CAPÍTULO 23
_Já pensou quando ela estiver correndo por aí? É sério neném, eu vou ser o pai mais babão de todos os tempos, eu tenho certeza.
_Eu sei que vai. Agora, pegue aquele rolo de lã para mim, sim?
_Ok.
Eles estavam na varanda dos fundos, Bella com vários rolos de lã de vários tons de rosa e ele sentado no chão perto dela com as mãos erguidas, enquanto ela o usava de suporte para os fios de lã. Ele não poderia se importar menos. Ele puxou, com os dedos dos pés, o rolo que tinha rolado fora do alcance dela. Ela se abaixou com cuidado e pegou, sorrindo para ele. Hoje completavam oito meses de gravidez. Ele estava em êxtase, um mês, apenas um mês para que sua mulher desse a luz. Os papéis do casamento estavam correndo bem e eles iriam se casar quando sua pequena Mollie nascesse. Ele estava ansioso por isso. Pelo nascimento e pelo casamento. Ela usava uma aliança no dedo anelar esquerdo e ele também. Para quê usar na mão direita? Eles já se consideravam casados, os papeis eram mera formalidade para ambos, mas queriam que sua filha crescesse em um casamento de verdade.
_Eu acho que vamos ter que encomendar comida, Ed. Não me senti bem para cozinhar hoje. Perdão.
_Tudo bem amor, vamos para casa de mamãe e almoçamos lá.
_Não Ed, eu fico com vergonha.
_Amor, hoje é sábado minhas irmãs vão almoçar lá e mamãe está com saudades de você. Faz oito dias que ela não nos vê.
_Isso por que você me carregou para a base.
_Se eu vou trabalhar, você vai comigo, não vou deixar você aqui.
_James me vigiaria.
_Prefiro você do meu lado. É mais seguro.
_Tão protetor...
Ela falou e lhe brindou com um sorriso lindo. Ele nunca se acostumaria com a reação do seu coração aos seus sorrisos.
A casa dos seus pais não era nos limites da cidade. Eles levaram quinze minutos para chegarem lá e, do jardim, escutaram chorinhos de bebês. Entraram e sorriram com a cena. Emmett, com o pequeno Ryan nos braços, tentava dar a mamadeira, mas seu filho estava chorando com os olhinhos cheios d’água. Não só ele, mas o papai Emm também estava chorando. Garrett, com as gêmeas em cada braço, tentava acalmá-las. Não tinha sinal de suas mulheres e Bella resolveu entrar em ação. Correu para o Garrett, já que o desespero era duplo, e pegou uma e depois a outra e as colocou no carrinho. Colocou a chupeta na boca delas e empurrou o carrinho para frente e para trás. Correu para o Emmett e pegou Ryan nos braços, sentou na poltrona e acomodou o pequeno com cuidado no colo, já que seu pai queria quebrar sua coluna pelo jeito que segurava ele. Ela deu a mamadeira. Rose tinha muito leite e ela sempre tirava e colocava em uma mamadeira para casos como esse. Tudo ficou tranqüilo com Bella dando a mamadeira ao Ryan e balançando o carrinho das gêmeas para frente e para trás. Os dois homens caíram sentados, com as mãos nos cabelos, tremendo e com os olhos cheios de lágrimas.
_Por Deus, como é que a Rafa agüenta? Eu estou com elas a uma hora e estou pedido o pinico já.
_E eu? O Ryan não parou de chorar desde que a Rose saiu.
_Onde elas foram e Esme e Alice?
_A Rose foi com a Rafa na ginecologista e a Esme e a Alice estão nas compras, só o Carl estava aqui quando nós chegamos.
_Certo. Emmett, cadê o carrinho de Ryan?
_Aqui.
Assim que Bella colocou o pequeno no carinho e se sentou ao lado de Edward, a porta da frente se abriu e todas as mulheres entraram de uma vez, rindo e brincando com sacolas de compras nas mãos e sorrisos deslumbrantes nos rostos.
_Como foram sem as mamães?
_Ótimo.
_Sem problema.
_Melhor impossível.
_Tudo na mais perfeita paz.
_Bella cuidou de tudo, seus maridos estavam chorando mais que as crianças quando chegamos e minha mulher resolveu tudinho.
Edward falou sorrindo e ignorando as carrancas dos dois a sua frente.
_O quê? É a verdade! – ele se defendeu e as mulheres reviraram os olhos.
_Ok rapazes estamos aqui. Vamos todas para a mesa, que o almoço vai ser servido.
Esme falou, indo para cozinha com Edward nos seus calcanhares. Ele a abraçou apertado pela cintura, dando um beijo no pescoço dela antes de roubar uma maçã, ela sorriu e tomou a fruta de sua mão, sendo presenteada com um bico muito lindo de seu filhote.
_Vai tirar sua fome.
_Não vai não mamãe.
_Vai sim, sentiu saudade meu filho?
_Muita, para onde a senhora foi? Cheguei e não havia nem rastro.
_Comprar a sobremesa, vamos almoçar. – Esme falou sorrindo do jeito manhoso dele. Edward seria sua eterna criança, ele e as meninas.
_Sim senhora.
Tudo correu bem. Bella estava feliz de ver que as coisas tinham acertado com Garrett e Rafa, suas filhas eram lindas. Charlotte e Chantell eram as meninas mais lindas que Bella já tinha visto e eram muito mimadas e amadas pelos pais. Só tinham um mês, mas já eram bem espertinhas. Rafa, que um dia disse que não saberia como cuidar de filhos e que preferiria um menino, por ser mais fácil de arrumar e essas coisas, se mostrava uma mãezona. Garrett era todo babão em cima delas, qualquer choro, fungada, suspiro mais alto, ele corria para cima. Muitas vezes nesse mês, Rafa acordou sozinha na cama e quando foi ao quarto delas, o viu dormindo sentado na cadeira com uma de cada lado do braço. Ele amava suas filhas e sua mulher.
Depois do jantar, eles se despediram e foram cada um para sua casa. Bella e Edward fizeram seu caminho abraçados para as escadas, em direção ao seu quarto. Fizeram sua higiene e foram pra cama. Estavam deitados confortavelmente de ladinho, que era a única posição em que podiam ficar agora.
_Já disse que te amo hoje? – ele falou, esfregando seus lábios no cabelo dela. Sentiu que ela sorria de encontro ao seu braço e a abraçou mais apertado.
_Já, umas vinte vezes, mas... Eu não me importaria de ouvir mais umas cem vezes antes de pegar no sono.
_Cem vezes, é?
_É.
_Certo, lá vamos nós então... Eu te amo tanto que chega a assustar, você é o meu primeiro pensamento quando acordo e o meu último quando me deito. Me perco nas horas só lembrando do seu rosto, do seu sorriso...
Ele lhe beijou atrás da orelha, sussurrando e fazendo com que ela se arrepiasse toda e gargalhasse quando ele fez cócegas nas suas costelas.
_Amo esse sorriso, Bella. Cada palavra dita, cada sentimento expressado são verdadeiros.
_Eu sei, eu te amo muito também, chega a doer, sabia?
_Sabia, por que o meu amor por você, ou melhor vocês é assim também.
_Você ainda não começou a contar os “eu te amo”. Tem que ser cem, lembra-se?
Ele sorriu de encontro ao seu pescoço e começou a contar e dar beijos delicados no local, no seu cabelo, alisar os seus braços preguiçosamente. A noite seria longa...
*********
15 dias depois...
Bella acordou cedo e, como de costume, fez sua higiene. Vestiu uma de suas batas confortáveis e desceu as escadas para preparar o café da manhã. Abriu a geladeira e não viu o leite. Fez uma careta por que estava frio e não queria sair de casa, mas Edward tomava dois copos de leite toda manhã e ele estava dormindo tão bonitinho que ela não teve coragem de acordá-lo e mandá-lo para a padaria. Fez sua lista mental de tudo que precisava, pegou suas chaves. Sim, ele tinha lhe dado um carro e com o dinheiro dele, o dela eles tinham decidido que ficaria para os fundos da faculdade das crianças, que seriam quatro. Mollie, Julia, Matthew, Johnathan, seriam os nomes deles, se Deus os abençoasse com dois meninos e duas meninas, o que Edward estava certo de que seria. Ela, no entanto, preferia confiar no Senhor e deixar que Ele escolhesse seus bebês.
Todo momento em que estava no Walmart, Bella se sentiu ser observada. Ela procurou pelo canto do olho e, tirando James que estava a dois metros dela, lendo atentamente o rótulo de uma caixa de absorventes internos, como se fosse um problema matemático de vida ou morte, ela estava relativamente sozinha no supermercado. Resolveu ir na seção de frutas, precisava de maçãs e morangos.
_Olá Bella.
Uma voz lhe falou ao pé do ouvido, fazendo-a se arrepiar toda. Conhecia aquela voz e, apesar de não ter ouvido-a muito freqüentemente quando estava na base, sabia de quem era. Virou-se e ficou cara a cara com Greg. Estava diferente, cabelo louro claro, quase branco, estava de óculos de grau e barrigudo, mas era ele. Com certeza era ele.
_Seu marido manda um olá...
Ele falou em seu ouvido e ela não pode se mexer do lugar, suas pernas eram chumbo puro, prendendo-a no lugar, sem dar escapatória para a fuga.
Ele lhe sorriu e lambeu a sua bochecha.
_Humm... Você tem um gosto muito bom...
Ela saiu do estupor e lhe deu um empurrão no estômago, fazendo suas mãos afundarem nele e ela soube que a barriga enorme era enchimento.
Greg se afastou calmamente com as mãos nos bolsos e sorrindo para ela com diversão. Perversa diversão era o que preenchia seus olhos e isso lhe causou um calafrio na espinha. Ela voltou para a seção em que James estava e não o encontrou, levou suas compras para o caixa de forma mecânica. James chegou, respirando fundo, acalmando seus nervos abalados. Os dela não estavam em estado melhor.
_Pelo amor de Deus! Por que saiu de perto de mim? A onde raios você estava Bella?
_Frutas. – ela respondeu erguendo as sacolas. Entregou ao caixa do estabelecimento, pagou e saiu deixando que James trouxesse os pacotes.
_Você está bem? – seu amigo perguntou quando se acomodaram no veículo e ele o pôs em movimento.
_Sim.
_Está com dor?
_Não.
_Preocupada com algo?
_Talvez.
_Você pode, por favor, deixar de ser taciturna e responder as merdas de minhas perguntas?
Ela o olhou dentro dos olhos com uma calma de gelar o sangue. A pergunta que se seguiu o fez gelar o sangue.
_Caius está vivo, não está?
_Bella...
_Greg estava aqui no Walmart. Caius me mandou lembranças através dele. Não... Não minta para mim. Eu preciso saber Jamie.
_Sim... Ele está vivo.
Ela assentiu e olhou para fora da janela. Tinha começado a chover. Chegaram em casa e, antes mesmo dele parar o carro, ela saltou fora, escorregando e quase caindo, se segurou na porta do veiculo e James correu para ela, a ajudando.
_Solte-me! – ela gritou alto, se desvencilhando dele e andando para a parte de trás da casa.
James recolheu as sacolas e, antes de entrar, Edward saiu apressado de encontro a Bella. Ele segurou o braço do seu amigo superior.
_Deixe ela um pouco só.
_O que ouve? Eu escutei ela gritar.
_Greg. Ela descobriu que Caius está vivo. Ele mandou um recado para ela.
Edward tremeu visivelmente. Olhou para os fundos da casa e para céu, onde desabava uma tempestade agora.
_Que recado?
_Ela não me disse Ed.
_Dê-me... Dê-me as sacolas e vá para sua casa... Eu...
_Sim, eu sei.
James deu um tapinha nas suas costas e saiu.
Edward fechou a porta, seguiu para a cozinha, colocou as compras no balcão e foi para o quintal junto dela. Ele a abraçou e ela se deixou confortar. A chuva batia nos dois como um açoite e ele temeu por ela e pelo bebê. A pegou no colo e ela não rejeitou o amparo. Eles entraram e ele os levou para o banheiro. Se despiu e despiu ela, entrando os dois no chuveiro. A água quente era um alívio mais que bem vindo para o frio. Ele os enxugou e a vestiu, colocando-a na cama e indo pegar alguma coisa para ela comer. Ela não tocou na comida. Não dormiu, não bebeu, não falou, não fez nada, exceto ficar em posição fetal e chorar. Seu pranto era silencioso e a sacudia fortemente. Na tarde do segundo dia depois de ter passado a noite em claro, velando por seu choro, ele chamou Rafaela. Eram amigas e ela saberia ajudá-lo. Rafa chegou e ficou com ela no quarto a tarde toda. Quando foi embora, ela estava com os olhos inchados de tanto chorar. Anjo tinha vindo e feito uma sopa. Esme veio e cuidou da casa. Rosalie e Alice vieram e ficaram um pouco com ela, depois que Rafa se foi. Ele conversou com Rafa e ela disse que Bella não quis falar nada, só chorava e orava. Pedia forças para fazer o que tivesse que ser feito para proteger ele e sua filhinha que ainda nem tinha nascido, pedia perdão pelo pecado que cometeria propositalmente.
As palavras deixaram um arrepio constante na sua espinha. Ele chamou a médica dela. A doutora Sany Beatriz estava preocupada e deu a ela algum medicamento que a fez dormir. Mandou que verificasse ela sempre, a gestação estava na reta final e o susto que ela teve poderia acelerar o processo. Quando todos se foram e depois que ele a checou mais uma vez, Edward fechou as portas, ligou o alarme e desceu para o porão, deixando a porta de aço aberta. Sentou na cadeira e gastou as próximas cinco horas vasculhando cada buraco de rato que existia em Forks, Port Angels e Seattle. Nada do desgraçado! Ele invadiu os circuitos de câmeras de todo e qualquer estabecimento e de todos os sinais de trânsitos que existia, infringindo assim todas as leis feitas e conhecidas pelo homem e umas centenas desconhecidas também, o safado tinha que estar em algum lugar. Ele estava tão absorto que não ouviu ela se aproximar. Só a sentiu de verdade quando ela lhe beijou a cabeça, lhe abraçando pelo pescoço. Ele a puxou para o seu colo, lhe beijando calmamente. Precisava senti-la, saber que estva inteira, por que a notícia de que o feto do demônio lhe mandou um recado por sua cria demoníaca foi o suficiente para assustar o inferno dentro dele.
_Ele me mandou um olá.
_Neném...
_Ele está perto, Ed. Eu sei, eu sinto nos meus ossos e eu estou com medo.
_Eu estou aqui querida, sempre estarei aqui.
_Quero matá-lo.
_Não, você não vai. Eu vou, você vai ficar aqui em casa e cuidar de nossa princesa e não vai sujar suas mãos de forma alguma.
_Ele me quer de volta.
_Ele não terá o que nunca foi dele.
_Ele matará você.
_Não matará. Venha, o reverendo John disse que, se precisássemos, Ele nos ajudaria.
_Você quer orar agora? – ela perguntou, alisando os seus cabelos bagunçados e ele amou a sensação dos dedos dela em sua cabeça.
_De nós dois, você é a única que acredita que a oração tem força.
_Deus escuta nossas orações, meu querido, e sempre responde do melhor jeito que existe.
_E que jeito é esse?
_Do jeito Dele.
**********
_Bella, dê-me isso! –James gritou, aterrorizado com a atitude dela. Edward entrou na sala vendo os dois cara a cara em uma disputa silenciosa. Seu amigo estava com uma mão estendida e sua mulher negava-lhe algo.
_O que está acontendoo aqui?
_Cuidado - James advertiu Edward. _ *Annie Oakley às nove horas. Com certeza é uma embalagem um pouco quente.
*Annie Oakley: foi uma artista do famoso show do Oeste Selvagem de Buffalo Bill. No seu show, ela mostrava a sua destreza com as armas. Ela usava um rifle calibre 22. Sua vida e as lendas ao seu respeito foram objetos de filmes, musicais e séries de TV.
_O quê?
Edward disse, virando em sua direção. Bella o enfrentou de cabeça erguida.
_Você está louca?! – ele vociferou, mas ela não se mexeu da posição em que estava.
_Se ele acha que vai colocar as mãos em mim, que pense novamente… Ele não vai me pegar.
_Claro que não vai pegá-la, por que eu estarei aqui!!! Agora me dê essa maldita arma!
_Não! Eu ficarei com ela. Ele está vivo, eu sei, não adianta você mentir para mim Edward.
_Eu não menti para você Bella, eu lhe disse que ele está vivo!!!
_Mas nunca me disse que estava vagando entre Seattle, Port Angeles e Forks.- ela falou nervosa.
_Vai andar por aí com uma arma, enquanto está esperando minha filha? Está louca?!!!
_Ed...
_Não!
_Edward me escute...
_Não Isabella! Eu disse não!!! Você não vai e ponto. Eu estou encerando essa discussão.
_Ed...
_Eu. Disse. Que. Estou. Encerrando. Essa. Discussção. PONTO!!!
_Você não entende...
_Você orou a Deus, não foi? Constantemente, eu sei. Durante todo o tempo que estamos juntos, eu vi você se ajoelhar e falar com Deus, pedir por mim, por nós. Quem de nós dois tem mais fé, hã? Eu sei que você tem fé. Confie Nele, Bella e deixe o resto comigo.
Ela abaixou a cabeça e ele foi ao seu encontro, lhe abraçando e lhe tirando a arma das mãos.
_Por favor, neném, eu preciso de você bem. Preciso de você calma para que eu fique calmo também. Deixe tudo por minha conta.
_Deixarei nas mãos de Deus então.
_Sim, nas mãos Dele é o melhor lugar para depositar nossos problemas, foi você mesma quem me falou. Não perca a fé agora está bem?
_Está... Amo você.
_E eu a você.
**********
Os dias se passaram relativamente calmos. A segurança tinha sido redobrada e Edward trabalhava em casa agora. James, Laurent, Félix e Demetri moravam com eles, por assim dizer. Eles só iam para o apartamento deles dormir e alguns deles sempre ficavam de vigília ao redor da casa. Bella estava escolhendo feijão e vendo eles no jardim, conversando. Cada um tinha um lap top no colo e uma bebida do lado. Nada de cervejas ou bebidas fortes, apenas sucos. Ela retornou o sorriso que ele lhe deu. Voltou a escolher o feijão, quando sentiu uma pontada nas costas. Passou a mão na testa que tinha se enchido de suor na mesma hora. Fez uma careta e ele viu, ficou branco, largou o computador e correu, pulando os degraus de uma só vez. Abriu a porta com força, fazendo-a ricochetear na parede.
_Neném, você está bem amor?
_Eu... Acho que a... A nossa princesinha está chegando... Querido...
Ela falava e se contorcia com mais uma pontada de dor e ele não soube o que fazer.
_O que eu faço agora?
_Me leva para o hospital?
_Sim… Sim o hospital é uma boa escolha, você é ato inteligente meu amor, tão mais inteligente do que eu, sempre pensa melhor nas situações mais difíceis. Respire fundo, isso respire e inspire, assim mesmo, ótimo...
_Ed...
_Sim?
_O hospital...
_Ah é!!!!
*********
_Eu quero entrar lá! É minha mulher que está lá!! Por que eu não posso estar com ela?
Ele choramingou do lado de fora da sala de parto. Quando ela gemeu lá dentro, ele se encolheu aqui fora e Esme lhe abraçou o consolando.
_É por isso que você não pode entrar. Deixaria ela mais nervosa. Não percebe que ela não esta gritando, como uma boa mulher que está se sentindo partir ao meio deveria gritar, por sua causa, meu filho?
_Por mim?
_Claro! A cada gemido, você se retorce aqui fora! Se ela gritasse como eu sei que ela quer, você já teria desmaiado.
Ele olhou para a porta da sala a qual sua mulher estava lutando para trazer sua filha ao mundo e se agoniou. Se soltou de sua mãe e começou a fazer como todo futuro pai. Fez e refez seu caminho pelo corredor comprido e entediantemente branco. Estava para fazer um buraco no chão, quando ouviu o chorinho de sua bebê. Sua filhinha tinha nascido... E gritava como uma desvalida. Era fome, tinha certeza... Ou seria dor? Será que a deixaram cair quando ela saiu? Oh meu Deus! Por favor, por favor, que tudo esteja bem. Bella! Meu Deus, por favor que ela viva, por favor, por favor...
Após alguns minutos, que pra ele foram anos, a porta se abriu e a enfermeira trouxe embrulhada, em um pacotinho rosa claro, sua filha. Edward a pegou com as mãos trementes e teve que se sentar no chão. Sua mãe ficou ao seu lado. Seus amigos e irmãs, cunhados todos ficaram ao redor deles, babando sua filhinha. Linda, perfeita. Ela tinha um tufo de cabelos de cor esquisita, nem era da sua cor, nem da de Bella, era uma mistura... Um castanho acobreado. Se não mudasse a cor, seria lindo como a dona. Ela abriu os olhos e ele se derreteu. Eram da cor dos de Bella. A boca era dela, mas o nariz era dele, as bochechas eram dela também, assim como o queixo... Os dedinhos eram os dele. Ela seria grande. Era linda... Ele se viu apaixonado pela segunda vez na sua vida. E esse amor era esmagador, maravilhoso, impossível de se nomear, de dar algum tamanho, alguma dimensão.
_Mollie Swan Cullen. Bem vinda à família, minha filha.
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N/B: OMG, OMG, OMG... que capítulo!!!!!!! Demais! Ok, vamos por partes.
Foi linda, mais uma vez, a declaração de amor que o Ed fez pra Bella! Esse homem é TUDOO e tem tudo o que uma mulher procura,: carinhoso, romântico e apaixonado; protector e firme; selvagem quando tem que ser, ui, ui, tudoooo!!
Garret e Emmet com os bebês foi hilário,kkkkkk!! E ainda a cara de pau de dizer que ficou tudo na santa paz quando as meninas estavam fora? Homens…
Agora, o filho da mãe, feto do demônio como a Milly disse, resolveu sair das profundezas do inferno pra importunar o nosso casal! Coitada da Bella. Esse desgraçado não lhe dá paz!
Mas é como a Milly disse, e amei a mensagem que ela quis transmitir com esse capítulo. É preciso orar bastante, acreditar em Deus, que Ele sempre dá um jeito, sempre nos ampara. O importante é manter a fé, sempre!
E o nascimento da nossa Mollie!! Foi lindo!
Perfeito e emocionante esse capítulo meu amor!
ResponderExcluirBeijos.
apesar de todos os problemas, o final foi perfeito e emocionante.
ResponderExcluiramei
ResponderExcluirGente eu não consegui ler...só aparece umas letras em preto no inicio e depois não aparece nada...ai no final da página aparece "o nascimento da nossa Molly foi lindo". Tem como consertar?
ResponderExcluiroooooooooooooooooh
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