Capítulo 30
_Nessie, desça para tomar café, meu bem!
_Já vou mamãe!
Ding dong!
_Quem será uma hora dessas? – Bella amarrou seu robe de seda italiana e foi atender a porta.
_Bom dia, Bella.
_Bom dia, senhor Morrison. O que deseja?
_ A Nessie me ligou, pedindo o cereal e, como eu vim fazer entregas ao lado, eu trouxe.
_Obrigada, só um momento.
Ela se virou e pegou em cima da mesinha, atrás do sofá, na tigelinha chinesa de quinquilharia, a bolsinha de dinheiro e pagou o cereal.
_Obrigada, senhor Morrison.
_De nada Bella, tenha um bom dia.
_O senhor também. – Bella fechou a porta, no momento em que sua filha descia a escada.
_Chegou mamãe?
_Está aqui. – Bella balançou a caixa e sua filhota correu para ela pegou e foi para cozinha, abrindo a caixa no processo.
_Toninho chegou!
Seu filhote entrou na cozinha correndo, vestido no pijaminha do super homem e pantufas, com a chupeta e o paninho arrastando no chão que, aliás, não era pano era a camisa do pai que ele tomou para ele. Ninguém tirava essa camisa dele, ninguém.
_Binquedo! Mamãe baço!!! – seu pequeno falou, se esticando todo.
Bella sorriu e o pegou no colo.
_Vamos tomar seu gagau?
_Gagau!!! - Ele olhou pela cozinha. – Quelo papai...
Ele fez um bico e Bella sabia que vinha choro por aí.
_Papai já vem, meu amor. Tome, fique sentadinho com a Nessie, enquanto mamãe prepara seu gagau.
_Quelo gagau e papai. – ele jogou a chupeta no chão. Emburrou a cara e Bella riu, indo preparar a mamadeira dele.
_Veio, Toninho!!!
_Veio o quê? – Bella perguntou, colocando a tigelinha na frente de sua filhota, enquanto a mesma pulava na cadeira e seu filhote acompanhava.
_O boneco dos SEALs!!! É o último da coleção dos soldadinhos, só faltava esse!!!
_Que bom amor. Ed! Vem, o café está pronto!
_Já vou amor! Ah não!!! Bella, corre aqui!!!
Ela subiu as escadas correndo e entrou no quarto, encontrando seu marido e seu filho, ambos sujos de vômito.
_Ele fez de novo. – ele falou e fez uma careta, rindo em seguida. Seu caçula tinha nove meses e já andava a casa toda.
_Oh meu amor, vem com a mamãe. Ele ainda está com o estômago sensível, por isso que vomita toda hora. Acho que devemos ir na médica novamente.
Bella falou, indo para o banheiro e tirando a roupa do seu pequeno. Edward se desfez da roupa suja e entrou no chuveiro, pegou o filhote nos braços e deu o banho, enquanto Bella arrumava a cama.
_Eu acho melhor falar com o papai. Não quero mais que Zac leve agulhadas Bella, a pele dele está toda marcada.
_Você tem razão.
_E além do mais são os dentes, lembra-se de Toninho quando nasceram as presas? Tivemos noites e mais noites acordados com ele com febre, vômito, diarreia e tudo mais. Não quero mais ver ninguém chegar perto do meu filhote com agulhas, soros e afins. Darei um tiro em alguém se for preciso.
Seu filhote sorriu e fez barulho.
_Não é filhão? Não é? Quem é o meninão mais bonito do mundo? Quem é? Quem é? É isso mesmo, é o Zachary. o Zac é o garotão mais lindo do mundo inteiro...
_Cuidado! Se o Antoni escuta, você estará em sérios apuros.
Edward colocou a cabeça para fora do box, olhando em volta.
_Ele está aonde, que não veio me acordar?
_Na cozinha, com Nessie. Eles encontraram o último boneco dos SEALs que faltava para coleção.
_Beleza! Agora só falta comprar o forte e...
_Edward, você prometeu que iria deixar eles juntarem dinheiro para conseguir. A Nessie tem juntado dinheiro para comprar essas caixas de cereal, ela quer fazer isso sozinha. É o presente dela para o Toninho.
_Ok, me rendo.
_Acho bom mesmo! Me dê ele aqui, não é meu amor! Vem com a mamãe, vem!!!
Alguns minutos depois, Bella desceu com Zac para a cozinha, o colocou na cadeira alta e o prendeu. Pegou a papinha e começou a dar a ele. Seu marido desceu a escada assobiando.
_Bom dia família!
_Papai!!! – Toninho correu para ele, se prendendo nas suas pernas. Edward o colocou no braço
_Meu garotão. Quem ama o papai?
_Eu.
_E quem ama o Toninho?
_Papai de eu!!! – ele falou e enlaçou o pescoço dele com os bracinhos.
_Papai, eu achei o último bonequinho!
_Que bom docinho! Eu sabia que você conseguiria. E sem ajuda de ninguém!
Nessie riu e piscou o olho para ele e ele colocou o dedo nos lábios, dizendo que era segredo. Sua filhota assentiu e ele sentou para tomar café. Como sempre, o café da manhã foi regrado a muito falatório, comida derramada e brincadeiras.
_Neném, você vai fazer as compras hoje?
_Sim.
_Acabou minhas lâminas de barbear.
_Eu tinha notado, está na lista.
_Papai feigi a baba?
_Fiz, olha só filhão. – ele se esticou e Toninho passou a mão na bochecha dele.
_Tá iza.
_Tá lisa sim.
_Papai. O Jack pode vir aqui hoje para brincarmos com a motoquinha?
_Não dá Nessie, tenho trabalho na empresa e você precisa cuidar do Antoni. É rápido e Esmeralda estará aqui logo, logo e além do mais mocinha, as provas vêm aí, tem que estudar. – Bella falou, limpando a boca de Zac.
_Mas eu já estou passada. Papai?
_Sua mãe já falou.
_Tá bom. –ela falou e terminou seu cereal. – Papai, o senhor vai está aqui para o jantar?
_Vou, porquê?
_Eu queria assistir os desenhos das meninas superpoderosas com o senhor, é um DVD novo que vovó me deu.
_Assistiremos, compre mms, um montão.
_Telo mmmmmssssssss. –Toninho falou, batendo com sua mamadeira na mesa.
Edward tirou dele, calmamente e se levantou.
_Amor, dá um nó pra mim?
_Dou sim. –ela se levantou e arrumou a gravata dele, dando um beijo no peito como de costume.
Todos foram para fora de casa. Edward entrou no seu volvo e Bella no SUV, cada um foi para um lado.
***********
_ Mamãe?
_Oi amor?
_Por que o papai não gosta do Jack?
_Ele gosta do Jack, ele só não gosta quando vocês estão muito juntos.
_O papai tem ciúmes do Jack, mas nem precisa, eu não vou trocar ele por ninguém, ele é o meu papai.
_E ele sabe, só que não consegue controlar.
_Converso com ele?
_Eu acho uma boa ideia querida. Pegue o pacote de macarrão, sim?
_Vai fazer macarrão com queijo para o almoço?
_Quer?
_Quero, estou com saudades do macarrão com queijo da senhora.
_Quelo quexo!
Antoni falou, rindo. Zac estava preso na frente do corpo de Bella pela bolsa canguru.
Fizeram as compras e voltaram para casa. Bella fez o macarrão com queijo e todos se esbaldaram. Ela foi na empresa e trabalhou lá por quatro horas. Esmeralda fez o jantar e Bella foi tomar banho. Seus filhotes já estavam todos tomados banhos e arrumadinhos.
Às sete em ponto ele chegou. Assim que abriu a porta, foi recebido pelos gritos e abraços dos filhos. Se dirigiram para o sofá, com Nessie agarrada a sua cintura, Toninho preso em uma perna e Zac na outra.
_Com foi o dia? – ele perguntou, tirando o paletó e Nessie prontamente o pegou e colocou no encosto do sofá menor.
_Foi bom, a mamãe fez macarrão com queijo para almoço. Papai, posso conversar com o senhor?
_Claro que pode, meu bem. É sobre o que?
_Pode ser depois do jantar?
_Claro.
Depois do jantar, Edward se deitou, como de costume, no tapete fofinho da sala e seu filhos o arrodiaram, todos tentando achar um lugarzinho para poder assistir. E, como de costume, era aquela disputa suada, já que Nessie queria assistir as meninas superpoderosas e Antoni o super homem. Edward tentava agradar de todo lado, mas quem colocava ordem na bagunça mesmo era sua mulher, que colocava o desenho para o Zac, já que ele dormia primeiro, depois era a vez do Toninho, e por último, Nessie.
Antoni e Zac dormiram e Bella os colocou nas camas. Nessie se ergueu e ficou sentada de frente para o seu pai.
_Papai, quero perguntar uma coisa ao senhor.
_Pergunte. – ele se sentou e ficou de frente para ela também.
_O senhor me ama?
_Amo. Claro que amo.
_Confia em mim?
_Confio. Por que essas perguntas, Nessie?
_Eu preciso saber primeiro se o senhor faria alguma coisa para me magoar ou me deixar triste.
_Nunca, que perguntas são essas, docinho?
Ela respirou fundo, antes de falar.
_Eu quero que o senhor comece a gostar do Jack. Ele é meu amigo e eu gosto dele e o senhor devia gostar também.
_Nessie. Meu docinho, eu gosto dele só que eu não gosto é dessa amizade grudenta que vocês têm.
_Mamãe me disse isso, mas papai eu gosto dele. E, pela minha amizade com ele, o senhor não poderia se esforçar e gostar também? Lembra quando eu não queria provar brócolis e o senhor me pediu para tentar? Então papai, tente por favor, por mim.
_Vou tentar docinho, prometo que vou tentar.
_Eu te amo papai, e ninguém nunca vai me tirar do senhor, ninguém viu?
_Eu sei.
Oito anos depois...
_Não senhora dona Reneesme! Eu a proíbo de sair com ele, está me entendendo? - Edward gritou furioso, olhando para sua filha a sua frente que também estava furiosa com ele. Estava com as mãos nos quadris e batia pé. Ela batia o pé para ele!
_Papai, o senhor prometeu!
_Eu devia ter recebido uma pancada na cabeça.
_Mamãe!!! - sua filha gritou a plenos pulmões.
_O que está acontecendo aqui?
Bella entrou no escritório, se deparando com dois touros enfurecidos de frente um para o outro, seu marido e sua filha.
_Respondam!
_É o papai, ele tinha prometido que deixaria eu comemorar meu aniversario de dezessete anos na reserva, vão fazer uma festa da fogueira para mim e ele agora não quer deixar.
_Ed...
_Esqueça Bella, Reneesme não sai de casa de jeito nenhum!
_Mãe!
Bella suspirou e alisou a cabeça estava com dor de cabeça de novo e a causa, como sempre, era eles dois.
_Nessie, sobe pro quarto.
_Mas mãe...
_Meu bem, vá lá enquanto eu converso com seu pai, sim?
_Está bem.
Ela saiu do escritório e fechou a porta calmamente. Sua filha era como ela, sempre calma.
_Agora, nós dois.
_Nem venha. Minha decisão está tomada.
_Ela já tem dezessete, não é mais uma garotinha Edward.
_É a minha garotinha e ela não vai se enfiar no meio do mato com aquele cabeludo!
_Ele cortou o cabelo só para te agradar.
_Problema dele.
_Você não pode prendê-la em casa. Quer que ela faça as coisas escondido de nós?
_Ela não faria.
_Não? Tem certeza? Ela cresceu Edward, ela ama ele, eles são namorados...
_O QUÊ!!! – Edward falou, olhando para ela mortalmente.
_Faz uma semana. E sabe porque ela não contou a você? Por que você teria essa mesma reação. Ela cresceu, meu amor.
_Será que dava pra você parar de repetir essa maldita frase?
_Qual? Ela cresceu? Estou mentindo, por acaso?
Ele não respondeu e começou a andar pelo escritório.
_Ed, me escute, ela te ama, mas ela tem que viver as próprias experiências. Criamos ela muito bem, você criou ela muito bem meu amor, será que não confia nela?
_Nela eu confio, é nele que eu não confio.
_Ele é um rapaz de respeito, Edward e você sabe muito bem disso! Caramba, ele se tornou um SEAL porque te admira! O sonho dele era ser como você.
_Não me venha me passar mel, dona Isabella. Ele é homem.
_Preferia que ela estivesse interessada por outra menina?
Ele tremeu visivelmente.
_Ela não é cabeça de vento, é responsável, ela o ama e ele a ela, sempre foi assim. Você não vai mudar esse sentimento, sendo contra o namoro deles. Eles cresceram, ele quer se casar com ela.
Edward voltou a andar pelo escritório.
_Prefere que se casem escondidos?
_Não fale essa palavra, minha garotinha nem sabe beijar ainda.
_Ah sabe sim. Eu vi, no dia do baile, no dia em que ele pediu formalmente a mão dela a mim e eu dei permissão para namorarem, eles se beijaram, bem no meio do jardim.
_Minha filha...– ele falou, trincando os dentes de raiva.- Meu bebê... Desgraçado!!!
_Ela não é mais bebê, querido.
_Para mim sempre será meu bebê!
_Ela já tem idade de fazer um, sabia?
Bella falou só para chatear e viu que deu certo quando ele tampou os ouvidos com as mãos e começou a cantarolar.
_Tem certeza que quer perder as mudanças na vida dela? Tem certeza que quer ficar de fora? Ela adoraria te contar as coisas, sempre foram tão cúmplices um do outro.
Bella se dirigiu para a cadeira dele, o levando pela mão. O fez sentar e se sentou no seu colo.
_Lembra quando ela menstruou pela primeira vez e eu estava em Port Angeles? Você foi na farmácia comprar absorventes para ela, trouxe todos que conseguiu botar a mão. Ela passou um ano inteiro sem precisar comprar absorventes. Lembra-se?
_Como eu poderia esquecer se foi nesse dia que a ficha caiu de que ela estava virando mulher e não era mais minha garotinha.
_Ela te ama e sente falta das conversas, ela está cansada das brigas, você não?
Ele suspirou e a abraçou, colocando a cabeça no pescoço dela.
_Na verdade, é que estou me cagando de medo dela ir morar longe da gente e eu não poder mais proteger ela.
_Ela sempre será seu bebê, sua garotinha, seu docinho. Ela é sua filha, nunca vai deixar de te amar.
_Está bem, eu deixo ela ir.
_É a ela que tem que dizer isso e não a mim, querido.
Bella deu-lhe um beijo e se ergueu, o levando pela mão até o quarto dela. Nessie estava sentada na cama, abraçada a boneca da lindinha, a primeira que ele tinha dado a ela. Sua filha ergueu os olhos para eles e Bella saiu, deixando os dois sozinhos.
Edward se aproximou da cama e sentou ao lado dela, a empurrou com o quadril para ela afastar e ela sorriu, deitando a cabeça no ombro dele.
_Sua mãe me disse que você está namorando?
_É. O que o senhor acha disso?
_Eu acho que vou ter que me acostumar com a ideia, apesar de estripar ele ser uma ideia bem mais interessante.
Ela sorriu.
_O senhor sabe que eu te amo, não sabe?
_Sei. Isso eu sei.
_E sabe que eu jamais trocaria o senhor por ninguém, não é?
_Eu sei.
_Eu posso não ter o mesmo sangue que o senhor pai, mais eu herdei sua coragem, seu intelecto, sua força, sua decência. Não vou fazer nada de errado, eu prometo.
_Eu sei filhota, é só que... É difícil, sabe? Ontem mesmo, você era minha garotinha e agora...
Ele chorou e ela o abraçou apertado, sussurrando em seu ouvido.
_Sempre serei sua garotinha, papai. Sempre...
_Eu cometi muitos erros no decorrer da minha vida, minha filha.
_E o senhor me ensinou a não cometer esses mesmos erros papai. Se sou o que sou, é graças a você e seu amor!
_Nessie...
_Me deixe crescer, pai. Me deixe errar e, se eu quebrar a cara, me receba de volta, me deixe colocar a cabeça no seu colo e chorar, como eu fazia sempre que alguém me magoava e eu vinha correndo para os seus braços, porque eu sabia que aqui era o lugar mais seguro para eu me esconder. Eu não cometerei os mesmos erros que você, porque você me ensinou a não cometê-los. E, se eu não acordo a noite chorando porque me arrebentei nas minhas decisões, é por sua causa, porque você me criou do jeito certo. Me deixe crescer, papai. Preciso crescer.
_É tão difícil, meu amor...
_Eu sei, mas é preciso. Eu quero que o senhor fique feliz com minhas vitórias e chore comigo, quando eu cometer erros e chegar chorando em casa. Quero que o senhor me leve pela nave da igreja e me entregue ao Jack, porque isso vai acontecer, não adianta lutar contra isso. Quero que o senhor seja o primeiro o saber que estou grávida e quero que o senhor seja o primeiro a segurar seu neto nos braços...
Ela chorou abraçada a ele.
_Quero ser sempre sua princesinha, porque eu preciso saber que eu ainda sou sua menina, seu docinho. Mas pai, por favor, me deixe ser a mulher que o senhor me criou para ser. Eu sei que posso porque o senhor me criou assim. Me deixe cresce papai, por favor?
_Eu deixo... Eu preciso deixar, não é?
_É. Precisa sim.
Eles ficaram abraçados, até que ouviram a buzina soar lá fora. Ela se ergueu, limpou as lágrimas e saiu do quarto. Edward foi para janela e observou quando ela foi correndo de encontro a ele e se jogou em seus braços, ele a rodou e a beijou. Ele abriu a porta para ela e fechou, indo para porta do motorista. Saíram em direção a festa dela. Sua garotinha... Cresceu.
_Amor?
_Sim neném?
_Venha, vamos para cama.
_Ela cresceu, não foi?
_Foi, mas sempre será sua garotinha, sua Nessie.
_Eu sei.
Ai que fofo !!!!! É muito duro para um pai ver sua princesinha crescer ....
ResponderExcluirAi meu deus amei adorei
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