Capítulo 10
_Não conte nada a sua mãe Alex.
Edward falou quando chegaram em casa muito mais cedo
do que o de costume.
_Não me contar o que? - Bella falou entrando no rol e
pegando a pasta de seu marido. Deu-lhe um beijo nos lábios e abraçou seu filho.
Ambos os homens sorriram com as boas vindas se
dirigiram para a sala e sentaram no confortável sofá.
_Vamos me contem. O que eu não posso saber?
_Amor, são apenas assuntos da empresa.
_Se fosse assuntos da empresa você não estaria pedindo
para que Alex me escondesse. É assunto do reino?
_Você é bem perspicaz não? Mulherzinha bisbilhoteira.
Edward falou afrouxando a gravata. Bella arquejou de
indignação, mas Alex sabia que era apenas brincadeira. Ele observou como sua
mãe sentou no colo do seu pai e ele automaticamente rodeou sua cintura com
ambos os braços lhe beijando a testa.
_Assuntos sem importância amor. Não quero lhe sobrecarregar
mais do que você já está com o casamento da Nessie. Deus sabe que eu gostaria
que ela não se casasse, mas meu voto foi invalidado não?
_Não seja um bebê chorão querido, ela já tem idade de
casar.
_Ela é minha garotinha. - ele resmungou e ela sorriu
lhe alisando os cabelos apartando alguns fios de sua testa.
_Ela será sempre sua garotinha.
Bella se ergueu indo pegar alguma coisa para mostrar a
Edward e Alec ficou calado vendo como seu pai manobrava sua mãe de uma forma
surpreendente para deixar o assunto de lado.
_Toma, a Rosálie mandou para você, precisa de sua
assinatura. Gostaria de voltar para a Escócia, sinto saudades de nosso castelo.
_Eu também amor, eu também. - Edward falou enquanto
abria o envelope e lia o conteúdo. Depois com rapidez assinou e entregou de volta
a sua mulher que sorriu e guardou na pasta novamente. _Talvez possamos voltar
depois do chá de panelas da Nessie?
_Eu adoraria querido.
Ela ia saindo da sala e Edward se ergueu dando-lhe um
tapa no traseiro a fazendo saltar de susto o olhou com os olhos estreitos e
Edward piscou para ela.
_Vamos para o quarto amor? Preciso de seus préstimos
para me ajudar a tirar o paletó, a gravata, a camisa...
_Você quer que eu lhe deixe nu. - ela o acusou.
Ele sorriu e lhe beijou carinhosamente.
_Eu adoraria meu bem. Mas primeiro quero tomar uma
chuveirada e depois comer.
_Thomas fez seu prato preferido, bife mal passado ao
ponto de cru.
_Hum, delicioso. – Edward revirou os olhos de prazer.
_Não sei por que você gosta dele assim, é sangue puro.
Edward arqueou a sobrancelha e Bella soltou um bufo
desdenhoso.
_Oh eu sei. Eu sou vampiro e sangue e minha dieta.
Está bem não reclamo mais com você sobre seus gostos, Deus sabe o quanto isso
me desgasta.
Ela se virou para sair da sala, mas ele foi mais
rápido e a pegou pela cintura jogando-a nos ombros rindo feliz com o gritinho
de susto dela.
_Deixa de resmungar mulher, parece uma velha matrona! Vamos
para o quarto, tenho algo para acalmar seu humor.
_Acho bom!
E saíram rindo pelo longo corredor deixando Alex
largado e esquecido no sofá. Ele sorriu para o jeito deles, pedia a Deus que
ele fosse tão feliz com a Carol quanto seus pais eram. Retirou-se para seu
quarto e foi tomar uma chuveirada.
Às oito da noite ele parou em frente ao prédio de sua
geniosa algema, desceu do carro e caminhou calmamente para o portão da frente,
saudou o porteiro que tinha se tornado seu amigo devido a um gordo suborno no valor
de uns reles dez mil dólares. Ao chegar à porta dela ele pegou a chave e
colocou na fechadura, girou e entrou indo direto para o quarto. Encontrou a em
frente ao espelho se maquiando, estava envolvida no robe branco de seda que ele
tinha lhe comprado.
_Olá doçura. Devo dizer que vestida assim é uma
tentação.
Ela virou para ele séria estava com uma almofadinha
pequena na mão passando no pescoço um pó branco. Ele sorriu.
_Do que você está rindo? Não tem graça Alex! Eu passei
o dia todo de hoje tendo que tapar meu pescoço para que não me confundissem com
uma oferecida que fica se agarrando pelos corredores da empresa!
Ele riu com gosto e se desviou da almofadinha que ela
jogou nela.
_querida, isso é uma mordida de amor, é meu selo em
cima de você.
_Ha, ha, o que você faria se eu lhe marcasse também?
_Eu iria adorar, até tiraria uma foto e mandaria
emoldurar sabe, não é todo dia que você recebe um presentão desses.
Ela virou a cara vermelha feito um tomate voltando
para o espelho, ele pegou a almofadinha e caminhou para ela lhe entregando.
_quer que eu faça sumir? – ele ofereceu se postando
atrás dela e a olhou pelo espelho.
_Não deixa pra lá. – ela resmungou e se ergueu indo
para o guarda roupa buscar o vestido que ele tinha lhe dado. A maldita peça
vermelha de seda. Ele amava seda só pode.
_Eu posso fazer sumir se você quiser.
_Não, você iria fazer alguma coisa de vampiro e eu não
quero essas coisas em mim. – ela resmungou e apertou o vestido nas mãos.
Ele deu de ombros e sentou na cama, pulando um pouquinho
testando a resistência do colchão lhe olhou e sorriu.
_Ele é confortável não?
_Sim. Obrigada por me dar ele.
_De nada querida.
Ficaram calados ambos sem saber o que fazer ou falar,
bom, Alex até tinha assunto, mas ela não gostaria de saber quais eram. Pensamentos
impuros! Ele passeou os olhos pelo quarto pequeno e mofado, tinha que tirar ela
daqui, essa pocilga não era lugar para alguém do Status dela e status quer
dizer sua namorada e senhora e parceira e... Precisava de mais adjetivos. Iria
sondar com seu pai atrás de mais ele vivia dizendo um monte de coisas a sua mãe
que a deixava caidinha por ele. Carol pigarreou e ele olhou para ela com
curiosidade.
_Sim?
_Você... Poderia sair?
_Para que?
_Preciso me trocar.
_Pode fazer na minha frente.
_Isso nunca!
_Amor...
_SAIA!
Ele sorriu e ergueu as mãos no alto se rendendo.
_Isso é falta sabia? Eu poderia corrigir isso, se você
deixasse.
Falou despreocupadamente enquanto saia do quarto e ela
se vestiu rapidamente. Calçou suas
sandálias de salto também vermelhas e deixou o cabelo solto ao redor do pescoço
para cobrir a marca dele. Pegou o perfume e destampou.
_Não passe perfume.
Ele falou da porta e ela pulou de susto.
_Jesus! – ela levou a mão ao peito. _ Pare de me dar
sustos! V-você estava ai o tempo todo?
_Você me disse para sair do quarto. Não falou nada
sobre eu ficar na porta. Você tem um corpão sabia? Ah eu pegando ele...
Ele suspirou
teatralmente e ela abaixou a cabeça envergonhada. Ele preferia-a irritada.
_Desculpe amor, mas não coloque perfume.
_Por quê?
_Gosto do seu cheiro. É único.
Ela o olhou com os olhos estreitos, mas por fim
colocou o frasco no lugar sem passar nada nos pulsos ou no pescoço. Por alguma
razão gostava de saber que ele preferia seu cheiro próprio.
_Obrigado. – ele disse colocando uma mão na parte
baixa de suas costas enquanto a escoltava para fora do seu apartamento.
Ela resmungou algo não audível. Pelos menos para os
ouvidos humanos por que ele entendeu com perfeição a pequena palavra “Morra”.
Ele riu baixinho ela o olhou sério e ele se recompôs.
Eles saíram e foram para um restaurante pequeno e
aconchegante saborearam uma divina massa italiana, beberam vinho e acabaram
falando de coisas amenas e rindo das piadas que ele contava, ela estava
ruborizada e linda. Ao fundo uma melodia fantástica tocava. Alex percorreu o
pequeno espaço que os separava em cima da mesa com o braço e tocou sua mão
pequena e delicada. Ela lhe sorriu.
_Meu Deus como você é linda. – ele sussurrou lhe olhando
nos olhos e ela sorriu timidamente.
Alargou a mão e
pegou sua taça cheirando e olhando o fundo com apenas um pouco de vinho que ela
bebeu rapidamente.
_Não, o vinho está normal, então só posso supor que
você tem glaucoma sabe, você tem o quê? Quarenta anos?
_Cinqüenta e sete. Anos vampíricos, anos humanos eu
tenho trinta e terei eternamente.
_Como anos humanos e vampíricos? – ela falou
encostando o queixo na palma da mão.
Alex continuou segurando sua mão direita fazendo
pequenos círculos com a ponta do dedo.
_Para os humanos ele sempre me verão como um homem de
trinta anos. Eu não vou mudar nunca, quer dizer, depois dos trezentos, então
você pode alterar sua imagem.
_Não entendi.
_Meu pai, ele tem quatrocentos e noventa e dois, mas
tem a aparência de um cinqüentão. Muito mais em forma do que os homens de vinte
e cinco ou trinta.
_É eu percebi, mas Alex os vampiros depois de
transformados não envelhecem, você acabou de dizer.
_Não, mas se você tem idade suficiente você pode
alterar sua fisionomia, pense ai seria meio esquisito andarmos por ai e ele se
apresentasse como meu pai com a mesma idade que eu. Os humanos sabem de nossa
existência, mesmo que se façam de cegos e surdos para o caso, o fato é que o
mundo está mudando, se adaptando a nós também, não precisamos mais viver
escondidos.
_Então por que ele muda a aparência.
_É fundamental para nossa raça que a humanidade nos
aceite, ele é o rei, ele tem que... Suavizar as aparências.
_Deve ser difícil ser assim não?
_Não é tão ruim como você e muitos acham. Somos iguais
a vocês o que muda é apenas a nossa principal fonte de alimento. E o sol é
claro. E é claro, não envelhecermos.
_você sai no sol.
_Por que tenho isso. – ele mostrou seu anel para ela.
Carol tocou com delicadeza alisando a gema preciosa. Um rubi de tamanho
generoso.
_se você tirá-lo quando o sol bater em você...
_eu virarei pó.
Ela tremeu e apertou a jóia em seu dedo.
_Tome cuidado.
_sempre tomo.
Ficaram calados ambos absortos em seus pensamentos e
Alex riu de repente.
_O que? – Carol perguntou.
_Estava lembrando-me de minha mãe, quando meu pai
mudou a primeira vez, ela teve uma crise!- ele riu. _ Ela passou um mês inteiro
resmungando que todos iriam dizer que ela casou com o ancião e meu pai dizia
que ela estava casada com um e ela rebatia que ninguém sabia agora iam saber,
meu pai se fez de ofendido e foi dormir no sofá e minha mãe correu para ele e o
levou de volta para o quarto pedindo desculpas, nunca mais reclamou pela
aparência dele. Mas ele não fica na aparência de um cinqüentão o tempo todo
não, apenas quando está na presença de humanos.
_eles parecem um casal normal.
_Eles são normais. Normais até de mais. – ele fez uma
careta e ela o olhou com curiosidade. Ele deu de ombros erguendo sua mão e
beijado a palma aberta. _ Eles são como coelhos. Todo tempo que tem uma folga.
É traumatizante sabe?
Ela riu ruborizada. Ele suspirou e sorriu.
_Amo você pequena. Por Deus como eu amo você.
Ela lhe sorriu e puxou sua mão para beijar a palma da
mesma forma que ele tinha feito encostou a bochecha em sua mão e ficou o olhando.
_Uma prova de afeto. Impressionante. Hum... Sinto as barreiras
caindo?
_É o efeito do vinho, não se acostume.
Ele riu e lhe serviu mais.
_Então não vamos deixar que o efeito passe.
_Você quer se aproveitar de mim. – Ela resmungou e lhe
sorriu.
Alex ficou sério por um instante lhe olhando
intensamente.
_Preferiria correr em direção ao sol a fazer algo que
você não queira. Meus sentimentos por você Caroline, são mais profundos do que
sequer imagina.
_Estou começando a acreditar... Eu... Me sinto
diferente em relação a você e...
O garçom chegou com a sobremesa e Alex rosnou para o projeto
de homem que atrapalhou a confissão dela. O pobre coitado fugiu do local
rapidinho. Alex voltou a olhá-la sorrindo.
_Onde estávamos?
_Deixa pra lá, estou meio alta e não gosto disso.
_Ok então... Fale-me sobre o que você e seu amiguinho
tanto conversavam hoje na hora do almoço.
_Nada de mais por quê?
_Não gostei dele em cima de você.
_Você é paranóico.
_sou cuidadoso, o que ele queria?
_Só conversar. – ela falou e sua voz tremeu. Alex
estreitou os olhos em desconfiança e ela abaixou a cabeça.
Tem caroço nesse angu.
Ele não gostava de fazer isso. Na verdade gostava sim,
mas com ela ele nunca fez, mas que escolha ele tinha se ela escondia as coisas
dele? Pegou-a pela mão lhe chamando atenção.
_O quê?
_Vamos.
_Você está chateado. – Ela olhou-o apreensiva.
Ele colocou seu melhor sorriso na cara e lhe beijou na
bochecha.
_Não é nada querida, apenas cansaço o dia foi puxado.
_Vampiros se cansam?
Ela perguntou enquanto ele rebocava-a para fora, tinha
jogado algumas notas de cem dólares na mesa sem se importar com o troco, que
ficasse como gorjeta. Não para o garçom intrometido.
_Sim. Ele mentiu na cara dura.
_Ok.
_É ok.
Assim que alcançaram o carro e se encontraram sentados
em seus respectivos lugares. Ele respirou fundo.
_Caroline.
Ela olhou-o curiosa e seus olhos foram ficando sem
foco enquanto observava as íris negras dele a lhe hipnotizar.
_Qual seu nome? – ele perguntou sua voz já totalmente
mudada.
_Caroline...
_quantos anos tem Caroline?
_Vinte...
_Bom, agora vamos as perguntas. Quem era o homem que estava
com você na hora do almoço hoje?
_Ele me disse que se chamava Natanael...
_O que ele queria?
_Saber se eu tinha uma marca de nascença...
_E você tem?
__sim...
_Onde fica?
_Acima da minha nádega esquerda, perto do quadril...
_Ele viu sua marca?
_Não... Ele disse que o patrão dele me queria e que eu
era muito esperada... Eu o chamei de louco e ai você chegou...
_Muito bem. Ele lhe disse algo mais?
_Só que eu era aguardada por muito tempo e que seu
patrão viria por mim...
_Nem fodendo. – Alex resmungou com os dentes trincados
respirou fundo para se controlar e alisou sua bochecha liberando-a do transe
ela piscou voltando ao normal, ele ligou o carro e saíram de lá.
Assim que eles chegaram ao prédio dela ele subiu para
ter certeza de que ela estaria bem guardada e quando ela vestiu sua camisola de
algodão e foi se despedir dele, Alex puxou para seus braços e a beijou desesperado
andando até a cama com ela caíram entre os lençóis e ele levou a mão até a
barra da camisola subindo devagar até descobrir sua cintura.
_Alex, não... – Ela tentou puxar para baixo mais ele
lhe imobilizou.
_Eu quero ver uma coisa, prometo que não forçar você a
nada. Dou-lhe minha palavra.
_O-O que você quer ver?
_Sua marca.
Ele falou e puxou a camisola até abaixo dos seios
virou-a de bruços e olhou seu traseiro, subiu os olhos encarando seu quadril
passou o dedo pelo elástico da calcinha e puxou um pouco para baixo, ela se
retesou toda, mas ele não parou até descobri-la toda. Conhecia essa marca.
Marcaram na como se marca gado. Ele rosnou e ela tremeu. Ele conhecia essa
marca, esse símbolo não lhe era desconhecido, só... Não se lembrava de onde
tinha visto ele. Beijou-lhe a pele e a cobriu novamente virando-a de frente
para ele deitou-se ao seu lado e a puxou para seus braços lhe beijando seus
cabelos. Carol se grudou a ele tremendo toda e dormiu rapidamente ainda
estranhando tudo isso e não sabendo como ele tinha conhecimento de sua marca.
Alex ficou lá até que ela adormeceu, beijou-lhe os lábios a cobriu e saiu de
lá, precisava pensar as palavras do bruxo vieram a sua mente.
“Ela tem a
marca feita logo ao nascer. Ela foi marcada, está destinada para algo grande. A mulher pertence ao meu senhor... Ela
é a escolhida para levar seu herdeiro...”
_O inferno congelará antes que esse desgraçado coloque um dedo em minha
mulher. Ela é minha e o que é meu. Ninguém toca.
Ele arrancou de lá cantando pneu deixando uma listra negra no asfalto.
Pobre de quem chegar perto dela
ResponderExcluirhoo homi possessivo kkkkkkkkk adorooooooooo
ResponderExcluirque coisaa ela quase se declaraaaa
É isso ai Alex proteja a sua mulher..amando..tudo bem contigo minha linda?...bjos..
ResponderExcluirEita que ele e a copia do pai quando se trata-se da carol. Amei o capítulo e ansiosa para ela parar com a resistência de aceitar o amor dele.
ResponderExcluirAi estou doida para esses dois se acertarem, adoro esse Alex apaixonado e possessivo. O maldito bruxo não pode tentar separar esse casa lindo, espero que o Alex e o Edward deem logo um jeito nele.
ResponderExcluiramando essa história ,possessivo que nem o pai kkkkkkkkkkk
ResponderExcluirEsses bruxos são bem abusados! Alex aprendeu bem a ser possessivo com o pai.
ResponderExcluirTo sentindo que alguém vai se dar muito mal nas mãos do Alex
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