O livro do conforto
Alec adentrou ao quarto, um silêncio sepulcral reinava no recinto. Ele observou ao redor o que antes era bagunça de panos ensanguentados agora estava limpo e organizado, nenhum vestígio do que ocorreu aqui algumas horas atrás. Ele se dirigiu lentamente a cama e ficou em pé observando sua esposa dormir; estava assombrosamente pálida e se não fosse sua respiração calma diria que estava morta. Ele não soube o que fazer; se sentava-se ao lado dela ou se fugia do quarto e se lançava dos penhascos de tanto remorso que estava sentindo. Foi um estúpido, estava cego pelo ciúme e não via a verdade a sua frente e agora por sua causa, ela estava em uma situação de risco.
E ele tinha prometido nunca machucá-la.
Ele respirou fundo lembrando-se das palavras de Suria, alertando-o para o perigo que ela estaria enfrentando depois desta prova.
Era comum que as mulheres morrerem de parto, ou até mesmo depois que a criança nascia às mães adquirirem a febre e morrerem horas ou até mesmo dias depois. Becca quase perdeu seu filho e também quase que morreu e ele foi o causador de seu tormento, inconsciente é claro, ele não sabia que ela estava grávida, mas isso não diminuía sua culpa por que sabendo ou não ele jamais poderia tê-la maltratado como fez. Quando ela acordasse pediria perdão de joelhos. Era homem o suficiente para fazer isso e muito mais e se ela não quisesse dividir sua cama com ele, ele ira para o outro quarto não insistiria ele quase a matou hoje. Se ela o perdoasse ele jamais faria isso novamente. Jamais a acusaria. Ela nunca seria capaz de traí-lo ele sabia, mas o ciúme e o medo de perdê-la o deixaram cego e os argumentos e verdades que ela dizia, ele ouvia como mentiras sujas e sua atitude quase a matou. Ela e a seu filho.
Alec andou pelo quarto sem encontrar a paz que necessitava para poder dormir, não tinha coragem de se deitar ao lado dela, não se sentia digno de dividir o mesmo leito que sua amada. Ele se lembrou das coisas que eles conversavam enquanto estavam deitados na cama e ela falava do século dela, das coisas que existiam lá e das coisas que se podia adaptar para esse século para facilitar a vida do clã. Ela tinha feito algumas e todo o clã era muito grato a ela por isso. Sem poder ficar parado foi até o seu baú o abrindo e começou a remexer lá dentro procurando os livros que ele tinha lhe dado os que ela tinha desenhado as invenções, talvez, só talvez depois ele pudesse se reunir dormir.
Alec achou vários diários dela. Todos trancados a chave em uma fechadura minúscula, ele abriria fácil se assim desejasse, mas não queria invadir a sua privacidade. Ao olhar mais a fundo no baú ele encontrou um livro de capa de couro negra, ele passou os dedos pela inscrição:
Bíblia Sagrada
Alec conhecia apenas uma pessoa que tinha uma Bíblia, que era o padre Thomas. Ele ia guardá-la quando viu um pedaço de papel dentro como se marcasse a página, por curiosidade abriu e viu o seu retrato. Ela o tinha desenhado. Observou assombrado a riqueza de detalhes do desenho, era quase como se ele estivesse diante de um espelho, percebeu que ela tinha marcado alguns parágrafos da página sentou-se em sua cadeira enfrente a lareira estirou as pernas e se dispôs a ler. As palavras eram bem diferentes do inglês que ele estava acostumado. Lembrou que ela tinha dito que no decorrer dos séculos pronúncias e palavras haviam mudado. Mudaram muito pelo que ele percebeu, mas nada que o impossibilita-se de ler.
_Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Ele ergueu a cabeça e a observou na cama dormindo calmamente. Voltou a ler.
_Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
Alec olhou novamente para a cama observando-a dormir tranquilamente depois da terrível prova. Ela o amava e ele tinha amor para com ela e morreria por ela assim como era o seu dever. O amor dele era normal. Não era?
Lembrou-se do que ela lhe disse em uma ocasião que estavam no quarto e ela o ajudava no banho.
“Tudo o que eu tenho meu querido, eu daria de livre e espontânea vontade só pra te ver feliz. Você sabe que eu amo você”.
Ele leu o seguinte parágrafo que ela tinha destacado da página. E foi como se tivesse levado um soco no estômago quando as seguintes palavras entraram no seu cérebro.
_O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece. Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se recente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Alec fechou a Bíblia com os olhos brilhantes de lágrimas e imagens e palavras ditas por ele e por ela começaram a tomar conta da sua mente.
O amor é paciente, é benigno.
“Eu só posso lhe dar carinho Becca, o amor não é para os guerreiros”.
Eu aceito o seu carinho. E eu também sei esperar querido. “Pelo seu amor eu espero eternamente.”
...
“Eu não tenho mais paciência! Tenho andado necessitado de ti e tu não tem tempo pra mim só pros outros!”
Não se ufana, não se ensoberbece.
“Eu sou forte o suficiente para suportar qualquer coisa Becca, até sua indiferença”.
“Eu não suportaria sua indiferença mo gradh. - ela falou ainda alisando seus cabelos enquanto ele estava com a cabeça no seu colo em frente à lareira.”
“Isso é por que você é fraca. - Ele falou se ergueu e sorrindo descaradamente saiu do quarto sem se ater as lágrimas não derramadas dela”.
O amor não arde em ciúmes.
“Aquele filho de uma cadela ganha mais atenção sua do que eu! Sou teu marido e, no entanto tu não me tens em conta!”
“Alec, você é meu marido e eu lhe amo.”
“Mas não parece! Rejeitas-me no nosso leito. NOSSO LEITO! E fica de sorrisos para os outros! Será que eu não sou mais o suficiente Becca?”
“Você não é mais o suficiente pra mim? Da onde foi que você tirou isso pelo amor de Deus!”
Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera.
“Não, não é e você sabe disso, você só está com a cabeça quente. Quando você pensar um pouco vai ver que eu estou certa.”
“Ou não. Se estiver tão errado assim ao teu respeito esposa, se teu ardor não diminuiu, se o teu desejo pro mim ainda existe. Prove.”
“Perdão?”
“Tu ouviste-me bem. - Alec se dirigiu para cama e se sentou a olhando desafiadoramente. Começou a soltar o broche que prendia o plaide.”
Não se recente do mal.
“Quem é Rebecca?”
“Quem é quem?”
“Teu amante. Sim por que só sendo assim para que me rejeites.”
“Não tenho amante Alec.”
Ela chorou olhando pra ele sem nenhum sinal de magoa nos olhos.
Alec lembrou-se de cada palavra de acusação jogada em sua cara e em momento algum ela ficou com raiva dele.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
“Eu gostaria de saber o porquê de tu ter feito tudo isso por mim mesmo eu não amando-te sabia? Alec falou jogando uma pedra no lago que saiu quicando e afundou bem longe.”
“Isso é fácil – ela jogou uma pedra também em seguida virando-se pra ele falou sorridente. – Por que eu te amo. Sempre te amei e sempre vou te amar. Não importa o que aconteça, estarei aqui com você e pra você mo gradh. E você me amará. Eu sei. Ela lhe beijou no queixo e saiu correndo pela areia e ele saiu em seu encalço.”
“Eu nunca lhe trairei Alec, sou sua de corpo, alma, coração e mente. Sou fiel a você até a morte.”
Ela fez esse juramento quando seus corpos se uniram embaixo das árvores do pomar.
...
“Mas me rejeitas. Teu marido e senhor. Oferece sorrisos para todos os homens e me rejeita em seu leito.”
“Eu não tenho amante Alec, por Deus acredite em mim. Eu estou doente será que é tão difícil para você entender?”
“O que eu sei é que nunca se negastes a mim. Até quando estava nos dias de tuas regras se oferecia a mim e agora depois que começou a andar para a vila e caminhar por ai sozinha está fria como um peixe. Tens guardado seu ardor pra quem Rebecca? Por que pra mim não é.”
Alec fechou a Bíblia e pela primeira vez na vida fez o que sua mulher todo dia pela manhã fazia e ele achava perda de tempo. Ajoelhou-se, juntou as mãos no assento da cadeira e fez uma oração sincera prometendo não a ele ou a ela, mas a Deus que nunca mais na sua vida iria duvidar da sua esposa e repetiu as palavras dela sabendo que eram as certas para finalizar a oração.
_Em nome de Jesus. Amém.
************
Becca acordou com os primeiro raios de sol entrando no quarto pela janela que estava aberta e que permitia um vento frio refrescar o quarto. Seu corpo parecia que tinha sido passado pelo moedor de carne. As lembranças vieram e ondas lhe causando uma dor física bem maior do que essa que estava sentindo.
Estava grávida e Alec a acusou de traição. Eles brigaram, ela o bateu ele a machucou. A dor. O sangue. A escuridão. Mais dor. Seu marido ao seu lado chorando. Morag gritando em desespero Sue e Angélica chorando enquanto cuidavam dela. Seu filhinho, tão pequenininho e tão frágil, apenas uma pequena forma e já lutando para viver. Essa época era cruel. Por um momento desejou saber como voltar para seu tempo onde tudo era fácil e descomplicado quando se tratava de saúde seu filho seria bem cuidado e nasceria em total amparo e bem cuidado. E nunca mais teria que vê-lo novamente, ele que ficasse com suas prostitutas e suas brutalidades. Ela não precisava disso. Quando se virou na cama procurando uma posição mais cômoda teve que trincar os dentes para evitar gritar de dor. Todo seu corpo protestou pelo movimento súbitas gotas de suor cobriram sua testa e a visão ficou embaçada como se fosse desmaiar passou a mão na cama e tocou em algo sólido e quente, Seu marido estava deitado ao seu lado.
“Bom, pelo menos não dormiu na cabana daquela rameira.”
Becca se virou com o máximo cuidado e viu que ele dormia na pontinha da cama, estava calçado com as botas e totalmente vestido, era como se tivesse esperando para ser chamado a qualquer momento para a batalha. Becca percebeu que ele segurava um livro nas mãos. Quando prestou mais atenção ela identificou a sua bíblia nas mãos dele. Sorriu involuntariamente. Ele foi buscar ajuda no melhor lugar possível. Em Deus.
O observou por um longo tempo. Era lindo e ela o amava, mas não entendia o por quê dele ter feito tudo o que fez e em seguida ir pros braços de uma prostitua. Talvez não fosse páreo para as mulheres daqui. Era magra demais, simples de mais. Não pertencia a esse lugar, seu coração discordou veementemente. Sabia que se fosse embora, se conseguisse ir embora, seria morte certa pra ela, seu coração, sua vida era dele, sua alma pertencia a esse homem que estava adormecido ao seu lado com um semblante tão cansado que era de dar pena. Becca alisou seu rosto enquanto chorava sem saber o que fazer pra que ele entendesse que ela era fiel e o amava, ele era cabeça dura e assim não dava pra continuar, ou mudava ou terminava continuar assim não dava mais.
Alec se mexeu e abriu os olhos. Ficaram se olhando por um bom tempo. Até ele quebrar o silêncio.
-Oi
_Oi.
_Sente-se melhor?
_Não.
_Está com dor, o que sentes?
Ele falou e se ergueu da cama apressadamente como se fosse chamar alguém. Becca estendeu a mão e ele vendo o movimento sentou na beirada do colchão e segurou sua mão excitantemente.
_Eu vou chamar Morag.
_Achei que fosse fazer isso. Mas não precisa, estou bem, só com um pouco de dor, mas é só.
_Becca se estás se sentindo mal eu...
_Alec. Não fale agora, por favor, Só... Só me responda uma coisa. Você foi para a cabana de Rhona? – Ela perguntou e segurou o fôlego esperando a resposta e pedindo a Deus que estivesse enganada com o que viu antes de desmaiar. Talvez não tivesse sido a cabana das prostitutas e sim de algum aldeão amigo dele, apesar de que os únicos amigos de Alec fossem seus irmãos e seu chefe da guarda... A esperança era a ultima que morre.
_Nay. Eu fui visitar Isla.
Becca sentiu que seu peito se rompia de dor e decepção. Respirou fundo e procurou falar com a voz calma e desinteressada.
_Pensei que era uma só.
_E era até Enrique tirar Rhona de lá e colocá-la em uma cabana separada. Ela pertence apenas a ele agora.
_Decepcionante para você não é? Não pode mais tocá-la. Ela agora tem dono. Diga-me senhor meu marido, já que não pode se deitar com Rhona, Isla o serviu bem?
Alec sentiu suas bochechas esquentarem o que era novidade para ele, fazia muitos anos que tinha se sentido envergonhado assim, a sensação de ter cometido um ato tão vil com alguém que não merecia lhe estava corroendo o coração como uma ferida gangrenada, ele precisava fazer com que ela acreditasse nele, Becca tinha que acreditar. Precisava que ela acreditasse. Talvez estivesse sentindo a mesma sensação que ela sentiu, quando lhe falava desesperadamente que não o estava traindo. E ele, tolo como era não acreditou. Nunca tinha se sentido tão pequeno em toda a sua vida. Ele alisou a sua pequena mão tão pálida e fria que chegou a assustá-lo beijou os pequenos dedos.
_Não deitei-me com ela carinho. Precisas acreditar em mim.
_Você não acreditou em mim. Por que eu deveria acreditar em você senhor meu marido.
Alec engoliu em seco. Alisando carinhosamente sua pequena mão ele falou.
_Perdão Becca, eu nunca deveria ter desconfiado de ti. Faço-te uma promessa de que nunca mais vou fazer isso novamente.
_Não faças promessas das quais não podes cumprir milorde.
Ela falou com a voz dura e Alec temeu ter estragado tudo com ela. Tê-la perdido pra sempre. Perdido seu amor. Beijou-lhe os dedos novamente e olhou bem dentro dos seus olhos castanhos tão incomuns.
_Não faço promessas das quais não posso cumprir, não sou dado a isso, carinho.
Becca ficou lhe observando por um longo tempo antes de balançar a cabeça em concordância. Alec respirou aliviado.
_ Perdoa-me? Por que sinceramente não sei se conseguirei continuar sem o teu perdão.
Becca não conseguiu não sorrir enquanto passava a mão pelo rosto dele.
_Eu perdoou você. Só não sei se vou conseguir esquecer as palavras que me disse. Preciso de tempo pra pensar, pra por minha cabeça em ordem e ver o que eu vou fazer com relação a nos dois.
_Vais deixar-me?
Becca sentiu ansiedade e medo em sua voz, mesmo que ele tentasse parecer forte ao fazer essa pergunta. Ele estava com medo, seus olhos verdes mostravam isso e a desarmou totalmente. Se munindo dos restos de sua força ela falou sério.
_Não... Só preciso de espaço pra pensar. Você foi procurar uma prostituta depois de ter me acusado de traição. Por favor,deixe-me terminar. – ela falou quando ele ia abrir a boca para interrompê-la.
Alec concordou com a cabeça e segurou sua mão mais forte.
_Eu acredito em você. Você me disse que seria fiel a mim, assim como eu sou fiel a você, mesmo que você não acredite em mim eu acredito em você, não precisa jurar por nada, sua palavra me basta. Só não consigo entender o porquê de você ter ido procura-la.
_Somos amigos dede criança. Ela teve uma vida difícil. Nós nunca estivemos juntos, Becca. Sempre vou à cabana dela quando tenho que pensar.
_Eu acredito em você, mas...
_Mas? – ele esperou contendo o fôlego.
Becca respirou fundo e foi sua vez de alisar sua mão grande e calosa, tão poderosa uma mão que empunhava uma espada quase tão pesada do que ela. O olhou nos olhos.
_ Eu não quero dividir o leito contigo marido. Por enquanto não. Estou de resguardo e muito ferida emocionalmente. Preciso pensar. Darás-me esse tempo?
Ele a olhou com os olhos cheios d’água beijou seus dedos, sussurrou um eu te amo e falou enquanto as lágrimas caiam dos seus olhos, Becca o acompanhou, estava sendo tão difícil para ela quanto pra ele.
_Irei... Dar-te-ei todo o tempo de que precisas para pensar, carinho. Mudar-me ei para o quarto ao lado tirarei meus pertences ainda hoje. Permites-me... Permites-me fazer uma porta de conexão entre os cômodos? Só para ficar mais perto de ti caso a noite precises de qualquer coisa. Por favor?
Becca pensou por um momento, estava magoada, apesar de já tê-lo perdoado, também não queria priva-lo do próprio quarto, afinal era dele antes de ser dela.
_Sim, pode fazer a porta e não precisa tirar suas coisas o quarto é seu. Eu te amo Alec. Nunca duvide disso.
_Nunca, não mais.
_Por que me acusou daquele jeito?
Ele riu tristemente.
_Medo, insegurança, ciúme. Tudo junto. – ele deu de ombros correndo os dedos por sua mão. _ É... Difícil pra mim ser casado com uma mulher tão linda capaz de roubar o fôlego de todos com apenas um sorriso.
_Estás sendo galanteador milorde.
Ele sorriu.
_Nay, apenas digo o que vejo. Tenho que constantemente afugentar os homens, é um trabalho árduo, senhora minha.
_Está arrependido de ter se casado comigo? – ela perguntou sorrindo.
Ele se deitou cautelosamente ao seu lado, mas longe o suficiente para não invadir sua zona de conforto. Percebeu que Becca prendia o fôlego. Ele se esticou cautelosamente lhe olhando nos olhos e lhe beijou os lábios com o máximo cuidado, pois estavam roxos e machucados de tanto que ela mordeu enquanto aguentava bravamente seu martírio.
_Nunca, carinho, sou o homem mais afortunado do mundo. Agora duas vezes mais afortunado e feliz. Pois me darás um filho, milady. E te amarei mais ainda, pois me permitiras através dessa criança, viver eternamente.
Ele se ergueu e saiu do quarto, fechou a porta e Becca percebeu que tudo tinha ficado bem.
Naquela mesma manhã alguns homens derrubaram um pedaço da parede e fizeram uma porta. Quando Cordélia chegou ao quarto e viu toda a bagunça e Becca coberta dos pés a cabeça com um cobertor grosso por causa da poeira, ela sorriu descaradamente para ela e correu para o lado de Alec se pendurando no seu braço.
_ Esse quarto é pra mim querido? Que bom, assim ficarei só a uma porta de distância de ti. Quando sua esposa dormir tu virás até mim.
_ Cordélia...
Alec falou com a voz fria como gelo. Todos os homens pararam o que estavam fazendo para prestar atenção as palavras dela. Claro que ninguém tinha acreditado que seu lorde deixaria a esposa por ela. Cordélia só poderia está louca.
_Ó querido eu sei o que fazer com esse lindo quarto! Eu vou colocar...
_A única coisa que você vai colocar é esse seu traseiro rodado pra fora do meu quarto sua songa monga.
Becca falou enquanto trincando os dentes se sentava de mal jeito na cama. Alec sacudiu o braço Cordélia do seu e correu ao encontro da sua esposa. Ele e todos os homens que estavam no recinto.
_ A esposa é minha. Voltem ao trabalho.
Todos se afastaram, mas ficaram de prontidão para qualquer eventual mal estar da senhora do castelo.
_ Carinho, cuidado está fraca não deves se erguer assim.
Alec a segurou e a sentou na cama. Kieran rapidamente a rodeou de travesseiros. Alec agradeceu de cara feia ele queria cuidar de sua mulher sozinho. Kieran nem ligou.
_Estás melhor, carinho? Estás confortável? E o bebê? Ele se mexeu? Ficou agitado?
Becca riu alisando a barriga plana.
_Querido eu e o bebê estamos bem. Agora por favor, tire ela daqui antes que eu me levante da cama e a expulse a pontapés!
Becca terminou a frase gritando, seus olhos lançavam chispas de fogo em direção a loira parada no meio do seu quarto lhe sorrindo desafiadoramente. Alec alisou seu rosto pálido e segurou sua mão enquanto falava sem nem se dignar a olhar na direção de Cordélia.
_ Kieran, escolte minha prima até seus aposentos e designe um soldado para lhe vigiar. não quero que ela entre aqui.
_Sim MacLeomhan.
Cordélia saiu do quarto soltando fogo pelas ventas. Becca respirou aliviada, mas lembrando das palavras da megera decidiu fazer mudanças no projeto do quarto. Só por precaução.
_Quero fazer uma mudança nos planos do quarto do... Bebê. Não pode ter outra porta que não seja essa que estão abrindo. Está bem Alec? Você concorda sim?
Ele sorriu, pois entendeu perfeitamente qual era o medo da sua mulher.
_De acordo. Fechem a porta antiga e deixe só essa aqui aberta.
Ele se virou pra ela preocupado por ter se esforçado para sentar.
_ precisas de algo? Estás com fome? O que eu posso fazer por ti?
_Eu estou bem, só cansada e com sono. E com dor também, mas isso é normal. Eu acho.
_Chamarei Morag, ela saberá como te atender e...
_Alec, fique calmo, sente-se um pouco comigo.
Ele sentou em um banquinho ao seu lado e ficou alisando sua mão. Ficaram conversando e até os homens concluírem o trabalho já era hora do jantar. Assim que ficaram a sós ele lhe beijou os dedos.
_Amo-te. Nunca mais te farei passar por isso novamente. Nunca mais te farei sofrer. E tu sabes que eu nunca faço uma promessa que não posso cumprir.
_Eu acredito em você. Uou! Isso dói. Gostaria de algo que fizesse passar essas dores. – Becca fez uma careta e pediu que ele a deitasse, Alec rapidamente a acomodou na cama.
_Lembrei-me de algo. Tu tens muitas poções em tua bolsa não? Será que não a nada que sirva pra dor?
_Tem. Ó querido, por favor, pegue uma maleta branca dentro do meu baú e traga-a pra mim sim?
Alec se ergueu e mais que depressa foi em busca da tal maleta branca. Achou e se encaminhou para a porta fechando-a para o caso de alguém entrar sem permissão, trouxe até a cama e ela que abriu, vasculhando dentro pegou um frasco com umas pedrinhas brancas, tirou duas e colocando-as na boca as engoliu com água. Alec ficou preocupado, mas ela disse que essas pedrinhas que se chamavam comprimidos serviriam para não deixar que ela tivesse febre e ia fazer com que seu corpo sarasse mais rápido. Ele concordou mas, ficou com os comprimidos dentro do sporran depois que ela disse que se tomasse na hora errada não faria a efeito desejado e poderia até morrer se tomasse mais do que o correto. Então ele ficaria com as pedrinhas brancas milagrosas e a cada seis horas ele daria duas a ela. Ponto final.
Becca passou o dia todo sendo paparicada pelos cunhados, pelo marido, pelas mulheres e até as crianças foram ao seu quarto com flores para alegrar o seu dia. Ela se sentiu muito amada e querida. De seis em seis horas Alec vinha ao quarto e lhe dava dois comprimidos. Ele nunca errava a hora; Becca tinha um relógio escondido embaixo do travesseiro, só por precaução, caso ele esquecesse ou errasse a hora, mas isso nunca acontecia.
Três dias depois...
Estava na hora do seu remédio, assim que guardou o relógio ele entrou no quarto todo suado e sujo, sorriu ao vê-la acordada e foi ao seu encontro.
_Boa noite, carinho. Descansou bastante? Estás cômoda? Estás sentindo dor? E o bebê, ele se mexeu?
Becca sorriu e estendeu as mãos para que ele se aproximasse da cama. Ele não se aproximava da cama sem que ela o convidasse. Ele pegou água e se sentou em um banquinho ao lado dela; estava imundo e não queria sujar os lençóis nem fazê-la pegar uma infecção por causa da sujeira na roupa.
Ele lhe entregou os frasco com os comprimidos e a água. Becca colocou os comprimidos na boca e bebeu a água com avidez; estava sedenta e ele quase se chutou por não ter colocado a botija com água ao alcance dos dedos dela. Assim que terminou de tomar o remédio Morag entrou no quarto sem bater deixando Alec irritado pela falta de educação e humildade dela.
_Existe uma porta pra se bater e avisar que está entrando Morag.
_ Não tinha necessidades de bater milorde, vocês não estavam fazendo nada de mais. Estavam? - Morag falou e franziu o cenho pra ele em desconfiança. Alec se sentiu ultrajado por isso.
_Estás louca bruxa! Por quem me tomas?
_Não sou bruxa.
Ela falou e deu-lhe uma fraca tapa na cabeça, igualzinho quando ele era pequeno.
_Não faça isso novamente velha ou perderá a mão que tanto precisas para teu ofício. - Alec rugiu a ameaça.
Morag sorriu.
_Milady, vamos dar uma olhada? Saia milorde, esse momento é constrangedor para sua senhora.
_Eu não vou sair daqui. É minha esposa e eu quero ficar ao seu lado.
_Milady?
Morag perguntou a ela e Becca suspirou cansada.
_Querido, por favor, saia, é realmente constrangedor ver... O que vai acontecer.
_Nay.
Ele falou e encruzou os braços sobre o peito. Se Becca sabia alguma coisa sobre seu marido era que ele era mais teimoso que uma mula empacada.
_Pois que fique então. Não perderei mais tempo em examinar milady. Sente-se atrás dela milorde, para dar suporte.
_Estou imundo não vês?
_então vá lavar-se!
_Não comece nada, eu quero esta ao lado de minha senhora dando força.
Ele foi ao baú e tirou um plaide limpo, a toalha de Bella e o seu sabão perfumado. E saiu do quarto às pressas.
_Vamos começar antes que ele venha?
Becca sorriu e concordou com a cabeça. Ele ficaria furioso.
ai amo essa fic *-*
ResponderExcluirja li ela quando vc postou primeiro.
é otimo ta relendo!!
bjs
Raissa
Milly quando tu volta a postar?? sem pressão tá.. só ansiedade mesmo!!
ResponderExcluirSeminole Hard Rock Hotel and Casino - Mapyro
ResponderExcluirGet directions, reviews and information for Seminole 계룡 출장마사지 Hard 여수 출장샵 Rock Hotel 김해 출장마사지 and Casino in Tunica Resorts, MS. 777 Casa 서울특별 출장마사지 Grande Way, 평택 출장샵 Tunica, MS 39530. Map