sexta-feira, 17 de maio de 2013

Amor com Gosto de Sangue: Capítulo 4




Capítulo 04





N/B: Só digo uma coisa, capítulo absolutamente INCRÍVEL!! MILLY ARRASOU!



***



Bella estava na sua reunião da “Associação de Amparo às Vampiras Viúvas e Vampiros Órfãos”, que ela tinha criado. Tinha sido uma manhã bem produtiva. Estava sozinha, apenas com seus seguranças. Não tinha tido necessidade de acordar sua filhota, ela precisava dormir um pouco. Bella abafou um bocejo com as costas da mão e sorriu. A gravidez já começava a mostrar os sintomas. Alisou a barriga, agradecendo a Deus, em pensamento, pelo milagre que era essa gestação, pelo milagre da sua vida e da de seu bebê. 



Bella andava pelas ruas, fazendo compras para o mais novo membro do clã Cullen e não percebeu que um carro preto a seguia por toda a parte. 



{***} 





_Pai. – Alex o chamou, quando deixaram o subterrâneo e se dirigiam às suas salas. Tinham muito trabalho a ser feito. 



_Diga filhote. 



_O senhor pode tirar a algema de sangue? Eu estou me comportando bem há uma semana já. 



Ele deu seu melhor sorriso angelical e seu pai revirou os olhos. 



_Não. – Edward voltou a andar e seu filho o seguiu, batendo o pé, mimado que só ele. Edward pensou, sorrindo discretamente. 



_Qual é pai?! Eu... – Ele olhou ao redor e todos estavam observando a “conversa de adultos” que estavam tendo. 



_Alex, entenda filho, suas boas ações não vão livrá-lo do castigo e você está de castigo por um mês e assim ficará. 



_Mas pai... 



_E não insista. 



_Mas... 



_Eu disse não. 



_Pai! 



_Alex. – Edward rosnou em advertência, fazendo-o se calar e voltar para sua sala. 



_Crianças. 



Edward resmungou, negando com a cabeça e entrando em sua sala, onde sua secretária o esperava com pilhas e mais pilhas de documentos. Ele suspirou, cansado. Estava ficando velho já. Talvez estivesse na hora de pedir sua aposentadoria.





{***} 



Bella tinha acabado de sair da loja de roupas infantis. Ela sabia que seria uma menina, seu instinto gritava para ela que assim seria. Ela tinha comprado muitas roupinhas, desde vestidinhos, a casaquinhos grossos, já que o tempo aqui na Escócia era horrível. Seus seguranças a cercavam, a ponto de sufocá-la. Ela ordenou que se afastassem ou os despediria a todos. Sua ordem não foi acatada, é claro! Eles obedeciam ao seu marido e não a ela e, no fator segurança, Edward era paranóico. 



{***} 



Edward deixou sua caneta cair de seus dedos, quando um pressentimento forte o arrancou de sua concentração com os papéis. 



Bella. 



Ele sacou o celular e discou seu número, respirando aliviado, quando ouviu sua melodiosa voz do outro lado do aparelho. Ela disse que estava bem, que tinha saído da reunião na associação e que tudo tinha ido muito bem. Perguntou se as empresas Cullen poderiam patrocinar o evento no mês que vem e ele disse, sorrindo, que claro que podiam. Ela era absurda quando fazia esse pedidos, acaso tudo que era dele também não era dela? Ela falou sorridente das roupinhas que tinha comprado para o bebê que seria uma menina e ele sorriu com a empolgação na voz dela. Ele sempre ficava feliz quando ela estava feliz. Conversaram por mais meia hora, até que sua secretária enfiou a cabeça pela porta, o avisando da reunião, que seria em dez minutos. Ele desligou, reafirmando seu amor eterno por ela. Ela disse que o amava também. Ele disse que ela não se cansasse muito, que fosse para casa no primeiro sinal de tontura ou enjoo ou cansaço ou qualquer outra coisa que as grávidas sentiam e ela o chamou de neurótico e disse que estava bem. Mandou um beijo para ele e para Alex e desligou. Ele foi para a reunião com o coração apertado. Algo não ia bem e ele se perguntava o que seria. Ela disse que estava tudo bem. Ele devia ter pedido para falar com Nessie, sua filha a acompanharia hoje... Deixou para lá. Ela tinha lhe garantido que estava bem, ele tinha que deixar de ser paranóico. 



{***} 



Nessie acordou e se espreguiçou, agarrando o travesseiro do irmão e enfiando a cabeça nele. Alex cheirava tão bem... 



_Hei princesa, o que está fazendo em casa? 



Ela olhou para porta e viu Jacob parado lá, com uma mão no umbral e a outra enfiada no bolso da calça social. Sua pasta estava caída aos seus pés. Ela sorriu e estirou os braços para ele, que riu e foi ao seu encontro, a pegou no colo e a levou até seu quarto. Não queria briga com Alex se ele chegasse e sentisse seu cheiro aqui. Cunhado ou não ele, ainda era um lobo e lobos e vampiros não gostavam do cheiro um do outro. Apesar de que Nessie tinha um cheiro tão peculiar que o agradava. Muito. 



_O que faz em casa, Nessie? Não deveria está com Bella? 



_Ela não saiu ainda, ela teria me chamado. 



_Agatha disse que ela saiu tem oito horas já. 



Ele falou com a sobrancelha arqueada para ela, que soltou um palavrão e correu para o chuveiro, tomando uma ducha e saindo de lá correndo para o closet, se vestindo com a primeira roupa que botou a mão, uma calça jeans rasgada e uma camisa de Jack, que sempre ficava aqui. Voltou para o quarto, pulando de um pé só, enquanto tentava calçar as botas. 



_Jack, amor, me passa a escova, preciso domar a juba. Rápido homem!- Ela gritou, pois ele não se moveu rápido o suficiente para seu gosto. _ Se papai descobre que a mamãe saiu sem mim, ele comerá meu fígado! 



_Eu te protegerei dele, amor, fique tranquila. 



Ele falou, indo ao seu encontro, com a escova na mão e sentando atrás dela para pentear seus longos cabelos. Ele amava seus cabelos compridos, eles chegavam abaixo da bumba dela e tinha uma cor igual ao do pai, mas um pouco mais concentrada 


_Você não poderá me proteger Jack, será que não conhece o papai? 



_Ele jamais te bateria, princesa. 



_Não estou falando de bater, estou falando do olhar magoado que ele sempre nos dá, quando o decepcionamos. Jesus, prefiro uma surra! 



Jacob riu e lhe beijou o ombro, mordendo de leve o local, enquanto metia a mão por dentro da blusa e alisava sua cintura fininha e sua barriga plana. Ela jogou a cabeça para trás, fechando os olhos. 



_Vamos logo amor, antes que eu me descontrole e te jogue nessa cama... – ele falou, rouco. 



_Você promete isso há tanto tempo, que eu nem acredito mais. 



_Prometi a seu pai que você subiria ao altar virgem, e eu pretendo manter minha palavra. 



_Você é tão chato. 



Ela resmungou e saiu de perto dele, respirando fundo para se controlar. Bastava apenas um beijo dele, para que ela ficasse subindo pelas paredes. 



{***} 





Uma chuva torrencial caiu sobre Edimburgo, escurecendo o céu e tornando tudo lúgubre. Edward estava olhando atrás das enormes janelas, seu coração apertado com um pressentimento ruim. Estava esperando um ataque dos seus inimigos, mas, não era bem isso que o estava angustiando. Ligou para Bella mais umas quatro vezes e só sossegou quando ela disse que estava indo para casa. Seus seguranças estavam na sua cola. Ele queria falar com Nessie, mas, seu celular só dava fora de área ou desligado. Voltou a se sentar em sua cadeira, se concentrando no trabalho, enquanto as pessoas lotavam a sala de reuniões. Apenas mais essa, e ele poderia ir para casa. Para ela. Para sua Bella. 



{***} 



Bella se dirigia para o Mercedes, que estava estacionado do outro lado da rua, quando uma de suas seguranças, que era nova no trabalho, se aproximou dela, a pegando brutalmente pelo braço. 



_Está louca, solte-me!- ela falou séria, dando um safanão na mulher, que não era vampira, se livrando do aperto de ferro dela. 



_Louca está você de trazer ao mundo mais uma aberração dessas. 



Bella a olhou, assombrada e tentou se afastar. Tudo aconteceu rápido demais. Ooutro segurança estava guardando as compras no porta malas e não percebeu, até que foi muito tarde. A mulher empurrou Bella no momento em que um ônibus vinha se aproximando. Bella cambaleou pela rua, caindo no asfalto. Fechou os olhos, por que sabia que não teria forças para sobreviver a essa batida, ela era uma híbrida, não uma vampira completa, ela era mais frágil que um humano. A pancada veio, a lançando longe, mas ela percebeu que o impacto não foi muito forte. Urick tinha se jogado à sua frente e levado o maior golpe. Ele a abraçou, fazendo uma bola protetora com o corpo em volta dela, livrando-a do mais grave do acidente. Ela sentiu o mundo escurecer ao seu redor. 



{***} 







Edward estava sentado em sua cadeira, vendo a reunião desenrolar, sem realmente prestar atenção ao que acontecia ao seu redor. 



Foi quando sentiu. 



A dor pura, o rasgando de cima a baixo. Ele tremeu inteiro, seu corpo tendo convulsões que não lhe pertenciam, não vinham dele. Ele se dobrou em dois e caiu no chão, ficando em posição fetal, o ar sumindo dos pulmões e a vista escurecendo. Ele estava sentindo... Sua amada... Sua mulher... 



A porta foi aberta com um impulso tão feroz, que a dobradiças foram arrancadas. Alex entrou tremendo no cômodo, olhando a todos e buscando seu pai. O alcançou e sentou ao seu lado. 



_Papai... A mamãe... – ele chorava. Não podia suportar, sua mãe estava ferida, ele sentia isso furando seu coração. 



Seu pai se ergueu, tremendo e o olhou com os olhos injetados de sangue e lágrimas. O puxou para seu peito e o abraçou apertado. O grito de dor que saiu dos seus lábios fez o sangue de Alex e de todos os que estavam presentes gelar nas veias. 



_ Cassandra! – Alex gritou pela secretária do seu pai, que estava parada lá, olhando a cena. 



_Alex... 



_Chame o carro. AGORA! E cancele tudo por essa semana... Não, pelo mês inteiro. 



_O que houve com milorde... 



_Faça como eu te ordenei. – ele rugiu a ordem, enquanto erguia seu pai do chão e o levava para fora da sala em direção aos elevadores. Patrícia estava ao seu lado, com o telefone na orelha, ligando para sua casa e para o mundo todo, tentando descobrir o que aconteceu com sua mãe. 



_Calma pai, vamos chegar logo em casa. A Nessie está com ela. 



Seu pai nada disse. Ele estava em estado catatônico, parecia um boneco que Alex conduzia para onde queria. Chegaram a casa e encontraram Nessie sentada no sofá, com Jacob ao seu lado. Ela estava chorando. Ele ajudou seu pai a sentar na poltrona e encarou sua irmã, procurando ao redor por sua mãe. 



_Aonde está a mamãe. 



_Não sei. – ela respondeu com a voz falha. 



_Como não sabe? – ele rugiu para ela e Jacob o olhou em advertência. 



_Ela não me acordou para que eu fosse com ela... Eu senti a dor dela, Alê... Eu... 



_Era para você estar com ela, era sua maldita tarefa e em vez disso VOCÊ ESTAVA DORMINDO! 



_Alex. – Jacob falou sério, enquanto Nessie tremia em seus braços. 



_O QUÊ? O QUE VOCÊ VAI DIZER QUE SERVIRÁ PARA LIMPAR A BARRA DELA?! HÃ? DIGA-ME ALGO QUE APLAQUE MINHA RAIVA, JACOB. POR CAUSA DELA, A MAMÃE FOI MACJHUCADA E NÓS NEM SEQUER SABEMOS ONDE ELA ESTÁ!!! 



Ele sentiu dedos frágeis lhe tocar o ombro e olhou de lado. Patrícia estava lá, negando algo com a cabeça. 


_Venha Alexsander, essa não é hora de gritar com sua irmã, é hora de ir ver sua mãe. Eu descobri para onde a levaram. 

_Para onde? – eles olharam para Edward, que se ergueu com sua força já restabelecida. 

_ Western General, senhor. 

Patrícia respondeu, saindo do caminho dele, quando passou feito uma bala. Ela ficou atônita, quando ele se transformou, bem na sua frente, em um imenso corvo negro e alçou voo sumindo na escuridão que caia rapidamente ao redor deles. 





_Ele... Ele... – ela balbuciou, olhando para o céu. Alex chegou perto dela e a pegou pelo braço. 



_Venha Paty, vamos ao hospital ver minha mãe. 





{***} 





O branco do local o deixava louco. O não receber notícias de sua amada o deixava louco. Eles estavam há mais de três horas lá, sentados na sala de espera. Ele sentia os batimentos fracos dela, vindos da sala de cirurgia. Ele a sentia morrendo. Lembranças de quando passou por isso, há anos atrás, quando ela o salvou de Thirran, dando sua própria vida para livrá-lo da maldição, vieram à sua mente. A agonia de saber que a estava perdendo, que por culpa dele, ela estava assim, nesse estado. Talvez seu filho tivesse razão todos esses anos e ele era o real culpado pelo estado dela. Se ele tivesse sido um pouco mais forte naquele dia, ele teria lutado e morrido para salvá-la, em vez de se deixar levar pela loucura do sangue, da maldição e feito o que fez com ela. Sim, era sua culpa! Ele não suportaria passar por tudo novamente. 



_De novo não. De novo não. – ele sussurrou, enquanto olhava para o chão branco, suas mãos esticadas à frente do seu corpo, apoiadas em suas coxas tensas. 



Ele esperava o pior vir daquela sala. E sabia que viria, ele sabia. 



_Pai? 



Edward ergueu os olhos e encarou seu filho. Ele estava sério, calmo, mas uma chama de dor e raiva brilhava em seus olhos. E ele sabia que era o responsável por isso. 



_Filho. 



_A mamãe vai sair dessa, pai, tenha fé. 



_Eu tenho toda a culpa disso, meu filho. Se você quiser gritar descontar sua raiva em mim, eu vou entender. 



_Não pai, o senhor não tem culpa. Mas eu vou descobrir quem foi. 



_Eu machuquei sua mãe. 



Alex sentou ao lado dele, suspirando fundo. 



_Não mais do que eu, durante todos esses anos, pai. Eu machuquei o senhor também, mas eu sei que o senhor nunca me imputaria a culpa por ela estar agora naquela mesa de operações. Eu sinto muito por tudo que eu fiz o senhor passar. Eu sinto muito por toda a dor que vocês passaram. Eu estava tão perdido em minha miséria, que não via ao meu redor que todos sofriam, o senhor mais do que todos. A mamãe é sua metade, sua alma gêmea. Eu nunca senti o que o senhor sente, mas eu sei que irei encontrar a minha companheira e peço a Deus que a ame tão ou mais fortemente quanto o senhor ama a mamãe. 



_Alex... 



_Pai... Eu sinto muito por ter sido um filho tão ruim. – ele começou a chorar e seu pai o abraçou forte, chorando junto. _ Eu sinto muito, meu pai, eu não podia fazer o que eu fiz... Eu... 



_Tudo bem filhote, o papai entende. Ficaremos bem. 



_Me perdoe... 



_Já perdoei Alex, no segundo em que você fazia as coisas, eu perdoava e sua mãe também. Amamos você filho. Amamos você. 



{***} 



O silêncio do local era opressivo. Edward consultou o relógio. Faziam agora cinco horas que ela estava na sala de cirurgia. Ele se ergueu e se dispôs a andar pelo corredor. Alex tinha adormecido na cadeira, Nessie estava sentada ao lado de Jacob. 



_Edward! 



Ele se virou e viu seu sogro correndo ao seu encontro. 



_Diga, por Deus, diga que é mentira. DIGA! 



Edward não pode falar, nem mentir. O homem deslizou pela parede, abraçando a se mesmo e chorando. Sue chegou e o amparou. 



_Venha meu querido, ela vai ficar bem. Tenha fé. 



_Quem fez isso? QUEM FEZ ISSO! 



Charlie estava tremendo, seus olhos dilatados denunciavam que estava a ponto de se transformar. 



_Charlie, acalme-se. – Edward falou, abraçando seu sogro pelos ombros. _Não pode se transformar aqui. Pense em Bella e no terror que isso causaria a todos do local. Acalme-se homem! 



Ele respirou fundo, as mãos em punhos, fortemente presas ao lado do corpo. 



_Eu quero a cabeça de quem fez isso. 



_E teremos, não se preocupe, ninguém mexe com minha família e sai impune. Você tem minha palavra. 



Ele assentiu e sentou ao lado de Alex, que segurou sua mão. Nessie veio até ao vovó e sentou do outro lado, encostando a cabeça no ombro dele. 



_Trouxe café e... Algo que vocês apreciam mais, eu creio. 



Patrícia falou, se aproximando e entregando os respectivos copos a cada um. Edward agradeceu e bebeu um longo gole de sangue e a olhou, erguendo uma sobrancelha para ela. Ela deu de ombros. Ele sorriu. 



_Obrigado, senhorita Patrícia. 



_De nada, senhor. 



_Paty, venha aqui. – Alex a chamou, indicando a cadeira ao seu lado, para que ela sentasse. 



Meia hora depois, a doutora vinha pelo corredor. Edward estava calmo, por que conseguia sentir sua mulher com vida. Seus batimentos estavam mais fracos do que o normal mais ela sobreviveria. Quando ele viu a doutora Nilcia se aproximar, ele se ergueu, já com um sorriso nos lábios. Mas, pela sua expressão, ele se apagou rapidamente. Ele sondou ao redor e sentiu Bella respirando normalmente. 



_Nilcia, o que houve? 



_A pancada foi muito forte, Edward. Bella está bem. Mas, o bebê... Sinto muito, milorde, ele... Não sobreviveu. 



Edward sentiu seus joelhos tremerem e ameaçarem desabar no chão. Cambaleou até uma cadeira e deixou-se cair como um peso morto. Ouviu, ao longe, o choro da filha, do filho, do sogro, dos amigos. Dele próprio. Não, isso não podia estar acontecendo. Era um pesadelo. Só podia ser. 

_Sinto muito. Ela poderá receber visitas, mas, por favor, sem muitas emoções. Ela não sabe do bebê, achei que milorde gostaria de lhe contar. 



_Ela está acordada? – Alex perguntou, se erguendo e enxugando os olhos, enquanto ia para a doutora. 



_Sonolenta, ela perdeu muito sangue, precisa de doações. Quem vai primeiro? 



_Eu gostaria de ir. – Charlie sussurrou, olhando para Edward, esperando permissão. Ele assentiu, consentindo. 



Todos entraram. Ela permanecia em um estado de sonolência, hora acordada, balbuciando, hora dormindo. Edward não entrou lá, se sentia fraco demais para estar ao lado dela, não se sentia... digno de estar ao seu lado. 



_Pai? – Nessie o chamou e ele a olhou, enxugando as lágrimas que teimavam em cair. Ele nem ligava mais. 



_Sim Nessie? 



_Já fizemos as doações. O Alê está acabando de doar e logo poderemos voltar para casa. O senhor vem connosco? 



_Não. Ficarei aqui. 



_Ela não vai acordar agora, papai. 



_Eu sei, mas, mesmo assim, eu ficarei. 



_Está bem, estou indo. Volto amanhã, está bem? 



_Sim meu bem, vá descansar. 



Nessie se despediu e foi embora com Jacob. Charlie e todos os outros já tinham ido. Não podiam ficar todos lá e ele não voltaria para seu lar sem ela. Ele não suportaria olhar para a cama e não vê-la lá. Ele sentou-se em uma das muitas cadeiras nos ala de espera, pensando, desejando, esperando, criando coragem para entrar e vê-la. Ele sentiu seu filho caminhar em sua direção e sentar ao seu lado. 

_Eu sei que isso não é hora de pedir, mas... Pai, por favor, tire a algema de sangue, eu... Preciso ir a um lugar, eu... 



Seu pai nada disse, apenas segurou em seu pulso e alisou onde a veia pulsava forte. Recitou alguma coisa e, em segundos, Alex sentiu a liberdade lhe alcançar. Ele mexeu os dedos, testando e sorriu agradecido. Se ergueu e tocou o ombro de seu velho, em agradecimento. 



_Não demorarei, só levarei a Paty para casa e depois irei a outro lugar. Voltarei rápido. 



Seu pai assentiu, calado. Antes que ele sumisse no corredor, ele ouviu a voz dura e raivosa lhe falar. 



_Quando encontrá-la, chame-me, quero o coração dessa bruxa em minhas mãos. Ele. É meu. 



_Sim, meu rei. – Alex fez uma reverência e saiu de lá, buscando Patrícia, para levá-la para casa. 



{***} 









Alex estava encostado em um canto escuro, observando. 
Mellanie estava passeando pelo lugar, se socializando. Ele sabia que, para conseguir pegar sua presa, precisaria dela. Ela era uma excelente rastreadora. A melhor que ele conhecia. Ele olhou em volta, vendo cada rosto, descartando e colocando em sua lista os que ele achava que estavam envolvidos no acidente de sua mãe. Mell lhe fez um sinal com a cabeça em direção à porta de entrada. Uma mulher, de aproximadamente vinte e cinco anos, entrava abraçada a um armário, um bruxo de dois metros de altura e músculos, que fariam qualquer valentão correr de medo, se não se mijasse nas calças antes. Bom. Ele não era qualquer valentão, ele era O VALENTÃO e não correria. Alex sorriu, estralando os ossos do pescoço, enquanto se desgrudava da parede e ia ao encontro de ambos. Bruxos, ele soube assim que sentiu suas essências. 


_Olá príncipe negro. – a mulher falou, assim que ele chegou perto de ambos. 

_Como sabe quem eu sou? 

_Todos te conhecem, meu querido. – ela passou a unha pelo rosto dele, o encarando com desejo. _ A propósito, meu nome é Cytharea e esse é meu irmão, Raymond. 

O armário acenou com a cabeça. 

_Fiquei sabendo que você está a procura de uma pessoa. Especial. Alguém que se meteu em um problema com “P” maiúsculo. 

_O que você sabe? 

_O que eu ganho em troca? 

_O que você quer? 

_Você. Por uma noite. – ela sussurrou em sua orelha, lhe causando um arrepio de excitação e ele teve que trincar os dentes, para não prendê-la contra a parede mais próxima e atacá-la do jeito que ela queria. 

_Sinto muito Cytharea, mas, estou em uma missão. 

_Sei, sei, busca e captura. Vai ter morte também? 

_Você sabe me dizer onde eu a encontro? 

_Eu sei o nome. Vai ter um preço. 

_Sempre tem. – Mellanie chegou por trás de Alex, o abraçando pela cintura. 


Cytharea fez uma careta de desgosto e voltou sua atenção ao seu irmão. Falaram mentalmente por alguns segundos e ela voltou sua atenção para eles. 

_O preço é o seguinte. Eu quero um pouco de sangue de vampiro. Do seu sangue. – ela disse, olhando para Alex. 

_Nem fodendo, sua vaca! – Mellanie grunhiu, mostrando as presas, em um aviso claro de “afaste-se”. 

_Tudo bem Mell. - Alex alisou a bochecha dela e lhe sorriu. Virou-se para os bruxos, agora totalmente sério. _ Diga-me o nome e onde encontro ela. 

_Primeiro o sangue. – ela esfregou o nariz, seus olhos encetados e Alex sorriu. 

Sangue de vampiro era droga pura para os bruxos, equivalia ao craque para os humanos. Diferente do sangue de lobo, que os enfraquecia. E o sangue tão puro quanto o dele era muito tentador. Ele pegou o pequeno punhal, que trazia preso à bota e furou o dedo, deixando algumas gotas caírem em cima de uma mesa. Foi como ver uma briga de cachorro de rua por um osso. Os irmãos quase se mataram. Ele balançou o dedo sujo de sangue na frente da bruxa e ela veio para ele, como um cachorrinho. Ele negou com a cabeça e levou o dedo à boca. A mulher gemeu, em angústia. 

_Vamos docinho, o nome e onde eu a encontro? 

_O nome dela é Alana, ela é uma aprendiz de bruxa. A ordem dela lhe impôs esse serviço para que ela fosse recebida entre eles, ela mora na Hanover Street, número 566. Agora... Me dê o que você prometeu. Eu preciso. 

_Alex... – Mellanie segurou seu braço, em advertência. Ele sorriu, a acalmando ou tentando, pelo menos. 

_Ela é apenas uma bruxa doente. Não vai acontecer nada Mell, relaxe. 

Ele mordeu o dedo e estirou a mão para a bruxa. Ela a tomou, se ajoelhando aos seus pés e sugando com avidez. Um rosnado passou pela garganta dele, o fogo queimando sua coluna. Ele puxou de volta e a mulher gritou em fúria. 

_Não! EU AINDA NÃO TINHA TERMINADO! SEU BASTARDO, EU LHE DEI A INFORMAÇAO!!! 

_E eu paguei por ela. 

Ele saiu de lá, com Mellanie em seus calcanhares, reclamando que tinha sido loucura o que ele fez. Ele não se importou. Tinha o nome e o endereço da mulher e ela pagaria pela que fez à sua mãe. Mandou Mell ir para casa e ligou para seu pai, avisando onde ele poderia encontrá-los. Desligou e voou para a casa da aprendiz de bruxa. A encontrou dormindo. Subiu em cima da cama, livrando-a do lençol e deitando-se ao lado dela, apoiando a cabeça em uma mão, enquanto a outra alisava sua bochecha. 

_Hei princesa, acorde, eu quero brincar um pouquinho. 

Suas pálpebras tremularam e seus olhos se abriram. Ela arregalou suas íris azuis e quis gritar. Só quis mesmo, por que ele a pegou pelo pescoço e apertou, até que ela desmaiasse. Ele não a mataria, ela era presente para o seu pai. 


{***} 









Alana gemeu e abriu os olhos, olhando ao redor. O lugar era húmido e frio. Ela tentou se mexer, mas não conseguia. Suas mãos estavam presas no alto, acima da sua cabeça. 



_Ora, mas não é que o bebê acordou? 



_Onde... Onde estou... 



_A minha casa. Brincadeira! Você está na Cripta dos Amaldiçoados, isso lhe diz algo? 



Ele falou, sorrindo e ela ouviu grunhidos famintos, vindos do fundo do lugar. Tremeu e o olhou com raiva. Ele riu, negando com a cabeça. 



_Acha que eu tenho medo de cara feia? Você nunca viu meu pai com raiva, docinho. 



_O que você quer comigo? 



_Matá-la. Estripá-la. Pinicá-la em pedaços, bem pequenininhos e jogar para os meus cachorros comeram. 



Ele mostrou as presas afiadas a ela, os olhos ficando negros como a noite. 



_Você é um vampiro. 



_Sim e você é uma bruxa safada, que tentou matar minha mãe. Desculpe, mas eu terei que te matar. 



_Vocês são uma praga perigosa, que infesta a Terra, TODOS VOCÊS MERECEM MORRER!!! – ela gritou, o olhando com nojo. 



_Uma praga perigosa, você me chama... 



Ele falou, alisando o lábio inferior, enquanto a encarava. 



_Sim, é o que você. Uma praga perigosa e eu expurgarei todo o seu povo da face da Terra! 



Alana gritou de seu canto, amarrada com os braços esticados acima de sua cabeça, seus pés pendurados, apenas as pontas dos dedões tocando o chão. Ele sorriu e acenou com a cabeça, em concordância. 



_Sim, claro que você que você expurgará todo o meu povo... Amarrada como está, sem sua varinha de condão. 



Ele se ergueu da cadeira, em um rompante de fúria cega, derrubando o móvel e foi para ela, numa ferocidade que a amedrontou por completo. 



_Escute vadia escrota, foi a minha mãe que você machucou. Foi a minha mãe que você empurrou na frente de um fodido ônibus. A. Minha. MÃE!!! 



_Ela é digna de pena. – Alana cuspiu na cara dele. 



O tapa que Alex desferiu na cara dela a fez jogar a cabeça para trás e desmaiar. Ele jogou água na cara dela, despertando-a. 



_ Você é um maldito bastardo e um demônio! 



_Não, querida. Sou apenas o filho dele. Se você gostou de mim, então você vai amar meu pai. 



Ele riu, limpando o rosto de sua cuspida, que ardia como se tivessem jogado ácido em cima. Ela gargalhou, com prazer. 



_Oh! O pobre principezinho está machucado? Quer colo, quer? Então corre para os braços da mamãe, corre. CORRE, BASTARDO DE MERDA! 



_Você gosta mesmo de correr perigo, não é? – ele analisou uma faca enorme e bastante cega e enferrujada. _Eu acho que quero brincar um pouquinho. O doutor... Chegou. 



Ele riu e ela engoliu seco, demonstrando que toda a sua coragem era balela. 



_Sabe? – ele ficou olhando para a faca, alisando a lâmina cega e dentada. _ Existem vários meios de fazer um passarinho cantar. E você, rouxinol, vai trinar para mim, antes que meu pai chegue aqui e acabe com minha diversão... – Alex se aproximou dela e sussurrou no seu ouvido. _ Ele não gosta que mexam com o que é dele, sabe? E você mexeu. E como mexeu... 



A porta se abriu com um baque forte, arrancando-a das dobradiças. Edward entrou no meio de um vendaval. Alex sorriu, se afastando e sentando na cadeira para aproveitar o espetáculo. 

Os olhos do seu pai estavam negros. Vestia uma calça de couro preta e blusa branca. Seu casaco pendia ao redor dos pés, que estavam envolvidos em coturnos negros. E seus dentes... Cara, deu medo até em Alex! 



_Foi você quem atacou minha esposa? 



Alana ficou calada, com os olhos arregalados, olhando o tão famoso rei vampiro. 



_Responda, humana insignificante! Fostes tu quem atacastes minha esposa?! 



_Foi sim, pai. Se chama Alana e é uma bruxa... 



Edward a olhou com desdém e agarrou seu pulso, o libertando de um puxão das correntes. Alex sorriu, quando ela gritou por ter quebrado os delicados ossos. Bom. Sua mãe tinha perdido o bebê que tanto queria. Alana teria que pagar agora. 

Edward cheirou o sangue, que escorria por seu braço e negou com a cabeça. 



_Bruxa? - Ele riu – Não és bruxam a não ser uma aprendiz inferior. E vais morrer por ter causado dor em minha esposa.

_Pois me mate. Prefiro a morte, a ter que olhar para vocês por mais tempo! 



Edward a olhou sério e estreitou os olhos. Alex soube que ele tinha descoberto o mesmo que ele. Alana escondia um segredo e seu pai não a mataria até saber o que era. Edward cheirou o ar e sorriu. 



_Sente isso, filho? 

_Sim, o medo tem um gosto bom. 

_Delicioso. 



Alex dilatou as narinas, quando respirou profundamente, apurando o cheiro do medo de Alana. Estalou a língua e riu com gosto. 



_Dá para sentir o gosto do seu medo na ponta da minha língua, Alana. Um gosto doce... Excitante... 

_Calma filhote, nunca te disseram que não se pode brincar com a comida? 

_Já, mas eu nunca fui um bom menino, então essa parte é ignorada por mim propositalmente. 



Edward pendeu a cabeça de lado e a olhou intensamente. 



_O que esconde, criança?... 





{***} 











Edward chegou ao hospital nas primeiras horas do dia seguinte. Tinha tomado banho. Trazia um buquê de rosas brancas. Entrou silenciosamente no quarto e se dirigiu à cama, onde a viu, dormindo tão calmamente como um anjo, seu anjo! Ele se despediu de Sue e sentou-se na cadeira, ao lado da cama. Juntou as mãos na frente do corpo e abaixou a cabeça. 



_Por onde andou ontem à noite? 



Ela sussurrou e ele ergueu a cabeça, lhe sorrindo. 



_Achei que estivesse dormindo. 



_Estava, até você entrar aqui e eu sentir sua angústia. O que aconteceu? 



_Você não se lembra? 



_Lembro-me do acidente, daquela louca me jogando em frente ao ônibus. Se não fosse por Urick, eu teria morrido. O... O bebê, está tudo bem com o bebê? 



Ele lhe olhou e seus olhos se encheram de lágrimas, que ele lutava para não derramar. E ela soube. Sentiu o ar faltar nos pulmões, sentiu seu coração se romper no peito. De repente, respirar tinha ficado impossível. Ela se virou de lado, chorando baixinho. Ele alisou seus cabelos. 



_É tudo culpa minha, amor. Eu devia ter ficado com você. Eu tenho trabalhado tanto e não te dei o apoio que precisava e... 



_Tudo bem... Tudo... Bem. – Ela respirou fundo, tentando, a todo o custo, se acalmar. – Tudo vai ficar bem. 



Ele a olhou fixamente, torturado e impotente com tudo o que tinha acontecido. Ela estendeu as mãos para ele, a necessidade de ser forte por ele e para ele queimando em seu coração, enquanto ela mantinha o olhar fixo no dele. 



_Eu amo você, Edward Cullen. Ouviu? Eu. Amo. Você. Não foi sua culpa, nem minha. Simplesmente aconteceu. 



Um roucoo e torturado gemido deixou a garganta dele. Um segundo mais tarde, ele estava ajoelhado no colchão ao seu lado, suas mãos segurando seu rosto, enquanto suas testas se tocavam. 



_Eu amo você, Bella. 



Ele disse as palavras apenas com os lábios, enquanto os olhos fechavam e ele começava a chorar. 



_Eu amo você, moça. 



_Eu amo você também. Ficaremos bem. Muito bem. 



******** 

N/B: OMGGGGGGG, lindo demais isso!! Emocionada aqui!

8 comentários:

  1. MARAVILHOSSSSSSSSSSSSSOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ;To amando o ALec

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  2. foi maravilhoso,apesar de que vc não postou o que o EDWARD FEZ COM A BRUXA CRETINA,EDWARD E BELLA como sempre roubando os holofotes,OH CASAL LINDO E PERFEITO,mas não gosto de ver bella tão frágil,tenho medo .amei como sempre arrasou,beijosssss

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    1. OI Leilinha!!! Amore o que o Ed fez com a Bruxa??? hum...

      Saberemos mais para frente, nosso rei vampiro sabe como vingar uma afronta e quando a presa tem algo que ele quer então a morte é a última coisa que a pobre infeliz vai ter. entendeu????

      A Bella vai ficar forte não tenha dúvidas disso, só que ela será uma híbrida para sempre, não é reversível como o Ed acha que é. Mais ela será uma peça chave para a história, nosso casal não vai sair de cena não mesmo a história sendo de Alex e seu amor. Beijos.

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  3. Não gostei da perda do bebê, Bella um pouco mais feliz, mas te entendo, sei que é parte necessária do enredo.

    Espero que no futuro eu possa dizer que eles vão ter um lindo (a) bebê.

    Alex é tão mimado, mas eu amo ele! É uma aprendiz de Edward kkkkkkkkkkkkkk

    Beijos.

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    1. Ele é sim Nil, lindo como o pai e mimado até dizer chega!!! Mas, totalmente leal a família. Ele é muito protetor e amoroso com a mãe. Agora... Imagine quando ele encontrar a Caroline??? Aff! Tenho até ena da menina. rsrssss

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  4. essa fic e maravilhosa ,amo demais...sou apaixonada pelo Alex ,ele e muito fofo...bjos Milly voce e a melhor sempre...

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