quarta-feira, 26 de junho de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 21


Capítulo 21 



Entraram no castelo rapidamente, sem Edward dar chance de Bella olhar nada e, pela fome que via em seus olhos, ele não daria trégua a ela por um longo tempo. Rosalie sorriu com o jeito desesperado do irmão. Todo o castelo sabia o que iam fazer. Carlisle se aproximou dela sério, com o semblante preocupado. 



_Tio.- ela o saudou com um beijo no rosto. 

_Rose, você conseguiu trazê-la? 

_Sim. Eles estão indo na direção do quarto nesse instante. 

_Tenho que falar com Bella, ela poderá demover seu irmão dessa idéia absurda de continuar com os fragmentos no corpo. 

_Não parou de sangrar? 

_Não e ele é teimoso por de mais para que me deixe agir. Rose, ele pode acabar morrendo, isso é sério, ninguém jamais sobreviveu. 

_Vamos tio, Bella fará com que ele colabore. 



******** 



_Para quê essa pressa toda? – ela perguntou, meio tonta por causa da velocidade que ele empregava em subir as escadas. Estavam indo, pelo que ela pôde perceber, para a torre. 

_Nosso quarto é na torre? 

_Minha cela é na torre. 

_Sua cela? 

_Quando eu perco o controle, eu me prendo lá. 

_E você quer perder o controle comigo é? – ela falou, sorrindo coquete para ele que retribuiu lhe roubando um beijo. 

_Quero fazer muitas coisa com você, lady Cullen e todas elas proibidas para menores de quatrocentos anos. 



Ele rosnou em seu ouvido e ela gargalhou feliz de estar com ele novamente. Lhe beijou forte e seu lábio se chocou com uma presa, rasgando a pele. O sangue desceu, molhando os lábios de ambos. Ele gemeu e capturou seu lábio, chupando-o com ferocidade. Assim que alcançaram a porta da torre, que ele abriu com um chute, um rosnado saiu de seu peito e Bella esbugalhou os olhos, assustada. Se segurou forte em seus ombros, quando ele girou com ela nos braços e os dentes à mostra. 

Rose e Carlisle estavam atrás deles com as palmas das mãos para cima e de cabeça baixa. Eles tentavam falar, mas alguma coisa não os permitia. 



_Fora. – ele rugiu. 

_Milorde... 

_FORA TODOS VOCÊS!!! 



Bella soube nesse instante que a sede lhe dominava. Seu grito reverberou pelas paredes de pedra e os dois vampiros se curvaram, gemendo de dor. Era dor crua a que sentiam! Edward estava inflingido dor neles por quererem se intrometer entre eles. Bella não podia deixar. Tocou seu rosto e o puxou para si, fazendo ele lhe olhar com fome. 



_Amor. Solte-os. Por favor. 



Ele rosnou para ela e lhe apertou mais. 



_És minha. Pertences a mim! 

_Sim, pertenço a você. 



Ele piscou, lhe encarando como se tivesse sido pego desprevinido com sua resposta. 



_És minha. Me pertences! – ele falou novamente, como que para comprovar sua resposta e ela lhe deu a mesma, reafirmando que era sua. 

_Sim, pertenço a você. 

_És minha... Minha...Minha. 

_Sua, sempre. Solte-os. 



Ele negou com a cabeça e ela segurou seu rosto com as duas mãos, o forçando a olhá-la. Seus filhos chutaram em seu ventre e ele olhou para baixo, em seguida olhou para sua boca. Um filete de sangue descia em direção ao seu pescoço e ele lambeu o caminho percorrido pelo líquido vermelho. Ela embalou sua cabeça como uma mãe embala seu filho ao peito. 



_Shiiii... Querido, solte-os. Vamos entrar, preciso me deitar e você precisa estar comigo. Nossos filhos querido, eles sentem falta do papai. Amor, venha comigo. 



Ele obedeceu, olhando para sua barriga, quando seus filhos chutaram mais uma vez. Ele os levou para dentro da torre e a deitou em uma cama enorme. Ela tentou se separar dele, mas ele rugiu e se pregou a ela, sentou e a colocou no colo, rodeando sua larga cintura e pousando as mãos na sua barriga inchada. 



_Entrem. – ela falou e, quando Carlisle e Rosalie entraram, Edward rosnou e a apertou mais junto a si. Ela alisou seus cabelos, o acalmando. 

_Bella, preciso de sua ajuda. – Carlisle falou, mas o rosnado de Edward deixou bem claro que ela não sairia de lá. 

_Shiiiii... Estou aqui. – ela alisou seus cabelos e lhe ergueu o rosto. Lhe deu um beijo casto e voltou a olhar para Carlisle. 

_Como consegue domá-lo? 

_Eu não sei. – ela falou com um sorriso. 

_Preciso que você me ajude. Ele tem fragmentos da pedra de sangue em seu corpo. Isso vai matá-lo, mai ele é teimoso demais para deixar-me ajudá-lo. Ele acha que consegue se segurar, que consegue vencer o veneno, mas não consegue. Ele morrerá! 



O homem a sua frente estava transtornado e as palavras a pegaram de surpresa. Ela olhou para Edward, que estava de olhos fechados, cheirando seu pescoço. 

_O que preciso fazer. 

_Percisa convencê-lo a me deixar extrair o veneno. 

_Deixe-me a sós com ele então. 

_Bella, não. – Rose falou, se desencostando da parede. Edward rosnou e lhe apertou mais. Seus filhos protestaram. 

_Edward solte-a, está machucando ela e os bebês! 



Rose gritou alarmada e seu irmão afrouxou o aperto, mas não a liberou. 



_Minha. Fica aqui. 

_Sim, eu fico. Saiam, por favor. Eu os chamos quando ele estiver pronto. 



Eles sairam desconfiados e temerosos de deixá-la sozinha com ele e sua sede. Bella não sabia como faria isso, mas achou que primeiro tinha que se soltar. Lhe alisou as mãos e, aos poucos, foi soltando-se do seu agarre. Quando se ergueu, ele rugiu e tentou pegá-la de volta. Ela foi para a janela e se sentou no parapeito. Ele congelou no lugar. 



_Minha não! – ao que parecia, ele tinha perdido o poder de se comunicar como uma pessa normal. 

_Parado. Você tem veneno no corpo, tem que tirá-lo. 

_Não, aguento. Minha, volta aqui. 

_Não, volte para mim Edward. A sede está lhe controlando, você pode me machucar e aos nossos filhos. Tem que tirar o veneno. 

_Eu... Eu tenho que conseguir... 

Ele lutava claramente para voltar a ter o controle nas mãos. Era impressionante como ele era forte. Ele respirou fundo, de olhos fechados. 

_Volte para mim, meu amor. 

Quando ele abriu os olhos, o verde tinha voltado. Não o verde natural e sim o verde escuro, uma mistura de demência e normalidade. Ele se aproximou ela com cautela, esticou as mãos para ela, com as palmas para cima. 



_Estou bem agora amor,saia da janela. 

_Deixe Carlisle lhe curar. 

_Eu... Preciso aguentar... 

_Você vai morrer, ele disse isso. Quer me deixar viúva? 

_Não... 

_Quer que Thirran me pegue e a nossos filhos? 



Ao pronunciar o nome do bruxo, seu marido rosnou e girou pelo cômodo, arrancando o poste direito da cama. As cortinas ficaram penduradas. 



_Ele não pegará vocês! 

_Deixe Carlisle lhe curar. 

_Não! 

_Está doente! Achas que eu voltei para te ver morrer por pura teimosia? Você vai deixar que ele arranque de você isso que está lhe deixando louco de sede ou eu vou embora! 

_Não sairá daqui, Minha! Não me abandonará! 

Ele foi até a porta e bateu uma enorme tora entre dois encaixes de ferro. Sorriu para ela como quem quisesse fazer medo. 



_Isso não me assusta, sabe? Se eu não sair pela porta eu pulo pela janela, a escolha é sua. 



Ele a olhou com os olhos apertados e ela devolveu o olhar. Ele se concentrou para não perder o controle. 



_Está usando sua vida para me ameaçar? 

_Sim. 

Ele balançou a cabeça incrédulo. 

_Eu não sei se eu te beijo ou te espanco o traseiro. 



Bella viu ele se dirigir à escrivaninha e de lá tirar sua dose. Aplicou a injeção e se sentou na cadeira, abaixando a cabeça e deixando que o líquido fizesse efeito. Ela saiu da janela e se dirigiu para a porta, tentou, mas não conseguiu abrir. Ele veio ao seu socorro, antes que quebrasse as mãos tentando levantar a tora. Assim que a porta se abriu, Rose e Carlisle entraram. Edward voltou a se sentar na cadeira e seu tio se prostrou ao seu lado. Bella viu, fascinada, como ele se despia da camisa de linho e tirava as bandagens, que recobriam todo o amplo peito musculoso. Mas seu fascínio se transformou em horror, quando ela viu a mancha escura e sangrenta no peito dele. Tinha vergões pretos putrefatos e sangue escuro emanava da ferida sem parar. Parecia uma mine cachoeira. 



_Não é a toa que você perdeu o controle quando sentiu meu sangue, quase não tem sangue no seu corpo. O que raios deu em você, seu cabeça oca! Se morrer, eu prometo que vou lhe chutar o traseiro, seu bastardo miserável!!! 



Quando terminou de falar Bella, estava arfante e seus filhos chuntando feito loucos em sua barriga. 



_Amor, os bebês. Não se exalte, venha cá. 

_Eu irei, mas só para lhe dar com o vaso na sua cabeça! – ela rangueu os dentes, se aproximando dele. 



Assim que se postou ao seu lado, ele agarrou sua mão. A tarefa foi dura. Carlisle teve que cavar bem fundo no peito dele para puxar os fragmentos vermelhos com rajas pretas de pequenas pedras do tamanho da unha do seu dedinho mindinho. Como elas entraram tão fundo, era um mistério para ela. Só sabia que ele estava sentindo dor, mas aguentava bravamente. Quando acabou, Carlisle lhe administrou um remédio esquisito, coisa de vampiro, vai-se lá saber. Rosalie trouxe algumas bolsas de sangue, que ele bebeu avidamente. Em seguida, o levaram até o quarto deles. Era lindo, como ela nunca tinha visto. Tinha uma porta que levava a um quarto contíguo, que estava decorado com coisas de bebês. Azul e rosa, lindo. Ele dormiu o dia todo e ela deitou ao seu lado, adormecendo assim que sua cabeça encostou no travesseiro. No meio do sono, ela sentiu mãos macias lhe puxarem carinhosamente para perto do seu peito coberto de faixas e um suspiro de contentamento saiu da boca de ambos. Estavam felizes por estarem juntos novamente. 

Bella acordou, sentindo o corpo maravilhosamente relaxado. Estava sozinha, porém não se assustou. Ele devia ter se curado durante e noite e saiu para resolver alguma coisa. Vasculhou com a mente e encontrou seus pensamentos. Ele soube que ela tinha acordado e sorriu em pensamento para ela. Bella se espreguiçou como uma gata manhosa e teve o ridículo impulso de ronronar. Riu de sua maluquice. Antes de sair da cama, a porta foi aberta e uma moça de aproximadamente dezoito anos entrou, seus olhos de um azul vítrio e um sorriso esquisito desenhado na boca. Ela se aproximou da cama com uma bandeja, depositou-a em cima dos lençois de linho e da manta axadrezada, de cores preto, verde, azul e vermelho e que tinha fios de ouro entremeados no tecido, dando uma riqueza aos detalhes da peça. 



_Milady, seu café. Precisa de ajuda com algo? Quer sangue? 



Ela falou e virou o pescoço cheio de perfurações, sorrindo esquisito para ela. Foi suficiente para Bella pular da cama e andar em direção à porta. 



_Hã... Não, obrigada. Hã... Você viu a Ágatha por aí? 

_Sim, ela está cuidando das roupas de milady. Não quer comer? 

_Qual o seu nome? 

_Fennela, milady. 

_ Ok Fennela. Pode sair agora que eu vou tomar banho primeiro, ok? 



A moça ia fala, mas a porta se abriu e a pessoa a entrar deu-lhe um encontrão, que Bella quase vai ao chão. Mãos fortes a agarraram e ela suspirou, aliviada do seu marido ter entrado. 

_Fennela saia, vá para a cozinha pegar a comida dos porcos. Bréthia está esperando você lá. 

_Sim milorde. 



A moça fez uma reverência e saiu de lá na velocidade vampírica. Bella fez uma careta, olhando para onde Fennela tinha passado. 



_Edward? 

_Sim amor? 

_Ela é doida. 



Ele riu, um riso rouco no pé do seu ouvido, mandando vibrações para seu ventre. 



_Fennela foi achada na floresta quase meio morta, meio louca. Era uma escrava de sangue. Conseguimos salvá-la da morte, mas da loucura... 

_Pobre criatura. O que é um escravo de sangue? 

_Geralmente um humando de sangue raro ou mesmo um vampiro mais fraco que é subjugado por seu senhor. Eles os compram em leilões. 

_Isso é um absurdo! Você não pode permitir isso! 

_Não permito. O dono de Fennela teve pena máxima no julgamento. 

_E qual foi? 

_Morte. Serviu para que os outros do grupo percebessem que eu não estou para brincadeiras. Sou o rei de todos os vampirros e como tal me devem obediência, respeito e temor da minha ira. Governo o nosso mundo com pulso de ferro, mas não sou tão desumano como muitos dizem por ai não. 

_Não, claro que não. Fennela é prova disso, mas... Ela é perigosa? 

_Não, é inofenciva, fique calma. Vamos tomar café? Estou faminto. 



Os seus olhos brilharam e oscilaram entre o verrmelho e o preto e ela soube instantaneamente de qual fome ele se referia. Passaram o dia todo no quarto. Não fizeram amor, pois ele estava muito fraco ainda. À noite, depois do jantar, quando estavam na biblioteca, Mac, um dos guardas vampiros, entrou apressadamente, com uma carta em mãos e estendeu-a para Edward que a pegou e, depois de quebrar o selo, leu-a com cuidado, rosnando no final. Edward se ergueu, lhe deu um beijo, a mandou descansar e saiu porta a fora. Mentalmente, ele amaldiçoava um tal de Aro Volture. Enna e Alexei chegaram para levá-la para o quarto. Bella não questionou nada. Ela sabia que seu querido passava por grandes problemas nesses últimos dias. 






Assim que Edward sentou no banco de trás, trajando calça de couro e camisa de linho preta, no estilo dos antigos e botas pretas, a porta ao seu lado se abriu e Rósalie e Emmett entraram, cada um vestido e preparado para a batalha. 



_Fora vocês dois. 

_Tente nos tirar, irmãozinho. 

_Não é de vocês essa briga. 

_Engana-se Edward, é de todos nós. – ele olhou para o banco da frente e Jacob estava sentado do lado do motorista e lhe sorria._ Charlie me mandou para ficar de olho em você. Sabe como é, ele preferia que Bella estivesse com o belo rapaz da casa ao lado da dele, mas Bella nunca fez o que ele pediu mesmo. – ele falou dando de ombros. 



Edward negou com a cabeça, mas ficou feliz em ter Jacob, o chefe de um dos grupos Lican mais poderoso que existia, junto de si. O carro corria velozmente em direção ao seu destino. Assim que chegaram no castelo Garamond, eles pularam de dentro do veiculo e, juntos, entraram pelos portões, nenhum dos soldados se atrevendo a vetar a passagem deles. 



_Já era tempo de chegarem, não? 



Edward sorriu, quando Jasper saiu das sombras, com seu espadão escocês nas costas e duas pistolas em cada lado do quadril. Vestia calças de couro e camisa vermelha de linho. Assim como Edward, trazia atado ao pulço esquerdo um bracelete com o desenho do escudo de seu clã. 



_Alice como está? 

_Me odiando. 

_O bebê? 

_Nasce depois de amanhã. 

_Data certa? 

_Como um reloginho. Então, eu proponho entrarmos aí e matarmos os bastardos para eu poder voltar para minha mulher e fazer amor com ela antes que o bebê nasça e eu tenha que esperar trinta dias para poder gozar de minha linda mulhersinha novamente. 

_Ela já está raivosa? – Rosalie perguntou e Jasper fez uma careta, quando lembrou de alguma coisa que acontecida recentemente. 

_Digamos que ser quase pregado na parede com uma lança não é algo que eu queria fazer em um futuro breve. 



Emmett olhou para Rósalie sem entender a conversa, quando ela gargalhou e segurou sua mão forte. 



_Você já viu uma loba, loba mesmo quando tem filhotes? 

_Já, ela é muito protetora. O que é que tem? 

_Somos predadores, meu querido. Mesmo humanas, quando geram filhos vampiros, tendem a ser muito protetoras. De certo, é muito sábio do homem não deixá-la irritada. 



Jasper fez uma careta, que foi acompanhado por todos os homens. Ela riu com gosto, antes de entrarem pelas portas do salão principal. A conversa que decorria lá foi suspensa imediatamente. Todos olharam incrédulos para os cincos vampiros que estavam parados na porta do salão. 



_Milorde, que bom que está aqui... 

Edwardo olhou sério, com os olhos em fendas, para Glarrick, que se retraiu de medo. Ele dirigiu um olhar gelado para Aro, que estava sentado na cabeceira da mesa principal. Calmamente, Edward se dirigiu para a mesa e sentou na ponta, de frente para Aro. Uma moça veio correndo e lhe serviu uma taça de cerveja. Aro fez um brinde e bebeu o dele. Edward sorriu e jogou o conteúdo de sua taça na cara da vampira quase nua, que estava perto de Glarrick. A mulher gritou e sua pele se desprendeu do rosto. Em segundos, ela caiu no chão, virando pó. Aro fez uma careta e se mexeu desconfortavelmente na cadeira. Glarrick estava arfando por sua amante ter virado cinzas aos seus pés. 



_Queres dizer algo Glarrick? Nosso rei está ao seu dispor para ouvir tua queixa. – Rosalie falou, tomando assento e trazendo Emmett com ela. Jasper e Jacob se sentaramn também. As cadeiras arranharam o piso, quando os homens se ergueram, indignados por um humano e um Licam estarem na mesma mesa que eles. 

_Sentados. – foi a ordem de Edward calma e mortal. Todos tomaram assento novamente. 

_Milorde, perdão por não ter tido tempo em lhe chamar para essa simples reunião, mas é apenas um pequeno ajuntamento de amigos interessados no bem estar de milorde. 



Edward permaneceu calado, fitando o vampiro à sua frente. 



_Peço perdão pela bebida que lhe foi servida. A mulher não sabe diferenciar uma bebida de um veneno. 

_Mulheres são estúpidas, milorde – um vampiro chamado Kyle falou, olhando para Rosalei com desdém. 

Uma faca de mesa foi arremeçada e prendeu o vampiro na cadeira. Ele urrou de dor e Rosalie sorriu docemente para ele. 



_OPS! Foi mal Kyle. 

_Quem avisou milorde de nossa reunião? 

_Fui eu. – todos se viraram para as sombras do lado direito e viram James sair e andar calmamente em direção a Edward 

_E eu.–Nicolai se ergueu e foi para perto de Edward, junto com James. 



Edward sorriu, juntando as mãos na frente do rosto, entrelaçando os dedos e descansando o queixo neles, enquanto os cotovelos pousavam na mesa. 



_Sabe Aro, ou você é burro ou é idiota... Vamos ficar com os dois predicados então, eles assentam muito bem em você. Agora eu quero deixar claro algumas coisas aqui para todos os presentes. 



Ele se ergueu e foi acompanhado por Rosalie, Emmett, Jasper e Jacob. 



_Quem estiver a favor de mim que venha até mim. Para quem estiver insastifeito com meu governo, essa é a hora de falar, antes que cabeças comecem a rolar. 

_Magestade, eu não sei do que você está falando, estamos aqui em uma reunião calma de amigos, discutindo assuntos de nossas Assembléias e... 

_Não me tome por imbecil Aro, nem você. – ele o olhou atravéz da mesa. _ Nem você – ele olhou para Chisholm que se encolheu na cadeira. _Nem você - seu olhar perfurou Grant, o gigante_ Nem você. – ele olhou para Lamont, o vampiro de cabelos cinza como os pêlos de um rato _ E nem você – ele olhou para Glarrick. 





_Milorde, nós não sabemos do que milorde está falando! 

_Vamos parar de jogar e falar abertamente, Aro. Você é um dos líderes dos caídos, junto com Chisholm, Grant, Lamonte e Glarrick. E a sentença é a morte. 

_Milorde, espere! Não pode se basear em falatórios!!! Somos amigos há séculos! Eu o ajudei a acabar com a guerra dos exilados! Eu os exilei junto com você!!! 



Ele falou, se erguendo da cadeira e dando alguns passos para trás, medo nublando seus pensamentos. Edward se ergueu lentamente, pegou sua espada larga e caminhou em direção ao seu antigo amigo de confiança. A espada girava em suas mãos com o movimento do pulso, como se testando seu peso e o achando aceitável. 



_Não Aro. Você apenas os levou para um lugar e os treinou para me derrubar do meu trono, por que você tem os olhos maiores do que sua cabeça. Sua cobiça o levou até esse momento de verdade e revelação. Agora, eu vos falo. – ele olhou ao redor da mesa _ Quem estiver com ele está contra mim. Façam suas escolhas cavalheiros, pois só terão essa chance. 

Todos, sem exceção, correram para Edward. Aro tentou fugir, mas descobriu-se preso ao chão. Seus pés não obedeciam. Ele olhou em volta, à procura de ajuda, mas seus companheiros o tinham abandonado. Edwad foi misericordioso. Sua espada decepou a cabeça do vampiro de um só golpe. Aro virou pó, antes mesmo do seu corpo cair em terra. Virando-se para os demais, ele deu a ordem. 



_Matem os traidores. 



Espadas foram desembanhadas e os vampiros não tiveram chance de defesa. Foram transpassados como carne no espeto. Um monte de pó ficou no chão. Todos estavam lá para tramar sua queda e, como seu pai lhe disse uma vez, uma maçã podre apodresse o cesto todo. James e Nicolai limparam suas espadas. 



_Milorde. 

_Nicolai, obrigado por seu telefonema. 

_É o meu dever, milorde. 

_Você e James estavam todo esse tempo infiltrados para me proteger, sou grato a vocês. 

_Demos nossa palavra de que lutaríamos contigo até morrer Edward, empenhamos nossas espadas em seu favor. 

_Fizemos um voto, magestade. Somo fiéis. 

_Eu sei James e agradeço. 

_O que faremos com o castelo? 



Edward respondeu, enquanto alcançava a porta. 

_Queime-o, não quero pedra sobre pedra daqui. Eque sirva de lição para que futuros vampiros não se virem contra mim, pois como esses, eles não terão misericórdia. 



Ao longe, Bella via uma espiral de fumaça negra se erguer em direção ao céu. Mentalmente, enquando eles retornavam para casa, ele lhe contou tudo o que tinha acontecido. Ele estava triste, seus amigos o traíram. Sim, ele estava triste. 

Bella o recebeu na porta, quando eles retornaram, com um beijo. A erguendo nos braços, ele os conduziu até seus aposentos. Se despiram, tomaram banho e se deitaram, ambos nus como era costume dos dois, quando estavam juntos. Roupas eram um empecilho do qual não precisavam. Ela se aconchegou de conchinha em seus braços, sorriu e suspirou, contente com a proteção que ele oferecia. Ficou a alisar seu braço, antes de ter coragem de falar. Mas, sua tentativa de manter uma conversa com ele foi frustrada, quando Edward lhe aproximou mais dele e, com um beijo em seus cabelos, ordenou que dormisse. 

Ele não dormiu, não pôde. Sua tatuagem queimava e ele soube que Thirran estava lá fora. Ele se ergueu, sem acordar sua amada, e foi em direção ao grande espelho antigo, no canto do quarto. Observou sua tatuagem queimar vermelho sangue, as rajas negras se mexerem como se fossem vivas, como se alguém estivesse manipulando-as, diferente de como era quando Bella estava por perto ou quando estava em perigo. Ele se dirigiu para o balcão e olhou para a floresta. Thirran estava lá o espreitando. Edwad fechou os olhos e o localizou parado, no meio da floresta que se direcionava para a janela do seu quarto. Sorriu ao perceber a alta de um braço. 



_Pegarei você. – Edward falou calmo e baixo, tendo toda a certeza de que ele o ouvia com perfeição. _ Está me ouvindo, Thirran? Pegarei você e secarei suas veias, como fiz com Thamin. O matarei, como fiz com Tárcita. Como fiz com toda a sua maldita família. E você irá gritar de dor e pedirá clemência antes de eu dá-la a você. 



Edward se virou e entrou no quarto, recebendo um golpe na mente. Sorriu. Ele era um imbecil e estava fraco. Edward devolveu o golpe e teve um prazer imenso em senti-lo estremecer. Estava longe para ser morto agora, mas perto o suficiente para que Edward o atingisse na mente, como ele vinha fazendo a algum tempo. 



_Sua hora vai chegar Thirran, pode esperar. 



Edward falou de costas para a janela, indo em direção à cama. Deitou-se e trouxe sua esposa adormecida de volta aos seus braços. Suspirou feliz e adormeceu calmamente, sabendo que o enfrentamento final estava próximo, mas sem temer nada, pois sabia quem ganharia no final. 



A semana passou rápida e muito movimentada. Bella era paparicada o tempo todo. Recebeu notícias de que Alice tinha tido um filho. Brigou, pisoteou, fez bico e cara feia, mas nada demoveu Edward da proibição tola de não poder ver sua amiga. Ele semrpe dizia, com uma paciência sobrenatural, como um pai explicando alguma coisa a uma criança de dois anos, que ela estava às portas de ter os bebês e que Alice estava na Irlanda. Se fossem para lá, ela poderia entrar em trabalho de parto no meio do percurso e isso era inaceitável. Rosalie ficava com ela durante o dia, junto com Esme, Enna e Ágatha. As tardes sempre dormia e as noites seu marido a aquecia, por que a Escócia era fria de doer. No final da quinzena, Bella estava sentada em uma saleta, lendo um livro sobre grávidas e seus primeiros híbridos. Como cuidar sem matá-los ou ser morta por eles. Ele achou uma grande idiotisse toda a leitura. Digo, qual a mãe que mataria seus filhos? PUF! Grande monte de idiotice sem nexo. Ela ligou para seu pai e falou horrores com ele, sempre revirando os olhos quando ele dizia que Edward era pão duro por não mandar as passagens para ele e Sue irem vê-los. Ela dizia que era só ele pedir que ele mandava os vampiros irem pegá-los, mas Charlie negava veementemente que não queria nada com vampiros. Ela desligou um tempo depois e, quando se ergueu, sentiu algo quente descer pelas pernas. Olhou para baixo, quando uma pontada a pegou de assalto. 



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Edwad estava no campo de treino com Jacob, garras contra garras. Emmett estava encostado na cerca e observava os dois rodearem-se um ao outro, antes de atacar, rosnando e mordendo. Estavam em forma de lobos e, se Bella descobrisse que ele podia mudar de forma, ela o mataria. 



Ele sentiu. 

Estremeceu e se transformou em humano na hora em que a bolsa dela se rompeu. Ele virou um corvo e alçou vôo em direção ao castelo, pois estavam a uma distância segura para que Bella não descobrisse que ele mudava de forma e não percebesse que ele e seu corvo eram a mesma pessoa. 



_O que houve? Edward, o que foi? 

Emmett gritou, mas ele já estava voando longe. 

_Bella. Venha Emm, algo está errado com Bella. 

Eles correram para o carro e arrancaram, dirigindo feito loucos para o castelo.





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N/B: OMG, OMG, OMG, como é que a Milly me pára numa parte dessas e ainda me diz pra manter a calma???? 

O próximo capítulo será demais, com certeza!! 

Amei a Bella domando o Edward!! Só o amor mesmo pra fazer uma coisas dessas! E o nosso vampirão dando cabo dos traíras?? Sério gente, quando ele assume essa faceta de mansão ele fica tudo de bom! Se bem que nem sei qual a faceta dele que mais aprecio! A bem da verdade, essa vampiro é tudo de bom, pacote completo! A Bella é que se deu bem, como sempre aliás, kkkkkk!!

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