quarta-feira, 27 de março de 2013

O Fogo dos Teus Olhos: Sinopse e Prólogo

 


SINOPSE:



O que você faria se de repente tudo em que acredita viesse abaixo por causa de um simples olhar?


Edward Cullen, ex-SEAL, dono de uma das maiores empresas de segurança do mundo, se vê tendo que confrontar todos os seus conceitos sobre o amor no segundo em que põe os olhos em Isabella Swan.






O amor mata. Ele é perigoso, é letal... Pelo menos era isso o que ele achava. Era a única coisa que sabia sobre esse sentimento.


Até Isabella mudar seus conceitos... E sua vida para sempre.










PRÓLOGO






Seattle, Inverno de 1980










3 Door Down - Landindg In London






Frio. Era o que ele sentia. Frio que adentrava por suas roupas esfarrapadas. Seus dedos doíam pela baixa temperatura, seu estômago grunhia, faminto, por estar há cinco dias com nada menos que algumas migalhas colhidas nas latas de lixo no beco que lhe servia de casa. Era Natal, mas Papai Noel não veio lhe entregar o presente que pediu. Ele foi um bom garoto, se desviando das brigas, não roubando, mesmo quando a fome o obrigava a isso. Não quebrou nada, se manteve calmo e comportado, na esperança de receber uma visita do bom velhinho, como a senhora da casa velha tinha lhe dito. A mesma senhora que, de vez em quando, lhe dava pão ou alguma comida. Ela também passava por difilcudades. Dona Renê Swan trabalhava de diarista. Seu marido era um policial afastado, devido a um problema no departamento. Ele tinha se ferido e eles o afastaram, ele era aleijado. Eram boas pessoas. Boas pesoas não mereciam passar fome, frio, dificuldades. Boas pessoas deveriam ter alguém que cuidasse delas. Ele estava com raiva, ele estava faminto, ele estava no pico do desespero. E não tinha ninguém com quem contar. Dona Renê e seu marido foram embora. Ele era um garoto de dez anos num mundo cruel. Ele ficou sozinho.






Seattle, Dezembro de 2011






A neve caia sem trégua. Edward odiava neve e tudo que fosse frio e húmido. Tinha passado toda a sua infância nos becos frios dessa cidade infestada de ratos e homens que gostavam de abusar de crinaças, sem se importar se eram meninas ou meninos. Era o inferno. Teve seu quinhão de noites mal dormidas, nos chãos gelados, sem nada mais do que um papelão como cobertor. Ele odiava o frio. Ele era apenas um menino, meio morto de fome, meio louco pela dor da solidão e do isolamento.


Mas, o menino cresceu, conseguiu entrar para os Marines, por que um homem, Carlsile, o achou quase congelado atrás de sua casa, no meio de sua lenha e o tomou para si. Ele o educou, ele cuidou de suas feridas e fez daquele menino, que parecia mais um aminalzinho ferido do que uma pessoa, um homem de princípios. Ele cuidou desse menino e o menino cresceu forte e agradecido ao seu "pai". Tinha saído dos Seals quando descobriu que montar sua própria empresa de segurança era mais lucrativo e ser seu próprio patrão era muito melhor do que receber ordens. Ele tinha trinta e um anos agora e era o melhor no seu ramo, mas nunca esqueceu suas raizes. Era devotado a Carlisle e Esme como se fossem seus verdadeiros pais. Eram tudo o que ele conhecia e cuidava. Não amava, por que aprendeu, desde cedo, que o amor mata e a vigilânica e o se manter sempre alerta eram melhores se você quisesse viver mais do que alguns dias ou anos fodidos. Seus pais o amavam e constantemente diziam isso a ele. Ele era grato por esse amor. Mas, ele não amava.






_Feliz Natal, senhor Cullen!


Sua secretária lhe saudou, assim que entrou no seu andar. Ele acenou com a cabeça. Ele não falava, ele não se dirigia a ninguém, a menos que fosse para dar uma ordem ou resolver algum trabalho. Ele era duro, taciturno. Ele não tinha amigos. Ele não confiava em ninguém, por que ele aprendeu, desde cedo, que confiar implicava em você se preocupar com a outra pessoa, confiar era deixar alguém entrar em sua vida e em suas defesas. E fazer isso sempre dava em merda.






Afeganistão, Junho de 2012


_Rick ! Rick! Está me escutando? Rick!


_O que foi? - Emmett perguntou, conferindo seu transmissor. Ele era um soldado das indústrias Cullen Securitt e estavam nessa missão de resgate e apreensão. A filha de um importante empresário tinha sido sequestrada e o pai da joven tinha lhes contratado. Edward, o dono da empresa, estava pessoalmente nessa missão e a missão de Emmett era protejer seu traseiro.


_O Rick não responde... Fique aqui e guarde minhas costas.


_Não! Edward, é perigoso demais!


_Perigoso é deixá-lo lá. Se o pegam, eu não sei o que farão.


_Espere!


Mas ele já tinha saído da trinxeira e corria no meio do fogo cruzado. As balas suniam em seus ouvidos, mas ele não se afastava do seu destino. Se jogando em um buraco, escapando por pouco de um RPG destinado a ele, Edward se arrastou em meio a cadáveres inimigos, alguns soldados seus de longa data. Ele se obrigou a não se desesperar, se obrigou a seguir em frente. Mais tarde ele recolheria seus mortos.






_Rick!... Richard !!!


_Aqui!... A... Aqui...






Edward o viu, coberto de sangue, faltava-lhe uma perna e a metade de um braço. Edward o ergueu em seus ombros e se arrastou para fora daquele inferno.






_Calma Rick. Chegaremos logo em casa... Calma.


_Não vou conseguir...


_Vai, claro que vai.


_Cuide de minha Bella...


_Quem é Bella?


_Minha... Mulher... A mulher que eu amo... Cuide dela... Prometa-me.


_Você vai sair daqui cara, eu vou ter ajudar. Nós...


Richard segurou forte em seu braço, o forçando a lhe olhar e prestar atenção. Edward viu a morte nos olhos do seu soldado, um dos poucos que estavam com ele desde o começo. Juntos tinham trilhado um longo caminho.


_Prometa-me.


_Eu... Prometo.


_Cuide dela para mim... A faça feliz... Prometa-me... Que, na escura e silenciosa noite vai, deixá-la te abraçar como se fosse eu... Prometa-me que não deixará meu amor sofrer... Não a deixe sozinha... Prometa-me...


_Prometo.




Richard morreu, se esvaindo em sangue nos seus braços. Edward soube que jamais poderia quebrar essa promessa. Cuidaria da viúva, nem que para isso tivesse que abrir mão de tudo o que tinha.

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