Capítulo 06
Dirigi feito um maluco pelas ruas de Seattle, ignorando propositalmente as chamadas de Allison. Só de pensar em seu corpo estirado em minha cama, sentia arrepios de repulsa correrem por minha pele. Meu coração estava acelerado, meus intestinos queimavam em uma constante agonia, meu olfato apurado rastreava cada partícula de cheiro que minha companheira tinha deixado no carro e isso estava me deixando louco! Seu sangue me chamava e era quase impossível ficar perto dela. Os minutos gastos, levando-a para sua casa, foram os piores de minha vida. S,eu cheiro, sua essência, eu sentia na língua o sabor do seu sangue como se de fato o tivesse provado. Precisava do meu pai, ele saberia o que fazer, já tinha passado por isso e com ele foi pior por causa da porcaria da maldição de Tárcita. Ele saberia o que fazer.
Assim esperava.
_Pai? – entrei no apartamento de meus pais e fui diretamente para a biblioteca. Era o lugar favorito dele, ele tina dado a minha mãe quando se conheceram. Ela amava esse lugar, consequentemente ele também o amava.
_Oi filhote? – papai me respondeu, sentado em frente à lareira. Estava lendo e fechou o grosso livro, quando eu me aproximei. Sorriu para mim, mas eu não retribui e ele enrugou a testa em preocupação.
_Estou ferrado. – Falei exatamente o que eu sentia, por que era a mais pura verdade.
Vi meu pai colocar o livro em cima da mesinha de canto e se erguer, vindo até mim parado na porta, por que eu não tinha coragem de entrar no seu santuário.
_Venha aqui Alex, por que você e sua irmã nunca entram aqui a não ser que eu e sua mãe dermos permissão?
_Talvez seja por que, quando tínhamos dez anos, quase colocamos fogo aqui e vocês nos proibiram de entrar sem que um dos dois estivesse perto e só se nos dessem permissão? – eu respondi, lembrando-o da bronca pesado que eu e Nessie levamos. Meu traseiro ainda doía das palmadas que levei e eu tinha certeza de que a Nessie também sentia os efeitos até hoje.
Ele sorriu e me puxou para um abraço, suspirando sobre minha cabeça e me soltando em seguida, para votar a sentar em sua poltrona favorita, que mamãe mandava reformar sempre. Pertenceu a meu avô.
_O que houve Alex? Problemas na empresa? Eu sei que as coisas no reino estão bem, então, deve ser a empresa.
Eu respirei fundo, enchendo minhas bochechas de ar e soltei tudo de uma vez só. Enfiei as mãos nos bolsos de minha calça e chutei a ponta do tapete, olhando para o meu pé enquanto fazia isso. Meu pai esperou pacientemente.
_Quer chocolate quente? Está frio lá fora e eu lembro-me que você gostava de tomar chocolate quente com bastante chantili em cima, eu até...
_Encontrei minha escolhida, alma gêmea... Companheira ou eu sei lá como se chama.
_Os três modos estão certos. – ele falou, olhando para mim. Eu sentia seus olhos cravados em mim.
_Eu não quero isso. – Não ergui minha cabeça para falar, mas minha voz ficou bastante alta para a hora em que estávamos. Minha mãe poderia acordar e vir ver o que estava acontecendo e aí a coisa ia feder.
_Você não tem querer, filho. – Sua voz calma alcançou meus ouvidos potentes.
Minha raiva rugiu forte, quando eu o olhei, apertando as mãos em punhos dentro dos bolsos de minha calça. Queria quebrar algo.
_Venha aqui, filhote. – As palavras sussurradas e calmas de meu pai me levaram para ele e cai sentado na poltrona em frente à sua.
Uma pontada nas minhas têmporas me dizia que eu estava começando a sentir dor de cabeça. A pergunta de um milhão de dólares era: Como, em nome de Deus, eu sentiria dor de cabeça, se vampiros não sentem dor desse tipo?
_Conte-me sobre isso.
_Não quero falar sobre esse assunto, eu apenas quero ir para minha casa e afundar na minha cama, abraçar minha namorada e esquecer que esse dia existiu.
Minhas palavras soaram tão falsas aos meus ouvidos, como soaram para o meu pai. Ele apenas sorriu compreensivamente.
_Então, você não quer sua companheira?
_Não. Não quero.
_Você não quer sentir esse calor invadindo seu corpo e tirando o frio que lhe toma desde que você se entende por gente?
_Não. – eu disse teimosamente.
_Desculpe filho, mas não tem volta.
_Tem que ter! – minha voz se ergueu e eu imediatamente me virei para a porta, esperando ver dona Isabella lá.
_Isso assusta, não? – meu pai sorriu, contente com algo que eu não sabia o que era.
_Pra cacete. – eu murmurei.
_Quando eu conheci sua mãe, eu quis matá-la no mesmo instante. Ela era... Quente, cheia de vida, pele branca leitosa, que ficava rubra por qualquer coisa. Eu a amei no segundo em que senti seu cheiro. Deu-me medo, muito medo. Eu vivia sob o peso de uma maldição, se eu ficasse com ela, eu eventualmente a mataria. Quis fugir, mas algo me puxava para ela. Fui vê-la no outro dia, em sua pequena loja de livros. Ela pareceu feliz em me ver e eu me odiei por isso. Eu a queria de uma forma que me sufocava. Um sorriso, apenas um sorriso e meu dia se iluminava. Eu fui extremamente grosso com ela, eu não sabia como lidar com ela, eu era o rei dos vampiros no meu mundo e um grande empresário no mundo humano, mas no mundinho dela, naquela cidadezinha onde ela vivia, eu não era ninguém, exceto um homem que se vestia muito pomposamente e que não girava bem da cabeça. Eu a beijei, não pude me controlar.
_Eu conheço essa história, pai. O que o senhor quer dizer com tudo isso?
_Quero dizer filho, que você já a ama e está morrendo de medo. O cheiro dela lhe atrai como uma mariposa para as chamas e você tem medo de que acabe se queimando. Você se sente atraído por ela e quer ir para ela.
Eu concordei, por que era verdade, mesmo eu desejando não tê-la encontrado.
_Não vá. – suas palavras atiraram minha cabeça para cima, para olhá-lo incrédulo. Ele tinha perseguido minha mãe. Por que eu não podia fazer a mesma coisa? _ Eu sei o que você está pensando, Alex. “Por que não, pai?” Filhote, eu fiz isso sem antes me desfazer de laços antigos e quase a perdi, quando ela descobriu.
_Não entendo. – eu verdadeiramente não entendia.
_Eu tinha concubinas. Dez, para ser exato. Esse assunto nunca é falado por que eu não quero trazer lembranças ruins para sua mãe, ela sofreu tanto.
_Por que o senhor tinha concubinas? – eu perguntei, francamente interessado e com raiva dele ter amantes, enquanto estava com minha mãe.
_Era o costume. E eu o aboli.
_E o senhor podia?
_Sou o rei, faço o que eu quiser. – ele disse soberbamente e eu ri, não tinha como não rir. Era a verdade. _ O caso é que você tem laços que o prendem e se você vai persegui-la como um cão farejador, eu lhe aconselho a cortar esses laços. Não cometa o mesmo erro que eu, ficando com ela e escondendo coisas. Nunca dará certo. Se ela for como sua mãe, ela lhe dará uma lição que você nunca mais esquecerá. Se ela não for...
Ele não terminou, mas eu não precisava das últimas palavras. Ele estava certo, se eu pretendia entrar em um relacionamento - mesmo eu não querendo isso, por que era uma merda você ficar totalmente viciado em uma mulher e dependente dela, enquanto ela poderia facilmente rasgar seu coração do peito, o recusando e ficando com outro, o que lhe levaria à loucura -, eu tinha que terminar com meus casos, limpar a casa. Eu não era um monge. Apesar de minha mãe sempre me falar que eu deveria me guardar para minha companheira, eu nunca lhe dei ouvidos. Eu dizia sempre a mesma coisa, “Que eu vivia a moda do mundo” e ela rebatia que o mundo era uma droga e que só ensinava porcaria. Eu não discutia, ela sempre acabava ganhando e eu não gostava de brigar com ela. Rra meu tesouro. Agora eu tinha conseguido mais um. Mesmo eu não querendo.
Me ergui e meu pai me imitou, ficando com as mãos nos bolsos da calça cargo bege dele. Respirei fundo, me preparando psicologicamente para entrar em meu inferno pessoal. Mas antes...
_Eu acho que vou dormir aqui hoje. Posso?
_Eu devia lhe mandar para sua casa, para resolver seus assuntos pendentes. – eu fiz uma careta com a lembrança de Allison me esperando. _Mas eu vou lhe dar essa noite de folga.
_Obrigado pai, hã... Não. Não conte a mamãe sobre isso, está bem? Ela surtaria.
_Claro, ela já está bastante surtada com os preparativos para o casamento de Nessie.
_Como está a pentelha?
_Você a viu hoje.
_O senhor está bem com isso? Digo, ela sempre foi sua princesinha e agora ela está prestes a deixar o ninho.
_Você deixou o ninho também.
_Eu sou homem.
_Nem por isso doeu menos, Alex. Somos seus pais e pais sempre querem os filhos debaixo de suas asas.
_Mesmo os problemáticos? – eu falei, sorrindo de lado.
_Principalmente esses filhos.
_Boa noite pai. – eu o abracei, por que não podia ficar longe. Tínhamos passado por tanta coisa no decorrer dos anos, tantas brigas, tantos insultos, tanto sofrimento imposto por mim a ele e ele ainda era o mesmo. Eu era seu filho e ele me amava incondicionalmente.
Caminhamos pelo corredor em direção ao meu quarto e ele parou na porta. Nos soltamos, já que tínhamos andado todo o percurso abraçados pelos ombros e ele me sorriu.
_Para quando é o casamento da pentelha?
_O casamento da sua irmã será ano que vem, mas sua mãe e todas as mulheres da família resolveram começar agora, o que evidentemente está deixando todos os homens da família com os nervos à flor da pele.
Eu ri e meu pai fez uma careta.
_Vá rindo, quando for sua vez, você vai ver como é ser torturado.
_O casamento nem é do senhor. – eu falei, rindo e abrindo minha porta.
_Nem por isso deixa de ser traumatizante. Boa noite filhote. - ele beijou o topo da minha cabeça e se retirou para seu quarto.
No meio da noite, eu senti passos leves em meu quarto. Primeiro: Mãos delicadas me cobrindo e beijando meus cabelos, cheiro de morangos invadiu minhas narinas e eu sorri automaticamente. Segundo: Bem mais tarde naquela noite, um corpo pequeno se esgueirou para meu lado na cama, me abraçando e enfiando o nariz em meu pescoço. Eu rosnei, por que ela tinha perturbado meu sono, mas ela não saiu. Eu a abracei, como sempre costumava fazer, me preparando para eventualmente brigar pelo cobertor e pelo meu próprio espaço na cama, por que, uma coisa era certa, a minha irmã era espaçosa pra caramba!
{***}
Caroline estava sentada no batente de sua janela, olhando para a noite que se estendia à sua frente. Uma dor de cabeça tinha se instalado em suas têmporas e ela não sabia como fazer parar. Seus pensamentos vagaram para o homem que lhe trouxe para casa, ele era bonito, sem dúvida. Mas algo nele, ao mesmo tempo em que a atraia, a empurrava para longe. Poderia ser o fato dele ser um vampiro que pesava na balança. Um lindo e atraente vampiro. Mas, só em pensar em acabar drenada era motivo mais que do o suficiente para se manter longe dele. Sua avó tinha perdido uma irmã para um grupo deles, as investigações apontaram que ela tinha sido estuprada por três vampiros, tia Pamela tinha sido drenada e jogada no rio. Ela estava de férias em Edimburgo, na Escócia. Pamela Strack era a mais bela mulher que já existiu, de acordo com sua avó, já que ela não era nascida quando esse fato aconteceu. Ela saiu da janela, pretendendo dormir. Faltava pouco para o amanhecer chegar e ela tinha um emprego. Sorriu, seu primeiro emprego, seu primeiro apartamento. Escolheu propositalmente um bairro bastante longe de sua avó, que a criara desde que sua mãe a abandonou, aos quatro anos e seu pai se matou de desgosto. Sua avó a detestava, ela dizia que a marca que ela levava na coxa era um sinal do demônio e que ele um dia viria para buscá-la e levá-la para o inferno, onde sua mãe estaria esperando por ela. Sua avó nunca tinha apreciado o fato do seu filho querido ficar com uma mulher de classe totalmente inferior. O fato de que Barbara tinha fugido dos abusos do marido e da sogra não tinha sido levado em conta. Deitou em sua cama de solteiro, em seu colchão duro e se cobriu com o cobertor que conseguiu na loja de usados. As coisas melhorariam, tinha vinte anos, era independente. E agora tinha um trabalho.
{***}
Alex desceu as escadas às presas. Tinha uma reunião às nove e ainda tinha que passar no apartamento para trocar de roupa e dispensar Allison. Quando colocou os pés na cozinha, disposto a tomar um copo de sangue, antes de voar para resolver suas pendências, foi atacado. Uma doida tinha se jogado em suas costas e prendido as pernas em seus quadris. Ele suspirou chateado, já não bastava ela tê-lo derrubado de sua cama king-size e tomado o seu cobertor?
_Desce Nessie, estou atrasado. – ele sacudiu seus ombros, mas a pentelha tinha se pregado nele como um carrapato. Ele a pegou pelo braço, que lhe envolvia o pescoço e a jogou por cima do ombro. Ela se pregou na parede, como uma aranha, se virou e lhe mostrou a língua. _ Criança. – ele resmungou e ela riu, feliz por ele estar em casa.
_Bom dia, maninho.
_Péssimo dia. Tenho mil coisas para fazer e você não me deixou dormir direito. Saia do meu caminho.
_Parado, senhor Alexsander Cullen!- A voz de sua mãe soou às suas costas._ Tomar café primeiro.
_Mãe, estou realmente atrasado.
_Você é o presidente da empresa. Que esperem por você, ora! – ela puxou a cadeira e apontou sua unha comprida, pintada de rosa clarinho, para o acento.
Ele gemeu e fez seus pés se arrastarem para a cadeira. Caiu sentado e ela lhe serviu uma montanha de comida. Ele não era de comer de manhã, um copo de sangue era o suficiente para lhe sustentar até a hora do almoço. Bom, sua mãe discordava. Ela sentou em sua cadeira na ponta da mesa e seu pai entrou na cozinha e ocupou seu lugar na outra ponta. Sorriu. Alex fez uma careta, seu velho estava se divertindo com seu sofrimento, ele sabia que ele não poderia faltar a reunião e, se demorasse aqui, teria que correr direto para a empresa e se trocar lá e, consequentemente, não poderia conversar com Allison. Ele reprimiu um arrepio, quando pensou nela e em seu corpo nada atraente... Na verdade, ele era muito atraente. Até ontem à noite, quando deu de cara com a senhorita stresse e descobriu que ela governava seu coração agora. Oh inferno! Esse negócio de companheira era um saco! Terminou de tomar café, limpando o prato apenas para satisfazer sua mãe. Deu um beijo nela, outro em Nessie, outro no seu pai e outro em Thomas, que lhe sorriu, quando ele correu porta a fora. O dia hoje prometia. E como.
{***}
Caroline ia atravessando a faixa de pedestres, quando um carro freou em cima dela. Ela caiu no chão e o imbecil ficou xingando-a. Ela se ergueu e mostrou o dedo do meio, não foi o seu melhor momento, nunca foi de fazer isso. Correu para a segurança da calçada em frente, entrou no grande saguão e todos viraram a cara para ela. Bem, para seu joelho esfolado. Precisava ressaltar que oitenta por cento dos funcionários eram vampiros? Não, né?
Ela andou ereta, tentando ignorar as caras e olhos intensos em sua direção. Alguns farejaram o ar, outros rosnaram suavemente. Seu joelho doía e ela tentava alcançar o elevador de serviço, que a levaria para seu andar, sem deixar um rastro de sangue por onde os outros pudessem segui-la. Quando alcançou sua sala, vulgo copa, ela sentou-se em uma cadeira e pegou uma toalha úmida e passou pelo corte, fazendo careta quando o pano molhado entrou em contato com a ferida.
_Caroline, eu gostaria que você fosse arrumar a sala de reuni... Ah meu Deus! O que houve com você?
Ela ergueu a cabeça, dando de cara com Patrícia, que tinha chegado perto e se abaixado próximo ao seu joelho, inspecionando o machucado.
_Um idiota freou em cima de mim, quando eu atravessava a faixa e eu cai.
_Oh, bom menos mal, né? Eu achei que tinha sido atacada. – Patrícia falou, tomando o pano de sua mão e limpando mais eficazmente o local.
_Quem me atacaria no joelho? Se fossem me morder, acho que procurariam o pescoço, não?
Patrícia sorriu, negando algo com cabeça.
_O que é tão engraçado? – Caroline falou, irritada.
_Você nunca esteve muito perto de um vampiro, não é mesmo criança?
_Eu não sou criança!
_É ingênua. – Patrícia continuou falando, sem olhá-la, enquanto colocava um antisséptico na ferida. Caroline fez uma careta de dor. _ Eu convivo com vampiros há mais de vinte anos. Eu sei de cada coisa que faria seu queixo ir ao chão.
Caroline preferiu ignorar essa informação... Ou armazenar para mais tarde pensar com calma.
{***}
Cheguei na empresa em cima da hora. Precisava correr rápido, para me preparar para a reunião. Certo, eu era o presidente, ok? Mas não gostava de dar maus exemplos e vampiros eram muito bons em seguir maus exemplos. Ao pisar no saguão, meu corpo congelou. Institivamente, farejei o ar, sentindo um arrepio na coluna. Era cheiro de sangue, fraco, mas estava lá, pairando no ar. E o cheiro era de ninguém menos de que minha escolhida. Respirei mais fortemente e segui o caminho que ela tinha feito. Fui observado, mas estava me importando um cominho para os olhares desconfiados que eu recebia. Se me irritassem, simplesmente mataria alguém! O cheiro doce do seu sangue me levou até o seu andar de serviço, a copa. Lá, ele se misturou com alguma substância curativa e eu automaticamente fiz uma careta de desgosto para o cheiro. Aproximei-me da porta e vi Patrícia abaixada perto dela, colocando remédio no corte. Eu não pude deixar de pensar na ironia do momento. Eu encontrei-a ontem por causa do cheiro do seu sangue e hoje se repetiu a mesma coisa.
_Você está deliberadamente me provocando, não está? – eu disse, parado na porta, com os braços cruzados em meu peito e as mãos em punhos, tentando me segurar e não correr para lá e limpar eu mesmo a ferida. De preferência, com minha língua.
Patrícia ergueu os olhos para os meus e me olhou sem entender, obviamente achando que tinha me referido a ela. Minha companheira me olhou e abaixou a cabeça, suas bochechas ficando em um tom de vermelho muito convidativo.
_Já estou acabando aqui, Alex e irei terminar de arrumar a sala de reuniões.
_Pode nos dar licença Paty?
Patrícia me olhou sem entender, mas meu olhar estava cravado na mulher tímida sentada e com o joelho sangrando.
_Algum problema, Alex? Por que eu devo lhe dizer que Caroline não teve culpa de chegar aqui sangrando, algum imbecil quase a atropela e ela caiu, por isso o...
_Nos dê licença Patrícia, vá preparar a sala de reuniões. Por favor. – abrandei meu tom de voz, para não ser tão rude. Ela estava preocupada e eu entedia isso.
Vi minha secretária sair, me lançando um olhar cauteloso e preocupado. Quando ela se retirou, eu fechei a porta e me aproximei de Caroline.
Caroline... Testei seu nome e senti como veludo quente deslizando por meu corpo, um tremor prazeroso espaçou por mim e eu rosnei baixinho. Claro que ela ouviu e se encolheu, obviamente achando que eu iria comê-la, Não no modo que eu queria, é claro.
_Vejamos o que temos aqui. – eu me abaixei ao lado dela, sua essência me puxando mais para perto, me fazendo desejar e salivar por seus lábios.
_Eu estou bem, apenas um aranhão. – ela sussurrou, olhando para mim. Eu lhe fitei com tanta intensidade, que era claro o meu desejo por ela. Tinha que ser, porque eu não conseguia desviar, nem camuflá-lo. Eu a queria como nunca quis nada em toda a minha vida!
_Deixe-me ver. – eu encostei meu dedo em seu joelho, mas ela se afastou, como se meu toque lhe queimasse.
_Eu já disse que estou bem. Por que você falou daquele jeito com a Patrícia? Ela estava me ajudando. Se seu chefe souber que está destratando a secretária dele, ele te demitirá.
_Eu creio que não corro esse risco. – falei levando meus lábios até seu joelho e lambendo a ferida. Senti seu corpo ficar tenso sob minhas mãos, mas não ela ousou se mexer. Como alguém encurralado por um animal selvagem, que sabia que o melhor e mais seguro era permanecer parado, foi assim que ela agiu.
Eu terminei de limpar o local, já esterilizado e fiquei observando o corte se fechar, ficando uma fina linha rosa claro, que eu propositalmente deixei para que sempre que ela olhasse e visse, se lembrasse de mim.
_O- Obrigada...
_Não há de quê, doçura. – eu me ergui e estendi minha mão para ela, que pegou um pouco receosa. Eu sorri, escondendo minhas presas, que tinham despontado. Não queria que ela se assustasse mais do que já estava, teria que ir com calma.
Sai de lá e fui para minha reunião, a primeira de muitas hoje. Ao final do expediente, eu fui para o estacionamento e a esperei. Senti seu cheiro por todo o andar em que eu trabalhava. Quando retornei de uma viajem rápida, ela tinha arrumado minha sala. Ela tinha visto minhas fotos com minhas família? Ela tinha descoberto quem eu era? A ansiedade me prendeu até a hora em que eu a ouvi rir dentro do elevador. As portas se abriram e ela saiu, conversando com um humano do setor financeiro. Eu não gostei! Um rosnado saiu de meu peito, rasgando minha garganta e tive um pouco de dificuldade em suavizá-lo. Ela olhou direto para mim, seus olhos lindos me encontrando sem esforço. Saí do carro e me aproximei dela, olhando o humano insignificante que estava parado ao lado dela. Quis matá-lo, quando ela sorriu para ele e se despediu com um abraço. Assim que ele se afastou, ela me fitou séria, suas bochechas ganhando meu tom favorito de vermelho.
_Vamos. – eu falei e segurei em seu braço, a escoltando até meu carro, onde seu cheiro tinha ficado fraco, mas eu pretendia reforçá-lo agora.
_Eu vou pegar um ônibus, então pode me soltar, sim?
_Não seja absurda, Caroline! Eu vou te levar para casa, então não há por que gastar seus trocados em condução de quinta. Você pode usar seus trocados para comprar seu jantar.
Ela travou o pé no chão, seu pé teimosamente cravado do piso do estacionamento. Eu a olhei e sorri de lado.
_Quer repetir a dose de ontem? Posso levá-la nos braços para meu carro, se você estiver cansada para caminhar até lá.
Assim que as palavras saíram de minha boca, automaticamente lembrei de suas funções e me preocupei por ela estar trabalhando tanto. Deveria lhe promover a algo menos pesado. Iria fazer algo amanhã.
_Eu estou bem, obrigada, apenas quero ir para casa.
Eu assenti com a cabeça e a escoltei até meu carro. Ela estava irritada com algo e eu não sabia o que era. Quando chegamos ao destino dela, eu me virei no meu acento e lhe sorri. Ela não me prestou atenção, estava muito ocupada em abrir a porta, que eu, claro, tinha travado.
_Pode abrir, por favor?
_Isso aí depende. – Falei, lhe sorrindo mais ainda.
_Depende do quê? – ela me olhou desconfiada, seus olhos vagando pelo vidro escuro do meu carro, tentando ver se alguém estava prestando atenção em nós. Quereria pedir ajuda? Esse pensamento me fez rir.
_Favo de mel?
_Pare de me chamar de favo de mel! – ela grunhiu e puxou com força a tranca.
_Você vai quebrá-la. – eu falei, apoiando meu queixo em minha mão e prestando atenção ao esforço que ela fazia.
_É... Preferível a ter... Que ficar... Trancada aqui... Com... Você. Ah! Que ódio! – ela deu um murro na minha porta e embalou o pulso de encontro ao peito.
_Deixe-me ver.
_Não! Só quero ir embora.
_Por que você está tão irritada comigo?
_Eu... – ela suspirou e relaxou a mão. _ Eu não sei, nem se quer lhe conheço.
Eu peguei seu delicado pulso e observei sua mão pequena e seus dedos frágeis. Com um pouco mais de força, eu os quebraria em mil pedaços.
_Não quebrou nada, mas terá que colocar gelo.
_Eu sei. – ela sussurrou, puxando a mão de volta. _Você me deixa irritada. Apenas isso, eu lhe olho e tenho vontade de pular em cima de você e... Oh, meu Deus! – ela cobriu o rosto com as mãos e eu sorri, lhe olhando.
Ela me olhou com raiva.
_Pare de rir de mim!
_Desculpe, favo de mel.
_Pare de me chamar de favo de mel!
_Vamos começar direito, está bem? Sou Alex, você deve me ter visto em alguma revista.
_Existe uma penca de Alex no mundo.
_Alex Cullen, o filho do dono. – Falei, dando meu melhor sorriso.
_Caramba! Quer dizer que Alex Cullen me deu uma carona? - ela falou, me olhando deslumbrada.
_Ouviu falar de mim?- meu sorriso se agigantou.
_Não, estava tirando uma com a sua cara.
Ela conseguiu destravar a porta e saiu, batendo a porta com toda a sua força. Eu tremi, não nego. Meu bebê era meu xodó e ver minha companheira causando danos desnecessários me deixou irritado. Eu a observei subir os poucos degraus que davam acesso ao seu prédio e bater o portão com força, me fechando do lado de fora, o que era uma constante desde que a conheci ontem. Ela tinha o dom me provocar! Ela não tinha acreditado em mim quando disse que o filho do dono da empresa. Relembrando nossa pequena conversa, eu, inevitavelmente, sorri feito um idiota por suas palavras. É claro que ela tinha ouvido falar de mim... Só não cria que eu era o verdadeiro Alex Cullen. Eu liguei meu carro e sai rumo a minha casa, onde uma briga para lá de estressante me esperava. Eu teria que me livrar de Allison e ela não ficaria feliz de ser chutada de minha vida. Não mesmo.
Bruto igual ao pai..kkkkkkkk..amando!
ResponderExcluirIgualzinho! KKKKKKK
ExcluirEle tem em que se espelhar não é?
Beijos Sara! :)
As cenas do Alex com a Caroline me fazem rir muito. Acho bem legal a relação dele com a irmã e é diferente a Bella mais autoritária em certos momentos e o Edward mais carinhoso.
ResponderExcluirBeijos filhota.
Oi mãe!!! :)
ExcluirQue bom que gosta!!! Beijosssssss
adorando essa história,e gostando muito da caroline,qual aspecto fisico dela e do alex? não gosto dessa allysson,beijosssssss
ResponderExcluiresse alex é um safado .. viu .. kkkkk parece que ele vai ter muito trabalho com a escolhida dele ..viu .. a bixinha é durona ..
ResponderExcluirEu amo demais o Alex ele se parece muito com o gostoso do pai..rsrs..bjos Milly..
ResponderExcluirAlex só ta comentendo besteira. Só quero ver ele se explicar, ansiosa pra ele se livrar logo dessa Allison não gosto dela
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