Capítulo 18
As luzes brancas iluminavam o corredor, enquanto ele media a distância com passos arrastados. As paredes brancas e o chão branco com seu piso de porcelanato frio eram seus únicos companheiros nesse momento. Ele olhou mais uma vez para sala de cirurgia e respirou fundo, tentando se controlar, tentando não invadir a sala e exigir saber o que raios estavam fazendo com ela lá dentro a mais de duas horas.
Ele voltou a andar, pegou no bolso a carteira de cigarros e olhou para ele por um tempo. Bella não gostava que ele fumasse. Ele amassou e jogou no lixo. Foi na cafeteria, pegou o café mais forte que tinha lá e voltou a se arrastar pelo corredor. A porta se abriu e seu pai saiu de lá de dentro, indo ao seu encontro. Ele correu para ele ansioso.
_Então? O quê?...
_Ela está bem, os cortes foram suturados...
_Sim, sim eu sei pai, mas e... E os exames, eles...
_Deram negativo, sem drogas pesadas no organismo, apenas o sedativo que ele deu a ela para mantê-la sob controle. Coletamos material para verificação de estupro.
_E?
_Deu negativo filho, apesar de ter esperma na região pélvica, não tinha dentro da cavidade vaginal, nem indício de lesão interna. Ele se masturbou e se aliviou em cima dela, não dentro. O que é um alívio, não?
_Sim, mas eu gostaria de por minhas mãos em cima dele, para ele sentir na pele o que é um machucado de verdade.
Edward rosnou as palavras. Estava tremendo e seu pai o abraçou forte. Ele se permitiu ser abraçado, se permitiu sair de sua concha de durão e ser apenas... Ele.
_Chore filho, pode chorar.
Seu pai falou e ele percebeu que lagrimas caiam de seus, as enxugou, mas não se soltou de seu pai. Passaram alguns momentos assim nessa posição, até serem chamados. Eles se soltaram e se viraram para Jacob, que estava abraçado a Ângela. Ela veio ao seu encontro e o abraçou apertado.
_Oh meu querido, como está?
_Bem Anjo, ela não foi estuprada...
Ele falava, chorando feito uma criança pequena e sua amiga soube que essa notícia não diminuía em nada o que ele estava sentindo. Ela o abraçou mais forte, ele aceitou o consolo do ombro amigo.
_Ed, tiraram os destroços do lago. Já estão aqui na base no angar. Tinha dois corpos presos nas ferragens.
Jacob falou e Edward se soltou de Ângela, assentiu e olhou para seu pai.
_Vai filho, ela está dormindo e vai continuar assim até amanhã, pelo menos.
Ele assentiu novamente e saiu com Jacob que, depois de dar um beijo rápido em Ângela, se retirou com o amigo.
_Carl, eu posso vê-la?
_Claro, venha comigo Anjo.
***********
Edward ficou olhando para os corpos desfigurados pelo fogo. Era ele, as roupas eram as mesmas, o cabelo, até a cicatriz no ombro direito, que estava intacto depois da explosão, umas das poucas partes que estavam ilesas. Ele tinha feito essa cicatriz com sua Kbar, tinha enfiado e torcido a faca dentro do ombro, sentindo a pele se rasgar com a força que colocou no movimento. Edward cuspiu no cadáver, se virou e saiu de lá, respirando aliviado. Tinha acabado, tinha finalmente acabado.
Bella piscou e abriu os olhos desorientada. Olhou ao seu redor e não reconheceu nada. Onde estava? Tentou se mexer e sentiu alguma coisa segurando sua mão. Olhou e viu canos de soro presos no seu braço. Seguiu olhando em volta, tentou se erguer, tentou puxar os canos, mas foi impedida por mãos fortes e gentis.
_Shiii. Não amor, você precisa ficar com eles por algum tempo.
Ela olhou para ele e sorriu, ele retribuiu.
_Seu sorriso é a coisa mais linda do mundo, Neném.
_Aonde estou?
_No hospital da base. Está tudo acabado, carinho. Tudo está acabado.
Ela se lembrou do que aconteceu e se sentiu suja. Baixou a cabeça, sem conseguir olhá-lo nos olhos. Ele percebeu que tinha alguma coisa errada, tentou trazer seu rosto de volta para o dele, mas ela sacudiu a cabeça, se negando a aceitar o comando. Ele sentou na ponta da cama, segurando sua mão.
_Carinho, o que foi? Sente dor? Quer que eu chame o médico ou...
_Vai embora Edward.
_O quê?
_Eu disse para ir embora daqui, não quero que me veja assim, suja...
_Você não está suja Neném, eu mesmo...
_ESTOU! CLARO QUE ESTOU!!! ELE ME TOCOU EDWARD, ELE TOCOU EM MIM!!!
Ela gritou desesperada, se esfregando e arrancando os canos do soro e do sangue que estavam conectados a ela. Ele correu para impedir e ela lutou contra ele desesperadamente.
_Bella, pare!!! Neném, olhe pra mim, ele não estuprou você!!! Ele não estuprou você...
Ele disse segurando seu rosto e fazendo ela olhar bem dentro dos seus olhos. Ela chorou e se agarrou a ele.
_Ele me tocou... Se deitou sobre mim... Ele... Me deu a droga que me fazia ficar quieta para poder abusar de mim mais calmamente... Ele tocou em mim... Ele repetia que eu era dele... Você acha que eu aprendi minha lição agora, Edward? Você acha que eu de alguma forma entendi agora que eu não posso lutar contra ele? Você me entende? Se você entender os dois lados, você vai ser obrigado a sentir a chama do sentimento que me toma agora. Você sente?
_Ele morreu Bella, não vai mais machucar você...
_Ele disse que eu entenderia o preço que se paga por amar... Você acha que... Que agora eu entendi o preço do amor? O preço que se paga por amar bastante tempo? Mas, ainda assim eu fiz a coisa certa para mim através da dor. Eu sei que fiz... Eu não deixei que ele me tirasse o amor. O amor que eu sinto por você... Ele me machucou, me quebrou...
_Meu bem, ele não vai mais te machucar. Neném, olhe para mim...
_ Sim, ele vai, isso aconteceu por eu não aprender uma coisa... Que ele sempre vence...
Edward a observava falar como se não o visse. Como se estivesse sozinha no quarto ou pior... Era como se estivesse revivendo as horas que passou com o bastardo. Ela se separou dele e começou a se balançar para frente e pra trás abraçada a si mesma, estava transtornada. Ele a abraçou tentando lhe passar segurança.
_Shiiii... Estou aqui, tudo vai ficar bem, eu prometo...
_ME LARGUE!!! SAIA DAQUI! ME DEIXE SÓ!!!
Ela o empurrou, gritando e tremendo. Ele se afastou para não deixá-la mais perturbada. Os enfermeiros entraram no quarto, correndo para ela, lhe aplicaram um sedativo e ela adormeceu imediatamente. Edward ficou no meio do quarto sozinho, quando eles saíram. Estava assustado com o que aconteceu.
Ele saiu de lá correndo, as pernas ganhando velocidade, ao passo que seguia para fora do prédio. Se dirigiu ao campo de treino e correu, correu até seus pulmões estalarem, pedindo oxigênio. E ele correu mais, mas suas pernas falharam e ele caiu de joelhos na pista asfaltada, segurou a cabeça com as mãos e gritou a plenos pulmões. Conhecia a história dela, sabia o que se tinha passado. Rafaela disse como a encontrou, o estado em que estava, parecia um animalzinho assustado. Mas isso que viu hoje foi demais. O assustaram as palavras, o estado, o desespero cru que viu nos olhos dela... Ele sentiu o coração bater forte no peito. Ela tinha aguentado tudo porque o amava... Tinha sido forte porque o amava... E ele tinha falhado com ela, assim como falhou com Débora. A diferença entre as duas é que a Debie estava morta e enterrada, enquanto que Bella tinha se transformado em uma casca sem vida, não se parecia em nada com a mulher que amava.
_DEUS!!! ME DESCULPE!!! Me desculpe... Bella, me desculpe...
Ele soluçou desesperado, seu mundo ruía a sua volta, sua mulher... Sua vida... E ele nada podia fazer. Ele se ergueu e foi até o necrotério da base, abriu a gaveta onde estava o corpo de Caius e disparou contra ele, descarregou sua arma e pegou a outra, descarregou de novo contra o corpo sem vida do safado que tinha destruído sua mulher. Sentiu que era preso por braços fortes, suas mãos colocadas para trás e seu pescoço preço por um braço musculoso.
_Pelo amor de Deus, Edward, pare!!! Ele está morto!!! Morto!!!
Garrett falou, enquanto o imobilizava. Emmett tirou a arma de suas mãos e o levaram para fora, sentaram no chão do campo de treinamento e ficaram parados o observando. Ele colocou a cabeça entre os joelhos e quis morrer.
_Ele a destruiu, AQUELE FILHO DA PUTA DESTRUIU MINHA MULHER!!!
_Mas você está aqui para concertar o estrago. Só você pode fazer isso, ninguém mais.
Emmett falou, colocando um braço em seus ombros. Garrett o imitou e ficaram lá até os primeiros raios de sol lhes tocarem o rosto.
Dois dias depois...
Edward estava relativamente calmo, se ergueu e foi para o banheiro. Tomou banho, se vestiu e comeu, fazendo tudo de forma mecânica. Há três dias que ela não queria vê-lo e ele respeitou seu pedido, mas hoje não. Hoje precisava dela como nunca precisou antes. Se dirigiu para o quarto dela, mas antes de entrar ele, sentiu que algo estava errado. Abriu a porta e constatou que o quarto estava vazio. Ela tinha se ido, mas deixou um bilhete para ele em cima da cama.
“Acabou. Não podemos mais continuar... Eu não posso ser a mesma mulher que era para você, não estamos perdendo nada. Nada a além de tudo que ganhamos. Refletindo agora como as coisas poderiam ter sido. Valeu a pena no final, mas eu não posso receber seu amor e não dar nada de volta... Sou uma casca vazia, ele trabalhou bem Edward, ele me fez sentir o medo de perder a única coisa que realmente me importa, então, antes que você me odeie por não corresponder a seu amor, eu prefiro acabar com tudo, é melhor assim, menos dor... Menos sofrimento. Sempre te amarei... Mas não posso te forçar a uma vida de sofrimento, são meus fantasmas, meus traumas, não posso dividir com você. Adeus. Da sua sempre, Isabella.”
Ele ficou olhando para o papel com caligrafia trêmula. Se virou e saiu do prédio, se dirigindo a sala de Douglas, seu superior. Ambos eram major, mas Douglas tinha uma estrela a mais que ele, por isso era seu fodido superior. Entrou sem bater, Douglas ergueu a cabeça da pilha de papéis que estava olhando e o fitou.
_Estou tirando férias, sem data para voltar. – Edward atirou para ele.
_Não pode tirar férias, a semana do inferno está chegando. Precisamos de você aqui para fazer os cadetes sofrerem um pouquinho e só você pode conseguir arrancar o melhor deles. Definitivamente, não pode tirar férias.
_Foda-se a semana do inferno. Eu estou vivendo minha própria semana do inferno e não é nem um terço parecida com essa que os cadetes vão passar. Minha mulher fugiu de mim como o diabo da cruz, eu estou a três dias sem ver ela e, quando eu vou vê-la, descubro que ela se foi e terminou comigo, com medo de me arrastar para seu pesadelo pessoal. Eu estou no inferno Douglas, estou me afogando e preciso de ar, preciso de férias para cuidar dela. Não me venha com essa de que precisa de mim, eu estou me lixando para os seus problemas, estou dando o fora e me importa um caralho o que você acha disso!
Ele virou nos calcanhares e saiu da sala, deixando um Douglas com um sorriso nos lábios e balançando a cabeça em descrença.
O helicóptero alcançou voo, levando ele e seus pertences junto com os dela que estavam no quarto dele na base. Resolveria isso de uma vez por todas, não desistiria de tudo o que tinham. Ela não o forçaria a sair de sua vida, não o forçaria a uma meia vida. Ele queria tudo, ela, os problemas, os traumas, os fantasmas, tudo. Não abriria mão de nada.
Bella terminou de limpar a lareira do seu apartamento. Separou as coisas dele em um canto, planejando levá-las para casa dele assim que pudesse. Ela alisou o porta-retratos que continha uma foto dos dois e colocou de volta na caixa dele. Ela tinha saído às pressas da base há quatro dias e, apesar do bilhete que deixou terminando tudo, no fundo ela desejava que ele estivesse aqui com ela. Não podia viver sem ele, sabia. Mas também não podia forçá-lo a viver com ela nesse estado, os pesadelos eram mais frequentes, mais intensos. E se ela nunca mais fosse a mesma? Ela temia que Caius tivesse destruído a mulher forte que tinha começado a ser. Sabia que, no fundo, era o melhor para ambos. Mesmo doendo como estava.
**********
Bella tinha parado a caminhonete na garagem e pegou as sacolas, indo para dentro do apartamento. Subiu as escadas distraída. Quando entrou na sala, paralisou no lugar. Edward estava sentado no sofá, com os braços esticados na frente do corpo e de cabeça baixa. Batia o pé constantemente no chão, sinal claro de que estava chateado e nervoso. Ele ergueu a cabeça e ela se sentiu ser tragada pelas profundezas verdes dos seus olhos. Ele não se moveu e apenas a observou. Bella ficou incomodada com seu escrutínio e se dirigiu para a cozinha. Ele não se mexeu. Ela guardou todas as compras e continuou de costas para ele, tentando achar a confiança que sentia a quatro dias atrás, quando tomou a decisão de terminar com tudo. Não tinha medo dele, não. Tinha medo era de si mesma, de não ser capaz de resistir. Respirou fundo e se virou. Ele estava em pé, a menos de seis passos dela e com as mão apoiadas na mesa da cozinha, a única coisa que os separava.
_Neném...
_Isabella, se não temos mais nada um com o outro, não vejo motivos para continuar com os apelidos.
Ela falou séria e ele assentiu, deu a volta à mesa e foi para geladeira. Tirou de lá uma garrafa de cerveja e ela praguejou baixinho por ter se esquecido e comprado a cerveja dele. Na verdade, ela só queria que tivesse alguma coisa que lembrasse ele, não precisamente uma cerveja, mas foi a primeira coisa em que colocou os olhos no supermercado.
Ele abriu-a e tomou um gole, lhe estendendo a garrafa. Ela negou e ele deu de ombros, voltou para sala e ficou olhando tudo com um interesse gritante.
_Fez faxina.
_Fiz.
_Bom. Fazer atividades mantem a cabeça ocupada, não é neném?
_Sim, e eu já lhe pedi para não me chamar assim, não temos mais nada um com...
_Eu ouvi da primeira vez que você falou.
_Então por que insiste?
_Porque eu não terminei com você. Neném.
Ele a olhou tão intensamente, que ela sentiu as pernas bambas. Pigarreou para firmar a voz, antes de falar.
_É melhor você ir embora, Edward, eu...
_Onde estão minhas coisas, neném?
Ele a interrompeu, como se o que ela ia dizer não valesse a pena ouvir. Ela suspirou irritada.
_Ali, naquelas caixas.
Ele se dirigiu para lá e abriu a primeira. Tirou o porta-retratos e o colocou na estante, pegou seu vídeo game e colocou no centro, pegou seus livros e os guardou no lugar de sempre. Pendurou sua placa, que tinha ganhado do presidente por uma missão em que quase morre, mas que no final salvou muitas vidas. Ela ficou olhando, boquiaberta, ele devolver tudo para os lugares em que estavam. Terminou com a sala e foi para o banheiro, levando seus produtos de higiene.
_Precisamos aumentar a altura do banheiro, neném. Se você quiser continuar aqui, tudo bem, mas eu não aguento mais tomar banho de joelhos.
_Agora escute aqui Edward, não recebeu minha carta?
_A que você não teve nem a consideração de me entregar pessoalmente? Aquela que eu descobri em cima da sua cama, no hospital da base? Aquela em que você vomita um monte de besteiras? É essa?
(Obs: Oiçam as músicas - tive que pôr as duas, são lindas por demais! -, por favor! É só abrir o link numa outra janela.)
_Não são besteiras, Edward. – ela falou séria, cruzando os braços no peito. Ele assentiu e puxou alguma coisa do bolso traseiro da calça, jogando em cima da mesa da cozinha.
_O que são então Isabella. Por que verdades é que não são, não mesmo.
_Cada palavra que eu escrevi foi a mais pura verdade. Eu sei... Que fui dura e ofensiva, mas...
_Dura e ofensiva? Dura e ofensiva, ela diz...
Ele negou com a cabeça em descrença, puxou uma das cadeiras da cozinha e sentou, desdobrando o papel.
_Vejamos... Dura e ofensiva... Aqui está. “Acabou. Não podemos mais continuar... Eu não posso ser a mesma mulher que era para você, não estamos perdendo nada. Nada a além de tudo que ganhamos. Refletindo agora como as coisas poderiam ter sido. Valeu a pena no final.”
Ele olhou para ela e Bella se sentiu mal com esse olhar.
_Dura e ofensiva. – ele repetiu e, em seguida, voltou a ler em voz alta. _ “Então antes que você me odeie por não corresponder a seu amor eu prefiro acabar com tudo, é melhor assim, menos dor... Menos sofrimento.”
_Edward...
_De onde você tirou a brilhante ideia de que nossa separação doeria menos? De onde, inferno, você achou que o fim de tudo o que vivemos nos causaria menos dor?
_Edward, me escute, eu...
_E onde raios você achou que eu te odiaria por não conseguir mais me amar?
Ela ficou calada.
_RESPONDE!!! FALA PARA MIM, OLHANDO NOS MEUS OLHOS, QUE NÃO ME AMA, QUE É UMA CASCA VAZIA. QUE TUDO SERÁ MELHOR! FALA PRA MIM, VAMOS!!!
Ele se ergueu tão rápido, que a cadeira caiu com um baque surdo. Ele foi para ela e ficou a sua frente tremendo, seus olhos injetados de medo de tudo o que estava acontecendo, medo de perdê-la. Ela ficou paralisada.
_Me diz como eu vou ficar melhor, se você levou a melhor parte de mim. Você escreveu que não poderia me forçar a uma vida de sofrimento, mas é exatamente para isso que está me forçando a seguir.
_Edward, eu não queria fazer você sofrer...
_Não claro que não, só queria arrancar meu coração. Parabéns, você conseguiu, fez um fodido bom trabalho, por que o que vê na sua frente, Bella, não é nada mais do que um ser sem vida. Eu não sei onde eu ultrapassei a linha que divide o seu amor do seu desprezo. Foi alguma coisa que eu disse? Ou que não disse, dessa vez? Me fala, eu preciso pelo menos de um motivo bom, concreto para basear a minha semi vida. Sim, por que se você continuar com essa decisão de nos afastar, por que tem medo de me fazer sofrer, é o que vai acabar acontecendo, viverei uma semi vida!
_Está sendo difícil para mim também! Ou será que só você sofre com isso? – ela falou angustiada e se afastou dele, indo para sala.
_ E então, é assim exatamente como você disse que seria? E então, será assim? A história mais curta. Sem amor, sem glória? Abandonará tudo por medo?
Ela ficou de costas para ele e ele sentiu uma frustração tão grande por dentro que arremessou o vídeo game na parede, espatifando-o em mil pedaços.
_Olhe para mim, Bella. OLHE PRA MIM!!!
Ela virou para ele, chorando desesperada. Ele a agarrou apertado, chorando tanto quanto ela. Sentaram no chão da sala abraçados, desesperados por um toque, um afago, alguma coisa que dissesse que nada estava perdido, que Caius não tinha ganhado.
_Pelo amor de Deus Neném, não termina tudo o que temos... Pelo amor de Deus, olhe para mim e diz que me ama, que não está desistindo de tudo, que confia em mim, que confia em nós para erguer suas defesas novamente.
_Oh Edward... Me perdoe, eu...
_Não termina comigo neném, não me mande embora, pelo amor de Deus! Eu te amo, sem você eu não vivo, sem você, eu...
_Eu não vivo sem você também... Eu tenho medo de fazer você sofrer, meu querido.
_Vou morrer sem você.
Ele procurou sua boca em desespero. O beijo acendeu a faísca que ela pensava ter adormecido. Nada estava adormecido, tudo clamava por ele, por seu toque. Ela puxou a blusa por cima da cabeça e ele lhe desabotoou a sutiã. Ela puxou a camisa dele e ele a ajudou a tirá-la. As roupas foram sendo descartadas em um frenesi intenso. Ele a deitou no tapete e se ergueu sobre ela, lhe olhou nos olhos e a penetrou sem desviar a mirada do seu rosto. Ela o abraçou, lhe unhando as costas e ele se abandonou no calor do corpo de sua amada. Se moveram com calma, tentando exorcizar os demônios que os tomavam, afastando assim o medo, a culpa, os fantasmas que rondavam, tentando acabar com eles. Juntos eram um só, separados... Não existiam.
**************
N/B: OMG, o que é que foi issoooo?? Como disse antes, juro que cheguei a sentir o sofrimento do Edward, a angústia e o desespero do momento, ainda mais com a música lindo que tinha como pano de fundo!!
Tou sem palavras!! Entendo a Bella, em parte. Mas ela se precipitou!! Mas é como dizem, o amor faz as pessoas serem irracionais às vezes. Na tentativa de evitar sofrimento ao seu amor, ela preferiu se afastar, desconhecendo que estava a fazer um estrago sem tamanho. E o coitado do nosso Major sofreu muito, mas adorei ver essa lado dele, lado de homem apaixonado, que não tem qualquer problema em expressar o seu amor através de lágrimas e de actos de desespero.
Ainda bem que no final se acertaram, porque para além de não existirem separados, só estando juntos é que vão poder ser mais fortes e enfrentar tudo e todos que queiram acabar com a união deles.
Amei o cap. (tanto que já tô falando demais aqui, kkk).
A Milly se superou nesse capítulo. Adoro, simplesmente, essa capacidade que ela tem de, através do que ela escreve, fazer as pessoas sentirem exatamente aquilo que os personagens estão a sentir. Eu senti demais a intensidade desse capítulo. E a bando sonora maravilhosa só ajuda nesse quesito. Parabéns!!!
Não vou mentir e dizer que chorei porque não sou de chorar tão fácil, mas fiquei a ponto de fazer isso. Tenho um carinho especial por essa fic e esse capítulo foi um espetáculo!
ResponderExcluirEu consegue sentir o sofrimento de Edward, me apertou o coração de verdade e gostaria de dizer que não, mas entendo a atitude da Bella melhor do que gostaria.
Beijos.
Beijos amor
OBRIGADA AMOR. BEIJOS
Excluirooooh coitados
ResponderExcluirOMG sofri junto com eles. Capitulo perfeito.
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