sábado, 4 de maio de 2013

Segredos de Amor: Capítulos 14 e 15





CAPÍTULO 14 



_ Vamos neném, colabore, sim? 



Edward falou para ela, enquanto tomava seu café e observava ela se arrumar para sair. Sair para o trabalho. O fodido trabalho das faxinas. Ela era teimosa. 



_Edward, eu não posso deixar Erik na mão, eu já me comprometi de ir lá hoje, podemos ir depois do meu trabalho. Antes não. 



_Se demorarmos, Caius pode aparecer aqui e nos encher de bala. E eu não quero te ver parecendo uma peneira, Isabella! 



_Ele não vai aparecer Ed, ele está na Rússia. 



Ela disse tranquila e ele mordeu a língua para não dizer nada a ela. Ela já estava nervosa demais. 



_Está bem, mas só essa faxina e depois vamos para a base. Enquanto você estiver na casa do sujeitinho, eu vou ficar no carro esperando. Quando sair, voltamos aqui e fazemos as malas e vamos para a base e eu não aceito um não como resposta Isabella. 

_Você está me escondendo alguma coisa, eu sinto isso. 



Ele ficou calado e ela suspirou chateada. Ele não falaria nada, nem sob tortura. 



_Eu vou trabalhar e você vai ficar aqui, não quero que meus clientes pensem que você foi lá para executá-los. Você faz uma cara tão feia quando olha para eles que é até capaz de morrerem de susto ou medo da surra que levarão se olharem para mim por mais de um segundo. 



_Eu não tenho culpa se eles se assustam. Só ajo como convém. 



Ele falou dando de ombros e ela revirou os olhos. Terminou de se perfumar e colocou os brincos de pérolas pequeninas que ele tinha lhe dado. Estava vestida para fazer com que ele tivesse um infarto, ou provavelmente seus clientes uma morte precoce se a olhassem com lascívia. Ela não mais usava os velhos e largos moletons e nem as calças folgadas. Estava vestida com uma calça apertada e uma blusa de mangas comprida, mas um pouco fina para o seu gosto. Ela não era tão comprida e quando ela erguia os braços sua barriga ficava à mostra. Ele chiou os dentes em pensar nos fodidos filhos da puta que a comeriam com os olhos. Forks teria uma epidemia de cegos se ele se irritasse . E ele estava deveras irritado. 





_Já vou, se comporte na minha ausência, sim? 



_Claro... 



Ela saiu e ele ficou olhando ela entrar no SUV que ele tinha buscado na casa deles logo cedo. Vê-la sair pela porta sem que ele estivesse em seus calcanhares foi a coisa mais difícil que ele fez. Ele vagou pelo apartamento, estava um pouco tranquilo por que James estava seguindo-a, ele era sua sombra e ela nem ao menos tentaria se afastar dele. Edward esganaria o soldado se algo acontecesse a ela e James tinha amor por demais ao seu precioso couro para deixar que ela sumisse de suas vistas. Ela tinha resmungado, brigado, adulado e por fim disse um palavrão digno de um marujo das docas. Ele sorriu quando ela ficou vermelha de vergonha, mas não se desculpou. Ele não mudou de idéia e ela se conformou. Bella sabia que ele era um maníaco por segurança e, se tratando de sua família, então nem se fala. Caius estava aí fora, perto de mais deles para que Edward deixasse de ser cauteloso, ele seria um dominador e super protetor o quanto fosse necessário para tê-la em segurança e livrar seu precioso pescoço. Se fosse o caso dele a manter na cama, com as pernas abertas e ele firmemente enfiado até o fundo nela, ele faria isso. Não seria sacrifício nenhum para ele. 



Ele sorriu com esse pensamento. 



************* 

Bella entrou no carro e tomou um susto quando James entrou logo a trás. Ela fechou a cara para ele, mas o homem somente sorriu e se encostou no assento do carona, colocando as mãos atrás da cabeça e assobiando calmamente.



Ela suspirou chateada e ligou o carro. 



_Tem certeza de que não tem coisa melhor para fazer não, James? 

_Não senhora. 

_Você poderia dar uma volta pela cidade. 

_Sim senhora. 

_Você irá? – ela perguntou esperançosamente. 

_Não senhora. – ele respondeu sorridente. 

_Merda. – ela sussurrou e ele alargou mais o sorriso. 



Assim que Bella chegou à casa de Erik, James pulou do carro, travando as portas e deixando-a presa dentro do veículo. Ele olhou a área, observou cada canto e cada pedaço de mato que ele viu foi minuciosamente vasculhado. Só quando ele decidiu que não tinha perigo foi que ele a deixou sair do carro. Bella foi marchando até a porta da frente de Erik e tocou a campainha, enquanto resmungava da paranoia dos homens SEAL’s. 



Erik abriu a porta com um sorrisão na cara, que se desvaneceu rapidamente quando ele viu James parado atrás de Bella com cara de poucos amigos. O homem parecia um pitbul, estava quase rosnando para ele e Erik achou melhor se afastar de Bella por precaução. 



_Eu estou de saída Bella... 

_Isabella para você. – James falou sério e Erik tremeu. Bella fechou a cara e ignorou o homem as suas costas. 

_Fique a vontade Erik, eu terminarei logo. 

_Ligue-me quando terminar a faxina, está bem? 

_Claro, eu... 

_Pode deixar senhor York, eu ligarei assim que Isabella terminar o serviço. – James falou e fez sinal com a cabeça para que Erik saísse da casa. 



Assim que a porta se fechou, Bella respirou fundo e se virou para James que estava sorrindo docemente. 



_Eu sei me defender James. Não preciso de um cão de guarda não. 

_Eu sei senhora, mais eu amo muito meu couro e meu... Minha vida amorosa para me privar dela assim. Edward disse que me castraria se eu deixasse algo acontecer com a senhora. Eu vou protegê-la com a minha vida se possível. 

_Por medo de ser castrado? 

_Porque eu gosto muito do Edward, Bella. Ele é o irmão que eu nunca tive, devo minha vida a ele. Faria qualquer coisa por ele. 

_Até matar? 

_Sou um SEAL Bella, matar está incluído no pacote. – ele disse e sorriu, em seguida sentou em uma cadeira e puxou uma faca de aspecto ameaçador, que mais parecia uma espada larga, e começou a afiá-la. 



Bella balançou a cabeça negativamente e começou com suas obrigações. 





************** 







Edward se preocupou em ligar para base e verificar se o rastreador tinha gravado a localização de Caius. Seu computador tinha linha direta com o da base e foi fácil averiguar. Sim, estava lá piscando a localização do desgraçado. Edward o pegaria e faria isso rápido e violentamente. Ligou para que Laurente viesse ao apartamento de Bella, pois estava por demais curioso sobre essa averiguação que o Laurente tinha feito no apartamento. Em meia hora ele estava lá. 

_Conte de novo, Laurente. Como você descobriu o chip de localização? 



_Eu estava fazendo a ronda e quando Bella saiu eu entrei, ouvi um zumbido, que para os civis não significa nada, é imperceptível, mas pra nós não e eu reconheço esse zumbido. Eu o procurei e estava na gaveta da roupa íntima dela. Eu achei que você tinha colocado lá. Para a observar, mas não é nenhum dos nossos. É Russo, eu sei por que já montei muito deles na minha fodida vida. 



Laurente era um renegado. Tinha abandonado Caius no dia da invasão a três anos e desde então ele se tornou um soldado de Edward, lhe devia a vida e fazia tudo por ele e Edward agradecia por que o cara era danado de bom com eletrônicos. 



_Deixe-me ver. 



Laurente mostrou o dispositivo e Edward pegou, o observando detalhadamente. 



_Impressões digitais? 

_Nenhuma. 

_Alguma falha que nos leve a quem colocou isso aqui? 

_Nada, eu mesmo o limpei, está perfeito e em ordem, não tem nada que nos leve ao culpado. 

_Certo, pelo menos Caius perdeu a localização dela, apesar de que não adiantava mais, ele já sabia. 



Laurent o olhou de olhos arregalados. 



_Como sabe? 



_Ele ligou para ela ontem, ele tem ligado para ela nos últimos quinze dias, eu rastreei a localização dele. 

_Interessante, e a onde o safado se esconde? 

_Em Seattle, meu amigo. Ele está nos nossos calcanhares. 

_Merda, temos que nos mexer Edward, ele está muito perto. 

_Iremos hoje para Base, minha família já está em segurança, foram ontem à noite. Eu já providenciei tudo, só falta ela. 

_E por que estamos falando aqui e não em um helicóptero em direção à base? 

_Porque ela está fazendo faxina! – Edward falou raivoso. 



Laurente riu. 



_Não consegue negar nada a ela, não é? 

_Não. Não consigo. – ele falou e suspirou. 

_Quem está com ela? 

_James. 

_Então ela está em boas mãos. 

_Eu sei. 







************ 



_James, você poderia por favor me ajudar aqui? 

_Claro, com o quê? 

_Com a geladeira, preciso afastá-la e ela é muito pesada. 

_Ok. 



Com James a ajudando ela terminou rapidamente, eles foram para casa e assim que ela desceu do SUV Edward a abraçou e a fez voltar para o veículo. Laurente entrou carregando duas malas e seguiram viajem. 



_Você poderia deixar que eu pelo menos tomasse banho, né Edward? 

_Não, você toma banho na base. 

_Estou cheirando a desinfetante. 

_Para mim está ótima, neném. Assim que chegarmos na base você toma banho. 

_Vamos pegar um avião? 

_Helicóptero. 

_Podemos pelo menos parar em Seattle para que eu pudesse me trocar, não? 



Os três a olharam como se ela tivesse dito que tinha acabado de matar alguém. 



_Não! – Edward gritou. 

_Porquê não? Eu não quero chegar na base toda suja. Quero um banho e roupas limpas e quero agora! 



Ela gritou e ele a olhou com os olhos arregalados, seus amigos estavam com um sorriso enorme na cara. Edward suspirou e assentiu. Quarenta minutos depois ela estava embaixo do chuveiro de um motel em Port Angeles, tomando seu tão sonhado banho. 

Bella ouviu a cortina deslizar para o lado e depois de volta para o mesmo lugar. Sentiu mãos quentes lhe rodearem a cintura e lhe puxarem de encontro a um peito forte. Edward lhe cheirou o pescoço e em seguida lambeu, dando um mordida que com toda certeza deixaria roxa a pele. Ela gemeu descaradamente. Ele sorriu e lhe suspendeu os braços, encostando ela na parede e fazendo ela empinar. 

_Segure-se na parede, neném. Vou meter forte em você. Estou com saudades. Muitas saudades... 



Ele soltou suas mãos e ela as colocou firmemente na parede e empinou mais para ele. 



_Relaxe neném. 



Ele falou em um tom calmo e sussurrado, mas Bella não deixou de enxergar a ordem por detrás do pedido. O caso era que como um Major, Edward estava acostumado a dar ordens e que lhe obedecessem imediatamente, com ela não era diferente e Bella se viu relaxando automaticamente para ele e seu membro enorme. 



_Assim amor, bem assim. 



Ele falava, enquanto metia dois dedos dentro dela e começava o vai e vem, enquanto a segurava com o outro braço e lhe beijava e lambia o pescoço. 



_Ed... 

_Estou aqui, amor... Tão quente... Você está queimando, neném e eu fico fodidamente feliz de que seja por mim, por minha causa. 

_Eu te amo Edward... 

_Eu também te amo, amor. 



Ele tirou seus dedos, substituindo por seu membro que entrou devagar, muito lentamente. Bella se sentia queimar. Sentia que não demoraria nada para chegar ao limite e gozar loucamente, como sempre fazia quando ele a tomava assim. A necessidade dele por ela era palpável. E envolvia como um cobertor. 

Os movimentos ficaram mais rápidos e intensos. Ele segurou seus cabelos, os enrolando na mão e a puxou mais para ele. As investidas ficaram cada vez mais fortes e os gemidos e os gritos de ambos também. Ele a segurava forte pela cintura, enquanto puxava seu cabelo e arremetia forte dentro dela. Bella olhou por cima do ombro e o observou com a cabeça jogada pra trás e a boca aberta em estado de êxtase completo. Essa visão foi o catalizador do seu orgasmo e ela gritou quando gozou forte e intenso, ele a acompanhou rapidamente. Ele sentou no chão do banheiro e a colocou no colo, a abraçando apertado. 



_Te amo Bella, como todas as minhas forças, com tudo o que há em mim. Eu te amo. 



Ela sorriu em seu peito e se aconchegou mais em seus braços.



_Também te amo, Edward. Para sempre. 



Se enxugaram, se vestiram e foram para base. Três horas depois, o helicóptero pousava na Base dos SEAL’s. Edward desceu e em seguida a tirou de dentro, conduzindo-a para o interior da base. 

Bella ficou de boca aberta, olhando como tudo era muito grande, e só tinha homens, homens grandes e fortes com armas e fardados, tinha homens treinando e outros gritando ordens a torto e a direito. E tinha homens a olhando, não, olhando não. A comendo com os olhos, ela se arrepiou toda. 

Edward a deixou sozinha por uns minutos, enquanto falava com um homem alto, mas de constituição física inferior a do seu namorado. Edward estava de costas para ela e não viu quando um homem se aproximou dela. Ele a olhou de cima a baixo e lhe sorriu lascivamente. Ele vestia calças e blusas pretas tinha um nome no crachá. Cadete estava escrito. Cadete Jerrys. 



_Olá querida? Como se chama? – ele perguntou, se aproximando dela. 



_Minha. Ela se chama minha. E se eu fosse você ficava BEM LONGE da minha mulher, Jerrys. Para o seu próprio bem. 

_Perdão Major, eu não sabia que era sua esposa, eu... 

_Duzentas voltas em torno do pátio e, quando terminar, me pague quinhentos. 



_Sim senhor. – Jerrys falou, visivelmente desgostoso com a ordem, mas se apressou a cumpri-la. 



O homem começou a correr e Edward a levou para dentro de um prédio enorme. 



_Ele te pediu dinheiro emprestado, foi?- ela perguntou andando ao lado dele. 



Edward sorriu e lhe abraçou protetoramente quando um grupo de marinheiros passava por eles. Quando viram a atitude do Major para com a mulher os homens abaixaram as cabeças e seguiram seu caminho. 



_Não carinho, eu o mandei me pagar quinhentos abdominais.

_Não é muito? 

_Não, isso é mole, mole. Para mim. 

_E para ele? 



Edward lhe sorriu malvadamente, mas não lhe respondeu. Nem precisava, pelo sorriso que ele lhe dedicou ela já sabia a resposta. 



Passaram por alguns corredores, entraram em uma sala ampla e bem iluminada. Na parede detrás da mesa do escritório tinha outra porta, Edward a conduziu para lá. Era um mine apartamento, tinha uma sala-cozinha, dividida por um balcão, uma porta que levava ao quarto, que continha uma cama e um closet pequeno, uma porta que levava ao banheiro, pequeno mas cômodo. Ela se virou para ele e sorriu. Ele retribuiu e lhe abraçou apertado. 



_Fique aqui e arrume nossas coisas. Preciso resolver alguns assuntos, não saia daqui, ok? Tem tv e internet, fique à-vontade, tem comida no freezer. Te amo, não demoro. 



Ele lhe beijou e saiu. Bella olhou em volta. James, que tinha descido primeiro, tinha pegado as bagagens e trazido para cá. Bella começou a arrumar tudo, terminou e começou a faxinar o local. Assim que terminou, ela tomou um banho e caiu na cama. Antes de fechar os olhos, ela observou que o ponteiro marcava onze horas na noite e nem sinal de Edward. Ela adormeceu. 





********** 



_Precisamos tirá-la daqui e levá-la a um lugar seguro. 

_Vá a merda, Garrett! Isabella não sai daqui, ela não ficará longe dos meus olhos, nem que eu tenha que te matar para isso! 

_Senhores, calma agora. 

_Calma um escambal, Kowalski! Não me venha com essa! Se fosse Alegra, o que você faria? 

_A mesma coisa que você, meu amigo. Eu não estou contra você, ninguém aqui na base está. 

_Quer dizer que lá fora estão? 

_O DEA quer ela, eles estão convencidos de que ela sabe bem mais do que realmente conta. 

_Ela não sabe de nada. E eles não vão colocar suas fodidas mãos em cima da minha mulher. Nunca! 



Edward falou e olhou para cada um na sala, lhes chamando para briga, caso fosse necesário. 



_Eu conversei com eles, Edward. Eles não acreditaram em mim. Porra, mais será que você não pode me dar um voto de confiança? 

_Você não me deu motivos para te dar esse voto, Garrett. 

_Eu errei, caramba! Eu sei que ela não tem culpa e não sabe de nada, fui eu quem os alertou, ok! Eu estava errado, eu briguei com a Rafa, porque achei que ela estava mentindo para mim pra proteger sua mulher! Eu me arrependo de tudo e estou até os cotovelos de problemas, tentando achar uma forma de salvar a pele de Isabella, tentando que eles não a peguem. 

_Eles não vão pegá-la e quanto às suas boas ações, engula-as. Espero que a Rafa lhe ponha um par de chifres. Vá a merda. Você não é confiável e eu não quero seu maldito traseiro perto da minha mulher. Eu estou falando sério, eu te darei um tiro no meio das pernas se se aproximar de Bella. 

_Edward, chega por hoje. Vá para o seu quarto, descanse. Você está esgotado, amanhã veremos como vamos agir. Uma coisa tenha certeza, sua mulher só sai daqui se você quiser. – Kowalski falou, colocando um mão no seu ombro. 

_Certo. Até amanhã então. 



Edward se retirou e os dois ficaram na sala. 



_Você fez merda, Garrett. A mulher de um homem é um território que ninguém pode pisar. Se fosse comigo, eu teria metido uma bala na sua cabeça e que se fodesse tudo o resto.- Kowalski falou sério, olhando pra ele. 

_Você não pode me deixar pior do que eu já estou, Douglas. Eu sei a merda em que estou enfiado e acredite, estou até os olhos dela. 

_A Rafa não te perdoa, é? 

_Não, não adianta ligar nem mandar e-mail. Porra, eu até mandei flores e ela nem ligou! 

_Você fez sua cama, agora deite-se nela. 

_Eu só não sabia que os espinhos doeriam tanto assim. 

_Tire-os então, meu amigo. Tenho certeza de que Isabella lhe ajudará. 

_Ah claro, e eu levarei um tiro se me aproximar dela. Você ouviu a ameaça velada dele, não foi? 

_Você tenta, nunca se amedrontou por nada, vai começar agora? 

_Eu só quero acertar as merdas que eu fiz. 

_Comece por Rafaela, vocês estão sofrendo. Aja, não vai acontecer nada demais, o máximo que pode acontecer é ela te jogar um vaso. 

_Certo. Boa noite Douglas. 

_Boa Garrett. 





******** 



Ela estava dormindo, quando Edward entrou no quarto. Ele tomou banho e se sentou nu na cadeira ao lado da cama. Ficou observando sua respiração calma. Só em pensar de um dia nunca mais ouvir esse som... 

_Ed? – ela falou, abrindo os olhos preguiçosamente, procurando por ele. 

_Aqui amor, estou aqui. – ele se ergueu e foi para o seu lado na cama. Ela estava com uma camisola rosa clara curta e ele amou quando ela se mexeu para chegar mais perto dele e a peça subiu, revelando um traseiro maravilhoso. 



Ele a puxou de encontro ao seu peito, suas costas e seu traseiro ficaram firmemente presos a ele. Edward envolveu sua fina cintura com os braços e lhe cheirou o pescoço. Adormeceu sem sonhos dessa vez. Só a calmaria do sono, o descanso que tanto gostava. Ela estava com ele então estava tudo bem. 



{******} 



CAPÍTULO 15 







_Estou profundamente triste com você, Bella. – Rafaela falou, bebendo um gole de seu refrigerante de uva. 



_Por quê? 



_Por quê você acha? Você traiu a causa, mulé! Não posso confiar em mais ninguém, viu! 



Bella sorriu do drama que sua amiga estava fazendo. 



_Rafa, o que você queria que eu fizesse? Virasse as costas para ele? 


_Basicamente isso. 



_Não posso dar as costas à minha felicidade. 



_Mas... 



_E nem você à sua. Rafa pense bem, Garrett te ama! Ele pergunta por você todo santo dia! Não que ele formule a pergunta, já que Edward o proibiu de falar comigo, mas, sempre que ele me vê ele me olha com a pergunta nos olhos. 



_E... O que você faz? 



_Eu digo que não com a cabeça, você nunca mais tinha falado comigo, tem quinze dias que eu estou na base e você não falava comigo esse tempo todo e eu sei que você tem evitado todas as ligações dele. Ele quer se desculpar, pedir perdão e...



_Garrett pedindo perdão? Tá legal, no dia que isso acontecer as galinhas vão criar dentes, amiga. 



_Então se prepare para ver elas roendo ossos, amiga. 



_Se ele um dia me pedir perdão, eu como minha perna. 



_ Amiga, ele está tão afetado com essa separação como você e tão arrependido de tudo o que fez e disse que ele ficará de joelhos se você assim desejar. 

_Idéia interessante essa... – ela falou, bebendo outro super gole de refrigerante de uva. 

_Você pode beber isso? Lembra da última vez em que você tomou um porre de fanta de uva? Você e sua prima? 



_Lembro sim, a ressaca foi federal! – ela falou rindo e Bella tomou o copo da mão dela._ Hei! Me devolve, Belinha! 



_Não senhora, vamos embora, porque senão Edward vai revirar essa cidade de pernas para o ar me procurando. Eu disse a ele que só sairia por duas horas e ele quase enlouquece. 



_Ele é muito ciumento. – Rafaela fez uma careta de desgosto.



_Garrett não fica atrás. Vem, vamos chamar James e vamos para a base. 



_Não, você vai, eu vou voltar para casa. 



_Vai voltar para Forks? 



_Não, estou em um apartamento de minha família aqui. Recebi uma ordem direta para sair de Forks. 



Ela falou desdenhosamente e Bella sorriu. 

_Ele se preocupa com você. 



_Grande merda. 



_Rafa! 



_É isso mesmo, ele me pisou Bella, eu pretendo vê-lo sangrar e não no sentido metafórico não, é no literal mesmo. 



Você é má. 



_Você não sabe o quanto. Vem, vamos tirar seu guarda costas das mãos daquela ruiva comedora de homens. 



Bella sorriu e se ergueu, pegando várias sacolas. 



_E para constar, a ruiva é namorada dele, ok? Vê se não provoca. 



_Oras! Você sabe que o Jamie é meu docinho. 



_Rafa... 



_Ok, ok! Me rendo! 



_Melhor assim. 



Elas andaram até o casal, que estava na outra mesa matando a saudade. James se despediu de Victória que, por sinal, era um amor de pessoa e foram para base. 



_Rafa, por favor vem comigo, vocês precisam se acertar. É sério. 



_Só te deixarei lá e vou embora Bella, sério não quero vê-lo na minha frente, o que ele disse ainda mexe muito comigo, sabe? 



_Sei, eu entendo, que seja então! Pelo menos terei sua companhia por um tempo. 



Elas sorriram e entraram no carro para esperar James, que se despediu de sua ruiva com um maravilhoso beijo desentupidor de pia. Bella ficou corada com a cena e Rafa riu da cara dela. 



_Certo, quem te vê corada assim, nem imagina o que tu faz dentro de quatro paredes com o Ed, né? 



_Cala a boca. – Bella resmungou, batendo no braço de sua amiga com uma sacola. _ Obrigada por ir comigo. 



_De nada, mas lembre-se só vou te deixar lá e vou embora. Ok? 



_OK. 



************* 



_Traíra! 



Rafaela resmungou, enquanto sentava em uma cadeira na sala de Garrett e via sua amiga saindo com um sorriso no rosto e seu EX fechando a porta e passando a chave. Ele se voltou e a olhou de cima a baixo, em uma atitude que poderia ser considerada ofensiva. Sexualmente falando, é claro. Não que ela fosse reclamar disso em absoluto e... Era melhor parar de divagar. 



_Aceita um drink? – ele falou, indo para o barzinho e se servindo de uma dose de whisky. 



_Não obrigada, a menos é claro que você tenha fanta de uva, uns... Dois fardos, aí eu aceito. É claro. 



_É claro. Você não pode beber fanta de uva. Você sabe que... 



_Que você não é meu pai, nem minha mãe, nem nada meu. Agora, se já terminou, eu gostaria muito de sair e caçar um certo alguém por ter me preparado essa arapuca. 



_Minha presença te afeta, doçura? 



_ Não se julgue melhor do que você é Garrett, sua presença não me afeta, não mais. E não me chame de doçura, você perdeu esse direito quando entrou em minha casa, derramando sua raiva e seu desprezo para com a minha pessoa naquele dia. 



_Está com raiva de mim. – não foi uma pergunta. 



Rafaela se ergueu e lhe dirigiu o dedo indicador de unha comprida e vermelha para seu peito e o espetou. 



_Raiva de você? Eu tenho é ódio de você. Mágoa. Desprezo. Qualquer outro sentimento, mas raiva não. Raiva é pouco,Garrett. Eu tenho na verdade é ganas de matar você lentamente. 



_Terminou? 



_Sim. 

Ela falou e se sentou novamente, virando a cara para não olhar para ele. Por isso ela não viu o bote que ele deu. Garrett agarrou seus braços e a ergueu da cadeira lhe segurando pela cintura fininha e pelo pescoço fazendo com que ela o olhasse, suas bocas quase se tocando. 



_Perdão doçura, eu errei feio contigo. Me perdoe eu sei que fiz merda e que você não deve nem querer olhar para minha cara, eu te dou toda razão, mas, amor... Eu não consigo viver sem você. Preciso... – ele respirou fundo e colou a testa na dela. _ Preciso de você ao meu lado. Preciso respirar e você é o meu ar. Diga que me perdoa, por favor, amor. Diga que sim! 



Ela negou com a cabeça. Garrett começou a dar selinhos no pescoço e orelha. 



_Me perdoa? Hum? Amor, preciso que me perdoe, porque sem você não sou ninguém... Ele continuou a assaltar seu pescoço, levando embora sua força de vontade, era uma fraca mesmo. 



_Droga. – ela resmungou e lhe puxou os cabelos e se apossou da boca dele em um beijo sôfrego, ele os levou para o quarto e caíram na cama. 

_Espero que você goste de ter uma namorada perneta. 





Bella andava tranquilamente pela base, carregando sacolas. Era uma boa seu namorado ser o Major dessa unidade, ela não precisava ficar com medo de levar uma bronca por estar andando por aí atrapalhando o caminho dos homens. Ela se dirigiu à sala dele e entrou no dormitório, guardou as sacolas e tomou um banho. Vestiu um vestido que chegava até os joelhos e era de manga curta, mas era bem comportado.Calçou sandálias de tiras, que se prendiam nos tornozelos, fez um coque frouxo, pegou duas sacolas e saiu de lá, indo para a ala da enfermagem. Ela entrou na sala de espera e avistou Rosalie sentada, lendo uma revista, enquanto Emmett no outro lado do vidro fazia uma série de exames para saber se a droga no organismo estava saindo. Sua cunhada, assim que a viu, sorriu e se ergueu, lhe dando um abraço e a convidando a sentar. 



_Como ele está? 



Rosalie sorriu, mas tristemente. 



_Ele está indo bem. 



_Mas? 

Ela sorriu 

_Mas ele está obcecado por pegar o Caius, não liga para nada a não ser pôr as mãos emcima dele. 



_Creio que é um pouco compreensível, apesar de que te deixar de lado não seja o certo. 



_Eu o entendo. Não gosto, mas o compreendo. O mais chato e que ele não me procura mais. 



_Por quê? 



_Ele não diz, não quer sair da base, temos casa aqui, mas ele não quer sair da base. 



_Mas Coronado é linda, faria bem para você e o bebê. Já conversou com ele? 



_Ele não quer conversar, só quer treinar e ficar forte e preparado para pegar Caius e, só aí, ele vai poder ser o mesmo Emmett que foi um dia. 



Seu celular tocou e Bella pediu licença e foi atender, mas já sabia quem era e ele estaria uma fera. 

_Alô? 



_Alô? É só isso que você tem a me dizer, Isabella? Eu estou a sua procura desde que você colocou os pés aqui na base! Me diga por que raios eu cheguei no dormitório e não te encontrei? 



_Ed... 



_Traga essa bunda imediatamente para cá! 





Ele estava nervoso, ela sorriu e balançou a cabeça negativamente, olhou para Rosalie, que revirou os olhos, gesticulando com as mão que seu irmão era maluco. 



_Já estou indo, vim trazer um presente para o bebê da Rosalie, estou chegando, não quebre nada, ok? Beijo. 



_Bella. Não me mande beijos pelo telefone, me dê eles pessoalmente, eu prefiro, não gosto de beijar meu celular. 



_Fazendo piadas, Ed? 



Ele riu e a suave vibração fez Bella estremecer e não foi de frio não! 

_Venha neném, estou com saudades. 



_Sim... – ela desligou e celular e olhou para sua cunhada que estava com a sobrancelha erguida. Bella corou e esticou a mão para ela, entregando uma sacola. 



_Obrigada Bella, valeu, agora corre ou meu irmão enlouquece. 



Bella sorriu e olhou pelo vidro, mandando um tchauzinho para Emmett que estava correndo em uma esteira com um tubo na boca. Ele assentiu com a cabeça e continuou com o exercício. 





Bella caminhou para o escritório dele apressada, evitando olhar nos olhos dos homens que passavam por ela, apesar de que eles nem se quer lhe dirigiam a palavra ou uma pequena olhadela, pois Edward arrancaria os olhos deles. Não obstante, ela sabia que esses homens não hesitariam em levar uma bala por ela. 



Edward estava sentado na sua cadeira, batendo a caneta na mesa, quando ela entrou. Ele a olhou de cima a baixo e ela fechou a porta calmamente. 



_Passe a chave, neném. Não quero interrupções. 

Ela engoliu seco e fez o que ele mandou. Ele estava inquieto e ela não sabia o porquê, só sabia que ele nesse estado ficava perigoso. Ela amava quando ele ficava assim. 



_Olhe para mim.- ele falou e ela obedeceu. 

_Venha cá, neném. 



Ela caminhou até ele, não sabendo como suas pernas estavam segurando seu peso. 



_Sente aqui. – ele bateu no seu colo e ela obedeceu nervosamente. 



Ele ficou observando seu rosto e passou o dedo indicador por seus lábios, os abrindo. 



_Ponha a língua para fora. 



Ele falou e mordeu o lábio inferior, ela obedeceu, colocou a pontinha da língua para fora e ele passou o dedo por ela. Em seguida, levou o próprio dedo a boca e o sugou. Bella se sentiu se contrair. Ele chegou mais perto e sugou a ponta de sua língua, que ainda estava para fora da boca, ela gemeu e ele sorriu. 



_Quer brincar, neném? 



Ele falou, sussurrando em sua boca e ela confirmou com um gemido. Ele voltou a beijá-la, enquanto suas mãos migravam para seus seios e seus quadris. Ele subiu seu vestido, enquanto descia a parte de cima, fazendo com que sua roupa ficasse amontoada na sua cintura. Bella se sentiu molhar quando ele colocou uma mão dentro da minúscula peça de lingerie de seda bege que estava usando, enquanto a outra brincava com o seio e ele desceu beijos e mordidas por seu pescoço, ombros e colo. 



_Hum, neném... Está tão molhada. E só para mim, só para mim... 

_Sim... 

_Quer que eu entre em você, amor? Quer me sentir ir bem fundo dentro de você? 

_Sim... 



Ele se ergueu com ela e a colocou na sua mesa, derrubando vários papéis e objetos no processo. Edward a colocou sentada e ficou entre suas pernas. Pegou as laterais da calcinha e estourou os fios que a prendiam no lugar. 



_Eu gostava dessa. 

Ela choramingou e ele riu, lhe beijando os seios. Os soltou e falou no seu ouvido, dando uma mordidinha no lóbulo e chupando em seguida. 



_Te compro outra, agora, levanta essa bunda gostosa para eu poder livrar você dos restos de sua calcinha. 



Ela se segurou em seus ombros fortes e se ergueu só um pouquinho, mas o suficiente para ele tirar e jogar em algum lugar o que um dia foi uma calcinha. 



_Assim, bem melhor, não gosto de nada atrapalhando meu caminho, me impedindo de te sentir. 



Ele colou dois dedos dentro de sua vagina extremamente molhada e começou a mexer eles, entrando e saindo, causando uma fricção maravilhosa. Bella desceu as mãos pelo peito dele, aranhando e arrancando um gemido de prazer de seus lábios. Ela puxou a camisa de dentro da calça e apertou o volume que se destacava pela calça branca da farda. Ele nem sequer tinha tirado o fardamento e ela amava ele vestido assim. Ela trabalhou rapidamente no cinto, botões e zíper, abrindo e tirando do caminho as camadas de tecido que a impediam de sentir seu membro absurdamente duro de encontro com a sua mão. Ela fez o que ele estava fazendo com ela, o levou ao limite e, quando ela pensou que ele gozaria em sua mão, ele a arrancou de lá. 



_Não. – ele rosnou e lhe segurou fortemente pela cintura, enquanto entrava nela rapidamente e intensamente. 



As investidas eram rápidas, fortes e ele a segurava com tanta força que doía, mas ela não ligava, ele estava perdendo o controle e ela era a responsável por isso. Era maravilhoso. 



_Gosta assim, neném? Gosta quando eu entro em você assim? Hã? 



Ele falava enquanto investia mais forte e mais rápido. Bella enlaçou a cintura dele com suas pernas, seus pés se cravando em sua bunda, o trazendo mais para cima de si e mais para dentro de seu corpo. Ela tremeu, ele tremeu e ambos gozaram de forma intensa. Ele a segurou para que ela não caísse em cima da mesa e batesse a cabeça no computador. 



_Preciso de um banho. – ela falou e mal reconheceu a própria voz. 



_Precisamos de um banho, neném. Vem. 



Ele se afastou, saindo de dentro dela e subindo a calça e a cueca, fechando tudo, enquanto ela ficava lá sentada na mesa de pernas abertas, apoiada nos braços e a cabeça tombada de lado o observando. Ele ergueu a cabeça e lhe sorriu o sorriso mais lindo do mundo inteiro, suas covinhas ficaram amostra e ela esticou a mão para tocá-las. 



_Amo você! Meu Deus, como eu amo você, Edward! 



_Às vezes... – ele falou, a erguendo nos braços e se dirigindo ao dormitório e ao banheiro. – eu me sinto um rapazote de dezoito anos que acabou de descobrir o amor. E sabe de uma coisa? Não é ruim. Ao contrário, é maravilhoso. Apesar da insegurança que bate às vezes. 



Tomaram banho juntos, se amaram mais uma vez e sempre era como se fosse a primeira vez. Sempre. 





********* 





_Ed? 

_Hum? 



Estavam deitados no escuro do quarto, ela deitada com a cabeça em seu peito e ele alisando os cabelos dela. Ele amava seus cabelos e estavam ficando maiores. 



_Por que você estava nervoso? Por que fica assim tão tenso toda vez que eu saio da base? 



Ele a apertou mais e lhe beijou os cabelos. 



_Por nada, eu sou assim Bella, você já devia ter se acostumado. 



_Sei, eu te conheço, você está mais obsessivo do que nunca, sempre que eu ponho os pés fora desse quarto ou sempre que você esta falando com alguém e eu chego perto, você endurece a coluna. Eu sei que Caius está em Seattle, eu sei que estão planejando o ataque e eu sei que você fará de tudo para me proteger, não precisa desse cuidado todo, eu estou bem. 



_Eu sei. – ele resmungou. 



_Então? 



Ele suspirou chateado. Muito chateado. Se levantou da cama, vestindo uma cueca e ficando de frente para a janela e de costas para ela, de braços cruzados no peito. Bella o observou e uma suspeita começou a se formar na sua cabeça, ela negou. Não, ela não poderia achar que... Não, era absurdo. Essa idéia era ridícula, mas, se não fosse isso o que seria? 



_Está com medo de que eu te troque por outro? Está com ciúmes, é isso? 



Ele estremeceu, mas não respondeu. 



Ela se ergueu da cama, vestiu a camisola, foi ao encontro dele e lhe abraçou pela cintura. 



_Me responde Edward. 



_Tenho trinta e cinco anos Bella, não sou mais um garoto, por mais que eu queria ser, eu não sou. Vou fazer trinta e seis mês que vem, estou ficando... Velho. 



Bella o abraçou mais apertado, lhe beijando as costas e encostando a bochecha lá. 



_O que tem a ver sua idade? É o homem que eu amo, não importa a idade, eu te amo. 



_Você tem vinte. 



_Faço vinte e um em Setembro. 

_Mesmo assim, é quinze anos de diferença entre nós. Sou... Velho demais para você Bella e, quando eu vejo esses rapazotes lhe olhando, eu não deixo de pensar se você não ficaria melhor com um deles. Com... Alguém da sua idade. 



Ele falou, engolindo seco. Bella sentiu a respiração dele se descompassar. 



_Olha para mim Edward. 



Ele não se virou. 



_Eu estou mandando você olhar para mim, Edward Cullen! 



Ela falou e se soltou dele, o puxando para ficar de frente para ela. Ele virou, lhe olhando com uma máscara de frieza. Ela negou com a cabeça. 



_Não faça assim, não se feche para mim, meu amor. Hei! Sou eu, sua Bella. Te amo. 



Ela segurou seu rosto com as duas mãos e o trouxe para perto dela. 



_Te amo. Não se esconda de mim, eu sei do seu medo. Eu tenho medo também. Medo de um dia você perceber que eu sou uma tremenda chave de cadeia. De ver que eu não sou mulher suficiente para você e sair atrás de alguém como... Tânia. 



Ela falou, rangendo os dentes ao mencionar o nome de sua vizinha. Ele a olhou e negou com a cabeça, sorrindo incredulamente. 



_Você é absurda, Bella! Onde, em minha vida, eu preferiria Tânia a você? 



_Ela tem trinta. Dez anos mais velha que eu e mais experiente também. 



_Não quero Tânia, Bella, não quero ninguém, salvo você. Mesmo morrendo de ciúmes, toda vez que algum marmanjo a olha. Não consigo tirar meus olhos de você. Não consigo desviar meus pensamentos de você... 



_E eu não quero ninguém, só você, apenas você, não me importo com a diferença de idade, Ed. Não vale a pena perder um segundo do nosso tempo com essas preocupações. Eu te amo, você me ama. É o que importa, só isso, mais nada. Não quero deixar nada que vivemos até aqui para trás, é a nossa história e eu quero vivê-la até o fim dos meus dias ao seu lado. 

Ele lhe sorriu e lhe abraçou apertado, lhe levantando do chão e lhe levando para cama, enquanto assaltava seus lábios. 



_Te amo, não falaremos mais disso, eu enfrentarei meus medos. 



_E eu estarei aqui para ajudar a enfrentá-los.

4 comentários:

  1. Lindo cap. Esses dois juntos são tão fofos *--*
    Amei

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  2. Em todas as cenas da Rafa, eu morro de rir porque sei que ela é bem assim mesmo e como todos os seus Edwards seals Milly esse me deixa louca. Que jamais me ouçam! kkkkkkkkkkkkkk

    Beijos.

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