quarta-feira, 3 de julho de 2013

Amor com Gosto de Sangue: Capítulo 07




Capítulo 07



Alex chegou a sua casa e a encontrou às escuras. Parou o carro na garagem e desceu do veículo, observando atentamente tudo ao seu redor, como era de costume fazer, um príncipe sempre tinha inimigos. Entrou na casa pela cozinha e estancou no lugar. Tinha pétalas de rosas espalhadas por todo o lugar, uma trilha levava pelo corredor até à sala de jantar. Ele seguiu a trilha que acabou na porta do seu quarto, a qual estava fechada. Ele respirou fundo, apertando os olhos com os punhos fechados. Allison estava ali dentro, ele sentia seu coração acelerado do outro lado da porta. Queria que tivesse um jeito menos doloroso de terminar tudo. Talvez pudesse continuar com ela. Seu pai uma vez possuiu dez concubinas, não? Ele respirou fundo e abriu a porta, viu-a deitada na cama brincando com uma rosa. Um balde de gelo descansava em cima do criado mudo, gelando uma champanhe, uma tigela de morangos ao lado. E ela toda produzida na renda, o encarando e sorrindo, brincando com a maldita rosa. Ele conhecia esse sorriso devasso. Ele a encarou intensamente e foi imediato. O nojo de tê-la em sua cama, em seus lençóis, onde ele sonhara ver sua Caroline o levou a rosnar em advertência para ela.



_Alex? – Allison ajoelhou-se na cama e lhe chamou, apontando uma unha vermelha em sua direção.



_Saia da cama. – ele falou irritado, sua raiva crescia a cada segundo que ela não o obedecia.



_Quer fazer no chão? – ela lhe sorriu coquete e ele deu um passo para trás, se pregando na porta para não avançar nela e tirá-la da cama a tapas.



_Saia da cama, Allison... – até seu nome tinha gosto de fel em sua boca.




_Alex...




_SAIA!!!





Ela pulou da cama, se enrolando nos lençóis, tremendo dos pés à cabeça por seu rugido.




_O-O que eu fiz? E-Eu fiquei quietinha em casa e...





Ele se afastou da porta, esfregando as mãos no rosto e as levando à cabeça, puxando os cabelos em frustração. A viu se afastar até bater contra a parede e isso lhe fez se sentir como um ogro.






_Allison... – ele respirou fundo, tentando organizar seus pensamentos. 




_Alex, por favor, o que eu fiz de errado para você estar bravo comigo?



_Eu quero que você vá embora daqui. Acabou.



_Mas...



_Eu sei que estou sendo um idiota, mas não posso mais continuar, não dá.



_Eu não fiz nada. – ela sussurrou, assustada.




_Eu sei que não fez! INFERNO! – ele respirou fundo, olhando a janela à sua frente. _ Olhe, fique aqui, ok? Essa casa é sua de agora em diante. Eu lhe darei uma mesada bem generosa pelos meses que você se dedicou a mim, mas eu não posso mais.




_É outra, não é?




Ele a olhou nos olhos, não negou nem admitiu nada. Mas ela soube que era verdade, que seu palpite era certeiro.




_Espero que ela te faça feliz. Já que obviamente eu não estou. Ela é bonita pelo menos? Não gostaria se ser trocada por uma baranga, sabe? E...




_Vou pegar algumas coisas e amanhã mandarei meus empregados buscarem o resto. Hã... Não me guarde rancor, ok? Eu... Definitivamente não posso mais continuar com você.




_Eu entendo.




_Que bom. 




Ele se afastou da porta e entrou no closet, fez uma mala pequena e saiu sem nem lhe olhar nos olhos. Entrou no seu carro e arrancou de lá. Allison esperou que ele estivesse bem longe, antes de quebrar o quarto todo, entrar no closet com uma tesoura e se dirigir às roupas estupidamente caras dele. Sorriu com satisfação, quando pegou a primeira calça e fez um rasgo considerável nela. Ao final da noite, ela tinha feito quatro malas com tudo dele, desde roupas e sapatos a produtos de higiene, fez suas próprias mala e saiu da casa, acendendo um isqueiro e atirando dentro. Quando seu carro se afastou da propriedade, uma explosão se fez ouvir e pedaços da casa voaram pelos ares. Se ele não seria dela, não seria de mais ninguém.



{***}



Alex estacionou na garagem do prédio de seus pais, subiu pelo elevador particular, que o levaria para dentro do apartamento. Digitou o código e encostou-se à parede, esperando ele lhe levar ao seu destino. Consultou o relógio e suspirou, sabendo que era apenas meia noite e meia, ainda teria um jantar antes de dormir. Assim que as portas se abriram, Thomas estava lá lhe esperando com um sorriso nos lábios. Ergueu uma sobrancelha ao ver sua mala e ele deu de ombros, passando pelo vampiro e entrando no rol.




_E o bom filho a casa torna?




_É, parece que sim, Thom. Cadê a mamãe e o papai?




_Estão no quarto, se recolheram cedo hoje. – ele falou passando por ele e se dirigindo ao corredor, levando sua bagagem ao seu quarto.






_Mamãe está doente? Eles nunca dormem antes da uma da manhã.– Alex se preocupou que ela tivesse se debilitando outra vez. 





_Relaxe menino, sua mãe está ótima, apenas irritada com Cassandra, elas tiveram um bate boca hoje no almoço da fundação e seu pai a está acalmando.




_Acalmando, você quer dizer que ele está sentado na poltrona lendo o jornal Vampires Day, enquanto ela percorre o comprimento do quarto com o abridor de cartas na mão, bramindo ele para todo lado?




_Isso mesmo. 




_Mamãe não pode se exaltar. – ele falou com um cenho franzido em preocupação.





_Menino. – Thomas lhe olhou, depois de organizar suas coisas no closet em velocidade vampírica, cada uma em perfeita ordem. _ Sua mãe é uma híbrida, sim sabemos, mas nós a subestimamos muito, Alex. Ela não é o que aparenta, não sempre.





Alex assentiu e saiu do quarto, indo para o dos seus pais.






_Quer jantar?






_Por favor. Demorarei só uns minutos.






_Estará pronto quando você retornar.






_Obrigado Thomas.





Assim que ele abriu a porta, o abridor de carta perfurou a parede à sua direita, na altura no seu rosto.




_Hei dona Isabella, poderia ter me arrancado um olho! 





Ele falou, rindo da cara de assustada que ela fez, antes de jogar os braços ao seu redor e fechá-los em seu pescoço, o apertando fortemente. Ela estava mais forte do que há muito tempo não tinha visto.




_Amor, vai esmagá-lo. Querida, deixe o menino respirar.




_Desculpe meu filho, estava com saudades. 




Ela falou, lhe beijando o rosto e o escoltando para dentro do quarto.




_Mãe, a senhora me viu hoje de manhã.




_Não discuta comigo, Alexsander! Sou sua mãe e posso sentir saudades quantas vezes eu quiser!




_Sim, a senhora pode, estava brincando. Por que essa raiva? Dá para sentir na porta de entrada, é quase uma entidade viva.




_A Cassandra, ela irritou sua mãe hoje.





_Não me fale o nome daquela... Daquela...




_Vamos mãe, uma palavrinha grosseira não matará ninguém.




_Aquela NOJENTA! Pronto, falei! 




– Viu? Nem doeu tanto assim. - Alex falou, a abraçando e beijando seus cabelos.





_Me sinto melhor. – ela disse e o puxou para a cama, sentando-se ao seu lado. _ Conte-me, veio passar mais uma noite aqui?




_Na verdade... Eu vim passar uma temporada.




_Terminou com a garota há... Allisem, não é? – Edward falou, dobrando o jornal e lhe prestando atenção.




_Allison, sim terminamos e eu dei a casa a ela. Preciso de um lugar para ficar.




_Alex! Deu a casa a ela? – Bella falou indignada e ele se encolheu quando levou um tapa no ombro. Sua mãe tinha a mão pesada.




_Mamãe, a pobrezinha não tem ninguém no mundo, seria crueldade deixá-la ao frio e ao relento.




_Ela não teria dificuldades em arranjar alguma cama para pernoitar. – ela grunhiu e Alex ergueu uma sobrancelha incrédula para ela.



_O quê? A dona certinha usando palavras e sarcasmos direcionados a outra pessoa que não seja seu marido?




_Calado menino.



_Viu o que a preparação do casamento de sua irmã fez com sua mãe? – seu pai falou, se erguendo e puxando sua mãe para seus braços. _ Ela está arredia. – ele sussurrou, brincando e levou um soco no braço.




Alex viu sua mãe sair do quarto com uma agenda na mão e um celular na outra. Ele olhou para seu pai, que deu de ombros.




_Estresse, conversarei amanhã com Cassandra, ela está irritando sua mãe já faz alguns anos.




_Demita ela, é apenas uma funcionária, não a dona e, definitivamente, não pode irritar minha mãe.




_Concordo com você. Mas me diga, como foi à conversa com a moça?




_Ela levou numa boa, acho que a casa e a mesada foram argumentos suficientes para acalmá-la.




Edward assentiu com a cabeça e a porta do quarto se abriu de repente.




_Vocês precisam ver isso, antes que mamãe quebre a TV.





Nessie falou e saiu rápido do quarto. Os dois correram para a sala e pararam na frente da TV, onde se mostrava um incêndio gigantesco, carros virados no meio da rua por causa da explosão. A câmera fez uma panorâmica e Alex reconheceu sua rua. E sua casa.




_Ô inferno... – ele sussurrou, olhando estático para o aparelho. _ Minha casinha...






_A que você deu àquela nojenta? – Bella falou com os dentes trincados, olhando para a TV. A campainha tocou e Thomas foi abrir, voltou pouco depois com quatro malas e a depositou na sala.




_São para você Alê. – Nessie falou, lendo o cartão e ele chegou perto definitivamente preocupado de ter uma bomba lá dentro. Ou um corpo. Em vários pedaços. Quando abriu, quase chorou de raiva. Todas as suas roupas estavam lá dentro, rasgadas, cortadas em pedacinhos, seus sapatos estavam rasgados, meias, cuecas, tudo, tudinho destruído. Como ela conseguiu fazer isso em um espaço de tempo tão curto, ele não sabia, mas ela fez.




_Eu achei que a casa e a mesada que eu prometi seriam o suficiente...





_Eu acho que não, maninho.




_Eu arrancarei os cabelos daquela mocréia.




_Isso mamãe, e eu ajudo, preciso de algo para aliviar o estresse.




_Ninguém vai fazer nada. – Edward disse, alcançado sua esposa e a abraçando forte. _Vem amor, vamos para a cama, seu dia já foi bem turbulento, amanhã resolveremos isso. Por hora, todos para a cama.





_Thomas fez seu jantar, Alê. – Nessie falou, abraçando o irmão. Ele se deixou levar para a cozinha, mas não tocou na comida, muito irritado que estava pelo que tinha acontecido. Eles foram para o quarto dele e se deitaram. Nessie dormiu rápido, no entanto Alex ficou acordado a noite toda, pensando no que faria quando a encontrasse, ele torceria o pescoço daquela cadela. E sorriria ao vê-la sufocar até à morte.





{***}




Carol sentou em uma das muitas cadeiras no longo corredor que levava à sala da presidência. Respirou fundo, organizando os cabelos e a bandeja com as xícaras e o bule de café vazio. Patrícia tinha lhe chamado lá, o presidente estava em reunião e queria café. Ele era lindo. Alto, cabelos cor de bronze, muito forte e olhos que brilhavam com um conhecimento de séculos. Ele a lembrava muito alguém que ela não conseguia lembrar no momento. Irônico? Sim. Mas a mulher que estava com ele... Cara! Era linda, da idade do Alex, ela supôs, usava um conjunto de terninho que valia mais do que ela ganharia em um ano. No mínimo! Ela era gentil. Carol se ergueu e levou sua bandeja com a porcelana cara suja para a copa. Patrícia lhe disse que deixasse a bandeja e depois ela iria buscá-la. Ela não os tinha visto quando foi levar o café, a sala estava vazia, mas quando foi buscar... Ela sentiu suas pernas tremerem, eles tinham feito algo bastante esquisito. Ou não, se você é um vampiro. Tinham lhe cheirado, de longe é claro, mas ele e a moça linda tinham feito isso no segundo em que ela tinha posto os pés na sala. Eles eram assustadores, mesmo sorrindo de modo gentil. Aquele sorriso a lembrou de Alex. E por falar nele, ela não o via há três dias. Hoje era sexta feira e seu expediente estava acabando e nada dele aparecer. Um pensamento perturbador lhe passou pela cabeça. E se o dono o tinha despedido por ele ter tratado mal a Patrícia naquele dia? Ele era o tipo do homem que não perdoava nenhuma falha, assim ele aparentava. Pegou sua bolsa e bateu o cartão, saindo às pressas. O sol de fim de tarde aquecia seu rosto. Ela tinha sido liberada mais cedo hoje, ela não perguntou o porquê, apenas aceitou de boa e correu para fora.




Sentia falta de Alex. E de sua arrogância e presunção, de seu jeito chato de ser, de seus apelidos irritantes. Suspirou melancólica e andou todo o trajeto até à sua casa, verdadeiramente distraída com a imagem dele em seus pensamentos. Ela não poderia estar gostando dele... Mais do que já estava, poderia? 




_ Há Deus! Aonde eu fui amarrar meu burro.




_Provavelmente em algum toco pobre, por que ele fugiu.





Ela ergueu a cabeça e o viu, parado ao lado do seu carro caro, brincado com as chaves na mão. Ele lhe sorriu e ela se sentiu derreter... E teve vontade de estapear aquela cara perfeita.




_Seu coração está acelerado. Está nervosa ou apenas incontrolavelmente feliz em me ver?




Ele falou e guardou as chaves no bolso, sem tirar os olhos dela.




_Por onde você andou esses três dias? – Não era sua intenção que suas palavras saíssem como uma acusação, ou parte de um imenso interrogatório que estava prestes a começar. Bom, fazer o quê?





_Tudo isso é saudade? – ele abriu um sorrisão e ela fechou a cara. _ Ou eu posso estar enganado e você apenas está irritada com minha presença? Posso ir embora, se quiser...




_Não! Digo... – ela pigarreou para firmar a voz e disfarçar o constrangimento de ter gritado._ Não. Você... Foi demitido?





_Duvido muito.





_Há certo, seu pai é o dono da empresa.





_Por que é tão difícil de acreditar? – ele falou rindo, quando ela lhe olhou cética.




_Você sendo o filho do dono e dando em cima de uma simples moça da copa?




_E daí?





_E daí que se você fosse quem diz ser, você estaria atrás de algum rabo de saia milionário.





_Você me vê com tão maus olhos assim? Tch, tch, tch... Bebê, você me deve ao menos um pedido de desculpas agora.





_Pare de me chamar de bebê, não sou nenhum bebê.




_Isso eu percebi desde a primeira vez que eu te vi, mesmo vestindo essas roupas horrorosas.





_Minhas roupas não são horrorosas! E o que você quer comigo além de me irritar?





_Te convidar para jantar.






_Não, obrigada. – ela se virou para entrar no prédio, mas seus pés não se mexeram. De repente, ela se sentiu flutuar e ir para ele, que lhe sorria convencidamente. Ela olhou para todos os lados, procurando uma rota de fuga. Não tinha nenhuma.



Quando se aproximou dele o suficiente, ele abriu os braços e ela pousou bem à sua frente, colada mesmo ao seu corpo. Seus braços musculosos a prenderam.







_Te peguei. – ele sorriu e esfregou a boca na dela.





_Me solte. – ela sussurrou, olhando para ele.




_Jante comigo. – ele sussurrou de volta.






_Não posso...






_Pode sim, pode tudo o que desejar. Só... Jante e converse comigo, eu tive um dia de cão e apenas quero ficar com você, falar com você, ouvir sua voz e, talvez se eu tiver sorte, ver um lindo sorriso escapar desses lábios.




_Você... Sabe como usar as palavras. – ela esfregou a mão inconscientemente em seu peito, olhando para seus olhos.




_Isso é um sim?



_Depende, vamos comer mesmo ou só eu vou e você vai esperar até sairmos e atacar alguma pobre alma distraída que estiver dando sopa por aí?




Ele sorriu e se chegou mais para perto, tentando lhe beijar. Ela virou o rosto e ele acertou sua bochecha. Sentiu o hálito quente do seu riso quando lhe tocou a bochecha.




_Vou comer com você. Eu prometo.




_E nada de tentar me agarrar.




_Assim? – ele lhe apertou em seus braços e ela o olhou de cara feia.





Ele a soltou e segurou sua mão, abrindo a porta e fazendo uma reverência, indicando que entrasse. Ela sabia que estava cometendo um erro em lhe dar essa brecha, mas, foram três dias sem vê-lo, se dissesse não era provável que ele sumisse do mapa novamente.




{***}



O restaurante era simples e aconchegante, do jeito que ela gostava. Era francês e ela amava a comida francesa. Eles comeram e beberam, enquanto conversavam sobre tudo. Ela estava encantada com ele, ele a fazia se sentir... Especial. Tomou um gole do vinho suave em sua taça, enquanto ouvia-o falar. 





_Os humanos acham que a nossa principal fonte de renda é a marítima.




_E não é?




_Não, somos donos do maior laboratório de sangue sintético do mundo.




_Indústrias Masen...




_Sim.- ele lhe sorriu por ela saber disso.





_Por que outro nome? Porque não usar Cullen como todo o resto.




_Meu pai não quer vincular nossas empresas com essa.




_Não entendo.




_O mundo não nos recebe bem desde que saímos à luz. – ele sorriu pela piada, a maioria ainda andava à noite, a menos que quisesse virar pó. _ Nem aceitam os que são nossos partidários. Imagine se souberem que as Indústrias Cullen e o grande laboratório farmacêutico Masen são da mesma pessoa? Todos que trabalham para nós estariam em perigo. Não podemos arriscar tantas vidas assim, pedaço de céu.




_Pare de me chamar assim. – ela falou, ruborizada e ele sorriu, alisando sua bochecha quente pelo fluxo mais intenso contido nelas.




_Se você me der aquele beijo que está me devendo, eu deixo de lhe chamar assim.




_Não. – ela tirou sua mão de seu rosto, um pouco mais delicada dessa vez.







POV Alex


_Por que você se recusa a ver o que temos? – eu fui direto, como sempre gostei de ser.




_Não temos nada.




_Você se engana. Temos algo e você sabe, apenas é teimosa demais para admitir.



_Alex...




_Você pertence a mim. 




_ Você está errado... Eu não pertenço a você. Entenda, eu fui uma solitária a minha vida toda. A lua é a única amiga que eu tenho aqui fora.




_Você tem a mim agora.




_Enganado de novo.




_Você é tão teimosa. – eu falei, sorrindo para ela, mas extremamente irritado por ela não querer ver a verdade. Peguei suas mãos, tão delicadas e frias e beijei seus pulsos. _ Acordo solitário sem você ao meu lado, é sempre mais uma noite sem sentir, sem dormir. Há filmes passando em seus olhos, eu sonho com nossas vidas. Eu apenas gostaria que você visse a verdade, antes que ela lhe acertasse de forma dolorosa. Eu amo você.




Eu vi seus lindos olhos azuis se arregalarem e ela tentar puxar suas mãos para longe de mim, seu coração acelerado e eu temi que ela fosse sofrer um AVC aqui.




_ Frase errada?




_Sim, muito errada, eu estou confusa... Você não me ama.




_ Queria poder oferecer algum recurso para sua confusão, mas o caso é que não posso. Se mentir é o que você espera que eu faça para amenizar o choque de minha revelação, então amor, sinto muito, mas, não posso.




_Você não me ama.




_Você não está em mim para saber.




_Isso é loucura! – ela abaixou o tom de voz quando viu casais os olharem de forma curiosa. _ Isso é uma completa loucura. Alex, nos conhecemos há uma semana e, nesse tempo, nos vimos três dias, contando com hoje.




_E?




_E que você não pode estar falando sério!




Eu a olhei por um tempo e fiz o que seria a melhor coisa a se fazer nessa hora. E a mais estúpida também. Eu me ergui e fui para o seu lado, a puxei para meus braços e lhe beijei intensamente, colocando em cada toque de nossos lábios e língua todo o meu amor por ela. Ela tinha que ver, tinha que perceber que eu não estava de brincadeira sobre isso. Que esse sentimento estava me enlouquecendo. Era assim que meu pai e muitos dos que eu amava se sentiam? Essa necessidade crua por tê-la comigo, ao meu lado, a dor de acordar sozinho, sentindo falta de seu corpo ao meu lado? Sentindo o desejo desesperado de vê-la sorrir, falar, brigar comigo? Fazer qualquer coisa, apenas para ter alguns segundos com ela? Ela tinha que ver, por Deus, ela tinha que saber! Tinha que me amar também! 




Soltei-a e abri a carteira, jogando algumas notas de cem em cima da mesa e a rebocando comigo. 




_A- Aonde vamos? Alex?




_Para qualquer lugar que eu possa te levar, para que faça você acreditar em mim.




_Alex...




_Não! Não estamos em discussão. Eu não vou entrar nesse relacionamento me dando todo e você sem dar nada.




_Não estamos em um relacionamento.




_Estamos sim.




_Você está me assustando. – ela falou e eu senti o medo emanar dela. Parei e respirei fundo, me acalmando. Estava agindo como um louco psicopata. A perderia assim.




_ Desculpe-me. – falei, a olhando. Ela sorriu e alisou meu rosto. Seu toque, reconfortante, foi tudo para mim naquela hora.




_Vamos devagar?




_Sim. – eu sussurrei e a abracei. Ela retribuiu meu abraço, um pouco tímida.




_Vamos para minha casa. Não vamos fazer nada. – ela falou, quando me viu abrir um sorriso. Eu estava brincando, é claro.




Dirigi calado. Minha mão, vez ou outra, procurava a dela. Ela estava fria e tremia casualmente. Devagar, conduza isso levemente, casualmente. 




O apartamento dela era pequeno e pouco mobiliado. Isso eu já sabia, pois tinha dormido aqui nas últimas três noites. Sempre que voltava da minha caçada à Allison, eu vinha aqui e era muito bom poder entrar sem precisar de um convite. Mas, era muito melhor entrar sendo conduzido por ela.




_Bom, é aqui que eu moro.




_Legal.




_Não precisa ser simpático. É uma porcaria, mas, é a minha porcaria.




Eu sorri e fiz uma careta. Andei até seu quarto e observei a cama pequena, olhei uma poltrona velha no canto, eu passei as três ultimas noites sentado nela, lhe observando dormir.



_Então é aqui que vamos dormir? Pequena, mas eu acho que se você deitar em cima de mim, vai dar certo.





_Você não vai dormir na minha cama.



_Vamos dormir no chão então?




_Eu não o deixei entrar para transar comigo.




_Eu não quero transar com você, minha querida.




_Não? – ela me olhou desconfiada e eu ri.




_Não. Eu quero fazer amor com você, de uma forma intensa.




_Vai ficar apenas querendo. – ela falou, respirando rápido. Sim, eu tinha mexido com ela. Ponto para mim.




_Você tem certeza?




_ Absoluta. E será melhor para ambos, se nossa relação for estritamente profissional. Agora preciso me vestir para dormir e você precisa ir para sua casa.




_Você está me mandando embora? – perguntei, incrédulo e ela me sorriu.




_Sim, entenda, você me assustou com todo esse papo de amor e tudo mais e...




_Nega que sente algo por mim?



_Alex...



_Rejeita o meu amor?




_Entenda, por favor, nos conhecemos há uma semana e...





_Tempo mais que suficiente. – eu rosnei as palavras, não conseguia admitir que ela estava me rejeitado.




_Eu não acho, eu apenas estou confusa.



_E me rejeita assim, sem nem ao menos me dar uma chance de lhe provar que eu falo a sério? Obrigada por seu tão esfuziante esclarecimento.




_Você está confuso também sobre nós dois e...




_EU. NÃO. ESTOU. CONFUSO! – eu gritei as palavras para ela, sem conseguir me segurar. Ela estava me rejeitando!




A mim, ao meu amor!



Saí de lá feito um furacão, entrei no meu carro e acelerei saindo de sua rua, cantando pneu, deixando um marca forte da borracha no asfalto. Eu não sei quando começou, apenas sei que estava chorando. Por ela. Inferno! Dirigi feito um maluco noite a dentro, até parar no píer e ficar sentado lá, olhando as ondas irem e virem. Senti braços me envolverem, mas não me mexi. Nessie sentou ao meu lado, minha irmã, minha gêmea que sempre sentia o mesmo que eu sentia. Ela sabia. Fora o papai, ela era a única que sabia que eu tinha encontrado minha companheira. E agora também sabia que eu tinha sido rejeitado. Ficamos lá sentados, imóveis olhando o céu, calados, eu me sufocando em minha dor e ela me apoiando. Amar era uma merda, eu não queria isso, não queria sofrer. Por que raios eu tive que encontrá-la? Por que tinha que ser ela? Não poderia ser Allison, que já estava comigo? Não poderia ser a Meg, que eu já a conhecia desde o berço e que sabia quem eu era e o que eu era? 



_Alex... Vamos para casa.




_Ela me rejeitou, Nessie.




_Ela está com medo apenas.




_Eu a rejeito também.




_Alê, não...




_Minha decisão está tomada.

****************
N/B: Capítulo soberbo, amei!!!!!!! A fic está cada vez melhor e a Milly continua arrasando! 




7 comentários:

  1. Pra mim essa Allison ainda vai dar muito trabalho, bem que o Edward avisou ao Alex. Bella e Edward lindos, amo eles.

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  2. Bella atacada foi uma graça e esse Alex não presta kkkkkk

    Beijos.

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  3. Alex não tem jeito, sério ele ta me lembrando um pouco do Edward quando começou com a Bella, mais o Alex ta sendo mais idiota ainda, se continuar assim, vai se arrepender amargamente depois. Beijos

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  4. hoo alex cabeçudo viu ..tadinho ..

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  5. Amando demais...amo tudo que a Milly escreve..bjos minha linda...tudo bem contigo?..

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  6. Alex é um encanto quase tanto quanto o pai, mas ele definitivamente está sendo mil vezes mais idiota do que Edward foi ao encontrar Bella. É hora do rei entrar em ação e dar uns conselhos ao filho ou isso irá de mal a pior.

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  7. AI O ALEX É MUITO MIMADO VIU,OH TEIMOSIA ,ACOSTUMADO A TER TUDO É ISSO QUE DÁ,E EDWARD E BELLA LINDOS COMO SEMPRE,AMO ELES

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