CAPÍTULO 22
Alice fez uma carne assada e uma salada para acompanhar, enquanto Jasper dava banho em Ben e colocava-o para dormir. Mas, seu filho não quis acordo.
_Ele não quer dormir. – Jasper fez cara de choro e Alice riu.
_Me dê ele aqui, venha meu bebê.
Alice o acomodou na cadeirinha alta e lhe deu um biscoito. Seu filho começou a chupar desesperadamente.
_São as presas que estão nascendo, deixa ele agoniado.
_O levaremos no médico amanhã. Ummm, que cheirinho delicioso! O que você fez?
_Carne assada e salada. Vá lavar as mãos e venha jantar.
_Certo. – ele falou e lhe deu um beijo molhado, lhe apalpando o traseiro.
_Jasper!
Ele saiu da cozinha, rindo e ela foi virar a carne. Algum tempo depois, ela ouviu a campainha tocando e foi atender a porta. Era uma mulher que Alice conhecia muito bem.
_Estou rodeada de oportunistas, por acaso?
_Boa noite para você também, Victória. Errou de casa?
_Não, eu acho que foi você quem errou. Essa casa é do Jass e o que você está fazendo aqui?
_Eu...
_Ela e eu estamos juntos, Victória.
Jasper falou, entrando na sala. Estava vestido só com uma calça de moletom e estava sem camisa.
_Vocês, juntos? – a mulher perguntou, com espanto.
_Algum problema com isso, Victória?
Jasper falou, colocando um braço no ombro de Alice e alisando sua orelha calmamente.
_Eu achei que tínhamos alguma coisa, Jass.
_Nunca disse a você que tínhamos alguma coisa, Victória.
_Pode nos dar licença? – ela olhou para Alice, que ergueu as mãos em sinal de paz e, tirando o braço de Jasper dos seus ombros, foi para cozinha, olhar a carne.
Victória entrou e foi direto para o bar. Jasper ficou com a porta aberta e os braços cruzados no peito. Victória se serviu de uma dose generosa de gin e bebeu, sem nem fazer careta. Virou-se para ele, que continuava na mesma posição.
_Me diga que não está com ela, que isso foi uma brincadeira de mau gosto e que só está fazendo caridade para a amiguinha da oportunista.
Jasper descruzou os braços e caminhou calmamente para o bar. Se serviu de whisky e bebeu sua dose, sem desviar os olhos da mulher à sua frente. Quando terminou, colocou o copo tranquilamente no balcão e fitou-a sério. Quando falou, foi como uma bofetada na cara dela.
_Primeiro: Lave a boca para falar da minha mulher.
_Segundo: A oportunista de quem você fala é sua patroa, assim como Edward e eu, ela tem todo o direito de te mandar embora da firma.
_Terceiro: Não pense que abrindo as pernas para mim você iria galgar os degraus do sucesso às minhas custas, por que isso não vai acontecer.
_Quarto: Nunca te dei liberdade para vir ao meu apartamento. Sempre te procurei e sempre te levei para um motel, minha casa e minha cama não.
_E porque ela está aqui, se sua cama é intocável?- ela falou, tremendo de raiva.
_Por que Alice não é você, nem qualquer outra da sua laia, Victória.
_Claro que não, ela tem um menino chorão e dengoso para azucrinar e te chantagear para alimentá-lo e vesti-lo. Está caindo no conto da desamparada, meu bem. Cuidado.
Ele esticou a mão e pegou em seu queixo tão rápido, que ela teve a impressão de ser um bote de uma cobra. Lhe apertou o maxilar e olhou bem dentro do seus olhos. E Victória teve medo desse olhar.
_Nunca mais, me ouviu, nunca mais destrate a Alice e o Ben novamente, ou vai se arrepender.
Ele soltou seu queixo, empurrando-a no processo. Apontou para a porta.
_Fora e se dê por satisfeita de eu não pedir sua carta de demissão amanhã na minha mesa.
Victória ergueu a cabeça e saiu, pisando duro. Jasper fechou a porta calmamente.
_Estava aí a muito tempo? – ele perguntou, sem se virar.
_Sim.
_O jantar está pronto?
_Sim.
_Vamos jantar então, estou faminto.
_Tudo bem.
Se dirigiram para a cozinha e jantaram em silêncio. Assim que terminaram, Jasper foi para a sala com o Bem, que estava caindo de sono e Alice ficou arrumando as coisas. Ela limpou, poliu, espanou. Lavou, arrumou e mudou de lugar várias coisas. Estava fazendo de tudo para adiar o momento da conversa. Não se sentia no direito de fazer exigências nem acusações. Digo... Ela não tinha nada a ver com o que ele fazia antes dela.
_Se eu soubesse que você fazia serão e limpava tão bem, eu teria demitido minha faxineira e te contratado.
Ela virou para ele, sorrindo nervosamente. Ele se encaminhou para ela e a abraçou apertado.
_Foi só sexo Alice, ela não significa nada para mim, só mais uma.
_E eu? Serei só mais uma na sua vida, Jasper?
_Isso quem decide é você, doçura. Por que, falando francamente, eu estou cansado de rolar em lençóis de motéis e depois vir dormir na minha cama sozinho todo santo dia.
_Por que não trouxe nenhuma delas para cá? Poderia ter iniciado um relacionamento sério com qualquer uma. Tenho certeza de que elas ficariam encantadas em ser a namorada de um dos sócios da Alpha Security.
_Sim, elas ficariam. - ele lhe beijou a cabeça. - Por isso, eu nunca quis me relacionar com elas mais do que algumas horas em algum motel qualquer. Por que elas queriam o Sstatus de namorada de um dos homens mais ricos de Port Angeles e não o status de ser namorada de um homem comum, que tem pesadelos e que, muitas vezes, acorda suando frio, pois não tem forças para mandar as lembranças ruins embora. Sou só um homem Alice, como qualquer outro. É minha carteira o que elas querem e não eu.
Alice lhe beijou o peito nu.
_Elas são umas imbecis.
_Sim, elas são.
_E eu. O que sou?
Ele a apertou forte, a balançando de um lado para o outro, suspirou e lhe beijou os cabelos.
_Você... É... Minha âncora, minha tábua de salvação. – ele falou, lhe tirando a cabeça do seu peito e segurando em seu queixo, para que ela olhasse dentro dos seus olhos.
_Você é um homem triste, Jasper Witlock.
_E você é minha passagem para sair desse inferno, doçura.
_Sim, eu sou. – ela olhava para aqueles olhos azuis e via esperança refletida neles.
_Então me ajude a sair desse inferno. Por favor. – seus olhos brilharam e ele a beijou, enquanto lágrimas caiam dos seus olhos tristes.
Alice não sabia o que tinha acontecido a esse homem para ser tão sozinho, mesmo rodeado de pessoas que o amavam. O que tinha acontecido com ele para ser tão triste, para ser tão frágil, como se mostrava agora? Ela se agarrou a ele, ele precisava de uma âncora que o firmasse em algum lugar. Ela seria essa âncora e o firmaria dentro do seu coração, assim como ficaria firme dentro do dele.
_Venha Jass, vamos para a cama.
Ele assentiu e seguiu, sendo puxado pela mão por ela em direção ao seu quarto, quarto esse em que ela foi a primeira mulher a entrar e dormir e, se Deus permitisse, seria a última.
Alice viu que ele tinha colocado um colchão de solteiro no chão e posto seu filho deitado nele. Ele tinha colocado vários lençóis e travesseiros ao redor, para evitar que o Ben caísse. Ela o olhou por um bom tempo e começou a tirar a blusa, que jogou em algum lugar do quarto. Abriu o sutiã e esse seguiu o mesmo caminho da blusa. Abriu o short e o tirou, assim como a calcinha, ambos esquecidos em alguma parte do quarto. Ela soltou os cabelos que estavam presos em um coque frouxo. Ele se aproximou dela lentamente, como se tivesse medo de que ela saísse correndo.
Jasper se aproximou com cautela. Não era sonho, era real, ela de fato estava aqui, nua na sua frente. Ele desatou os laços da sua calça e essa mesma caiu ao seus pés. Estava sem cueca e Alice ficou observando seu membro ereto. Ele nunca tinha ficado tão nervoso em toda a sua vida! Ela deu um passo em frente e se colou a ele, ele caiu de joelhos e lhe beijou o estômago, agarrando suas nádegas, enquanto ela se segurava em seus cabelos.
_Linda...
Ele falou, enquanto beijava seus quadris, entre as coxas e sua intimidade.
Trovões responderam lá fora ao desejo que a queimava por dentro, raios iluminaram o quarto enquanto luzes estouravam por detrás de suas pálpebras fechadas.
Alice arqueou o corpo, quando a língua dele raspou seu sexo e entrou, lhe roubando o fôlego. Ela se sentiu flutuar com as sensações que ele provocava nela. A chuva caia forte lá fora e aqui dentro um temporal de emoções ameaçava engolir os dois. Ele a amava como a língua e com os dedos. Ela não suportou mais e caiu de joelhos. Ele lhe levantou nos braços e a levou para a cama, lhe beijando, fazendo-a sentir seu próprio gosto.
Jasper nunca tinha provado nada mais delicioso do que ela. Lhe sugou os seios, enquanto lhe acariciava com os dedos. Ele observava ela se contorcer em sua mão. Sua pequena gozou e ele não pode mais esperar, pegou uma camisinha e ela o parou, quando ele ia colocá-la.
_Sem nada entre nós.
Ele sorriu e jogou a camisinha fora.
_Sem nada entre nós. – ele repetiu e entrou dentro dela tão lentamente, que estava sendo uma tortura aguentar.
Quando ele se movimentou mais rápido, Alice chegou ao orgasmo pela segunda vez, o que nunca tinha acontecido com ela. John não era capaz de lhe dar prazer, nunca foi e ela sempre se aliviava depois com os dedos. Ela sentiu quando ele inchou e ficou maior em seu interior. Quando ele gozou, ele o fez com um estremecimento e ofegos, como se tivesse corrido uma maratona inteira. Ele se largou em cima dela e ela sorriu, lhe alisando os cabelos. O abraçou apertado, desejando que essa união não tivesse fim, que essa união, não só de corpos, mas de almas, durasse para sempre.
_Perdão doçura, não demorei nada. – ele falou, ofegante
_Tudo bem, eu não aguentaria mais um terceiro orgasmo mesmo.
Ambos riram e ele saiu de cima dela, lhe puxando para se deitar em cima do seu peito. Alice adormeceu rapidamente e Jasper, pouco tempo depois, a seguiu em um sono tranquilo e sem pesadelos, o que vinha acontecendo constantemente desde que eles chegaram em sua vida.
*********
Alice acordou com o sol entrando pela janela. Seu filho estava deitado ao seu lado, dormindo tranquilamente. Ela olhou para os lados e não o encontrou. Se ergueu, enrolou um lençol no corpo e foi para a sala, onde encontrou uma rosa vermelha e um bilhete.
“Quando a noite cair ao meu redor e eu achar que não conseguirei ultrapassá-la, eu usarei a sua luz para iluminar o meu caminho.
Eu só penso em você.
E todos esses dias que passamos juntos e eu desperdicei sendo um tolo egoísta, eu vou te compensar por isso, eu juro.
Eu preciso do seu amor para me manter em pé, quando há tanta coisa para suportar.
O amor, antes de ser um sentimento, é uma escolha. Eu escolhi te amar.
Beijos, Jasper.
PS: Fui para a empresa, as chaves extras do apartamento estão na mesinha perto da porta, te vejo na hora do almoço, vá a empresa, para almoçarmos juntos.”
Alice riu como uma boba, enquanto beijava o bilhete, cheirava a rosa e dava pulinhos no mesmo lugar. Correu para a cozinha e preparou um café rápido e depois tomou banho. Ben acordou e ela cuidou do seu filhote. Ele estava mais calmo essa manhã. Parecia que a felicidade dela estava contagiando ele, seu filho ria com tudo e por tudo. Meia hora depois, ela ouviu o som de chaves na porta e foi até a sala, onde encontrou uma moça de uns vinte anos. Ela era linda e tinha uma aliança de noivado na mão. Alice respirou aliviada.
_Oh, bom dia, eu me chamo Carol e sou a faxineira do senhor Jasper. A senhora deve ser a dona Alice e esse pequeno lindo o Bem. O senhor Jasper me disse que a senhora estaria aqui e disse que não era para acordá-la.
_Bom dia Carol, é... Fique à vontade, sim? Eu vou para o escritório. Com licença.
_Tem toda, senhora.
Alice se dirigiu para o escritório e ficou lá organizando os croquis que Sanders tinha deixado com ela. Aproveitou e pegou seu pen-drive e puxou alguns desenhos, fazendo uma nota mental de pedir ao Jasper para imprimir alguns para levar como amostras para o jantar, hoje à noite.
Uma hora depois e tudo pronto, ela resolveu ir visitar sua amiga e chamá-la para fazer compras, pois precisava de uma roupa apresentável para ir nesse jantar de negócios.
Foi para o quarto e vestiu uma calça jeans e uma batinha branca. Seu guarda roupa aqui estava perigosamente escasso, tinha que voltar para sua casa e pegar mais roupas. Ele não se importaria se ela deixasse algumas roupas aqui, como também ela não ligaria se ele deixasse algumas roupas na casa dela.
Alice avisou a Carol que ia sair e que não se preocupasse, pois só voltaria à noite. Saiu e pegou um táxi. Assim que chegou ao prédio da Alpha Security, foi para os elevadores, onde um senhor, de uns quarenta anos, estava. Ele cuidava dos elevadores. Ela informou que gostaria de ir para o apartamento de Edward, que era amiga da esposa dele e o homem sorriu e lhe levou para o andar desejado. Alice agradeceu e tocou a campainha. Uma mulher atendeu a porta e Alice entrou, já era esperada. Bella veio da cozinha com uma faca na mão e uma cebola na outra, sorrindo para ela e seu filho.
_Minha amiga, como foi a conversa ontem? – Bella perguntou, lhe beijando a bochecha, afastando as mãos deles. _ Venha para a cozinha, já tomou café?
_Tomei uma xícara, estava nervosa e precisava falar contigo.
_Sobre o quê?
_Sobre isso. – Alice entregou o bilhete a Bella e sua amiga leu, abrindo um sorrisão de dentes brancos. Ela deu um grito mudo e ficou dançando, sem sair do lugar, fazendo com que Ben e a mãe rissem sem parar.
_Pára com isso, sua maluca! – Alice riu, tentando fazer Bella parar de dançar em volta dela e cantar
“Alice e Jasper embaixo de uma árvore, de mãos dadas, se beijando. No final do ano terá casamento e depois de um ano eles terão um filhoooooo.”
_Quantos anos você tem, hein?
_Seis. –Bella respondeu, rindo e se jogando na cadeira em frente a sua amiga.
_Estou muito feliz por você, amiga. Você merece toda a felicidade do mundo. – Bella falou, com lágrimas nos olhos.
_Você também.
_Oh, mas eu já tenho. E você agora também. E eu não estou falando de estabilidade financeira, por que eu sei que você não busca isso. Estou falando de felicidade, a mais pura e perfeita felicidade. Oh amiga, ele é perfeito para você!
_Ele é exagerado e ciumento.
_O Ed também e eu não estou nem aí. É tão bom se sentir amada, Lice, cuidadada, desejada, não só como um objeto de sexo, mas... Por mim mesma. Ele deseja não só meu corpo, mas a mim como um todo.
_O Jass também é assim. Bella, você sabe o que aconteceu com ele apra ele ser tão assim... Cauteloso com as pessoas. Sabe, ele... Tem medo de relacionamentos, tem medo de se apegar. Acredita que ele nunca namorou sério, por que ele disse que as mulheres só querem a carteira dele? Eu achei um absurdo esse pensamento. Claro que algumas mulheres são assim, mas não todas.
Bella respirou fundo e olhou para sua amiga, lhe segurou as mãos e Alice soube que tinha coisas aí que não tinham contado a ela.
_O quê?
_Você sabia que ele já foi casado?
_Não. O Jass? Casado?
_E tinha um filho.
_Isso eu desconfiava, por que tem coisas de bebê na casa dele, sabe, carrinho e uma cadeirinha alta. Mas o que aconteceu com eles?
_Morreram, Lice. Alguns bandidos os pegaram e mataram.
_Meu Deus! – ela olhou para o Bem, brincando em seu colo e sentiu um calafrio passar por sua espinha. _Por que não me contou? Por Deus e se meu filho estiver correndo perigo?
_Então eu e Nessie também estamos. Não esqueça que nossos homens eram SEALs antes de serem homens de negócios. Mas, isso não quer dizer que estamos na mira de ninguém, Lice. Por Deus, mulher, pare de tremer!
_Me conte como tudo aconteceu. – Alice pediu, em um sussurro e Bella sentiu que ela estava se segurando para não desmoronar de medo por seu filho e por uma relação que acabou de entrar com um homem do qual não sabia nada a respeito.
_Jasper conheceu Maria em uma festa no Divas, você sabe onde é?
_Eu sei bem onde é. – Alice afastou uma lembrança dolorosa da vez de que fez um sacrifício para agradar seu ex. Talvez eles voltassem às boas, mesmo depois do divórcio. Mas, depois desse dia, não aguentava mais olhar na cara do marido, ele tinha permitido que outros homens a tocassem.
_Lice, esquece dessa memória, sim? Já passou, você não precisa mais se submeter aos caprichos de John.
_Sim, é verdade. Continue, por favor.
_Ele a conheceu e começaram a namorar. Quando ela engravidou, eles se casaram, mas a vida de um SEAL não é como a vida de um homem comum. Eles, muitas vezes, tinham que viajar em missões e passavam um, até dois meses fora. O casamento se deteriorou logo após o bebê nascer. Sempre que Jasper viajava, ele deixava o pequeno Thomas com Esme. Maria nunca foi uma boa mãe, só queria saber de festas e viagens. Um dia, quando Thomas tinha três anos, Maria tinha uma desfile para ir e Jasper não podia ir com ela, por que estavam na cola de um traficante muito barra pesada. Ela foi e levou o Thomas junto. Chegando lá, ela conheceu um cara e teve uma aventura de uma semana. Quando Jasper chegou, ela contou a ele que tinha o traído. Brigaram feio e ela disse a ele que só se casou com ele por que gostava de aventuras e um SEAL significava sair do tédio, mas que estava cansada dele.
_Meu Deus...
_Quinze dias depois, Jasper, Edward, Emmett e outros foram para o Afeganistão. Ele recebeu um telefonema, dizendo que sua mulher e filho tinham sido sequestrados. Eles voltaram para os EUA, mas já era tarde. Maria foi devolvida a ele em uma mala, estava fatiada e seu filho...
_Por Deus Bella, o que foi que aconteceu?
_Atiraram nele, Lice, na cabeça. Filmaram enquanto faziam isso, mandaram ele dizer que amava o pai, antes de atirarem nele e Maria, eles... Estupraram-na com pedaços de pau cheio e farpas e pregos, a despedaçaram viva na frente do filho e filmaram tudo, mandaram para Jasper. Ele quase enlouquece, quase se mata. Edward não sabe de quantas situações mortais ele salvou o amigo, ele e todos os outros. Até que um dia, em um bar, Edward levou um tiro que estava destinado pra Jasper. Só assim ele parou.
_OH meu Deus! Agora eu entendo o porquê dele não querer se apegar a ninguém.
_Ainda vai querer sair dessa relação, Lice?
_Não... – ela ergueu os olhos para sua amiga e irmã. _ Não posso Bella, eu... Eu estou apaixonada por ele e ele é tão frágil debaixo dessa armadura que ele coloca para enfrentar o mundo. Não posso deixá-lo, não posso...
_Venha meu bem, vou fazer um chá e tomaremos na varanda.
_Sim...
_Hein, eu te contei para você ajudá-lo e não ficar com pena dele. Ele não quer sua pena, nem a de ninguém, Lice, não faça isso com ele. Por Deus, não faça!
_Está bem. Cadê a Nessie?
_No escritório. Acordou cedo hoje e disse que queria trabalhar com o pai.
_E Edward, o que disse?
Bella olhou para sua amiga, rindo.
_Ele pegou uma pasta velha dele, mas em ótimo estado, encheu de papéis e lápis de pintar, vestiu um vestido nela, calçou os sapatos novos e desceu com ela nos braços. Disse que hoje era o dia dos filhos visitarem os pais no trabalho. Nessie foi toda cheia de si com ele. Fui ver eles, antes de você chegar e ela estava em uma mesa no canto da sala, com uma máquina calculadora enorme e um monte de papel. Não estava dando trabalho, de acordo com o Ed, então eu a deixei lá com ele.
Alice riu.
_Amiga, preciso da sua ajuda. Tenho um jantar de negócios hoje aànoite e tenho que comprar uma roupa decente.
_Deixe só o chá aprontar, que vamos.
_Deixe o chá para lá. A roupa é assunto sério, Bells.
_Ok, ok. Deixe-me trocar de roupa então.
Quinze minutos depois, Bella e Alice desciam de elevador para a sala de Edward, para avisar que estavam indo no shopping, mas que estariam aqui na hora do almoço. Tinha deixado Esmeralda no controle da cozinha.
Bella vestia uma calça jeans colada no corpo e uma blusa de seda branca. Tinha nos pés um sapato preto, que fazia combinação com a bolsa de mão. O cabelo estava solto e usava brincos de argola. Tinham passado no shopping ontem, antes de vir para casa e Edward lhe comprou um monte de roupa. Não iriam para Forks até as férias de Nessie terminarem e precisavam de roupas, muitas roupas. Ele deu um cartão sem limite de crédito para ela e um talão de cheques. Também comprou um celular de última geração para ela e um monte de sapatos e jóias. Bella nunca pensou que usaria diamantes ou brincos de ouro puro, eles pesavam na sua orelha.
Assim que chegaram ao andar do escritório, elas foram recebidas por Lindsay e seu enorme sorriso.
_Bom dia, senhora Cullen. Nessie está se comportando muito bem, o senhor Cullen está em uma ligação importante, mas a senhora pode entrar.
_Obrigada Lindsay, esta aqui é a namorada do senhor Witlock, Alice Brandon e esse aqui é o pequeno Ben.
_Muito prazer senhora, como vai Ben?
Ele riu e as mulheres o acompanharam.
_Com licença Lindsay.
_Tem toda, senhora.
Bella entrou a sala do seu marido e o encontrou com sua filha no colo, um telefone no ouvido, enquanto mexia no computador. Ele olhou para ela e sorriu, encerrou a ligação e se ergueu, indo ao seu encontro, com sua pequena nos braços, que também sorria para ela.
_Que surpresa maravilhosa, meu amor!
_Ela está dando trabalho?
_Não, nossa filha não dá trabalho algum.
_É mamãe, eu sou uma mocinha. – Nessie falou, toda sorridente.
_Edward, aqui está a pasta que você me pediu. Vou logo avisando que eu não sou tua secretária e não posso deixar de fazer minhas coisas para ficar procurando as tuas não, cara...
Jasper ergueu os olhos e deu de cara com Alice e Bem, lhe encarando. Ele abriu um sorrisão e foi ao encontro deles.
_Oi, não sabia que estavam aqui, faz tempo que chegaram? Por que não me avisou?
Ela riu e lhe beijou calidamente nos lábios.
_Uma pergunta de cada vez, Jass. Eu vim de surpresa, já faz um tempo que cheguei e não te avisei, por que estava com Bella. Vim atrás dela para ir no shopping comigo, preciso de roupas.
_Eu posso ir com você. – ele falou, rodeando a cintura fininha e lhe beijando demoradamente.
_Papa.
Eles se separaram, quando ouviram Ben falando.
_Ele disse papai? – Jasper perguntou, de boca aberta.
_Foi, ele te chamou de papai.
_Vem aqui, garotão. Tá vendo Edward, não é só você que tem filho não, eu também tenho o meu, seu mané.
_Titio Jass, não xingue o papai, eu ficou triste.
_Não me xingue, Jasper. Minha filha fica triste e, se ela ficar triste, eu vou lhe quebrar os dentes.
_Papai, não pode bater no papai do Ben, ele chora.
_Está bem, o papai não bate não.
_Vamos Lice, senão chegaremos atrasadas para o almoço. – Bella falou.
_Vão aonde? – Edward perguntou, lhe rodeando a cintura.
_Ao shopping, Lice tem um jantar de negócios hoje e precisa de uma roupa nova.
_Não acho que seja necessário esse jantar. – Jasper falou, visivelmente chateado. Alice lhe beijou no queixo.
_É necessário, Jass. Minha loja precisa de um sócio.
_E eu não podia ser esse sócio?
_Não.
_Por que não?
_Por que eu não quero seu dinheiro.
_Mas vai aceitar o dinheiro de outro?
_Eu já conversei com você, Jasper, não vou discutir novamente esse assunto. Ponto.
Ele fechou a cara para ela, a soltou e se dirigiu para a sala dele. Alice esfregou a testa, estava ficando com dor de cabeça.
_Me dê o Ben e vá conversar com ele. Talvez possamos ir os quatro juntos, deixaremos as crianças na casa de Esme e poderemos fazer as compras mais tranquilas.
_Ou levaremos as crianças. –Edward sugeriu e Bella olhou para ele.
_Ed, a Nessie já tem brinquedos demais, por favor não compre o shopping todo para ela, vai transformá-la em uma menina mimada.
Ele riu e lhe beijou. Sua filha já estava de volta na mesa dele, brincando no computador.
_Eu sou um pai muito bobão.
_Não, você é um pai maravilhoso, mas não deve exagerar.
_Ok.
_Gente, eu vou lá dentro, está bem?
_Está Lice, me dê o Ben.
_Não, pode deixar, eu me viro. Volto logo.
_Certo.
_Tchau tia Lice.
_Tchau linda.
Ela entrou as sala dele e o encontrou olhando para a janela. Alice colocou o bebê no chão e deu um brinquedo para ele morder. Se encaminhou para ele e o abraçou por trás. Ele suspirou, mas não retribuiu o abraço. Ela o beijou nas costas e ele se retesou todo.
_Não adianta, não vou desculpar você. – ele falou, com a voz fria. Ela suspirou e o apertou mais.
_Eu não quero seu perdão, Jasper Witlock. Só quero que você deixe de ser infantil e veja as coisas pelo meu ponto de vista.
_Infantil? Está me chamando de criança?
_Sim.
_Você é que está sendo absurda, em querer levar esse assunto adiante.
_O que é que tem demais em eu ser sócia do Sanders?
_Não diga o nome dele na minha sala.
_Digo, digo sim. Sanders, Sanders, Sanders e Sanders, pronto! Você não morreu e nem se desfez. Ele é um ótimo empreendedor e entende de moda e de confecção. Droga Jasper, será que é tão difícil para você ver que eu quero vencer por meus próprios meios? Que eu não quero ficar pendurada em você, que eu não quero o seu maldito dinheiro?!
_E o que é que você quer então?
_Você! Lembra do que você me disse na casa da Esme? Que há uma vida dentro de você e você podia senti-la novamente. Que eu sou a única coisa que te leva onde você nunca esteve. Que você não se importava de perder tudo o que tinha conhecido. Não importava onde ia deitar a cabeça à noite, por que os meus braços eram como uma casa, a sua casa.
Ela o abraçou mais forte.
_Jass. Eu só quero você, não estou com você pelo seu dinheiro, estou aqui por você. O Sanders ou qualquer outro não vai me tirar de você. O amor é uma escolha e eu escolhi te amar, ser teu porto seguro, tua âncora e vou ser! Pode apostar nisso. Mas, me deixe vencer por meus próprios meios, preciso do seu apoio, da sua mão e não hesitarei em pedir ajuda, até financeira, se for o caso, para você, se eu precisar.
Ele se virou e ficou olhando para ela.
_Não vou conseguir remover essa idéia da tua cabeça, não é?
_Não. – ela riu e ele lhe beijou.
_Mulher teimosa...
_Homem ciumento...
_Posso dizer que o ciúme faz parte do relacionamento e que eu nunca tive ciúmes, nem de Ma...
_Nem da Maria. –Alice falou calmamente.
Ele olhou para ela.
_Eu sei o que aconteceu com sua família, meu querido. Estou aqui, Jasper. Estou aqui.
_Obrigado.
_De nada.
Se encaminharam para fora, com Ben nos braços dele. Jasper tinha avisado para sua secretária que estaria o dia todo fora e que, à noite, estaria aqui para a reunião.
Passaram o dia todo no shopping. As mulheres fizeram a festa e ele e Edward ficaram com as crianças. Sempre que alguma mulher chegava perto deles, Nessie saia em socorro dos dois. Edward já estava acostumado, mas, Jasper era novamente marinheiro de primeira viagem e agradecia a sua sobrinha por ela espantar as mulheres que queriam pegar em seu filho e puxar conversa.
Bella saiu da loja com três sacolas e Alice com quatro. Foram para a loja de sapatos e, assim que as compras foram feitas, eles se encaminharam para a praça de alimentação e foram para um restaurante. Estavam varados de fome! Fizeram os pedidos e Edward se ocupou de dar comida na boca de sua filha. Jasper começou a dar algumas colheradas de comida ao Ben e ele comeu tranquilo. Jasper amou isso!
Terminaram e Nessie disse que queria brincar nos parques. Foram para lá e brincaram meia hora. Bella acabou com a brincadeira e foram embora. Se despediram e cada um foi embora para sua casa.
Assim que chegaram no apartamento, Alice se dirigiu para o quarto dele. Sua mala não estava à vista e ela a encontrou no closet dele, estava vazia e suas coisas estavam organizadas nos cabides e na primeira gaveta. “Carol deve ter feito isso”, Alice pensou, com um sorriso. Guardou as compras em um cabide, que estava vazio e foi para o banho. Quando saiu ela, vestiu um vestido de algodão que tinha comprado e foi para a sala. Encontrou Jasper e Ben cochilando no sofá.
_Hei dorminhoco, vem para a cama ou você vai ficar com dor de coluna.
Jasper obedeceu e deitou com tudo na cama. Alice acomodou seu filho ao lado dele e foi para o escritório, imprimiu os croquis e buscou uma pasta e um furador de papéis. Terminada a tarefa, ela se dirigiu para a cozinha e encontrou os armários quase vazios. Sentiu que era observada e se virou. Ele estava de cabelo molhado e de calças jeans. Ben estava de fraldas e também estava com o cabelo molhado.
_Se divertiram no banho?
_Muito, só faltou você.
_Da próxima eu me junto a vocês. Jass, seu armário precisa ser abastecido.
_Dá tempo de fazermos compras antes de você ir no jantar?
_Dá sim.
_Ótimo, eu vou vestir uma camisa e já venho.
Ele entregou seu filho a ela e saiu para o quarto. Dez minutos depois, ele estava pronto, com uma camisa de malha, manga comprida branca e botas de combates. Foram para o supermercado e, uma hora depois, Alice estava organizando os armários, enquanto fazia um ensopado, Ben estava ao seu lado, no chão da cozinha. Jasper tinha recebido um telefonema da empresa e foi para lá. Quando ela terminou, seu filho estava dormindo no chão. Ela o levou para a cama e o deitou confortavelmente. Tomou banho e se arrumou. Jasper chegou, quando ela estava arrumando a bolsa de Ben. O deixaria na casa de Bella.
_Oi doçura, está linda, pena que não é para mim.
Alice estava vestida com uma saia estilo lápis cinza-chumbo e uma blusa de seda rosa, que era levemente decotada. Em cima da cama, estava um casaco creme escuro e ela estava calçada em um par de escarpam altíssimos, pretos.
_Não seja bobo, é só trabalho e quando eu voltar, você poderá tirar toda essa roupa e ver o que eu escondi embaixo dela.
Ela falou, se aconchegando em seu peito.
_E que tal se eu ver agora?
_Agora não dá, só mais tarde.
_Você é má, Alice Brandon!
_Não sou não, Jasper Witlock. Deixe-me ir, antes que eu chegue atrasada. Não demoro, no máximo, às dez estarei aqui. Estará de volta às dez?
_Sim. A reunião será breve, a bolsa do meu garotão já está pronta?
_Está. Tchau, beijo.
Ele a beijou, lhe bolinando e riu, quando ela gemeu e se afastou dele, com as pernas bambas.
_Você não presta, Jasper.
_Presto sim, doçura. Tome - ele colocou alguma coisa na sua mão e Alice viu que era uma chave.
_E você vai de quê?
_Vou com o outro, eu tenho dois. Esse é para quando você tiver que sair e eu não estiver aqui.
_Está bem... Obrigada, Jass.
_De nada, doçura. Eu fico feliz que você tenha aceitado.
Ela sorriu e lhe beijou, saindo em seguida. Jasper percebeu que ela tinha comprado uma pasta e uma bolsa novas. Estava perfeita e ele não pôde controlar o ciúme. Foi para reunião, deixando o Ben com a Bella. Quando chegasse em casa, ele a pegaria de jeito. Ah se pegaria!
amooo essa fic .. poxa velho eu adoro tudoooo o jess obsessivo então minha nossa ..rsrs a lice vai curar esse homem .. haa se vai ..
ResponderExcluirameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... A victoria se acha a ultima Coca-Cola do deserto rsrsrsrs, adorei a maneira que o jasper a tratou como uma qualquer ela tentou dar uma de importante pra cima dele já que deve ter se roído de raiva pela bela tar com o ed e já mostrou o lugar dela, mais se deu mal pois ele a tratou da mesma maneira e ainda fez uma bela de uma ameaça caso ela destrate a sua mulher e seu filho.
ResponderExcluiroooooooooooooooh
ResponderExcluirParece que finalmente as coisas estão se ajeitando pra eles ....
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