quarta-feira, 5 de junho de 2013

Um Amor ao Lado: Capítulo 9




CAPÍTULO 09 





Bella estava nas nuvens. Tinha decidido entrar nessa relação com tudo o que tinha direito. Tinha o direito de ser feliz e, se Deus permitisse, Demetri não a encontraria aqui. 



_Estou perdoado? – ele falou, colando a testa na sua. 

_Está, mas não abusa da sorte não, ok? Posso não ser tão boazinha da próxima vez e te acertar com o atiçador da lareira. 

_Seu salto já me fez bastante estrago, não acha não? 

_Não acho não, você mereceu. 

_Eu sei, me perdoe, não farei novamente. 

_Fará sim, brigaremos novamente e acabaremos na cama, até que um dos dois desista dessa relação e decida seguir em frente. 

_Você é muito pessimista, sabia? – ele falou, beijando a ponta do seu nariz. 

_Sou realista, é diferente. 

Ele riu e lhe deu um selinho. 

_Não vamos mais brigar, vou me controlar o máximo que eu posso e, se eu perder o controle, você me disciplina. 

_Com o salto da minha bota. 

_Sim. Ou com suas coxas em volta de mim... 

_Safado. 

_Gostosa. 

_Eu sei que sou. 



Ambos riram e entraram na casa. Todos já tinham voltado para seus serviços e Jasper estava no sofá com Soffie, assistindo desenhos. 



_Se resolveram? 

_Sim. - ambos falaram ao mesmo tempo. 

_Que bom, agora que tal prepararem o café da manhã? Estou varado de fome. 

_É para já, Jass. – Bella se desvencilhou do abraço de Edward e correu para a cozinha. 

_Manere esse ciúme irmão, ela não é o tipo de mulher que você estava acostumado a pegar, que fazia de tudo para ficar com você. Ela é independente e totalmente livre, se tentar controlá-la na base da força, vai perdê-la. 

_Eu sei. É que é difícil para mim, Jass. Ela é totalmente o oposto das outras. Ao mesmo tempo que é dócil, é também arredia, não aceita nada calada, sempre tem alguma coisa para retrucar. E você vê o jeito que ela se veste? Anda quase nua. E nem liga! 



Jasper riu e se ergueu, colocou a mão no ombro do seu irmão mais velho, dando uns tapinhas no local. 



_Você está arriado, os quatro pneus e o estepe por ela mano veio, se conforme, ela dá as cartas. O seu coração pertence a ela e ponto final. 



Edward não se deu o trabalho de negar nenhuma das palavras que seu irmão tinha dito. Era inútil e sabia disso. Estava apaixonado por ela e, se não estivesse tão enferrujado com suas deduções, ela também estava sentindo algo por ele. Saíram porta a fora e foram trabalhar, enquanto Bella não chamava para tomarem café. 





******** 



Bella estava na cozinha quando sentiu um dor na batata da perna, olhou pra baixo e deu de cara com seu cachorro. Ele estava com a vasilha onde comia na boca e lhe olhava com o semblante sombrio. 

_Desculpe parceiro me esqueci totalmente de que você tinha ficado lá em casa. 

Ele colocou a vasilha no chão e se sentou nas patas traseiras, esperando seu alimento. Bella colocou uma porção generosa de ovos com salsichas e panquecas para ele, seu cachorro comeu depressa. Estava morto de fome, o coitadinho! Depois que lambeu a vasilha, Barney se deitou em frente à porta, colocou a cabeça sobre as patas dianteiras e ficou observando sua dona se mover na cozinha. 

_Bella... – Edward tropeçou no seu cachorro e quase cai de cara no chão. _ Mas que merda é essa aqui? Não quero cachorros na minha cozinha, Bella. Tire-o daqui. 



_Já vamos brigar de novo? – ela falou, com uma mão na cintura e a outra segurava uma espátula, lhe apontando bem no peito. 

_Se for me agredir, diga logo, para eu poder me proteger - ele falou, levantando as mãos em rendição, aproximou-se dela lhe segurando pela cintura e lhe beijando o pescoço. 

_Não seja bobo Ed, não quero brigar e também não vou tirar meu cachorro daqui, ele fica sozinho lá em casa, está velho e precisa de companhia. 

_Ok, contanto que ele não se meta no nosso quarto, eu permito que fique. Já está pronto o café? Os homens estão mortos de fome. 

_Sim, eu ia tocar o sino, mas já que está aqui me faça o favor de tocar, sim? 



Ela se virou e apagou o fogo e colocou a última panqueca na bandeja. Edward tocou o sino e todos os homens vieram correndo, comeram desesperadamente e voltaram para seus afazeres. Bella se encontrou em uma cozinha lotada de pratos sujos e suspirou cansada. Teve uma ideia. Se dirigiu para a sala, onde Soffie estava deitada com a mamadeira vazia, assim como o pratinho de biscoitos. Bella a colocou no braço e saiu de casa em direção à sua, se dirigiu para o celeiro e encontrou Thomas, que estava ordenhando as vacas. 



_Bom dia Thomas, sua mãe está em casa? 

_Bom dia dona Bella, está sim. Quer que vá chamá-la? 

_Não, pode deixar que eu vou. Como andam as coisas por lá? 

_Difíceis, o senhorio pediu a casa. 

_Eu achei que a casa era de vocês? 

_Papai, pouco antes de morrer, a vendeu e o novo dono nos deixou continuar morando lá, pagando aluguel. Mas agora, ele quer reformar, para se mudar para lá. 

_E vão morar aonde? 

_Na cidade, eu acho. Mas não se preocupe, que eu venho todo dia fazer meu trabalho, senhora Bella. 

_Meu querido, de carro são quarenta minutos, a pé você faz ideia de quanto tempo levaria pra chegar aqui e depois voltar? 

_Mas, eu não posso abandonar a senhora e também minha mãe precisa do leite e... 

Bella percebeu que ele tinha ficado com vergonha em admitir que não queria privar sua mãe do leite, que rendia um extra no sustento da casa. 

_Thomas, qual o prazo que o dono da casa deu a vocês? 

_Ele nos deu até sexta. 

_Não se preocupe meu menino, eu darei um jeito em tudo, está bem? 

_Sim senhora. Obrigado dona Bella. 

_De nada meu bem, agora deixe-me ir falar com sua mãe, quero contratá-la para me ajudar na fazenda dos Masen. 

Bella saiu e se dirigiu à casa deles, onde encontrou Maúde chorando, enquanto embrulhava as coisas. 

_Maúde? 

_Dona Bella? – a mulher enxugou os olhos com o avental e foi até à porta de tela, abrindo-a para dar passagem à sua vizinha. 

_Bom dia, eu vim perguntar se estava ocupada, estou precisando de ajuda na fazenda dos Masen, pode me ajudar? Edward paga bem. 

_Eu adoraria dona Bella, precisarei de dinheiro para a mudança. 

_Eu soube o que aconteceu, mas não se preocupe, sim? Daremos um jeito. Agora vem comigo? Estou desesperadamente precisando de sua ajuda. 

Maúde sorriu, enxugou novamente as lágrimas e seguiu Bella e Soffie para fora da casa. 

_Essa é a filha do senhor Edward? 

_É sim, essa é a Soffie., Soffie essa é a Maúde. 

_Prazer Soffie. 

_Beia é mamãe deu. – Soffie falou, lhe apertando o pescoço e sorrindo para a mulher ao seu lado. Bella ficou emocionada com o que sua pequena disse. 

_Você e o senhor Masen?... – Maúde se ruborizou com a pergunta indiscreta. 

Bella sorriu e apertou Soffie em um abraço gostoso. 

_Sim, eu e ele estamos namorando. Na verdade, está mais para morarmos juntos mesmo. Ele disse que não sairia da minha casa e eu não sairia da dele, então estamos em uma união atrapalhada, mas, estamos resolvendo da melhor forma possível. 



Bella sorriu e passou pela porta do seu celeiro. Thomas estava saindo com o leite. 

_Dona Bella, o seu eu já deixei na sua geladeira. Mãe, vou colocar o nosso em cima da mesa. 

_Obrigada meu filho. 

_Thomas? 

_Sim dona Bella. 

_Você sabe trabalhar com gado? 

_Nunca trabalhei, só com os animais da senhora. 

_Vou conversar com o Edward, talvez ele ache alguma coisa para você fazer depois das aulas. Será um extra a mais, não é? Quantos anos tem? 

_Quatorze, dona Bella. 

_Ok. 

_Vá para casa e termine de embrulhar tudo, Thomas. 

_Depois, na hora do almoço, vá na fazenda dos Masen, sua mãe estará lá comigo e você almoçará lá também. 

_Sim senhora e obrigado. 



Elas seguiram caminho. Entraram pela porta da cozinha e Bella mostrou a pia repleta de pratos e o resto da casa. Maúde achou melhor começar pela cozinha e lavou toda a louça, enquanto Bella se ocupava do almoço e Soffie brincava no chão da cozinha. Volta e meia, ela se levantava e corria para seu colo. Bella a colocava nos quadris e continuava a fazer suas tarefas. 

Na hora do almoço, Thomas bateu na porta dos fundos e Bella abriu. Ele entrou todo envergonhado. Ela o mandou sentar e, pouco tempo depois, ele e sua mãe estavam almoçando. Thomas foi chamar os homens, como Bella tinha pedido. O sino tinha se soltado da corda e acertado seu pé. Bella soltou em pensamento, é claro, uma enxurrada de palavrões. Maúde lhe lavou o pé e cuidou da ferida. Depois do almoço, Maúde lavou os pratos e terminou de arrumar a casa. 

Bella estava distraída, quando foi agarrada por trás, cheirada descaradamente no pescoço, virada de frente, erguida e colocada em cima do balcão. Edward se introduziu no meio das suas pernas e lhe beijou desesperadamente.. 

_Estava com saudades. – ele falou e sorriu. 

_Nota-se. – ela disse, rindo. 

_Soube do seu pé. Perdão, mas estávamos carregando um caminhão com o gado que será entregue ao matadouro e não podia vir aqui te ver. Está bem? Está sentindo dor ou alguma outra coisa? 

_Estou bem, de verdade. Ia me esquecendo, eu chamei Maúde para me ajudar aqui, espero que não se importe. 

Ele deu de ombros. 

_Se você a chamou é por que está precisando de ajuda. Estou com fome, sobrou comida? 

_Como se eu fosse deixar você passar fome, solte-me que eu vou esquentar seu prato. 



Bella fez menção de descer, mas ele não permitiu. 



_Fique onde está, que eu vou esquentar, não quero você andando e machucando seu pé. 

_Eu não posso ficar em cima do balcão. 

_Vou levá-la para o quarto e você descansa um pouco. 



Ele a colocou nos braços e a carregou até o quarto, colocou-a na cama e a cobriu, deixando seu pé enfaixado de fora. Desenrolou a atadura e fez uma careta com o que encontrou, seu pé estava roxo da pancada e sangrando muito. 



_Tem que levar pontos. 

_Não tenho não. 

_Bella, não seja absurda, se não pontear vai inflamar. Vou chamar o médico. Como está o seu diabetes? 

_Controlado. 

_Ótimo, assim sarará mais rápido. Fique onde está, que o médico chega já. 

_Edward, é serio, eu não quero médico, não gosto de injeções, nem de agulhas, nem de injeções, nem de remédios... Eu já falei das injeções? 



Edward se dirigiu para a cama e segurou o rosto dela em suas mãos. 



_Você toma uma injeção todo santo dia, como, em nome de Deus, você tem medo de injeções? 

_É um desafio que eu tenho que enfrentar todo dia. 

_Vamos ter que vencer seus medos juntos, não acha? 

_Se fosse tão simples assim, Ed... 

_Se você confiasse em mim, seria simples. Juntos, encontraríamos uma solução para os seus medos e traumas. 

_Como eu disse, se fosse tão simples assim. 

Ela falou, desviando os olhos dos dele e buscando, no criado mudo, o seu estojo de insulina. Bella preparou sua dose e Edward tirou das mãos dela. Pegou o aparelho de medir pressão e cuidou dela, sua pressão estava boa. Ele abriu os botões do seu vestido calmamente e Bella o observou passar o algodão com carinho na sua barriga, onde já tinha várias marquinhas de furos de agulha. 

_Sabe aplicar? 

_Relaxe e observe, querida. 

Ele aplicou a insulina e ela nem sentiu a furada. Ele tinha a mão muito leve para um homem do seu tamanho. 

_Prontinho, agora repouse, que o médico chega já. 

Ele lhe beijou calmamente e saiu do quarto. Pouco tempo depois, Soffie entrou e se colou a ela, ambas adormeceram e Bella acordou com alguém manipulando seu pé. Abriu os olhos e deu de cara com um homem de meia idade, lhe enfaixando o pé machucado. 

_Oh, até que enfim acordou, hein? Tem o sono pesado, senhorita... 

_Senhora. – Edward falou sério. _ Estamos juntos, só faltam as alianças. 

O médico sorriu para ela e Bella retribuiu envergonhada pelo jeito do seu namorado. Mas que merda! Será que ele sentiria ciúmes até de um homem que tinha idade para ser seu pai? 

_Fico muito feliz que sua diabetes esteja controlada, senhora Masen. – Edward abriu um sorrisão quando o medico lhe chamou assim e ela revirou os olhos. O médico não entendeu nada, mas deixou passar. _ Fique em repouso absoluto, não pode forçar o pé. Você sabe que os diabéticos tem dificuldades de se curar, não sabe? 

_A vida inteira, doutor, nasci com o diabetes, eu aprendi a conviver com minhas limitações. 

_É bom saber disso. Aqui está a receita dos medicamentos, senhor Masen. Não deixe que ela mexa esse pé. Volto daqui a dez dias para tirar os pontos, se a ferida estiver enxuta. 

_Pode deixar doutor, ela não vai se erguer da cama. 

_Oh, mas ela pode se levantar, o que não pode é colocar força, para que os pontos não se rompam. 

_Eu entendo, muito obrigado doutor. 

Ambos saíram do quarto e Bella fechou os olhos. Soffie lhe alisou a bochecha. 

_Mamãe? 

_Oi princesa. 

_Mamãe dodói? 

_Sim. O que você fez hoje, enquanto estava longe de mim. 

_Eu guei as pantinhas e aizei a vaca muilhada. 

_Que bom, meu amor. 

_O que é que é bom? – Edward perguntou, entrando no quarto com o laptop e uma pasta. 

_Papai, eu guie pantinhas e aizei a vaca muilhada.- Soffie falou sorrindo, feliz da vida. 

Edward olhou pra Bella, sem entender nada. Bela riu e bateu ao seu lado na cama. Ele colocou as coisas em cima da poltrona, tirou a camisa, os sapatos e se deitou atrás dela. Soffie estava de frente para Bella. 

_Deixe–me lhe introduzir no maravilhoso mundo do diálogo infantil. O que Soffie disse foi que aguou as plantinhas e alisou uma vaca malhada hoje. 

_Com você de intérprete, fica mais fácil. 

_Tô tum fome, quelo papa. 

_Bella não pode fazer papa para você hoje meu amor, ela está dodói. 

_Ed, quem vai fazer a janta hoje? 

_Eu conversei com Maúde e ela aceitou ficar trabalhando para nós, enquanto você não melhora. 

_Ok. Ela está ainda aí? 

_Sim, está fazendo a janta, o filho dela está com ela, você mandou ele vir ajudar também? 

_Eu ia conversar com você sobre ele. – Bella se aconchegou no peito dele e sentiu sua ereção lhe cutucar as costas. – O Thomas tem quatorze anos e esta terminando a oitava série. Na verdade, está de férias. Será que você não teria um emprego de verão para ele? E eu queria ver se arrumávamos algum lugar para eles morarem, que não fosse a cidade. Eles gostam do campo e morar longe mataria Maúde. 

_ Eu conversei com ela e ela me contou toda a história. Por que você não deixa ela morando lá na sua casa? Ela tem três quartos não tem? 

_Tem, mas... 

_Então, você se muda para cá, mas deixa seu quarto à sua disposição e eles ficam lá. Sua casa não ficaria tão abandonada e eles teriam um lugar para ficar que não fosse a cidade. 

_Você pensou em tudo, não foi? – Ela perguntou, sorrindo. 

_Foi, e aí? Peço para os rapazes irem pegar suas coisas? 

_Não, deixe-me melhorar primeiro, que eu mesmo faço minha meia mudança. 

_Por que meia mudança? 

_Por que não vou trazer todas as minhas coisas para cá, eu ainda quero meu espaço. 

_Essa casa tem bastante espaço. 

_O meu espaço, minha casa. Meu porto seguro. 

_Essa casa pode ser sua, você pode ter seu espaço aqui e eu quero ser seu porto seguro, Bella! 

_E é, pode ter certeza. Só que é muito assustador Ed, nos conhecemos há dez dias e já estamos praticamente morando juntos como um casal... 

_Somos um casal. 

_Eu sei, mas... Deixa para lá é só o meu medo de relacionamentos mesmo. Eu aceito sua proposta. Mas eu vou precisar de roupas, me leve para minha casa para poder fazer uma mala, sim? 

_Amanhã, hoje só quero que descanse. Soffie dormiu de novo. 

Ambos olharam para ela, sorrindo do jeito que ela se abraçava a Bella. 

_Ela me chama de mãe. Você se importa? 

_De forma alguma. 

Se beijaram e ficaram namorando, até que Maúde bateu na porta, avisando que o jantar estava pronto. Ela tinha feito uma sopa maravilhosa, com torradas incríveis. Eles deram a notícia a ela de que a casa de Bella estava disponível para ela e seu filho. Maúde chorou de emoção e gratidão. Depois que arrumou a cozinha, ela e seu filho foram para casa, fazer a mudança. 



Bella sentiu quando Edward tirou Soffie de seus braços e a levou para o quarto dela. Quando ele voltou, a ajudou a se despir e vestir uma camisola azul curtinha, todas as sua camisolas eram curtinhas. Ele foi para o banheiro e, quinze minutos depois, saiu, vestindo apenas uma cueca box azul escurada, cor da sua camisola. Bella olhou para ele e ele sorriu. 

_Não planejei sermos um par de jarros, eu simplesmente vesti a primeira cueca que vi. 

_Eu não disse nada. 

Ele pegou o laptop e a pasta e se encaminhou para a cama.

_Vai trabalhar agora? 

_Tenho que fazer a contabilidade e também mandar alguns e-mails, que eu esqueci pela bagunça que foi meu dia. 

_Desculpe Ed, por te dar tanta dor de cabeça. Eu estou bagunçando sua rotina, não estou? 

Ele sorriu e lhe beijou os lábios calmamente, lhe rodeando o seio com a mão esquerda. Bella gemeu na sua boca e ele se debruçou em cima dela, lhe afastando as pernas com o joelho. Ergueu a camisola até o quadril, o que foi fácil por que a camisola era minúscula, afastou a calcinha de lado e introduziu um dedo dentro de sua vagina molhada e pronta para ele. 

_Hummm, delícia Bella, passei o dia todo sonhando com isso. 

_Você é um tarado, que não tem pena de uma convalescente... 

_Uma convalescente muito gostosa, diga-se de passagem. E não, não tenho pena de você... 

_Papai? Não, papai imaga mamãe! Xai papai, xai!!! 

Soffie correu para a cama com um coelho debaixo do braço e uma chupeta na boca. Edward suspirou e se afastou de Bella, que estava vermelha e ofegante. 

_Depois que ela dormir... – ele prometeu. 

_Depois... Que... Ela dormir... – Bella respondeu, ofegante. 

Soffie subiu na cama e se colocou entre os dois. Abraçou Bella, lhe rodeando o corpo com os bracinhos pequenos. 

_Soffie, você tem que ir para o seu quarto. – Edward falou sério. 

_Não. – Soffie respondeu com a cara enfiada no seio de Bella. 

_Soffie... 

_Deixe Ed, só até ela dormir. 

Edward suspirou e se recostou na cabeceira da cama, pegou o laptop e começou a digitar. Soffie ficou brincando com o coelho e Bella pegou a pasta que ele trouxe para a cama. Era a contabilidade da fazenda e ela começou a fazer os cálculos mentais, se esticou e pegou um lápis na gaveta, que ela tinha colocado lá hoje de manhã. Começou a fazer a contabilidade. 



_Você sabe fazer isso? – Edward perguntou, lhe observando com curiosidade. 

_Vou fingir que não ouvi você me chamar de burra, ok? 

_Não chamei você de burra, conheço muita gente inteligente que não sabe fazer contabilidade. 

_Pois então, das duas uma. Ou essas pessoas são preguiçosas e não querem aprender, por que é muito fácil. Ouuuuu, são burras. 

Ele riu e voltou a digitar os e-mails. Meia hora depois, Bella terminou com um sorrisão no rosto e se virou para ele, para mostrar o excelente trabalho que tinha feito. Ele estava dormindo com o laptop no colo e Soffie estava dormindo ainda agarrada a ela. Bella sorriu, pareciam uma típica família feliz. “Bom, eram uma família agora.” 

Bella pegou o lep top e viu que ele tinha dormido antes de concluir o e-mail. Ela leu e modificou o que ele queria dizer a esse comprador e adicionou umas palavras bem soberbas, por que ela sabia que o gado do seu namorado, ou homem, ou amante... Enfim, ela sabia que o gado do Rancho Little Rosebud era o melhor da região e não ia deixar que esse pulha inferiorizasse os animais não! Ah, mas não ia mesmo! Acrescentou que, se o homem não quisesse comprar, que passasse bem, por que não iam reduzir os preços das cabeças de gado, só por que ele achava que merecia. Digitou Isabella Masen no final do e-mail e enviou ao dito cujo. 

Desligou o laptop e o colocou no chão, em cima do tapete fofinho do seu lado da cama. Ajeitou melhor Soffie e fez um esforço herculano para deitá-lo. Esse esforço fez com que um ponto do pé se rompesse. Ela sentiu e fez uma careta, nem tanto pela dor e sim pela bronca que levaria. Bem, paciência! 

Assim que todos estavam devidamente confortáveis, ela adormeceu. A vida era boa!

3 comentários:

  1. awn. adoro essa história Milly ><
    eles são lindos juntos , o que será que vai acontecer quando Ed descobrir o segredo da Bella , ele vai querer matar o Demetri #fato
    ( bem feito ) .

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  2. Milly to a cada capitulo mais encantada com a historia, amo esse casalzinho e a nossa princesinha soffie, acho que quando o ed descobrir todo o sofrimento que o demetri infrigiu a sua amada ele irá se arrepender amargamente de ter nascido, adorei o que o ed e a bela fizeram pela mauda e pelo tomaz, isso mostra o quanto eles são solidarios ao sofrimento alheio. bjs

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  3. Que capitulo lindo,bella e edward,são perfeitos e bons também,adorei

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