Capítulo 18
Os convidados chegaram e o casal os recebeu com cordialidade. Bella estava linda no seu vestido de grávida verde com detalhes em dourado de um ombro só e o cabelo solto, escovando suavemente suas costas com o movimento fluido. O jantar foi divino. Edward estava orgulhoso por ela ser uma anfitriã tão boa e autêntica. Era impressionante como ela levava uma conversa sem saber basicamente nada do mundo vampírico. Ela era a perfeição.
_Meus parabéns Milorde, sua esposa é um primor.
Edward sorriu para o vampiro à sua frente, enquanto segurava Bella pela cintura, lhe beijando a fronte.
_Sou de fato um homem muito sortudo. Ela é tudo o que eu sempre sonhei. – ele falou e Bella ruborizou, sorrindo timidamente.
_Meu marido é um galanteador. Se me derem licença cavalheiros, vou me juntar com às mulheres. Sabem como é, adoramos fofocas.
Ele sorriram e assentiram, observando enquanto ela saia elegantemente de perto deles, para se juntar às outras esposas. Ao final da noite, Bella estava exausta e seus pés estavam lhe matando. Quando o último convidado se foi, ela estava pronta para rastejar para sua cama, deitar em posição fetal e chorar até adormecer. Mas não faria isso até que tivesse certeza de que estava completamente sozinha. Ela entrou no quarto e se despiu, amarrou os cabelos em um coque frouxo e foi para a banheira. Passou na frente do espelho e observou seus olhos escuros. Seu filho se mexeu inquietamente dentro do seu ventre e ela sorriu. Ele estava com fome.
_Calma amor. Mamãe já, já te alimenta. – ela falou, alisando sua barriga e fazendo seu pequeno se acalmar.
Assim que tomou seu banho e vestiu uma camisola azul comprida na altura dos tornozelos, ela voltou para o quarto, o encontrando sentado na cama, com a camisa desabotoada no pescoço. Ela engoliu seco e se aproximou calmamente.
_A noite foi relativamente calma, não? – ele disse, lhe olhando nos olhos e ela assentiu, sentando ao seu lado. _ Você está pronta querida?
_Sim.
_Então venha. - Ele desabotoou a camisa e dobrou a manga até o cotovelo, expondo o pulso para ela e fazendo um pequeno corte para lhe alimentar.
Bella calmamente envolveu a área sangrenta com seus lábios e ouviu ele soltar um silvo por entre os dentes apertados. Ela não se atrevia a lhe olhar na cara, com medo de ver algo que faria sua resolução de ficar longe dele se esfumaçar. Ela sentia o desejo fluir como fogo líquido em suas próprias veias, mas seus pensamentos estavam fechados. Ambos estavam evitando que um lesse a mente do outro. Estavam morrendo com essa distância, mas sempre que ela queira dar meia volta e se jogar em seus braços, ele lhe dava motivos para continuar longe. Ela terminou de beber dele e se afastou. Sentiu uma pequena gota de sangue deslizar pelo canto de sua boca e ele se aproximou dela.
_Está sujo aqui, querida... – ele beijou o canto dos seus lábios e ela se afastou rápido.
_Estou cansada, Edward
_Bella, eu...
_ Vá embora, sim? Eu realmente quero dormir e não quero brigar com você.
_Eu amo você, bebê.
_Quem ama não trai... E você me trai constantemente, não?
_Bella, eu não...
_Boa noite Edward. – ela se virou na cama e se meteu embaixo dos lençóis. Ouviu ele suspirar longamente e se levantar, saindo do seu quarto direto para o dele. Quando ela teve certeza de que estava completamente sozinha, abraçou o travesseiro, enfiando o rosto na maciez das plumas.
Ela chorou a noite toda.
Os dias se passaram lentamente, assim como as semanas, os meses e eles estavam cada vez mais longe um do outro. A tempos não dividiam mais o mesmo quarto e as poucas palavras que trocavam na hora em que ela se alimentava dele eram frias e indiferentes. Ele saia toda noite e ela ouvia coisas sobre ele. Chorava todo dia. Nas madrugadas, ela o sentia perto, em pé ao lado da cama, mas não se aproximava. Ela o sentia ao seu lado em alguns raros momentos do dia. Ele andava invisível dentro de casa, mas ela o sentia. Talvez o negócio da ligação fosse verdadeira mesmo. Ninguém nunca mais tinha lhe mandado nada. Victória tinha sumido do mapa. (N/B: Espero sinceramente que o Edward já tenha acabado com ela!)
Hoje ela tinha acordado mal. Fez sua higiene pessoal e se vestiu com um vestido de algodão leve. Prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo alto e calçou sandálias baixas e confortáveis. desceu as escadas e ele estava na saleta rosa pálido, tomando café.
_Bom dia.
_Bom dia. Dormiu bem?
_Não. Tive pesadelos novamente. – ela falou, esfregando a têmpora direita.
_Se precisar, eu...
_Me passe o leite, por favor?
Ele assentiu e não falou mais nada. E assim seguiu o dia. Ele saiu para resolver algumas coisas concernentes ao reino e ela ficou em casa. Estava no jardim, trabalhando em suas rosas, quando um flash foi disparado em sua direção. Ela se assustou e caiu de cima da pequena escada de quatro degraus em que estava. Enna e Ágatha correram ao seu encontro, desesperadas e Alexei, junto com Angus, saíram em disparada atrás do paparazzi. Ela foi levada ao hospital e ele chegou lá no minuto em que ela tomava uma injeção. Gritos de enfermeiras que tentavam segurá-lo foram ouvidos na recepção. Todos se calaram subitamente quando ele disse calmamente. “Saiam do meu caminho, humanos insignificantes”. A voz não estava normal e Bella soube que ele estava no modo rei dominante.
A cortina que é usada para separar cada leito foi arrancada do lugar e ele lhe buscou com os olhos e as mãos. Parou a meio passo dela, ambos desejando se abraçarem, mas negando isso um ao outro. Ele enfiou as mãos na bolso da calça social cinza chumbo.
_Está bem?
_Sim. Foi só um susto.
_Eu soube... Já pode ir para casa?
_Não assinaram minha alta ainda.
_Resolverei isso. – ele se afastou, andando com a graça de um felino. Dez minutos depois, ela estava bem cômoda dentro da limousine.
_Desculpe ter te tirado da reunião. – ela falou, olhando para as mãos, rodando a grossa aliança em seu dedo, junto com o anel que simbolizava sua corôa. Sentiu quando ele se mexeu no banco ao seu lado.
_É o nosso filho, Bella. E eu sou seu marido.– ela o olhou, mas ele estava olhando para a janela.
_Eu sei... Muito trabalho?
_Sim... Estava caçando.
_Quem dessa vez?
_Alguns... Pequenos desafetos. Não se preocupe.
_Ok... – Ficaram um par de minutos calados. O silêncio era opressor, como uma mão apertando a garganta, impedindo-os de tomar ar. Nenhum dos dois se atrevia a fazer o próximo movimento. Ele tomou coragem e falou.
_Quando... Quando será a ultra-sonografia? – ele quebrou o silêncio, ainda olhando pela janela e ela sorriu agradecida.
_Segunda à tarde. Às duas horas.
_Bom.
_Você... Você irá?
_Não perderei por nada. – ele a olhou e sorriu.
Ele tinha um semblante tão cansado, assim como ela. Ele ergueu a mão e hesitantemente lhe acariciou embaixo do olho direito.
_Não tem dormido bem.
_Ele se mexe muito.
_Posso? – ele perguntou com a mão sobrevoando sua barriga de cinco meses.
Ela acenou com a cabeça em afirmação e ele tocou com reverência em sua barriga. Seu filho chutou forte e eles riram.
_Hei bebê, reconheceu o papai, não foi?
Seu filho se mexeu mais forte e Bella gemeu. Edward lhe olhou e ela sorriu.
_Dói.
_Desculpe.
_Tudo bem...
Eles fizeram o restante do trajeto em silêncio, mas ele não tirou a mão de sua barriga, sempre a acariciando e Bella foi grata a ele por isso. Assim que chegaram, ele a pegou no colo e subiram as escadas. Ele a acomodou na cama e sentou ao seu lado. Alexei bateu na porta e entrou. Trocaram algumas palavras muito baixas para que ela pudesse ouvir. Edward acenou com a cabeça para Alexei, que saiu da habitação. Em seguida, Edward se ergueu e lhe sorriu friamente, dando-lhe um beijo na testa. Ela sabia o que esse sorriso frio significava. Alguém morreria.
Edward desceu as escadas até o subsolo da mansão e entrou em uma cela, onde um vampiro estava sentado no chão lodoso. Assim que o viu, ele pulou para os seus pés e retrocedeu assustado.
_Eu tenho influências, sabia? Se me encostarem um dedo, eu vou colocar a boca no trombone e todos saberão do casamento de fachada que você tem. –Ele falou nervoso, olhando para os lados, procurando uma rota de fuga.
Edward lhe sorriu e o chamou com o dedo indicador. Os pés do vampiro se moveram contra a sua vontade.
_Eu não sei com quem você acha que está lidando, seu bostinha. Você foi transformado há quanto tempo? Cinco anos? E se foi, por onde você andou? Escavando debaixo de alguma pedra? Sabe ao menos quem eu sou? EU SOU SEU REI, IDIOTA! E A MULHER QUE VOCÊ FOTOGRAFOU É SUA RAINHA, MINHA ESPOSA QUE ESPERA O MEU HERDEIRO!
Edward respirou fundo e o olhou sério.
_Eu não vou colocar um dedo em você, seu infeliz. Vou apenas... Arrancar-lhe o coração. – Edward falou como se não fosse nada de mais e o vampiro empalideceu mais ainda._ Ninguém importuna a minha família, ninguém ameaça o que é meu. Lembre-se disso e diga aos seus amigos... Ops! Você não terá a quem dizer!
Com um movimento de mão, suas garras entraram na pele do vampiro, rasgando a carne e adentrando seu peito, fazendo seu caminho até seu coração, que pulsou forte entre os dedos de Edward, antes dele o esmagar, como se fosse um tomate podre. Em segundos, o vampiro se tornou pó e Edward virou nos seus calcanhares e partiu dali, se dirigindo ao quarto de sua esposa.
Edward se arrumava no seu quarto contíguo e Bella no dela. Tinha uma pequena sala de estar entre os quartos, que era onde eles faziam algumas refeições e onde ele a alimentava. Iriam a uma festa na casa de um alfa importante em Londres. Seu celular vibrou em cima da sua cama.
_Alô? Não Trisha, hoje eu não irei... Sim, me espere amanhã. – ele sorriu de algo que a mulher disse e depois ficou sério_ Não, ela ainda não sabe... Ela é minha esposa e eu é que decido o que ela deve ou não deve saber e não você. Não cometa o erro de se meter, Trisha. Você bem sabe que minha paciência para linguarudas é zero. Até amanhã.
Ele desligou e quando olhou para o espelho, a viu refletida lá. Estava linda, parada na porta. E tinha ouvido a conversa.
_Já está pronto? – ela falou indiferente e fria como sempre, mas alguma coisa em seu olhar mostrava a fragilidade em que se encontrava. Sua fachada de durona estava rachando.
A dele também.
_Sim, só preciso que me ajude com a gravata.
Ela assentiu e caminhou até ele. Deu o nó na gravata, suas mãos tremendo.
_Edward...
_Sim?
_Você me... Você ainda me... – ela suspirou e negou com a cabeça, ia saindo, mas ele a segurou pelo braço, lhe puxando para o seu peito e ergueu seu rosto, para poder lhe olhar nos olhos.
_Amo você, bebê. O que eu faço fora de casa... Eu não posso explicar para você o porquê eu estou fazendo isso, mas eu lhe amo. Entenda isso, sim?
_Era sua... Deixa para lá, ouvir de seus lábios só pioraria as coisas. Bom, eu... – ela pigarreou para dar mais firmeza nas palavras. _ Eu estou indo para Forks depois de amanhã. Preciso ver algumas coisas na loja e também...
_Tem o fator de você querer me ver bem longe de você? – ele sorriu tristemente. _ Por favor, me dê tempo para poder te explicar Bella. Nosso casamento não pode acabar assim... Eu sei que você me ama e eu te amo com loucura.
_Então o porquê das mulheres? Você ainda não me explicou por que escondeu suas amantes de mim e eu nem ligo mais, por que elas fizeram parte do seu passado e mesmo você não tendo relações com elas, elas viviam com você... Mas esse não é o grande problema aqui e você sabe.
_Bella...
Ela o olhou chorando e ele se sentiu impotente.
_Eu lidei bem com Tânia, não foi? Então por que você me escondeu? As vampiras me olhavam e sorriam na minha frente, enquanto pelas costas elas fofocavam de mim. “Coitada, coitada da nossa rainha humana, pobre Bella, pobre menina tola” – seus soluços se tornaram fortes, rasgando a quietude do local. – O que mais dói não é o fato de você ter escondido elas de mim, e sim que eu tive que saber através de uma delas. E o saber que você ainda me trai é... As fotos, Edward... Quanto às antigas, eu não posso fazer nada, por que elas foram tiradas em um tempo em que eu nem se quer sonhava em nascer, mas essas atuais… Você me traiu... E continua a fazer. Você me disse que não existia outra para você além de mim, mas, todo dia, você chega cheirando a perfume barato e prostitutas. Você me condenou ao inferno em vida, por que por mais que eu queira te odiar, eu não consigo e eu me odeio por isso. Eu... Te amo tanto... Eu não sei mais o que fazer e talvez cada um ir para um lado será melhor, eu não sei, eu...
Ele a puxou para seus braços, esmagando sua boca em um beijo desesperado e saudoso. Ela se agarrou a ele como se fosse seu bote salva-vidas. Mãos tocando corpos necessitados, beijos famintos, olhares desesperados, procurando algum traço no rosto do outro que mostrasse que nada tinha acabado, que continuava tudo bem.
Ele os levou até a cama grande, no centro do quarto. Roupas saíram do caminho e, entre gemidos sôfregos e angustiantes, eles se amaram. Os movimentos foram lentos, como se nenhum dos dois quisesse pôr fim ao momento nunca. O mundo lá fora era cruel e eles temiam que ao saírem daqui tudo o que tinham, que era quase nada, se quebrasse como um frágil cristal. Seus corações estavam sangrando, suas esperanças em farrapos, mas esse momento, essa ligação, esse ato extremo de amor era um sopro de vida na relação deles. Talvez o último sopro.
_Não me deixe Bella, por favor! Por Deus, não me deixe... Eu não vou agüentar... Sem você, eu não consigo...
_Eu não consigo sem você também, Edward. Me ajude, nos ajude a salvar o que ainda resta do nosso casamento. Eu estou te implorando, nos salve...
Eles choraram e se amaram até que os primeiros raios de sol adentraram pelas janelas, iluminando o aposento desordenado. Ela dormia esparramada nos lençóis e ele a observava. Tinha que parar logo com isso, antes que seu casamento se partisse em ínfimos fragmentos de dor, ficando ao ponto de nunca mais poder ser refeito, restaurado. Ele tinha que acabar com isso o mais rápido que podia. Estava perdendo-a, perdendo a única coisa de valor que tinha, perdendo o amor dela. Tinha que resolver isso logo. Ele se ergueu, tomou banho, se arrumou e saiu do quarto com uma mala. Deixou um bilhete para sua amada.
Quando Bella acordou, o sol já estava alto no céu. Ela sorriu com o pensamento da noite de amor que tiveram. Tateou a cama à procura dele, mas se encontrou sozinha. Se ergueu e o buscou com os olhos pelo cômodo. Caiu na cama, novamente preocupada, mas um pouco mais forte pelo que aconteceu ontem. Eles iriam salvar seu casamento, ele pararia com as saídas e seriam novamente uma família. Virou e viu no travesseiro um bilhete, junto com uma rosa vermelha.
“Querida, eu fui para a Escócia preparar tudo para a nossa chegada. Estive protelando nossa ida por causa de nossos problemas que, sendo sincero com todos, eu sou o único culpado. Eu vou voltar para você, lhe peço que me espere aqui. Voltarei em uma semana. Te amo desesperadamente, Isabella Cullen. Me espere. Do seu sempre seu, Edward.
PS: Deixei sangue suficiente para se alimentar. Te amo.”
Ela sorriu feito uma besta e, saltitando, foi para o banheiro. Tomou banho com os produtos dele para matar a saudade do seu cheiro. Ágatha entrou sorrindo no quarto por ouvi-la cantarolar. Deixou a bandeja em cima da mesa e fez a cama. Bella saiu do banheiro, vestida no roupão dele e lhe sorriu maravilhosamente. Sentou e tomou seu copo de sangue e em seguida seu dejejum, conversando, enquanto Ágatha arrumava em volta do cômodo. Ele voltaria em uma semana e a levaria para a Escócia para morarem juntos. Precisava de roupas de frio. Se ergueu e correu para seu quarto, Ágatha nos seus calcanhares. A menina a ajudou a se vestir e, em seguida, foi até o shopping.
Tinha, em uma hora, comprado tudo o que precisaria levar para sua nova casa. Estava faminta e bebeu de sua garrafinha de sangue, enquanto as pessoas ao redor achavam que era suco de tomate. Ela sorriu para todos que passavam por ela. Observou crianças brincando e imaginou seu filho junto delas. Seria menino ou menina? Estava curiosa. Segunda eles iriam fazer a ultra-sonografia e saberiam o sexo do bebê. Só assim Bella faria o quarto do seu pequeno do jeito que deveria ser. Lindo.
_Olá minha rainha. – Bella sentiu o sangue gelar nas veias ao ouvir a voz que tanto odiava.
_Tânia. – a vampira sorriu friamente e sentou ao seu lado.
_Conversou com Victória, eu suponho.
_Ela me disse algumas coisas.
_Oh querida, espero que não esteja muito decepcionada com o Eddie. Mas precisávamos de um filho e ele não pode ter comigo, então eu resolvi aceitar esse jogo tolo dele de te seduzir para que gerasse nosso tão amado filho. O Edward precisa de um herdeiro, mas não quer viver a vida toda com uma humana, entende? Eu sei que sim.
_Eu sou a companheira de alma dele.
_Oh meu bem, isso não existe. – a mulher lhe falou com um sorriso de pena. _ Não existe essa história de companheiros de almas. Existem os humanos compatíveis para gerarem os filhos para nós, os vampiros. E você é a única compatível com o Edward.
_Isso não é verdade, Tânia. Você não vai envenenar meu casamento, eu e Edward temos uma...
_Ligação mental? Oh querida, ele é o vampiro mais poderoso do mundo, ele pode ler a mente de qualquer um vampiro ou não, ele pode deixar você ler a mente dele, se quiser. Ele faz comigo o tempo todo.
Bella negou com a cabeça, era mentira.
_Você não estranhou de que ele só quisesse se casar nas leis vampíricas? Elas servem como um contrato de um ano, meu bem, o tempo de você engravidar e amamentar a criança. Depois, se você não for mais de serventia, ele a deixará ir. Mas se quisermos mais outro filho, ai nós a manteremos. Com um bom salário, é claro.
_É mentira, sua mentirosa! Você é desprezível, Tânia! Eu vou mandar o Edward arrancar sua cabeça nojenta fora, enquanto eu assisto isso acontecer!!! – cabeças se viraram para onde elas estavam sentadas e Tânia sorriu pacientemente, como se Bella fosse uma criança birrenta.
_Querida, acalme-se, sim. Eu não devia, mas eu vou lhe falar, por que eu não acredito que o Edward está lhe enrolando tanto para contar. Eu não sai de minha casa. Essa casa em Londres é minha, se você não acredita vá na ala oeste.
_A ala oeste é onde as concubinas ficavam.
_Eu sei e eu devo agradecer a você por ter feito com que ele se livrasse delas. Eram chatas e metidas. Realmente obrigada. Se não acredita vá lá, e veja com seus próprios olhos e...
Tânia foi agarrada pelo pescoço e jogada longe arrebentando uma parede. Enna estava lá ao seu lado, olhando mortalmente para a vampira, suas presas gotejando veneno. Tânia saiu do buraco, rindo e tirando pedaços de concreto de suas elegantes e rasgadas roupas.
_Ora, olá Enna querida. Quanto tempo, não?
_Angus, leve nossa rainha para fora. Tenho que ter um particular com essa puta.
Todos ao redor estavam paralisados de medo com o que tinha acabado de acontecer. Angus pegou Bella no colo e a escoltou para fora do shopping, em direção ao seu carro. Ela estava tremendo e balbuciando.
_Edward já avisou sobre você chegar perto dela, Tânia. Além de puta e burra, é surda?
_Ele será meu, Enna.
_O inferno congelará em uma linda bola de neve quando esse dia chegar. Ela é a companheira dele e você nunca será mais do que um irritante furúnculo no nosso traseiro.
_Cuidado que furúnculos matam. – Tânia falou sorrindo ferozmente para Enna.
_Não se arrancarmos primeiro.- E a vampira se precipitou para a outra, fazendo voar mesas e cadeiras com o impacto do golpe feroz que usou para abater Tânia. Ena cuspiu na mulher no chão. _Puta barata. – ela sacou o celular e discou o número tão conhecido. _ Edward, vem depressa. A merda bateu feio no ventilador e sujou tudo a sua volta e o nome do grande saco de merda é Tânia.
Assim que o carro estacionou no quintal da mansão, Bella saiu às pressas de dentro, se ajoelhando na grama e vomitando tudo o que conseguia. Tinha sujado os bancos de couro de vômito durante o caminho. Se ergueu com a ajuda do Alexei e entrou na mansão, indo para o quarto. Assim que trocou o vestido sujo por outro limpo e leve de algodão, ela foi para a ala oeste e escancarou as portas, segurando um grito de desespero quando viu o que tinha lá. Era um quarto de amantes! Fotos de Tânia e Edward espalhadas pelo cômodo. A cama desfeita, como se fizesse pouco tempo que eles tivessem saído de lá. Bella cheirou os lençóis, o cheiro dele estava impregnado neles, nos travesseiros. O dvd estava em pausa e ela ligou e vomitou, quando imagens dos dois transando apareceu na enorme tela a sua frente. Ela se curvou e gritou em agonia e desespero. Tinha sido enganada todo esse tempo. Se ergueu com dificuldade e saiu de lá, deixando a tv ligada e aporta aberta. Todos à sua volta sabiam? Era por isso que não queriam que ela falasse com Victória ou Tânia? Por isso era vigiada vinte e quatro horas por dia? Por medo de descobrir a verdade antes da hora? Será que ele só estava esperando seu filho nascer para matá-la e se livrar de sua maldição?
“Os vampiros sabem mentir muito bem Isabella, somos ótimos nisso. O Edward é o melhor de todos.”
Victória tinha lhe falado e Tânia tinha confirmado. Não ficaria mais aqui. Se ele tinha lhe usado para ter um filho, pois ela o faria se arrepender. O filho era seu e lutaria em todo e qualquer maldito tribunal pela guarda da criança. Era sua. A criança era sua e ele nunca colocaria os olhos sobre ela. Fez as malas e mandou os empregados as levarem para o carro. Angus a escoltou para o angar, onde estava um dos aviões. Depois de acomodar tudo, ela entrou e voaram para Forks. Precisava pensar. Angus disse uma palavra que estava martelando em seu juízo.
“Ele é inocente até que se prove o contrário, milady e nunca provaram, por que ele é cem por cento inocente.”
Ela chorou todo o caminho. Estava confusa. A verdade era que não conhecia nada do mundo dele. Não sabia como as coisas eram, não sabia até que ponto mentiam ou diziam a verdade. Ele tinha lhe abandonado despois do casamento e procurado outras mulheres... E até mesmo Tânia. Não queria pensar, não queria quebrar a cabeça, tentando ver um lado que o favorecesse nessa maldita bagunça, por que ele era a maldita bagunça. Ele era o responsável por tudo e, se agora estava assim, era tudo culpa dele. Maldito fosse!
********
Edward estacionou o carro na grama da grande e velha casa no bosque de Forks. Foi aqui que Angus a trouxe, quando ela o deixou. Edward estava com ódio correndo feito fogo em suas veias. Muitos morreriam. Muitos! Ele subiu os degraus velhos e rangentes e bateu na porta. Poucos segundos depois, um homem jovem e alto lhe recebeu, fechando a cara assim que soube o que e quem ele era.
_Vim buscar minha mulher.
_Você não é bem vindo aqui, chupa sangue dos infernos. Minha casa não é lugar para assassinos. Você a machucou muito e, se não quiser perder a cabeça, eu aconselho a ir embora e nunca mais voltar.
A porta foi batida com força extrema na sua cara. Edward rangeu os dentes de raiva.
Quando o homem estava subindo as escadas, um estrondo forte veio de trás dele, sendo seguido de fragmentos de madeira da porta, que tinha sido reduzida a pedaços. Antes que Willie pudesse respirar uma segunda vez, Edward agarrou-o pelo colarinho e o jogou na parede, voando ao mesmo tempo e segurando-o pelo pescoço, enquanto batia o corpo do lobo nos tijolos, afundando-o lá. O lobo piscou e sacudiu a cabeça, tentando clarear a mente, enquanto Edward o segurava com força.
— Acha que precisa mais do que isso? — perguntou-lhe o monarca. — Vamos tornar uma coisa bem clara aqui, lobo. Você adotará, a partir de agora, uma atitude de respeito para comigo, não por gostar de mim, mas por ser esse seu dever. Sou seu rei, entenda isso. Mas se não me tratar como se deve, serei forçado a deixá-lo no chão, sem sentidos, talvez com a garganta fatiada. Entendido?
— Não será necessário nada disso, milorde — respondeu o lobo, demonstrando grande surpresa. — Agora sabemos o lugar de cada um.
— Sabemos mesmo?
— Naturalmente, milorde. Desde que não magoe minha Bella.
— Garanto-lhe que não tenho a intenção de magoá-la, mas muito me incomoda sua super proteção com a minha mulher — respondeu Edward, soltando-o.
Willie respirou, puxando o ar com gosto, antes de falar, com o devido respeito agora.
_O senhor mentiu para ela uma vez. Quem garante que não vai cometer essa falta mais uma vez?
_Eu garanto, oras! Quem pensas que eu sou. Hãn? Um reles vampiro de rua, mal nascido? Eu sou o rei e minha palavra basta!
_Quero acreditar milorde, mas Victoria e Tânia encheram a cabeça da minha Bella de histórias – Edward fechou a cara pelo termo usado constantemente para se referir a sua esposa.
_Ela lhe contou?
_Sim... Minha Bella chorou até dormir. Não quero mais vê-la sofrer.
_Não vai, fique tranquilo Willie. Posso ver minha esposa agora?
Edward falou calmo. Não se irritou com o lobo. Ele amava Bella, Edward sentia no ar o amor dele por sua esposa e, por mais que ele se referisse a ela como “sua”, Edward sabia a quem Bella amava de verdade. Seu filho era prova disso. Ela poderia ter deixado de beber seu sangue e a criança ter morrido em seu ventre, mas ela não fez. Mesmo estando com raiva dele, mesmo não querendo vê-lo, todas as noites e sempre nas primeiras horas da manhã ela bebia dele, de sua veia para alimentar seu filho. O filho de ambos. Eles dormiam em quartos separados por imposição dela. Fato esse que ele mudaria logo, logo. Ele viajou para a Escócia para preparar o castelo. Iriam morar lá, seria a sede permanente do seu reino. Ele foi para poder dar tempo a ela e também para resolver algumas coisas. Ele deixou sangue suficiente para ela ingerir mais que duas vezes por dia. Achou que, quando voltasse, ela estaria mais calma sobre a história do harém e das saídas noturnas. Ele só não contava com as duas vampiras rancorosas. Edward decidiu que no momento em que colocasse as mãos nas duas, elas morreriam, não tinha mais conversa e nem mais perdão. A sentença foi dada.
Assim que chegaram no último andar e pararam em frente a uma porta, ele soube que ela não estava mais lá. Olhou para o lobo a sua frente e ergueu a sobrancelha.
_Você gosta mesmo de viver no perigo, não é cachorro?
_Perdão?
_Minha esposa não está aqui idiota, onde a escondeu?
_Eu não a escondi. Eu a deixei aqui, descansando e fui comprar alguma comida. Voltei no mesmo minuto em que milorde bateu na minha porta e...
Edward virou nos calcanhares e saiu de lá, indo em direção ao único lugar onde tinha certeza que ela estaria e que também era o único lugar em que não era bem vindo. Suspirou cansado.
Miséria adora companhia, depois de tudo...
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N/B: OMG, outro capítulo fabuloso!!! Incrível!!
Tomara que o Edward esclareça as coisas de uma vez por todos agora! Sinceramente a lentidão dele em acabar com as vadias já está me irritando! Deu corda pra azar e tá se fudendo agora! Fico me perguntando como é que a vaca da Tânia conseguiu armar aquele círculo todo! Enfim, descobriremos mais tarde!
Agora se o que eu tou pensando está certo e o Edward está se encaminhado pra casa do Charlie, uma coisa é certa, o bicho vai pegar! E como!!
Mais um capítulo estrondoso Milly!! Amei e estou muito ansiosa pelo que vem aí! Bjns!
Edward só fez merda até agora !!!!!!!!!!!!
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