domingo, 31 de março de 2013

Meu Amor Vampiro: Capítulos 2 a 4




CAPÍTULO 02






O sol nasceu, mas Edward continuava parado em frente à janela. Ele estendeu a mão e passou através dos raios de sol. Não queimava, não enquanto ele usasse o anel. Esse artefato o possibilitava viver uma vida quase normal. Tirando a parte da sede de sangue, seu dia a dia era normal, como o de qualquer humano. Sem esse anel ela estaria restrito aos ditames do mundo vampírico, sair somente à noite, sem nunca ser tocado pelo sol. As queimaduras doíam muito e eram mortais.


Ele suspirou, olhando para a janela. Ao longe podia ver a doca do cais de Seattle. A visão de vampiro era muito conveniente quando queira. Ele pensou nela. Bella... Como se chamaria de verdade? Arabella? Lisbella? Isabella? Isabella soava melhor. Era suave como ela. Ele fechou os olhos e se lembrou do corpo suave e curvilíneo. Cinquenta anos sem sexo era demais até para um vampiro, já que a sede estava associada à luxúria e, toda vez que transava, ele sentia suas presas despontarem na ânsia de afundar no pescoço de sua amante. Não doía, de certo que não, ao contrário, só aumentava o prazer, mas... A muito que não sentia luxúria, por mulher nenhuma, morta ou viva, vampira ou humana. Tânia vivia reclamando e ele sabia das traições. Não poderia ficar chateado, se você não cuida da sua vaca, ela vai pastar no terreno do vizinho. Edward ficou pensando se fosse Bella no lugar de Tânia. Ele a deixaria o trair? Uma onda de raiva lhe tomou de repente ao se lembrar do humano insignificante que estava com ela na restaurante. Ele quis matá-lo só por ter ficado ao lado dela. Se ela tivesse cedido aos encantos desse mortal, Edward o teria matado lá mesmo. Nunca poderia permitir que ela o traísse, mas, nunca poderia se permitir se envolver com ela, a mataria e isso... Era doloroso só de imaginar. Era, no mínimo, devastador. Ele não poderia se envolver emocionalmente com ela. Mas não queria dizer que não pudesse olhá-la mais de perto. Sim, de certo que foi um grosseirão na noite passada com ela. Iria lá agora e pediria perdão por sua conduta tão inapropriada.






Edward sorriu com esse plano. Afinal uma espiadinha não mataria ninguém, não é?






*********






Bella acordou e olhou para cadeira de balanço. O corvo tinha ido embora.






_Provavelmente, o espantei com meus roncos. – ela falou






Bocejando, jogou as perna para fora da cama e se arrastou para o banheiro. Depois de uma ducha refrescante e de sua higiene feita, ela se vestiu com uma calça jeans colada branca e uma batinha vermelho-sangue. Calçou botas de salto alto e se maquiou levemente. Desceu as escadas e foi para a cozinha preparar o café da manhã. Tinha um bilhete do seu pai dizendo que precisou correr para outra cidade ajudar em uma busca. Ela decidiu tomar café no trabalho mesmo. Saiu, entrou no seu carro e seguiu caminho. Volta e meia, ela olhava para, procurando o corvo.






_Ele deve ter encontrado algo mais interessante do que me ouvir roncar e babar a noite inteira.






Ela chegou no trabalho e estacionou. Saiu e abriu a loja. A imagem do homem de ontem a noite veio em suas lembranças. Ele a deixou aturdida, não com o fato de ter dito que ela era a maldição dele, mas pela atração que sentiu. Foi recíproca. Ela nunca tinha se sentido assim com ninguém. Foi como se fossem predestinados a estarem juntos...






_Bella, está lendo os livros demais. Pare com isso. – ela resmungou e começou a arrumar o lugar para abrir.






Edward chegou lá, no momento em que ela abria as portas. Ele queria vir voando, mas não teria como explicar o fato de chegar aqui a pé. Desceu do maserati e caminhou calmamente através do pequeno estacionamento. Abriu a porta e uma pequena campainha soou acima dele. Ela ergueu a cabeça de dentro do balcão e arregalou os olhos, quando o viu ali parado, fitando-a.






_Bom dia. – ele disse de maneira firme.


_Bom... Bom dia.






Ele se dirigiu para ela e se sentou num dos muitos bancos em torno do balcão. Olhou em volta e percebeu que estava totalmente fora do seu mundo, tanto vampírico, quanto humano. Ele destoava de tudo lá, com seu terno preto caro e seu casaco de peles. Até seus sapatos eram demais para um lugar como aquele. Edward só queria deixar uma boa impressão. Agora, estava achando que tinha exagerado na produção. Bom, paciência.






Ela o olhou desconfiada e ficou a sua frente. Ele cheirou o lugar e sentiu a garganta queimar, quando a essência dela lhe tomou de assalto. Ele sentiu um rugido vindo e o reprimiu com muito esforço. Seus olhos ficaram vermelhos atrás das lentes dos seus óculos de sol. Ele se pegou na borda do balcão, para evitar avançar sobre ela. Só o fato de saber que poderia matá-la fez com que ele se acalmasse. Não conseguiria viver consigo mesmo se fizesse isso. Edward sentiu o amor por essa mortal lhe preencher o corpo inteiro, cada pedaço. A amou no momento em que sentiu seu cheiro e a amava mais ainda agora.






_O que deseja?


“Você”


_Café?


_Sim, claro. E para comer?


“Você”


_O que tem de... Bom? – ele não sabia como se mexer dentro desse cenário, parecia que tudo o que dizia era inapropriado... Estranho, ela mexia com ele e o fazia sentir-se... Tímido.






Edward assombrou-se com a descoberta. Ocultou rapidamente seu assombro e lhe sorriu, quando ela colocou a sua frente um prato com uma fatia de bolo. Ele agradeceu e deu uma garfada. Um rosnado de prazer saiu de sua garganta, antes dele conseguir segurá-lo. Ela o recompensou com um lindo sorriso.






_Bom, pelo seu jeito acho que gostou do meu bolo.


_Está divino.






Ela sorriu e voltou a arrumar a vitrine. Ele terminou de comer e ficou a observá-la se mover dentro do pequeno espaço atrás do balcão. Ele queria sua atenção e se irritou quando foi totalmente ignorado, não estava acostumado a ser deixado de lado de forma nenhuma.


Ele pigarreou e ela o olhou. Como ele não falou, ela ergueu uma sobrancelha em questionamento. Ele respirou fundo para começar. Em quatrocentos anos, nunca tinha pedido desculpas a ninguém. Era muito difícil de fazê-lo agora.






_Gostaria de lhe pedir perdão por meu mau comportamento na noite passada, no restaurante. Eu fui deveras descortês com você. Quero que saiba que eu não sou assim e não falo essas coisas rudes.






_Está se referindo ao fato de dizer que sou sua maldição? Oh, não se preocupe com isso. Teve uma noite ruim?


_De fato sim, tive. Melhorou depois que você saiu.


_Oucht! Agora você me magoou.






Ela falou com o cenho franzido e se virou para entrar por uma porta, que se encontrava atrás dela. Ele bateu com a mão na testa. Idiota! O que tinha feito? Tinha dito merda. Como ele poderia dizer que a noite dele tinha ficado melhor depois que ela saiu do restaurante e não revelar que a seguiu até sua casa e se deleitou vendo-a dormir por mais de uma hora, enquanto perambulava por seu quarto?


Ele rodeou o balcão e entrou pela porta que ela tinha passado. Era a cozinha e ela estava encurvada, tirando uma bandeja do forno. A calça branca marcava o contorno do corpo, deixando visível a marca da calcinha, também branca, fio dental. Ele se sentiu endurecer dolorosamente. Respirou fundo e sentiu suas presas despontarem. Ele as retraiu rapidamente e com muito esforço. Ela se virou e se assustou com ele parado lá, olhando-a de um jeito ameaçador. Ele sabia como se parecia para ela nesse momento. Quando a fome era mais forte, quase insuportável, ele se obrigou a não se mexer. Por Deus, não podia sair do lugar ou a mataria. Péssima ideia de vir aqui. Péssima ideia.






_Olhe senhor...


_Cullen. Edward Cullen.


_Senhor Edward Cullen, tem uma placa que diz bem claramente que ninguém pode ultrapassar o balcão e entrar aqui. Saia, por favor.


_Perdoe-me Bella, mas eu... Eu não quis ser rude. De novo, com você, é só que eu... Eu...


_Vá embora, sim? Por favor.


_Bella eu... -Ela o olhou, esperando que ele falasse. Uma gota de suor desceu por seu rosto, descansando entre os seios






_ Está suada. Por favor, aceite meu lenço.






Ele estendeu o lenço a ela, que agradeceu e enxugou o suor, o devolvendo em seguida. Quando ele o pegou, seus dedos se tocaram. Ele não resistiu, a puxou para si e lhe prendeu em seus braços.






_Me perdoe. Mas não posso mais resistir.






Seus lábios desceram sobre os dela em um beijo urgente. Ela gemeu e ele a apertou mais de encontro a sua ereção dolorida. Ele desceu as mãos por suas costas, em direção ao seu traseiro e o apertou de leve. Ela se segurou em seus ombros, se entregando em abandono. Suas presas cresceram e ele cortou seu delicado lábio sem querer. O sangue lhe adentrou a boca, tocando a língua e o deixou gelado. A fome rugiu dentro dele. Tinha que tomar tudo até a última gota dela. Tudo, já. AGORA!






Ele se empurrou para longe dela, se afastando horrorizado com os pensamentos que passavam por sua cabeça.






_Me perdoe... Me perdoe...






Ele correu de lá, deixando-a na segurança de sua loja e, literalmente, voou para o seu carro. Deu a partida e saiu dali, como se todo o inferno estivesse em seus calcanhares.










Bella tocou os lábios e notou um pequeno corte. Colocou gelo e saiu de lá, sem entender o que tinha acontecido. E o mais estranho era: Como ele sabia seu nome? O sino tocou novamente, ela respirou fundo e saiu. Era melhor trabalhar em vez de ficar pensando.


Edward jogou o carro no meio fio da calçada do prédio e saiu às presas.






_Senhor, não pode estacionar aqui, terei que multá-lo...






Edward olhou para o mortal que ousou lhe dirigir a palavra. O homem perdeu a fala, ficou branco de medo e de lá correndo. Edward entrou no saguão do seu hotel, indo em direção ao elevador privado.






_Senhor Edward! Senhor Edward! Tenho um recado para o senhor!






Um homem baixinho e magricelo correu ao seu encontro, com um papel balançando na mão. Edward sentiu ganas de quebrar a mão dele ou ele todo.






_Entregue-me.






Ele estendeu a mão e o homem, que não tinha noção do perigo, ficou olhando para ele sorrindo.






_O quê? – Edward falou impaciente.


_É da senhorita Tânia, ela disse que espera pelo senhor às dez horas no apartamento dela e...


_Leu minha correspondência?


_Des...Desculpe senhor, mas é que ela falou pelo telefone e... E eu escrevi, então eu pensei que...


_Cale-se idiota! Saia do meu caminho estafermo!!!


Ele gritou, virou as costas e sumiu dentro do elevador, deixando para trás o homem vermelho de vergonha pela repreensão que levou. Assim que as portas se abriram, Edward voou para o seu apartamento, que estava com a porta aberta e um Thomas com um cálice de sangue lhe esperando. Ele agarrou o cálice e o esvaziou de um só gole.






_Enche.






Thomas tornou a encher o cálice e ele bebeu tudo de uma só vez.






_De novo.


_Não será melhor uma garrafa de Wisky? Sabe, sangue não embebeda senhor, se for isso o que procura.


_Te perguntei algo Thomas? – ele falou com os dentes trincados.


_Não senhor, perdão milorde.






Edward suspirou e entregou a taça ao seu criado.






_Desculpe-me Thon, não estou nos meus melhores dias.


_O senhor não está nos seus melhores dias a quatrocentos anos, patrão.






Thomas falou displicentemente, enquanto levava a taça pra cozinha.






_Então, como ela é?






Edward o seguiu.






_Ela quem?


_Sua maldição. Ou sua cura, chame-a como o senhor quiser.


_Quem disse que eu fui vê-la? Você me seguiu?- Edward perguntou, estreitando os olhos em desconfiança.


_Não senhor, mas o cheiro dela está no senhor e eu sinto o cheiro do sangue, fraco, mas sinto. É tentador, milorde.


_Sim, é tentador...


_O senhor... A matou?


_Não! Não, eu... Nós nos beijamos e eu a cortei com minhas presas e...


_Ela continua viva então?


_Claro que sim! Eu não a mataria!!!


_Mas quis.


_Sim. – Edward assumiu a verdade, para sua maior vergonha.






Thomas abriu um sorrisão e Edward fechou a cara, ele estava feliz por quê?






_O quê? – Edward resmungou, se encostando na parede e cruzando os braços no peito.


_O senhor se controlou, isso quer dizer que o senhor reconheceu que a ama e isso quer dizer que pode se aproximar dela, sem matá-la. Que a fome não é tão urgente quanto temíamos e isso quer dizer que...


_Que você está trevaliando Thomas, não vou mais arriscar o pescoço dela.


_Mas o senhor se controlou...


_Esqueça Thomas.


_Senhor...


_Eu disse esqueça isso!!!


Ele se desencostou da parede, foi para o quarto e fechou a porta de um baque só. Se livrou das roupas e as jogou no cesto. Parou e as pegou de volta, vasculhando os bolsos. Encontrou o lenço e cheirou ele. A essência dela estava forte nesse pedaço de pano. Ele voltou para o quarto e pegou um saco plástico e o envolveu, colocou dentro de uma caixa de vime que guardava suas recordações, a colocou no fundo da última gaveta do closet e foi tomar banho. Se deitou na cama nu e ficou fitando o teto.






_Talvez Thomas esteja certo e eu possa me aproximar dela sem matá-la. Perto dela, a fome aumenta, mas o medo de perdê-la sobrepuja a fome. Se eu não sentir o cheiro do seu sangue, talvez possa me controlar. Vale apena tentar outra vez...






**********






_É sério Bella, você está esquisita desde ontem. – Ângela falou, passando pano no chão do ciber-café.


_Eu estou normal Ângela, só estou com dor de cabeça, só isso.


_Tem algo a ver com o bonitão que Lice disse?


_Que bonitão?


_Ah você sabe, no dia em que foram para Seattle e ele lhe segurou o braço. Alice disse que você ficou mexida e disse também que ele é um gato.


_Alice é louca e não sabe o que está falando. E você, esqueça isso e termine, quero ir pra casa.


_Sim senhora chefa! – Ângela falou rindo e voltou para o trabalho






Meia hora depois elas fecharam e foram embora. Bella deu carona a Ângela e seguiu para sua casa. Tinha um carro parado lá e um homem encostado na porta, brincando com as chaves.






_Olá?


Ele ergueu os olhos incrivelmente azuis e lhe sorriu.


_Bella, boa noite. Espero que não esteja atrapalhando nada.


_Boa noite Jasper. Não, está tudo bem... Gostaria de entrar?






Ele sorriu lindamente.






_Será um prazer.






Eles entraram e ela ascendeu as luzes e foi para cozinha, com ele a seguindo de perto.






_Aceita um chá?


_Não tem uma bebida?


_Tem cerveja, quer?


_Quero.






Ela pegou uma e lhe deu. Ele abriu e tomou um longo gole, antes de lhe falar.






_Bom Bella, você deve está se perguntando o que eu estou fazendo aqui.


_Eu acho que sei. É sobre a Alice?






Ele sorriu e ela retribuiu.






_Quero saber se você me ajuda a marcar um encontro com ela. Poderíamos sair, o que você acha?


_Um encontro a três? Não obrigada, eu não gosto de segurar vela.


_Eu posso te arrumar um acompanhante. Vamos Bella, por favor, ela não vai sair comigo se você não estiver junto. Ela tem medo de mim.


_Ela não tem medo de você.


_Tem sim, senão ela não teria se escondido dentro do banheiro na primeira vez em que nos vimos, nem atrás da lata de lixo a duas noites atrás. – ele falou chateado.






Bella sorriu.






_Ok, devo admitir que ela está caidinha por você e que tem certo medo, não de você entenda, ela tem medo de você a esnobar.


_E por que eu faria isso?


_Diferenças de classe, é por isso.


_Explique-se. – ele ordenou e Bella ergueu uma sobrancelha.


_Rico e pobre lhe diz alguma coisa?


_É só por isso? Besteira! Diga a ela que eu estou interessado por ela, que ela me acendeu, que eu a desejo.


_Ela vai correr de você se eu disser tudo isso.


_Então diga que ela me encantou com seu brilho de mil sóis. Que eu perdi totalmente a fala ao vê-la e que meu mundo escuro se iluminou no momento em que ela sorriu.


_Ela vomitará com essa melação.


_Então diga qualquer coisa! Só a convença a sair comigo, sim? Estou desesperado.


_Estou vendo.


_Posso confiar que você vai me ajudar?


_Claro. Tome o telefone dela, ligue e fale com ela. Ela vai ficar feliz em conversar com você.


_Posso dizer ela que você irá ao encontro? Eu falarei com meu amigo, ele ficará encantado em conhecer você.


_Se você diz...






Ele sorriu e, depois que Bella lhe passou o número de Alice, ele foi embora. Bella fez o jantar e subiu paro quarto. Seu pai estava de plantão na delegacia. Assim que entrou no quarto, tomou um susto. O corvo estava lá, empoleirado no encosto da sua cadeira de balanço. Estava lhe olhando com interesse...






_Ok, isso é estranho, você não é inteligente, é só uma ave estúpida que gosta de me assustar.


O corvo grasnou, como se estivesse indignado. Bella lhe ignorou, foi para o banheiro e tomou um banho. Saiu se enxugando e o corvo grasnou novamente. Ela se virou, enrolando a toalha no corpo.






_Você bem que poderia virar o rosto, não?






Para total assombro dela, ele fez exatamente o que ela pediu. Enfiou a cabeça embaixo da asa e assim ficou por um bom tempo. Quando ele tirou a cabeça, ela ainda estava parada, olhando para ele. Ele grasnou e voltou a enfiar a cabeça debaixo da asa.






_Ok, ok desculpe-me, vou me trocar.






Ela correu e pegou uma calcinha e uma camisola, se vestiu rapidamente e começou a enxugar o cabelo.






_Pode olhar agora.






Ele tirou a cabeça de debaixo da asa e ficou lhe olhando de cima a baixo. Estava apreciando ela?.






_Você é estranho bichinho.






Ela se aproximou devagar e esticou a mão vacilante na direção dele. O corvo esticou o pescoço e levou sua cabeça de encontro a sua mão. Ela alisou as penas com cuidado, a princípio. Depois, mais calmamente, ela passou a mão por todo o comprimento do corpo dele, até a calda. Ele era lindo, as penas brilhavam lisas e macias ao toque. Ela tentou uma coisa. Ergueu o braço e ele voou de encontro a ela, pousando calmamente em seu braço, como se tivesse medo de machucá-la. Ele era pesado e ela achou melhor se sentar na cama. Ele desceu para o colchão, se encolheu em cima das cobertas e fechou os olhos. Ela deitou ao seu lado e, depois de um tempo fazendo carinho nele, adormeceu.






Edward contemplava a beleza de sua amada. Ela o tinha tocado em sua forma de corvo, estava na sua forma humana agora. Era estranho poder entrar sem precisar de permissão. Nenhum vampiro pode entrar na casa de um mortal sem ser convidado, mas com ela ele não teve problema. Na primeira vez que esteve lá, alguma coisa o puxava para entrar e ele voou para dentro, sem problema algum. Deveria ser porque ela era sua companheira de alma. Sua escolhida. Ele ficou velando seu sono, até os primeiros raios de sol despontarem no horizonte. Ele lhe deu um beijo, obrigando-se a se afastar. Durante a noite, ele se sentiu queimar por ela, uma angústia que só sentiu quando experimentou os raios do sol pela primeira vez, depois de ter se transformado em vampiro. Ela o queimava, mas estava viva. Ele conseguiu não matá-la depois de tudo afinal. Ele se transformou em corvo e alcançou voou, se dirigindo ao seu apartamento, levando consigo um suvenir.






*********






_Bellinha, Bellinha do céu!!! – Alice adentrou o recinto, bailando e se jogou no banco ao seu lado.






_Viu passarinho verde, foi?


_Na verdade sim eu vi, vi não, falei. Ele me convidou para um encontro!!!


_Que bom Lice! – Bella falou alegremente e se voltou para os papéis de contas.


_Eu disse que você iria conosco. Você vai, né?


_Ele já tinha me pedido isso. Disse que tem um amigo dele que ficará encantado com minha companhia.


_Eu não duvido. Venha, temos que nos preparar para hoje a noite.






Bella suspirou, sabendo que hoje não poderia ter paz.






*********






_Milorde?


_Diga Thomas?






Edward falou de dentro do closet onde guardava sua mais nova aquisição, uma presilha de cabelo rosa. Ele cheirou mais uma vez e sorriu. Nunca sorria, ela fazia isso com ele e, quando fossem oito da noite, ele voaria para a casa dela novamente e ficaria esperando por ela empoleirado na sua cadeira. Ele saiu e avistou seu criado parado, com o telefone na mão.






_Milorde Jasper, senhor.


_Obrigado Thomas.


_Preparo seu café de manhã?


_Sim, tomarei no terraço. Alô Jasper?


_Amigo!!!


_Não vou quebrar nenhum galho para você, tenho um encontro hoje a noite.


_Cancele. Temos um jantar de negócios.


_Jasper...


_É importante!






Edward suspirou cansado.






_Está bem. Mas se eu me entediar nesse jantar matarei alguém. E você é o primeiro da minha lista.






Ele desligou o telefone na cara do amigo e foi tomar banho, antes de aproveitar seu café na varanda, enquanto pensava nela.






*********






_Eu estou bem? – Alice perguntou, enquanto rodava na frente do espelho.


_É a décima vez que você me pergunta isso. Está linda, ele vai babar por você, dificilmente ele tirará os olhos de cima do seu vestido. Vamos, quero acabar logo com isso.






Elas saíram porta a fora em direção ao carro de Alice e se foram para Seattle. Chegaram ao “La Graciosa” e foram recebidas pelo dono, Emmett. Eram amigos de infância, quase como irmãos. Ele as acompanhou para dentro até uma mesa reservada. Deu um beijo em cada uma e se retirou para a cozinha. Bella ficou tamborilando os dedos na mesa, enquanto apoiava o queixo na outra mão.


_Espero que eles não demorem.


_Eu também. – Alice falou, alisando seu vestido pela milionésima vez.






Assim que Edward estacionou o carro, ele sentiu o cheiro. Saiu de lá encarando seu amigo de séculos que, em poucos segundos, se transformaria em poeira.






_Você não fez isso Jasper. Por Deus que não fez. – ele falou por cima do fôlego. A fome cresceu insuportavelmente só de sentir o mínimo cheiro dela.


_Qual é Edward, ela é sua companheira. Tem que ficar com ela.


_Para que? Para matá-la? É isso?


_Você é forte. Tem exercitado o auto controle por trezentos anos, não pode se privar de sua felicidade.


_Você não tinha o direito de se meter nos meus assuntos, amigo ou não, isso não te concerne Jasper!


_Perdão então. Eu só quero lhe ver feliz.


_Como, em nome de Deus, a morte dela vai me fazer feliz?


_Você não vai matá-la, homem!


_você não tem como saber disso! Ninguém tem como saber!!!






Eles falavam em uma velocidade que, para os humanos, era impossível de ser ouvir, mas estavam gritando. Edward estava gritando, Jasper só se justificava.






_Vamos entrar, se você sentir que não consegue se controlar, então vamos embora. Não vou deixar você matá-la, eu lhe garanto.


_Se eu a mato, você e sua companheira morrem também.


Ele rosnou as palavras e Jasper assentiu compreensivamente.






_Eu senti o seu cheiro na casa dela. – Jasper falou sorrindo


_Quando você esteve na casa dela?


_Ontem à noite.


_Para quê?


_Para pedir ajuda com a Alice, apenas isso. – Jasper se explicou rapidamente. Uma coisa que todos sabiam era que vampiros eram territoriais e, em se tratando de companheiras de alma então... Era como um humano mexendo em um vespeiro.


_Certo.


_Mas, eu senti seu cheiro lá também, está em todos os lugares dá para sentir na pele meu amigo. Ela te convidou para entrar ou você a hipnotizou?


_Nenhuma coisa nem outra. Eu simplesmente entrei.


_Deve ser a coisa de companheiros de alma.


_Nada disso, é a coisa da maldita maldição mesmo. Nada me impedirá de matá-la, nem a regra mais básica da cadeia vampírica: Não poder entrar sem ser convidado.


_Isso é uma merda.


_Você não faz ideia.






Eles entraram no restaurante e avistaram-nas sentadas em uma mesa em um reservado. Ele trincou os dentes de raiva. Ela tinha que facilitar as coisas para ele e ficar escondida de todos para facilitar sua morte? Que honroso de sua parte! Ele respirou fundo e seguiu seu amigo até lá, desejando que um meteoro caísse em sua maldita cabeça. Jasper era metido a cupido desde que se conheceram, a trezentos anos atrás. Foi ele quem o ajudou com o controle da fome. Mas isso não queria dizer que podia meter seu nariz em seus assuntos!






Alice abriu um sorrisão quando olhou para a porta e Bella soube que Jasper tinha chegado. E tinha trazido o amigo junto. Um calafrio lhe desceu pela espinha. Ela desconfiava de quem se tratava o amigo dele, sentia na pela que era ele, para falar a verdade. Como sabia? Não saberia explicar, só sentia-o quando ele entrava em algum ambiente que ela estava. Era estranho.






_Boa noite minhas damas?






Jasper falou, sorrindo para elas. Bella retribuiu, mas olhou direto para Edward, que não tirava os olhos dela, nem piscava. Ela se sentiu desconfortável.






_Podemos nos sentar? – Jasper falou e puxou a cadeira ao lado de Alice, deixando a ao lado dela disponível. Edward sentou ereto. Estava parado, como uma estátua.






_Já pediram ou esperaram por nós? Oh perdão, como sou descortês. Bella, esse aqui é o meu amigo, Edward Cullen.


_Já nos conhecemos.


_Ah sim? De onde?


_Da loja dela, fui lá.


_Interessante...


_Tudo normal. –Edward falou com os dentes trincados, olhando para o seu amigo.






Jasper sorriu e se virou para Alice, pegando em sua mão e beijando o pulso. Edward sentiu inveja do seu amigo. Gostaria, não, amaria fazer isso, sem sentir a vontade de matar sua Bella. Suspirou irritado.






_Está tudo bem?


Ele olhou para Bella, que lhe observava com preocupação. Isso o acalmou um pouco. Ele lhe sorriu e foi gratificado quando ela lhe devolveu o sorriso.


_Sim. É só fome.


_Vamos pedir então, estou faminta.






Edward duvidada que a fome dela fosse igual à dele. Ele não mentiu quando disse que estava faminto. Era verdade, estava morto de fome, do sangue dela e do corpo. Era uma vergonha um vampiro de quatrocentos e trinta e cinco anos se masturbar toda manhã pensando em uma mortal, tendo um monte de concubinas dispostas. Bom, elas não eram sua escolhida, então paciência. Teria que dar um jeito nelas se quisesse oficializar alguma coisa com Bella... Por Deus, no que estava pensando? Teria enlouquecido?






_Edward?






Bella sussurrou, lhe tocando na mão. Foi automático. No segundo em que ela o tocou, ele fechou os dedos ao redor da mão dela. Ela se assustou, mas não puxou de volta. Ele respirou, aliviado.






_Estou bem, só... Pensando. Não se preocupe.


_Você pensa demais, sabia? – ela falou sorrindo e ele retribuiu.


Pediram a carta de vinhos e o menú. Assim que os pedidos foram feitos, Jasper começou uma conversa animada que incitava a todos os presentes a participar. O vinho e a comida chegaram e eles jantaram calmamente. Edward observou Bella fazer careta para seu bife muito mal passado. Ele gostava assim e pronto.






_Tem sangue no seu bife, sabia? Está... Muito mal passado.


_Está do meu agrado.


_Tudo bem então.






Ela falou e voltou a comer e ele quis se bater por ser tão grosseiro com ela. O olhar de desgosto que recebeu de sua amiga lhe advertiu que tinha feito merda. A escolhida de Jasper estava olhando para ele com um olhar sombrio. Após a refeição, elas pediram sobremesa, mas os homens dispensaram, preferindo o vinho. Alice pediu licença e foi ao banheiro retocar a maquiagem, o celular de Jasper tocou e ele pediu desculpas e foi atender. Pairou um silêncio desconfortante ao redor deles. Edward não sabia o que fazer, como agir, o que falar. Toda vez que abria a boca, falava alguma grosseria.






Bella ficou tamborilando os dedos na mesa, tentando pensar em alguma coisa para puxar assunto, quando um garçon parou ao seu lado e depositou uma taça de champanhe. Ela ergueu a sobrancelha em questionamento.






_Perdão madame, mas o cavaleiro daquela mesa me mandou trazer essa taça e me pediu para perguntar se a senhorita lhe brindaria com seu número de telefone. Ele ficaria encantado.






Antes de Bella falar alguma coisa, Edward pegou a taça e devolveu ao garçon e com, em um tom ameaçador, lhe mandou um recado para o sujeito.






_Leve de volta a mesa dele e diga-lhe que a dama está acompanhada e que se ele quiser perder os olhos ou ter o coração arrancado, eu terei o enorme prazer em fazê-lo.






_Si... Sim senhor.






O garçon correu para a mesa do homem e Edward ficou de lado, para observá-lo. Quando o garçon deu o recado, o homem lhe olhou e, sorrindo, lhe ergueu a taça e, com um breve aceno de cabeça, bebeu de um só gole e entregou ao garçon, que saiu rapidamente. Edward ficou olhando aqueles olhos incrivelmente verdes, ele já tinha visto eles em algum lugar.






_Edward?






Bella tocou em sua mão e, como da outra vez, ele fechou os dedos sobre ela. Lhe olhou intensamente e ela lhe sorriu, o acalmando.






_Obrigada por... Me defender.


_É minha obrigação.


_Obrigada mais uma vez então.






Jasper chegou a mesa e Bella pediu licença para procurar sua amiga. Edward se esticou todo quando ela se ergueu e ele agarrou sua mão novamente. Esse movimento era inconsciente, automático.






_Não demoro, volto logo, fique tranquilo.






Ele a soltou e ela foi na direção dos banheiros






_O que eu perdi? – Jasper falou, enquanto fazia gestos para o garçon para que enchesse sua taça.


_Nada de mais, só um quase assassinato, mas você ouviu tudo é claro.






Seu amigo sorriu e bebeu o vinho.






_Mesmo assim me conte.










Bella entrou no banheiro, estranhando a demora de Alice.






_Lice?


_Graças a Deus, Bella!!!


_O que foi?


_Meu vestido, o zíper enganchou, me ajuda.


_Claro, deixe-me ver.


Alice saiu de dentro de uma das portas e ficou de costas para Bella.






_Ok, sem alarme, eu vou puxar devagar e voltá-lo, tudo bem?


_Tá, mas com cuidado, o tecido é fino, qualquer pressão e ele se rasga amiga.


_Vou com muito cuidado então.






Bella puxou o zíper para cima, mas ele estava enganchado no tecido, Ela fez força e ouviu o barulho de algo se rasgando. Gemeu, quando olhou para baixo e viu um pedaço da bunda de Alice a mostra.






_Oh merda Lice.


_Bella... Eu ouvi algo se rasgar?


_Sim... Você está literalmente pagando calcinha.






Bella falou, se encolhendo.






_Oh meu Deus... O que eu faço agora? Como eu saio daqui?


_Calma, sem pânico, ok?


_Sem pânico? Meu vestido está rasgado, pelo amor de Deus!!!






Alice começou a hiperventilar e Bella a colocou sentada e a abanou. Quando sentiu que sua amiga não ia desmaiar, ela saiu para buscar ajuda. Alice assentiu e ficou sentada na privada de cabeça baixa. Bella voltou rapidamente para a mesa. Edward se pôs de pé na mesma hora, ela estava nervosa.


_Jasper, preciso de sua ajuda.


_O que aconteceu? Cadê a Alice?


_No banheiro, o zíper do vestido emperrou e eu fui puxá-lo e rasguei o vestido. Preciso do seu paletó para que ela saia de lá.


_Claro vamos. Como eu não ouvi? – ele falou, enquanto saia em direção aos banheiros.


_Você estava distraído amigo. – Edward falou, colocando uma mão nas costas de Bella e a guiando até o mâitre.


_É, deve ser...


_Estão falando de quê? – Bella perguntou, sem entender nada.


_Trabalho, não se preocupe Bella. – ele lhe sorriu e ela... Deixou pra lá.






Enquanto Jasper correu para os banheiros, Edward foi pagar a conta. Saiu com Bella e esperou na calçada. Ela tremeu de frio e ele rapidamente lhe deu o paletó. Ela agradeceu e o vestiu. Pouco tempo depois, Alice saiu abraçada pelos ombros por um Jasper sorridente. Sua amiga estava sorridente também. E despenteada. Despenteada e feliz. Bella sentiu inveja da sorte dela.






_Bella, a Alice está muito abalada com o que aconteceu e eu gostaria de saber se você poderia ir com o Edward no carro dele, para que eu poder levar a Alice em casa, no carro dela. Ela não está em condições de dirigir.






_Hã... Tudo bem? – ela olhou para Edward, que estava com um olhar assassino para Jasper, mas rapidamente desfez a carranca e assentiu.






Jasper saiu em direção ao carro de Alice, com ela fortemente abraçada a ele. Entraram e foram embora. Bella olhou para Edward e se perdeu na imensidão verde dos seus olhos. Ele se aproximou com cautela e lhe pegou a mão delicadamente. A levou para seu carro e abriu a porta, a acomodando no banco do carona. Afivelou seu cinto, um verdadeiro cavalheiro, deu a volta e se sentou no banco do motorista. Ligou o carro e foram embora, sem uma palavra durante todo o trajeto. Ao chegarem em frente a casa dela, ela se desprendeu do cinto e, antes que ele saísse, ela pulou fora do veículo. Estava claro que ele não estava interessado nela.






Edward sentiu no ar o sentimento de rejeição e decepção que emanava dela. E ele era o culpado. Ele saiu rapidamente do veículo e lhe puxou pela mão, fazendo com que ela se chocasse contra seu peito.






_Perdão Bella, eu... Perdão.


_Sabia que você se desculpa demais?






Ela falou séria, mas sorriu depois. Ele respirou aliviado. Ficaram se olhando por uns breves instantes, antes dela se aproximar e lhe beijar os lábios. A fome rugiu dentro dele, lhe incitando a tomar tudo e acabar com seu sofrimento de tanto tempo. Edward se obrigou a ignorá-la. Enquanto não tivesse sangue envolvido, ele poderia se controlar. Assim esperava. Ele lhe rodeou a cintura fina e aprofundou o beijo. Seus sentidos ficaram automaticamente alertas, seu desejo por ela correndo feito fogo em suas veias, a fome por seu sangue fazendo com que ele desviasse seus lábios dos dela e se dirigisse a sua jugular, onde uma veia pulsava, o atraindo hipnoticamente. Ela gemeu e ele a apertou mais, beijando a veia pulsante. Ela o chamava. Ela sentia suas presas despontarem e abriu a boca para morder, para tomar tudo o que pudesse, ia ao inferno com tudo. Um barulho nas árvores lhe distraiu, ele sentiu o cheiro e rapidamente a colocou às suas costas. Um rugido saiu de seu peito, a necessidade de proteger sua parceira de alma sobrepujando a sede. Ela se agarrou às suas costas e depositou um beijo nelas. Ele relaxou um tempo depois, quando não sentiu mais a presença do perigo. Se virou e a abraçou apertado. Ela retribuiu.






_É só algum animal, a floresta está cheia deles e, desde que eu moro em uma cidade dentro da floresta, então é comum.


_Não quero que saia de casa e entre na floresta. Prometa-me.


_Olhe Edward...


_Prometa-me!!!






Ela se afastou dele, tremendo com o tom brusco que ele usou, mas assentiu, sentindo o desejo de tranquilizá-lo. Ele a puxou de encontro ao seu peito e a beijou demoradamente. Soltou-a e a guiou para a porta de sua casa, ele sentiu seu pai dormindo no sofá, a casa estava tranquila, sem sinal de perigo.






_Até outro dia? – ela perguntou e ele assentiu.






Ela lhe sorriu e entrou. Ele ficou parado, olhando ao redor. Não sentia mais a ameaça de poucos instantes atrás. Ele entrou em seu carro e dirigiu até duas ruas abaixo, estacionou e saiu dele, entrando dentro da floresta. Fechou os olhos e se transformou em corvo, voou para casa dela, para mais uma noite de paz.






Bella tomou banho, vestiu a camisola e se deitou. Pouco tempo depois, ela ouviu bicadas na janela. Sorriu e foi abrir, seu amiguinho voou até sua cama e pousou sobre a colcha. Ela se deitou e adormeceu logo em seguida, sob o olhar atento de seu corvo.






CAPÍTULO 03






Edward estava dormindo placidamente, quando seu lençol foi puxado bruscamente, lhe destapando a cabeça. Ele abriu um olhou e virou para o outro lado, ignorando o ser que lhe importunava seu tão merecido sono. Pegou o travesseiro e cobriu os olhos. Jasper arrancou o objeto e Edward se sentou, o olhando irritado.






_Mas que inferno, Jasper! Vai para tua casa, maldição, deixa-me dormir, estou cansado!!!






_Vê-se isso a quilômetros de distância, meu amigo. Preciso de tua ajuda.


_De novo.






Edward resmungou e se ergueu, saltando fora da cama nu e indo para o banheiro. Jasper fez uma careta de desgosto.






_Cara, não tem pijama não?


_Prefiro dormir nu, se não quiser ver meus atributos, aconselho a dar o fora daqui.






Ele falou de dentro do banheiro e Jasper gargalhou, sentando em uma poltrona ao lado da lareira de granito polido. Edward tomou banho e saiu do banheiro enrolado em uma toalha. Se dirigiu ao closet e vestiu uma roupa confortável, calça jeans preta desbotada e apertada e camiseta de gola V cinza. Saiu de lá enxugando os cabelos e jogou a toalha em cima do seu amigo entrão.






_Uou! Tenho cara de cabide? Thomas!






O homem entrou no quarto e pegou a toalha, levando-a embora.






_Sirvo o café milorde?


_Claro,estou morto de fome, apesar de que tomar o desjejum às onze e meia da manhã não seja meu jeito preferido de começar o dia. Na varanda, sim Thomas, por favor.






Jasper deu a ordem e Edward ficou lhe observando.






_O criado é meu, eu não ando dando ordem no teu galinheiro, não vem querer comandar no meu.


_Para começo de conversa, eu não tenho galinheiro, minhas concubinas são um exemplo de boa conduta e moral.


_Sei, e as orgias de semanas inteiras, com tudo o que é vampiro, é com certeza um excelente exemplo de boa conduta e moral.


_Você é antiquado, não conta. Onde eu estava? Ah sim. Segundo: eu pedi a Alice em namoro, o que me leva ao tópico concubinas. Preciso me desfazer delas. Quer elas para você?






Edward ergueu uma sobrancelha para ele.






_Eu não quero nem as minhas, quanto mais as tuas.


_Temos um problema. O que faremos com elas?


_Doarei as minhas. Soube que James esteve arrastando as presas para cima de Victória. Darei ela a ele, se ele concordar em levar as outras.


_Ah, entendi. Promoção, compra uma leva dez? (N/B:kkkkkkkk)






Edward sorriu e Jasper arregalou os olhos. O olhou de cima para baixo e balançou a cabeça em verdadeiro assombro.






_O quê? – Edward perguntou, enquanto saia do quarto e ia para a varanda.


_Você sorriu.


_E isso é crime por acaso?


_Não, mas você não sorri a bastante tempo. E vestiu cinza.


_O que é que tem?


_Você só usa preto.


_Eu tenho o direito de mudar um pouco, não?


_Claro, mas... Está diferente. Nunca te vi vestindo outra coisa que não fosse ternos e sapatos de grife. Olha, está descalço!






Seu amigo falou abismado e Edward deu de ombro.






_É por causa de lady Swan, milorde, ela está curando lorde Edward.


_Não te metas nos meus assuntos, Thom.






Edward falou, mas Thomas nem ligou, os serviu e continuou a tagarelar.






_Eles se beijaram ontem. Milorde fala enquanto dorme, o senhor sabe, e ele falou disso.






Thomas falou sorrindo e Edward bufou chateado. Tomaram o café sob o olhar atento de Jasper.






_Mas que merda! O que foi agora? – Edward falou incomodado com o escrutínio.


_Vocês se beijaram? E... Como foi?


_Não achas que estás velho demais para bancar o bisbilhoteiro, não?


_Nunca se é velho para isso.


_Você e Thomas são dois alcoviteiros, sabia?


_Sabia, agora me fale, sentiu alguma coisa?


_Ah, o de sempre, fome, desejo, vontade de matá-la, minhas presas saíram e eu as dirigi até o pescoço dela.






Jasper arqueou as sobrancelhas.






_E?


_E nada, senti alguma coisa atrás de nós e parei no momento certo. Sortuda ela, não?






Ele falou, verdadeiramente desgostoso consigo mesmo.






_Tem lobos por lá. Forks é território deles, talvez foi isso que você sentiu.


_Não, não foram lobos, não senti cheiro deles, nem de bruxas, nem de caçadores. Foi outra coisa. E não estava lá para fazer boas ações, não.


_Alice mora lá, Edward. Temos que saber do que se trata, não posso deixar minha escolhida correr perigo.


_E você acha que eu posso deixar a minha?


_Não vai mais evitá-la?


_E eu alguma vez a evitei desde que a conheci? Não consigo ser cavalheiro ao ponto de ir embora e deixá-la. Ela me chama. E fala dormindo também.


_Você?...


_Eu durmo toda noite na casa dela. Em forma de corvo, é claro.


_É sério isso?


_Tenho cara de quem brinca?


_Não, mas me conte. Você voa até lá entra e faz o quê?


_A observo, ela fala de mim para a ave, ou seja fala de mim pra mim.


_E?


_Ela não está entendendo o que está acontecendo entre nós dois. Se ela soubesse da verdade ela compreenderia. Ela está desnorteada.


_Você a ama.


_Não é segredo para ninguém, meu amigo.


_Talvez seu amor seja a chave, não? Digo o amor dos dois.


_Não lembra das palavras de Tárcita? “a sede dilaceradora se apoderará de você, até que encontre uma mortal a quem ame e que seu amor seja correspondido do mesmo modo. Ela lhe cederá sua inocência de bom grado, por que o ama. Quando isso acontecer, ela morrerá, você a matará, só assim você terá alívio de sua sede de sangue.”


_Eu me lembro muito bem delas.


_O nosso amor a conduzirá à morte. Eu fico muito grato dela não ter percebido que me ama. Eu só queria ter forças para ir embora.


_Você não pode, ela é sua companheira de alma, tem que estar com ela.


_Para você é fácil, sua sede não põe em perigo a Alice.


_Mas meus inimigos sim. Você sabe que eles andam atrás de um ponto fraco, só querem um pé, um motivo para me destruírem e a Alice é esse motivo.


_Já selou a conexão?


_Não, farei logo, logo, ela tem que saber e eu ainda não contei o que sou.


_Eu entendo perfeitamente. Ela ainda tem que aceitar, sem isso não tem conexão, não tem união.


_Esse é que é o problema. O medo, amigo. Se ela não aceitar, eu tenho que deixá-la partir, não conseguiria prendê-la a mim.


_Você sempre pode cortejá-la, mimá-la, amá-la.


_Falou a experiência em pessoa.






Edward sorriu e bebeu seu suco de tomate. Ficou olhando a paisagem, quando Jasper estendeu a mão em sua direção.






_O que é?


_Pegue, é a cura para sua maldição.


_E isso é o quê? Alguma droga nova que inventaram?


_Digamos que sim. Tome, pegue logo.






Edward pegou o papel e ficou olhando para ele.






_E agora faço o quê? Como ele?






Edward disse sorrindo e Jasper retribuiu.






_Não manezão, ligue para ela, é o numero do celular dela, a Alice me deu. Precisam se encontrar mais. E não estou falando quando está na forma de corvo, não. É como humano mesmo, frente a frente. Você tem controlado a sede por muito tempo, se tornou forte, já esteve com ela e se controlou, tem que tentar, nela reside sua cura.


_E a morte dela.


_Seja como for, tem que tentar. Redenção amigo, esperança, tente. Almoçarei com a Alice em Forks. Você tem que ir para a reunião hoje a noite, não se esqueça. Marque com ela amanhã, que tal? Podemos sair juntos.


_Pode ser. – Edward falou, olhando para o pedaço de papel. _Jass.


_Sim?


_Obrigado.


_Amigos servem para isso, Ed.






Seu amigo saiu de lá e ele entrou, indo para seu escritório. Thomas estava lá, organizando os livros.






_Thomas, você poderia...?


_Claro milorde, preciso mesmo ir fazer supermercado. Ficaremos algum tempo, não é assim?


_Sim... O tempo que me for permitido.






Seu secretário lhe sorriu e saiu fechando a porta. Ele sabia quando seu chefe queria privacidade. Edward sentou em sua cadeira e pegou o celular, discou e, no segundo toque, ela atendeu.






_Alô?


_Bella.


_Edward?






Ele sentiu ela sorrir, em sua mente ele a viu sorrir e sentiu o sentimento de felicidade dela lhe percorrer o corpo todo. Ele sorriu também. A conexão deles era forte, o mais estranho era que ele não a tinha reclamado como sua, não tinha como estarem assim. Aquelas poucas gotas de sangue, no dia que feriu o lábio , não teriam forças para selar a conexão de almas. E isso era estranho, em seu mundo estranho isso ganhava de goleada.






_O que foi? Algum problema?


_Nenhum, só... Saudades.


_Eu... Também. Me diga, você está bem?


_Sim, por que a pergunta?


_Não sei, sonhei com você e no sonho você estava mau, com dor.


_Estou bem.






Ele não poderia dizer que eles tinham uma conexão e tudo o que ele sentia, ela sentia também.






_Escuta, hã... Bella, você quer jantar comigo amanhã?


_Adoraria. Aonde?


_Aqui em Seattle.


_Claro, pode ser.


_Te ligo depois para conversarmos melhor?


_Pode ligar, claro.


_Então... O... O que você está fazendo?


_Fazendo garras de urso de chocolate.


_Nunca provei. São gostosas?


_Muito. As que eu faço então! Deliciosas.


_Não duvido.






Seu telefone tocou e ele se irritou. Ela sentiu, ele teve certeza.






_Algum problema? Você ficou...


_Bella, preciso trabalhar. Te ligo mais tarde, tudo bem?


_Tudo. Até Edward, foi uma surpresa falar com você.


_Até logo.






Ela desligou e ele guardou o celular, pegou o telefone e trabalhou o resto do dia. Quando eram cinco da tarde, ele se arrumou e, junto com Thomas e alguns capangas, o que Edward achou ridículo, mas, para deixar Thomas tranquilo, ele concordou que fossem com eles, se dirigiram à Reserva Quileute. A reunião foi tranquila, tirando o fato de haver muitos rosnados de ambas as partes e de que as lobas, mesmo sabendo dos perigos de uma mordida de vampiro, não paravam de se exibir. Estavam no cio e parecia que dava igual se acasalassem com um vampiro ou com um lobo. Edward fez uma careta mentalmente, lobos fediam, no cio então... Mas, no fim tudo correu bem e o congresso de unificação das espécies estava sendo programado. Quando deram onze horas da noite, Edward e os seus saíram de lá, foram embora descansar para mais um duro dia de organizações. Sua equipe cuidaria de tudo e San e os seus dariam assistência.






Assim que chegou em casa, uma tempestade desabava sobre Seattle, a noite perfeita para qualquer vampiro normal. Edward sentiu uma presença em seu lar, uma presença que não via há muito tempo. Calmamente, se desfez do casaco, dobrou as mangas da camisa de seda negra e foi até a geladeira, pegar uma garrafa de sangue. A presença se mexeu em torno dele, primeiro rastejando no chão, depois andando pelas paredes e teto, sempre perto, sempre o rondando. Ele colocou a bebida em um copo e esquentou no microondas. Quando apitou, ele tirou de lá e se sentou na cadeira da cozinha. Sentiu uma respiração no pescoço, levantando seus cabelos. Ele bebeu um gole longo antes de, rapidamente, a pegar pelo pescoço e jogá-la de encontro à parede. Voou para lá e imprensou o ser, ao mesmo tempo que lhe mostrava as presas. Uma risada cristalina se fez ouvir em torno dele, antes dela se materializar na sua frente.






_Ok, porque eu nunca consigo lhe pegar desprevenido, maninho?


_Por que eu sou mais velho do que você.


_Apenas vinte e cinco anos, não é nada.






Ela se soltou e andou pelo lugar, se servindo de um pouco de sangue.






_Hum... Esse está divino. É novo?


_Sim. O que faz aqui, Rose?


_Aff! Isso é lá jeito de tratar a irmã que não vê há trinta anos?


_Oh, mas eu vejo você, através das faturas dos cartões de crédito.


_Ed, que graça há em ser bilionária, vampira, super vitaminada, se não se pode gastar alguns caraminguás?


_Eu não me importaria se fossem gastos em jóias, sapatos e roupas. Mas não é nisso que você vem gastando.






Ela deu e ombros e bebeu até a última gota do sangue. Passou o dedo dentro do copo, limpando os resquícios do alimento, chupando-o depois. Levou até a pia e lavou.






_Maninho, aceite, sou uma guerreira de nossa raça.


_É uma puro sangue também, tem que tomar cuidado, não temos muitos, você sabe.


_Você nunca ligou para misturas com os não nascidos puros.


_E não ligo, mas isso não quer dizer que eu goste que os puros morram, Rose! Não sou preconceituoso minha irmã, só cuidadoso contigo, só me restou você e o Carlisle de família.


_Você encontrou sua escolhida.


_Como sabes disso?






Ela apontou para o peito.






_Ligação pelo sangue, esqueceu?


_Não, não me esqueci. Venha cá, mal criada.






Edward falou e a abraçou apertado. Sentiu alguma coisa lhe furar o quadril e puxou uma pistola. Olhou para sua irmã, que deu de ombros, pegando e guardando.






_Sangue vampírico transformado em arma, irmãozinho. Você entende, tem muitos lobos por aí.


_Estou tentando manter a paz Rose, por favor.


_Eu sei, não caço esses, só os desertores da raça, que se juntaram aos caídos. Eles querem sua cabeça, sabia? Estou fazendo o que fui treinada para fazer. Proteger minha raça e farei, você goste ou não.






Edward assentiu, não brigaria com ela. Era sua irmã e estavam a trinta anos que não sem se ver. Thomas preparou o quarto dela, mas, como de costume, ela dormiu com ele. Era assim desde que era uma criança doente, sempre dormiu com ele. E isso nunca mudaria.






_Ed?


_Hum?


_Acha que sua companheira gostará de mim?


_Rose, você tem quatrocentos e cinco anos, não era mais para ter insegurança.


_Ela gostará?


_Sim, quem não gosta de você, maninha?


_Um monte de gente.


_Isso é por que você atira nelas.


_É o meu trabalho.


_Preferia que ficasse em casa mais vezes. Que fosse fútil e mimada, que gastasse horrores em compras no shopping, que... Fosse amiga de minhas concubinas.






Rose fez uma careta de desgosto e se ergueu.






_Você tem que jogá-las fora, Ed. Se Bella descobre, ela te dá um pé na bunda.


_Eu sei, já estou cuidando disso.


_Assim espero.


_Quero que você se cuide Rose, a guerra está a nossa porta.


_E não esteve sempre?


_Prometa-me que se cuidará.


_Vou tentar. Quero conhecê-la Ed.


_Será providenciado, eu garanto.


_Acho bom.


Ela se aninhou a ele e dormiu. Ele ficou um bom tempo alisando os cabelos de sua irmãzinha e pensando que, de fato, ela e Bella se dariam muito bem.










*********






Bella andava de um lado para o outro, sem decidir o que vestir. Alice estava sentada na cama, lendo um livro. Não estava nem aí para a neurose de sua amiga.






_Alice! Eu estou começando a surtar aqui!!!


_Vai com o bege, é lindo, de um ombro só, na altura perfeita, te valoriza as curvas, é perfeito Bella.


_Tem certeza? O vermelho, o que você acha?


_Ele diz claramente: Quero ser comida hoje, a noite inteira. O bege diz: Seja gentil e eu lhe presentearei com um selinho no final da noite.






Alice falou rindo e Bella lhe lançou uma almofada na cabeça.






_Palhaça. Sério que o bege está melhor?


_Sabe, se eu não te conhecesse diria que está nervosa.


_Eu estou nervosa Lice. Só não sei o porquê.


_Sonhou outra vez?


_Sim. O mesmo sonho, só que agora eu era quem estava com dor, muita dor, e havia sangue, muito sangue.


_Apenas um pesadelo.


_É, só isso mesmo. Me ajuda com a maquiagem?


_Claro.






Às cinco horas, um carro parou a sua porta e um homem lindo de morrer se apresentou como Thomas. Ele era o secretário pessoal de Edward e tinha vindo lhe buscar. Ele a levou até Seattle, até um Hotel muito luxuoso. Desceram e ele muito simpático disse que o patrão dele estava esperando-a lá na cobertura, que esse hotel era dele. Bella assentiu diante da assombrosa realidade de que ele não era rico, era podre de rico. O elevador parou no último andar e eles saíram dele direto para a sala de estar do apartamento. Era lindo o lugar. Ela ficou perambulando por lá. Thomas a serviu uma taça de prosecco e ela tomou um gole.






_Isabella?






Bella olhou para trás de si e deu de cara com uma loira estonteante, só de baby dool. Bella sentiu suas entranhas retorcerem, quando identificou um sentimento chamado ciúme lhe tomar de assalto. A mulher flutuou até ela e estendeu a mão.






_Prazer, sou Rosalie Cullen. Irmã de Edward.


_Oh! – foi só o que Bella conseguiu dizer, tamanho foi o alívio que sentiu.


_Desculpe-me pelos trajes simplórios, mas é que acabei de acordar.


Bella observou um pingente com um emblema igual ao do anel que Edward tinha. Rose olhou na direção em que Bella olhava e sorriu.






_Herança de família, você terá um também. Assim que casar com meu irmão.


_Eu... Eu... Hã... Bom... Eu...


_Relaxe, parece que engoliu a língua.






A loira sorriu e bailou até o bar, se servindo de Wisky puro, uma dose grande. Bebeu e nem fez careta. Bella fez.






_Bom, eu vou me arrumar e sair. Fique à vontade, sinta-se em casa. Foi realmente um grande prazer te conhecer. De verdade, fazia tempo que eu não via meu irmão tão empolgado como eu o vi ontem, quando eu cheguei. Você faz bem para ele e eu serei eternamente grata a você por esse pequeno milagre. Aliás, você é o pequeno milagre dele.






A loira lhe beijou nas bochechas e saiu da sala, entrando em um corredor. Bella ficou parada lá, sem entender nada da conversa.






_Perdoe a Rosalie, ela é... Impulsiva.


Edward falou da porta do corredor, por onde a irmã dele tinha passado.


“_Não sou não! Apenas digo a verdade!!!”






Ela gritou de algum lugar e Bella sorriu. Edward revirou os olhos e se aproximou dela calmamente, como que medindo sua reação.


_Como foi o seu dia?


_Bem corrido e o seu?- ela perguntou, sem desviar os olhos dos dele.


_Chato. Não pude falar com você, isso foi o suficiente para me estressar o dia todo.


_E agora, está estressado?






Ela perguntou sorrindo, tentando esconder o nervosismo. Ela soube, de alguma forma, ela soube que ele sentiu seu nervosismo. Bella apostava que ele sentia tudo nela, assim como ela sentia tudo nele, só não sabia explicar o porquê.






Edward estava encantado em poder sentir os sentimentos dela, confusão, excitação, nervosismo. Para um vampiro, era comum sentir o cheiro das emoções, sentir os sentimentos das vítimas, mas com Bella era diferente, era como se fosse ele mesmo. Os sentimentos dela entravam nele, se fundiam a ele. Era... Maravilhoso. Ele chegou perto dela e lhe alisou o rosto com o máximo cuidado.






_Você está linda.






Ele falou lhe olhando de cima a baixo. Sorriu quando ela corou absurdamente diante do elogio recebido. E a fome dele cresceu com a mostra de sangue que pintou suas bochechas, ele quis lambê-las. Balançou a cabeça para clareá-la. Ela enrugou as sobrancelhas preocupada. Ele passou os dedos por entre elas, desfazendo o franzimento.






_Vamos?


_Sim... Está bem?


_Claro e você?


_Também, só... Uma sede descomunal me tomou agora. Nada demais.






Ele assentiu, gelado por ela sentir a sede dele. Isso ela não poderia sentir. Não era sentimento. Era fome.






Saíram de lá e foram ao “Cannis”, um restaurante de comida indiana. Foram escoltados até uma mesa no meio do restaurante, ele mesmo tinha escolhido essa mesa. Era mais seguro, no meio de tanta gente, ele não a mataria. Fizeram os pedidos e ficaram em silêncio, olhando um para o outro. Ela sorriu cortês e em seguida suspirou, descansando o queixo na palma da mão.






_O que foi? – ele perguntou, tirando sua mão do queixo e entrelaçando os dedos, em um gesto natural para um casal.


_Nada é que... Bom, nos conhecemos a que? Cinco dias?






Ele assentiu.






_Parece que nos conhecemos há muito mais tempo.


_E isso é ruim?






Ele perguntou sorrindo. Lembrou do que Jasper fez com Alcie e resolveu tentar. Delicadamente, ele virou a mão dela e beijou o pulso. Sua fome cresceu com a imagem das veias cheias de sangue lá, mas ele ignorou. Ela se arrepiou toda e ele sorriu, repetindo o gesto. Cheirou forte o pulso dela e passou a língua pelo local.






_Você é muito, muito cheirosa, sabia?


_Se você diz...


_Sim, de fato é de dar água na boca.






Ele falou sensualmente e sentiu a excitação no ar. Ela estava molhada, ele endureceu em sua necessidade crua por ela. Trouxeram os pratos, quebrando momentaneamente a bolha de sensualidade entre eles. Edward degustava a comida junto com o cheiro dela. Era uma mistura afrodisíaca maravilhosa. Ela sorriu a ele. Ela estava sentindo o mesmo que ele. Ele podia sentir na pele os sentimentos dela, a fome dela por ele e a sua própria fome de sangue, do sangue dela. Ele tentou ignorar, estava difícil. Ele lhe sorriu e pediu licença. Se ergueu e foi ao banheiro. Entrou rapidamente em uma das cabines e puxou a seringa, aplicou a dose e sentiu queimar e sossegar a sede. Achou melhor se prevenir e aplicou outra injeção, respirando fundo várias vezes, enquanto surtia efeito. A mistura de melandro com cinamomo e salvia era potente para fazer sossegar a sede. A ação era parecida com a de ficar cinco minutos debaixo do sol, queimava e ardia como o inferno. Ele sentia a pele da garganta secar e suas presas retesarem, quando a mistura entrava em seu sistema. Se tomada demais, matava. Com certeza.






Bella estava sentada, bebendo seu lassi, quando a cadeira a sua frente foi puxada e alguém se sentou lá. Uma mulher loira morango altamente sofisticada, que fez Bella se sentir um lixo, lhe sorriu soberbamente. Bella ergueu a sobrancelha para ela e esperou que a mulher se retirasse. Ela não saiu.






_Perdão, mas nos conhecemos? – Bella falou educadamente.


_Não, mas temos gostos similares. Alguns, pelo menos.






Bella lhe olhou mais atentamente e se lembrou de onde a tinha visto.






_Oh, já nos vimos antes, no “La Graciosa” a cinco noites atrás. Você estava com Jasper, Edward e outro homem.


_Sim o San, ele é quileute. Eu achava que você conhecia todos os homens de lá, você não é da... Área?






Bella entendeu o que ela quis dizer, mas se recusou a deixar ser rebaixada por ela. Ergueu o queixo e falou normalmente, como se as palavras dela não tivessem lhe insultado.






_Não moro em La Puch, moro em Froks. E não conheço tantas pessoas lá como você acha.


_Mas de fato que conhece as daqui. Principalmente as do meu nível social. Ou pelo menos dois deles?


_Aonde você quer chegar...


_Denale, Tânia Denale.


_Aonde você quer chegar Tânia?


_Temos os mesmo gostos quando se trata de homens, não?


_Desculpe?


_Você está saindo com Edward Cullen. Ele é meu noivo. Eu entendo o jeito dele de escapar um pouco da rotina, mas o que eu não entendo é como ele está com você.






A mulher lhe olhou de cima para baixo, mais Bella não estava mais prestando atenção. Ela olhava para a mão da mulher, o dedo anelar, em que descansava um solitário de brilhante enorme. Bella sentiu a bílis subir na garganta, suas pernas fracassaram e ela respirou fundo.


_Perdão, eu... Não sabia que ele era noivo, eu...


_Oh, não se preocupe meu bem, ele faz isso o tempo todo. Eu até já me acostumei com as escapadas dele. Espero que quando nos casarmos, ele se aquiete. Sabe, os filhos fazem os homens serem mais responsáveis.






Os olhos de Bella dispararam para a barriga seca da mulher. Se estivesse grávida, era de poucas semanas. Bella se ergueu, pediu licença, pegou seu casaco e saiu do restaurante.






_Tchau querida.






Bella não respondeu, sua cabeça girava a mil.






Edward sentiu no momento em que Tânia se aproximou de Bella, ele sentiu a espinha gelar. A desgraçada tinha vindo tomar satisfações, até que podia ver o bilhete terminando, contudo não foi suficiente. Ele não podia se mexer enquanto a poção queimava e ele foi obrigado a ouvir tudo, sentir o desespero e a decepção de sua escolhida, sentiu na pele. Ele rugiu de ódio de Tânia. Quando a poção o acalmou, ele saiu do banheiro em direção à recepção. Pagou com o cartão e saiu de lá às presas. Bella estava vagando pelas ruas, ele sentia isso. Ele correu para ela, mas Tânia apareceu na sua frente.






_Olá amor!


_Sai da minha frente, Tânia. Eu estou avisando. – ele falou de dentes trincados.






Ela sorriu e se aproximou dele, lhe rondando. O olhando de cima para baixo.






_Está de camisa branca, interessante. Já a levou para cama?


_Sai de perto de mim, Tânia.






“Edward! Eu peguei Bella, estou a levando para o apartamento. Por favor, mata essa vadia sim, ou mato eu.” Rosalie falou com ele mentalmente. Ele respirou, aliviado de que pelo menos ela estava em boas mãos.






Ele começou a andar para seu carro, mas Tânia tomou a frente, lhe roubando as chaves.






_Aonde pensa que vai? Atrás daquela mortal? – ela falou com nojo.


_Me dá minhas chaves, Tânia.


_Você é meu! Firmou compromisso comigo! Como pôde me trocar por uma reles mortal!!!


_Me entregue as chaves, Tânia. Isabella precisa de mim.


_Isabella? E eu? Sou sua noiva!!! Quer ir atrás dela? Então vá, mas vai a pé!!!






Ela deu um chute no seu bugatti Veyron, fazendo com que o automóvel fosse parar do outro lado da rua, partido em dois, quando colidiu com um poste, arrancando o mesmo e causando um apagão geral naquele bairro. Edward não precisava de claridade, ele via perfeitamente no escuro. Avançou para ela, a prendendo pelo pescoço e a imprensando em uma parede de um beco sujo. Suas presas saíram automaticamente.


_Escute aqui, sua puta. O que fez não tem importância, compro outro carro amanhã mesmo. Mas se você chegar perto de minha escolhida, lhe faço igual ao que você fez com o meu carro. Te parto em duas, para mim dá no mesmo se você é uma mulher ou um monte de estrume de cavalo. É a mesma merda. Não se aproxime dela outra vez Tânia, não sou seu noivo, nunca fui. Comi você algumas vezes e lhe aturei por um século e meio, não mais. Se você chegar a um quilômetro dela, eu vou saber e eu te mandarei para o inferno, sem escála. Não se aproxime de minha escolhida. Você não é digna nem de respirar o mesmo ar que ela.






E, pra provar que ele falava a sério, Edward mordeu a jugular da vampira, arrancando um pedaço. Sangue esguichou junto com um urro de dor dela. Ele bateu com o corpo de Tânia na parede, enterrando-a lá entre os tijolos. Que saísse sozinha de lá se quisesse. Ele arrancou o cordão com o pingente de seu pescoço e o quebrou. Se conseguisse ir embora antes do nascer do sol, ótimo, se não... Paciência.






CAPÍTULO 04





Listen To The Rain - Evanescence






Edward voou para dentro do seu quarto, se transformando, antes de colocar os pés no chão. Ergueu a cabeça e encarou sua irmã, que estava sentada em uma cadeira ao lado da cama onde jazia sua prometida.






_Ela...


_Está bem Ed. Thomas deu-lhe uma poção para dormir. Tânia?


_Viva, por enquanto. Está presa dentro de uma parede, mas tem pedaços dela suficientes à mostra para queimar quando o sol sair, dentro de três horas.


_Isso leva-me a crer que você lhe tirou o medalhão?


_Quebrei-o.


_Certo, tenho que ir lá e tirá-la antes que morra e...


_Não vais sair daqui irmã. Eu a proíbo disso.






Ele falou calmamente, mas Rosalie sentiu o poder nas palavras, sua autoridade como rei da Raça, lhe fazendo curvar em respeito a ele. Rosalie, mesmo sendo irmã e uma princesa de sangue puro, mesmo ela, não podia ir contra uma ordem dada com tamanho poder, sobre o qual ele estava alicerçado. Era o vampiro mais poderoso de todos. O rei entre os reis e ela não pode fazer nada mais que se curvar perante sua vontade.






Edward sentiu o poder emanando dele, sentiu seu poder fazendo sua irmã se curvar em respeito, não contra a vontade, mas em absoluta reverência e obediência a seu rei e irmão.






_Milorde.






Ele olhou para a janela.


Ela se ergueu de sua reverência e, calmamente, se aproximou dele, lhe tocando o ombro onde a tatuagem estava. Ela queimava quando Bella estava perto e mais agora, quando ela estava sofrendo por ele.






_Os Denale são antigos, assim como nós irmão, as irmãs lutaram ao nosso lado, são guerreiras destemidas, sangue puro. Não podes permitir que na sua cólera, por mais justificada que seja, e eu sei que é muito justificável, meu rei não podes deixar que ela morra. Seria comprar uma briga que não precisamos. Milorde...


_Vá Rose, pare de me chamar assim, sou teu irmão.


_E meu senhor, ao qual devo minha vida e ao qual minha espada serve. Me deixe ajudá-la, milorde.






Edward respirou fundo, seu poder amenizando, fazendo com que Rosalie se movesse mais tranquilamente. Ele olhou para a cama e ela seguiu seu olhar.






_Eu senti tua dor irmão, através dela eu senti. É intenso demais o que os une, a ligação é forte. Quando a mordeu? Não vejo tua assinatura nela, não...


_Não a mordi, não a reclamei ainda.


_Então como?...


_Não sei, só sei que a amo demais para me privar de tê-la ao meu lado, mesmo que isso signifique sua morte. Vai Rose, tire-a de lá. Leve-a para casa, mas diga ao pai dela, que nunca mais deixe Tânia se aproximar de minha prometida. Carmem é a escolhida de Eleazar e ele sabe como é se sentir amedrontado quando alguém ameaça sua escolhida. Ele me entenderá.


_Sim milorde.






Rose fez uma reverência e se afastou para cumprir as ordens de seu rei.






Edward respirou fundo e foi para a cama, descartando as roupas no caminho. Não tinha como não deitar ao lado dela, não tinha como não abraçá-la, acalentá-la, era sua, para tocar e amar, fazer o que quisesse. A urgência do sangue lhe dizia que assim fizesse, que a tomasse. Ele ignorou essa ordem, só queria deitar ao lado dela e abraçá-la. E assim fez.






*******









My Heart Is Broken - Evanescence










Bella acordou, mas não abriu os olhos. Sentiu um peso em suas costas, um peso morno, que se apegava a ela. Ela se aconchegou mais, sentiu mãos lhe rodearem a cintura, lhe atraindo mais para trás. Uma boca macia e um hálito quente lhe fizeram cócegas no pescoço. Ela se arrepiou e sorriu, ouvindo uma risada suave atrás de si.






_Não sabia que tinha cócegas no pescoço...






Ele sussurrou e a apertou mais a ele. Ela suspirou contente e, por alguma razão que não entendia, deitou a cabeça mais de lado, deixando o pescoço mais amostra do que estava. Ele gemeu e lhe lambeu a carne, bem em cima da veia. Bella sentiu uma descarga de adrenalina lhe tomar de assalto e gemeu desavergonhadamente.






_Por Deus, não faça isso comigo, bebê...






Ele lhe beijou o pescoço demoradamente, suspirou forte e se afastou, se erguendo da cama. Estava de calças de seda negra. Ela ficou de frente, olhando para ele que caminhou até a lareira e se segurou lá, de costas para ela, ficando um bom tempo de cabeça baixa. Ele tinha uma tatuagem esquisita no ombro esquerdo, era negra com raias vermelhas... Bem ameaçadora, para falar a verdade.






Bella olhou em volta e viu suas roupas organizadas na cadeira, ao lado da cama. Olhou embaixo das cobertas e percebeu que estava vestida em uma camisola comprida de renda e seda negra. Ela se ergueu e foi até ele, mas manteve uma distância segura. As lembranças de ontem estavam voltando... E ela sentiu a ansiedade dele, o medo... O... Desespero?






_Edward, tudo bem? – Bella sentia o desejo de lhe apagar tudo o que ele estava sentindo, de acalmar seus medos, que era os mesmos que ela tinha, só não sabia o porquê.






Ele se virou e lhe sorriu assentindo. A tatuagem se estendia a frente de seu peito, acima do coração. Era como se ela entrasse por um lado e saísse pelo outro. Ela foi para mais perto, cruzou os braços na frente do corpo e lhe olhou séria. Ele também lhe olhou sério.






_Tem algo a me dizer sobre ontem à noite?






Ele assentiu e passou as mãos pelos cabelos, os bagunçando ainda mais.






_Vamos tomar café primeiro?






Ele falou ansioso e ela concordou. Pegou o penhoar que estava no encosto da cadeira e saiu na frente dele. Thomas os esperava, com um sorriso radiante, ao lado da mesa farta. Edward puxou a cadeira para ela e em seguida tomou assento.






_Onde está Rosalie? – ela perguntou com naturalidade e ele lhe sorriu.


_Está dormindo, só acorda depois do meio dia.


_Ok.






Eles tomaram café calados. Volta e meia, ele a olhava, mas ela nada dizia. Ele sabia o que ela estava sentindo. Sentia na pele o sentimento dela.






_Vamos bebê, fale. Eu sei que você está doida para me atirar essa leiteira na cabeça. Pode fazê-lo, se quiser. Lhe dou minha palavra que nem vou tentar desviar.






Ele falou, colocando os cotovelos na mesa e apoiou o queixo nas mãos fechadas em punhos. Ela olhou por um bom tempo para a leiteira de prata em cima da mesa, em seguida olhou para ele e sorriu.






_Fui educada para nunca desperdiçar comida, Edward.






Ele lhe sorriu, mas não saiu da posição. Ela comeu, sob o olhar atento dele. Ele observou como ela mastigava e engolia metodicamente. Quando ela tomou um gole do suco de tomate, os lábios ficaram vermelhos e ele mordeu o próprio lábio, desejando que fosse o dela. Ela lhe olhou com a sobrancelha erguida e ele lhe sorriu, ainda mordendo o lábio. Assim que terminaram de comer, ela lhe olhou séria, mas não raivosa.


_Tem algum lugar calmo onde possamos conversar?


_Minha biblioteca.






Ela se ergueu e ele lhe acompanhou. Saíram e ele a guiou para o aposento. Assim que chegaram lá, ele fechou a porta e ofereceu uma cadeira. Ela recusou e ficou em pé, ao lado da lareira.






_Me conte sobre Tânia e seu noivado com ela e o porquê de se divertir às minhas custas.






Ela atirou para ele as perguntas e ergueu o queixo, esperando suas respostas. Ele ponderou antes de responder. Até que ponto ela sairia magoada depois dessa conversa? Achou melhor contar meia verdade, a parte do vampirismo estava fora de questão.






_Não estava me divertindo às suas custas, Bella. Eu e Tânia temos... Tínhamos uma relação de muitos anos, mas estava deteriorada... Ela queria casar, eu não. No momento, éramos mais como amigos do que...






_Noivos?


_Amantes.






Ela ruborizou quando entendeu o que ele disse.






_Mas são... Ou eram noivos, não?


_Não, eu nunca lhe dei um anel.


_Ele me mostrou um bem convincente ontem à noite.


_Ela mesma o comprou. Eu nunca dei um anel de noivado a ela.


_Mas nunca a impediu de desfilar com o que ela comprou no dedo, como se fosse você que tivesse dado.


_Me perdoe, eu permiti para que ela me deixasse em paz e...


_Não se brinca com os sentimentos dos outros, Edward. Se não queria casar com ela, não tivesse alimentado suas esperanças. Meus Deus, e o bebê? O que fará? Tem que assumir a criança!


_Que bebê?


_O que ela está esperando.


_Tânia não está grávida.


_Como pode ter tanta certeza? Acaso não são amantes?


_Tem meio século que eu não toco nela.






Ele falou a verdade, mas Bella achou que era alguma gíria ou sei lá.






_Bella, olhe pra mim. Preciso que acredite em mim. Quando eu te vi naquele restaurante, eu descartei qualquer mulher da minha vida. Isso aconteceu no preciso momento em que eu pisei meus pés lá e lhe vi.


_Isso é absurdo.


_Não podes negar que existe algo entre nós! Por Deus, você sente não sente? Eu sei que sim! Você me deseja tão desesperadamente quanto eu a desejo, fomos feitos para ficar juntos. Para sempre ou...


_Ou?


_Ou até que a morte leve um dos dois, ou os dois juntos. – ele falou sombriamente.


_Não tem nada com ela?


_Não.


_Nem com mulher alguma?






Ele negou com a cabeça.






_Mas você não pode está interessado em mim. Olhe só para mim, pelo amor de Deus! O que você vê? Alguém tão simples, tão simplória que...


_Engana-se. Engana-se ao dizer essas palavras torpes e eu a proíbo de se dirigir a si mesma nesses termos tão insignificantes outra vez. És linda, nunca vi tamanha beleza antes.


_Agora quem se engana é você. Não precisa mentir para me ter perto, eu...


_Eu não estou mentindo. Falo a verdade. És linda Bella, linda e eu a amo.


_É o quê?!






Ele respirou fundo. Não era para ter falado, mas, quando viu, as palavras já tinham se escorregado para fora de sua boca. Merda!






_Eu te amo. Simples assim.


_Simples assim?


_Sim! Simples assim!!! – ele falou irritado por ela estar duvidando de seus sentimentos.


_Eu... Preciso ir embora, eu... Preciso pensar, eu...


_Pode pensar aqui, fique à vontade. Tenho que resolver alguns assuntos de trabalho, volto na hora do almoço.






Ela começou a negar, mas ele a calou, colocando um dedo nos seus lábios. Ela nem tinha percebido que ele tinha se aproximado dela. Ele a abraçou pela cintura e lhe roçou os lábios, um beijo casto. Encostou a testa na dela e fechou os olhos.






_Não vá embora, fique aqui, hoje é sexta... Você pode deixar sua loja com sua funcionária, eu posso mandar alguém de minha confiança para ajudá-la. Podemos passar o final de semana todo aqui, conversando, nos conhecendo melhor. Só... Fique. Eu te prometo que não... Encosto em você, durmo no quarto de hóspedes se você quiser, somente fique. Por favor...






Ela abriu os olhos e ele estava lhe olhando tão intensamente, que ela sentia suas emoções aflorarem, desejo, medo da rejeição, esperança...






_Sim... Eu fico com você...






Ela respondeu com as únicas palavras que poderia, por que ela não conseguiria deixá-lo, nem se sua vida dependesse disso.










********


Em meia hora, Edward estava vestido em um terno preto elegante, camisa preta e gravata de seda vermelha. Ele queria preta, mas ela disse que já tinha muito preto em cima dele e ele aceitou. Ela o acompanhou até a porta e se beijaram. Estavam se comportando como um casal e Bella adorou isso. Não devia, mas era o que sentia. Ela ficou vagando pelo apartamento. Sem ter nada o que fazer, resolveu ir fazer algumas compras para o “Bella’s Bookstore and Coffe”. Estava para chegar uma remessa de livros e, já que estava aqui, aproveitaria a oportunidade. Foi até o quarto de Edward e não achou seu vestido. Procurou por todo lugar e nada. Saiu e foi até a cozinha. Thomas estava lá cortando legumes, se virou no momento em que ela entrou e lhe sorriu.






_Bom dia milady, a senhora deseja alguma coisa?


_Bom dia de novo Thomas, por favor me chame de Bella, não sou lady.


_Perdão senhorita, mas o que precisa?


_Você viu meu vestido?


_Está lavando milady.


_Eu preciso dele, tenho que sair e fazer algumas compras. Será que a Rose não teria alguma roupa que pudesse me emprestar?


_As roupas de lady Rosalie não ficariam bem na senhora.


_São chiques demais? – Bella falou, erguendo uma sobrancelha e o homem ruborizou.


_Não, são furadas mesmo...


_Thomas, pare de falar mal das minhas roupas.


Rosalie entrou na cozinha com uma calça moletom surrada e uma regata cheia de furinhos. Estava descalça e seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo bem alto.






_Ok, pode falar, estou com cara de travesseiro, não estou?


_Não... Ok, está.






Thomas riu e Rosalie revirou os olhos. Sentou na cadeira, apoiando um pé no assento, ficando assim com uma perna dobrada e outra estirada. Mordeu uma maçã e olhou para Bella de cima a baixo.






_A camisola de Tânia lhe caiu bem...


_É o quê? – Bella perguntou, já pensando em arrancar a peça do corpo. Passaria o dia enrolada em um lençol se fosse o caso.






Rosalie gargalhou e bebeu um suco vermelho e consistente que parecia uma vitamina que Thomas colocou à sua frente. Por algum motivo, Bella se sentiu enjoada com o cheiro.






_Estou brincando cunhadinha. Vem, tome café comigo.


_Já tomei, obrigada. Te faço companhia, tudo bem?






Rosalie assentiu, bebeu a vitamina ou suco ou sabe-se lá Deus o que era aquilo e comeu o resto da maçã.






_Eu ouvir você dizer ao Thomas que quer sair para fazer compras?


_Sim.


_Maravilha, eu também preciso comprar algumas coisinhas...


_Milady, seu irmão disse que não queria que lady Swan saísse daqui


_Ela estará comigo, Thom. Relaxe, o que poderá acontecer? Ela ser mordida na rua?


Rosalie falou sorrindo e Thomas fez uma careta de desgosto


_Milorde me mata se algo acontecer com milady...


_Agora me ofendeu Thomas. Sou eu, a Rose lembra-se? Boa no gatilho, excelente lançadora de facas, em outras palavras, fodástica em tudo que faz. Vem Bella, vou te arrumar uma roupa que não esteja furada. Vai tomar banho que já, já eu apareço no quarto com as roupas.


_Ok.






Bella sorriu e saiu de lá, sem entender patavinas da conversa deles. No banheiro de Edward, ela encontrou shampoo feminino, do mesmo que ela gostava. Usou os produtos, pedindo a Deus que não fossem de Tânia. Se enxugou com uma toalha grande e saiu do banheiro. Tinha algumas peças de roupas em cima da cama. Bella olhou e lhe pareciam novas em folha. Ela vestiu a lingerie de seda e renda branca e reta. Eram muito cara essas peças. Vestiu, colocou as meias três quartos e vestiu a saia e a blusa. Penteou os cabelos, calçou os seus sapatos mesmo e saiu do quarto, indo até a sala. Rosalie estava lá sentada, vestida com um par de calças justas de couro, uma blusa vermelha, uma jaqueta de couro e botas de cano alto de couro.






_Não sente calor com tanto couro em cima de você, não?






Rosalie se virou e lhe sorriu.


_Estou acostumada. Vem, vamos às compras, tem umas armas que eu preciso comprar.






Bella achou que era brincadeira dela, mas descobriu que ela falava a sério quando, quarenta minutos depois, se encontravam em uma loja que vendia armas. Tinha de tudo lá. Rosalie parecia uma criança que estava em uma loja de brinquedos. Uma hora depois e um verdadeiro arsenal no porta malas do carro, elas saíram e foram comprar as coisas que Bella precisava. Elas mandaram deixar tudo no apartamento e Rosalie a levou até um descomunal prédio de janelas escuras. Entraram e foram direto ao elevador, sem escalas. Pararam no quadragésimo andar e se dirigiram até uma porta. Vários olhos as seguiram e Bella estava desconfortável, enquanto Rosalie não estava nem aí. Chegaram a uma porta e, antes de entrar, Rosalie sorriu com alguma coisa que Bella não fazia idéia. Entrou de vez e Bella a seguiu. Edward estava lá com um monte de homens, alguns Quileutes, ela os reconheceu da aldeia. Estavam vestidos de ternos e ela percebeu que tinha acabado de atrapalhar uma reunião. Morreu de vergonha.






_Bella? – ela olhou de lado e viu Jacob, seu amigo quase irmão, sentado lá. Estava irreconhecível, de terno cinza, camisa branca e gravata azul. Estava lindo.






Ela ouviu um rosnado dentro de sua cabeça e Rosalie sorriu. Bella olhou para Edward, que estava com cara de poucos amigos. Ela automaticamente foi para ele, que a segurou possesivamente na sua cintura. Todos na sala arquejaram assustados e surpresos, mas ela reconheceu um rosnado muito familiar vindo dos Quileutes. Fazia tempo que não o via. Ela olhou para a última cadeira e o viu.






Brady.






Ele estava quase espumando de raiva por vê-la nos braços de Edward. E Edward? Estava esmagando-a e olhando mortalmente para Brady. O que seu ex estava fazendo ali com os outros Quileutes?






Edward sentiu a tensão nela assim que ela olhou para o lobo na última cadeira. Mágoa? Ela estava sentindo mágoa? Ele a tinha lhe machucado? Edward rosnou para ele imperceptivelmente, mas ela sentiu sua raiva e lhe alisou a bochecha. Ele desviou os olhos do lobo e fixou-os nela. Ela lhe sorriu e se soltou dele, lhe puxando pela mão. Ele a seguiu como um cachorrinho. Detestou a comparação. Fora da sala de reuniões, ele a abraçou e beijou na frente de todos os vampiros que trabalhavam lá. As amigas de Tânia arquejaram de indignação. Ele as mataria se fizessem ou dissessem alguma coisa contra sua escolhida.






_Tudo bem? – ela perguntou e ele respirou fundo.


_Tudo, o que você faz aqui? Eu te pedi para ficar em casa me esperando.


_Precisava fazer algumas compras para minha livraria café. Edward me solte, por favor, estamos em público...






Ela sussurrou, olhando envergonhada para as pessoas que os olhavam com curiosidade. Um rei com uma plebeia? Interessante...






_Não vou lhe soltar, é minha, me pertence. – ele falou com seu tom autoritário e ela suspirou, chateada e agradada ao mesmo tempo.


_Não sou sua, Edward.










Ela falou séria e ele lhe sorriu, beijando a ponta do nariz. Não podia ficar longe dela, tinha que tocá-la, que tê-la, a fome estava acabando com ele. Ele respirou fundo para se controlar. Seria sempre assim, sempre a agonia quando estivesse perto dela, mas era preferível isso do que a distância. Não se isolaria novamente. Nunca mais.






_É minha e eu pertenço a você. Estamos no começo, eu sei, mas... Você sente o mesmo que eu, não sente? A necessidade de estar junto, de se manter sempre perto, de tocar... Beijar... Fazer...


_Eu... Eu sinto sim... Vamos conversar mais depois que você voltar para casa.






Ela falou e ele abriu um sorrisão. Lhe chamaram de volta e ele assentiu, sem desviar os olhos dela.






_Me responda uma coisa, bebê. Você conhece aquele lo... Homem lá dentro?


_Eu conheço quase todos lá dentro. O Jacob, ele e eu fomos criados juntos, quase irmãos. Tem seis que eu não conheço. São da reserva Quileute, eu tenho certeza, mais não sei os nomes, apenas de um que é o Sam, Tânia me disse ontem a noite.


_Certo, esqueçamos Tânia sim, me faz ficar de estômago embrulhado.






Ela lhe sorriu.






_A mim também, para falar a verdade.


_Eu tenho que voltar para a reunião, não vou poder almoçar com você, me perdoe, mas jantarei, me espera acordada?


_Claro.






Ele lhe beijou demoradamente e a levou ao elevador. Rosalie já estava lá esperando.






_Em casa conversamos. –ele disse sério, olhando para a vampira que sorria achando graça de alguma coisa.


_Sempre às ordens, irmãozinho.


_Leve-a para casa e fique com ela.


_Esteja certo disso.






As portas se fecharam e ele voltou para a reunião. Almoçou junto com aos lobos e os vampiros. Estavam acertando os últimos detalhes para o congresso de unificação das espécies. Edward estava irritado com tudo a sua volta. Motivo? Brady, lobo filha da puta que estava encarando-o desde que ele voltou para a sala de reuniões, depois de deixar Bella no elevador. Eles tiveram alguma coisa no passado, Edward estava certo disso. O ciúme do lobo era palpável, ele só sossegou quando Jacob, o chefe do bando da aldeia, lhe deu um comando direto, fazendo ele grunhir de dor e abaixar a cabeça. Jacob olhou para Edward e se desculpou pela grosseria do membro da matilha. Edward aceitou as desculpas. Jacob era um lobo que, apesar de jovem, apenas trinta anos, era muito respeitável e sério e queira essa trégua, essa paz entre as espécies, tanto quanto Sam ou mesmo Edward. Jacob tinha perdido sua companheira, Leah, quando ela teve o imprinting com um caçador. A coisa não poderia ser mais estranha. Seria cômico, se não fosse trágico. Ele a tinha permitido abandonar a matilha. O caçador a amava, era assim que acontecia e ele não poderia prendê-la a ele, nem à matilha, ela tinha que ir. Em todo caso, eles ganharam um aliado. Como ele disse: “Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.”






Bella tinha ligado para seu pai, avisando que passaria o final de semana em Seattle, na casa de Rosalie, uma amiga. Seu pai disse que tudo bem. Ela ligou para Ângela e disse que tirasse o sábado de folga, abririam na segunda. Ligou para Alice, para que sua amiga não surtasse e avisou aonde estava. Sua amiga estava diferente, a voz estava... Mais rouca? Bella perguntou se ela estava bem e ela disse que sim, que depois se falariam e Bella desligou. Tomou banho e vestiu uns shorts e uma blusinha, que tinha comprado quando saiu com Rosalie hoje de manhã. Sentou na sala e assistiu TV. Rose apareceu toda de preto e disse que precisava sair, que Thomas cuidaria dela.


“Eles achavam que ela era o quê? Um bebê?”









Love Death Birth














Bella esperou até às oito da noite, quando Edward ligou, dizendo que não poderia jantar com ela. Ela jantou sozinha e foi para o quarto. Tomou banho e vestiu a camisola de hoje cedo. Deitou na cama e adormeceu logo em seguida. Sentia falta do seu corvo.






Edward chegou à meia noite. Tinham terminado a noite em uma caçada a um grupo de desertores da raça. Eles correram até o bairro dos armazéns abandonados. Quando os alcançaram, alguns caídos saíram de dentro de uns galpões e a luta foi iminente. Edward não gostava de matar, mas era preciso para manter a ordem em seu mundo. Os lobos, sob a liderança de Jacob e Sam, mataram alguns lobos desertores. Um caído tinha se escondido em um túnel e, quando Edward passava por perto, ele atacou. Suas unhas rasgaram sua pele e Edward rugiu de dor e raiva. Puxou sua espada e trespassou o vampiro, o rasgando ao meio, fazendo-o virar pó em instantes. Ele limpou a espada no casaco e a guardou no suporte nas suas costas. Ele sempre andava com ela. Sua espada escocesa estava com ele há quatrocentos e vinte anos. A ganhou quando tinha quinze anos, antes da sua primeira luta. Se despediu dos lobos e voltou para casa com os seus. Tomou banho, vestiu uma calça de seda negra e agora estava ali, parado olhando para sua prometida, vendo-a dormir tranquilamente. Sentiu os cortes nas costas, feitos pelas unhas do vampiro, lhe arder um pouquinho. Se curaram imediatamente, mas isso não queria dizer que não doessem para burro. Ela se mexeu em seu sono e o chamou. Ele fechou os olhos e respirou fundo. Ela se mexeu novamente e o lençol escorregou por suas pernas. A camisola estava enrugada nos seus quadris e ele sentiu as presas despontarem. Ergueu a cabeça, respirando o cheiro de sua excitação. Ela estava sonhando. E era com ele. Se amavam no sonho. Edward sentiu o desejo rugir através dele. Seus olhos ficaram vermelhos, um vermelho intenso. Ela se mexeu novamente e o chamou. Ele não resistiu, foi para ela, sentindo o elo deles puxá-lo para seu corpo, para seu sangue... Ele voou para o banheiro e aplicou uma injeção. Não surtiu efeito. Aplicou outra. Se segurou na pia, quando o efeito da droga ameaçou lhe derrubar. Quando estava sob controle, ele se soltou, se virou para a pia e lavou o rosto. Sentiu que ela tinha acordado, ouviu ela se erguer e se encaminhar para ele. Ele jogou a seringa no lixeiro. Ela o tocou e a sede aumentou. Ele precisava de outra dose ou a mataria.






_Bella, por favor, saia...


_O que foi?


_Só sai, por favor... Não posso...






Ele sentou, abriu a gaveta rapidamente, prendeu o garrote no braço e, com as mãos trementes, levou a agulha até abraço. Ela o surpreendeu, tirando a injeção de suas mãos e, calmamente, aplicando na veia. Ele se retesou todo, a dor foi demais, a dose foi demais... Ela jogou no lixo a injeção, olhando as outras lá dentro. Tirou o garrote do seu braço, entrou no meio de suas pernas e o abraçou, fazendo ele descansar a cabeça sobre seus seios. Ele a abraçou pela cintura e rangeu os dentes de dor. Dor pela sede, dor pela poção que queimava suas veias, dor pelo medo que lhe comia vivo por temer matá-la.






_Xiiii... Tudo bem, vai ficar tudo bem...






Ela se separou dele a o levou para a cama sentou a fex ele deitar colocando a cabeça em seu colo, ele ficou de lado seu corpo se enroscando ficou como uma bola, ela sentiu ele morder o travesseiro, ele a baraçou forte e gritou a pelnos pulmões, um grito de dor lhe rasgando a garganta que fez com que ela chorasse abraçada a ele.


_Meu querido, estou aqui...


Ele se esticou todo e gritou novamente. Sua garganta estava vermelha, seus olhos...





October - Evanescence









_ THOMAS!!!






O vampiro entrou rapidamente no quarto. Estava com roupas sociais, parecia que tinha acabado de chegar em casa.






_Oh meu Deus!!! Milady saia!!!


_Não! O que ele tem?


_Quantas injeções tomou, milorde?


_Ele tomou três. Eu mesma apliquei a última... Ele está sofrendo uma overdose?


_Mais ou menos isso.






O homem falou sério. Correu para fora do quarto e Bella abraçou Edward mais apertado, quando ele começou a tremer convulsivamente. Thomas chegou com uma injeção de... Sangue? Era sangue o que tinha ali? Ele a tirou da cama e a fez ficar encostada na parede. Enterrou a seringa no peito de Edward e Bella gritou, quando sentiu a dor dele em seu próprio peito.






_Não!!! Pare, está matando-o!!!!


_Só por hoje milady, ele ficará bem. Ele tomou demais...


_O que é isso que aplicou nele?






Bella sentiu-se sufoca. Cambaleou pelo quarto, sentindo seu coração bater devagar. Mai não era o seu coração. Era o de Edward, estava morrendo. Ela caiu no chão sem forças. Ele abriu os olhos negros vermelhos como o sangue que Thomas tinha aplicado nele. Ele a observou, enquanto arquejava, procurando ar, mas não conseguia. Ela se arrastou para ele, sentindo o fôlego faltar... Sentindo-o morrer.






Ela chegou à cama e subiu rapidamente. Deitou ao lado dele e o puxou para si. O abraçou, sentindo-o perder as forças.






_O que deu a ele?


_Sangue morto.






O coração dele parou de bater e Bella desmaiou.













2 comentários:

  1. Detesto a Tanya, e amo muito Bella e Edward, são muito lindoooooossssss

    ResponderExcluir
  2. Bella e Edward tem um elo muito forte !!!!!! Tenho certeza que ela o aceitara mesmo quando souber o que ele realmente é ....

    ResponderExcluir