terça-feira, 14 de maio de 2013

Segredos de Amor: Capítulo 17


     Capítulo 17







O avião cortava os céus e Edward estava em silêncio, pedindo a Deus que a protegesse já que ele não pôde. Era horrível esse sentimento de incapacidade, ele se sentia rasgado de cima a baixo, quebrado e não podia fazer nada. Sua Bella estava nas mãos daquele desgraçado.
 Em uma hora ele já tinha tudo apurado, cada falha na segurança, cada filho da puta que se debandou para o lado do infeliz do Caius.

Gregor.

Edward estava contando os minutos para por suas mãos em cima dele. Esse bastardo infeliz nunca o enganou, Edward cheirara encrenca a quilômetros e ele fedia, o desgraçado fedia a problemas. Ele era danado de bom com um fuzil nas mãos e se formou com honras no mesmo ano que Edward, mas a rixa entre os dois persistiu. Gregor não gostava de Edward e Edward não gostava dele, simples assim. Edward era o Major e ele o soldado competente que enfrentava tudo de peito aberto. Edward desejava abrir, literalmente, o peito dele com sua Kbar e estripá-lo como um peixe.

_O que eu não consigo acreditar é como conseguiram tirá-la de lá. Por Deus, ela estava mais vigiada que o presidente!!!

Emmett expressou o pensamento que corria solto pelas mentes de metade dos homens naquele avião. Ele e mais alguns não estavam na reunião de emergência, por isso estavam de fora do que aconteceu.

_Quem tinha acesso à base ultimamente? – Douglas disse tranquilamente, encostando a cabeça no encosto da cadeira.

_Nenhum SEAL faria isso Douglas, todos são fiéis a Edward e a você. Fora Gregor é claro, filho da puta! – Emmett cuspiu as palavras.

_E os cadetes?

_Os fodidos cadetes de merda que tem os papaizinhos ricos que os bancam e não gostam de receber ordens – Emmett resmungou, apertando sua M16A2 de encontro ao peito.

_Cadetes não são Seals. Não levam o código de honra que todos levamos.  Laurent estalou.

_Nem todo Seal honra o código – Douglas apontou, lembrando de Gregor.

_Pense pelo lado bom da coisa, Emm. Teremos a chance de caçar o bastardo e matá-lo como um cão. – Jacob falou, enquanto verificava sua artilharia.

_Quando eu colocar minhas mãos em cima do Jerrys e sua turminha...

Laurent falou, trincando os dentes de raiva, seu melhor amigo Clif estava morto. Cortaram sua garganta, o sangraram como a um porco. Meu Deus, ele deixou uma esposa e um filho lindo de dois aninhos!

_ Clif, Rob e Adam foram pegos de surpresa. Nunca imaginariam que seus amigos poderiam fazer nada com eles, jogavam no mesmo time, éramos uma equipe. É inacreditável! – Emmett disse, negando com a cabeça.

_E o que me diz daquela safada da Vic...

_Shiii!!! – Douglas falou e olhou pra James que estava calado, afiando a faca.

Jacob se calou e assentiu.

_Não poupem saliva por mim rapazes, não estou tão fodido de decepção que não saiba fazer meu trabalho. Aquela puta me enganou para ter passe livre na base, todas as famílias tinham passe livre quando Caius começou a ameaçar a todos. Como saberíamos que era um embuste para desviar a atenção do principal objetivo?

Ele falou e continuou a afiar sua faca. Não tinha maneira de ela ficar mais afiada e letal do que estava, mas mesmo assim ele continuava, era um ritual para ficar tranquilo e focado na missão.

Todos falavam, mas Edward não tirava da cabeça o que poderia estar acontecendo com sua Bella. A falha em protegê-la o fazia ficar com um gosto ruim na boca, a sua incompetência tinha gosto de fel. Era detestável saber que alguns dos seus cadetes estavam trabalhando para Caius. Era lamentável que seus homens tivessem se vendido, que tivessem matado seus companheiros. Era decepcionante saber que foram feitos de idiotas por uma mulher que era sua amiga há cinco anos, desde que Débora tinha morrido. Estavam criando uma cobra dentro da própria casa e ela os mordeu. Edward se asseguraria de que ela levasse o troco pela mordida. Ele mesmo daria o troco.

_Foram imbecis deixando as coisas para trás. Descobrimos tudo sobre o esquema – falou Nick, um cara enorme, era uma criança nas brincadeiras, mas uma arma mortal quando em combate.

_Não foram imbecis Nick, Caius queria que descobríssemos como ele estava nos vigiando esse tempo todo, ele queria que soubéssemos quem ele colocou aqui dentro, quem conseguiu recrutar. Ele vinha trabalhando nisso há muito tempo.

_O alvo dele era a Bella e ela não está com você tanto tempo assim, só um par de meses.

_O alvo dele sempre fui eu, Victória estava espionando para ele. Ela tinha o passe livre na base por que, além de trabalhar para o DEA, ela era namorada do James.

Seu amigo rosnou e voltou a afiar a faca.

_Essa rixa entre o Caius e eu é antiga, Bella foi pega no meio e Caius juntou a fome com a vontade de comer. – Edward falou sério.

_Ou seja, ele juntou o ódio que sente por você com a raiva que sente de Bella por ela ter fugido. Acrescente a descoberta que ele fez sobre vocês dois estarem juntos e dará um excelente cozido de merda. – Garret falou de olhos fechados.

_Bom, ninguém aqui vai provar esse cozido. Caius vai comê-lo inteiro.

Edward rosnou a resposta.


                                              *********

 

Às sete horas, bateram na sua porta e Bella pulou de susto, mas tratou de se acalmar. Não podia ser fraca, não foi isso que Edward a ensinou, não era isso que ele queria, ele a queria forte e corajosa e ela seria. Por ele, ela seria. Respirando fundo abriu a porta, saiu e foi escoltada por um dos capangas de Caius. Lá em baixo estava cheio de gente, amigos íntimos dele. Bella gelou quando viu Marcos e Aro a olharem com lascívia. Ela tinha mudado muito, seu corpo tinha mudado amadurecido. O vestido ficou apertado no busto, fazendo seus seios quase saltarem para fora do decote. Ela ergueu a cabeça e parou no final da escada.  

_Vejam senhores. O filho pródigo a casa torna... Ou deveria dizer a mulher fujona regressa ao lar?

Houve alguns risinhos e Bella ergueu a cabeça em desafio. Caius veio ao seu encontro e tentou lhe beijar. Ela desviou o rosto e ele lhe segurou pelo cabelo, a trazendo para ele. Doeu e ela piscou para não derramar as lágrimas que nadavam em seus olhos.

_Comporte-se vadia. – ele sussurrou em seu ouvido.
_Vá para o inferno! – ela falou alto o suficiente para todos ouvirem.

Ele sorriu para ela, antes de acertar um tapa que a fez cair no chão. Risos foram ouvidos pela sala. Ela ficou tonta, mas se pôs de pé. Ele não gostou, ela nunca se levantava, ela sempre ficava esperando que ele a erguesse e então ela ficava obediente. Nunca mais faria isso.
Ele a levou para a sala de jantar, segurando tão forte em seu braço que por pouco ela não se encolheu de dor. Sentaram e ela tomou seu lugar de anfitriã, sentando à direita dele. Ela pegou o garfo e a faca e começou a comer sem falar nada. Todos falavam com ela, mas ela permanecia em silêncio. Recebeu propostas indecentes, pois alguns de lá já tinham se deitado com ela. Caius pagava algumas de suas dívidas a emprestando por um par de dias. “Nojentos era o que todos eram que apodrecessem no inferno!”


                                                   **********






A equipe desceu, silenciosamente, a um quilômetro da residência no mesmo local de cinco anos atrás. Era como estar vivendo tudo outra vez. Seus homens estavam preparados, ele estava preparado. Mas não era como antes, antes não tinha seu coração na mão, antes era só entrar e prender, acabar com a organização. Hoje não, hoje era sua vida que estava presa lá. Se falhasse, se fosse um milímetro para lado errado...

_Edward. Vamos. – Douglas falou, colocando a mão em seu ombro.

Ele assentiu. Começaram o trajeto e foram ganhando terreno, até se depararem com os fundos da mansão. O estranho era que Caius não tinha posto ninguém para ficar de vigia. Será que o imbecil era tão convencido que não se importava com quantos homens ele viesse? Sua pergunta foi respondida quando dois capangas passaram conversando e fumando. Foi rápido e silencioso como um bote de cobra. Foi fácil, fácil de mais.

_Cautela agora, não gosto da facilidade do trabalho, férias não convém agora. Dividir em dois e reagrupar em *duzentas horas. Garrett tem tudo pronto?
(*código Seal quer dizer duas horas)

_É só dar o sinal. – ele falou sorrindo.

_Dividam-se... E lembrem-se, Caius é meu.

_Ele pode ser seu, mas os pés dele são meus, quero os dedos dele. – Emmett falou friamente.

_E eu as costelas. – Jacob falou, alisando a faca e prendendo-a na bainha.

_Ok. Se teremos um churrasco de Caius, qual a parte que vai sobrar para mim? – Nick perguntou sorrindo.

_O traseiro. – Garrett falou.
_Dispenso você é que gosta se lambuze então colega. – Nick falou rindo.
_Vá à merda, seu bastardo. – Garret resmungou.
_Sério, agora em seus postos... Vai, vai, vai. – A ordem foi dada e eles se espalharam pelo perímetro.

O local não estava tão deserto como pensavam a princípio, homens fortemente armados tomavam conta de todos os pontos, menos da brecha por onde eles entraram. Claro, por que os dois que estavam lá tinham sido abatidos.
Emmett e Jacob abateram três, cortando suas gargantas. E avançaram, ganhando terreno. Qual não foi a surpresa ao encontrar Jerrys de guarda junto com mais um dos recrutas filho da puta. Emmett e Jacob se entre olharam e sorriram.

_Faça as honras, caro amigo. – Jacob cedeu à vez e Emmett aproveitou. Foi com gosto que viu o olhar de surpresa de Jerrys ao vê-lo.

_Mas...
 Ele não terminou, pois Emmett lhe imobilizou e sua faca lhe cortou a jugular da direita para a esquerda. Jacob cuidou do outro. Avançaram mais.
Nick e Douglas abateram quatro, antes de se juntarem aos outros, eram mortes limpas, cortes rápidos e mortais.
James e Laurent entraram pela porta dos fundos depois de terem derrubado dois e se dirigiram ao quarto dos vigias. Os pobres não tiveram nem como piscar direito.

_Faça sua mágica, Laurent. – James sussurrou.
_Com prazer. Vai... Vai mesmo matá-la? – ele se referia a Victória

Seu amigo apertou o punho da faca. Assentiu e Laurent voltou a fazer seu trabalho, em poucos minutos Garrett recebia as imagens da mansão. Edward viu que estavam na sala de jantar. Olhou os quartos. O safado tinha câmeras nos quartos. Tudo era vigiado. Tudo. Banheiros, quartos, sala de jogos, cozinha, jardim.

_Confunda eles Garrett e não saia daqui. Vou entrar.
_Não ainda, estão todos se divertindo e Bella está lá no meio deles. Use a cabeça homem, se você entrar eles te detonam e Bella junto. Paciência.

Edward trincou os dentes de raiva, mas ficou onde estava. Ele tinha razão. Mesmo assim, não deixava de ter vontade de lhe chutar o maldito traseiro.

_Laurent, James saiam daí, voltem para suas posições.
_Sim senhor. – a voz do Laurent se fez ouvir pelo fone de ouvido.
Esperaram até meia noite para poder agir. E Edward trincou os dentes com a cena que viu.


     {***}                                           

Bella foi levada para o quarto por Caius. Quando chegaram lá, ele a fez entrar e a seguiu, fechando a porta com a chave. Virou-se e lhe sorriu.

Bella lhe segurou o olhar, não daria demonstrações de fraqueza.

_Bem meu amor, o que achou do jantar?

Ela não respondeu. Ele sorriu e negou com a cabeça.

_Percebe como foi tola em fugir de mim, Isabella? – ele negou com a cabeça, falava como se estivesse explicando a uma criança que não podia atravessar a rua sozinha.

Caius andou pelo quarto, olhando tudo. Em seguida olhou pra ela.
_Tire a roupa.
_Não.

Ele se aproximou dela sorrindo, antes de lhe acertar um tapa. Bella bambeou, mas não caiu. Caius a olhou e, com uma velocidade impressionante, ele rasgou o vestido de seu corpo. Lhe deu outro tapa, quando ela se cobriu com as mãos. Ele riu por que ela estava voltando a ser aquela garotinha medrosa que ele sempre amou.

_Você é frágil, Isabella. Eu posso quebrar você como se fosse feita de vidro. Rasgá-la como se fosse de papel. E ninguém vai fazer nada para te salvar de minhas mãos.

_Você pode me quebrar me rasgar como diz, mas eu vou continuar de pé. Você não me assusta mais, Caius. O tempo do medo acabou.

Ele a olhou com ódio. Em seguida, olhou para a câmera fixa na parede, pegou um atiçador da lareira e arrebentou ela. Se voltou para Bella sorrindo e começou a tirar a roupa.

_Não quero que meus homens presenciem nosso breve interlúdio amoroso, minha preciosa. Depois que acabarmos aqui, você vai assinar os papéis e passar toda a sua maldita fortuna para mim e depois, só depois, eu deixo você morrer. Que tal?

_Vá para o inferno. – ela rosnou as palavras e cuspiu na cara dele. Foi presenteada com um soco.

Bella viu estrelas e caiu na cama, esse tinha sido muito forte. Ela sentiu o mundo escurecer e a última coisa que viu foi ele se deitar sobre seu corpo. A escuridão lhe tomou e ela agradeceu a Deus por isso.

                                          *******

_Desgraçado! Maldito, filho da puta!!!

Edward vociferou as palavras, enquanto esmurrava uma grossa árvore. Ele tinha presenciado Caius bater nela e em seguida rasgar o vestido, antes deles discutirem e ele arrebentar a câmera. Tinham perdido o único contato com ela. Merda!

_Vamos entrar, Garrett você fica aqui e passa as coordenadas, quero os comparsas presos, mas Caius e os irmãos eu quero mortos.

_Victória morre, ela é minha. – James falou sombriamente.
_Não. Ela vive, precisamos dela. –Kowalski deu a ordem.

James olhou para Edward e ele negou, não matariam Victória, ela era valiosa.

_Deixo você espancá-la se lhe serve de consolo. – Edward disse e em seguida deu a ordem para invadirem.

James sorriu.

 Garrett ficou com a vigilância eletrônica na base improvisada e lhes passava as coordenadas. Em pouco tempo, tinham invadido o perímetro e prendido todos. As mulheres, prostitutas compradas, foram colocadas em uma sala e protegidas, algumas estavam com machucados e outras totalmente drogadas e loucas. Era o inferno! Deixaram os prisioneiros na biblioteca desmaiados. Não queriam dar bandeira para que deletassem a operação, então uma pancada muito forte na cabeça resolveu o problema. Claro que eles tinham um kit de atordoamento, mas para quê gastar seringas com a escória? Só se fosse seringas de cianureto.

_Bisbilhoteiro algum sinal positivo para avançar? – Edward falou no comunicador.

_Sinal verde. Siga a frente e encontrará o alvo em bravo vermelho nove.

_Afirmativo bisbilhoteiro. Câmbio final.

Edward se esgueirou pelo corredor, era lá que ela estava e ele a tiraria de lá. Depois caçaria o infeliz e o mataria. Seus homens tinham se espalhado pela mansão, deixando dois de guarda na biblioteca e Edward seguiu sozinho para resgatar Bella. Era errado fazer isso sem alguém para lhe guardar as costas? Sim, era. Mas não podia deixar a casa desguardada, caso Caius pretendesse fugir, isso terminaria hoje.


                                                   *********



Bella acordou com uma dor de cabeça infernal, estava nua, amarrada, deitada na cama e tinha marcas de cortes nas pernas. Ela tremeu com o pensamento do que ele fez com ela enquanto estava desacordada. Sentia o gosto de algo muito forte na boca, além de sangue. Ele tinha lhe dado o remédio novamente, por isso ela não acordou com os maus tratos. Às vezes, ele fazia isso quando estava com raiva e queria extravasar. Ele a dopava, ela ficava obediente, mas não se lembrava de nada. Só sabia que ele a estuprava e espancava pelo estado que ficava quando acordava. Como agora. Ela quis vomitar, se sentia imunda, suja... Edward. Ele nunca mais iria querer olhar para ela... E não poderia culpá-lo.

_Oh Deus, por favor, me tire daqui... Me tire daqui...

Ela ouviu o trinco da porta mexer e em seguida um pequeno estouro quase imperceptível. Ela gemeu e se encolheu “ele voltou” ela tremeu. Mas não foi Caius quem passou pela porta. Foi Edward, seus olhos vasculhando o lugar pararam nela e ele tremeu. Correu para ela e a desamarrou sem dizer nada, não a olhava, estava com nojo dela, ela entendia, não tinha sido forte o suficiente como ele queria que ela fosse. Ela tinha o decepcionado...

Edward estava em estado de choque. Sua mulher, sua Bella estava amarrada em cima da cama, nua e com marcas de cortes pelas pernas e braços... Estava com os olhos vidrados, mostrando claramente que tinha sido drogada. Tinha sangue em toda a parte e era dela. Ele se sentiu doente, ela estava assim por causa dele, ele não conseguiu protegê-la. Que fosse ao inferno por isso!  Ela gemeu quando ele a desamarrou, os pulsos estavam cortados, os tornozelos também... Toda ela estava marcada.

_Ed...
_Sou eu amor, estou aqui...
_Me perdoe, eu não consegui ser forte... Eu...

 Ela chorava e ele se sentiu o pior dos infelizes. Ela estava pedindo perdão por uma coisa que não era culpa dela. A culpa era só sua, não dela. Ele se odiava por isso.

_Não amor. Hei! Olhe para mim neném, você não tem culpa de nada, eu cheguei tarde demais. Na verdade, eu não te protegi como devia, a culpa é minha, carinho, é toda minha...

Ele falava, enquanto a cobria com o lençol, fazendo uma espécie de toga.

_Na verdade, a culpa é dos dois.

Edward se virou, dando de cara com Victória apontando uma arma. Ela sorriu e se aproximou.

_Jogue suas armas fora, querido, não quer que eu a mate, não é mesmo?

Edward se desarmou sem tirar os olhos dela. Ela sorriu por ter sido atendida tão rapidamente.

_Ótimo, agora pegue essas cordas e se prenda, eu sei que você consegue.

Ele fez o que ela mandou, sem tirar os olhos de trás dela. Nenhuma vez. Quando ele estava devidamente preso, ela abaixou a arma.

E James atacou.

O lançamento foi certeiro e a faca cravou no ombro dela. Victória gritou e caiu no chão.

_Já não era sem tempo. Que merda! Poderia ter entrado assim que ela colocou um pé aqui, não? – Edward falou irritado, se desamarrando.

_E perder a chance de te ver vencido por uma mulher, não mesmo!

Ele falou sorrindo, mas quando olhou para Bella seu sorriso se apagou.

_A culpa é minha.
_Não meu amigo, a culpa é de Caius. Leve Victória daqui ponha-a para dormir e a prenda com os outros. Faça um curativo nela e...

_Por mim, ela morre se esvaindo em sangue. Tire sua mulher daqui Edward. Não importa a ordem que eu recebi, não vou deixar que ela viva e você não vai contar.

Edward assentiu. Nesse trabalho não tinha espaço para sentimentalismos, isso matava se não tivesse cuidado. Edward saiu com Bella nos braços, ela estava mole e seus olhos vidrados sem foco, a droga foi forte. Desgraçado!!!

A porta se fechou e James se aproximou da mulher que amava há cinco anos. Ele se abaixou sobre ela.

_Oi?
_Me ajude... – ela gemeu as palavras, a faca tinha entrado por trás, mas a ponta estava aparecendo à cima do seu seio esquerdo.

_Por que eu teria pena de você?
_Por que... Você... Me... A... Ama. Eu sei... Que...

Ela gemeu e ele assentiu e lhe tirou a faca. Ela gritou e ele a abraçou. Lagrimas caíram dos seus olhos ao olhar sua companheira. A  amava. E isso nunca mudaria.

_James...
_Shiiii, não fale meu amor... Não fale.
_Me ajude... E fugiremos daqui... Me ajude a entregar Bella a Caius... E ele... Ele nos recompensará.... Muito bem...
_Tudo isso é por dinheiro? Está tão empenhada em destruir uma vida, apenas por dinheiro?
_Eu... Amo o Caius...

James fechou os olhos, ele desconfiava que ela não o amava, que amava outro, mas era teimoso feito uma mula velha, achou que seu amor daria para os dois. Como estava enganado. Deus!
Ele a olhou por um bom tempo e sorriu.

_Sim... Sim é claro que eu te ajudarei meu amor, afinal eu te amo.

Ela sorriu e ele retribuiu. Beijou-lhe a testa antes de afastá-la um pouco do seu corpo e puxar o gatilho, a bala perfurou suas costelas e estourou o coração. Victória cresceu os olhos em descrença e em seguida os fechou, caindo sem vida em seus braços. Ele chorou abraçado a ela. Se levantou e a deixou em cima da cama. Cobriu seu corpo com um lençol e saiu do quarto, sem olhar para trás. Era uma máquina de matar, não tinha coração e agora tinha certeza disso. Tinha acabado de matar o seu.

                                                 ********



Edward deixou Bella junto com Garrett. Os prisioneiros já tinham saído da casa. Só ficaram lá dentro os irmãos. Ele não encontrou Emmett, nem Jacob. Ele correu para dentro, enquanto escutava o desespero de Bella o chamando de volta para ela e dizendo que sentia muito.
Edward ouviu tiros no andar de cima e quando chegou ao local, ele encontrou Emmett em pé com a arma apontada para Marcos, que estava estirado no chão com um buraco na cabeça. Jacob saiu de uma sala ao lado, limpando a faca e Edward o olhou com uma pergunta muda que ele respondeu calmamente.

_Aro. Está terminado, em parte pelo menos.

Edward assentiu e saiu da sala com uma ordem expressa.

_Tirem todos daqui. Chamem o resgate e saiam daqui.
_E você?
_Saiam, é uma ordem.

Ele sumiu pelo corredor escuro.

                                                   ********

Caius estava no escritório, pegando tudo o que colocava a mão. Seu plano tinha falhado miseravelmente. Ele achou que os homens que tinha sob seu comando seriam suficientes para acabar com a raça do Cullen. Como estava enganado! Quando ele saiu do quarto de Bella, ele foi para o seu e olhou as câmeras. Estava tudo normal, até a imagem tremer e aparecer seus homens mortos onde minutos antes estavam andando e fumando, enquanto empunhavam suas armas.  Cullen estava dentro de sua casa e ele não tinha dado conta. Ele queria matar alguém por sua estupidez. Não poderia pegar Isabella, por que tinha certeza de que o desgraçado já estaria com ela uma hora dessas. Mas ele poderia mandar alguém de menos valor ir lá. Ele mandou Victória. A burra achava que ele amava. Foi fácil demais enganá-la, se ela morresse seria um estorvo a menos.  Ele desceu para a biblioteca no momento em que MacCarter e o Black entravam e se dirigiam para as escadas, ele se escondeu. Agora estava aqui, tentando salvar o pouco da sua fortuna que restara. Escutou um tiro e soube que seus irmão tinham morrido.

_Bom. Antes eles do que eu.

Ele saiu do cômodo e se dirigiu aos fundos. Tinha um helicóptero esperando, mas ele não contava com o Cullen lhe apontando uma maldita arma.

_Renda-se Caius! Acabou!!!
_Só acaba quando eu quiser, Cullen!!! E eu não quero!!!

Ele sacou a arma e atirou, o acertando no braço. Caius sorriu quando viu o sangue espirar do buraco.
Edward trincou os dentes e devolveu o tiro. Trocaram balas, enquanto Caius corria para o helicóptero e ele ia em seu encalço. Edward acertou no tornozelo do desgraçado e ele se estatelou no chão, deixando cair a pasta que levava, mas se ergueu rapidamente e correu, entrando no helicóptero, que já estava alçando voo. Edward não conseguiu impedir e soltou um palavrão pela desgraça de ver seu inimigo escapando.

_Edward!!!

Alguém atrás dele gritou e ele se virou. Era Emmett com uma RPG no ombro. Edward sorriu e seu cunhado retribuiu, antes de apertar o botão e mandar o helicóptero pelos ares. Pedaços da aeronave caíram na água, outros em terra e Edward correu para lá. Não viu nenhum corpo, mas também pudera, o helicóptero se desfez em mil pedaços. Caius e seu piloto deviam estar no fundo do lago a um hora dessas.

_Bom... Não consegui meus dedos de volta, mas... Não foi nada mal, né?

Ele falou sorridente para Edward que retribuiu e o abraçou.

_Vamos para casa.
_Concordo.




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