terça-feira, 17 de setembro de 2013

Uma Chance Para o Amor: Capítulo 26




Nota inicial: Desculpem o enorme atraso... Boa leitura.



Capítulo 26 



_Feliz aniversário, Nessie. 



Jack disse, entregando a ela um pacote enorme. Sua filha sorriu para o amigo e o abraçou apertado. Ela pegou na mão dele e o levou para perto da caixa gigante onde colocavam os presentes. Estava transbordando. 



A casa fervilhava de crianças correndo e brincado. Sua princesa estava tendo a melhor festa de aniversário que uma criança poderia sonhar em ter. Edward tinha contratado palhaços, mágicos, pula-pula, um tobogam gigante, que as crianças escorregavam e caiam dentro de uma enorme piscina de bolinhas. 

A decoração era das meninas superpoderosas, como não podia deixar de ser. Tinham usado os jardins das duas casas, os da frente e os do fundo. Os homens que trabalhavam para Edward estavam lá fazendo a segurança. Quem passasse pela rua imaginaria que se tratava do aniversário da filha do presidente dos Estados Unidos. Seu marido não tinha economizado em nada, a festa estava belíssima. Mas, tinha alguma coisa que o estava inquietando. Bella podia sentir pelo modo como ele se mexia, como ele estava ansioso. Ele estava mais super protetor que nunca. 

Ontem completou dois meses da morte de Harry e Bella não queria fazer a festa, mas ele foi irredutível. Sue também a aconselhou a fazer o aniversário. Na opinião dela, a Nessie já tinha sido privada de coisas desse tipo por tempo demais e Bella concordava, sua pequena merecia tudo do bom e do melhor. 



_Hei ! Que cara é essa, mamãe? – Rose falou, chegando perto com sua barriga de seis meses. Ela e Emmett esperavam uma menina, se chamaria Mariza. 



_Oi Rose, não é nada, só cansaço, esses dias de preparação para o aniversário me deixaram esgotada. – Bella respondeu sorrindo, enquanto arrumava uma bandeja com doces. 



_Por que será que eu não acredito? 



Bella suspirou e olhou para fora, seu marido estava novamente no celular. Ele vinha falando muito no celular de uns dias para cá. 



_Me fale, o que a está inquietando? 



_Rose... Você sabe se a empresa está passando por dificuldades? 



_Não. A empresa está indo muito bem. Pergunte à Ângela, ela saberá te dizer. Ela é uma advogada maravilhosa e está por dentro de tudo na empresa. Ela saberá te dizer melhor, mas, até onde eu sei, está tudo tranquilo. 



_Certo. – Bella observou seu marido desligar o celular e se virar, olhando direto para ela. Era como se ele sentisse que ela o estava observando. 



Ele lhe sorriu e caminhou na sua direção, entrou em casa pela porta da cozinha e lhe abraçou pela cintura. Rose sorriu e saiu de lá, com a mão cheia de docinhos. 



_Tudo bem, neném? Está inquieta hoje. – ele falou, lhe beijando o pescoço. 



_Eu estou bem e você? – ela falou, alisando seus braços que estavam em volta dela. 



_Comigo tudo normal. 



_Não... Por favor Ed, não minta pra mim. Eu posso sentir que algo está errado. Por favor, me conte o que é. 



_Neném, não há nada errado e... 



Ela se separou dele e se encaminhou para a janela, ficou observando sua filhota correr de mãos dadas com Jack, que sorria pela primeira vez em dois meses. Bella sentiu seu marido se aproximar, ele a tocou hesitantemente a princípio, mas, quando ela não rejeitou seu toque, ele voltou a lhe abraçar pela cintura, só que dessa vez ele se aferrou a ela, de uma forma que, nem se quisesse, Bella conseguiria se soltar. 



_Neném, você confia em mim? 



_Sim, não precisa perguntar Edward, basta olhar nos meus olhos. 



_Eu sei. Amor, eu preciso que você confie cegamente em mim, não se preocupe, eu sei o que eu estou fazendo. 



_E o que é que você está fazendo? 



Ele suspirou e colocou o queixo no ombro dela. Ficaram calados, ambos observando a movimentação lá fora. Estava perto da hora dos parabéns. 



_Existe alguém, Ed? 



_Não. 



_Sabe, Tânia me ligou ontem. Do seu celular, era meia noite e o chip de localização marcava que a ligação vinha da empresa, mais precisamente do nosso apartamento. 



_Neném, eu não tenho nada com Tânia ou mulher alguma. Eu amo você, nunca te trairia. Sou fiel a você, Bella. 



Ela se virou para ele, com os olhos cheios d’agua. 



__Me conte o que está acontecendo, me diga o que é que está te preocupando tanto. Me diga Edward, o que é que te faz abandonar a cama e ficar longe dos meus braços a noite toda. Pelo amor de Deus, me diga o que droga você faz na empresa até às duas da manhã. Me diga por que está sempre desviando os olhos dos meus e por que Tânia estava me ligando do seu celular à meia noite e do nosso apartamento. Me responda, pelo amor de Deus, eu... 



Ela não conseguiu mais falar lágrimas rolavam por suas bochechas, tinha um bolo enorme obstruindo sua garganta. Ele a abraçou apertado enquanto ela chorava. Ela se pendurou nele e desabou nos seus braços. O pensamento dele com Tânia a rasgava inteira. 



Ele a pegou nos braços e a levou até o escritório, trancou a porta e se sentou com ela no seu colo, em uma das poltronas que ficava à frente da lareira. 



_Bella, olhe para mim. Meu amor, me perdoe, eu não sabia que você estava sofrendo assim. Eu achei que estava escondendo bem. 



_Você não consegue esconder nada de mim, Edward, você não sabe mentir para mim. Eu te conheço como a palma da minha mão. Está acontecendo algo que você não quer me contar e eu sei que é grave. 



_O Mike foi morto por Carlos Fontes e nós descobrimos a localização do esconderijo dele. Esses dias que eu tenho andado tão distante é por que estamos trabalhando para pegá-lo de surpresa, por isso tenho passado tantas madrugadas em Port Angeles, por isso tenho ficado fora da cama tantas vezes quando estou aqui. 



_E Tânia? – ela falou e fungou, seu nariz estava vermelho. 



_Caius está nos ajudando, ele já fez alguns trabalhos para Fontes sem saber de fato quem ele era. Tânia e o filho estão sob ameaça. Aonde Caius vai, eles vão. Marlon adormeceu e Caius me perguntou se poderia ceder nosso apartamento para o menino e Tânia dormirem e eu cedi. Acho que ela pegou meu celular, por que eu não o encontrei em parte alguma para ligar para você. Só o achei na manhã seguinte, em cima da minha mesa. 



Ela ficou olhando para ele. Não tinha porque dele mentir e, além do mais, Bella confiava nele com toda a força do seu coração. 



_Eu te amo, sabia? – ela disse, sorrindo e ele retribuiu. 



_Também te amo, neném. Para sempre. Veja. 



Ele puxou a correntinha de dentro da camisa social verde clara, de mangas compridas, dobradas até o cotovelo. 

_Vocês sempre estão comigo, sempre que as coisas estão difíceis, eu abro o pingente e fico olhando para vocês duas e me sinto mais forte. 



Ele guardou a correntinha e lhe segurou pelo pescoço, encostando os lábios em um beijo apaixonado. Batidas na porta quebraram a bolha de sedução a qual estavam imersos. 



_Papai? A mamãe está aí com o senhor? Está na hora dos parabéns. 



_Já estamos indo amor, a mamãe está aqui comigo. 



Se levantaram e se arrumaram o melhor que puderam. Abriram a porta e Edward colocou sua filhota nos braços. Foram para fora. Tinha uma tenda enorme montada lá fora, onde estava a mesa do bolo e dos doces. Cantaram s parabéns, Nessie fez um pedido e assoprou as velinhas. Partiu o bolo e o primeiro pedaço ela deu para o vovô Charlie, por que ele estava acordado depois de ter perdido os três últimos aniversários dela. O segundo ela deu para o papai e a mamãe, agradecendo pelo amor que sentiam por ela. O terceiro ela deu a Carlise e Esme, se desculpando pelas traquinagens que fazia sempre que ia à casa deles. Eles sorriram e receberam o pedaço de bolo, junto com um abraço e um beijo estalado. O quarto ela deu ao Jack e disse que ele era o melhor amigo que ela poderia querer. 



Todos estavam lá na sua festa e Nessie se sentiu a menina mais feliz do mundo inteirinho. Tinha seus papais, seus vovôs e suas vovós, mesmo que a vovó Renê não tivesse podido vir. Mas ela mandou um presentão para ela, uma casa de bonecas linda, linda. Só não era mais bonita que a do Jack, que ele fez com as próprias mãos. 



Às cinco horas, todos já tinham se ido. Charlie foi para a reserva, iria dormir lá na casa do Billy. Teriam uma festa ao redor da fogueira, ele não mais precisava das muletas e, graças a uma ajudinha de Edward, ele foi restituído ao cargo de chefe de polícia de Forks. Nessie estava dormindo no sofá, agarrada à boneca que seu pai lhe tinha dado. Era uma réplica perfeita de Bella. Até a cor do cabelo. Nessie tinha visto essa loja no shopping e tinha dito ao pai que gostaria de ter uma boneca parecida com sua mamãe, então Edward já sabia o que dar a sua princesinha no dia do aniversário. 

Ele estava no banheiro, a ducha quente tinha deixado todo o ambiente enevoado por causa do vapor. Ela se despiu e entrou no box, o abraçando por trás. Ele sorriu e se virou, a segurando pelo traseiro e a erguendo para encaixá-la no seu membro absurdamente ereto. 

Bella ofegou quando o sentiu lhe preencher. Com beijos molhados, ele a levou às estrelas. Edward estocava devagar, sem deixar de beijá-la e de dizer o quanto a amanava, o quanto ela o fazia feliz, o quanto era grato a Deus por ter dado elas a ele. O seu clímax chegou sem prévio aviso, a lançando em uma espiral de prazer sufocante. 

Ele desligou o chuveiro e a levou para a cama. Fizeram amor durante toda a noite, até os primeiros raios do sol despontarem no horizonte. Bella adormeceu saciada e feliz. Acordou três da tarde, sozinha na cama. Se ergueu, segurando o lençol em torno dos seios, seus cabelos estava revoltados. Foi para o chuveiro, tomou uma ducha rápida, lavando ao cabelos e depilando as axilas. Vestiu uns shorts brancos e uma regatinha rosa, deixou os cabelos soltos para secarem ao vento, calçou uma sandália rasteira e desceu as escadas. Seu marido e sua filha estavam no sofá, assistindo desenhos. Sua filhota estava de vestido florido e seu marido de shorts jeans e camiseta branca de gola em V. Bella olhou em volta, a casa estava espelhando de tão limpa. 



_ Fizeram um mutirão para organizarem a casa, foi? – ela perguntou, enquanto se sentava no sofá. Edward ergueu as pernas e ela sentou e colocou as pernas dele em seu colo. 



_Esperança veio aqui, mamãe. Ela arrumou tudinho, o papai disse que não era para acordar a senhora. 



_A que horas ela veio? 



_Às oito. Foi embora tem uns cinco minutos. Ela deixou comida pronta neném, não se preocupe em cozinhar. 



_E o papai? 



_Não voltou ainda, eu acho que só vem amanhã. 



_Certo. O que estão assistindo? 



_Os novos episódios das meninas superpoderosas. 



Edward falou, estendendo a mão para pegar mm’s em uma vasilha no chão. 



_E eu ainda me dou o trabalho de preguntar. – ela falou, rindo e surrupiando umas bolinas da mão dele. 



Ficaram assistindo TV até umas seis horas, quando foram jantar. Começou a chover e eles ficaram na sala. Edward acendeu a lareira e ficaram jogando banco imobiliário e outros montes de jogos de tabuleiros. 



Nessie adormeceu no sofá pequeno, enquanto Edward estava deitado com Bella no sofá maior. Estavam assistindo o DVD do casamento que ainda não tinham tido tempo para assistir. Terminaram de ver e Bella desligou a TV e o DVD. Edward se ergueu e pegou sua pequena nos braços e subiram as escadas. Colocaram ela nas cama, lhe enrolaram e Edward cantou uma canção de ninar para ela. Bella foi para o quarto e ele desceu as escadas para fechar tudo. O telefone tocou e ele atendeu, ficando calado por um momento. Desligou, respirou fundo e subiu as escadas. 



Bella estava lendo um livro e ergueu a cabeça, assim que ele entrou no quarto. 



_Carlos Fontes fugiu para o Afeganistão. Dei ordens aos meus homens para prepararem os equipamentos, partiremos ao amanhecer. Eu pegarei ele, neném e nunca mais ele vai ameaçar minha família. 



Bella guardou o livro e estendeu as mãos para ele. Ele foi ao seu encontro, deitou sobre ela, lhe alisando os cabelos. 



_Confia em mim, neném? 



_Sempre. 



_Eu voltarei. Não se preocupe. Te amo. 



_Também te amo. 



As próximas horas foi um pândemonio na sua casa. Emmett e Jasper estavam brigando com Edward, por que ele não queria levá-los. Edward disse que precisaria deles aqui para cuidar delas, que Rosalie estava grávida e precisava do Emmett ao seu lado. Alice e o Ben precisavam do Jasper, pois o John ainda estava rondando, só esperando uma brecha para atacar. James, Demetri e Félix se ofereceram para ir no lugar dele, mas ele recusou. Carlos era problema dele e ele não mandaria ninguém para morrer em seu lugar. Ele preparou uma mala pequena. Bella observou como ele andava pela casa, distribuindo ordens. Estava no modo de batalha dos SEALs, estava concentrado até à medula na sua missão e Bella estava com o coração apertado. Nunca tinha visto seu marido agir assim. 



Às seis da manhã, ele se despediu delas, prometendo voltar em uma semana, no máximo. Mostrou a correntinha com o pingente que continha as fotos das duas. 



_Ele nunca vai sair do meu pescoço. 



_E se ele sair, papai? E se o senhor perder? 



_Eu não vou perder, se ele sair do meu pescoço será para o da mamãe e eu vou voltar para buscá-lo. 



_O senhor promete que não vai demorar? – sua garotinha falou, agarrada no seu pescoço. 



_Papai vai fazer de tudo para não demorar. Mas, se o papai demorar, você me espera? 



_Espero papai, o tempo que for. 



_Essa é a minha garotinha. 



_Vai com Deus, meu amor. 



_E vocês fiquem com ele. Amo vocês duas, vocês são meus tesouros mais preciosos. São tudo pelo que me importo em lutar e manter, são tudo que tenho. São minha vida. 



Elas ficaram na calçada e o viram desaparecer na curva da rua. Entraram de volta para casa e Nessie foi tomar banho para ir para a escola. Bella foi se arrumar para o trabalho que, apesar de ser ao lado, ela sempre caprichava. Não podia receber seus clientes de todo jeito. 








A semana passou voando e elas estavam esperando ele voltar a qualquer momento. Nessie tinha feito uma faixa com a frase “Bem vindo ao lar, papai!”. Bella fez um bolo de chocolate com morango, o preferido dele. A campainha tocou e elas correram para abrir. Era Carlisle e ele estava com os olhos vermelhos. Segurava um saquinho preto nas mãos, que tremiam. Atrás dele, estavam Alice e Jasper com o Ben nos braços. Emmett, Demetri, Félix e James também estavam com ele. 

Bella sentiu que alguma coisa tinha acontecido e não era nada bom. 



_Bella... Eu tenho notícias sobre o ... 



_O que aconteceu, Carlisle? Cadê o Edward? Onde está meu marido? 



_O avião em ele estava voltando para casa... Ele... Explodiu. 



Carlisle começou a chorar. Ela negou com a cabeça. Era mentira! Não podia ser verdade, seu marido não morreu! Era mentira! 



_Encontraram... Esse colar no meio dos escombros que a maré arrastou até a praia. Estava preso em uma mão queimada. Não dá para dizer se é dele, porque o fogo derreteu os dedos, mas olhe. 



Carlisle abriu o saquinho e tirou de dentro sua correntinha. Ele a abriu, mas Bella não precisava ver, ela já sabia o que tinha dentro. Ele a entregou a correntinha e ela colocou no pescoço, com as mãos trementes. 



_Já começaram as buscas? 



_Já. Bella, não temos esperanças de encontrá-lo com... 



_Não! Não termine a frase, Carlisle. Meu marido não está morto, ele prometeu que voltaria para nós e ele sempre cumpre o que promete. 



_Bella... Eu sinto muito, mas as chances de encontrarmos ele com vida são nulas. O Ed, ele mor... 



_NÃO! ELE NÃO MORREU! EU NÃO ACEITO ISSO! ELE É EDWARD CULLEN, O MELHOR HOMEM QUE EXISTE NA FACE DA TERRA! DEUS NÃO O TIRARIA DE MIM, NÃO O TIRARIA DA NESSIE. NÃO ME VENHA COM ESSA HISTÓRIA DE QUE ELE ESTÁ MORTO, CARLISLE. MEU MARIDO VIVE. ESTÁ ME OUVINDO? ELE VIVE! 



_Bella, por favor... 



_Você também não, Lice. Todos, menos você. 



_Vovô. O papai não morreu, ele disse que nunca tiraria essa correntinha do pescoço e, se um dia ela saísse do pescoço dele, ela voltaria para o da mamãe e ele viria pegar de volta. 



Nessie falou chorando, agarrada na boneca da lindinha, a primeira que ele deu a ela. 



_Meu papai não morreu vovô, ele está vivo. Eu sei, eu sinto isso. 



_Oh meu amor, eu quero acreditar nisso... 



_Então acredite vovô, acredite. O papai não morreu. 



_Deixem-nos a sós, por favor... 



Ela falou com a voz fraca, parecia que tinha dado de cara no muro a mil quilômetros por hora. Todos foram embora. Carlisle tinha dito que Esme estava internada. Seu pai chegou e ficou com ela o tempo todo. Sua filhota dormiu agarrada a uma blusa dele, a última que ele tinha vestido. 



Eram duas da manhã e ela não conseguia dormir. Pegou o telefone e discou o número dele. 

“Esse número encontra-se desligado ou fora da área de cobertura.” 

Ela discou de novo. 

“Esse número encontra-se desligado ou fora da área de cobertura.” 

Discou novamente. 

“Esse número encontra-se desligado ou fora da área de cobertura.” 

Ela deslizou pela parede do escritório, chorando baixinho. Seu peito estava doendo, como se uma ferida tivesse sido aberta lá. Ela sentia se sangrar, ela sentia que estava se rompendo, se quebrando em mil pedaços. Ela sentia que lhe faltava uma parte muito importante da sua vida. 

Bella chorou a madrugada toda abraçada a uma foto que ela tinha tirado dele, quando, em um dia de sol, eles brincaram de futebol americano. Ele estava tão bonito, com os cabelos desgrenhados e suado. O sorriso que ele lhe deu foi mágico. Bella tirou uma foto. Sua filhota pulou nas costas dele e Bella tirou outra foto. 



Seu pai a encontrou enrodilhada no chão, perto da lareira, abraçada com a foto dele. A levou para a cama, a cobriu e cuidou dela. 



Dois meses já tinham se passado e as buscas tinham sido interrompidas. Mas elas jamais deixaram de esperar por ele. Nunca cansariam de esperar por ele. Ela não comia direito. Na frente da sua pequena, ela era forte, mas, quando ela dormia e Bella se encontrava deitada na cama sozinha, ela se entregava ao pranto silencioso e às orações a Deus, para que tudo terminasse bem, para que ele voltasse são e salvo. 



Ela brigou feio com Carlisle e os outros quando eles quiseram fazer um enterro simbólico. Ela não aceitou, ele não estava morto, não tinha para quê assinar um atestado de óbito ou fazer um maldito enterro simbólico! 



Na manhã que completou três meses do desaparecimento dele, Bella acordou passando mal. Ela correu para o banheiro e vomitou o pouco que tinha ingerido na noite anterior. Enquanto lavava a boca e o rosto, ela fez as contas mentalmente. A última vez que sua menstruação veio foi antes do churrasco, uns doze dias antes. Correu, se vestiu o melhor que pôde e foi na clinica fazer um exame. Deixou sua filhota na escola e correu para lá. Érica a recebeu bem como sempre, colheu seu sangue, evitando falar na morte do seu marido. Quando o exame ficou pronto, ela foi para a loja de Alice. Ela tinha sido seu suporte nesses meses todos. Seus sogros estavam sendo ótimos com ela, não a deixavam sozinha nem um minuto, sempre ligando, sempre conversando. Ela abriu o envelope e leu o resultado. Seus olhos se encheram d’água, ela alisou a barriga, sorrindo. Olhou para sua amiga que estava em expectativa. 



_E ai? 



_Deu positivo. Estou grávida... Ele ficará feliz quando voltar. 



_Bella... Não acha que já está na hora de superar a perda? – Jasper falou abraçado a Alice, ele tinha chegado com o Ben do pediatra. 



Bella segurou o pingente contra o peito e falou séria, olhando nos olhos dele. 



_Ele me prometeu que nunca se separaria dessa corrente. Ele vai voltar para buscá-lo e eu e Nessie estaremos esperando por ele.

4 comentários:

  1. hoo eu ja li 2 vezes com essa essa fic ..e essa parte me faz ficar emocionada ..sempre lindo esse amor deles né??

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  2. Eu não consegui parar de ler a história, desde o momento que eu a reencontrei, não consigo parar de ler, é simplesmente linda, mágica, surpreendente, encantadora, perfeita!

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