terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma Chance Para o Amor: Capítulo 8




CAPÍTULO 08 





Em toda a sua vida, Bella nunca tinha se sentido assim, tão... Viva. Edward estava transformando seu mundo, literalmente virando-o do avesso. Ele estava amando-a com a boca e com os dedos e Bella se sentiu flutuar, quando seu orgasmo bateu forte e poderoso sobre ela. Bella mordeu os lábios para não gritar e sentiu gosto de sangue. Edward se ergueu e, sem avisar nada, a penetrou de uma só vez. Doeu, mas a dor foi substituída pelo prazer de senti-lo dentro de si, tão completamente enterrado, que parecia que tinham se fundido e se tornado um só. 

_Você cortou o lábio neném. 

Ele disse, enquanto abria a boca e lambia o sangue que escorreu do corte, de uma maneira tão sexy, que fez com que uma descarga de mil volts passasse pelo seu corpo, pela espinha, até se alojar no seu sexo já tão dolorido de necessidade. 

_Por favor, Edward. Se... Mexe. 

Ele riu do desespero dela e começou a se movimentar devagar, mas Bella não queria devagar, não queria delicadeza, queria força, velocidade. Enlaçou as pernas nos quadris dele e seus calcanhares se fincaram nas nádegas dele e o puxaram para cima dela. Ele entendeu o pedido, só que fez do jeito dele e não do seu. Tirou as pernas dela dos seus quadris e as abriu totalmente. Em seguida, se abaixou e mordeu seu clitóris e o chupou lentamente. Depois, se ergueu e entrou nela de uma vez e começou a entrar e sair dela. Os movimentos se aceleraram e Bella foi lançada nas alturas do prazer. Seu clímax foi poderoso. O dele não ficou atrás. Edward a mordeu, ela o mordeu, ambos se esforçando para não acordar a filha. Edward se ergueu e a pegou no colo. Bella estava lânguida. 

_Aonde vamos? 

_Para o banho e depois almoçar. Preciso de comida de verdade ou eu vou morrer de fraqueza. Você, neném, tem o poder de drenar toda a minha energia. 

Ele falou e lhe deu um beijo, que acendeu tudo nela novamente e ele não ficou atrás. Não conhecia um homem que se recuperasse tão depressa como Edward e nem queria conhecer. O sexo no chuveiro foi tão intenso e desesperado quanto foi na cozinha. Edward desceu de toalha e foi catar as roupas de ambos que estavam espalhadas. Ele voltou e se vestiu. Bella também se vestiu, só que foi com a farda. Já eram quatro horas e Bella pegava às cinco, tinha pouco tempo. Almoçaram e Bella nem se quer se preocupou em perguntar se estava bom. Ele estava rosnando a cada garfada que dava. Era impressionante como a comida sai boa quando se tem tudo o que se precisa bem à mão. 

Terminaram e Edward limpou a mesa, enquanto Bella lavava os pratos. Ele se aproximou com um pano e começou a enxugar a louça. 

_Tenho que acordar Nessie ou chegaremos atrasadas. 

Bella falou, enquanto secava as mãos e tirava o avental para pendurá-lo no gancho do lado da pia. 

_Deixe ela comigo. Pegue o carro e vá, eu fico tomando conta dela. Ela está cansada, foi um dia bem agitado para ela. 

Bella sorriu se aproximou, lhe rodeando o pescoço com os braços. 

_Foi um dia agitado para todos nós. Edward... Obrigada por tudo que está fazendo por nós. 

Ele a segurou pela cintura e lhe deu um beijo. 

_Se refere a quê? 

_A tudo. Companhia , cuidado, carinho, comida, atenção... Sexo. Tudo. 

_Não precisa me agradece por coisas que deveriam sempre existir em uma família, querida. 

_Mas eu agradeço. Agradeço a Deus, por Ele ter colocado você no nosso caminho. Agradeço por você nos querer e... 

Ele colocou os dedos sobre os lábios dela. 

_Quem tem que agradecer sou eu, docinho. Vocês são tudo o que eu sempre desejei. 

_Que tal se ambos fossêmos gratos a Deus e a um ao outro? 

_Perfeito. Agora vá para o trabalho ou eu ligarei para Sue e informarei que você está de cama e não vai poder trabalhar hoje. 

_Mas eu estou bem. 

_Não depois que a levar lá para cima. 

Eles se beijaram e se encaminharam para a porta. Ele a levou até o carro, abriu a porta, a ajudou a subir e colocou o cinto nela, roçando propositalmente seu seio direito. Bella estremeceu. Ele sorriu descaradamente e lhe deu um beijo molhado e sensual, bem na hora em que a dona Marshall saia com seu cachorro. Ela parou na escada e se esticou toda para ver os dois. Bella se foi e Edward entrou, cumprimentando a velha fofoqueira, de acordo com o que a Bella tinha lhe dito. 

Edward foi até à sua casa, pegou uns papéis da empresa e sentou na mesa da cozinha de Bella para estudá-los. Às sete da noite, Nessie desceu as escadas, coçando os olhos. Entrou na cozinha e se dirigiu direto para ele, que sorriu e colocou-a no colo. 

_Papai, cadê a mamãe? 

_Ela está no trabalho, princesa. Está com fome? 

Ela assentiu e se encostou no peito dele. Ele ficou alisando suas orelhas e estudando os papéis, até que o estômago de Nessie roncou alto, lhe tirando a concentração. Nessie riu do susto que ele tomou. 

“Muito bem, imbecil. Mate sua filha de fome. Sua mulher vai amar saber disso.” 

Edward se ergueu e colocou Nessie em cima da pia, preparou o prato dela e colocou no micro-ondas. Alguns minutos depois, sua pequena estava comendo com vontade e ele estava com cara de besta, olhando para ela hipnotizado. 



_Papai, o senhor comeu? 

_Sim 

_A mamãe cozinha bem, né? 

_É, ela cozinha muito bem. 

_Faz tempo que eu não comia uma comida tão gostosa. A mamãe sempre cozinhou bem, mas quando tem muita coisa ela faz... Como é que a tia Lice diz... - ela ficou batendo o dedo no queixo. _Ah sim! Ela faz obras primas. 

_ Docinho, aonde a mamãe guarda as contas a pagar? 

_Na biblioteca, na escrivaninha. Por quê? 

_Por que eu quero pagar elas, docinho. Vou amanhã pagar algumas minhas e aproveito e pago as da mamãe também. 

_Tá bom. 

Nessie falou com a boca cheia de comida. 

Ele sorriu e se dirigiu para a biblioteca e encontrou com facilidade as contas. Eram muitas. Água, Energia, gás, farmácia. Pelo menos três de cada. Era um milagre que não tivessem cortado tudo e elas estivessem no escuro, sem água, sem gás para cozinhar e, se qualquer uma das duas adoecesse, não poderia comprar nem uma aspirina. Edward achou as cobranças do banco. Bella estava no vermelho faz tempo. E devia no mínimo uns dois mil dólares a um ano. Ele leu alguns papéis e descobriu que o pai dela tinha sofrido um acidente há três anos e estava no hospital em coma e, mesmo sendo um hospital público, ela tinha gastos com ele e a dívida no banco foi um empréstimo que fez para as cirurgias que seu pai precisou. Ela colocou a casa como garantia e pagava trezentos dólares por mês ao banco. Já tinha pago grande parte, mas esses dois mil estava difícil de pagar e o banco estava ameaçando lhe tirar a casa. Se Bella não pagasse até o final do mês, eles tomariam a casa. 

Edward pegou todos os papéis e contas e tudo o que conseguiu pôr a mão, achou uma pasta na gaveta e colocou tudo dentro. Seu celular tocou na sala e ele se dirigiu para lá. Nessie tinha atendido e ele ficou encostado no umbral da porta, escutando ela falar com Jasper. 

_ Alô? 

_Alô? Será que eu liguei errado? 

_Você quer falar com o papai? Eu sou a Nessie e esse é telefone do meu papai. 

_Qual o nome do seu pai, princesa? 



_Edward. Edward Cullen. Sabia que o papai está namorando com minha mamãe? E ele tá cuidando de mim, enquanto minha mamãe está trabalhando? 

_É mesmo? 

_É sim e você, quem é? 

Ela perguntou, enquanto se deitava no sofá de barriga para baixo e balançava os pés, bem tranquila e relaxada. Edward sorriu com a cena. 

_Eu sou o Jasper, o amigo e sócio desse safado que é seu pai. 

_Ah, coisa feia! Mamãe disse que é feio falar palavrão, ela até brigou com o papai porque ele disse um na minha frente! Não pode tio Jasper, é feio e mamãe disse que quem fala palavrão fica com a boca preta. O senhor está com a boca preta? 

_Não 

Jasper falou, rindo. Ele amou Nessie logo de cara ou melhor de voz. 

_Ah tá... E agora, já tá com a boca preta? 

_Porquê, você quer que eu fique com a boca preta? 

_Eu não quero tio Jass, mas é que mamãe falou e eu ainda não vi ninguém com a boca preta. Eu não fico, por que eu não chamo palavrão, mas o meu coleguinha da escola ele falou e a minha tia, ela lavou a boca dele com sabão! 

Nessie começou a rir e Jasper acompanhou. Depois de um bom tempo, ele resolveu trabalhar. 

_Princesa, chame o seu papai, sim? Eu preciso muito conversar com ele. 

_Tá titio Jass. Boa noite e beijo. 

_Boa noite princesa, beijo. 

Nessie correu com o telefone na mão e entrou na cozinha. 

_Papai, o tio Jass quer falar com o senhor. E ele disse um palavrão! 

Ela falou e colocou a mão na boca, querendo esconder o riso. Edward a pegou no braço e lhe deu um beijo na bochecha e foram para a sala. 

_Fale Jass. 

_Safado! Desde quando você tem mulher e filha? 

_Desde ontem e eu o aviso que, se voltar a chamar palavrão na frente da minha filha novamente, vou quebrar todos os seus dentes. 

Jasper soltou uma gargalhada e começaram a falar de negócios. 

Meia hora depois, Edward se dirigia para sua casa com Nessie no braço e uma pequena bolsa e a boneca que ele deu a ela no outro. Entraram e Edward se dirigiu para o quarto de hóspedes, que ficava ao lado do seu. Colocou as coisas dela lá e a ajudou a vestir a camisola e escovar os dentes. Desceram e foram para o escritório, onde Edward colocou um DVD para Nessie e a aconchegou em frente à lareira com cobertores e almofadões, que tinham lá no escritório. Ele preparou uma caneca de chocolate quente e ela bebeu tudo. Depois, Nessie ficou assistindo o desenho e chupando o dedo, agarrada a um paninho que, na verdade, era um coero rosa e branco. Tinha o nome dela bordado. Edward se dirigiu para a mesa do escritório, ligou o computador e começou uma vídeo conferência com Jasper. 

Duas horas depois, Nessie estava dormindo e ele já tinha resolvido tudo o que precisava. Olhou para sua garotinha, pegou o celular e tirou uma foto. Ficou observando ela e o sentimentom que já era conhecido, começou a crescer dentro dele. Deu saudade dos pais e pegou o telefone. Passou a hora seguinte conversando com a mãe e o pai. Assim que Carlisle se despediu, por que tinha plantão e começava à meia noite, ele ficou só com Esme no telefone. 

_Quem é ela, Edward? 

Esme era muito perceptiva. Tinha uma mente brilhante, um corpo ágil e um temperamento difícil quando o caso era o trabalho. Ela era capitã da Marinha dos Estados Unidos. Estava aposentada fazia seis anos, mas não deixava de trabalhar. Na verdade, era a Marinha que não a deixava em paz. 

_Não ela, mas elas. Bella e Nessie. 

_Quem são especificamente. 

_Isabella ou Bella é a mãe e Reneesme ou Nessie é a filha. Minha filha. 

_Desde quando? 

_Desde ontem. 

_Então é sério? 

_Sim. 

_Você tem fotos? 

_Tenho, espera. 

Edward buscou no celular e mandou as duas fotos. A de Bella, ele tinha tirado, enquanto ela estava distraída no mercado. A de Nessie, ele tirou agora, enquanto ela dormia. Selecionou e enviou. 

_São lindas, querido. 

_São sim. 

_Bella trabalha em quê? 

_Ela é garçonete. 

_E quem fica com Nessie? 

_Ela sempre leva, menos hoje. Eu pedi para ficar com ela. 

_Ela deve confiar muito em você, meu filho. 

_Sim, confia. 

_Quando você vai trazer minha neta e minha nora para nos visitar? 

_Assim que eu resolver algumas coisas por aqui. 

_Está bem então... Ô droga! Querido, tenho que desligar. Trabalho. 

_Tchau mãe. 

Edward desligou e olhou no relógio. Uma e meia da manhã. 

Ele levou Nessie para o quarto e a colocou na cama, cobrindo-a e deixando a luz do abajur acessa e a porta entre aberta. 

Edward estava descendo as escadas, quando ouviu o barulho de pneus freando na calçada. Se dirigiu para a porta. Assim que abriu, ele ficou hipnotizado com a visão. 

Bella estava vestida com um vestido branco de mangas longas e o comprimento chegava até o joelho. Ele se apertava em todo seu busto e se alargava da cintura para baixo. Ela estava descalça e os cabelos voavam com o vento. Uma miragem, sem dúvida. Uma visão para um náufrago. Um banquete para um homem faminto. Uma esperança para um coração endurecido. Ela era uma vida inteira de procura e um futuro cheio de promessas. 

Ela se aproximou e ele lhe rodeou a cintura. Esfregou o nariz no dela, beijou o queixo, a bochecha, o nariz e a boca. Ao término do beijo, ficaram com as testas coladas, os olhos jamais abandonando o contato. 

_Oi. 

Ele falou, com a voz rouca. 

_Oi 

Ela sussurrou. 

_Saudades. 

_Também. 

_Como foi o trabalho? 

_Foi bem, ganhei muitas gorjetas. 

_Que bom. 

_Por que não estão na nossa casa? 

_Estamos na nossa casa. Só que a do outro lado. 

Ela riu e concordou, com um pequeno assentimento de cabeça. 

_Precisei trabalhar hoje e trouxe Nessie comigo, espero que você passe a noite aqui. Na nossa casa, na nossa cama. 

_Sim. 

Foi o que ela respondeu. Uma beijo foi trocado, antes dele a pegar nos braços e entrarem na casa, fecharem a porta e se entregarem um ao outro na sala de estar, porque a ânsia de estarem conectados era forte demais, a necessidade era grande demais. Dormiram nos braços um do outro no quarto deles, na cama deles, na casa deles.

6 comentários:

  1. Nessie é uma fofa, amei a conversa dela com Jasper e sabendo da história cruel de vida dele fico imaginando o quanto isso pode tê-lo tocado.

    Beijos.

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  2. eu sou apaixonada pela nessie,ela é uma fofa,beijos

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  3. Amei essa Nessie e apaixonante a conversa dela com o Jasper foi tão fofa

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  4. Essa Nessie é demais !!!!! Que garotinha mais espertqa e encantadora ela é !!!!! kkkkk

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