quarta-feira, 27 de março de 2013

Meu Querido Escocês: Prólogo



Prólogo:



 

Fronteira da Inglaterra com a Escócia. 1212

Isabella cavalgava desembestada pelo bosque, em direção não se sabia a quê. Só sabia que queria fugir do seu irmão chato e seu pai mandão. Ah, como teria sido maravilhoso nascer homem... Trilhar seu próprio caminho. Ser livre.
Apesar de quê na sua opinião os homens tivessem o cérebro de passarinho, sim definitivamente eles não pensam com a cabeça, na maioria das vezes. Seu pai por exemplo tinha demorado a vida do urubu para assumir Sue sua amante desde que lady Renê Swan o abandonou, Sue era a cozinheira do castelo e seu pai se encantou por ela.
Era uma segunda mãe para ela e Emmett sem contar que tinha dado mais dois filhos a seu pai Leah, casada com Sam o Duque de Norfolk e Seth o caçula da família dois anos mais novo que Bella.
Enquanto cavalgava não pode deixar de pensar em sua mãe, Renê fugiu quando ela tinha nascido nem mesmo esperou para se restabelecer a saúde, tinha fugido com um amante e nunca mais se ouviu falar dela, lógico que seu pai tinha proibido se quer mencionar o nome de sua mãe em seu lar e em toda as suas terras e senão fosse por Sue, que tinha tido um bebê na mesma semana, ela teria morrido de fome. Ou não, provavelmente seu pai teria arranjado uma ama de leite, O filho de Sue morreu poucos dias depois de nascer e ela criou Bella como se fosse sua filha e Bella amava sua mãe Sue e havia rumores o filho morto de sue era do seu pai, o barão Charlie Swan. Bella não ligava, os homens precisavam de amantes para deixar as esposas em paz e, se um homem como seu pai que não tinha esposa precisava de uma amante, que mal fazia em ter uma?
Após uma longa e exaustiva cavalgada seu cavalo estava cansado, estava cavalgando à duas horas seguidas. Provavelmente estariam na Escócia uma hora dessas. Deu a volta e decidiu que era hora de voltar e, se Deus a ajudasse, seu pretendente, não tão pretendente assim, já teria ido embora. Quando se virou, deu de cara com um cachorro... Não, aquilo era muito maior que um cachorro era... Uma Besta terrestre, e vinha em sua direção! Seu cavalo empinou e ela caiu da sela se estatelou em uma moita de... Ah não! Urtiga não!

- Merde! - Xingou em francês enquanto tentava sem sucesso se erguer. _ Besta estúpida! Quem é o teu dono, animal infeliz?!
O bicho olhou para ela e latiu, balançando a cauda feliz da vida ela se ergueu e se afastou do animal que sentou e ficou lhe observando.
- Está feliz? Pois eu não! Estou me coçando toda e a culpa é toda tua!
- Então não devias brincar com ele, milady.
Ela deu um pulo e se virou, dando de cara com um homem de saia... Um Escocês! Abriu um sorrisão. Nunca tinha visto um escocês na vida. Ele era, na falta de uma palavra melhor... Lindo! Tinha o cabelo na altura dos ombros e era de uma cor incomum, era ruivo, isso tinha certeza, mas...
- Crianças não podem brincar com animais maiores que elas, são perigosos e se o galgo te devorasse?
Ele falou com os braços cruzados no peito largo e as pernas, muito bem torneadas, bem separadas. Parecia que estava preparado para a guerra. Espere ai! Ele a chamou de criança?
- Para sua informação, milorde, eu não sou criança. Sou uma mulher.
- Mulher, é? Interessante...
Ele a olhou de cima para baixo e Bella sentiu a espinha gelar. Evidentemente que ele interpretou mal sua resposta.
- Milorde, me entendeu mal, quando disse que era uma mulher me referia que não era mais uma menina, pois já veio o meu ciclo e... E eu me pergunto, porque cargas d’agua eu estou falando de um assunto desses contigo, não és minha ama!
- Graças a Deus! Mas fiquei interessado na tua revelação. Quantos anos tem menina? – ele se encostou em uma árvore dobrando uma perna para se apoiar.
- Não sou menina! Já disse que sou uma mulher, não no sentido que pensas, mas no sentido de... Você entendeu!
Ele riu, o mequetrefe riu dela!
- Como ousas rir de mim!
- Não estou rindo de ti.
- Então o quê?
- Estou rindo contigo.
- Mas, eu não estou rindo, milorde.
- Está bem, confesso que estou rindo de ti, menina.
- Não sou menina, seu Escocês de meia pataca.
Ele fechou a cara para ela e avançou derrubando a no chão e se deitando por cima prendendo seus braços acima de sua cabeça com apenas uma mão.
- Retire o que disse.
Ele rosnou e ela o olhou com o cenho franzido muito indignada para ter medo dele.
- Não.
- Retire o que dissestes agora, milady ou eu vou...
- O quê? Vai fazer o quê?
Ele olhou para sua boca tentadora e não resistiu.
- Isso!
Ele tomou sua boca em um beijo frenético, Bella ficou sem ação. Era como se tivesse uma brasa nos lábios. Edward grunhiu e apertou mais os lábios nos dela, depois afrouxou um pouco e lambeu o inferior, mas ela continuou parada. Grunhiu novamente e se levantou.
- Parece que estás morta.
- E o que se supunha que eu fizesse? – ela falou, enquanto se erguia, estava toda empolada.
- Se supõe que você tinha que abrir a boca!
- Porque está gritando? E como raios eu ia saber que tinha que abrir a boca. E por que você quer que eu abra a boca, afinal?
- Para eu poder colocar a língua, oras. – ele falou, dando de ombros.
Bella soltou um arquejo de indignação.
- Seu atrevido! Uma dama não beija de boca aberta!
- Como sabes? Já beijou alguma vez?
- Não. – Ela falou, tirando um espinho da manga do vestido e coçando o braço. – Mas minha ama disse que não se faz uma coisa dessas. É feio e só as prostitutas é que podem fazer isso, pois são mulheres que vendem os corpos em troca de moedas.
- Pois, na minha opinião elas usufruem bem mais do que essas ladies idiotas.
- Me chamou de lady idiota? Oras seu... Oras seu... Escocês!
- Isso era para ser um insulto?
- Sim!
- Pois não deu muito certo, minina, já que eu me orgulho de ser escocês. Já você...
- O que têm eu?
- É inglesa. – ele falou, balançando a cabeça com ar de desagrado.
Bella se sentiu ultrajada com a atitude dele. Ergueu a mão e estapeou o rosto do infeliz que a olhou com incredulidade.
- Me bateu?
- Sim e você bem que mereceu.
Virou para subir no cavalo, mas ele a puxou, derrubando-a no chão, assim que ela caiu, ele deitou por cima dela. De novo.
- Vou te mostrar que não se bate na cara de um homem.
- Você não é homem, é um menino. – ela falou e riu da cara dele.
- Você me paga fedelha. – ele a beijou e ela não pôde abrir a boca para retribuir o beijo, porque ele estava pressionando os lábios com força. Bella lhe cutucou no ombro e como ele não respondia, ela puxou seu cabelo, ele grunhiu e tirou a boca da dela.

- Pare de puxar meu cabelo, maldição!
- Estava... Me... Sufocando... E também, não me deixou brecha para... Para abrir a boca...
- Eu pensei que mulheres de bem não beijavam de boca aberta. Ele falou, erguendo uma sobrancelha.
- De acordo com você, eu não sou uma mulher, sou uma menina, então que mal há?
Ele sorriu e Bella retribuiu, lhe alisando o rosto.
- Você tem um sorriso lindo... Menino. Qual seu nome?
- Edward, Edward Cullen. E não sou menino, sou um homem crescido e tu? Qual é a tua graça, fedelha?
- Isabella de Swan, mas eu prefiro que me chamem de Bella e não de fedelha.
- Bella. Daria me a honra de abrir a boca para mim, Bella?

Ele falou sorrindo maroto e ela sorriu.
- Sim, milorde. Mas, não me morda, eu vi o que um soldado fez em uma moça da vila.

Seu sorriso morreu no mesmo instante.
- O que ele fez?
- Ele a mordeu toda, ele fez alguma coisa com ela que eu não sei o nome, mais que foi horroroso foi. Fiquei com medo.
- Não fique, não farei nada contigo, só vou beijar-te, mas tu já me deu permissão e uma palavra dada não volta atrás.
Ela sorriu e confirmou com a cabeça.
- De acordo, Edward.
Ele sorriu e desceu os lábios para os dela, mas ela o parou no meio do caminho.
- O que foi? – ele perguntou, com o cenho franzido.
- Eu não sei o que fazer... Ensine-me.
- Ensinarei. Falou e sorriu torto. Abra a boca, só um pouco. - E ela o fez. - Isso, agora deixe-me entrar...
Ele a beijou com calma.
- Imite os meus movimentos... – sussurrou entre seus lábios.
- Não posso...
- Pode sim... Faça...
E ela fez, o beijo foi mágico, se entregaram ao momento e Bella se esqueceu até da moita de urtiga que tinha caído e que queimava como o inferno. Separaram-se e ele se ergueu, ajudando-a a levantar. Edward ajudou a tirar os espinhos do vestido dela e a ajudou com a trança que chegava aos quadris. Depois de prontos, ele a subiu no cavalo e lhe puxou para um beijo.
- Quando te vejo de novo?
- Semana que vem?
- Muito tempo.
- Daqui à cinco dias?
- Tempo demais.
- Três dias? – ela falou, sorrindo e se arrepiou quando ele alisou sua perna, ela o estapeou. –Tire a mão, abusado!
Ele sorriu.
- Quando poderei te ver novamente?
- Daqui à três dias.
- É aceitável. Até daqui a três dias, Isabella de Swan da Inglaterra.
- Até daqui a três dias, Edward Cullen da Escócia.
Ela esporeou o cavalo e saiu em um galope ligeiro. Ele ficou parado lá, olhando-a ir embora. Levou a mão ao braço e coçou. Começou a se coçar e rir, ela tinha passado a coceira da urtiga para ele.






(***)



5 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH MEU PAI DO CÉU! QUE LINDO... AMANDO RELER...

    ResponderExcluir
  2. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH que fofo rsrs adoroooo essa historia, amando reler

    ResponderExcluir
  3. Ahhhh !!!!! Finalmente consegui te encontrar !!!!! Te procurei pra caramba !!!! Vc simplesmente sumiu do Nyah !!!!! Fiquei desesperada !!!! Amo as suas histórias !!!!! Vc é uma escritora maravilhosa .....

    ResponderExcluir