quarta-feira, 26 de junho de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 20




Capítulo 20 



Dizer que estava nervoso com a conversa que teria com seu cunhado era um eufemismo. Emmett estava suando por todo e qualquer buraco que existisse em seu corpo e pensar no fato de que Edward não estava nada feliz com ele e Rosalie escondendo dele seu relacionamento o fazia sentir calafrios por sua espinha. E isso era uma merda. 

O corredor de pedra fria era maior do que ele supunha e seu receio de acabar cravado na parede do escritório, com uma espada maior e mais larga que seu braço, lhe deixava com uma vontade louca de fugir como um fodido maricas. Assim que bateu na porta e, antes mesmo de ouvir a voz lhe convidando para entrar, ela se abriu de par em par, lhe mostrando um Edward em pé, perto da janela, afiando um punhal... Ou seria uma espada pequena? Dava no mesmo. Seu cunhado queria castrá-lo e ele estava suando feito um porco. 



_Edward... 

_Calado verme! O que você tem a me dizer sobre o fato de estar usando minha irmã? 

_Eu... 

_Calado seu verme! Você tem consciência de que minha irmãzinha era virgem? E que era inocente? E você, com suas patas imundas, desvirtuou minha princesinha? 

_Eu.. 

_Eu disse calado!!! 

O punhal voou na sua direção e, mesmo que ele quizesse, ele não pôde se mexer, pois seu cunhado o prendia pelo olhar. O objeto se encravou na porta que tinha se fechado, ele nem sabia como e quando. O artefato mortal ficou balançando a míseros centímentos de distância de sua cara. Uma vontade louca de mixar se apoderou dele. Ele não poderia fazer nas calças, no entanto. 



_Tem um mês. Me ouviste? UM MÊS!!! Para casar com minha princesa e, se um bebê aparecer antes dos nove meses de casados, eu castro você!!!. 



Emmett foi arremeçado para fora da sala, se chocando com algumas armaduras que estavam em fila no longo corredor. Aterrissou de bunda no chão e caiu tesgo, procurando o ar que lhe escapou dos pulmões. Percebeu a chegada de alguém e ficou olhando para um par de pés calçados em sapatinas pretas de couro que parou do seu lado. Ele seguiu o caminho para cima e deu de cara com Rosálie que estava sorrindo para ele. Qual a graça de tudo isso, ele ainda não sabia. 



_Como foi? 

_Ele quis me matar. – ele falou, se erguendo e estralando todo o corpo. _ Ele me disse que tenho um mês para me casar com você e que se um bebê aparecer antes dos nove meses de casados ele me castra. 



Ela abriu um sorrisão e ele fechou a cara. 



_Eu não achei engraçado! Você vê que ele me ameaçou de castração, não foi? E que, certo como o inferno, ele vai cumprir o que prometeu, não é? 

_Ele gostou de você, Emm. Ele aprova nossa união. 

_E ele demonstra isso me ameaçando? 

_Se ele não aprovasse, você teria sido pregado na porta quando ele lançou o punhal e não importaria se você é meu escolhido. Ele me manteria longe de você. Mesmo que eu enlouquecesse. Conheço meu irmão. 

_E ele me aprova me ameaçando de morte e castração, onde está a lógica disso afinal? 

_Eu nunca disse que o Eddie era dado a lógica. Mas ele gostou de você. Como eu disse, conheço meu irmão. 



************ 



Andar ao redor da casa não estava lhe acalmando os nervos, não depois da notícia de que sua linda mansão tinha se perdido em um grande incêndio de proporções astronômicas. Os bombeiros tinham encontrado apenas um corpo lá dentro, um corpo de mulher e, por mais que fosse despresível esse pensamento, Bella desejou que fosse Tânia a ter morrido lá. Ela não sabia quem tinha sido tragada pelas chamas, mas se tivesse sido a vampira nojenta, ela ficaria agradecida. Muito agradecida. 

Seus filhos se mexeram inquietamente dentro de seu ventre e ela bebeu mais um gole de sangue. Ouviu o cortador de grama do vizinho ao lado da casa do seu pai. Ele era um investidor da bolsa, era solteiro, bonito, inteligente e gentil... Mas não era seu Edward. Ninguém era como seu Edward! ela suspirou e se dirigiu para dentro da casa, antes que Addy lhe visse e puxasse uma conversa agradável, da qual faria que se sentise culpada por estar dando esperanças que não existiam e nunca existiriam a ele. Bella era casada, estava grávida e amava seu marido adúltero. Inferno! Ela bem que poderia lhe botar um par de chifres para ele saber o que era bom... Ela parou em seco e olhou ao redor. Conhecia esse sentimento, conhecia muito bem esse sentimento de posse que estava entrando nela e que não vinha dela. Olhou ao redor e não conseguiu segurar um sorriso. 



_Oh, mas você está aqui coração? – ela sussurrou, sabendo muito bem que ele ouviria perfeitamente. 



Recebeu o silêncio como resposta. “Não quer falar? Muito bem então, depois não me julgue.” Ela pensou, olhando na direção da floresta. Ela sabia que ele estava lá. Depois de tantos meses, ela voltou a sentir sua presença e verdadeiramente amou isso. Respirando para dar coragem, ela se dirigiu para seu vizinho e ouviu um rosnado dentro de sua cabeça. 

Sorriu. 

Addy estava no celular. Tinha desligado o cortador de grama e estava apoiado sobre ele displicentemente, enquanto franzia o cenho para o que a outra pessoa falava do outro lado da linha. Ela esperou pacientemente. Quando ele a viu, se desculpou com seu amigo ou seja lá quem é que estivesse do outro lado da linha, fechou o celular e lhe dedicou um sorriso de trinta e dois dentes. Ela retribuiu. E um rosnado, que quase a deixou surda mentalmente, reverberou dentro de sua cabeça. 



_Bom dia Bella. 

“É Isabella, seu imbecil” – seu marido rosnou em sua cabeça 

_Ele pode me chamar de Bella se ele quizer. 



Ela sussurrou e Addy lhe olhou sem entender. Ela fez um movimento com a mão para que ele descartasse o que ouviu, ele deu de ombros. 



_Como está a mamãe mais linda do mundo? 

_Eu estou bem, um pouco ou melhor muito inchada, me sentindo horrorosa, mas estou bem. – ela falou sorrindo e seu vizinho lhe acompanhou. Os rosnados lhe indicaram que seu marido não compartilhava da brincadeira. Que pena. 

_Você é linda Bella, não tem nada de horrorosa. É a grávida mais linda que eu já vi. 



Ele falou sorrindo gentilmente e ela retribuiu o sorriso. Uma árvore caiu no meio da floresta. 



_Você ouviu isso? 

_O quê? – ela falou inocentemente. 

_Derrubaram uma árvore, você não ouviu o som dela caindo?– Addy foi em direção à floresta e Bella segurou seu braço. Se ele se aproximasse de lá, seu marido lhe arrancaria a cabeça. 

_Não foi nada, deve ter sido os cupins. 



Addy a olhou como se fosse louca e ela sentiu seu marido rir dentro de sua cabeça. Outra árvore foi arrancada. 



_Eles estão desmatando a floresta! Corra e chame seu pai, eu irei ver o que estão fazendo. 



Ele ia correr e ela o segurou novamente. 



_Addy é sério, não é nada demais. A maioria dessas arvores são muito velhas e algumas estão podres, com certeza são castores tentando construir um dik. 

_Construir um dik aonde Bella? Não tem rio aqui perto. 



“Deixe ele vir querida... Quero brincar um pouquinho.” Edward falou dentro de sua cabeça. 



_Cala-se! 

_É o quê? 

_Não se preocupe Addy, eu vivi minha vida toda aqui e isso acontece todo o tempo. Eu... Eu vou entrar, estou com sono, você sabe como é gravidêz... 

_Mai já? Bom... Aceita jantar comigo amanhã? 

_Eu... 



Ouviram um rugido que não foi de animal não, pelo mesmo não um animal convencional. 



_Bom dia Addy. 

_Bom dia Bella. 



Ela correu para sua casa e, assim que bateu a porta com força excessiva, ela começou a ouvir a risada dele na sua cabeça. 



_Você é um idiota! Que direito tem de querer matar meus vizinhos? 



“Não queria matar ele amor... Só brincar.” 

_Certo, como um gato que brinca com um ratinho indefeso. 

“Como está hoje?” ele mudou totalmente de assunto. Bem típico dele. 

_Porque não pergunta a meu pai? 

“Ele não está aí, está?” 

_Vá a merda Edward. Porque deixou nossa casa de Londres pegar fogo? 

“Precisávamos redecorar, amor” 

_Não me chame de amor. 

“Mas você é o meu amor, minha vida, minha existência Bella!” 

_Porque será que eu não acredito em nada que você fala? 

“Por que é teimosa? – ela podia ver mentalmente ele erguer os ombros displicentemente. 

_Eu tenho que dormir um pouco, estou cansada. 

“Por favor, não me expulse da sua vida Bella... Por favor!” 

_Você mesmo se expulsou dela quando me traia, lembra-se? 

“Você me dará a chance de explicar isso a você?” 

_ISSO, não tem explicação Edward. Por favor, saia de minha mente, me deixe só. 

“Como queira querida. Bom sono.” 





Ela sentiu ele se afastar, sua mente ficando em branco e um sono agradável lhe tomar. Ela soube que era ele fazendo isso. Antes de dormir, lágrimas caíram de seus olhos por seu recentimento por ele e tudo o que ele fez para os dois. 



******* 





Edward voou para seu jatinho particular e se dirigiu para a Escócia. Tinha uma pequena rebelião para sufocar. Tinha tudo pronto para a chegada de seus filhos no castelo, só esperava que Bella desse uma oportunidade de se explicar. Precisava se explicar, sairia de sua vida no momento em que ela pedisse. Mas, também retornaria no segundo que ela o chamasse, por que era um fato concreto que ela tinha seu coração na palma de sua mão, ela o tinha enrolado no dedinho mindinho e ele moveria céus e terra para vê-la feliz... Até sumir de vez de sua vida, se assim ela preferisse. 

A viagem foi tranquila, um pouco de chuva ocasional, mas no total, tudo normal como se deve esperar na Escócia. Seu jatinho desceu no aeroporto privado de sua residência e seus homens ja estavam lá, o esperando. Ele caminhou na chuva até o castelo, ignorando a limousine com a porta aberta para ele. Sempre gostou de andar na chuva, lhe ajudava a pensar... 

Assim que tirou a roupa molhada e se vestiu com seu tartam, camisa de linho branca e botas de couro na altura dos joelhos, como era de costume seu e como há muitos anos se vestia sempre que estava em casa, ele saiu para uma reunião como os líderes das assembléias. A rebelião já tomava proporções monstruosas e seus aliados e seu povo precisavam dele. O pensamento de que talvez morresse sem vê-la ou a seus filhos lhe passou pela cabeça. 



******* 



Bella acordou de um pulo, sentando na cama com o coração a mil por hora. 

Edward. 

Edward estava ferido. Ela sentia a dor, o sangue correr, lhe dando sede e fazendo com que chiasse os dentes para evitar gritar de dor a cada perfurada em sua mente. 

Edward. 

Seu querido marido estava ferido... Deus o ajudasse, ajudasse a ambos, por que sem ele não conseguiria viver... 



******* 



A espada rebateu o ataque, quase rasgando a carne de seu braço, mas com muita precisão Edward conseguiu desviar do golpe mortal. Ele estava cercado, sua irmã estava cercada, seu cunhado estava tendo um tempo difícil com alguns lobos famintos em seu encalço. Iron lhe golpeou no braço e Edward sentiu o aço entrar, rasgando a pele, o sangue fluir da ferida profunda. Ele rodou o punho e decepou a cabeça do vampiro que, antes de cair em terra, tinha virado pó. Vários vieram para cima dele e a luta recomeçou mais furiosa do que nunca... 



********* 



Bella andava de um lado para o outro do quarto. Sentia a dor, sentia a sede, sentia a necessidade dele de matar. Ela poderia jurar que sentiu quando ele cravou os dentes em alguma coisa, ela sentiu o gosto do sangue na língua. Seus filhos se mexeram inquietos em seu ventre, eles queriam o pai. E Bella queria seu marido... 



************* 



Edward não queria ajuda, ele não queria que se preocupassem com ele. A sede estava em um nível assustador e ele só queria sua escolhida. Trouxeram uma jovem da aldeia, mas ele a descartou com um rugido. Estava horrorizado com o fato de que mandaram uma mulher para ele se alimentar. Ele a mataria. Estava trancado na torre, sem correntes, pois ele as tinha destruído. Ele andava como um animal enjaulado, querendo se libertar, mas, se fazia isso, ele sabia muito bem para onde voaria. Para ela e isso não era aceitável. Matá-la não era uma opção. Thirran estava na luta e observou como ele usava cada porção do seu auto controle para se segurar. Ele sabia é claro, o safado sabia que ele não era imune a sua escolhida e que tudo o que se passou com as outras mulheres fora um engodo. Ele estava furioso. Não mais do que Edward. Era óbvio que sua fúria cega estava direcionada para Thirran e, antes que o bruxo se fosse, Edward teve seu primeiro gostinho de vingança. Uma adaga bem lançada decepou a mão direita do safado. Foi com um imenso prazer que Edward ouviu o grito de dor e viu a expresão de incredulidade e terror nos olhos do bruxo. Ele soube. Nesse instante, Thirran soube que Edward seria muito mais difícil de abater do que ele achava possível. 





***********





O sol nasceu na pequena cidade de Forks e Bella continuava andando de um lado para o outro. Seus filhos famintos não lhe davam sossego. Se alimentava constantemente, mas eles e ela continuavam com sede, muita sede. Rosalie traria seu estoque semanal de sangue sintético. O de Edward era apenas para quando acordase e quando fosse dormir, apenas uns poucos goles. Ela não podia drenar o marido só para que satisfizesse sua sede e a de seus filhos. Nem morta faria isso. 



************ 



_Vamos Edward, deixe-me ver esses arranhões... 

_Chega! Deixe-me em paz Carlisle, estou bem!! 

_Como bem? Está sangrando há dois dias!!! Esse arranhões que o Lican fez não são comuns, meu sobrinho. Suas garras tinham alguma coisa que não permitem que os cortes se fechem. Deixe-me ver! 

_Eu sei o que tinha. 

_E o que tinha? 

_Fraguimentos da pedra de sangue. Por isso é que não fecham, meu corpo está lutando contra isso, eu ficarei bem, tenho que aguentar... 



Carlisle o olhou com os olhos arregalados de terror. Ele, de fato, tremeu em seus próprios pés, deixando a pinça médica cair de suas mãos. 



_Eu tenho que tirar isso o mais rápido possível! Eu... 

_Não, não tem. Eu tenho que ficar com eles em mim e... 

_Ah, pelo amor de Deus!!! Pare de tentar se auto punir pelo que aconteceu entre você e sua esposa menino! 

_Não estou me auto punindo, eu preciso aguentar Carl, se meu corpo se acostumar com os fragmentos em meu sangue e se cicatrizar eu serei imune à pedra e... 

_Não vai cicatrizar menino teimoso! Nenhum imortal que tenha tido os fragmentos da pedra de sangue em seu sistema sobreviveu!!! – Carlisle repirou fundo, tentando se controlar. 

_Eu sobreviverei. 

_Eu não vou jogar com sua vida, Edward! Você é meu sobrinho, eu lhe vi nascer. EU TROUXE VOCÊ AO MUNDO!!! VOCÊ ME DEVE SUA VIDA, MALDITO SEJA E EU NÃO VOU DEIXAR QUE SE MATE, QUANDO EU TENHO TUDO AO MEU ALCANCE PARA SALVÁ-LO!!! 



Edward não respondeu. Ao contrário, se virou, olhando pela janela da torre e ficando deliberadaemnte de costas para o homem que, no decorrer dos séculos, considerou como seu pai. 

Carlisle saiu da torre, fechando porta atrás de si. Se ele não quizesse ser ajudado por bem, então ele o ajudaria por mal. E sabia muito bem quem chamar para que seu sobrinho cabeça dura o ouvisse. 



********** 



Rosalie chegou um pouco depois do café com uma caixa térmica contendo três bolsas de sangue. Bella a olhou inquisitivamente e ela deu de ombros, sentando na cama e lhe passando uma bolsa. A boca de Bella salivou e seus filhos se mexeram inquietos. Sua cunhada sorriu, alisando sua barriga imensa. 



_Eles estão crescendo muito rápido, não? 

_Sim estão, eu acho que eles vão nascer já andando e falando. 



Elas riram, mas em seguida Rose ficou séria e Bella não gostou disso. 

_O que houve? 

_Você não acha que já está na hora de perdoar meu irmão, não? 

_Rose, ele me traiu, eu... 

_Ah qual é! Você conhece meu irmão melhor que isso Bella, você sabe que ele nunca ia te enganar ou usar você. Você sabe disso, não dê ouvidos ao que elas disseram e sim ao que teu coração diz. Nesse momento, o homem que você ama está sozinho naquele castelo na Escócia, se odiando por ter te perdido. 



_Ele não me perdeu. 



_Você disse que sim e ele acreditou. 



_Eu estava com raiva. Ele mentiu para mim. 



_Ele omitiu, é diferente. 



_Ele sempre me pediu sinceridade, Rosalie e nunca me deu em troca. Sempre, sempre que eu perguntava se ele tinha algo a me dizer, ele ficava tenso e desconversava. Eu devia ter lido nas entrelinhas. 



_Me diga uma coisa Bella, você sabe mentir? Quando eu digo mentir, eu estou me referindo àquelas mentiras em que todos acreditam sem pestanejar. 



_Eu não sei mentir Rose. Você sabe disso, todo mundo sabe disso. 



_Então me diga como, em nome de Deus, ele iria te falar do plano dele? Como você conseguiria fingir mágoa, raiva, tristeza e decepção em tão grande escala sem de fato sentir? 



_Você está me dizendo que ele não me contou do seu plano estúpido por que eu não saberia mentir? 



_ALELUIA!!! Ela agora viu a luz!!! – Rose falou, erguendo as mãos para o ar. 



Bella fez uma careta de desgosto. 



_Entenda meu amor, Thirran é um bruxo fixado na idéia de matar meu irmãozinho. Se ele não tivesse feito o que fez, o safado já teria metido as garras em você, lhe esquartejado e mandado seus pedeços dentro de uma caixa com um lindo embrulho de presente para o Eddie. Imagina como ele ficaria? 



_Ele enlouqueceria... 



_E correria para a luz do sol em um piscar de olhos. Você conhece a história de Tárcita, não é? 



_Conheço sim. 



_Thirran é filho dela. Ele quer vingança pela morte da mãe. O safado nem quer saber que foi a bruxa que procurou a morte. No conceito dele, Edward é o cara mau e ele é o mocinho. 



_Ele fez tudo isso, mesmo sabendo que poderia me perder pra sempre? 



_O amor nos deixa cegos e idiotas, querida. Eu, mais que ninguém, sei disso. Ele fez e faria de novo tudo, tudo só para te ver respirar mais uma vez. Ele está pronto para se afastar para sempre, se assim você quizer. Assim como está pronto para voltar e lamber seus pés em demonstração de arrependimento. Não deixe que sua felicidade escorra entre seus dedos, Bella. Ele precisa de você, assim como você precisa dele. São um só. Isso tem que acabar. Faça acabar Bella, busque sua felicidade. Vocês merecem. 



Rosálie saiu do quarto fechando a porta com cuidado. 

“Ele está na Escócia” Seus filhos se mexeram inquietos em seu ventre, estava com oito e meio meses hoje. “Ele está se odiando por ter me perdido” Imagens de um passado agradável, de um passado de dias felizes juntos lhe inundaram a mente. “Ele não mentiu, apenas omitiu. Ele apenas tinha medo de minha reação...” O amava e sabia que sua decisão tinha destruído a ambos, não era um castigo para ele. Era a morte para os dois, porque ficarem distantes um do outro, era a morte. Sabia que o amava. 

Sabia que ele a amava. As palavras de Tânia e Victória já não faziam mais medo, porque ela sabia que o que tinham era forte de mais para ser puro fingimento. Foi preciso agir como uma estúpida para descobrir isso. 

Deu voltas e voltas no quarto, enquanto pensava no próximo passo que daria. Ainda era a rainha, pois seguia casada com ele. Ninguém iria lhe proibir nada. 





Pegou sua mala e jogou suas coisas de todo jeito dentro. Saiu pela porta, decidida a ir de encontro à sua felicidade. 

Seu pai estava sentado no sofá da sala com Sue. Nenhum dos dois se mexeu, quando ela os abraçou e disse adeus. 



Charlie e Sue souberam de sua decisão assim que ela chegou no andar de baixo e, mesmo Charlie não gostando, ele sabia que sua filha amava o vampiro arrogante. O que mais poderia fazer além de desejar que ela fosse feliz? Eles precisavam se acertar para serem felizes novamente. 





********** 





O avião cortava os céus e Bella olhava pela janela impaciente. Enna estava sentada ao seu lado e lhe apertou a mão em sinal de conforto. Bella a olhou e sorriu fracamente. 



_A viajem é demorada, não? 



_Um pouco, minha rainha. Tome, beba vai se sentir melhor. 



Enna lhe entregou uma garrafinha de sangue que Bella sabia que era dele. Seus filhos se mexeram famintos dentro de seu útero e ela bebeu em longos e demorados goles para aproveitar o momento de ter, pelo menos, alguma parte dele dentro de si. 





********** 

Edward olhava suas terras através da janela do seu quarto. Se virou e entrou por uma porta anexa. Os berços de seus filhos estavam lá. Esme fez questão de organizar o quarto de seus primogênitos. Seriam duas crianças lindas, ele tinha certeza. Sorriu com o pensamento de que teriam as feições de Bella. 



Isabella. 



Suspirou e se afastou de lá, indo para a sacada do quarto e observando a chuva que caia com força, por que tudo a sua volta era cinza sem ela por perto. Ele admitia que errou em ter escondido dela. Como ela mesma colocou, se fosse em posições diferentes, ele agiria pior que ela. A tinha perdido para sempre. Seus inimigos estavam em suas portas, estava enfrentando uma destruição em massa, por conta dos caídos, em suas empresas e em seu reino. Queriam derrubá-lo, tirá-lo do trono. Seu ex-aliado por mais de dois séculos, Aro, estava no comando de tudo. Ele era a cabeça da serpente que queria engoli-lo. Ele estava no olho do furacão e sem ela para lhe manter preso ao chão. E a culpa era sua. 





*********** 



Assim que chegaram em Edimburgo, uma chuva torrencial desabava na cidade e Bella estava tendo problemas para conseguir transporte para chegar em Glanis. Não queriam deixá-la entrar no avião. Ela separou Alexei e Angus de lado e meteu o dedo na cara do vampiro sem noção à sua frente. 





_Escute aqui seu imbecil, eu sou sua rainha e exijo que ligue essa porra de jato e me leve até meu marido que, por coincidência, é também seu rei, antes que eu mesma pegue o dirk do kilt de Angus e lhe corte a garganta, seu mequetrefe de uma figa!!! 



_Milady, eu... 



_LIGUE ESSA MERDA AGORA!!! 





Bella gritou e em seguida, sem esperar por ninguém, entrou no jato e se acomodou tranquilamente em sua poltrona. Poucos minutos depois, ouviu as turbinas seram acionadas. 





_Será que tudo aqui tem que ser na base do grito? Inferno! 





Ela resmungou, fechando os olhos para aproveitar melhor a viagem turbulenta. 







******* 



Edward sentiu quando ela se aproximou de seu castelo. Ele sentiu sua essência, há tanto tempo desejada, sentiu o bater acelerado de seu coração e olhou para baixo. A vinte metros de distância, estava sua vida. Ele sorriu, sem acreditar em seus olhos. Era verdade ou uma ilusão de sua mente devido a abstinência de sua ausência? 





Ela olhou para cima e esperou no meio do pátio e em meio a chuva por ele. Com o coração ao pulos, ele saltou de cima da torre direto para ela. Vinte metros de altura não eram nada para ele e, por ela, ele saltaria muito mais. Muito mais. 



Ficaram se olhando em um silêncio saudoso. Ela, calmamente, o tocou com sua mão e ele descansou o rosto na sua palma fria e tremente. Ergueu as mãos e, ansiosamente, a tocou do mesmo modo, seu coração acelerado, sua boca seca, seus olhos molhados pelas lágrimas que não paravam de cair, misturadas com a forte chuva. 





_Você está frio. E mais magro. 



_Eu estou bem. Agora estou bem e atrevo-me a dizer que se você me disser que ficará comigo, que me perdoa, então eu certamente ficarei melhor ainda. 

Ela sorriu e assentiu. 





_Não há outro lugar o qual eu deseje mais do que estar com você, meu amor. Perdão pela dureza. 



_Perdão pela omissão e pela soberba. Você não merecia, nunca mereceu passar pelo que eu te impus, eu... 



_Chiiii... Sem palavras agora, está bem? 



_E o que queres fazer agora, minha senhora? 



_Me beije, me faça esquecer esses meses de inferno que foi nosso afastamento. Me leve para dentro e me ame, porque, se não fizer isso agora, eu, com toda certeza, vou morrer. 



Ele lhe pegou nos braços e lhe beijou apaixonadamente, antes de desgrudar os lábios e sussurrar ao seu ouvido. 





_Seu desejo é uma ordem, senhora minha. Dona do meu coração e de minha vida. Minha Bella, meu amor. 




3 comentários:

  1. é a 2 vez que eu leio e me da uma vontade de chorar ..é linda essa parte

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  2. como amo esse capitulo é um dos mais lindos,esse final é perfeito,parabéns

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  3. Ahhhh !!!!! Que lindo !!!!! Amei !!!!!

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