OBS: Só digo uma coisa, melhor capítulo até agora!!
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Capítulo 17
Bella foi recebida na casa do seu pai com muita alegria, mas durou pouco quando ele descobriu que ela estava grávida. Pior, que tinha se casado grávida. Seu pai gritou, praguejou ameaçou e, por último, sentou-se ao seu lado e ficou alisando sua barriga. Fazer o quê? Foi o que ele disse.
Os dias se passaram rápidos e ocupados. Enna e Alexei estavam hospedados na casa ao lado, porque infelizmente a casa do seu pai só tinha dois quartos. Ela e Sue organizaram a bagunça, tirando a cama de solteiro e colocando uma de casal. Ela foi todos os dias na sua lojinha. Que saudades sentia de tudo aqui, tão pacífico, tão calmo... Sentia falta dele, muita falta. Ela recebeu, no decorrer dos, dias algumas mensagens, lhe pedindo para ficar de olho, pois estava sendo enganada . Ela não deu a mínima, só ficou mesmo com raiva. Quando ele ligou no terceiro dia e avisou que estava em Seattle e que a esperava lá, ela o lembrou do jantar e ele disse que não iria e que ela voltasse imediatamente para casa.
Ela desligou o telefone na cara dele. Cinco minutos, depois Enna lhe comunicou que ele viria jantar amanhã. Bella agradeceu e tomou seu tempo em comprar tudo para o jantar do outro dia. À noite, seu amiguinho apareceu. O corvo bateu o bico na sua janela e ela, muito alegre, foi abrir. Ele voou para dentro do cômodo e pousou direto em cima de sua cama. Olhou o lugar com o que ela supôs que eram olhos críticos, depois grasnou e ela sorriu, indo para cama. Tinha algo diferente nele, mas ela estava por demais cansada para entender o que era.
Na manhã seguinte e depois de ir na loja, ela se dispôs a arrumar a casa, já que Sue estava em La Push, no restaurante dela, e seu pai estava na delegacia. Ela preparou o jantar com esmero. Ele gostava de seu tempero, então ela caprichou. Achou melhor esconder o pote de um quilo de alho em pó que seu pai tinha comprado, só por precaução.
Às sete horas, ela ouviu um som de carro parando lá fora. Pulou do sofá e correu para atender. Ela sorriu e correu para Alice primeiro, já que era a única fora do carro no momento. Abraçou sua amiga, que estava linda com a barriga enorme. Bella falou com Jasper educadamente, agradecendo pela surpresa e depois foi até seu marido, que estava com cara de tédio dirigida a um ponto atrás dela. Bella sabia quem era.
_Oi amor.
_Só vim porque fui forçado e quero deixar bem claro minha indignação concernente a esse assunto.
Ela sorriu. Não queria brigar com ele, estava morta de saudades.
_Também amo você, seu rabugento.
Ela sussurrou em seu ouvido, lhe beijando o queixo.
_Se não está se sentindo bem, volte por onde veio. Você realmente não fez falta. Simples assim. – Charlie falou. sorrindo desdenhosamente em sua direção.
_Não fiz falta pra quem em especial, você ou minha esposa?
_Ninguém sentiu sua falta aqui, quem sentiria falta de um assassino?
_PAI! Se comporte! – Bella ralhou com Charlie, mas ele nem ligou.
_ Como diz um ditado antigo, o mal do galo preto é só pensar em macumba, Charlie. – ele falou calmamente e abraçou sua esposa, quando ela se pregou ao seu lado. Sua mão adentrou a sua blusa soltinha e ficou descrevendo círculos na pele sedosa.
_O que você quer dizer? – seu sogro perguntou com os punhos em bolas.
_Que o seu mal é sempre pensar o pior de mim, sou um anjo de candura. Veja, eu até lhe aturo. – Edward sorriu para seu sogro, que fez uma careta de desgosto quando ele apalpou Bella.
_E o mal dos vampiros sedentários é achar que podem se comportar como adolescentes.
_Bella, eu vou definitivamente matar seu pai.
_Se você for homem para isso. Ops! Esqueci, você não é homem, é o chupa cabra.
_PAI!!!
_Se eu fosse de fato o chupa cabra, eu já teria chupado a senhora sua mãe!
_Edward!!!
_Ele começou!
_Você que começou, seu vampiro de meia tigela! Veio de mansinho, se esgueirando e tirou minha filha de mim. Engravidou ela só para poder prendê-la ao seu lado e agora vem na MINHA CASA se achando o rei de tudo!
_Escute aqui Charlie, eu realmente estou tentando fazer as coisas darem certo entre nós, ok? Lhe odeio, isso é um fato, mas entenda, eu não quero seu mal. Quero apenas que você morra, mas isso é o natural a se desejar, não? Se livrar de uma praga?
_Edward, ele é o meu pai!
_Eu sei e lamento muito por você amor, mas não escolhemos nossos parentes de sangue. – ele falou inocentemente e Charlie deu a volta e entrou, batendo a porta. Sua mulher lhe olhou chateada.
_Você é um crianção, Edward. Cresça por favor!
Ele fechou a cara para ela e estreitou os olhos ameaçadores em sua direção. Ela suspirou fundo e aplaudiu sua mão calmamente. Virou-se para entrar e agarrou o braço de Alice. Os dois vampiros começaram sua caminhada com o se fossem para a forca e as duas reviraram os olhos e sumiram dentro da casa, sem esperar por seus maridos.
_Diga-me amigo, o que foi isso? – Jasper perguntou, ajustando suas luvas. Estava fazendo muito frio.
_Oh, é apenas a calorosa recepção do meu querido sogro. Ele odeia vampiros, prefere os lobos.
Jasper fez uma careta e Edward assentiu.
_Eu sei e nem eu mesmo entendo isso, sabe. Os lobos são inconstantes e, além de tudo, fedem quando se transformam. Insuportável.
_Coisas de humanos, amigo. Coisas de humanos.
Dentro de casa, a recepção da parte do anfitrião foi tão fria, quando um banho gelado nos lagos da Escócia. Edward se mostrou educado com Seth, cortês e charmoso com Sue e totalmente indiferente com seu sogro. A noite prometia.
Depois que Seth foi embora, por que tinha que trabalhar no hospital (ele era médico), as mulheres foram para a cozinha, arrumar tudo e os três ficaram na sala, sem dar um piu sequer, o que para Edward estava ótimo. Mas o vômito do capeta, vulgo seu sogro, teve que abrir a bocarra.
_Quanto tempo vive um vampiro?
_Mais do que você, eu lhe garanto. – Edward respondeu de olhos fechados, dedos cruzados em cima do seu estômago e a cabeça encostada no respaldo empolado do sofá velho e manchado. Daria um novinho a Sue, para sua alegria.
_ Você embuchou a minha Bella.- ele falou com raiva em cada sílaba
_E você só está sabendo disso agora? Tá desatualizado, hein velho? – Edward falou, ainda de olhos fechados. Não tinha se movido um milímetro da sua posição.
_Eu posso causar alguns danos em você, seu chupa cabra, não se esqueça. – Charlie falou ameaçadoramente.
Edward ergueu a cabeça e olhou bem dentro dos olhos do seu adorável sogro, enquanto falava bem pausadamente, para que o velho entendesse.
_Escute o que eu vou lhe , sogrinho. Ou cague, ou desocupe a moita - Edward falou casualmente, tendo o prazer de ver seu querido sogro ficar igual a uma beterraba.
_O que você disse, ancião? – Isso o irritou, mas Edward preferiu não demonstrar. Era superior.
_Eu disse que ou você caga de uma vez ou desocupe a moita. Ou seja, ou você aprende a conviver comigo e me engolir... Ou corra para o penhasco mais próximo e se mate. Essas são as suas escolhas. Para mim, a segunda opção é a melhor. Eu não sei, deixo em suas mãos, mas uma coisa é certa. – Ele chegou sua cara junto a seu sogro, sua boca bem perto da jugular de Charlie e falou com a voz sombria, só para fazer o mal. _ Eu cheguei para ficar. Sogrinho.
Jasper estrangulou uma risada e Charlie ficou da cor da beringela, roxinho e Edward abriu um sorrisão. A vida era boa.
Na hora do jantar e depois que todos estavam sentados à meas, com Bella devidamente ao seu lado e Alice ao lado de Jasper, que também não agradava a Charlie, porque ele tinha aversão a vampiros e Edward nem sabia o por quê. Os lobos eram piores e, além disso, eles fediam. A campainha tocou e seu querido sogro foi atender, com um sorriso na cara. Edward não gostou desse sorriso. Não mesmo, o sujeito estava aprontando alguma.
_Boa noite Charlie. Eu vim assim que ouvi seu recado. Ela está aqui mesmo?
_Claro que está. Venha para mesa, jante conosco Collin. Que bom que você veio meu rapaz, estou muito feliz com sua presença. – a alegria na voz do seu querido sogro lhe deixou em alerta. Vinha merda aí.
Quando o homem entrou no recinto e sua esposa olhou por cima do ombro, ele vi seus olhos arregalarem e ela pular da cadeira,, em uma corrida desenfreada para os braços do futuro defunto.
_Oh, Collin! - exclamou Bella, passando os braços em torno dele. - É tão bom ver você.
_Observe que não recebemos boas-vindas tão entusiasmadas - Jasper comentou com ele, o lembrando da recepção que tiveram quando chegaram aqui, lhe fazendo fechar a cara, olhando mortalmente para o humano que estava abraçando a SUA ESPOSA!!!
Seu sogro entrou na sala e teve a petulância de lhe sorrir convencidamente. Claro que o bastardo tinha planejado tudo.
_Diga-me Jass, há leis no mundo humano que proíbam a castração e matança de sogros enxeridos?
Seu amigo sorriu friamente, mas não respondeu, porque nesse momento sua companheira estava sendo abraçada e muito bem abraçada pelo idiotinha que estava com Bella há poucos minutos atrás. Jasper estava raivoso.
E Edward queria sangue.
O jantar foi um inferno. O homem era um caçador e ficava alerta a cada movimento de Edward ou de Jasper e não tirava os olhos da barriga de Alice e de Bella, em uma careta puramente desgostosa. Edward estava já para virar a cabeça dele ao contrário de um tapa só. Ele comeu a comida que sua esposa fez e sorriu a cada indireta que seu sogro lhe soltou. O que foi bom, por que sua mulher lhe defendeu a toda hora e seu sogro não gostou disso. Bom, se mate bode velho!
Após o jantar, Alice e Jasper foram embora para Seattle e Edward ficou para dormir com Bella. O que ele não entendia era, por que fogos do inferno, ele tinha aceitado isso. A noite foi horrível. Seu sogro parecia uma moto serra, chovia, estava frio e o colchão era horroroso. Quando os primeiros raios de sol apareceram, ele pulou da cama e arrastou Bella junto. Tomaram banho juntinhos e fizeram amor, para horror e ódio do seu sogro, que ouviu os gemidos. Seria tãaaao bom se ele morresse de um infarto fulminante... Sonhar era, de fato, uma boa válvula de escape.
Depois do café, eles se despediram e partiram para Seattle. Assim que chegaram em casa, ele a deixou e correu para a empresa. Tinha que finalizar alguns negócios. Partiriam para a Escócia em alguns dias. Uma rápida parada em Londres e, pronto, daria adeus à América por um bom tempo.
Bella ficou organizando o que levaria para a Escócia e se lembrou da pasta que Brady tinha lhe dado. Ela foi ao closet e a buscou, mas ela não estava mais lá. Perguntou a Thomas, mas ele disse que não tinha visto pasta nenhuma. Ligou para Edward e ele disse que não sabia de nada, mas mesmo pelo telefone, Bella sentiu seu humor mudar. Nervoso? Ele tinha culpa no cartório. Ah se tinha!
Ela ficou perambulando pelo apartamento, foi ao shopping, fez compras de roupa de frio e comeu um almoço leve. Lembrou da pasta e das iniciais. V. C.
_V.C..., quem eu conheço que tem essas iniciais?... – Bella pensou por um instante, mas não veio nada na mente. Enquanto comia, ela observou crianças brincarem no parquinho do restaurante. Um menino lindo de olhos azuis pálidos lhe olhou e sorriu. Ela apoiou o queixo na palma da mão e ficou observando ele. Era muito bonito, bonito demais para uma criança humana. Provavelmente era vampiro. Bella nunca antes tinha percebido as coisas à sua volta. Vivia em um mundo isolado. As coisas tinham mudado rápido demais.
_Olá? - ela olhou para cima e deu de cara com uma ruiva. Victória era seu nome? Bella teve um estalo.
_Foi você que me mandou o envelope. – não foi uma pergunta e a mulher sorriu, sentando à mesa sem ser convidada.
_Sim magestade, mas o fiz apenas para o seu bem. Não é próprio de um marido esconder as coisas de sua esposa, não acha?
_Sim, mas meu marido não me esconde nada.
_Tem certeza? – elas se encararam por alguns segundos e a ruiva gargalhou incrédula.
_Você não leu o conteúdo ainda.
_Não prendeu a minha atenção o suficiente para abri-lo. – Bella falou com indiferença.
_Ainda o tem? Magestade.
Bella acenou positivamente para a mulher. Era péssima mentirosa e, se falasse o contrário, ela saberia na hora que era mentira.
_O que tanto você quer me mostrar, Victória, que não pode me contar agora?
_Eu prefiro que vossa magestade esteja no aconchego do seu lar quando souber. Só lembre-se de uma coisa. Os homens mentem, ludibriam, fazem qualquer coisa para ter o que querem. Até fingem, meu bem, e, no nosso mundo... Eles fingem muito bem. É até bem convincente, sabe?
_O que você está querendo dizer?
Bella não gostou do rumo da conversa. Procurou com os olhos por Enna, mas não a encontrou.
_Estou dizendo que para um vampiro conseguir o que deseja... Ele é capaz de ir até as últimas conseqüências. Boa tarde milady.
A mulher se ergueu e saiu andando com uma graça que, nem em mil anos, Bella teria. Depois desse breve interlúdio, ela voltou para casa de táxi. Assim que chegou, Enna parou o carro e desceu as presas.
_O que foi Enna?
_Milady, por que não me esperou?
_Não te encontrei. Não se preocupe, estou bem.
_Eu estava resolvendo algumas coisas. Alguns caídos estavam circulando ao redor do shopping, eu fui...
_Enna, tudo bem. Vá descansar. Eu mesma estou exausta. – Bella se virou em direção à recepção, mas parou e se virou, encarando a vampira. _ Diga-me Enna, de onde Victória conhece o Edward?
A vampira nem piscou quando falou.
_Ela é apenas uma súdita mal agradecida, majestade. Não se importe com ela, eu mesma darei um jeito para nunca mais ela chegar perto de milady.
_Não, tudo bem, ela não me assusta.
_Ela é perigosa.
_E todo vampiro não o é?
Bella se virou e fez seu caminho para os elevadores e em direção ao seu apartamento.
Dois meses depois...
Bella estava colocando os brincos pequenos de pérolas, que tinha ganhado dele hoje cedo. Seu marido estava ocupado, fechando a camisa. Eles se olharam pelo espelho e sorriram um para o outro. Ele se aproximou, envolvendo seus ombros com suas mãos um pouco frias e macias. Ela fechou os olhos em deleite.
_Viajaremos amanhã para Londres e de lá para a Escócia, está tudo preparado? – ele falou e lhe beijou os cabelos, aspirando o cheiro de shampoo caro de morango, feito exclusivamente para ela.
_Sim, as malas já foram despachadas. – ela falou de olhos fechados, relaxando sob suas mãos.
_Ótimo, vamos jantar? - ele falou e se afastou dela, começando a sair do quarto. Eles tinham meio que se afastado desde o jantar na casa de seu pai.
_Edward. De onde você conhece Victória? – ela falou, abrindo os olhos e o encarando pelo espelho.
_Não conheço nenhuma Victória, amor.
_Ela é a vampira que você prendeu na parede e que estava com uma ex namorada do Jasper naquela festa lembra-se? – ela se virou no banco e o olhou mais atentamente.
_Ah sim, agora eu me lembro. Não é ninguém importante.
_Tem certeza?
_Amor, acredite em mim quando eu digo isso. Ela não é ninguém.
_Se você diz... Você não me esconderia nada, não é mesmo?
_Claro. – ele falou, mas ela sentiu a sua inquietação. Ele estava desconfortável com a conversa.
_Vamos jantar? Estou faminta.
Ela se ergueu e se aproximou dele, que lhe beijou os cabelos, e juntos, saíram do quarto. O jantar foi calmo e silencioso. Rosálie ainda não tinha aparecido tempo suficiente em casa. Desde que seu castigo terminou que ela não dormia aqui. Ela estava, como mesmo dizia, recuperando o tempo perdido. O celular dele tocou e Edward atendeu, ficou calado um momento, ouvindo. Em seguida ele se levantou, se afastando dela. Ela terminou seu jantar e foi para a biblioteca. Escolheu um livro para ler e sentou na poltrona da mesa do escritório. Tinha um pacote lá destinado a ela.
_Para Isabella Cullen... – ela leu em voz alta. Era o mesmo pacote que havia sumido. Pegou o abridor de cartas e rasgou o envelope.
Tão rápido quanto foi possível, o embrulho foi tirado de suas mãos e jogado na lareira, queimando imediatamente. Ela olhou incrédula para seu marido que estava do outro lado do cômodo, lhe observando com as mãos em punhos.
_O que foi isso? O que é que tem nesse envelope que você não quer que eu veja?
_Nada que lhe fará bem, meu amor, acredite-me.
_Eu acho que posso lidar com o que estiver dentro.
_Não, não pode.
_Edward... – Bella respirou fundo, se erguendo e se aproximando dele, tentando ler sua mente. Mas, há muito tempo que ela estava totalmente fechada para ela. Era como se ele fosse mudo mentalmente para ela de novo. Ambos estavam assim.
_Pare de tentar sondar minha mente, Bella.
_Pare de mentir para mim, Edward. O que tem de mais dentro desses envelopes que eu não posso ver? Acaso são transações com a máfia Russa, é isso? Você é o que um mafioso, é isso?
Ele riu, negando com a cabeça. Ela avançou para ele.
_Me diz o que é.
_Você não está pronta para lidar com isso, na hora certa eu lhe direi.
_A coisa é grave? Você tem o quê? Uma doença terminal?
_Vampiros não adoecem.
_Então o que raios está acontecendo que você não quer me contar!!!
_Bella, eu...
A porta se abriu e Jasper entrou sorrindo, com uma pasta na mão.
_Cara, foi difícil, mas eu consegui. Minha Alice vai amar esse... Interrompi alguma coisa?
_Me diga o que é que tem nos envelopes que alguém está me mandando e que o Edward não me deixa ver.
_Isabella... – Edward rosnou em sua direção, mas ela o ignorou e continuou fitando o visitante.
_Bella, eu não posso me meter. O Edward é meu rei e você é minha rainha, mas, mesmo que eu os ame como irmãos... Eu não posso me meter. Desculpe-me.
Ela passou a mão pelos cabelos em frustração. Seu celular tocou.
_Alô? Sou eu, quem fala?
Bella olhou direto para os olhos de seu marido.
_Victória. Que bom que ligou.
Edward deu um passo à frente, com o braço estendido e os olhos arregalados. Ela ergueu a mão, o mandando parar no mesmo lugar.
_Sim, posso sim, aonde é isso?... Certo.
Ela desligou e pegou suas chaves na mesa, o olhando com raiva. Muita raiva.
_Está em uma porrada de problemas, companheiro. Era Victória no telefone, lembra-se dela? Eu estou indo descobrir o que está acontecendo aqui. Nós vamos terminar isto quando eu voltar - disse ela enquanto se dirigia para a porta.
_Isabella, espere deixe-me explicar primeiro. – Ele bloqueou seu caminho em direção à porta com seu corpo.
_Está atrasado com isso, colega. Sua chance passou, eu quero saber a verdade, não apenas o que você determinou que eu soubesse. Não quero uma versão editada sua. Quero tudo.
Ele tentou segurá-la e ela se esquivou do seu agarre e rodou fora de seu alcance.
_Saia da frente Edward ou eu te prometo que nunca mais olho na sua cara.
Ele respirou fundo, tentando acalmar o inferno dentro de si que as palavras dela desencadearam.
_Bebê...
Ele começou a ir para o seu lado, mas ela se esquivou novamente e passou por ele.
_Eu vou descobrir quem é Victória e o que ela tem com você. Depois conversamos, milorde.
A porta bateu atrás dela, pontuando suas palavras.
Pouco tempo depois, a BMW de Bella rugiu a vida e eles a ouviram o cantar os pneus no asfalto.
_Maldição, quando ela descobrir sobre o harém, a merda estará batendo no ventilador. Eu tenho que chegar lá e fazer algum controle de danos.
_Vamos logo Edward, antes que seja tarde demais. A Alice vai arrancar meu couro quando descobrir sobre meu harém. Estou fudido.
_Idem.
Edward respondeu, se transformando no corvo e alçando vôo para chegar lá primeiro que ela. Jasper se transformou em um falcão negro e foi atrás do seu amigo. Quando chegaram à mansão que James possuía aqui, Victória não estava. Suas ex concubinas correram para ele, o abraçando.
_Mestre, o senhor veio nos levar de volta? – Kassandra falou, lhe apertando em um abraço.
_Quem disse isso a vocês?
_Victória. Ela disse que o senhor nos levaria de volta e tudo seria como era antes.
Edward alisou os cabelos negros e lhe sorriu docemente.
_Não estão gostando daqui?
_Sim, muitíssimo. Mestre James é muito bom connosco e sempre nos deixa dormir com ele. Uma por noite, mas...
_Sentimos sua falta mestre. – Magie falou, retorcendo a barra do vestido. _ Mestre James me escolheu para ser a principal mestre.
_Você gosta dele? – Edward falou, sorrindo para sua caçula.
_Sim... Mas sentimos falta da nossa casa... Antiga casa. Nós entendemos o porquê do senhor não nos querer mais. Sua companheira apareceu e nós nunca que iriamos atrapalhar o senhor.
_Magie, aonde Victória está?
_Ela pediu para o mestre James a libertar e ele concordou, ele é bom. Ela não está com o senhor? Ela disse que tinha voltado e estava preparando tudo para a nossa volta e...
_Ela mentiu, pequena Mag.
_Perdão mestre, mas... Victória tem que morrer. – todas concordaram com o que Magie falou.
_Ela está louca, mestre. – Júlia falou. _Tem que detê-la. Ela não está bem.
_É o que farei Júlia. É o que farei.
Eles saíram de lá e percorreram toda a Seattle, Port Angeles e Forks também. Não a encontraram. Edward estava à beira de um colapso, quando seu celular tocou. Era Thomas, avisando que a senhora tinha acabado de chegar a Londres.
Ele pegou seu jatinho particular. Quando chegou em sua casa, era de madrugada. Ele se dirigiu à biblioteca e a encontrou em pé, no meio do cômodo, os olhos sem foco com... O envelope na mão. Estava vazio, pois o conteúdo estava espalhado pelo chão. Eram fotos, muitas fotos.
Fotos suas com outros vampiros em elegantes jantares, com taças de sangue nas mãos. Fotos suas e de suas concubinas em festas, quando inventaram as primeiras máquinas fotográficas. O ano era o de 1839, ele lembrava desse tempo. Tempo em que fazia de tudo, festas regadas a muito sangue e orgias de todos os tipos. Ele não se orgulhava disso. Não mais. (N/B: Caraca!! Tem passado te condena e muito! Agora é rezar!)
Ela olhava uma foto em especial, onde ele estava sentado em uma cadeira luxuosa, totalmente nu, com suas dez concubinas nuas à sua volta. Tinha um corpo de mulher ensanguentado e quebrado largado aos seus pés e sua boca e seu peito estavam sujos de sangue. Na foto, ele estava no seu eu supremo, seu rosto estava desfigurado, a sede tinha lhe tomado nesse dia. Havia sido uma chacina.
_Bella, eu...
_Por que não me contou?
_Bella, escute, eu...
_Por que me escondeu tudo isso?
_ Amor, me escute, eu posso explicar...
_Será que pode mesmo? O que deu em você para me esconder tudo isso?
_Meu passado não me orgulha.
_Eu sou sua esposa, tinha o direito de saber. Você me escondeu isso achando o quê? Que eu nunca iria descobrir? É isso? Por qual tipo de idiota você me toma?!
_Eu queria evitar justamente isso, esse seu ataque.
_Eu não teria ataques, se meu marido não mentisse para mim!!!
_Eu não minto para você.
_Não? E isso? – ela jogou as fotos na sua cara, ele as pegou e ficou parado sem reação. _Estou esperando Edward, me explique o que essa mulher faz em seu colo em uma boate há três dias atrás?!
_Bella, olhe...
_O quê? Cadê o “Eu sou fiel a você Isabella, eu não olho para mulher nenhuma, apenas você.”
Ele não respondeu. Ela sentiu as picadas das lágrimas e piscou para evitar que elas se derramassem.
_Você mentiu para mim.
_Bella, eu apenas achei que meu passado não era importante. O que fiz no passado não significa nada.
_Eu estou me fodendo para o seu passado Edward. O que eu quero saber é por que você tem saído todo santo dia e vai para as boates e tem fotos de mulheres seminuas no seu colo! Você me disse que eu era a única, seu cretino e EU ACREDITEI EM VOCÊ!!!
_EU SOU HOMEM, INFERNOS! E VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA! – ele jogou um jarro na parede e ela jogou outro. (N/B: O.M.G.!!)
_Vamos ver quem quebra mais coisas aqui, filho da mãe!!! Você é homem? É essa a explicação que você tem para me dar? Talvez eu deva sair e achar um homem para mim por que EU SOU MULHER E ESTOU GRÁVIDA!
_Isabella, se você me trair...
_Você me traiu! Você que jurou amor eterno a mim. Que me fez brigar com MEU PAI! Eu odeio você!
_Me odeie então.
Bella sentiu a inquietação nele. Alguma coisa escorregou na sua mente e ela pegou um nome.
_Quem é Thirran?
_Ninguém.
_É a sua amante? Esse nome é escocês, não é?
Ele riu e começou a andar pelo quarto.
_Me fale quem é Thirran, Edward. ME FALE!!!
_Não me dê ordens, Isabella.
Ele falou sério, lhe olhando. Começou a andar em sua direção e parou bem na sua frente. Ela teve que jogar a cabeça para trás para poder lhe olhar na cara.
_Nenhuma mulher jamais me dará ordens. Sou o rei e sou homem, faço o que quiser e você aceitará calada. (N/B: OMG!)
Ela tremeu diante de suas palavras e ele praguejou baixo.
_É isso o que você quer? Que eu seja a esposa exemplar para todos e que faça vista grossa para suas puladas de cerca?
_Eu não disse isso, eu...
_Você me traiu e espera que eu fique quieta? Entendo, no seu mundo é assim, não é? Você me jogou aos leões sem, nem ao menos, um manual de como sobreviver na sua preciosa sociedade. Você me trai, flagram você, me mandam fotos e você fica irritado por que eu estou raivosa? O nosso casamento é uma farsa, é isso? Eu sirvo apenas para lhe dar filhos, é isso? É isso Edward?!
Ele trincou os dentes, mas não respondeu. Ela engoliu o choro.
_Muito bem... Nossa união acabou de se tornar uma união de conveniência, meu querido. Não é isso que você procura? Eu te darei o que você precisa. Um herdeiro. E você me dará o que eu preciso por enquanto, o sangue para que ele viva. Mas depois que ele nascer...
_Depois o quê? - ele virou na sua direção com uma cara de dor e raiva. _Você não vai me deixar, não pode tirar meu filho de mim e eu não o darei a você!!! Vocês me pertencem!
_Suas palavras não me incomodam ou me abalam.
_Bella, me escute, eu... Acredite em mim, eu.
_Acreditar depois de ver isso? – ela apontou para um punhado de fotos jogadas em cima da mesa de leitura. Fotos recentes, várias delas de ontem à noite. _ A Honestidade induz a confiança, a confiança constrói o amor e o amor inspira fidelidade. Você não me ama Edward.
_Eu amo você! Como pode achar que eu viveria sem você ou sem nosso filho?
_Você se acostumará. Afinal, teve mais de quatrocentos anos para se acostumar com a solidão. (N/B: Caraca, essa doeu!!)
Ela saiu do escritório e foi para o quarto, andando de cabeça erguida. Assim que alcançou a segurança de sua cama, ela desabou em um choro copioso. Suas palavras eram arame farpado, passando por sua garganta. Ela não queria dizer essas palavras. Não queria deixá-lo, mas teve que dizer, teve que falar assim. Tinha que pensar se sua vida tomaria outro rumo ou não. Ele tinha mentido o tempo todo. E se o amor que sentia por ela fosse apenas fingimento, como Victória disse? E se ele apenas quisesse um herdeiro como ela tinha falado? E se todo o tempo Tânia tivesse se afastado apenas para ele poder iludi-la e conseguir seu herdeiro e, depois que a criança nascesse, ele a mataria como a maldição previa? Não conhecia nada do mundo dele. Ela ouvia risinhos por suas costas e pensava que era pura inveja. Que idiota foi! Talvez essa porcaria de ligação mental e essa história de escolhida fosse balela. Ela alisou sua barriga. Seu filho não era ilusão, ou fingimento. Ele não fingia quando lhe amava... Estava tão confusa...
Adormeceu, depois de muito chorar.
O cheiro típico dele adentrou suas narinas. Suas pálpebras tremeram e, aos poucos, foi abrindo os olhos, enxergando as profundezas verdes que tanto amava. Ele estava sentado na poltrona, vestido com um de seus ternos caros. Ela se sentou com cuidado e o fitou mais atentamente.
_Bom dia Bella.
_Bom dia Edward.
_Eu não quis lhe perturbar ontem e, por isso, dormi no quarto contíguo.
Ela acenou com a cabeça e se ergueu, ficando tonta e caindo na cama. Ele a segurou preocupado. Olhou bem dentro dos seus olhos e sorriu calmamente.
_Nosso filho tem fome.
_Já tomarei café...
_Não é de comida que ele sente falta. Ele tem sede, seus olhos, Bella, estão negros. Só os nutrientes do seu corpo não o sustentam mais.
_Vou pedir que o Thomas me traga sangue, então e...
_Você sabe o que temos que fazer, amor.
Ela respirou fundo e assentiu. Ele sorriu e, calmamente, a ergueu na altura do seu pescoço. Mas, antes de furar a veia, ela se afastou. Ele a olhou sem entender.
_Quero no pulso.
_Mas o pescoço é...
_Íntimo. Eu não quero intimidade com você Edward.
Ele trincou os dentes, mas assentiu. Ficou de pé e arregaçou a manga de sua camisa branca, fez um pequeno corte no pulso e estendeu o braço para ela. Gotas carmesim caiam do seu braço, sujando o lençol de linho. Ela respirou fundo e se aproximou, segurou seu braço e tocou a pele com seu lábios. Fechou os olhos, quando uma quebra de onda de prazer lhe pegou despreparada. Ele rosnou e se aproximou mais dela. Bella abriu os olhos e ele estava lhe olhando com luxúria. Ela fechou novamente os olhos, temerosa de que não conseguisse se segurar. Assim que terminou, ela se afastou e saiu da cama, indo em direção ao banheiro lavar a boca. Ele a seguiu.
_Vou chegar tarde hoje, tenho uma... Reunião na empresa e...
_Não precisa me dar detalhes de suas saídas, Edward. O que você faz fora dessa casa não mais me interessa. Você escolheu assim.
Ele lhe olhou com dor nos olhos. Ia falar, mas seu celular tocou e, assim que ele viu quem era no visor do aparelho, ele saiu em disparada do quarto.
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N/B: OMGGG, que capítulo foi esse??? Teve de tudo e me despertou uma panóplia de sentimentos que nem tenho palavras!!!
Sério, o Edward e o Charlie juntos são uma comédia!!! Gargalhei horrores aqui e quase que não conseguia betar o cap!!
Mas esse final foi tenso, muito tenso!! Também, o Edward dormiu na forma! Onde já se viu deixar a Victória dando sopa por aí?? Mas o fato é que a merda já está feita e vamos ver no que vai dar!
MILLY MINHA QUERIDA, não sei mais o que falar, por isso vou repetir o que tenho dito sempre, você se superou nesse capítulo e estou tendo uma grande dificuldade em dizer que capítulo é melhor que o outro (não sei quanto a vocês, meninas!). Mas, até ver, na minha modesta opinião, esse foi o melhor até agora!! O que me fascina é em que cada novo capítulo desta fic supera se supera meu bem, e isso só tem um nome: TALENTO, minha amiga!! E você tem para dar e vender!! Parabéns mais uma vez! Bjns a todas!!
que capitulo tenso,o edward deu muito mole,agora ele tá é lascado,se ferrou,beijosssssssss
ResponderExcluiramei
ResponderExcluirEdward vai acabar perdendo a Bella ... só fez merda até agora ....
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