CAPÍTULO 29
_Nessie, corre e chama a mamãe!
Edward pediu, enquanto colocava Alice no sofá. Sua filha saiu em disparada de casa, em direção à garagem.
_Mamãe! Tia Lice desmaiou! Papai mandou chamar a senhora, rápido!
Bella tirou Antoni da cadeirinha e entrou apressada na casa. Seu marido estava passando alguma coisa no nariz de sua amiga e ela tossiu e arregalou os olhos. Olhou para ele e para ela.
_Não estou tendo uma visão, não é?
_Não, sou eu Alice, voltei.
Edward sentiu sua cara arder quando os dedos dela acertaram em cheio sua bochecha.
_Cachorro! Você sumiu por um ano inteiro, deixando todo mundo achar que estava morto! Minha amiga quase enlouquece, sabia?
_Não tia Lice! Não machuca o meu papai! Ele só foi conversar com o homem mau que queria machucar a mamãe e eu! Não pode bater no meu papai!
Nessie falou agarrada às pernas de Edward. Alice se ergueu, olhando para ele séria e Bella se aproximou tranquilamente deles. Antoni estava chorando, porque tinha se assustado com o rompante de fúria de Alice. E Nessie chorava, porque seu papai tinha apanhado sem dever nada.
_Querido, por favor, vá para o carro com nossos filhos, sim?
Ele pegou seus filhos, deu um beijo nela e saiu para garagem. Quando a porta se fechou, Bella encarou sua amiga.
_Ele precisou fazer isso Alice.
_Sumir sem deixar rastro?
_ Ele tinha que fazer ou nos matariam. A nós todos. Era perigoso falar com a gente.
_Bella, desculpa essa. Ele poderia, pelo menos, ter entrado em contato com você que é a mulher dele!
_Eu já disse que ele não podia.
_E você acredita nele?
_É meu marido, pai dos meus filhos!
_Ele pode estar mentindo!
_Ele não é o John, ou qualquer outro que você conheça. Ele é meu marido e não mentiria para mim.
_Ele mentiu. Ele se fingiu de morto esse tempo todo e nem se preocupou como vocês ficariam, ele poderia ter te contado!
_Foi preciso fazer isso.
_Ele poderia ter feito diferente!
_Diferente como, Lice? Ter contado aos outros e aí o Jasper e o Emmett teriam ido com ele? E o que você faria se eles tivessem sumido junto com o meu marido? Me culpado por deixar que ele arrastasse o Jasper para missão?
_Eu não faria isso...
_Faria, faria sim, porque, quando você sofre ou se sente ameaçada, você atinge quem estiver na sua frente! Quem estiver ao alcance dos seus punhos recebe a ofensa.
_Desculpe-me pelo meu rompante de agora a pouco. Mais eu ainda acho que ele poderia ter entrado em contato com você. Por Deus, eu vi você definhar por ele! Eu vi a Nessie chorar baixinho, tentando esconder dos outros sua dor! Eu vi você lutar para se levantar toda manhã, por seus filhos e ele não estava nem aí para você!!!
_Você não vai crucificar meu marido, Alice! Eu não vou deixar!!! Ele fez o que era preciso para nos deixar em segurança e, se tivesse que demorar dez anos, eu esperaria os dez malditos anos por ele, porque eu o amo!!!Você não entende o que sentimos um pelo outro. Você não sabe nada do amor que sentimos! Somos um só, Alice! Eu sabia que ele estava vivo. Aqui dentro, eu sabia que sim! -Bella bateu no peito – e você sempre tentou me fazer esquecê-lo. Você, mais do que ninguém, era para ter ficado do meu lado, você é minha irmã, caramba!
_Bella eu...
_Não! Calada! Eu falo agora! Ele pensou em você, no Ben, no Jass, no Emm e na Rosalie, na filha deles, nos pais dele, no meus pais, porra! Ele pensou em todos, menos nele mesmo! Ele poderia ter morrido, Alice! – Bella abaixou a voz, que estava rouca pelo choro preso na garganta. – ele pensou em você e na sua família e você retribui o que ele fez o estapeando e o acusando de ter me abandonado e abandonado os filhos.
_Me dê um desconto, ok! Eu não sabia que tinha sido por isso.
_Usasse a cabeça! Você descobriria que ele nunca me abandonaria, ou Nessie, ou a ninguém que está em volta dele. Edward, assim com o Jass, protege o que tem. Você sabe disso.
_Bella olhe, me perdoe sim, eu...
_Não é a mim que você tem que pedir perdão. E você sabe disso. Estamos indo para Port Angeles, nos vemos depois.
Bella se virou e saiu da casa. Sua amiga tinha uma cópia da chave, ela fecharia a porta.
Edward estava com o carro parado no meio fio. Estava ligado e eles estavam cantando uma canção. O som estava alto e Bella entendeu o porquê. A discursão dava para se ouvir do lado de fora.
Ela entrou tranquilamente e colocou o cinto. Seu filho chorou, esticando as mãos para ela e ela alisou a cabecinha dele. Colocou a chupeta na boquinha dele e Toninho se acalmou. Edward olhou para ela e sorriu, pegou sua mão e beijou os dedos, demorando mais no dedo da aliança.
_Tenho muita sorte de ter você como esposa, sabia?
Ela alisou o rosto dele que estava vermelho do tapa. Bella desejou retribuir o tapa, Alice bem que merecia. Mas ela nunca foi mulher de briga, então era melhor deixar para lá, seu marido não deixaria de qualquer forma mesmo.
_Eu tenho sorte de te ter como marido, sou muito sortuda, sabia?
_Eu também sou, não é mamãe? – Nessie falou, se esticando toda e ficando entre os bancos para abraçar os pais.
_Sim, meu bem, você é muito sortuda. Agora volta para seu lugar e coloque o cinto novamente, sim?
_Eu posso ir no colo do papai?
_Não, é perigoso.
_Deixa mãe!
_Nessie, eu já disse que não.
_Papai, eu posso ir no colo do senhor?
_Reneesme Carllie Swan Masen Cullen! Eu já disse que não!
_Hei calma, sim?
Ele falou alisando a mão dela, se virou para filha que estava com os olhos cheios de água e seu filho que estava fazendo bico querendo chorar, a chupeta estava precariamente pendurada na boca. Edward colocou a chupeta no lugar, alisou os cabelos do seu filho e puxou sua filhota para abraçar.
_Docinho, mamãe tem razão, não pode ir no meu colo, é perigoso.
_Mas o senhor me levou quando fomos tomar sorvete!
_Eu sei docinho, mas foi aqui na cidade, na estrada é muito perigoso. Você entende, não é?
_Entendo.
Ele beijou a bochecha dela e sentou novamente.
_Desculpe-me querido. Nessie?
_Sim?
_Desculpa a mamãe?
_Desculpo mamãe. A senhora me desculpa também? Não devia ter insistido quando a senhora disse não.
_Bom, agora que todos estamos calmos, vamos ver a vovó e o vovô?
_Sim!!!!
Sua pequena gritou, assustando seu filho que estava cochilando. Antoni chorou e Bella desceu do carro deu a volta e se sentou no banco de trás com eles. Desabotoou a blusa e deu de mamar.
_Acho melhor eu ir aqui atrás com eles, Toninho está febril e um pouco enjoadinho.
_Está certo, e o que é que ele tem? Já levou ao médico?
_Já, os dentes da frente estão nascendo, por isso ele está assim.
_Ele tá muito chato, mãe não dá para trocar ele na maternidade, não? Ou devolver?
_Nessie! Eu pensei que você quisesse um irmãozinho? E não diga essas coisas meu amor, o Toninho fica triste. – Bella falou, alisando a cabecinha e limpando o suor da testa do seu pequeno, enquanto ele mamava com uma mãozinha em cima do outro seio.
_Mas ele num era assim. Ele era legal papai, ele dormia o tempo todo e a mamãe passava muito tempo comigo, agora ela só fica com ele.
Nessie falou cruzando os braços no peito e enchendo a bochecha de ar. Estava emburrada de novo e Bella suspirou cansada.
_Não podemos devolver seu irmão docinho, ele é uma parte nossa, minha e da mamãe, entende?
_Entendo. Tá bom, eu não quero que devolva ele não, eu gosto dele. Menos quando ele chora, aí ele fica chato.
_Pare de chamar seu irmão de chato, Reneesme. – Bella falou séria.
_Desculpe Toninho.
A viagem correu tranquila. Nessie toda hora puxava assunto com o pai e combinaram uma festa de aniversário para o próximo final de semana. Ela queria uma decoração de vaqueira. Já não mais assistia as meninas superpoderosas, os desenhos a faziam lembrar do papai. Mas agora que ele tinha voltado, talvez ela voltasse a assistir novamente.
Pararam nos portões da mansão Cullen e Edward respirou fundo. Olhou pelo espelho retrovisor e sua esposa lhe encorajou a entrar. Ele apertou o botão e uma voz bem conhecida soou pelo auto falante do porteiro eletrônico.
_Pois não?
Edward engoliu em seco, respirou fundo mais uma vez.
_Alô? Quem é?
_Mãe...
_OH meu Deus... Carl!!!
O telefone ficou mudo, poucos segundos depois os portões se abriram e Edward dirigiu o carro para perto da porta principal. Esme já vinha correndo com Carlisle atrás. Assim que Edward desceu do carro, ela se chocou contra seu peito. Abraçou, esmurrou suas costas, deu beliscões, tapas, beijos... tudo sem soltá-lo. Carlisle teve que esperar sua vez. Ajudou Bella a descer e ficou com sua netinha nos braços.
_Você merece uma surra, seu moleque! Como se atreve a me deixar assim nessa agonia miserável, achando que tinha virado comida de tubarão Edward Antoni Masen Cullen?
_Também senti sua falta, dona Esme.
_É mamãe menino! Mamãe! Oh meu Deus, como está magro meu menino. Bella ele está magro demais, não está?
_Está sim Esme, mas em pouco tempo o colocaremos em forma de novo.
_Querida, deixe-me abraçar meu filho, sim? –Carlisle falou chorando.
Nessie estava no chão ao lado da mãe, olhando a cena chorosa e sorridente ao mesmo tempo.
Edward se soltou de Esme e foi ao encontro dos braços abertos do seu pai. Se abraçaram e choraram por um tempo muito longo.
_Meu filho... Oh meu filho, que saudades.
_Também senti pai.
_Nunca mais faça isso, seu velho pai não aguenta outro susto desses.
_Nunca mais, eu prometo.
_Venham, vamos entrar.
Esme falou e pegou Nessie nos braços. Ela sempre andava com ela nos braços e Bella suspeitava que, mesmo sua garotinha completando vinte anos, ela ainda a colocaria no colo. Esme sempre dizia que Nessie foi o princípio da felicidade para sua família. Sua primeira neta.
Entraram e Bella subiu para acomodar seu filho adormecido no quarto dele, que Esme tinha feito. Sua filha só saiu do colo do pai quando a vovó pediu sua ajuda para preparar os lanches. Telefonaram para todos e, em meia hora, chegaram. Emmett desceu do carro e correu para ele, se jogando em cima e ambos caíram no chão. Quem não conhecesse acharia que estavam brigando. Jasper deu um murro em Edward e ele retribuiu. Riram, choraram, ameaçaram ele e, quando todos estavam sentados à mesa para almoçar, Edward contou tudo nos mínimos detalhes. Nessie estava com Bella, dando banho em Antoni. Foi a desculpa perfeita para poder tirá-la de lá. Edward não queria que ela ouvisse o que ele iria falar. À noite, pouco antes do jantar, Alice chegou com Ben, o abraçou, pediu desculpas e fizeram as pazes.
Seus funcionários ligaram e combinaram de fazer uma festa de boas vindas, amanhã, aqui na casa dos seus pais. Todos estavam felizes com seu retorno.
************
Bella estava na varanda, observando seu marido rir e brincar com os outros de futebol americano. Ele e “seus irmãos” adoravam jogar e mesmo à noite eles não abriam mão. Bella sentiu alguém chegar perto dela. Soube quem era só pelo cheiro.
_Me perdoa pelas merdas que eu disse e fiz?
Bella se virou para sua amiga e irmã. Sorriu e puxou ela para um abraço.
_Sempre.
Ficaram conversando até que eles cansaram de brincar, seus filhos já estavam dormindo. Ele se aproximou dela e Alice saiu de fininho.
_Oi.
_Oi.
_É nova por aqui? – ele perguntou, se encostando no alpendre e cruzando os braços.
_Não posso falar com estranhos. - ela falou, lhe ignorando.
_Prazer, Edward Cullen.
Ele estendeu sua mão e ela pegou meio que indiferente. Ele a olhou, estreitando os olhos.
_Sabe dona...
_Isabella, senhor Cullen.
_Sabe dona Isabella, eu não gosto que me menosprezem.
_Ah é?
_É.
_E...O que faz quando lhe ignoram? - ela perguntou, erguendo uma sobrancelha.
Ele a olhou de cima para baixo. Ela estava de vestido vermelho de alças finas, colado no corpo. Era de linho e o decote era reto, mas, com o sutiã que ela usava e graças ao leite que tinha, seus seios estavam... Apetitosos. Ele sorriu, um sorriso puramente sexual.
_ O que eu faço?
_Sim. O que você faz quando lhe desafiam?
Ela falou e colocou uma mão na cintura fininha e outra na perna desnuda, já que o vestido só chegava no meio das coxas. Ela nunca tinha vestido uma roupa desse tamanho. Ele adorou.
_Isso!
Ele a puxou pela cintura e a segurou pelos cabelos e lhe devorou a boca. Estava suado e quente, ela fresca e fria, combinação perfeita. Ele colocou a mão na perna dela e subiu, indo para trás e apertando seu traseiro, a trazendo mais para perto, fazendo-a sentir sua ereção. Ela gemeu e ele a apertou mais.
_Vou te mostrar que não pode tentar um homem que passou um ano inteiro sem sua comida preferida. Neném...
Ele a levantou, fazendo com que ela se enganchasse nos seus quadris. Caminhou até a casa do lago, abriu a porta e se dirigiu a cama enorme que tinha lá. Bateu com a canela no pé da cama e caiu com tudo em cima dela. Bella gargalhou, enquanto ele alisava sua canela.
_Ria. Pode rir, mas minha vingança será maligna, dona Isabella.
_Estou morrendo de medo, senhor Cullen.
Como uma cobra que dava um bote certeiro, ele a prendeu embaixo de si, segurou o vestido pelas alças e de um puxão só o rasgou em dois.
_Aonde anda comprando suas roupas, senhora? São tão fraquinhas...
_Você é que é um bruto!
_Neném, eu ainda nem comecei a ser bruto com você...
Edward se desfez das roupas em tempo recorde. Tirou seu sutiã, sua calcinha, seus sapatos de salto agulha e, sem demora, entrou nela com força. Ela o arranhou nas costas e ele mordeu seu pescoço. Chupou com força o local, lambendo em seguida. Desceu a língua pelo vão dos seios e os chupou, ignorando o leite que saiu. Desceu pela barriga, chegando em seu sexo, meteu a cara lá e cheirou o local.
_Meu Deus, que maravilhoso é esse cheiro e o gosto então... – ele lambeu sua entrada, afundando a língua dentro até onde pode. – Delicioso!
_Não pare... Por favor...
_Nunca, neném.
As próximas duas horas ele a levou de um orgasmo a outro sem descanso, sem pausa, sem sossego. Bella adormeceu com ele ainda dentro dela. Ele sorriu e acelerou os movimentos, gozando pela terceira vez na noite. Saiu de dentro dela e deitou ao lado, a puxou para si e os cobriu, pegou o celular e ligou para sua mãe.
_Pode deixar querido, eu olho meus netinhos.
_Como a senhora sabia que era isso que eu ia pedir?
_Edward eu sou sua mãe, não sou burra, menino! Boa noite.
_Boa noite mãe...Mãe?
_Sim?
_Se o Toninho chorar muito ou a Nessie acordar, a senhora liga que eu vou buscá-los, ok?
_Ok. Agora aproveite sua esposa Edward, um ano longe um do outro é muito tempo meu filho.
**************
Bella acordou nua, envolta em uma colcha xadrez que, no momento, só cobria seus quadris, quadris esses que estavam envoltos por mãos fortes. Ela levou a mão à cabeça e encontrou penas...
_Penas? Onde fomos arranjar penas?
Ela soprou sua franja para fora do rosto e tentou levantar. Só tentou mesmo, porque seu marido a apertou mais a si e cheirou seu pescoço.
_Tá cedo...
_Ed. Aonde arranjamos penas?
_Penas?
_Sim, penas. – ela pegou um punhado e mostrou a ele.
Ele soprou as penas e a puxou para si, ficando por cima.
_A festa foi boa, não foi?
_Foi e as penas?
_Travesseiros. Você tem os dentes fortes, amor. Já observou que, quando fica de quatro, você sempre morde o travesseiro?
Bella ficou da cor de uma beterraba e puxou o travesseiro dele para seu rosto. Ele riu e tirou ele de lá, lhe beijou e ela virou a cara.
_O que foi? – ele perguntou confuso.
_Bafo matinal.
_Eu tenho? – ele falou, bafejando na mão e cheirando.
_Não você, eu! Me solte, sim?
_Não. Você não tem bafo matinal e, além do mais Bella, para quem passou um ano inteiro sem tomar banho direito ou escovar os dentes, você acha que eu vou me preocupar com o suposto bafo matinal da minha mulher?
_Não é suposto, é verídico Edward e, além do mais...
Ele a calou com um beijo, colocou a língua bem no fundo da sua boca em um beijo para lá de sensual. O telefone da casa tocou e ele atendeu, ofegando.
_Alô...
_Papai? O senhor está correndo?
_Sim docinho, o papai está correndo... O que foi? Aconteceu alguma coisa?
_Não, eu estou com saudades.
_Oh meu bem, já estamos indo, daqui a pouco papai e mamãe chegam, está bem?
_Está, te amo papai.
_Também te amo, princesa.
Ele desligou o telefone e olhou para sua mulher.
_Você tem uma sorte, Isabella Cullen...
Em dez minutos, entraram na casa, ele só de shorts e ela com sua blusa, que chegava ao meio das coxas. Subiram correndo a escada, entre risos e abraços. Esme estava dando papinhA para o netinho e Carlisle estava comendo cereal com sua neta. Eles desceram pouco tempo depois. Bella vestia uns shorts bege e uma batinha folgada verde, Edward estava vestido em um shorts preto e uma regata cinza e ambos calçavam sandálias de dedos.
_Bom dia, família! – ele falou e se sentou perto de sua garotinha, colocando-a no colo.
Bella pegou seu filhote, que começou a chorar assim que a viu.
_São os dentes, estão deixando ele tão enjoadinho, Esme.
_O que o pediatra disse? Ele passou alguma coisa?
_Passou uma pomadinha para passar na gengiva e vou levá-lo hoje para revisão.
_Papai, o senhor vai comigo no shopping?
_Claro docinho. O que você vai querer lá?
_Quero assistir um filme.
_Vamos à noite então.
_Não papai. Eu quero ir à tarde. A gente deixa a mamãe e o Toninho no médico e vai.
_Ei, quero ir no médico com a mamãe e seu irmão, docinho.
_O senhor só quer ficar com ele.
Ela emburrou a cara e Bella revirou os olhos. Esme sorriu e Carlisle tossiu disfarçando uma risada.
_Nessie, vá brincar, está bem?
_Posso ir pra piscina, mamãe?
_Pode, vá colocar seu biquini...
_Não tem um maiô? –Edward perguntou, abraçando sua pequena.
_Tem sim, vá lá e coloque o maiô, meu bem.
_Tá.
Ela desceu do colo do papai e subiu a escada correndo.
_Eu não entendo ela, está muito...
_Ela está com ciúmes Edie. É normal, antes era só ela, aí você... viajou, e ficou só nós duas de novo. Agora que você voltou, ela quer o pai só para ela novamente, só que agora tem que dividir a atenção com o irmão. Comigo é a mesma coisa. Ela está bem melhor.
_O que eu faço? – ele perguntou, olhando para porta, onde Nessie tinha saído.
_Converse, é sempre bom.
A manhã passou rapidamente. Todos seus amigos vieram. Tomaram banho de piscina, almoçaram, brincaram. Mas ele só tinha olhos para ela, que estava linda naquele maiô preto bem comportado, mas que tirava o juízo de qualquer homem num raio de mil kilômetros.
Ele sentiu o gosto amargo do ciúme o dia inteiro. Tinha clientes dela lá que eram seus amigos e que monopolizaram ela por tempo demais. Ele observava e se esticava toda vez que alguém ria e ela correspondia. Ela estava conversando com um cara que ele nunca tinha visto. Ela tinha vestido uma bata que chegava no meio das coxas e estava sentada, com alguns papéis analisando e falando no telefone. O sujeito tirou uma mecha de cabelo do rosto dela e sua mulher se afastou. Era a chance que ele queria e ele se encaminhou para lá.
_Boa tarde.
_Oh meu amor, venha, deixe-me te apresentar. Esse aqui é o Clayton. Clayton esse é meu marido, Edward.
Ela falou e se abraçou a ele, fazendo com que Edward a segurasse pela cintura, com um pouco mais de força do que o necessário. Ela não reclamou.
_Prazer, Clayton. – Edward apertou a mão do sujeito com força excessiva e ele observou ele ficar branco. Sua mulher deu-lhe uma cotovelada de leve e ele soltou a mão do homem.
_Prazer Edward, Bella nos falamos na segunda então?
_Claro Clayton. Boa tarde.
_Boa tarde para vocês.
Ele se foi e Edward não tirou os olhos dele.
_Sujeitinho...
Ela riu e ele a encarou com os olhos em fendas.
_Posso saber o porquê de estar rindo?
_Ele quase se derrete quando você apertou a mão dele. Você foi mau, Edie.
_Clayton, isso é lá nome de gente.
_Você sabia que Clayton significa depósito de argila ou barro?
_Eu gostaria de transformá-lo em uma massa disforme de barro torcido e amassado.
_Você está com ciúmes?
_Isso é uma pergunta?
_É.
_Eis a resposta então, senhora Cullen...
Ele a agarrou e lhe beijou, até ambos ficarem sem fôlego.
À noite, foram ao cinema. Bella tinha remarcado a consulta para o outro dia. Foi maravilhoso estar em família novamente! Sentir ele ao seu lado era mágico! Na hora que foram para a praça de alimentação foi lindo. Ele com Nessie no braço e o carrinho de Antoni entre suas pernas e ele dando de comer a eles. Todos que passavam, achavam lindo o jeito dele com os filhos.
Na manhã seguinte, eles foram para a consulta e Nessie ficou em casa com a vovó. Edward tinha conversado com ela e tinha dormido na cama dela. Estava tudo bem agora, sua garotinha não tinha mais medo de ser abandonada, nem deixada de lado. Para Edward estava tudo bem, com exceção do pediatra do seu filho, que não tirava os olhos de sua mulher e que deixava ele com ganas de torcer o pescoço do infeliz! O resto estava normal. Como sempre, na hora de ir embora Edward apertou a mão do médico. Com força, muita força! E, quando sua esposa estava fora da sala, ele puxou o medico pela gola da camisa.
_Escute aqui! Ela é MINHA mulher e se você ousar direcionar esses olhos para qualquer lugar, que não seja meu filho, enquanto estiver cuidando dele, ficará sem eles. Você me EN.TEN.DEU?
_Cla...Claro, se...senhor... Claro.
_Ótimo.
Ele saiu de lá sorridente.
_O que foi? – sua mulher perguntou.
_Nada, preocupação de pai, normal.
_O médico disse que o Toninho está bem. – ela falou, se deixando ser abraçada por ele.
_Que bom então. Te amo, neném!
_Eu também.
Edward deixou Bella em casa e deu uma saída rápida. Disse que não demoraria. Foi ao apartamento de Tânia e, quando ela atendeu, ele entrou calmamente.
_Ed... Pensei que estivesse morto. – ela falou surpresa.
_E por achar que eu estivesse morto se achou no direito de falar com minha filha?
_Ela contou...
_Contou. Escute aqui, cachorra. – ele falou e pegou no braço ela, apertando forte. _ Se você ousar estar no mesmo ambiente que minha família eu, acabo com você. Prostituta barata!
_Mas, eu não disse nada de mais, eu...
_Cala-se. Está avisada. E Tânia... Eu não sou homem de ameaças não, sou homem de promessas. Atreva-se a falar isso aqui de minha família. - ele juntou os dedos indicador e o polegar exprimidos na frente dela. – E eu vou me assegurar que você nunca mais abra a boca para nada.
Um ano depois...
Bella acordou, correu para o banheiro e vomitou todo o jantar. Seu marido chegou por trás e segurou seu cabelo. Ela terminou e fechou a tampa da privada, sentando-se em cima dela. Ele lhe deu um copo com água e ela fez gargarejo e cuspiu na pia. Estava com quatro meses de gravidez.
_Melhor? – ele perguntou, abaixado ao seu lado.
Ela sorriu e confirmou com a cabeça, só para se erguer de um salto e vomitar na pia, já que abrir a privada não daria tempo.
Ele a carregou para cama e se deitou com ela ao seu lado.
_Perdão neném, eu nunca mais vou fazer você passar por isso, eu prometo...
_Não prometa isso, ok? Eu estou reclamando por acaso?
Ele riu e lhe beijou.
_Não. Já era para ter acabado as náuseas, não?
_Era, mas minhas gestações são assim.
_Será que é uma menina?
_O que você gostaria?
_Um menino.
_Já temos o Antoni.
_Você está vendo como a Nessie está ficando linda? Vou precisar de força aqui Bella.
Ela riu e lhe alisou o rosto.
_Ela está ficando uma mocinha. Nove anos já. Passou tão rápido, não foi?
_Foi...
_Mamãe, papai? Podemos entrar?
_Podem, meu anjo..
Nessie entrou com Antoni segurado pela mão. Seu filhote já corria a casa toda. E ele subiu em cima da cama, se atirando nos braços dele.
_Papai! –ele falou, batendo palmas e apertando o pescoço dele.
Nessie se deitou ao lado da mãe e ficou alisando a barriga.
_Eu queria que fosse uma menina.
_Porquê?
_Para ter companhia.
_Seu papai quer um menino. Sabe, para cuidar de você junto com Toninho.
Bella falou, sussurrando alto e Nessie revirou os olhos.
Ficaram na cama até tarde e só se levantaram porque estavam com fome. Tomaram café e foram para o quintal brincar de futebol americano. Enquanto eles riam e corriam, Bella fazia o almoço. Sua vida nunca foi tão tranquila, tão feliz. Só pedia a Deus que continuasse sempre assim.
Cinco meses depois...
Bella estava na sala, brincado de montar blocos com Antoni. Nessie estava fazendo a lição com Jack. De repente, Bella sentiu uma pontada nas costas e água descer pelas pernas. Antoni olhou e franziu o cenho.
_Mamãe feigi xixí?
_OH meu amor, vai chamar o papai...AI! Nessie!!!
Sua filha correu para ela e, quando viu sua mãe fazendo careta, correu para fora de casa. Seu pai estava concertando a cerca, que ela tinha quebrado com a motinha motorizada que ele tinha dado a ela no aniversário.
_Papai, corre a mamãe está sentindo dor!!!!
_Ai meu Deus... – ele largou tudo no chão e correu para dentro de casa. – Docinho, ligue para seu vovô diga a ele para vir para cá, está bem?
_Está papai.
_Jack! Cuide do Toninho, sim?
_Pode deixar senhor Cullen.
_Amor... Vou te levantar, está bem? Vou te levar para o hospital...
_Não dá tempo... Ed me leve para o quarto... Favor...
Ele subiu as escadas na velocidade da luz, a deitou na cama e se sentou ao seu lado.
_O que eu faço?
_Tirar minha calcinha...
_Para quê?
_Como o neném vai nascer com essa barreira?
_Me dê um desconto, ok? É meu primeiro parto.
Ele a despiu e colocou uma camisola. Sua esposa segurou na cabeceira cama e ele ficou na frente dela, esperando o seu filho nascer, do jeito que ela falou. A cada gemido dela, ele se contorcia todo.
_Prometo, neném, que nunca mais você passa por isso.
_Cale a boca Edward e... Ah meu Deus!!! A culpa é sua!
_Eu sei!!! – ele falou e uma lágrima caiu dos seus olhos.
_Não chore, ok? Preciso da sua força e não da sua fraqueza!
_Ok. Apenas fique calma e respire. Eu te amo, está bem?
_Eu também te amo... Ah meu Deus!!!
Em vinte minutos, seu filho nasceu, chorando a plenos pulmões. Um menino lindo! Tinha um chumaço de cabelo cor de chocolate e olhinhos verdes. Era lindo e Edward desabou a chorar. Seu pai entrou no quarto, no momento em que seu filho nasceu e o tirou de suas mãos trementes, cortou o cordão umbilical e entregou a sua esposa.
_Vá lá para fora e diga a todos que seu filho nasceu. Qual o nome?
Edward olhou para seu filho quietinho nos braços da mamãe e sorriu.
_Zachary. Significa: Lembrado por Deus, porque Deus lembrou-se de mim e me deu mais um filho.
Bella sorriu e beijou a cabecinha suja de sangue do seu pequeno, que estava tateando seu seio.
Edward trocou de roupa, pois as dele estavam sujas de sangue. Desceu as escadas, encontrando sua mãe com seus filhos na sala. Sua filha correu para ele, se abraçando as suas pernas. Ele beijou o topo da cabeça dela.
_É o quê papai?
_Um menino. O nome é Zachary.
_É bonito. Vovó, meu irmãozinho nasceu!!! Posso ver ele agora, papai? –sua pequena perguntou, olhando para ele com os olhos pidões.
_Só um momento mais e poderemos vê-los, está bem docinho?
_Está papai.
Ele foi para o sofá e seu pequeno sentou em seu colo.
_Mamãe dodói? – ele perguntou, colocando a cabeça em seu peito.
_Não, mamãe bem, e o neném também.
_Neném.
_É, neném. Neném lindo, igual a você.
*********
Bella estava dormindo, quando eles entraram no quarto. Ela acordou quando Antoni sentou na cama, subindo em cima dela. Edward tirou ele com calma.
_Não parceiro, a mamãe está fraquinha, não pode subir em cima dela.
_Vem Toninho. – Nessei falou e pegou seu irmão nos braços, arrodeando a cama.
_Neném. – Toninho falou, sorrindo e olhando para o irmão deitadinho no moisés, perto da cama.
_É bonito, não é Toninho?
_É. Papai baço! – seu filho se esticou para ele e Edward o pegou, beijando a bochecha.
_Obrigado neném. Você me deu tudo o que eu sempre desejei e muito mais! Te amo! Para sempre...
Ele chorou e ela também. Ele se debruçou e a beijou calidamente.
_Vamos? A mamãe tem que dormir agora.
_Tchau, mamãe. – Nessie falou sorrindo.
_Tchau, meu amor.
_Tchau, mamãe!
_Tchau, amorzinho.
Edward passou o resto do dia com os filhos. Sua mãe estava no controle da casa. À noite, quando seus filhos dormiram e ele os colocou na cama, ele foi para o quarto tomou banho e se deitou ao lado dela.
_Você é linda, sabia?
_Obrigada, você também.
_Amo você neném! Para sempre... - Ele a beijou na testa - E sempre... - beijou os olhos - E sempre... - beijou os lábios - E sempre...
minha nossa como adoro essa estoria!!!
ResponderExcluirAh!!!!!! Perfeito demais !!!!!!
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