AMOR COM GOSTO DE SANGUE
Capítulo 21
O caminho para casa de sua avó nunca tinha lhe
parecido tão longo, suas mãos suavam seu coração acelerado à medida que se
aproximavam da pequena, porém elegante casa nos subúrbios de Seattle, Carol apenas
podia imaginar a reação de sua avó. Como ela reagiria caso sua avó não gostasse
de Alex?
_Hei, o que há querida? – Alex perguntou enquanto
alisava sua mão massageando os nozinhos dos dedos.
_Não sei o que farei se vovó não gostar de você. –
ela falou sentindo como sua voz tremia.
_Não tema meu bem, todos me amam, por que com sua
vozinha seria diferente? – ele falou sorrindo.
_Por que ela odeia vampiros é por isso.
_ela sabe que eu sou vampiro?
_Quem não sabe? Esqueceu que há dez anos seu pai
veio a público falar da existência da raça vampírica e que desde esse dia a
guerras espalhadas pelo planeta entre as pessoas que apoiam vocês e as que
detestam?
Ao terminar de falar ela estava meio que gritando
esganiçada e agarrando a lapela do blazer dele tentando se enfiar dentro da
peça. Ele sorriu.
_Amor, agora eu sei que eu sou gostoso e
irresistível, mas essa não é a hora de rasgar minhas roupas e me deixar nu. –
ela o soltou rapidamente corando feito uma linda bolsa de sangue. _E você não
precisa dizer a mim o que acontece, eu sei da guerra que há entre as facções de
humanos eu estava lá quando meu pai veio a público junto com algumas
autoridades humanas falar de nós, tenho o vídeo se quiser te empresto depois.
_olha a palhaçada Alex.
_amor relaxe, você está se preocupando a toa. Tudo
vai dar certo.
_É você tem razão - ela se agarrou ao braço dele
dando-lhe um beijinho no ombro. _ foi bom você mandar Caduel ir, ele
intimidaria minha avó e ela não é uma pessoa muito racional sobre pressão.
_e quem é realmente? Relaxe tudo acabará bem.
Ele beijou-lhe os cabelos.
(***)
_ Vai dar tudo certo, vai dar tudo certo, vai dar tudo
certo, vai...
_Amor, relaxe você vem recitando essas palavras ja têm
dez minutos e por mais que eu ame ouvir sua voz eu estou me irritando. Se
acalme você tem um medo irracional de sua avó. É Estranho, agora relaxe, tudo
terminará bem.
_Se você diz...
_sim eu digo, agora respire fundo coloque um sorriso
lindo no rosto e vamos enfrentar sua vovozinha.
A limusine estacionou no meio fio e pelo vidro
totalmente negro Alex observou uma senhora ranzinza espiar pela janela, estava
escondida atrás de uma cortina de um florido tão horroroso que chegava a ser de
mal gosto. Esse pensamento lhe causou uma risada.
_O que foi? – Carol perguntou curiosa.
_Tive um pensamento tão gay agora.
_oi?
_nada não amor, vamos logo com isso.
_Alex, você está tão esquisito... – ela o olhou
desconfiada estreitando os olhos.
_O que? – ele perguntou não gostando desse olhar
avaliativo desconfiado em seu rosto.
_Vampiros se drogam?
_Carol! Eu não acredito que você acha que eu me
droguei.
_Você está esquisito.
_Mulher, eu estou perfeitamente bem. Eu sou a paz em
pessoa, você é que está a ponto de ter um enfarte e eu nem sei o por que.
_Minha avó...
_ela me amará e caso não goste de mim que se dane!
_Alex é minha avó!
_querida seu comportamento está começando a me fazer
pensar que uma lobotomia seria melhor do que essa visita.
_Só estou nervosa, você é o primeiro namorado que eu
trago aqui.
_Não gostei de saber que eu não fui o seu primeiro
namorado.
Ele grunhiu em um tom irritado e ela revirou os olhos
ajeitando as alças do vestido que ele tinha lhe comprado era lindo e não conservador
como os que sua avó sempre ordenava que ela vestisse. Ela ficou nervosa com o
que sua avó acharia de sua roupa.
Uma batida na
porta foi o suficiente para que a velha senhora abrisse de um puxão só, os
recebendo com uma careta moldando suas duras feições, careta essa que se
aprofundou quando ela percebeu o que ele era.
Nesse momento Alex entendeu por que seu pai
detestava sua sogra.
Debora Strack levou os visitantes para a sala de estar
sentando-se em sua poltrona favorita indicando o sofá de frente a ela para os
dois, sua neta estava corada em demasia talvez devido a fornicação dentro
daquele carro do demônio, suas roupas indecentes deixavam a mostra seus joelhos
e seus braços descobertos se mostravam para quem quisesse tocar. Uma vergonha.
_Como à senhora tem passado vovó?
_Bem, tenho dores em todos os meus ossos e meu médico
insiste em dizer que eu não tenho nenhum problema. Idiota.
Alex teve a impressão que a palavra ofensiva não tinha
sido dirigida ao médico.
_eu acho que a senhora está muito bem.
_Ulf! Vindo isso de você que me abandonou aqui e
decidiu ganhar o mundo fazendo só Deus sabe o que para se manter.
_Eu trabalho nas empresas Cullen vovó.
_Por sua roupa eu posso imaginar o que você faz lá.
A mulher falou acidamente e Carol ruborizou colocando
os cabelos para frente cobrindo os ombros e puxando o vestido para baixo.
Apesar de Alex
não ver nada de mais na roupa de sua noiva a velha enjoada via e desaprovava e
isso deixou-o com ganas de matar a velha.
_querem beber algo?
_Hã... Chá. Tudo bem Alex? – Carol perguntou olhando
para ele sorrindo nervosamente.
_claro querida adoro chá.
A velha se levantou e saiu pisando duro até a cozinha.
_ela me odiou. – Alex falou o óbvio.
_Ela não lhe odiou coisa nenhuma, ela é assim mesmo.
_Se você diz...
_eu digo. E tem mais ela... Silencio ela vem vindo.
Alex franziu a testa pelo comportamento medroso dela.
Era só uma velha pelo amor de Deus!
Débora depositou a bandeja em cima da mesinha de
centro com excessiva força, os serviu e ficou olhando para ele enquanto tomava
um gole do chá horrível, Carol fez uma careta que dissimulou rapidamente.
_Está... Muito bom, vovó, não está Alex?
Ela olhou para
ele esperando que confirmasse essa mentira? Sim ela esperava.
_Hã... Sim claro eu adoro chá com gosto de água suja.
_Bom eu não tenho o que você geralmente ingere. A não
ser que você queira que eu sangre em um copo?
_Não obrigado, eu não gosto de sangue velho.
Ele falou e sorriu vendo a velha estreitar os olhos
para ele.
_Alex! – Carol sussurrou.
_Querida, estou apenas sendo sincero.
_Deixe Caroline, você mais que ninguém deveria saber o
que os da raça dele pensam de nós.
Alex colocou sua xícara em cima da mesinha e se
acomodou melhor no sofá dobrando uma perna e esticando os braços no encosto.
_Defina nós, senhora.
_Pessoas de bem que trabalham e suam para ter as
coisas enquanto parasitas como vocês infestam nosso mundo alimentando-se de
nós!
_Ah, agora sim estamos chegando ao ponto principal da
questão. Diga-me senhora, o problema é sua neta está se vestindo diferente ou o
problema é comigo que estou com ela?
_Como eu poderia ficar tranquila quando você faz de
minha neta sua refeição constante?
_vovó, o Alex não me morde ele não bebe da veia ele
bebe...
_você está tentando defendê-lo pra mim?
_Vovó eu apenas...
_O que querem aqui afinal, uma visitinha de rotina não
é pelo que vejo. O que você veio me dizer Caroline? – a mulher falou irritadamente
e Alex engoliu com muito custo um rosnado.
_Vovó... Eu... Quer dizer nós... É...
_O que Carol está tentando dizer é que eu sou Alex
Cullen, o noivo de sua neta.
A mulher os olhou incredulamente e Alex observou sua
expressão mudar para ódio não dissimulado.
_ Depois do que nossa família passou por
causa dos da raça dele?
_Vovó, Alex não tem nada a ver com o que aconteceu
conosco. Pelo amor de Deus, eu nem se quer era nascida e pago por isso todo o
dia.
_Você tem certeza de que seu “noivo” não tem nada a ver com a desgraça de nossa
família Caroline?
_Senhora Débora, eu nunca tinha visto Carol antes de
um ano atrás e a senhora até hoje, eu sei que algo de ruim aconteceu com a
senhora e por isso odeia nossa raça, mas nem todos são maus.
_E você pode me garantir que nunca na sua vida fez
nada de mal a alguém? Nunca destruiu vida alguma, nunca feriu nenhuma inocente?
Alex estreitou os olhos para ela o que ela queria
dizer?
_Seja direta senhora.
_vovó o que a senhora quer dizer?
Débora se ergueu e foi até a estante pegando um
porta-retratos estendeu a ele.
_Essa era minha irmã, Pâmela Strack creio que você a
conheceu. Eu sei que sim afinal... Você a matou não foi seu vampiro nojento,
vagabundo, miserável!
Alex sentiu o chão tremer sob seus pés enquanto
contemplava o retrato de Pâmela Strack, a moça que ele junto com alguns amigos
tinham matado em uma noite de rebeldia a vinte e seis anos atrás enquanto
estavam drogados demais para saberem o que estavam fazendo.
_Alex... Por favor, me diga que é um engano.
Ele olhou impotente para sua noiva juntando pela
primeira vez os sobrenomes de sua antiga vitima e de Carol, lembrando-se
daquela noite... Lembrando-se do monstro que tinha sido.
_Alex... Por favor, diga que é um engano. Diga...
_ele não vai negar nada, por que sabe que é verdade.
Eu sei que é ele por que tinha uma foto dele nas coisas de Pâmela, os dois
agarrados e ele a estava mordendo, tinha sangue descendo pelo pescoço dela,
esse desgraçado se alimentava dela como um maldito parasita! E quando ela não
servia mais ele a estuprou e a matou! É esse, Caroline o homem de quem está
noiva? É esse o que não morde ninguém nem se alimenta da veia? Esse é o santo
que você pregava para mim pelo telefone ontem? Quem lhe garante que ele não se
alimenta de você a faz esquecer tudo? Eles fazem lavagem cerebral também não se
esqueça, foi por um deles que sua mãe lhe abandonou e ele a matou assim que
colocou as mãos em cima dela!
Carol ficou olhando para Alex sem o ver negar nada das
acusações de sua avó apenas uma vez ele quis se manifestar, negar foi quando
sua avó falava dela. Ele matou sua tia, com requintes de crueldades. Ele
destruiu sua família... Sua mãe amava um vampiro? E a deixou ela e seu pai para
trás?
_Carol, amor me escute, não foi assim eu...
_Vai negar que não foi assim? – Débora gritou de um
canto da sala Alex a ignorou olhando para Carol tentando que ela reagisse.
_Não foi assim, princesa me escute, Carol...
_Tire suas mãos imundas de cima de minha neta seu
parasita!
Débora foi para cima dele com uma faca de sobremesa
encravando-a em suas costas, Alex se ergueu e virou-se na direção da velha seus
olhos negros como a noite levou a mão as costas e puxou a faca jogando-a de
lado.
_ Eu amava essa camisa, droga poderia apenas ter me
dado um tapa?
Débora lhe jogou o chá do bule lhe ensopando fazendo
seus olhos arderem quando o liquido quente entrou em contato com eles.
_ Agora você me irritou.
Ele disse estalando os ossos do pescoço suas presas
despontando fazendo com que Débora desse vários passos para trás assustada suas
costas bateram contra a estante suas mãos trementes soltaram o bule que se
espatifou no chão. Alex riu vendo-a ficar branca de terror.
_Os barulhos da batida do seu coração estão me
irritando, você poderia parar com isso? Não? Deixe-o então, eu mesmo paro para
você.
Ele foi para cima dela, insano como estava, fora de
controle do jeito que estava ele iria matar a velha e não perderia um segundo
do seu tempo com remorsos.
_Alex não! – Carol entrou no meio dos dois abraçando
sua avó que se agarrou a ela tremendo e chorando.
_Eu disse a você, os tipos que nem ele só pesam em
matar, são assassinos por natureza! Fique longe de minha neta bastardo imundo!
– Débora lhe arremessou um bibelô de cristal que o atingiu bem na testa
cortando a pele.
Ele rosnou quando passou a mão no local enxugando o
sangue, o corte já estava se fechando.
_Vai embora Alex! Suma aqui! – Carol gritou chorando.
Ele ficou
olhando para ela que abraçava a velha senhora e se negava a olhá-lo, quando o
fez Alex desejou que não visse o que se refletia em seus olhos. Ele tinha
estragado tudo. Mais uma vez.
_Carol... – ele falou dando um passo para ela, mas ela
negou com a cabeça.
_Vá embora. Por favor...
_eu...
_saia daqui!
Ele assentiu e virou nos seus calcanhares saindo em
alta velocidade se dirigindo só Deus sabe para onde.
Carol correu para a porta quando Alex saiu em um
vendaval destroçando os móveis em seu caminho.
(***)
Ele tinha se ido há uma hora e ela ainda estava parada
na porta, sua avó tinha ido deitar-se e lhe mandou arrumar a bagunça, mas ela
nada tinha feito, apenas ficou parada na porta com o coração aos pedaços e a
cabeça cheia de tudo o que ouviu.
_Ele volta.
Ela ouviu a voz de Caduel a cima de sua cabeça e olhou
na direção do som, ele estava pendurado em um galho de uma arvore na calçada.
_Ele não vai voltar, eu não quero que ele volte.
_Você quer sim, apenas é teimosa de mais para admitir
que ele lhe importa mais do que a velha chata de sua avó.
_ela não é chata, é apenas uma senhora de idade e
muito fraca. – ela sussurrou olhando incessantemente para a rua.
_Débora pode ser muitas coisas, mas fraca não é uma
delas.
_Você não a conhece. – ela falou cruzando os braços na
altura do peito.
_eu a conheço muito bem...
_O que você quer dizer com isso?
_quando você estiver pronta para saber sobre sua real
história Caroline, então eu lhe contarei.
_conte-me agora.
_Não.
_Por quê?
_Por que você ainda não fez as pazes com o
principezinho, você acredita que o Alexsander é mau.
_ele matou minha tia, o que você espera que eu pense?
Hã? Por causa dele minha avó e meu pai me odiaram a vida toda!
_Oh menina, o Alex não tem nada a ver com isso.
_Minha avó diz o contrário.
_sua avó é uma idiota.
_Diga-me então.
_Quando você estiver preparada.
_Escute aqui Caduel... Vá à merda! – ela entrou e
bateu à porta ouvindo a risada dele lhe acompanhar dentro do recinto.
Caduel riu olhando a porta.
_Ela aprende rápido.
(***)
O vento açoitava seu cabelo e suas roupas, Alex estava
no alto de um edifício gotas grossas de chuva batiam em seu rosto. Ele fechou
os olhos.
_Carol...Meu amor o que eu fiz...
Tinha perdido a mulher que amava por algo
inconsequente que tinha feito a mais de vinte anos atrás. Seu pai estava certo,
o passado sempre volta para lhe sussurrar ao ouvido. O seu voltou gritando
igual o uma Banshee.
Um mês depois...
_Nenhum contato?
_não.
Sonos de taças sendo remexidas encheram o local.
_Nenhuma ligação?
_Não.
O cheiro do sangue adentrou suas narinas quando foi
servido nas taças, mas Alex nada fez para pegar a que lhe fora oferecida.
_Nenhuma mensagem por menor que seja?
_NÃO CADUEL, NENHUMA PORRA DE LIGAÇÃO OU MENSAGEM OU
MALDITO CONTATO!
O vampiro riu bebendo sua taça de sangue.
_Você precisa de sexo, quanto tempo um vampiro
acasalado aguenta sem sexo? Hum... Tirando por você eu acho que... Dois anos? Por
ai não é? Eu acho...
Alex voou para ele e deu-lhe um tapa na taça jogando-a
longe agarrou o vampiro pela garganta e o prendeu contra a parede.
_eu não sei o que porra você está fazendo aqui me
enchendo o saco, mas eu lhe advirto que lhe matarei se não calar sua maldita
boca!
_relaxe principezinho. Seu pai me incumbiu de ser a
sua babá.
_Não preciso de babá!
Ele soltou Caduel e se retirou para a janela puxando
as cortinas vendo o sol brilhar forte, ele deu boas vindas à ardência em sua
pele, olhou as espirais de fumaça quando o sol começou a queimar seus braços.
As cortinas foram fechadas com brusquidão.
_quem mandou? – Alex gritou.
_Não posso ser babá de um monte de cinzas, coloque seu
anel. Príncipe.
_Não te incumbi de ser meu guarda costas. – Alex falou
rangendo os dentes.
_Guarda costas não, babá.
_Eu lhe matarei se me interromper novamente.
_Escuta-me agora, eu não estou grudado a ti por que eu
queira, teu pai ordenou-me isto, não me agrada mais do que a ti, mas alguém tem
que fazer o trabalho sujo e, eu sou o cara para o trabalho, agora relaxe sua
bunda e coloque seu anel antes que eu tenha que soldá-lo em seu maldito dedo.
_eu odeio você.
_eu também me odeio às vezes. É bom sabia?
_Vá à merda.
_A qual é, vire o disco ok? Você e sua noiva só falam
isso.
_quando você a viu?
_Vejo-a todo dia. Ela não gosta de mim.
_Ninguém gosta de você. Ninguém com bom senso pelo
menos.
_Agora doeu. Eu pensei que tínhamos algo Alex, feriu
meu coração.
_você não tem coração.
Caduel abriu a camisa e apontou para uma linha fina
cicatrizada no lugar que estaria seu coração.
_Tenho metade.
_Como é que se consegue viver com apenas metade de um
coração.
_com dificuldade. Não precisarei mais dele quando
conseguir minha vingança.
_Você deu a metade de seu coração para salvá-la de
verdade?
_Vejo que os contos sobre mim chegaram ao castelo. Sim
eu dei, mas ela não sobreviveu.
_sinto.
_eu também, mas meu inimigo sentirá mil vezes mais.
Que comer alguma coisa? Eu tenho o telefone de umas irmãs ruivas que são...
Apetitosas. De todas as formas que se imagina.
Alex o olhou sério. Caduel deu de ombros.
_Oh bem, você não pode transar, mas eu posso.
_Você é um vampiro acasalado também.
_sou viúvo. Meus instintos voltaram com força. Apesar de que nunca será como antes, você
sente... Não, sabe que falta algo. Eu a procuro em todas que possuo. Não me
olhe assim eu sei que reencarnação não existe.
Ele falou quando Alex deu-lhe um olhar cético.
_Se
existisse você teria sido um verme.
Caduel riu e saiu da sala. Alex afundou-se na poltrona
chafurdando na miséria.
(***)
_Já chega Carol! Vamos sair daqui! – Nessie gritou
entrando no apartamento dela e lhe puxando pelo braço.
_eu não quero sair, Nessie para! – ela se soltou e
voltou para o sofá afundando lá e pegando seu sorvete de chocolate.
_querida, você tem que viver.
_Não quero viver, ele nem se quer me ligou.
_ele está lhe dando espaço, não é isso que você
queria? Ele está sofrendo também.
_A tá, com certeza e essa foto dele agarrado com essa
morena na festa do fim de semana? – ela apontou sua colher para a revista
jogada em cima da mesinha de centro.
_Evento de caridade e ela é nossa tia.
_Certo, veja eu tenho um par de chifres crescendo em
minha testa. – ela resmungou e Nessie riu.
_É sério, ela é a meia irmã de minha mãe. É uma loba.
_Não me importa merda nenhuma, apenas quero ficar aqui
e engordar trinta quilos e morrer feliz!
_Você não está feliz.
_Claro que estou, olhe meu sorriso. – ela esticou os
cantos da boca em um sorriso forçado e Nessie fez uma careta.
_Querida, isso não é sorriso, é tentativa de assustar
as crianças que moram ao lado. Venha, tem uma balada em uma casa noturna que é
maravilhosa, você precisa sair e dançar um pouco.
_Eu tenho dois pés esquerdos esqueceu? Eu me
estabacaria no chão.
_Eu lhe levanto. Agora vá toar banho e vestir a roupa
que eu trouxe para você.
_Nessie...
A vampira rosnou e Carol achou melhor ir logo antes
que brigassem, ela sempre perdia mesmo.
(***)
_Fala Jacob. – Alex atendeu ao primeiro toque o
celular.
_Se arrume e vá para a boate que inaugurou hoje.
_A Slaoightear?
_Essa mesa.
_Alguma notícia dos
bruxos?
_Tivemos informações de
que Chloe estará lá.
_Cara, eu ainda não
acredito que ela passou para o lado deles.
_Poder corrompe as
mentes mais fracas.
_Estarei lá em pouco
tempo.
_Certo.
(***)
_Nessie, pelo amor de
Deus, eu não vou com essa roupa!
_Por quê? Ela é linda!
_Nessie, a saia está
quase mostrando meu útero.
_É linda mesmo assim.
_É muito provocante e
se me atacam lá? Os lugares que vocês estão acostumados a ir não fazem meu
estilo.
_Relaxe, você estará
com a elite.
_O... Ele vai está lá?
_Defina ele.
Carol revirou os olhos
irritada.
_Seu irmão.
_Não.
_Está certa disso?
_E eu por acaso
mentiria para você? Me senti ofendida agora.
Nessie fez beicinho e
Carol se sentiu mal por duvidar de sua amiga.
_Eu posso pelo menos
colocar um casaco? Está frio.
_Não, ele vai tirar
toda a graça do traje, liga não, lá você se esquenta.
_Tem lareiras ou
aquecedores lá?
_Não, tem algo muito
melhor...
(***)
O letreiro brilhava em vermelho berrante, Alex olhou
para cima e ajustou suas armas dentro do coldre por baixo do seu casaco de
couro preto passando direto pela a fila e entrando assim que o segurança
apressadamente tirou a corrente de bloqueio. A música soava alto o bastante
para irritar seus ouvidos seguiu para o bar e pediu uma dose de sangue e
tequila, olhou ao redor esperando ver seu cunhado e sua irmã, vasculhou o local
e parou seus olhos na entrada.
_Só pode ser brincadeira.
(***)
Carol olhou o lugar enorme com o letreiro em vermelho
o nome Slaoightear em gaélico significava vilão e Nessie
disse que a boate pertencia a um primo do seu marido que era muito mau. Carol
não quis saber o porquê, mas pelo sorriso de sua cunhada ela poderia adivinhar
a maldade do lobo. Entraram direto sem ter que passar pela fila, Carol ignorou
os olhares de raiva que as pessoas dirigiam a elas, existiam também olhares de
desejo por parte de alguns homens ela estava indecente com essa roupa e sua
cunhada não ficava atrás, Nessie vestia um vestido preto em couro e renda tão
curto que poderia muito bem se passar por um cinto. Assim que entraram Nessie
lhe gritou ao ouvido que ia procurar seu marido e que voltava logo, entregou a
Carol uma bebida e sumiu de vista, quase que imediatamente ela foi cercada por
um bando de homens. Se é que eles eram homens mesmo com essas roupas, olhares e
tatuagens esquisitas.
(***)
Alex a viu no segundo
em que pisou na boate. O que raios ela estava fazendo ali era um enigma. Carol
não gostava desses lugares. E nem das roupas que ele via em seu corpo, roupas
essas que estavam levando-o a loucura. Munida com uma saia curta preta de couro
e um espartilho vermelho que erguia seus seios ao ponto de quase saltarem fora
do decote estava à própria visão do pecado. Agora junte a isso meias 7/8 presas
por ligas que se deixavam ver por causa do minúsculo tamanho da saia, um salto
fino de quinze centímetros e arrematando o conjunto um rabo de cavalo alto
deixando o pescoço amostra e uma maquiagem suave para dar um ar angelical e
temos a receita perfeita de "foda com a cabeça de Alex cullen vampiro
poderoso e caído de quatro por uma mortal".
Sua irmã estava no meio disso, ele sentia o
cheiro de Reneesme em tudo, cada detalhe. Ela pagaria caro por isso. Mas antes...
Alex se encaminhou na
direção dela e de alguns defuntos que estavam comendo sua prometida com os
olhos. Assim que sentiram sua presença fugiram como ratos assustados. “Isso,
fujam seus mijões." Vampiros de merda. Um humano insignificante continuou ao
lado dela e teve a petulância de lhe alisar a cintura. Ele perderia a mão por
esse atrevimento.
_Então docinho como
eu estava dizendo...
_O nome dela é
Caroline.
O humano se virou me
olhando de cima a baixo. Eu posso com isso? Esse gasguito me peitando?
_E você quem é? -
perguntou minha futura refeição.
Eu lhe sorrir e
mostrei meus caninos alongados propositalmente enquanto meus olhos ficavam
negros como breu lhe arrancando um tremor. "Isso praga inferior, trema e
corra."
_Sou Alexsander
Cullen. E ela - apontei com o queixo na direção de Carol.
_ É minha.
Ele entendeu o recado
implícito nas palavras. "Saia de perto dela se não quiser morrer." E
correu de lá. Sorri com sua pressa em se afastar de mim, mas quando olhei na
direção de minha escolhida meu sorriso morreu gradualmente enquanto seu olhar
gélido crescia direcionado a mim. Eu também não estava feliz de vê-la nessas
circunstâncias tão pouco.
_O quê? - Coloquei
minha melhor cara de inocente tentando refrear minha raiva e ela revirou os
olhos, pegou sua bebida e tomou um gole ficando tímida de repente.
Amava isso nela.
Aproximei-me e lhe
puxei pela cintura rudemente de encontro a mim e sua mão que estava segurando a
bolsa pousou em meu peito.
_Olá docinho.
_Me solte Alex.
_Por quê?
_Por que eu quero.
_novamente, por quê?
_Por que não gosto
quando me toca assim.
_Mentirosa. - eu
sussurrei em seu ouvido lhe mordendo a ponta da orelha e sugando o sangue que
saiu, rapidamente lambi o pequeno furo fechando o local.
_Alex...
_Sim amor?
_Me solte, não sou
seu amor... - ela me negava, mas eu sabia a verdade.
_Você é meu amor,
assim como eu sou o seu.
_Você não tem o
direito de me abordar assim. E o que tínhamos era pura atração. Só.
_Não negue, o que
temos é muito mais do que simples atração.
_Não temos nada...
_Por que está aqui?
_Eu não queria vir,
mas Nessie me convenceu.
_sei, noiva. E você é
tão fácil de convencer não é?
_não sou sua noiva e
em relação a sua irmã ninguém pode negar nada a ela e você sabe..
_É verdade e sim você
é minha noiva cabeça dura.
_não, não sou e você
está me irritando.
Eu sorri e lhe segurei
o pequeno queixo atrevido, aproximei meus lábios e beijei-a furiosamente, tinha
que mostrar quem mandava nessa merda aqui. Quando ela gemeu e me abraçou
puxando meus cabelos e me trazendo mais para si eu comemorei internamente. Um
mês era tempo de mais para ficar longe dela, eu apenas esperava que ela já
tivesse me perdoado.
_eu odeio você seu
vampiro filho da mãe...
Ela gemeu em meus
lábios e eu a empurrei para a parede mais próxima lhe erguendo e fazendo com que
suas suaves coxas me rodeassem. Segurei um seio com umas das mãos e o apertei
não ao ponto da dor mais um meio termo. Ela estremeceu, mas não de dor.
_Eu também amo você
doçura, venha comigo ao meu apartamento. Quero você e se me disser não então eu
a tomarei aqui contra essa parede.
Eu rosnei as palavras
prensando-a mais e lhe capturando os lábios com fúria e desejo. Suas mãos
puxaram com força meus cabelos afastando minha boca da sua, mas, só por que eu
deixei o puxão não estava doendo de fato.
_eu... - ela ia falar
mais de repente ficou rígida olhando um ponto fixo atrás de mim.
Meus pelos da nuca se
eriçaram e automaticamente me preparei para agir, defender minha companheira
era prioridade.
_Oh meu Deus... - ela
sussurrou olhando fixamente atrás de mim seus lindos olhos crescendo em pavor
puro e eu sabia quem ela via.
Cytharea e seu irmão
Raymond.
O mesmo Raymond que
tinha uma queda por minha Carol e que jurou me matar para tê-la.
Bruxos.
_Inferno sangrento! -
sibilei por cima do meu fôlego antes de deixá-la escorregar pelo meu corpo e me
virar para enfrentar meu inimigo.
_Olá Alex. - Cytharea
falou com sua voz suave tentando me controlar, mas falhando miseravelmente.
Sorri e levei a mão
de minha amada aos lábios, agradecido de que depois de tê-la encontrado a bruxa
a minha frente não poderia mais me enfeitiçar com seu canto hipnótico.
_Cytharea, se nos der
licença estávamos indo para casa.
_eu acho que não. -
Raymond falou e olhou para Carol que estava espremida contra a parede e protegida
pelo meu corpo. _ Como sabe, ela me pertence.
_Sei, continue
falando pra si mesmo e tente se enganar.
Falei calmo, mas meu
corpo todo estava tenso com a probabilidade de lutar e matar para defender
minha escolhida.
_Ela é minha. - ele
deu um passo à frente e eu lhe mostrei os dentes rosnando em aviso. O bruxo
idiota ignorou e avançou, eu soltei Carol só o tempo suficiente para pregá-lo
na parede e rasgar seu braço com minhas garras.
Ele me olhou
assustado e lhe sorri friamente.
_Sim, mudei um pouco
nesses últimos meses como pode ver, ou melhor sentir.
_ela me pertence...
_Beije minha
bunda. Ele é minha, seu idiota!
Ia rasgar sua jugular
quando escutei um grito que me gelou o sangue. Virei - me vendo Cytharea
segurar Carol pelo pescoço e apertar ao ponto de quebrá-lo. A bruxa me olhou e
sorriu.
_Solte meu irmão.
_Solte minha
escolhida.
_Matá-la-ei primeiro
Alex, você sabe que eu farei.
Meus músculos tremiam
e apertei clavícula de Raymond até escutar um está-lo e um grito de dor dele.
Tinha quebrado-lhe o osso.
_Desgraçado!
A bruxa gritou e
lançou Carol na direção da parede de espelhos, soltei o bruxo e corri para ela
a alcançando a tempo enrolando meu corpo em torno do seu fazendo um casulo
protetor antes de colidirmos com a parede. Caímos ao chão e uma chuva de vidro
se derramou sobre nós quando a enorme parede desabou. Em baixo de mim Carol
ofegava por ar e eu sabia que a estava sufocando, mas não me mexeria, não
enquanto o perigo rondasse. Estava me preparando para correr de lá com ela
quando senti a presença de minha irmã ao nosso lado.
_Alê, estão bem?
_Sim. Mais me lembre
de invocar o código de Ardruiv quando estivermos em casa.
Ela fez uma careta ao
se lembrar do velho código. Ele dizia que se o companheiro de um vampiro fosse
posto em perigo deliberadamente por outro de sua raça ele poderia cobrar a ofensa
com mil chibatadas. Ou a morte.
_você é mau maninho.
_E você enxerida. -
eu rosnei para ela que estava em pé a nossa frente vi por entre suas pernas o
desenrolar da briga.
Jacob tinha cercado os
dois bruxos, mas antes de os capturarem uma fumaça negra saiu da boca de
Cytharea e eles sumiram no ar deixando para trás sua risada macabra.
_Desgraçados! –
gritei quando me ergui do chão com Carol nos meus braços.
_Nós os pegaremos,
Alex, fique tranquilo. – Jacob falou se aproximando de Nessie.
_Leve-a para casa
Alex.
Nessie falou e se
afastou com seu marido indo embora escoltados por três vampiros e quatro
licans.
_Vem amor, vamos para
casa. Eu vou cuidar de você, eu prometo isso.
(***)
Minha mansão ficava
em uma área nobre de Seattle, de quatro andares era bem aconchegante mesmo para
apenas uma pessoa. Eu a levei para o meu quarto e lhe mostrei o banheiro.
Enquanto ela tomava banho separei uma camisa, uma boxer e meias, deixei tudo em
cima da cama fazendo uma nota mental para pedir a minha mãe que comprasse
roupas para ela. Fui para o quarto de hóspedes próximo ao meu e tomei um rápido
banho, em seguida liguei para o meu pai. Um toque foi o que tive de esperar até
ele atender o celular.
_Athair (pai).
_Oi filhote.
_O senhor sabe que só
quem tem filhotes são os lobos. - falei lembrando-me de nossa antiga
brincadeira.
_Os vampiros também
os têm. Filhote. - ele lembrava também. Sorri.
_Preciso de ajuda.
_Agora?
_Não. Amanhã. Preciso
de uma reunião familiar.
_Tudo bem. Estamos
aqui filhote.
_Eu sei.
_ amamos você Alex.
_Eu sei.
Desliguei e fiquei
sentado na minha cadeira por trás da mesa de meu escritório, segurando o
pequeno aparelho entre meus dedos eu refletia qual o próximo passo a dar.
Protegê-la era prioridade. Precisava parar com eles. Nem que morresse no
processo. Ouvi seus passos indecisos em frente à porta e a abri com um mover de
mão. Ela se assustou no momento antes de entrar e parar em frente à mesa, com o
cabelo molhado e vestida com minhas roupas ela estava linda.
_Precisamos conversar.
– ela sussurrou me olhando nervosa.
Eu concordei com um
aceno de cabeça.
Caramba filhota, o Ale como o pai é um imã para problemas!
ResponderExcluirOi mãe!!! rsrsrsrsss, sim ele é um imã sim.Beijosssss
Excluiroi milly sou viviane e sou sua fã desde de o niah descobri seu blog a um tempo e como sempre curto muito fiquei preocupada com o sumiço mas torcendo por sua volta amo meu amor vampiro e perdi as conta de quantas vezes ja re-li, estou amando amor com gosto de sangue. voce e uma otima escritora. ve se nao some. um abraço.
ResponderExcluirNão vou sumir, prometo. Beijossssssss
ExcluirAmei o cap novo.
ResponderExcluirQuerooooooo maisssss
gostando muito da história, sinto falta desta e das outros, você é uma das minhas autoras favoritas, sempre esperarei que retorne. beijos e aguardando mais capítulos fabulosos.
ResponderExcluir