segunda-feira, 20 de maio de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulo 15




Capítulo 15 





Edward estava no escritório com Jasper e Jacob. Bella estava na cama, descansando e ele, a muito contragosto, teve que deixá-la lá para resolver esse assunto. O fato de quase tê-la matado ontem também o deixava nervoso de que, assim que ela acordasse, fugisse dele. Ele a culparia por isso? Não, ninguém a culparia e ele tão pouco. 



_Edward, eles se conhecem desde sempre, tiveram um relacionamento sério. Acabou, mas ele ainda quer muito bem a ela, são amigos. Você não tem prova de que ele pretende fazer-lhe algum mal. 



Jacob falou, defendendo Brady. 



— E tampouco tenho prova de que não pretende. — Edward precisou de muito esforço para dominar a sua raiva e não socar, morder ou matar alguém. — Confia em um lobisomem que já provou não ter respeito por lei alguma, que desobedece a mísera ordem que lhe dá? Ele tem me enfrentado e isso me deixa com ganas de matá-lo. Se não faço é por consideração a ti, Jacob, que é o alfa do bando. Prenda seu cachorro na coleira, por que se ele se aproximar de minha esposa novamente, eu o degolarei. E sim, ele quer fazer mal a ela. E não o defenda! 



_Jacob não o está defendendo, ele apenas disse que se ele quisesse fazer mal a ela, ele já teria feito, foram amantes... 



_Namorados, eles foram namorados, não cometa esse erro novamente Jasper. 



Edward rugiu as palavras, olhando mortalmente para Jasper. Seu amigo ergueu as mãos em sinal de paz. 



_Eu digo que ele se preocupa com ela. Por isso dele querer lhe alertar sobre as concubinas. Você teria que mostrar a ela o envelope ou mesmo contar a ela pessoalmente, antes que a merda bata no ventilador. – Jacob falou calmamente. 



Edward abanou a mão, como se descartando o argumento do lobo. Não poderia permitir que Bella visse aquele envelope. E sobre contar, sim, ele contaria quando sentisse que era a hora. 





_Milorde, o Brady sempre foi um guerreiro forte e sempre... 



Jacob se inter­rompeu diante do olhar furioso de Edward. 





_ Chega! Discutiremos isso mais tarde. Por hora, vou tentar me trancar no meu quarto e aproveitar minha lua de mel. 



Ele saiu a passos rápidos da habitação, deixando os dois lá dentro. 



Bella tinha acordado e estava sentada na cama. Thomas tinha lhe arrumado uma linda bandeja de café da manhã e colocado vários travesseiros às suas costas. Antes de levar a xícara de café aos lábios, seu marido entrou calmamente no quarto, fechou a porta e se encostou nela, lhe observando, como se medisse suas reações. 



_Bom dia. 



Ela falou e sorriu. Quando depositou a xícara na bandeja e ergueu as mãos para ele, o sentiu respirar fundo, se despregando da porta. Ele andou devagar para ela e Bella ficou tensa. Ele sentiu e parou no meio do quarto. 



_Edward, o que há? 

_Você está nervosa, tensa... 

_Você está me olhando como se fosse atravessar a janela a qualquer segundo para fugir de mim. Então sim, eu estou tensa e nervosa. Ontem não foi como... Você pensou? 



Ele sorriu e negou com a cabeça. Sentou ao seu lado e ela tirou a bandeja, a colocando no criado mudo. 



_Vem cá. - ele a chamou e ela prontamente se jogou em seus braços, fazendo-o rir e lhe beijar os cabelos. 



_Está bravo comigo? Fiz algo errado ontem, não fiz? 

_Não, não fez nada de errado e eu estou com raiva de mim, não de você bebê. 

_Porquê? 

_Por que... – ele alisou seus cabelos, colocando algumas mexas atrás da orelha._ Eu quase a matei ontem. Você não devia ter me segurado e me acalentado daquele jeito. Por Deus Bella, eu poderia ter te rompido ao meio! 

_Mas não rompeu e também você não deixou que eu saísse de seus braços. 

_É verdade. – ele suspirou.- Tentarei me segurar mais, está bem? 

_Eu sei que sim e foi por causa da poção que você não tomou ontem. Mas mesmo assim você se controlou bastante, não foi? Eu ouso a dizer que foi fácil para você se controlar. 



Ela falava com a cabeça encostada em seu peito. Edward sentia como se seu coração fosse arrebentar a qualquer momento. Ela não fazia a mínima noção de como foi para ele ontem. O esforço herculano que tinha feito para não matá-la, quando a sede só demandava isso, afundar suas presas em seu alvo pescoço e beber dela até não sobrar nada. Quebrá-la ao meio de tanto se afundar em seu calor. Ela não fazia idéia mesmo. 



_Foi, amor. Eu me controlei bastante. Está com fome? 

_Morrendo. 

_Não use essa palavra nunca mais. – ele falou sério e ficou satisfeito quando ela assentiu. 



Tomaram café na cama e depois se amaram pelo resto do dia. Nada era tão bom quanto sentir o corpo de sua mulher grudado ao seu, tão fortemente colado um no outro como se fossem um só. E de fato eram, uma só carne, um só sangue, um só coração. 





*********** 



Rosálie estava treinando tiro ao alvo e Ememtt estava sentado ao lado dela, lhe entregando as flechas. Ela não o olhava, por que toda vez que fazia isso, ela ruborizava e ele sorria um sorriso convencido e cretino igual ao dono. 



_Diga-me doçura... 

_Não me chame assim, seu grandíssimo tolo. 

_E voltamos aos insultos. – ele suspirou, negando com a cabeça. 

Ela sorriu. 

_Isso não foi um insulto. 

_E foi o que então? 

_Um elogio. 

_E a quem você elogia chamando de grandíssimo tolo? 



Ela o olhou e sorriu mais ainda. 



_Ao meu parceiro de alma e SÓ a ele. 



Ela colocou o arco e flecha na mesa e saiu andando, sem esperar por ele. Em pouquíssimas passadas, ele estava ao seu lado. 



_Eu acho que será um mês bem interessante, não? – ele falou casualmente. 

_E por que falas isso, grandíssimo tolo? 



Ele lhe olhou e Rosálie sorriu com uma expressão de candura. Ele foi rápido como um bote de serpente. Quando ela menos esperou, tinha seu corpo imprensado no muro e ele esmagando sua boca com a dele. O beijo foi tudo, menos calmo. Só pararam quando ouviram passos dos guardas que patrulhavam a mansão. Ela rapidamente e separou dele, ofegando e pegando em sua mão, se transformou em uma grande águia negra, alçando voou até o meio da floresta que circundava a mansão. Ela os desceu em uma casa feita em cima da árvore. Ele aterrizou seu traseiro em um monte de almofadas e ela se transformou na sua frente. 



_Aonde estávamos? Ah sim... Nos beijos... 



Ele sorriu e se acomodou melhor, lhe chamando com o dedo e ela foi para ele, rebolando sensualmente. 







Quinze dias depois... 



_Rose, já está pronta? 

_Já Eddie! Entra. 



Seu irmão entrou e olhou em volta, a encontrando sentada do lado de fora da porta do banheiro. 



_O quê?... 

_Emmett está tomando banho. Você poderia ter colocado uma corrente de pelo menos dez metros, não? 

_E fazer com que você perdesse toda a diversão? Imagine. 

_Eu odéio você. – ela falou de dentes trincado e ele sorriu. 

_Eu também te amo, irmãzinha. Agora lembre-se, você vai ficar no apartamento até o elo do sangue se romper. Não desobedeça o Emmett, ok? Você sabe o que acontecerá se você se afastar dele. 

_Eu sei, eu sei, uma dor excruciante me invadirá e eu acabarei perdendo os sentidos. Fique tranqüilo, eu vou me comportar. Mas você bem que poderia me liberar, pelo menos um vez por dia, para tomar sangue, não? 

_Não. 

_Cinco vezes por semana? 

_Nay. 

_Ok. Quatro, quatro vezes e não se fala mais nisso. 



Ele pensou um pouco, ou pelo menos ele fingiu pensar. A olhou e disse com ar de aborrecimento. 



_Agradece à tua cunhada, ela pediu por ti. Três vezes por semana e podes continuar praticando tiro, cortesia dela também. 



Rosálie abriu um sorrisão e pulou no colo do seu irmão, rodeando a cintura com as pernas e enchendo seu rosto de beijos. 



_Obrigada, obrigada, obrigada!!! Prometo que me comportarei, eu prometo que serei uma boa menina. 

_Assim espero. – ele alisou seus cabelos_ Minha pequena Bhalaich. 



Ela sorriu e descansou a cabeça em seu ombro. 

_Eddie? 

_Sim? 

_Eu encontrei meu... 

_Eu sei Rose... Quem é? 

_Posso te dizer depois? Ele... Bom ele ainda não sabe também. 

_Podes me dizer pelo menos o nome dele? 

_Eu o chamo de grandíssimo tolo. – ela falou sorrindo e Edward revirou os olhos. 

_Tome jeito minha irmã, sim? Irei para a empresa. Eu sei que quando voltar não estarás mais aqui, nos vemos em quinze dias, está bem? 

_Está. Beijo. – ela beijou a bochecha dele e o abraçou apertado, como fazia quando era uma garotinha. 



******** 



Bella passou o dia sozinha. Sua cunhada e seu amigo tinham voltado para Seatlle e Edward estava em uma reunião importante, que não poderia ser presidida por mais ninguém. Bella rapidamente descobriu que ser esposa de um rei e multibilionário tinha seus momentos de felicidade, acompanhados de momentos de raiva, frustrações, saudades e... Mais raiva. Ele estava em uma etapa de finalização de um projeto nas empresas Cullen sobre a nova fórmula do sangue sintético, mais proteico e de gosto muito melhor. De acordo com as palavras dele, iria revolucionar o mercado. Ele foi para o laboratório acompanhar o processo final pessoalmente. 

Isso já tinha três dias. 

Ele se falavam constantemente. Ela ligava ou ele ligava de volta, sempre preocupado, sempre carinhoso. Mas conversas por telefone não é a mesma coisa de se estar junto. Ela estava ficando entediada e evitava de ligar para seu pai desde que o tinha dito sobre seu casamento e ele surtou e com razão. Muita razão. Por que qual é o pai que não gostaria de entregar sua filha para o futuro marido? Mesmo não gostando nada do pretendente, ele ligou para Edward e falou alguns desaforos. Seu marido disse calmamente que não precisava da autorização dele para se casar com ela e Charllie quase enfarta. Gritou que anularia o casamento e Edward disse que se ele atrevesse a fazer isso, o que seria impossível, por que uma cerimônia de união vampírica não tinha dissolução, mas se ele se atrevesse a pensar nessa hipótese, ele arrancaria os intestinos do sogro, enrolando-os em um espeto. Bella tomou o telefone das mãos do seu marido e passou a próxima hora tentando evitar a terceira guerra mundial que seu pai queria começar. Mais calmo e com as ameaças de morte para com seu marido mais amenizadas, Bella foi ao encontro de Edward no escritório e começaram a brigar, já que ele não poderia falar assim com seu pai. Ele rebateu que era o rei, que falava e agia como bem entendesse e que o pai dela não era ninguém para falar com ele daquele jeito e que ela mudasse de assunto. Ele não pediu. Ele exigiu que ela falasse de outra coisa, pois o assunto em questão o estava chateando. 



Bella arremessou um vaso de cristal na parede, perguntando se isso o agradaria mais. Ele calmamente lhe ordenou que fosse para o quarto. 



Ela o mandou ir à merda. 



Bella saiu do escritório, tendo a satisfação de ver a cara de ultraje dele com suas palavras. Quando chegou na porta da frente, ouviu um barulho alto dentro do escritório, como se ele tivesse quebrado uma das estantes altas de livros. Bella sentiu pena dos pobres livros. 

Quando estava no jardim tomando sol, ele passou por ela, sem nem lhe dirigir a palavra, entrou no seu carro caro e saiu cantando pneu. 

Estavam com dez dias de casados. 

Ele voltou dois dias depois. Mais manso, mais calmo. Ela também estava calma, não gostava de brigar, era horrível. Bella estava no quarto penteando os cabelos com a ajuda de Agatha, quando um enorme buquê de flores silvestres apareceu no vão da porta. Era enorme, ela achava que ele tinha feito a limpa em toda e qualquer floricultura que existisse em Londres. Agatha saiu, fazendo uma reverência apressada e correu porta a fora. 



_Assustou a menina. – ela falou simplesmente 



Ele deu de ombros, caminhando calmamente para ela e lhe entregando o enorme buquê. 



_Ela supera, já está acostumada. Como você está? – ele perguntou suavemente. 

_Com saudades de você, mas isso deve ser visível pelos círculos negros embaixo dos meus olhos. Não que isso seja importante de qualquer forma. 



Ele sorriu e se ajoelhou aos seus pés. Ela cheirou as flores, tentando ganhar confiança e coragem para pedir desculpas. Alguém tinha que começar a pedir desculpas. Ele pegou sua mão e Bella sentiu alguma coisa suave deslizar pela sua palma. Era um caixinha de veludo negro. Ele ficou observando como ela pegava e abria a pequena caixa e arfava com o que tinha lá. Eram os brincos mais lindos que ela já tinha visto em toda a sua vida. Pequenos rubis com diamantes ao redor da peça. Linda e delicada. 



_Pertenceram a minha mãe. Ela ficaria feliz se você os usasse. 

_São lindos. Obrigada. 

_Não tem de quê. As jóias dela são suas. 

_E Rosálie? 

_Ela já recebeu as dela e não sei o que fez com elas, talvez derreteu para fazer balas. – ele falou, revirando os olhos e Bella riu. 

_Edward... 

_Não, por favor, me escute. Eu sei que fui grosso com teu pai e contigo, fui insensato, não deveria ter te falado daquele jeito, estás gravida e o bebê sente tudo o que sentes. Pode fazer mal para ele. 

_E quanto ao meu pai? 

_Também o sinto. Ele me tirou do sério, mas não devia ter ameaçado lhe arrancar os intestinos e enrolá-los no espeto. Eu nem gosto de intestinos no espeto. 



Ele fez uma careta engraçada e ela sorriu, ele sorriu de volta. 



_Tem que pedir desculpas a ele. E é serio. 

_Eu sei, irei me redimir perante teu pai como um bom cavalheiro que sou. 

_Acho bom. – ela alisou a bochecha dele e ele reclinou a cabeça antes de seu toque suave. _Senti sua falta. 

_E eu a tua. 

_Onde esteve? 

_No laboratório, estamos criando uma nova fórmula de sangue, muito mais melhorado, salvará vidas e alimentará melhor aos de minha espécie. 

_Fico feliz por isso. Pensei... Pensei que estavas com alguma ex. 



Ele sorriu e lhe alisou a barriga. 



_Morri para as outras, lembra-se? E mesmo que assim não o fosse, elas não me interessam nesse quesito, querida. 

_O que não o impede de dar alguns beijinhos só para se vingar. 

_Mulher, és tola em pensar que eu poderia preferir os lábios de outra aos teus. Se pudesse relacionar-me sexualmente com outra, eu dispensaria por que nenhuma outra é você. 

_Com essa, você me ganhou. 



Ele sorriu e lhe olhou no fundo dos olhos. 



_Amo você e só você. 

_Eu sei. Também te amo. 



Eles tinham passado o dia todo na cama, se amando. Foi mágico. E agora estava aqui sozinha, chateada e aborrecida. Clarisse entrou na biblioteca com um papel na bandeja. Entregavam as correspondências na bandeja. Deus! 

Bella pegou e viu que era um convite de senhora Diana Sinclair, uma vampira da alta sociedade, que estava oferecendo um chá em homenagem a mais nova companheira de seu soberano. Bella não gostou nada, do “mais nova companheira”. Se supunha que ele só tivesse uma companheira da alma em toda a sua vida, que seria ela. Bella resolveu aceitar o convite, já que era em sua homenagem e seria feio não ir. Clarisse também tinha lhe informado que seria comum a chamarem para eventos beneficentes e ela, como rainha, deveria ir. 

Às quarto horas, Bella descia as escadas, vestida com um tubinho básico bege e sapatos de salto pretos, que acompanhavam uma bolsa lindamente decorada com minúsculos filamentos de ouro. Decidiu usar os brincos que pertenceram a sua sogra e a gargantinha fininha de ouro, com um pequeno rubi em forma de uma gota de sangue, que combinava perfeitamente com os brincos. Todo o seu vestuário custava mais do que sua loja apurava em um ano. Com Ágatha nos seus calcanhares, ela abriu a porta e encontrou Fergus, um vampiro ruivo que estava à sua espera. Ele seria seu motorista particular. Babem! 

Ele, Alexei e Ena eram seus guardas costas. Se Bella alguma vez na sua vida tinha imaginado passar por tudo isso, não tinha imaginado direito. E que lhe mordessem o traseiro se não estava gostando pra caramba da situação toda! Quer dizer, quem, em sã consciência, não gostaria de ter três vampiros à sua disposição, vinte e quatro horas? 

Uma hora depois, Bella estava reconsiderando o seu gosto por essas atenções todas. Ela estava no carro sentadinha e obediente, sendo cuidada por Ena e Ágatha ,enquanto Alexei e Fergus varriam o perímetro à procura de alguma coisa que fosse perigoso para ela. Como se entrar em uma casa para tomar chá com um bando de vampiras centenárias, que provavelmente estavam se mordendo de inveja dela, não fosse perigoso demais. Eles voltaram e abriram a porta do carro. 



_Majestade, tudo limpo. – Fergus falou e se curvou, fazendo uma reverência. 



Bella fez uma careta. 

Ena sorriu e saiu do carro à sua espera. 



_Vamos deixar claro algumas coisas, Fergus. Primeiro, não faça reverência para mim, ok? Segundo, nada de majestade. Me sinto velha. 

_Sim majestade. – ele disse e fez a maldita reverência e Bella desejou lhe acertar com sua bolsa cara. 



Ela suspirou, ajeitou seu vestido à procura de algum fio solto, endireitou os ombros e andou graciosamente até a porta da frente. Antes de erguer o punho para bater naquela argola de ouro que tinha dentro da boca de uma enorme cabeça de leão, Ágatha o fez por ela. Abriram a porta e um mordomo todo pomposo lhes recebeu. Ela foi avisada que ela estava sendo esperada e fez uma careta para sua falta de pontualidade. Bella quis mandar Alexei dar uma surra nesse emproado, por que a culpa não tinha sido dela, senão dos seus guardas costas que a impediram de sair do carro por trinta minutos! Ela ouviu rosnados de ambas as partes às suas costas e o mordomo tremeu visivelmente, dando passagem mais que rapidamente. Ela sorriu calidamente para ele e foi conduzida à sala do chá. 

Sala do chá não era bem o que ela estava vendo. Tinha umas... cinqüentas vampiras no local? E alguns vampiros estavam espalhados por lá também. Cada olhar estava cravado nela. Seus guarda costas se postaram ao seu lado e Ágatha atrás dela, de cabeça baixa. A anfitriã veio lhe receber com um sorriso mais que falso na cara de museu dela. 



_Querida, que bom que resolveu nos brindar com sua presença. Estávamos pensando que tinha se perdido no caminho para cá. – a vampira sorriu afetadamente e Bella deu um sorriso de boca fechada. 

_Não foi proposital minha demora, Diana. 

_Eu sei que não. Você é humana, de cidade do interior não tem... Tino para compromissos da aristócracia. Ainda. – ela acrescentou rapidamente e Bella ouviu risinhos atrás da anfitriã. 



Bella corou de vergonha com a indireta sobre sua classe social. 



_Milady não pode dispor de tempo livre. Ela tem um reino para governar, junto com nosso rei. Ela não pode deixar de lado seus compromissos importantes como rainha sempre que você quer se fazer notar com suas festinhas de segunda classe, querida. Ela é a Nossa rainha. Seria bom se você nunca mais se esquecesse disso daqui para frente. 

_É claro. Perdão majestade. 



A vampira falou, fazendo uma reverência que foi acompanhada por todos. Bella sorriu, agradecida a Ena por sua intervenção. A vampira lhe piscou um olho cúmplice. Durante as próximas duas horas, Bella foi bombardeada de todos os lados com perguntas que, em noventa por cento dos casos, ela não sabia responder. Ena sempre vinha ao seu socorro. Alexei fazia bem seu papel de leão de chácara, rosnando para qualquer vampiro que lhe soltasse alguma cantada. Ao que parece, nesse mundo ninguém respeitava ninguém. Parecia que ninguém tinha companheiros de alma, como Edward lhe tinha dito... Era tudo uma questão de poder. 

Bella estava olhando alguns quadros do salão anexo à sala de chá, quando uma voz bem conhecida lhe veio aos ouvidos. 



_Olá Bella, que bom te encontrar aqui. Sozinha, devo acrescentar. 

_Tânia. – Bella se virou e observou a vampira muito bem vestida com um conjunto da calça e blusa de sade azul. O decote da blusa deixava amostra uma boa parte dos seios. Ela percebeu que Bella ficou olhando para sua roupa e riu delicadamente. 

_Edward amava essa roupa. Ele não veio? 

_Não. 

_Entendo, assuntos do reino, não? Já fostes com ele a algum?

_Não. 

_Ah. Sei... 



Bella não queria dar trela à lambisgóia, mas estava sendo tão difícil se segurar para não enfiar a mão nas fusas dela! 



_Milady, seu suco de tomate... 



Ágatha parou de falar e fez uma reverência para Tânia e Bella ergueu a sobrancelha em descrença. 



_O que fazes aqui, Ágatha? 

_Senhorita Tânia, eu... 

_Não me interessa, vá buscar-me uma taça de champanhe. 



Ágatha fez uma reverência e ia saindo, quando Bella a segurou pelo braço e falou com Tânia seriamente irritada. 



_Ágatha não é sua empregada, ela não vai lhe servir, se quiser beber alguma coisa aconselho você a ir no bar e se servir. 

_Ela era minha dama de companhia, sabia? 

_Era, não é mais. Ágatha, saia. – Bella disse sem olhá-la e a moça se apressou a cumprir a ordem de sua patroa. 

_Interessante como você trata a criadagem. – Tânia falou, andando pelo local tocando algumas peças. 

_Ágatha é muito mais que minha empregada. Ela é minha amiga. 

_Uma rainha que se relaciona com a plebe. Que horror. 

_É meu dever me relacionar com a classe inferior, Tânia. Se assim não fosse, não estaria falando com você. E tem mais. Ágatha tem mais berço do que você terá em toda a sua existência. 



Tânia lhe olhou com ódio nos olhos, lhe sorriu e pegou um jarro de cristal nas mãos e ficou alisando a borda. 



_Diga-me querida, como vai o meu Edward? 

_O seu Edward eu não sei, mas o MEU marido vai muito bem e feliz, agora mais do que nunca já que seremos pais. 

_Ah sim, eu ouvi na festa de casamento. Já está sentindo o inchaço no estômago? Deus me livre de algum dia passar por isso. Bebês chorando no meu ouvido? Eu ficando flácida e caída? Cruzes! Cuidado meu bem, Edward é um homem muito ativo e muito exigente com a aparência. Eu sei, pois nos relacionamos a cento e cinquenta anos. 



Bella sorriu e alisou a barriga. 



_Sabe Tânia, eu lhe aconselharia a não viver sua vida em prol de um sonho impossível. Edward é meu marido, ele me ama, ele quer essa criança e a mãe dele, que, no caso, sou eu. Você nunca teve chance com ele. Aceite, você perdeu essa e perdeu feio. Mude de pensamento e pare de lembrar os velhos tempos, porque quem vive de passado é museu. Aliás, é bem a sua cara, né? Já que você é velha. 



Bella deu a volta e saiu da habitação, sem nem se quer lhe dirigir uma última olhada. Quando a porta se fechou, ela ouviu o som do vaso se espatifar contra a madeira. Sorriu satisfeita, tinha ganhado essa. Ela passeou pelo salão, até ser surpreendida por um vampiro a qual não tinha sido apresentada. Ele lhe estendeu uma taça de proseco e ela recusou. 



_Bem, ao menos, me daria a honra de me acompanhar até a varanda? Está uma noite linda, não? 



Foi só aí que Bella percebeu que tinha escurecido. Tinha passado o dia inteiro aqui. 



_Me perdoe, mas eu devo ir. Já está tarde. 

_Que pena linda. Qual a sua graça? 

_Perdão? 

_O seu nome. Qual o seu nome? 

_Isabella. 

_ Joshua Belwei, ao seu dispor querida. 



Bella lhe dedicou um sorriso e corou quando o vampiro lhe beijou os dedos da mão. Ela se despediu e foi embora. Quando ia saindo, ela foi segurada pelo braço por uma vampira que ela reconheceu como a mesma da festa do congresso. Qual era o nome dela... 



_Boa noite Isabella, lembra-se de mim? Sou Victória e gostaria muito de falar com você. 



Bella sentiu um arrepio descer por sua coluna. Essa vampira era perigosa. Antes mesmo de negar o pedido, Ena apareceu ao seu lado e tirou os dedos da vampira do braço seu braço. 

_Afaste-se Victória. 

_Porquê? Ela não gostaria de saber sobre o passado do marido? 

_Fique longe, Victória. É uma ordem. 

_Não recebo ordens de você, sua cadela.- Ena ignorou o insulto. 

_Aceite como um aviso. Fique longe de milady ou... 

_Pergunte ao seu marido por mim, milady, tenho certeza que ele tem boas recordações de mim... 

_Fora Victória. Agora. 



Ena saiu escoltando Bella para o carro e praguejando baixinho. Alexei se juntou com elas e Ágatha veio logo atrás, chorando. Não disse o porquê, mas Bella desconfiou que Tânia tinha dito alguma coisa. Assim que chegaram em casa, Edward passeava pelo tapete da sala e, quando a viu, correu apra ela, lhe tomando nos braços e lhe abraçando tão forte que quase lhe tirou o ar. 



_Onde esteve? Me deixou morto de preocupação! 

_Estava na casa de Diana Sinclair, ela deu um chá em m nha homenagem. Tinha que ir, seria descortês, não? 

_Não, não seria. Aquela naja só pensa nela e em se promover. Te fizeram alguma coisa lá? 

_Não, tudo ocorreu perfeitamente. 



Bella falou e Edward olhou para os vampiro parados e mudos atrás de sua mulher. Alexei balançou com a cabeça e Edward entendeu o recado. Assim que eles jantaram e Bella se retirou para o quarto, Edward se reuniu no escritório. 



_Quem dessa vez? – Edward falou assim que sentou na sua cadeira. 

_Tânia, Victória, a própria Diana e... 

_E? – Edward perguntou, esperando que Alexei respondesse.



O vampiro ficou sério de repente. 





_ Joshua Belwei. – Alexei rugiu a resposta e Edward estreitou os olhos. 

_Ele fez contato com ela? 

_Algumas palavras. 

_Enna? – a vampira deu um passo a frente. 

_Milady se desfez da companhia dele rapidamente, milorde. 

_Bom. Você deixou claro para ele Alexei? 

_Ele sumiu antes de que eu pudesse colocar as mãos em cima, milorde. 

_Deixe que eu cuido dele então. Estão dispensados. 



Eles se retiraram do escritório e Edward pegou o abridor de cartas de prata e ficou rodando-o entre os dedos. 



_ Então Joshua resolveu aparecer depois de mais de cem anos longe. Devia estar se escondendo em algum buraco de rato, esse infeliz. Vamos recebê-lo como se deve então. 



Edward lançou o objeto e ele se pregou na parede até o punho. Se ergueu e foi para o quarto. Assim que chegou, viu sua mulher dormindo, mas o desejo gritava em suas veias, pulsava de um modo selvagem. Queria-a, desejava se afundar nela e lhe tirar todo e qualquer pensamento que lhe lembra-se o bastardo do Joshua. Ele se atreveu a tocá-la? Edward descartou as roupas e deitou na cama. Rasgou a camisola dela e devagar, mas com possessividade ele a penetrou profundamente e se movimentou lentamente, enquanto mordiscava seus seios. Ela gemeu e abriu os olhos sonolentos e lhe encarou em silêncio. Ele sabia o que ela estava vendo, ciúme, fome, desejo, raiva, medo. Tudo refletido em seus olhos negros. Seus caninos expostos poderiam parecer ameaçadores para alguém, mas não para ela. Bella se ergueu e lambeu uma presa, passando o lábio por ela e sentindo a pele se abrir e o sangue gotejar fora da ferida. Ele bebeu dela. Cada gota era como um manjar em sua boca, sua lingua colhia o líquido precioso, enquanto ele se arremetia sem parar no seu interior. 



_Diga que me ama Céu, diga! 

_Eu amo você Edward. 

_Diga que pertence a mim e só a mim. Diga! 

_Só a você. 

_Ninguém mais. 

_Ninguém mais... Só você, meu querido. 



Ela se ergueu e se segurou nele, enquanto seu orgasmo a atingia poderosamente. Ele rosnou e empurrou mais forte e mais rápido dentro dela, se derramando em seu interior em abandono. Rolou pro lado, a puxando para seu peito e ela adormeceu rapidamente. Ele ficou um par de horas acordado, pensando em como as coisas eram engraçadas. Faziam cem anos que procurava por Joshua e ele vem de livre e espontânea vontade para suas mãos. Maravilhoso. 

No dia seguinte, ele comunicou a Bella que iriam a um coquetel na casa dos Widies. Ela se arrumou com esmero e eles se dirigiram à mansão. Foi um coquetel calmo, com uma música suave de fundo ao vivo a noite toda. Ele deixou Bella sozinha na companhia de Enna enquanto resolvia algumas coisas com Gautani Widie. Ela sorriu e ficou conversando com a vampira. 

Edward ficou de longe, observando sua esposa. Se sentia um crápula mais precisava dela para pegar o safado. E, dito e feito, ele se aproximou de sua mulher. Tentou que ela o acompanhasse em uma taça de champanhe e ela negou, tentou levá-la até a biblioteca e ela se recusou. Estava o procurando com os olhos e Enna a chamou. Assim que elas se afastaram, ele saiu do salão, indo em direção ao pátio. Edward o seguiu silenciosamente. 

Joshua sentiu que era seguido e sorriu. Seu contato tinha chegado finalmente. 



_Boa noite Edânya. – ele falou sem se virar. 

_Você errou. – Edward falou calmamente às suas costas. O vampiro se virou e o olhou horrorizado. 

_Meu Deus! 

_Errou de novo. Tente “Seu pior pesadelo”, caro amigo. 

O vampiro tremeu visivelmente e Edward sorriu. 



_Que falta de educação a minha, não? Boa noite Joshua. 



O vampiro travou no lugar e o olhou incrédulo. Em seguida, olhou por cima do ombro e viu Gautani e entendeu que seu convite fora uma armadilha. 



_Milorde. 

_Por onde andou, Joshua? Te procurei bastante. 

_Por aí. 

_Por aí... Entendo. Como andam os rendimentos? 

_Bons, não tenho do que me queixar. 

_E as mulheres? 

_Não me faltam. 



Edward assentiu e pegou uma rosa negra entre seus dedos, cheirou as pétalas em uma calma intrigante. 



_Está atrás de alguma aquisição, não está? Eu soube por aí. 

_De fato, estou. – ele falava com naturalidade, como se fosse um vampiro comum e não um assassino e traidor da raça. 

_E quem seria a presa dessa vez? 

_Ali na sacada. 



Edward seguiu seu olhar, mas já sabia de quem se tratava. Bella estava lá o procurando. 



_Hum... 

_Linda, não milorde? 

_Sabes Joshua, existem regras entre nós vampiros e você bem o sabes. Mandamentos, na verdade, e o mais importante é: Não seduzirás a mulher de Teu Senhor. 



Edward falou calmamente e Joshua engoliu em seco, quando soube quem era a beldade que estava dando em cima. Isabella. Claro! A Bella de Edward, como era chamada. Ela disse seu nome, mas ele não ligou o nome à pessoa e agora seu pescoço estava em apuros mais do que nunca. 



_Milorde, eu posso explicar... 

_O que mais me espanta é saber que você me roubou, matou a Letter com requintes de crueldade, explodiu um de meus armazéns, se debandou para o outro lado, é o líder dos caídos, executa, sem parar, atentados contra meu povo e agora, depois de cem anos, você volta e age como se nada tivesse acontecido. 

_Milorde, eu... 

_E, para acabar de fechar o pacote, dá em cima de minha mulher. 

_Eu não sabia que era sua mulher. 

_Estás cego, Joshua? Acaso não vês minha marca nela? Não sentes minha essência em volta dela? Joshua, Joshua. De repente ficastes tão idiota que não percebes onde andou enfiando o pé? Acaso achastes que Gautani seria corrompido? Ele é meu súdito e guerreiro mais fiel, seu imbecil! 

Joshua deu um passo para trás e Edward sorriu, negando com a cabeça. Os olhos negros como a noite sem estrelas. 



_Vais morrer Joshua. Agora. 

_Se me matares, nunca vais conseguir parar a horda dos caídos. Eles não tem só a mim, há quem seguir, muitos se levantarão! 



O vampiro falava, enquanto retrocedia desesperadamente. Edward estava parado no mesmo lugar. Quando fixou seus olhos nele, Joshua não pôde se mexer e seus pés voluntariamente andaram na direção de Edward. 



_Não sou o único líder, tem mais, muito mais. 

_Sim, meu caro Joshua, mas será um a menos no mundo, não? 



Com um movimento de mão, o vampiro virou a cabeça, deixando o pescoço descoberto. Edward ria da tentativa inútil dele de se virar de seu poder. 



_Se me poupar, eu juro que lhe digo onde se encontram os líderes dos caídos. Eu dou-lhe minha palavra!!! 

_ Não preciso de ti para chegar aos líderes, Joshua. Eles virão a mim no tempo certo. O que eu mais queria era você. E agora eu o tenho. 



As presas de Edward entraram em seu pescoço e o vampiro foi suspendido no ar. Eles voaram para as sombras do bosque que circundava a mansão. Edward cravou o vampiro em um galho grosso e se afastou, observando ele se transformar em pó. Limpou o canto da boca e se virou para ir embora. 



_Limpem a bagunça. – ele deu a ordem e seus guardas assentiram.







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N/B: 



OMGGG, o nosso vampirão é FODA mesmo!!! Que demonstração de poder foi essa???? AMEIIIIIIIIIIIII!!! 

Agora, fala sério, a vida no mundo vampírico deve estar um tédio pra todo mundo estar pedindo pra morrer, só pode!!! Ou então o instinto suicida deve estar rolando solto, porque tudo mundo resolveu provocar o Edward, mexendo com aquilo que ele tem de mais precioso!! Pensei que só o Brady é que tava pedindo pra morrer, mas pelos vistos errei feio, rsrrsrsrsrs. Um já foi, tendo o seu desejo realizado e, se continuarem, os outros seguirão pelo mesmo caminho, kkkkkkkkkk!!! 

O Emmet deve estar com um grande problema se percepção, só pode! Como é que a Rose diz “Ao meu parceiro de alma e SÓ a ele” e o totó não capta que ELE é o bendito escolhido dela??? Vai ser sem noção e tapado desse jeito lá ….. nem sei onde!! 



Amei demais esse capítulo!! A Bella pondo a Putânia no lugar (again!!) foi demais! As brigas entre o Edward e o sogro prometem sempre, kkkkk!

3 comentários:

  1. que capitulo foda ,oh vampiro tudo de bom,e a bella não fica atrás,essa putanya é ridicula kkkkkkkkkkk amei

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  2. mais um capítulo maravilhoso !!!!! Edward se impõe o tempo todo !!!!! Bella está aprendendo a mostrar a sua autoridade e a colocar certas pessoas no seu devido lugar !!!!!

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