
SINOPSE:
Correr, se esconder, fugir para bem longe, até onde suas pernas lhe levassem, era o que ela dizia sempre. Enquanto tivesse fôlego iria prosseguir, não desistiria de sua liberdade tão sonhada, não voltaria para o inferno, preferia morrer do que sentir suas mãos em seu corpo novamente. Não era um objeto, era uma pessoa, um ser humano e lutaria até o fim por sua liberdade. Esse era o pensamento de Isabella Swan. Ela ansiava por uma vida normal e solitária. Mas, como sua mãe sempre dizia, Deus tem planos infinitamente melhores para nós. E para Isabella, Deus tinha um plano muito diferente, um plano de vida que se chamava Edward Cullen.
Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e,
Fechando a porta, ora a teu pai que está em secreto,
E teu pai, que vê em secreto, te recompensará.
Mateus 6:6
PRÓLOGO
A noite fria atestava que de fato era vinte e quatro de dezembro. Seu corpo maltratado e faminto se esgueirou pelo buraco no muro a sua frente. Se esconder era sua meta, se manter viva era seu desafio, reconstruir sua vida era seu sonho. Só pedia a Deus que lhe desse forças para conseguir. Tocou a maleta ao seu lado, tinha sua vida dentro dela, seu passaporte para a liberdade tão sonhada, era tudo o que tinha, tudo o que conseguiu pegar dele, o desgraçado que roubou sua vida e seus sonhos. Ela, como contra partida, tirou dele seu tão estimado dinheiro, apenas cem mil dólares, que pra ele eram apenas meros trocados esquecidos no bolso de uma calça qualquer, mas pra ela era tudo. Tocou na sacola ao lado da maleta, onde seus parcos pertences estavam dentro: duas calças, duas blusas, uma sandália e uma camisola. Apertou-se mais de encontro ao muro quando ouviu cachorros latindo e homens gritando em russo e se meteu dentro do latão de lixo, seu corpo protestando pelo esforço dos últimos dois dias. Passaram em frente ao seu esconderijo, mas os animais não identificaram seu cheiro. Achou melhor se manter quieta e silenciosa, o lixo fedia com restos de comida e outras porcarias. Estava faminta não comia a dois dias. Pegou um pedaço de alguma coisa que, no escuro, não dava pra saber o que era. Cheirou e enrugou o nariz. Pizza estragada. Tomou coragem e deu uma dentada, mastigou mecanicamente e engoliu junto com o vomito que ameaçou empurrar pra fora seu frugal alimento. Encolheu-se mais dentro do altão e fechou os olhos, pedindo a Deus que não lhes deixassem encontrá-la. Sentia falta dos seus pais, eles tinham dito que Deus a ajudaria. Disseram isso antes de colocarem-na dentro do guarda roupa, fecharem a porta e se afastarem. Ela ouviu os tiros e em seguida silêncio. Foi arrastada de dentro do esconderijo e levada para a mansão dele.
Seus três anos como escrava não tinham sidos os melhores, mas tinham ensinado a ela como se comportar na frente das pessoas e principalmente na presença dos homens, ensinaram como se manter calada e submissa. Era impressionante como um tapa bem dado poderia acabar com qualquer resquício de rebeldia que tivesse nela, o estupro em si não foi tão doloroso quanto a humilhação de levar o sobrenome dele. Era sua mulher perante os homens mais não perante Deus. Não senhor, não tinha cedido quanto a isso, pagou um preço caro mais não cedeu. Teve o braço quebrado em três lugares, mais permaneceu firme. Ele a tomou na frente de todos os seus amigos, mesmo gritando de dor pelo braço quebrado, mesmo quase inconsciente, ele a tomou. Ela não sentia nada, não era uma esposa era uma escrava sexual, dele e de seus irmãos. Um guarda da propriedade a ajudou a escapar, ela seria eternamente grata a Demetri por isso, estava aqui agora sã e salva mesmo sabendo que Demetri tinha morrido para salvá-la. Tinha que continuar, para seu bem tinha que prosseguir, não jogaria fora a liberdade que ele conseguiu para ela por meio da sua morte. Sobreviveria. E confiava em Deus para tal fim.
Já estou ansiosa. beijos
ResponderExcluirquero acompanha-la sempre.
ResponderExcluirooooooooooooooooooh
ResponderExcluirJá viciei logo no começo.
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