sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O Fogo dos Teus Olhos: Capítulo 07



Capítulo 07


Breaking Benjamim - The Diary Of Jane



O carro deslizava na pista molhada, seu pé apertado até o fundo no acelerador, as rodas girando em atrito no asfalto negro. Nada se via fora dos vidros fumês. Correndo a duzentos e cinquenta por hora, o único pensamento era chegar até ela, precisava alcançá-la, antes que fosse tarde de mais. De repente, o som de um tiro foi ouvido, as rodas perderam aderência, o carro se desestabilizou e rodou na pista, entrando mata a dentro. Seu último pensamento foi para ela. Iria morrer e não estava feliz por quebrar a promessa que lhe tinha feito, mas ela estava bem e em segurança... Um fleche de luz brilhou a sua frente. Bella. Ela estava a sua frente, lhe estendendo a mão. Lágrimas deslizavam por seus lindos olhos. Sangue. Sangue emanava de seu peito, em cima do coração.



_Não!



Edward acordou assustado, seu corpo batendo para cima na cama, sentando ereto e ofegante, tremendo, suando, seu coração aos arranques no peito.



_Edward? Edward, o que houve?



Ele olhou para o lado e ela estava lá. Alívio inundou seu corpo e sua mente ainda assustada. Ele lhe puxou para cima de seu corpo. Estava com frio. A abraçou forte, sem se preocupar com seus ofegos de desconforto por ele estar lhe esmagando.



_Foi um sonho... Só um sonho... Um maldito pesadelo.



Ele balbuciava, enquanto lhe beijava e cheirava os cabelos um pouco úmidos do banho que ela tinha tomado antes de se deitarem para dormir.



_Edward... Está tudo bem, tudo bem, meu querido, estou aqui, tudo está bem.



Ela sussurrava, se soltando devagar do seu agarre de ferro. Ele permitiu apenas o suficiente, para lhe explorar o corpo em busca de ferimentos. Tinha sido um sonho, mas foi muito real. A adrenalina ainda corria solta por suas veias.



_Querido, deixe-me pegar um copo de água para você.



_Não, você não vai sair de minhas vistas. – ela grunhiu, apertando-a de volta em seus braços.



_De acordo, então vamos comigo na cozinha, ok? Por favor, Edward, está me machucando. Querido, preciso respirar, só um pouquinho, ok?



Ele a soltou só o tempo de se erguer da cama e tomá-la nos braços, desceu as escadas com ela, seguro de que a casa estava segura, seu alarme não tinha sido disparado e ninguém seria bom o suficiente para desativá-lo. Dirigiu-se à cozinha e a depositou em cima do balcão, foi à geladeira e pegou a garrafa de água, bebendo na boca mesmo. Em seguida, a abraçou, descansando sua cabeça na curva de seu pescoço. Inalou seu cheiro precioso, agradecido a Deus por ela estar viva e em seus braços. Sentiu seus dedos pequenos e frágeis lhe acariciar o cabelo, pequenos beijos foram depositados no oco atrás de sua orelha, lhe causando um arrepio. Ela sorriu.



_Vamos para a cama. Está melhor?



Ele afirmou com a cabeça, não tinha encontrado a voz ainda. Fleches do sonho ainda pipocavam em sua mente, deixando-o tenso e em alerta.



_Querido vamos dormir, amanhã vamos à casa de seus pais, lembra-se? Vamos, meu bem, estou com sono.



Ele concordou novamente com a cabeça e a tomou nos braços. Foram para o quarto e deitaram-se na cama, ela se aconchegou a ele e dormiu rapidamente. Ele não teve essa sorte, passou a noite em claro, vigiando os cantos escuros do quarto onde as sombras o transportavam ao passado de sua infância. Um passado que preferia esquecer.





{***}





Edward sentiu que ela não estava na cama. Mesmo antes de abrir os olhos, ele sabia que ela tinha se ido. Vasculhou a área por barulhos que a delatassem, mas não ouviu nenhum. Ele abriu os olhos, olhou ao redor, se ergueu e saiu do quarto. Mesmo no meio do corredor, antes de alcançar a escada, ele ouviu barulhos vindos da cozinha. Respirou aliviado, quando a encontrou de frente para o fogão, fritando ovos e salsichas. Ele a abraçou apertado e ela sorriu, se virando em seus braços.



_Com fome? – ela perguntou e ele lhe beijou a orelha.



_Mais frustrado por ter acordado e não ter te encontrado na cama. Não faça isso novamente.



_Eu, eventualmente, vou fazer isso novamente, alguém precisa acordar mais Cedo e cuidar do café.



_Se você morasse comigo, não teríamos esse problema. – ele lhe sussurrou, beijando o seu pescoço.



Ela se desvencilhou dos seus braços e foi para a mesa, colocando os pratos e as xícaras e ajeitando o restante das coisas. Ele a olhou calado, suspirou e pegou a frigideira, levando para a mesa e pondo-a em cima do descanso. Sentou-se e se serviu. Ela ficou calada por um tempo, antes de se angustiar com o silêncio opressor que se instalou entre eles.



_Desculpe-me. – ela sussurrou e ele ergueu uma sobrancelha para ela.



_Desculpe por quê exatamente, bebê?



_Eu ter me desviado do assunto, é que ainda é muito cedo para nós e...



_Você ia se casar com o Rick e nem sequer gostava dele. Por outro lado, você afirma que me ama, mas, se recusa a aceitar meu anel ou sequer cogitar a hipótese de ir morar comigo.



_Edward...



_O assunto morreu por aqui, está bem?



_Edward...



_Você já terminou? Precisamos ir para a casa dos meus pais. Você vai gostar deles, eles já amam você.



_Por que você não quer me ouvir? – ela falou, irritada.



Ele a olhou sério e colocou seu garfo dentro do prato vazio.



_Por que vamos brigar e eu não quero brigar. Já terminou de comer? Eu realmente quero ir logo.



Ela concordou. Se em ter o assunto encerrado ou se já tinha acabado o café ,ele não soube dizer, apenas se ergueu e saiu da cozinha, indo se trocar e deixando-a sentada lá.





{***}





_Estou nervosa. - Bella torcia as mãos no colo, enxugando vez por outra as palmas na saia.



_Não fique, eles amaram você. – Edward lhe sorriu, pegando sua mão fria e beijando-a demoradamente.



_Como você tem tanta certeza?



_Por que você é a primeira mulher que eu levo para conhecê-los. Entenda, querida, eu sou um solitário ou era até conhecê-la. Eles estão felizes por eu estar feliz. Você me faz feliz e isso é motivo mais que suficiente para que eles a amem.



_Se você diz. – ela falou, sorrindo envergonhada. Suas bochechas se tingiram de vermelho suave e ele sorriu com isso.



_Oh meus Deus, Carl! Eles chegaram!



Edward riu do grito efusivo de sua mãe, que descia os degraus da varanda correndo, enquanto seu pai vinha calmamente logo atrás, com um sorriso caloroso nos lábios. Bella foi arrancada do carro e abraçada até o ponto do sufocamento. Ela retribuiu o afeto com um acanhado abraço e sorriu tímida para sua mãe, que sorria abertamente, mostrando seus trinta e dois dentes.



_Querida, você é linda. Olhe Carl, olhe nossa nora , como ela é linda, não?



Bella sentiu suas bochechas esquentarem diante de tanta alegria e ficou desconfortável com a palavra nora.



_Sim querida, ela é mesmo linda. Agora meu bem, deixe-me cumprimentá-la, por favor?



Bella foi apresentada ao pai de Edward e, em seguida, sua mãe lhe agarrou o braço, a escoltando para dentro da casa. Ela ainda torceu o pescoço para olhá-lo e Edward sorriu tranquilamente, fazendo-a relaxar por um momento.



_Ela me parece ser uma boa moça, filho.



Edward estava olhando para a casa por onde elas tinham sumido de vista.



_Ela é, pai. Ela é especial.



Seu pai sorriu e Edward se virou para olhá-lo.



_Fico feliz de saber que está feliz, meu filho. Vamos entrar, sua mãe deve estar sufocando a pobre moça.



Edward assentiu e se dispôs a andar. Carlisle lhe segurou pelo ombro. Ele se voltou para vê-lo. Seu pai lhe puxou para um abraço apertado, o qual ele retribuiu. Fazia muito tempo que ele tinha se deixado abraçar por alguém que amava.



_Obrigado meu filho. Por nos deixar entrar em sua vida.



_Obrigado pai, por me resgatar da rua naquele dia.



_Não o resgatamos da rua, Eddie. Deus te enviou para nós no momento em que mais precisamos. Você, meu filho, é uma benção de Deus para nossas vidas. Estávamos com saudade, filho.



Eles se dispuseram a andar para a casa. Continuaram abraçados. Edward se lembrou com nitidez de quando foi a última vez que caminhou com seu pai assim. Ele tinha treze anos e tinha brigado na escola. Carlisle tinha ido lá, conversado com o diretor e, na volta, ficaram sentados no gramado em silêncio. Depois se ergueram e saíram abraçados.



_Também estava com saudade, pai.



O dia transcorreu calmamente. Bella foi apresentada a Rosálie, esposa de Emmett, grande amigo e talvez o único que Edward tinha, mesmo esse não admitindo nunca.



_Quando vai ser o casamento, querido? – Esme perguntou, enquanto lavava os pratos e ele enxugava.



_Hã... Nunca. Se depender dela, morreremos assim.



Sua mãe fez uma careta e ele sorriu, limpando espuma do seu nariz.



_Você é o dono de uma das maiores empresas de segurança de Seattle e se encaminhando para ser a maior do continente. Você é inteligente, pelo amor de Deus! Convença ela a aceitar seu anel.



_Não é tão simples, mãe.



_Convença-a.



Ele sorriu, mas nada falou e sua mãe suspirou chateada.



_Posso esperar pelo menos por netos?



_Não. – ele foi curto e grosso. Se arrependeu do jeito que falou e, suspirando, abraçou sua mãe. _ Entenda dona Esme, minha vida é perigosa. Ter Bella nela já é um risco imenso, agora imagine uma criança. Não. Não agüentaria ver um filho meu morrer pelos meus pecados.



_Você os protegeria. – ela sussurrou, o abraçando forte.



_Bella jamais iria querer viver em uma fortaleza, sem nunca sair sozinha. Se saísse, o que eu não permitiria, imagine criar uma criança cercada de tanta segurança, que não poderia sequer ter um amiguinho sem ser posto em perigo? Não, mãe, não quero filhos, nunca. Eu até acho bom ela não aceitar meu pedido de casamento. Seria como pintar um alvo em sua testa, um alvo maior do que já tem.



_Pense bem, Eddie.



_Eu não quero filhos, mãe.



_E se vocês se descuidarem e ela engravidar?



_Ela não vai engravidar. – ele disse, resoluto.



Bella se afastou da porta, andando devagar para não atrair olhares sobre si. Não queria ter ouvido a conversa, mas ele tinha sumido e, quando ela foi à cozinha ajudar Esme com a louça, ouviu a conversa. Bella tocou sua barriga, tremendo com a lembrança das palavras dele. Teria que fazer um exame amanhã mesmo. Nunca foi pontual nas suas regras, mas dessa vez estava demorando mais do que o de costume. Ele não queria filhos.



Se despediram de todos no final da tarde. Ele a convidou para dormir na sua casa, mas ela disse que não podia. Ele não tentou argumentar, como sempre fazia. Ela estava estranha desde depois do almoço. Bella saiu do carro e ele a acompanhou à porta.



_Te vejo segunda? – ele perguntou, alisando sua bochecha e tirando uns fios de cabelo que tinham se desprendido de sua trança. Ela o olhou com tanto amor, que ele não conseguiu resistir, se inclinou e beijou-a.



_Vê sim. – ela sorriu contra seus lábios e deu um gritinho, quando ele a ergueu nos braços.



_Não quero ir... – ele sussurrou de encontro a sua boca.



_Dorme aqui. – ela falou ,se afastando um pouco e alisando seus cabelos rebeldes.



_Não posso, tenho uma viagem de negócios amanhã bem cedo.



Despediram-se com um longo beijo e Bella ficou observando ele entrar no carro e olhá-la por um tempo. Ela também o olhava como se memorizando-o. Ouviu ele ligar o carro e ,em seguida, sair rápido, sumindo na curva. Entrou em casa e deitou-se para uma noite de sono mal dormida. Sempre era assim, quando ele não estava aqui com ela.





Uma semana depois...





Edward estava em sua mesa, lendo um pedido de armamento, quando Dexter entrou rapidamente com o relatório do dia.



_Alguma novidade? – Edward perguntou, sem tirar os olhos dos papéis ,mas estirando a mão para receber a pasta marrom pálido.



_A senhorita foi ao ginecologista ontem. Fez exames.



_E você trouxe as cópias?



_Sim senhor.



_Algo mais?



_Não senhor.



_Obrigado.



Dexter acenou com a cabeça e saiu. Antes dele fechar a porta, Ângela entrou com alguns papéis para serem assinados. Quando ela saiu, Nílcia entrou com as fichas dos novos contratados para analisarem. Assim que essa pequena reunião terminou e mesmo antes de Nílcia sair, Juci e Rafa entraram com pastas e mais pastas de contratos a serem revistos e desfeitos. O dia prometia!



Ao final do expediente, quando Edward se aprontava para deixar seu escritório, ele avistou a pasta do relatório de Dexter por baixo de algumas que as meninas tinham trazido. Ele pegou-a a abriu, lendo rápido alguns parágrafos, chegando logo onde lhe interessava. Fazia muito anos que não sentia uma tontura, mas, olhando os resultados daqueles exames, ele sentiu que o mundo ao seu redor rodava em uma velocidade alucinante. Pegou suas coisas e saiu às pressas do escritório. Medo e euforia o tomavam, não sabia qual sentimento era maior. Talvez o medo. Sim, sem dúvidas, ele estava lhe aguilhoando os intestinos, mas, contrapondo a ele vinha a euforia da descoberta. Tinha que fazer ajustes. Sim, tinha que fazer várias coisas e a mais importante delas era ir ver Bella agora.





{***}



POV Bella



Eu estava deitada no meu sofá, remoendo mais um fracasso profissional. Tinha algo que eu não conseguia entender. Sempre que eu encontrava um emprego, conversava com o gerente ou dono por telefone e tudo estava bem. Quando ia lá para a entrevista definitiva, recebia a bomba. Não podiam me contratar e eu sabia que as desculpas e os argumentos eram falsos e, se existe uma coisa que eu aprendi em todos esses anos, foi perceber mentiras à minha volta. Suspirei cansada e fechei os olhos. Já era quarta feira e eu ainda não tinha visto ou falado com o Edward. Como se meu subconsciente tivesse o invocado, eu ouvi a porta se abrir e ele passar por ela, trazendo nas mãos o maior buquê de rosas brancas que eu já tinha visto. Sorri para ele e me ergui do sofá, indo para abraçá-lo, mas antes eu tirei o enorme empecilho do caminho e pulei em seus braços.



_Parabéns para nós, docinho. – ele falou de encontro a minha boca e eu congelei. Tentei sorrir indiferente às palavras dele e me soltei.



_Só se ser dispensada de um trabalho, do qual eu tinha cem por cento de chances de entrar, for uma boa notícia.



Ele me olhou calado por um bom tempo, talvez esperando que eu lhe dissesse mais alguma coisa. Mas, dizer o quê?



_Entendo. – ele disse tirando o paletó e jogando-o no sofá. _E como foi sua semana? – ele perguntou, afrouxando a gravata e tirando os sapatos e as meias, ele gostava de andar descalço.



_Bem entediante. E a sua? - eu perguntei, indo para a cozinha. _ Já jantou?



_Não, vim direto para cá do trabalho.



_Pois hoje é sua noite de sorte. – eu falei, lhe jogando o meu melhor sorriso coquete. _ Eu fiz carne assada com batatas e ervilhas no molho.



_Hum, deve estar delicioso. - ele falou às minhas costas, me abraçando. _ Tem certeza de que não tem nada para me dizer?



Eu me virei em seus braços e sorri, tentando parecer o mais calma possível. Ele não poderia saber da... Não, não poderia.



_Tenho, não aconteceu nada demais hoje, nem durante a semana inteira.



Eu me chutei mentalmente por esconder isso dele.



Depois do jantar, ficamos deitados enfrente da lareira, conversando sobre minha falta de tato para arranjar trabalho e meus problemas financeiros. Mudei o rumo da conversa e perguntei sobre sua semana e tudo o que ocorreu. Era hipnotizante e fascinante ouvi-lo falar sobre armas e trabalho e tudo o que se fazia dentro da empresa. Eventualmente, acabamos na cama, gemendo e suando entre os lençóis. Ele passou a noite que chegou e o dia de hoje todo comigo, me mimando e me cuidando, como se eu fosse feita do mais fino cristal. Já era noite e estávamos deitados para dormir.





_Você não pode lutar todas as minhas batalhas por mim, Edward - eu sussurrei olhando impotentemente para seus olhos verdes indecifráveis. Ele tinha puxado o mesmo assunto da noite anterior.



Ele me tocou na bochecha fazendo carinho no local.



_Posso sim, querida, já que eu sou o homem que divide a cama com você todas as noites. - ele sussurrou de volta, me roubando um beijo.



_Não todas as noites - eu resmunguei e ele riu, me apertando em seus braços.



_Só porque você não quer ir a minha casa, eu não posso dormir sobre esse colchão encaroçado todas as noites, minha coluna protestaria.



Eu me afastei dele com um olhar de insulto, que, é lógico, nem o afetou.



_Pense por esse lado - ele falou, me trazendo de volta para o abrigo dos seus braços e beijando meus cabelos revoltos _ Se eu resolver todas as suas coisas você se acostumará a depender exclusivamente de mim, o que fará com que você vá a minha cama, na minha casa. - eu falei um "Hei!", ofendida por suas palavras, mas ele continuou como se eu nem o tivesse interrompido_ O que fará com que você aceite meu anel e fará de você minha mulher.



_Você sempre tem tudo planejado?



_Sempre.



_E se eu não o quiser?



_Você está grávida. De mim. - ele falou sério, todo o vestígio de humor sumindo como passe de mágica dos seus olhos.



Eu senti minha face perder a cor.



_Como você...



_Você foi ao ginecologista e sua consulta é quinze dias à frente. Eu estranhei isso e fiz minha própria pesquisa pessoal. Quando você me contaria?



_Eu... Logo.



_Mentirosa.



_Eu não minto!



_Então estava deliberadamente escondendo meu filho de mim?



_Eu descobri ontem!



_E eu dormircom você ontem, esperando você me contar que eu seria pai!



_Você disse que nunca queira ter filhos!



_Quando você ouviu isso?



_Na casa de sua mãe no domingo, eu ouvi as palavras, você disse: “Eu não quero filhos ,mãe”. E ela lhe disse: “E se vocês se descuidarem e ela engravidar”? E você rebateu com as seguintes palavras: “Ela não vai engravidar.” Você foi muito confiante nas palavras, rejeitando qualquer oportunidade disso algum dia acontecer.



_ Uau! Você agora bateu abaixo da cintura. - ele falou, me olhando com raiva. _E será que na sua cabeça nunca passou a mínima idéia de que eu poderia ter mudado de opinião? Eu estou assumindo riscos com você Isabella, estou publicamente com você! Eu pintei um alvo na sua testa apenas para te ter perto, apesar de que o melhor seria te mandar para longe. Eu gosto de você de uma maneira que eu nunca gostei de outra pessoa na vida. Inferno, eu nunca gostei de ninguém! Você não acha que eu mudei muito, não?



_Eu...



Mas ele não me deixou falar, apenas se virou e saiu da minha cama, catando suas roupas e vestindo-as em uma velocidade impressionante. Em seguida, saiu da minha casa sem nem olhar para trás, como se eu nem sequer estivesse lá. E isso doeu! Mas, vendo o seu lado, doeu nele também. Ele assumia riscos por mim, para ficar comigo. Seu mundo não era para mim, mas ele estava disposto a enfrentar tudo para me ter dentro dele. Eu alisei minha barriga, onde meu bebê de um pouco mais de quatro semanas estava sendo gerado. Assim, saí em disparada do quarto, em direção à rua, tentando alcançá-lo. Mas seu carro não estava em canto algum, como sempre ficava quando brigávamos e ele saia de casa. Sempre ficava no carro tentando esfriar a cabeça, antes de voltar calado, me dar um beijo e ir embora. Era assim que fazíamos as pazes.










8 comentários:

  1. Shhh... Lascou bonito agora! Amei filhota, como sempre ótimo.

    Hei, estou com saudades de você.

    Beijos.

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  2. afffff mas que coisa .. eles andam e desandam .. minha nossa!!!!

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  3. Eita que a bella por um lado pisou.muito na bola, mais por outro ela tbm tem seus medos tbm, mais tomara que eles nao fique tanto tempo longe, e aonde ele foi gento. Amei o capitulo flor

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  4. aaain , quanta briga, Ok ela pisou na bola, mas ele também , a Bella possui muitos medos assim como o Edward, ele tem que começar a contar pra ela sobre toda sua vida se não eles nunca vão conseguir ser feliz ;s
    Amei o capítulo ( eu adoro quando ele fica chamando ela de neném , é fofo >.< )

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  5. Não gosto deles brigados, vão se entender né?

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  6. Será que agora sai casamento? Ela vai voltar atrás e aceitar o anel? Estou torcendo que sim.

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  7. Nossa. Nunca cansou de ler suas histórias, elas são fantásticas. Espero que eles se resolvam logo :-)

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  8. mas ele também esperava o que ? depois do que falou pra mae dele e ela escutou ?

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