. A última vez que tinha dito que a amava ele tinha dezoito e tinha chegado à casa bêbado, depois de se alistar na marinha. 



{***} 







Bella olhou para o relógio, inquieta e nervosa. Estava quase na hora dele chegar. Ela tinha ligado para Ângela e tinha pedido um enorme favor e sua mais nova e melhor amiga tinha lhe atendido de pronto. Agora ela se encontrava no apartamento dele, na cozinha dele, mexendo em suas panelas e fazendo o prato preferido dele. Bife com batatas coradas e salada. Ela tinha dado uma faxina do lugar, apesar de não precisar. O lugar estava muito limpo, mas ela não podia ficar simplesmente parada depois que colocou as panelas no fogo. Roeria todas as unhas e ficaria sem os dedos, por que acabaria comendo-os também. Ela escutou a chave entrar em contato com a fechadura, a maçaneta girou e ele entrou, parando em seco na porta. O corredor que levava a cozinha ficava de frente para a sala e ela o viu respirar fundo, seus pulmões se expandindo com o cheiro do assado que, na opinião dele, apenas ela sabia fazer. Ela observou um sorriso lhe nascer nos lábios carnudos, antes dele se virar e olhá-la de frente. Ela torcia o avental nervosamente entre os dedos, enquanto ele, calmamente, pôs a pasta em cima da mesa que ficava próxima à entrada e se encaminhou para ela, com as mãos do bolso e o andar despreocupado. Ele parecia não estar surpreso com sua visita inesperada. Ela observou-o afrouxar a gravata e tirá-la, jogando-a em cima do sofá. Ele descalçou os pés, ficando de meias, tirou o paletó, se encaminhou para o bar e colocou uma dose de uma bebida que ela não conhecia o nome. 



_Eu queria fazer uma surpresa para você... Você disse que gostava do meu assado. 



Ele não lhe respondeu. 



_Eu limpei o apartamento. Não que precisasse, é claro. 



Ele continuou calado, lhe olhando de frente. 



Ela suspirou nervosamente. 



_Fale alguma coisa, por favor. 



Seus olhos verdes intensos a olharam de cima a baixo. Ele bebeu o restante da bebida e colocou o copo no bar, se aproximando dela sem desviar os olhos. 



_O que você quer que eu diga? 



_Eu não sei. – ela sussurrou. 



_Quer que eu diga que estou surpreso de te ver aqui? Que eu estou feliz por te ter em meu apartamento, cozinhando para mim? É isso que você quer que eu diga? É isso que você espera ouvir de mim, bebê? 



_Edward, eu... 



_Bom. Não estou surpreso de todo. Majel me informou de que você estava aqui, no segundo em que eu pisei no prédio. 



_Ângela me deu a chave, eu só queria fazer algo para me desculpar. 





Ele lhe olhou com a sobrancelha erguida, em questionamento. 





_Eu... Fui grosseira com você e... Sinto muito. – ela terminou de falar em um sussurro. 



_Não foi tão ruim dizer as palavras, foi? 



Ela ficou calada e ele sorriu. 



_ Vem cá, bebê. 



Ele lhe puxou para seus braços, beijando seus cabelos. Suspirou e esfregou seu queixo áspero, por causa da barba, em sua cabeça. Ficaram calados, ambos aproveitando o momento, até que ele se separou e foi sentar no sofá. Esfregou a testa, os dedos indo para a lateral de sua cabeça, massageando as têmporas. 





_ O que houve? Problemas? – ela perguntou, indo para ele, o abraçando pela cintura com força, com medo de ouvir que ele teria que viajar novamente. Morria de medo dele ir e nunca mais voltar para ela. 



_Tenho um jantar em minha propriedade hoje à noite. Na verdade, só passei aqui para pegar alguns papéis. 



_Ah... Tudo bem então. 



_Não, não está tudo bem, eu cancelarei o jantar. 



_Não! – Bella segurou seu rosto bem próximo ao seu. _ Você não pode deixar seus negócios por minha causa, Edward. Sério, pode ir. 



_Venha comigo então. 



_Não, eu preciso ir para casa. Nos vemos amanhã? Eu guardo a comida na geladeira. 



_Porque você não vem comigo? 



_Prefiro não ir, desculpe-me. 



Ele acenou com a cabeça e lhe beijou calmamente. Não queria forçá-la a entrar em seu mundo mais do que ela já tinha entrado. Além do mais, as pessoas com quem jantariam não eram as mais corretas para que soubessem da existência dela em sua vida. 





_Mandarei Clint lhe levar para casa, então. 



_Não precisa, eu vim de carro. 



_Bella, sua caminhonete é um perigo para a vida de todos. 



_Não fale da minha caminhonete. – ela resmungou, se encostando em seu peito. 



_Não falarei mais. Prometo. – ele falou, sorrindo e lhe abraçou apertado, feliz por estarem juntos novamente, mesmo que por pouco tempo. 





{***} 





Dois dias depois... 





Bella recebeu flores e um cartã,o marcando um jantar em um restaurante chique em Seattle. Ela riu, feliz pelo modo romântico dele. Escolheu seu vestido preto básico, calçou sandálias de salto alto, fez um coque e saiu de casa. No tempo que decorreu a viagem, ela não parava de pensar em como tudo em sua vida tinha mudado desde que se conheceram. Sua vida, antes tão parada, agora rugia de atividades. 



O restaurante era, sem dúvidas, caro, como ele gostava. Ela disse seu nome ao mâitre e foi levada a uma mesa reservada. Sentou e esperouà agradecendo a taça de champanhe que o garçom depositou a sua frente. Estava perdida em pensamentos, quando a cadeira à sua frente foi arrastada e uma pessoa sentou-se à sua frente. Ela não o conhecia, mas de uma coisa tinha certeza, ele não tinha lhe inspirado confiança. 





_Boa noite, você é a namorada de Edward, não? 



_Você quem é? – ela perguntou, ignorando a pergunta dele.



Ele lhe sorriu. 



_Eu sou Ruan Zamora, sou... Amigo de Edward. Temos muitos trabalhos em comum. Você é encantadora. Ele tem muita sorte de ter alguém como você. 



Ele lhe agarrou as mãos e beijou os dedos Bella sentiu um arrepio de medo lhe percorrer a espinha. 



O jantar estava sendo tudo menos agradável. Ângela estava lá, ao lado de Jacob, verificando os papéis finais da transação. Nilcia, ao lado dela, observava a situação se desenrolar, sua Glock muito confortável, ao lado de sua coxa direita embaixo da mesa, dizia a Edward que ela estava no controle. A compra das armas e o fechamento do contrato deixaram os nervos de todos à flor da pele. Rafaela, junto com Pablo, ficou no Mercedes, coordenando toda a segurança ao redor do prédio. Edward confiava sua vida ao trio de mulheres que trabalhavam para ele. Ao se erguerem de suas cadeiras, após terem efetuado a transação e se despedirem de seus “amigos” Turcos, Tânia veio ao seu encontro, lhe sorrindo atrevidamente. Nilcia e Ângela lhe fecharam o caminho. Jacob deu um passo à frente de sua namorada. Ele sabia, aliás, todos sabiam, que Ângela não aturava a cadela Italiana, que vivia farejando ao redor de Edward. 



_Querido... – Tânia lhe falou, coquete. 



_Fora cadela! – Ângela atirou as palavras para ela, sorrindo educadamente. Mas seus olhos atiravam setas na direção da loira siliconada. 



_Querido, você devia se cercar de pessoas mais do seu nível. – ela falou, ignorando a presença e as palavras de Ângela. 



_O que você quer, Tânia? 



_Oh, eu apenas queria te dar um abraço de consolo. 



_Consolo? – Edward perguntou, seu corpo ficando alerta para qualquer problema à vista. 



_Você e a Bella não terminaram? 



_Do que você está falando, Tânia? – ele grunhiu as palavras. 



_Oh, meu Deus! Que inconveniente eu fui. Desculpe querido, mas é que eu a vi jantando agora com o Ruan Zamora no reservado e ele estava acariciando os dedos dela. Estão em um clima tão romântico, que eu pensei que você já tivesse passado ela para frente. 



Ela falou com a cara mais deslavada do mundo e Ângela sentiu ganas de arrebentar seu nariz cirurgicamente alterado. Edward passou por ela, feito uma bala e se precipitou para o lugar onde se encontravam os reservados. Tânia sorriu, pegando a taça em cima da mesa e bebendo um gole. Nilcia levou a mão para cima e empurrou a taça na cara dela, fazendo o líquido entornar em seu vestido. 



_Ora, sua... 



_Sua o quê? – Nilcia apertou a Glock contra o estômago dela. _ Vamos cadela, me dê o motivo que eu preciso para acabar com a tua raça. Só preciso de um gostinho. 



Tânia ficou lívida, enquanto Nilcia seguia apertando a arma de encontro a seu estômago plano. Ângela se aproximou e lhe olhou de cima a baixo, negando com a cabeça. 



_Esqueça Tânia, você nunca vai voltar a se enfiar sob os lençóis do Edie novamente. Essa, querida, você perdeu. 



Elas saíram, sendo escoltadas por Jacob, que pôs uma mão em volta do quadril de Ângela, para evitar que ela voltasse e arrebentasse a cadela branca. Eles saíram e Nilcia foi para onde Edward tinha se dirigido. 





Bella estava tentando se livrar das mãos do homem, que tinham agarrado as suas e não largava mais. Pedia a Deus que Edward chegasse logo, para poder se ver livre de tamanha angústia. 



_Interrompo? 



Uma voz cheia de fúria se fez ouvir e Bella ergueu os olhos para ver Edward parado ao lado da mesa, seus punhos fechados firmemente ao lado do corpo, em uma atitude óbvia de se controlar. 



_Edward... 



_Vamos. – ele disse e estirou a mãos a ela, que se soltou de seu acompanhante e se ergueu rapidamente. 



_Edward, você demorou e... 



_Nilcia, leve-a para o carro. 



A mulher elegante, que estava ao lado dele, pegou em seu braço, a escoltando para fora do restaurante. Bella foi, sem questionar. O olhar que ele lhe dirigiu dizia claramente para sumir de suas vistas. O que ela tinha feito para lhe causar tamanha raiva? Tentou voltar para lhe explicar, mas uma pressão no seu braço a impossibilitou. 



_Por favor Bella ande, deixe para conversar com ele em casa. Agora, apenas ande. – A mulher de nome Nilcia lhe falou calmamente, mas seus olhos estavam temerosos e Bella sentiu medo. 





Edward sentou na cadeira, a qual Bella estava ocupando segundos antes e olhou para seu inimigo de longo tempo. O homem lhe sorriu e bebeu de sua bebida. 



_Como vai companheiro? 



_O que você quer com ela? 



_Estava apenas curioso sobre sua nova aquisição. 



_O que você disse a ela. 



Ruan lhe sorriu friamente. 



_Nada. Mas, acho que você ainda não lhe contou que, por sua causa, os pais dela estão mortos. Contou? 



_Fique longe dela. 



_Ou o quê? Vai atirar em mim? Aqui, na presença de toda essa gente? 





Edward se ergueu e, de um movimento rápido, bateu a cara do homem sobre a mesa, tirou sua Sig Sauer P226 com um silenciador na ponta do cós da calça e apertou contra a cabeça dele. 



_Não me provoque, Zamora. Há muito tempo, eu prometi a mim mesmo que lhe arruinaria antes de enfiar uma bala na sua cabeça, não me faça mudar os meus planos. 



O homem riu, debochadamente. 



_Você é um fodido maricas, Edward, nunca poderá me vencer. Eu vou matar você e tomar posse de tudo o que você tem, inclusive da sua namoradinha. 



Edward suspirou, cansado e mirou a arma para o ombro do homem. Um tiro, que sacudiu o corpo do infeliz, foi o bastante acalmar seus nervos por agora. 



_Um tiro de aviso Zamora, da próxima vez que chegar perto de minha mulher, eu atirarei na sua cabeça. 



Edward saiu do lugar, vendo os olhos assustados dos clientes que estavam próximos o bastante para presenciarem a cena. Chegou na calçada e deu uma ordem silenciosa para que saíssem do carro que Bella estava, ele mesmo dirigiria. E não queria ninguém atrás dele. 



O caminho foi silencioso. Ele não falou nada e Bella muito menos. Ela tentava entender o que tinha acontecido. Quando chegaram a casa e entraram, o baque na porta que ele deu lhe avisou que ele estava furioso. E o alvo era ela. Resolveu pôr distância entre os dois e foi para o outro lado da sala. 



_O que você estava fazendo no restaurante com aquele verme, Isabella? – ele falou, enquanto tirava o paletó. 



_Esperando você... 



Ela não soube o que esperar do seu movimento repentino. Em um momento, ele estava a dois metros dela e, no outro, se encontrava presa entre a parede e o sólido que era seu tórax. Suas mãos foram erguidas acima da cabeça e seguradas lá por uma das mãos fortes dele. 



_Eu vou perguntar só mais essa vez. O que você estava fazendo naquele maldito restaurante na companhia do desgraçado do Ruan Zamora? 



_Eu não estava fazendo nada... 



_Eu não vou perguntar novamente. 



_Eu estava esperando você, já disse. 



_Eu não marquei com você, então pare de inventar desculpas e me fale logo o que porra você estava fazendo com ele lá. 



_Você marcou comigo sim.- Sua respiração estava saindo aos arrancos, ele a fazia sentir medo. Sua atitude raivosa a deixava amedrontada. 



_Não tente me enganar, Isabella. Eu não vou dividi-la. 



_Do que você está falando? 



_Você não vai me fazer de idiota. Eu não divido o que é meu e você é minha. Que um raio me parta ao meio, se eu deixar que outro homem toque no que é meu. 



Ele grunhiu, olhando diretamente para seus olhos. Os olhos dele brilhavam com um aviso puro de perigo, Edward era um homem com o qual não se podia brincar. O caso era que ela não estava brincando. 



_Olhe no meu quarto... Tem um jarro de flores lá e um bilhete, você me mandou... 



_Eu não lhe mandei flores. 



_De acordo... Eu recebi um buque de flores e um bilhete, quem me mandou assinou com seu nome, marcou comigo lá no restaurante. Eu não trai você... Eu nunca poderia fazer isso... Eu amo você, como você pode tão facilmente esquecer disso? 



A mágoa e a tristeza estavam presentes em sua voz e isso o rasgou por dentro. Ele a soltou e se afastou, passando as mãos nos cabelos e puxando os fios furiosamente. 



_Desgraçado! 



Ele gritou e Bella deu um pulo de susto, quando ele arremessou um enfeite que estava na sua mesinha na parede, o fazendo em farelos. 



_Não quebre minhas coisas! Se você está com raiva, vá bater em alguém na rua!!! 



Ela gritou irritada com ele, por sempre quebrar alguma de suas coisas. Eram lembranças de seus pais! 



Ele virou-se para a porta e saiu, batendo com uma fúria cega. Ela correu para lá e o viu entrando no carro. Ele não ligou, apenas ficou lá, agarrado na direção e com os olhos fechados. Ela fechou a porta e se sentou no sofá, se abraçando e esperou que ele esfriasse a cabeça. O que tinha acontecido, afinal de contas? Estava tudo bem entre eles e agora... Ela esfregou o rosto com as mãos, limpando as lágrimas que nem tinha percebido que tinha derramado. Ergueu-se e foi para a janela e o viu dentro do carro, seus olhos se cruzaram e assim ficaram por um breve minuto antes dele abrir a porta do carro e sair, indo em sua direção.













Ela correu para a porta e abriu. Ficou olhando para ele com os olhos embaçados e os lábios trementes. Ele a puxou para seus braços, se apossando dos seus lábios em um beijo faminto. A porta foi batida e ela erguida em seus braços, suas pernas enrolando em torno dos quadris dele. Subiram os degraus em direção ao quarto, caíram na cama, sem desgrudar os lábios Suas roupas sumiram assim como as dele, seus corpos se juntaram, formando um só, a necessidade crua ardendo dentro de ambos, onde apenas o contato total dos corpos poderia acalmar a dor e a saudade. A necessidade que um sentia do outro. 



_Eu não posso perdê-la. Nunca! – ele sussurrava de encontro aos seus lábios, enquanto investia em seu interior. 



_Você não vai me perder... Nunca... – ela o apertava com as coxas, sem deixar que ele saísse de seus braços. 



_Amo você! Sem medida e de uma forma tão intensa, que chega a me assustar! – ele sussurrou na curva do seu pescoço, onde mordeu para, em seguida passar a língua, aliviando a ardência da marca. 



_Me assusta também... Mas, eu não quero viver se eu tiver que renunciar a esse amor, Edward. Eu vou lutar por você, não importa o que venha em nossa direção. Ficaremos juntos! 



_Para sempre! – ele disse e ela sentiu a força de suas palavras no movimento do seu corpo forte sobre o seu. E ela se entregou ao êxtase do momento. 



Nada mais importava a não ser ele sobre si, a não ser esse momento e a verdade de que se amavam e lutariam por esse amor. 





_Me pertence. - ele sussurrou contra os lábios dela, mordendo e chupando a carne úmida e vermelha por causa dos seus beijos. _Agora mesmo. Aqui mesmo. Você me pertence. 



Oh, Deus, ela sempre pertenceria a ele. 



Ela tinha o dom de deixó-lo com o pulso acelerado. Seus corpos se puxavam, como um ferro em um imã. Era impressionante como era fácil ficar com ela, sorrir com ela. Ser feliz ao lado dela. 



{***} 



Ângela estava em sua sala, revendo alguns papéis para a próxima reunião que presidiria junto com Emmett, já que Edward tinha tirado o dia de folga. Ela sorriu com a lembrança do telefonema que ele lhe tinha dado. Foi curto e grosso. 



“Cuide de tudo, estou de férias por hoje.” 



Enquanto verificava o relógio e fechava a pasta com tudo o que precisaria, sua porta foi aberta e Tânia entrou, se achando a rainha do lugar. Ângela quebrou sua caneta favorita de tanta raiva. 



_Onde o Edward está? Liguei para casa dele, mas a empregada disse que ele não dormiu lá. 



_Talvez ele tenha dormido na casa de Bella, afinal são namorados, não? 



_Eles não são namorados, sua idiota. 



_Pior cego é aquele que não quer ver, estúpida. Agora, dê o fora de minha sala que, ao contrário de você, eu tenho trabalho a fazer. 



_Quem você pense que é, hein? – Tânia falou a olhando com desprezo. _Eu vou lhe dizer quem você é. Você é apenas uma puta, que galgou seu lugar até aqui, abrindo as pernas para o Jacob que é o segundo no comando, depois Edward. Você não é nada. Você é apenas... 



Mas Tânia não teve tempo de terminar, pois Ângela a pegou pelo pescoço e em, uma rodada, tinha a cara de loira apertada contra o tampo de granito de sua mesa, sem se importar que estivesse arranhando ou rasgando sua linda cara em cima dos objetos que estavam estabelecidos em cima da mesa. Ângela chegou sua boca bem perto do ouvido de Tânia e falou com raiva gotejando em cada sílaba.



_Escute e me escute bem, vadia! Não me compare a você, que ganhou seu lugar ao sol, dando para qualquer um que tivesse um pouco mais que apenas um cargo corporativo nessa empresa. O fato de que Edward comia você, não quer dizer que você valha alguma coisa para ele. Você nunca passou de uma foda ocasional para liberar a tensão. Por que será que ele nunca deixou que você fosse à suíte dele aqui na cidade? Ou que fosse ao flete que ele tem ao lado da sala dele aqui no prédio? Eu sei por quê. Por que você não valia o esforço de ser conduzida para lá. O fato de que você frequenta a casa dele em tempos de festa não diz nada, pois todas as amantes dele também o fizeram. Mas me diga... Você alguma vez já dormiu lá? Hun? Não, creio que não. Eu cheguei aonde eu cheguei, por que eu sou muito boa no que eu faço. Eu derrubei tubarões muito mais perigosos e grandes que você, Tânia. Se namoro com o Jacob, é por que o amo, não por interesse. Agora... Aqui vai um pequeno aviso para você. Não se aproxime de Bella ou eu vou chutar sua bunda magricela tão forte que você não poderá andar nunca mais em sua maldita vida! Não me teste Tânia, você não sabe do eu sou capaz para proteger meus amigos! Esteja avisada, não volte a sequer olhar para Bella, se não quiser que eu bata a merda para fora de você, em uma velocidade tão grande, que você não saberá o que te atingiu. 



Ângela soltou o pescoço da loira e se dirigiu para a porta. 



_Fora, só olhar para sua cara me dá vontade de arrebentá-la. De novo. 



Tânia se ergueu e limpou o sangue, que escorria de sua bochecha, devido a um corte feito pelo abridor de cartas que estava na mesa, quando Ângela bateu seu rosto lá. Ela saiu de cabeça erguida e, quando passou pela porta, desaparecendo no elevador, Ângela bateu a madeira com tanta força, que as dobradiças estremeceram.

12 comentários:

  1. Esse capítulo ficou demais!
    O reencontro dos dois, a Bella surtando, a Ângela botando a Tanya no lugar dela e mesmo tendo só jogado liquido da taça banhando a vaca loira e meu momento segurança "perigosa" fez eu aliviar um tiquito a raiva que tenho dessa loira.

    Acho que a Anjo e eu faríamos um belo par dando uma surra nessa loira e que trio de seguranças gatas Eddie tem kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E o que é esse homem com ciúmes? Uau!!!

    Beijos filhota, cuidem-se!

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    1. Oi mãe!!!

      * acenando para você.*

      Bom, gostou do seu momento "Eu sou poderosa e não mexam comigo". rsrssss

      Eu sei que vocês vão chegar a dar uma surra na Tânia, Tenho certeza disso rsrssss.


      Afinal ela merece não é???


      Beijos mami!!!! :)

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  2. Aquele encontro conserteza foi armadilha da Tanya, ai que raiva, da vontade de estrangular ela.

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    1. Oi aninha!!! :)

      Entre na fila atrás de mim flor! rsrssss

      Melhor, vamos nos juntar e dar uns pau nela!!!

      Espero que o capítulo tenha sido do seu agrado.

      Beijo, beijo flor!!! :)

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  3. que capitulo fantástico,mas essa putanya não tem simancol não ,oh mulhersinha nojenta.vontade de quebra a cara dela,só falta a bella agora tirar sua casquinha também,ameiiiiiiiiiiiiiii

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  4. Lindo capitulo... continua a escrever assim

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  5. Oi Sam!!! :)

    Que bom que gostou flor!

    fico muito feliz.

    Beijo, beijo. :)

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  6. capitulo ficou demaaais Milly ><
    reencontro deles foi awwn. a Bella toda preocupada;
    e tomara que ela repense e aceite casar com ele >.<
    ain. ta na cara que aquele "encontro" da Bella com aquele cara foi armação da Putanya ! afs; que vontade de bater nela , ela com certeza merece uns bons tapas na cara u___u

    agradeço a Angela por ter feito ela sofrer um pouco u.u
    #um pouquinho feliz (:

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  7. Caprichou hein? Alias como sempre o capitulo foi perfeito. Essas mulheres poderosas que vc incluiu nessa fic eu adorei.bjos

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  8. ain saudades dos capítulos dessa história também u.u

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  9. Aiiiii que tudooo!

    Super ansiosa pelo cap 7... Alias, amo todas as fics do blog.

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  10. Nossa essa história está cheia de mulheres fortes e completamente poderosas !!!!! Adorando !!!!!

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