CAPÍTULO 27
Um mês depois...
_Mamãe, veja o que tia Rose trouxe para meu irmãozinho!!!
Bella sorriu e alisou a barriga, quando seu pequeno deu um chute. Estava com seis meses de gestação e hoje fazia quatro meses que seu marido tinha desaparecido. Ela olhou para a foto dele em cima da lareira e sorriu, pegando-a e alisando seu rosto. Era a foto do casamento.
_Estou cuidando bem deles, meu amor. Estou sempre com sua mãe e com seu pai. Estou tomando minhas vitaminas direitinho. Queria que você estivesse aqui, porque os enjoos estão me matando, mesmo que não sejam mais tão frequentes.
Ela olhou para seu sorriso. Tinham tirado essa foto enquanto eles dançavam e estavam totalmente distraídos. Ele sorriu muito nesse dia.
_Bella? Onde você está? Oh querida... Pára com isso! Está na hora de superar e aceitar que ele morreu...
_Mãe! Pare já com isso, meu marido está em missão. Ele. Não. Morreu.
Renê a olhou com pena nos olhos. Bella odiava isso, odiava como todos aceitaram tão facilmente a “morte dele”, odiava ser tratada como uma doente mental, que se agarra a ilusões. Sua mãe estava com ela há quinze dias. Veio assim que Bella lhe contou que estava grávida. Ela veio para ajudar com a casa, enquanto Bella trabalhava. Mas, ela queria mesmo era que Renê fosse embora.
_Meu amor, não vai fazer bem para o bebê você se estressar. Venha, deixe isso aí e venha para fora. Está um dia tão gostoso! Não deve ficar presa a lembranças passadas, eu sei o que eu falo.
_Eu também sei o que falo quando digo para a senhora parar de se meter na minha vida. Não são lembranças passadas mãe, são minhas lembranças. Meu casamento não é o fracasso que a senhora pinta. Só por que a senhora e o papai não deram certo, não quer dizer que eu e o Edward não daremos. Ele não morreu! Será que é tão difícil entender isso?
_Minha filha, calma, sim?! Pode fazer mal para o bebê. Eu me preocupo com essa criança. É o único filho que ele deixou...
_Caramba, mãe! Ele não morreu! – Bella respirou fundo e olhou nos olhos de Renê. - E o Antoni não é o único filho do meu marido. Temos a Nessie que, se você se lembra bem, é sua neta também! Neta essa que você nunca visitou! Nunca passou mais que cinco minutos com ela no telefone, nunca se preocupou quando eu estava grávida dela! Acho que a senhora deveria voltar para sua casa e cuidar do seu casamento, antes que ele naufrague como o seu com o papai.
_Como você sabe sobre...
_Como eu sei sobre as brigas de vocês? Phill me contou. Ele me ligou no dia em que a senhora disse que viria pra cá. Me pediu para conversar com a senhora mãe, para ver se colocava algum juízo na sua cabeça. Só porque ele é cinco anos mais novo que a senhora, não quer dizer que vai trocá-la por uma menininha vinte anos mais nova que você, mãe! Ele a ama! Volte pra casa, conserte as coisas e seja feliz.
Bella saiu da sala, indo em direção ao gramado de trás, onde seu chá de bebê estava acontecendo. Rosalie, mesmo contra a vontade de Emmett tinha vindo. Sua filha estava com um mês de nascida. Mariza era linda, igual a mãe, uma beleza única! Elas estavam sentadas embaixo da tenda que Esme mandou montar para a ocasião.
Assim que se aproximou, sua sogra abriu um sorriso de canto a canto. Bella ficou com medo de que ela e Carlisle rejeitassem Nessie, quando soubessem do bebê, mas seus medos eram infundados. Assim que souberam, ficaram radiantes, é claro, mas não rejeitaram sua garotinha. Ao contrário, começaram a dar mais atenção a ela do que já davam, com medo dela ficar com ciúmes do bebê.
_Oh minha querida! Venha, sente-se aqui perto de mim. Como estamos hoje?
_Tem dias que está pior. – ela falou, sorrindo e alisando a cabecinha de Mariza.
_Eu entendo. E como estão as coisas com sua mãe?
_Difíceis, mas vamos levando.
Elas ficaram conversando por um tempo até dar a hora do almoço. Comeram entre risos e brincadeiras. Alice tinha vindo com o Bem, já que Jasper estava na empresa. Ele e Emmett trabalhavam em dobro sem o Edward lá. Ela também ia, de vez em quando, e já estava familiarizada com tudo lá, desde contratos até a listas de compras de material. Ela sempre ficava na sala dele.
Às duas da tarde, foram todos foram embora e Bella entrou, levando sua filhota sonolenta pela mão, até o quarto dela. Depois que Nessie estava devidamente tirando sua soneca da tarde, ela foi até o escritório da empresa dela e de Alice. Se chamava “Seduction To The Surface - Onde o Prazer de Seduzir é Garantido”. Elas tinham criado uma empresa, onde trabalhavam com noivas e festas, todos os tipos de festas e jantares elegantes. Bella cuidava da parte do cardápio e Alice das roupas. Estava sendo um sucesso!
Bella entrou na sua sala e foi até seu computador. Ligou e uma foto dos três apareceu. Ela ficou olhando. Eles tinham tirado no aniversário da Nessie, sua última foto juntos. Ela trabalhou por um tempo, até que decidiu ir embora. Desligou o computador e pegou o celular. Olhou para a tela dele e fez o que vinha fazendo desde que ele desapareceu. Discou seu número, já esperando a tão conhecida voz falar.
_ Esse número encontrasse acessível apenas para caixa de mensagens.
_Oi, sou eu de novo. Se você ouvir essa mensagem e não se chamar Edward, saiba que esse aparelho pertence ao meu marido. Por favor, entregar na rua Willow Ave número 238. Obrigada... E se você for meu Edward, saiba que eu te amo... Para sempre!
Ela desligou o telefone e foi para casa.
Assim que Bella entrou pela porta da cozinha, com uma pasta na mão, ela viu seu pai fazendo café. Ele já não precisava mais das muletas e tinha voltado a ser o chefe de polícia de Forks. Graças a Edward.
_Oi papai! – ela lhe beijou a bochecha.
_Oi Bells, como está esse garotão?
_Está quieto hoje. E a Sue, como está?
_Bem, o restaurante está bem movimentado.
_E o senhor sabe disso porquê?
Ela falou, colocando o queixo nas mãos, enquanto o observava coar o café. Seu pai ficou calado e totalmente constrangido.
_Eu tenho comido lá às vezes.
_Todo dia, o senhor quer dizer.
_Está me controlando agora, menina? – ele falou sério, mas riu em seguida.
Charlie colocou café em duas xícaras e levou até a mesa.
_Mamãe vai matar o senhor se ela me ver bebendo café.
_Ela não vai não. Acabei de deixá-la na rodoviária.
_Ela foi embora? – Bella falou, perplexa com a atitude de Renê.
_Foi. Ela me disse algo sobre consertar os erros, antes que fosse tarde demais.
_Bem, pelo menos ela sabe a hora certa de corrigir as burradas dela.
_Ela é sua mãe, respeite ela, ok?
_Desculpe, acho que são os hormônios da gravidez. – ela falou ruborizada.
_Eu entendo. Bom, deixe-me ir, que eu prometi a Sue que iria ajudar a fechar o restaurante.
_Pai, o restaurante ainda nem abriu. Como o senhor quer ir ajudar a fechar?
_Eu não disse que ia agora.
_Disse sim.
_Eu...
Bella começou a rir, se levantou e abraçou seu pai totalmente vermelho.
_Diga a ela que eu não vou mordê-la não, ok? E que ela deve cuidar bem do senhor. Eu a tenho como minha mãe. Diga isso a ela, está bem?
_Está.
_Estão namorando há quanto tempo?
_Um mês.
_Está certo. Beijo pai. Vou tirar um cochilo. Ah, pai?
_Sim?
_Diga a Sue que eu estou desejando aquele espaguete de almôndegas, mas sem as almondegas, só o molho.
_Certo eu digo, a ela.
_Ah, e com bastante queijo parmesão em cima. E diga a ela que eu quero doce de banana com bastante geleia em cima.
Charlie fez uma careta pelo pedido dela.
_Vou providenciar agora. Volto em duas horas. Será que dá para aguentar até lá?
_Claro que dá. Beijo pai.
Ela subiu as escadas e ele foi embora.
3 meses depois...
Feliz aniversário Antoni!!!
Nessie falou, abraçada a barriga de Bella. Estava completando hoje nove meses de gravidez. Seu filhote mexeu e sua filha sorriu, feliz da vida.
_Quando o papai chegar, Toninho, você vai ver. Ele vai te amar muito! Eu acho que ele já sabe que você está dentro da barriga da mamãe.
Seu irmão chutou e ela sorriu, encostando a bochecha no local do chutinho. Ele voltou a chutar.
Estavam as duas deitadas no sofá, assistindo o DVD do aniversário de Nessie. Estava na parte dos parabéns e o cinegrafista deu um closet em Edward bem na hora em que Nessie entregava o pedaço de bolo pra ele.
Bella já estava com tudo pronto. As malas estavam arrumadas e elas iriam hoje para Port Angeles. Bella daria a luz no hospital em que Carlisle era diretor. Ele faria seu parto, que ela queria que fosse normal.
_Mãe?
_Oi meu amor?
_Me explica de novo como o Toninho foi parar dentro da barriga da senhora, se quem entrega ele é a cegonha. Eu ainda não entendi.
_Bom... – Bella procurou palavras certas para não assustar sua filhota. – Os bebês nascem de sementinhas, que o papai coloca na mamãe.
_E a cegonha trás essas sementes?
_É, ela traz.
_E por onde o papai colocou a sementinha?
Bella ficou olhando para sua princesa. Como raios ia dizer onde Edward colocou as sementes dele?
_Princesa... O caso é que...
_Eu já sei mamãe! Foi pelo umbigo, não foi? Ele tem um buraquinho e fica na barriga. Então, foi por aí que o papai colocou suas sementes, que a dona cegonha trouxe. Mas... Como ele colocou aí dentro?
O telefone tocou e Bella foi atender.
_Ele pegou uma injeção, Nessie. Alô? Oi, sou eu sim. Não, desculpa, mas eu não vou poder pelos próximos quatro meses. Estou indo hoje para Port Angeles. Meu bebê vai nascer por esses dias. Obrigada! Se você quiser, eu posso te indicar outra pessoa... Certo, anote o telefone e o endereço...
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A noite estava fria demais e Bella acordou com uma pontada nas costas. Se sentou com dificuldade e respirou fundo. Olhou em volta, à procura do seu marido, mas não o encontrou. Lágrimas de saudade e medo rolaram por suas bochechas. Se esticou para pegar o telefone, mas uma contração a pegou desprevenida.
_Oh meu filho! Por favor, espera só um pouquinho, sim?
Mas seu filho não queria esperar. Ele queria nascer e já! Bella discou para Carlisle.
_Bella o que foi? A Nessie está bem? Você e o bebê estão bem?
_A Nessie está dormindo e seu neto quer sair de dentro de mim agora. Por favor... Eu preci... ciso de você aqui... Oh meu Deus!
_O que foi?
_A bolsa estourou! – ela falou assustada. - Carlisle!!!
_Estou dentro do carro, Esme está comigo. Fique tranquila Bella, estamos chegando.
_Venham logo!!! Ah meu Deus!!! – ela se dobrou no meio, mas se ajeitou imediatamente. – Corre, Carlisle, corre!!!
Bella desligou o telefone e ligou para Sue. Seu pai estava dormindo lá. No segundo toque, ele atendeu, já desperto, se é que estava dormindo, né?
_Bells?
_Pai, o bebê está nascendo!!!
_Estamos indo para aí agora.
_Depressa!!!
Ela desligou e ligou para Alice. Acordaria a cidade inteira, se fosse preciso, para que seu filho nascesse em uma maternidade e não no chão do quarto, que era onde estava nesse momento.
_Alice...
_Oh meu Deus!!! Respire, estou indo para aí agora mesmo! Jass, a Bella está em trabalho de parto. Oh merda! Levante homem e mexa-se, minha amiga está parindo!!!
Bella ouviu barulho de alguma coisa caindo e ouviu o resmungado de Jasper.
_Estou chegando, amiga. Está em casa, não é?
_Sim... Oh meu Deus!!! Isso dói!!!
_Eu sei e você também, já que já passou por isso.
_Mas foi há sete anos atrás!!! Tinha esquecido de como doía pra burro!!!
Alice riu e Bella desejou que ela estivesse perto para arrancar os cabelos dela de um puxão!
Uma hora depois, Bella se encontrava na sala de parto. Carlisle estava lá com ela. Estava trazendo seu filho ao mundo.
_Isso Bella, força! Muito bem, empurre só mais um pouquinho.
Ela fez força, quando uma contração ameaçou parti-la em duas.
_Eu queria o Ed aqui... – ela disse a Esme, que enxugava seu rosto, molhado de suor e de lágrimas.
_Eu também, querida, eu também.
Alice estava com uma filmadora, gravando o parto, ao vivo e a cores.
_Alice, pelo amor de Deus, tira essa filmadora daí! Não quero que ninguém veja isso!!!
_Estou gravando para quando Edward voltar. Ele vai querer assistir o parto do filho dele, não acha?
Com esse argumento, Bella se concentrou em colocar força. Em vinte minutos, seu filho nasceu, chorando a plenos pulmões. Assim que Carlisle o trouxe para que ela o visse, ele fez xixí, molhando os sapatos do vovô. Todos na sala riram com as boas vindas de Edward Antoni Masen Cullen Júnior.
Eles foram transferidos para um quarto e liberados para receber visitas. Seu filho era uma cópia escrita do pai. Antoni nasceu com a cabeça repleta de cabelos cor de bronze e revoltados, igual aos do pai.
Bella ficou observando os dedinhos tão pequeninhos e tão fortes, quando agarrou o seu. Ele dormiu o dia todo e a tarde também. À noite, ele não quis acordo, chorou, fez birra e só se aquietou depois que mamou nos dois seios, que estavam cheios e doloridos. Tudo tinha sido rápido de mais! O parto, o leite descendo em menos de uma hora. Tinha mulheres que passavam até dois dias para poder ter leite e o dela foi quase de imediato.
Nessie veio ver o irmãozinho e chorou quando percebeu que era a cara do pai. Ela vinha chorando muito frequentemente e Bella tinha medo de que ela estivesse acreditando que Edward estava morto. Todos achavam isso mas ela não. Bella tinha certeza de que ele estava bem. Se não voltou ainda, foi por algum imprevisto. Bella sentia isso.
Pegou o celular e discou o número dele.
“Esse número encontra-se acessível apenas a caixa de mensagem.”
_Oi. Eu te amo! Tenho uma surpresa para você quando voltar. Estou te esperando. Enquanto estiver respirando, estarei aqui te esperando!
Ela desligou, guardou o aparelho e deitou a cabeça no travesseiro, adormecendo em seguida.
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O homem estava preparado para ficar lá, por tempo indeterminado, mas ele também! Tinha tudo o que precisava, seu fuzil estava em prontidão, sua mira perfeitamente ajustada. Estava escondido sobre uma proteção camuflada e se encontrava em uma posição privilegiada. O homem saiu pelos portões. Ele colocou o dedo no gatilho de leve. Só precisava um toque e dispararia. Mas, não era um novato nisso. Estava acostumado, seu rifle era como uma velha amante. Estavam ajustados e em sincronia.
Ele se esticou e olhou para os lados. Ele viu os movimentos do homem pela mira laser. Esperaria, tranquilamente. Ele estava na sua mira e não escaparia. Todos os capangas saíram de perto dele e o homem começou a andar, falando no celular. Ele o seguiu pela mira do rifle. O homem desligou. Estava de costas para ele, mas seria muito chato atirar assim. Esperaria uma posição melhor. E, como se o homem sentisse que estavam o observando, ele se virou e olhou direto para ele. Não que ele pudesse vê-lo. É claro que não! Ele sorriu, quando o homem encarou a montanha. Foi preciso apenas um leve toque no gatilho e os miolos do homem se espalharam em uma chuva de sangue e ossos de crânio. O homem caiu com um baque surdo. Estava acabado. Hora de voltar para casa!
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CAPÍTULO 28
Bella acordou, depois de ter dormido apenas três horas essa noite. Antoni estava com cinco meses hoje, nesse dia que completava um ano que seu marido tinha sumido.
_ Bom dia querido... Espero que esteja bem e que volte logo para casa.
Ela falou a mesma frase que falava todo santo dia ao acordar, durante esse longo ano de sua ausência. A saudade era tremenda e hoje estava mais ainda. Também, havia um acerta ansiedade e um nervosismo sem fundamento, que a fazia sentir seu estômago se contrair, em expectativa de que algo iria acontecer hoje, mas ela não sabia o quê.
Bella se ergueu e foi para o banheiro. Fez sua higiene matinal e vestiu seu robe de seda branco. Estava com a camisa de malha dele por baixo. Sempre dormia com ela, sempre! Bella acordou Nessie para ir para a escola. Como de costume, fez o café, colocando uma terceira xícara na mesa, antes de lembrar que ele não tomaria café com elas. Suspirou fundo.
_Estou com saudades, meu amor... – ela sussurrou e uma lágrima caiu por seu rosto.
Estava cada vez mais difícil de aguentar a solidão e a cara de pena que recebia das pessoas à sua volta. Para toda a cidade, era a viúva louca, um novo adjetivo que tinham lhe dado. Ela não ligava. Ele não estava morto mesmo, então...
_Bom dia, mamãe. – sua pequena estava muito quieta e triste. Não tinha mais aquela alegria que irradiava dela, estava murchando como uma flor sem raiz. Elas estavam murchando.
Eram só as duas novamente e, se não fosse seu pequeno filho, talvez Bella já teria enlouquecido. Seu pai tinha se casado com Sue havia três meses e moravam na reserva quileute. Alice estava a voltas com o trabalho e o filho. Se viam sempre, é claro, porque trabalhavam juntas e ela muitas vezes emprestou o ombro para Bella chorar. Era sua amiga, sua irmã. Seus sogros eram sempre constantes na vida deles. Todos eram constantes, mas elas só queriam um em especial. E não poderiam tê-lo. Não por enquanto, pelo menos. Esse era o pensamento dela. Das duas, aliás.
Nessie estava completando hoje oito anos, mas não queria festa, não queria nada, salvo seu pai de volta. Ela tinha amadurecido tão rápido e isso matava Bella por dentro. Era uma criança. Sua filha era só uma criancinha! Sorriu para ela. Sempre sorria para ela, tinha que ser forte. Por eles, porque, por ela mesma, já tinha sucumbido ao desespero e à saudade.
Nessie terminou de tomar café no momento em que ouviram a buzina do carro de Leah soar lá fora. Sua garotinha pegou sua mochila, lhe deu um beijo no rosto e correu para fora de casa, entrou no carro no banco de trás junto com Jack e foram para a escola.
Bella subiu a escada e foi tomar banho e se arrumar. Vestiu uma saia lápis preta, que se abria nas laterais, e uma blusa de seda rosa clara, que dava um laço no pescoço. Calçou seus manolhos, presente dele. Se maquiou e foi ao quarto do seu filhote, que não tinha dado sossego de jeito nenhum a noite. Ele estava dormindo tranquilamente. Bella pegou a babá eletrônica e saiu de casa. Só iria pegar uns papéis e voltaria. Trabalharia em casa hoje.
Ela atravessou o gramado e parou no meio do caminho. Se virou , olhou para os lados e não viu ninguém. Voltou a andar e passou a mão pelo pescoço. Era como se tivesse alguém lhe espiando.
_Bom dia Jully, como está?
_Bem, dona Bella. Tem vários recados para a senhora.
_Eu pego depois. Angela ligou?
_Ainda não, senhora.
_Quando ela ligar, diga-a que preciso que ela olhe os contratos da empresa que eu mandei para ela.
_Ela é uma boa advogada, não é?
_Não, ela é excelente! Não existe ninguém mais competente que eu conheça do que ela. Na área da advocacia, ela é a melhor, sem duvidas!
Bella entrou na sua sala e abriu a gaveta, pegando as pastas que precisava. Um trovão soou lá fora, deixando de sobreaviso os habitantes de Forks que a chuva não demoraria a cair. O vento começou a soprar forte. Seu celular tocou e ela atendeu sem olhar quem era.
_Alô? – ela falou, enquanto fechava a gaveta.
_Você não sabe o quanto eu estava com saudades dessa voz, neném!
Bella estancou no lugar. Suas pernas tremeram e ela sentou um pouco desajeitada na cadeira de couro italiano do seu escritório.
_Ed... – uma lágrima rolou por seu rosto.
_Sou eu amor. – a voz dele estava grossa, como se estivesse se segurando para não chorar.
_Onde... Onde você está? – ela perguntou, enquanto se erguia. Lágrimas não paravam de cair, molhando sua blusa.
_Atrás de você. Olhe pela janela.
Ela se virou devagar e o viu. Estava em pé, no gramado da frente. Tinha o cabelo grande, chegava aos ombros, e o rosto estava coberto por uma camada grossa de barba, mas era ele, sem sombra de dúvidas! Estava vestido com calças camufladas, camiseta preta e botas de combate. Segurava em uma mão o celular e na outra uma bolsa de lona do exército.
Bella respirava com dificuldade, enquanto segurava precariamente o celular com a mão tremente. Sua janela era enorme e se abria totalmente. Ela jogou o celular em cima da mesa e abriu a janela, enquanto gotas grossas de chuva começavam a cair. Ela pulou a janela, no momento em que sua secretária entrava na sala com sua correspondência.
_Dona Bella...
Ela correu pelo gramado em direção a ele, que estava parado a observando. Tirou os sapatos, os descartando em algum lugar, e se atirou em seus braços. A saia se abriu nas laterais, quando ela entrecruzou as pernas em seus quadris e envolveu seu pescoço com os braços. Ele a segurou apertado, soltando o celular e a bolsa no chão. O beijo foi tudo, menos calmo! As mãos seguravam os cabelos um do outro, os corpos se apertavam, como se quisessem se fundir em um só! Ele andou em meio à tormenta, em direção a casa deles, com ela firmemente presa nos seus quadris. Abriu a porta de vez e a fechou com um chute potente. A imprensou na madeira dura, enquanto rasgava sua blusa e sua saia. Bella fez o mesmo com sua camiseta. Suas unhas estavam enormes e ela o arranhou no peito, tentando se desfazer das roupas inconvenientes. Em pouco tempo estavam nus. Em segundos, ele estava dentro dela. Em segundos, ambos estavam gozando, tremendo, voando! Ele a levou para o sofá e lhe amou com loucura! Foram para o quarto, com ela presa aos seus quadris, caíram na cama. Fizeram amor novamente em meio a lágrimas, sorrisos, gemidos, suspiros...
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Edward estava deitado com ela ao seu lado. A perna dela estava em seu quadril, bem em cima da sua ereção que não diminuía, mas precisavam conversar. Ele precisava se explicar, pedir perdão, implorar se fosse o caso.
Ela suspirou e se apertou mais a ele, lhe beijou o peito e ele riu. Quanto tempo sonhou com isso! Com ela assim, ao seu lado.
_Neném?
_Sim?
_Não quer saber onde eu estive?
_Só preciso saber de uma coisa, Edward.
_E qual é?
_Você vai ficar?
_Para sempre!
_Então não preciso ouvir mais nada...
Ela lhe beijou, se apertando mais a ele. Ele a ergueu, colocando-a em cima de si. Se beijaram e ele ouviu um chorinho baixo a princípio, mas que foi ficando mais alto. Ele a olhou sem entender e ela sorriu para ele. Se ergueu e pagou na sua mão.
_Venha, tem alguém que quero que você conheça.
Ele se vestiu junto com ela e saíram do quarto. Se dirigiram para a porta em frente e ela abriu, deixando que ele entrasse na frente. O quarto era todo azul, com desenhos de bichinhos e meninos empinando pipas. Em frente, bem em cima de um berço, tinha um retrato, feito com carvão, dele, ela, Nessie e um bebê. Seu coração deu uma arrancada no peito! Ele a olhou e ela o incentivou a chegar perto do berço, onde ele observava umas mãozinhas inquietas se mexeram lá dentro.
Ele se encostou nas grades do berço e ficou olhando, embasbacado, para um garotinho de alguns meses de idade que era sua cara, enquanto ele se mexia e ficava mais vermelho, à medida que não recebia a atenção que requeria. Bella chegou perto dele e pegou o bebê nos braços. Ele estava sem ação.
_Ed. Quero lhe apresentar Edward Antoni Masen Cullen Júnior. Toninho esse é o seu papai!
Seu filho lhe olhou e sorriu, como se entendesse o que ela estava falando. Ele estendeu as mãos trementes em direção a eles e ela colocou seu filho em seus braços. Edward teve que se sentar ou cairia. Se dirigiu para uma cadeira de balanço, com seu pequeno nos braços, que estava quietinho.
Seu filho!
_Quantos meses ele tem?
_Cinco.
Edward fez rapidamente as contas. A olhou e sorriu.
_Na lavanderia, no dia do churrasco?
_Sim.
Ela sorriu e se aproximou dele, sentando-se no braço da cadeira. Seu filho, assim que sentiu seu cheiro, se esticou nos braços do pai e começou a chorar. Edward nunca tinha visto choro mais lindo! Antoni fez um bico e abriu o berreiro. Ele ficou rindo feito um besta, enquanto ele chorava. Edward olhou pra Bella e ela, sorrindo, tirou ele dos seus braços.
_Pronto, pronto, já peguei, não precisa derrubar a casa, mamãe alimenta você. - ela olhou para ele e estendeu uma mão. – Vem.
Se dirigiram ao quarto deles e ela se deitou na cama com seu filhote e lhe deu de mamar. Edward se deitou ao lado, de frente para eles, e ficou alisando a cabeça cheia de cabelos do seu filho, que eram iguaizinhos aos dele, na cor e no jeito revoltado dos fios. Sorriu para sua mulher.
_Meu Deus! Como eu amo você neném... Como está minha princesa? Onde ela está?
_Na escola. Ela vai enlouquecer quando te ver, sabia?
_Não mais do que eu! Neném, me perdoe por eu ter sumido tanto tempo eu... Eu não tive escolha. Você me entende? Carlos Fontes tinha contratado homens para pegar você e a Nessie. Eu fui atrás deles e os matei, mas na volta meu avião foi sabotado. O piloto era um dos homens do Fontes, brigamos enquanto o avião caia. Ele arrancou minha correntinha, eu tentei pegar de volta, mas não consegui. O avião incendiou e caímos na água. O safado morreu na hora e foi aí que eu tive a idéia de me fingir de morto! Cortei a mão dele e terminei de queimá-la, destruindo as impressões digitais, para que não descobrissem que não era eu. Queimei o resto do corpo, para que encontrassem só a mão.
Ela puxou de dentro da camisa a correntinha.
_Ela voltou para mim.
_Eu sabia que ela voltaria!
_ Eu fiquei esperando você voltar para buscá-la.
_E eu voltei! – ela tirou do seu pescoço e colocou no dele.
_O que aconteceu depois? Disseram que o avião caiu no mar, perto de umas ilhas. Como saiu de lá?
_ Minha mochila ficou intacta, então eu consegui me comunicar com um amigo meu.
_Quem?
_Aro Volture, irmão de Caius. Já trabalhamos juntos nos SEALs. Ele me ajudou e pedi para não contar a ninguém.
_Ele veio aqui, quando trouxeram a notícia de que você supostamente tinha morrido. Ele pegou nas minhas mãos e disse que eu não perdesse a fé. Agora eu sei o porquê. – Bella falou e sorriu para ele. – Continue.
_Eu consegui rastrear Fontes e o segui por meio mundo até encurralá-lo em um dos seus esconderijos. Fiquei lá de tocaia por duas semanas. Quando ele se sentiu seguro para sair, eu o peguei. Ele não vai mais nos atacar neném, está morto.
_Eu acredito em você, quando ele morreu?
_A cinco meses atrás. – ele falou, alisando seus cabelos.
_Mas... Porquê não voltou pra gente?
_Eu precisava por um fim em tudo. Fui atrás da organização dele, de sua família. Não sobrou ninguém.
_Quando você diz família você quer dizer...
_Não. Ele não tem mulher, nem filhos. A família dele era seus irmãos e homens de segurança.
Ela assentiu. Seu filho terminou de mamar e ela o ergueu, o colocando no seu ombro para arrotar. Ele soltou um arroto forte e eles riram.
_Vem com o papai filhão. Nunca vou me perdoar por não estar aqui para você no momento em que mais precisou de mim. - ele falou para ela, acomodando seu filho nos braços desajeitadamente. Bella o ajudou.
_Você estava em missão, estava tentando nos proteger. Eu, mais que ninguém, entendo isso, meu amor! Apesar do tempo longe, da saudade, do sofrimento, eu estou feliz porque tudo acabou bem.
_Gostaria que me perdoasse.
_Não tem o que perdoar, Edward! Você estava fazendo o que qualquer homem, com sangue nas veias, faria por sua família. Só não entendo porque não entrava em contato comigo...
_Não podia, ele tinha homens te vigiando, vigiando a casa! Se eu ligasse para você, ele saberia. Você tinha que achar que eu tinha morrido.
_Eu ligava para você todo dia. Deixava mensagens, sabia?
_Sabia. Eu ouvia. Era arriscado, não dava para falar contigo, tinha medo de que me descobrissem. Mas eu sempre ligava para ouvir sua voz. Foi o que me deu força para continuar, para por um fim nisso tudo. Sua força me deu força Bella, eu estava para desistir e voltar correndo para vocês! Os dois primeiros meses foram os piores. Eu nunca chorei tanto como eu chorei naquela época!
Ele riu e ela o acompanhou. Ela passou a mão por sua barba e seu cabelo.
_Precisa fazer a barba e cortar o cabelo.
Ele concordou.
– Você me ajuda?
_ Ajudo. Claro que ajudo.
Toninho ficou o resto do dia acordado. Tomou banho com os pais na água quentinha do chuveiro. Ficou nos braços de Bella, enquanto Edward fazia a barba e em seus braços, enquanto ela cortava o seu cabelo. Bella ria a todo momento com as caretas que seu marido fazia, arrancando gostosas gargalhadas do filho. Ela desceu os degraus e foi para cozinha preparar algo para comerem. Ouviu passos na escada.
_Amor, vou buscar minha bolsa!
_Está certo! – ela respondeu da cozinha.
Ele saiu com seu filhote nos braços. A primeira impressão que tinham era de ver um fantasma nadando pelo gramado. Seus vizinho se benzeram e correram para dentro! Era natural, um dia descobrem que ele morreu e no outro o vêem andando com o filho nos braços pelo gramado.
Seu filho puxou seu cabelo e ele sorriu e beijou os dedinhos dele.
_Oi filhão! Me perdoe por não estar aqui para você, tudo bem? Papai precisava organizar as coisas primeiro, mas agora estou aqui e não vou embora, é uma promessa!
Como se tivesse entendido cada palavra, Toninho abriu um sorrisão e balbuciou algumas palavras de bebê, fazendo seu pai ficar com cara de bobo, olhando para ele.
_Isso mesmo, papai nunca mais vai se separar de vocês!
Edward não achou sua bolsa. Merda! Tinha seus equipamentos dentro e se perder...
_Oi senhor Cullen?
Ele se virou e deu de cara com uma mulher lhe encarando e torcendo as mãos na frente do corpo.
_Bom dia...
_Jully, senhor Cullen... É o senhor Cullen, não é?
Ele riu e ela suspirou, ficando corada e se empertigando na mesma hora.
_ Sim, sou o senhor Cullen. Você viu uma bolsa que estava jogada aqui?
_Sim senhor, eu vi. Eu a guardei lá dentro. Vou buscá-la.
Ela se virou e ele a seguiu. Bella tinha feito maravilhas com o local. Estava a cara dela, lindo, simples e elegante. Jully lhe entregou sua bolsa e ele voltou para casa. Sua esposa estava na cozinha, dava para saber pelo cheiro delicioso que vinha de lá.
_Ei garotão, vamos ver o que a mamãe tá preparando para gente, vamos?
Seu filhote riu. Se dirigiram para a cozinha e Bella estava de bunda para cima, tirando alguma coisa do armário.
_Sabe, acho que se você ficar nessa posição por mais tempo teremos outro bebê daqui a nove meses. O que acha, neném?
Ele falou, enquanto colocava seu filho na cadeirinha alta e o prendia com o cinto. Bella se virou para ele sorrindo, chegou perto e lhe rodeou o pescoço com os braços, ao mesmo tempo em que ele lhe rodeava a cintura com as mãos fortes.
_Concordo, além do mais eu não estou tomando nada, senhor Cullen.
Ele abriu um sorrisão de orelha a orelha.
_Nada?
_Nada. Nadinha de nada.
_Ótimo!
Se beijaram e ele a imprensou na pia, mas seu filho não gostava muito de ser ignorado, então começou a chorar. Eles se separaram ofegantes e Edward foi pegar Toninho.
_À noite. – ele falou recuperando o fôlego.
_À... Noite...- ela respondeu, totalmente sem fôlego.
Comeram panquecas com melaço e suco de melancia, o preferido dele.
Foram para sala e ficaram brincando com Toninho. O telefone tocou e Bella foi atender. A campainha tocou e ele se ergueu com o filho nos braços. Assim que abriu a porta, uma mulher entrou feito um furacão.
_Bella, eu preciso da receita daquele bolo para aquela noiva chata que mudou de ideia novamente. Eu te digo uma coisa, se ela mudar mais uma vez o sabor do bolo eu vou... Olá... Quem é você?
_Edward.
_Prazer Edward, eu me chamo Guerreira.
_Guerreira.
_Meu nome de guerra. O verdadeiro eu não posso dizer, se não terei que te matar. Onde Bella está?
_Na cozinha.
_Ok.
Ela se virou e saiu. Edward olhou pra Toninho sem entender nada.
_Bella!
Bella tomou um susto e se virou dando de cara com sua cozinheira e amiga.
_Guê! Quer me matar do coração!
_Desculpe-me, mulher que espécime é aquele na sala?
_Ele é o meu...
_Sério, quando eu disse para você arranjar uma babá, eu me referia a uma para Toninho e não pra você. Apesar de que, se eu estivesse no seu lugar, eu não recusaria ele. DE MODO ALGUM!
Bella riu e chegou perto dela, colocando o braço em volta dos ombros da amiga.
_Venha, deixe-me te apresentar. Ed?
_Oi amor!
Elas chegaram na sala e eles estavam deitados no tapete, assistindo desenhos. Ele se ergueu e as olhou sorrindo.
_Guê, esse é meu marido, Edward Cullen.
_Edward Cullen? O que achavam que tinha morrido?
_Isso aí.
_Caraca e eu dando em cima dele? Po... Perdão. Prazer Edward.
_Prazer, Guerreira.
_Me chame de Guê.
_Certo. Amor, vou me arrumar está quase na hora de pegar a Nessie na escola. De lá vamos para Port Angeles, ok?
_Está certo meu bem, me dê ele.
_Tudo bem, eu fico com ele enquanto vocês duas conversam. Vamos parceiro?
Eles subiram a escada e sumiram de vista.
_Quando ele voltou Bells?
_Hoje.
_Conversaram?
_Não muito.
_Não lhe julgo, com um homem desses, minha amiga, quem precisa de DR?
Elas riram e Bella entregou a receita para ela, que voltou ao trabalho.
Ao meio dia, Edward estacionou o SUV do outro lado da rua da escola de Nessie. Ele saiu e ficou encostado na porta, observando a entrada do colégio. Quando o sinal tocou e ele viu as crianças saírem, seu coração bateu acelerado. E se ela não quisesse saber dele? Orou em silêncio para que Deus o ajudasse. Viu sua filhota sair pelos portões de mãos dadas com Jack, o que fez com que Edward fechasse a cara. Eles ficaram conversando e o carro da mãe dele chegou. Ele se despediu dela com um beijo na bochecha e entrou no carro. Sua filhota ficou conversando com as amigas. Bella tinha dito a ele que hoje era o dia dela ir buscá-la.
Edward ficou olhando pra ela. De repente, sua princesinha ficou imóvel e se virou devagar, olhando para o outro lado da rua. Ela o viu e ficou paralisada. Suas amigas falavam e ela não respondia. Eles se encararam por alguns segundos, antes de sua garotinha correr desesperada para ele. Edward a alcançou no meio do caminho. Ela se jogou nos braços dele, lhe abraçando apertado, enquanto chorava. Ambos choravam. Todo mundo parou para ver a cena. Ninguém acreditava que era ele, era impossível! Mais estava lá, a cena mais linda que já viram. Pai e filha se reencontrando, depois de um ano longe um do outro.
_Papai... Por favor, não vai embora de novo. Eu faço qualquer coisa para o senhor ficar. Me desculpe se fui uma menina má e, por isso, o senhor foi embora. Eu vou melhorar, eu prometo, só não vai embora de novo!
Edward não conseguia falar, lágrimas turvavam sua visão e um bolo tapava sua garganta, impossibilitando de sair qualquer palavra que fosse. Ele a apertou mais e lhe beijou os cabelos.
_Nunca mais vou embora, docinho. Perdão!
Foi só o que saiu. Nada mais, entraram no carro e ela foi sentada no colo dele até uma sorveteria. Bella tinha ficado em casa com Toninho. Ela disse que eles precisam desse momento a sós. Pediram dois sorvetes, um de pistache e outro de chocolate. Ela adorava chocolate. Sentaram em uma das mesas do lado de fora e tomaram os sorvetes, sem que ela saísse do seu colo.
_Meu docinho?
_Sim papai?
_Preciso conversar com você.
_O senhor não vai embora de novo, vai?
_Não. Nunca mais eu vou sair de perto de vocês.
_O senhor promete?
_Prometo.
_Então vamos fazer um pacto.
Ela ficou em pé e colocou a mão no coração, ele a imitou.
_Eu prometo a Deus que nunca mais vou embora. – ela disse. – O senhor tem que repetir papai.
_Eu prometo a Deus e a vocês que eu nunca mais vou embora.
_Amém.
_Amém.
Ele se sentou com ela no colo novamente.
_Por que o senhor foi embora? - ela falou, colocando a cabeça em seu ombro. Ele alisou os cabelos, colocando-os atrás da orelha.
_Tinha um homem mau tentando fazer coisas ruins com vocês e o papai teve que ir falar com ele.
_O senhor brigou com ele? Igual quando o senhor brigou com o menino que puxou meu cabelo no parque?
_Foi isso mesmo. Ele nunca mais vai tentar fazer nada com vocês docinho, papai promete.
_Eu sei, o senhor não mente.
Edward sentiu vergonha de estar mentindo para ela, mas não tinha jeito no mundo inteiro de que ele fosse dizer que estourou os miolos do safado, depois de sete meses o espreitando. E que passou os próximos cinco meses destruindo e matando todos os que tinham alguma ligação com Fontes e que pudessem se vingar na sua família. Edward era um homem com sangue nas mãos, mas foi preciso fazer isso. Era eles ou sua família e ninguém mexeria com sua família, ninguém!
Foram para casa rindo e cantando uma música que ela tinha aprendido na escola. Chegaram e Nessie apertou forte a buzina. Gargalhou quando seu papai fez cócegas e saíram do carro, com ela em suas costas brincando de cavalinho. Bella estava na porta com os olhos cheios de lágrimas. Seu filhote estava nos braços dela, a visão perfeita para ele, sua família! Ele agradeceu a Deus por tudo o que tinha.
_Mamãe, o papai voltou!!!
Sua filha gritou alto para que todos os vizinhos ouvissem. Entraram em casa e ele se jogou no sofá com ela em seus braços. Caíram no chão e Bella se aproximou deles. Edward a puxou para se deitar com eles e Toninho fez bico de choro. Edward o pegou e ele se calou na mesma hora. Ficaram deitados por um tempo, só escutando Nessie falar do dia de aula, e como o Jack era legal, e como o Jack tinha dividido o lanche com ela, e como o Jack tinha a empurrado no balanço, e como o Jack tinha segurando sua mão, quando um menino tinha vindo falar com ela. E Edward ficou dividido entre dar uma surra no Jack, para ele abandonar essa paixonite por sua filhota e permitir que eles continuassem com essa “amizade”. Afinal, o menino estava cuidando dela durante esse tempo em que esteve fora, de acordo com sua mulher.
Bella e Nessie foram se arrumar e ele ficou com Toninho, deitados no tapete.
_Diga papai. Papai... De novo pa. Pa. i...
Seu filho riu e fez bolinhas de baba. Edward riu feliz, quando ele começou a fazer ruídos engraçados e mexer as mãozinhas, como se estivesse gesticulando alguma coisa.
Suas mulheres desceram a escadas, lindas como sempre.
_Olhe meu amor, ele está falando! Diga parceiro. Papai...
Seu filho fez barulhos e um monte de baba saiu da boca. Ele riu e Edward ficou olhando com cara de besta.
_Viu! Ele disse.
_Papai, ele não falou nada. Ele é só um bebê babão.
Edward olhou para ela e para Bella que mexeu os lábios, dizendo “CIÚMES”. Ele entendeu e sorriu
_Bella, pegue ele um pouquinho, sim meu amor.
_Está bem, vou acomodá-lo no carro, não demorem ok?
Ela saiu com seu filhote e com a bolsa dele. Edward sentou e pegou sua filhota no colo. Ela estava com os braços cruzados e com a cara emburrada.
_Nessie, o que você tem?
_O senhor só quer ficar com o Toninho.
_Não é verdade.
_É sim! E a tia Tânia disse que ele era filho do senhor e não eu.
Edward desejou torcer o pescoço daquela infeliz! Ele abraçou sua princesa e beijou os cabelos.
_Me escute, docinho. Primeiro a Tânia não é sua tia. Segundo ela tem ciúmes de nós, por isso ela fica dizendo isso. Foi ela que disse que eu fui embora por sua causa?
_Foi. – Nessie falou e fungou.
_É mentira. Você é minha filha e eu a amo! Nunca iria embora por sua causa, nem por causa de ninguém. Papai já explicou o motivo de ter viajado, não expliquei?
_Explicou.
_Você acredita no papai?
_Acredito.
_Pois então, esqueça as palavras que a bruxa Tânia disse, está bem?
_Está.
_Papai vai dar uma bronca nela.
_O senhor promete?
_Prometo. E quanto ao seu irmão, bom... O papai estava com um ano longe de vocês, então é normal que eu queira dar atenção aos dois, não é? Mas isso não quer disser que eu ame ele mais do que a você. Eu amo os dois igualmente.
_Mas... Eu sou a sua princesinha, não é?
Edward riu e lhe beijou a bochecha, derrubou ela no sofá e começou a faze cócegas.
_É sim, minha princesinha linda, meu docinho, meu amor, minha menininha, minha filha!
Eles riram, caídos no sofá. A porta se abriu.
_Bella, você não vai hoje não, mulher... – ela estancou no meio da sala.
_Oi Alice. – Edward falou e sorriu.
_OMG!!!
Ela desmaiou.
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P.S.: Absolutamente sem palavras, Milly!!! Cap. lindo e emotivo do início ao fim! Amei o reencontro da Bella e do Edward, foi muito intenso e me deixou roída de inveja dessa guria por te um espécime desses, como disse a Guê, kkkkkkkkkk. Agora, o momento em que ele conheceu o filho e o reencontro com a Nessie foram lindos, me emocionaram muito. OOHHH homem tudo de bom e que qualquer mulher daria tudo pra ter em casa. A.M.E.I.
P.S.2:Não sei se já te disse, mas eu adorooooooooooooo quando o Edward chama a Bella de neném!! O que eu não daria pra ter um bofe desses me sussurrando um troço desses no ouvido!! Uiii, me arrepiei agora,kkkkkkkkkk
kkkkkk ..... nossa foi lindo e emocionante a volta de Edward ....
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