CAPÍTULO 18
Ciúme e Desconfianças
Eu sou fiel a você
Alec falou sério quando disse que os dias
seriam duros e cansativos. Eles se levantavam antes do nascer do sol. Cada
homem mulher e criança do clã estava ocupado com as tarefas, com a colheita a
secagem a separação dos grãos e o estocar dos alimentos. Eu e Alec não tínhamos
tempo pra nada, só nos víamos na hora da refeição do meio dia quando ele estava
no castelo o que não era muito regular nesses últimos dias e na hora que íamos
dormir. Geralmente eu subia primeiro e ele ia pra saleta resolver assuntos com Galván,
quando subia pro quarto já me encontrava dormindo exausta de tanto trabalhar.
Algumas vezes quando o desejo era demais ele me acordava e fazíamos amor rápido
e intenso em seguida ambos caiam em um sono profundo de esgotamento. A ultima
vez foi há cinco dias.
Já estava com dias que eu estava me
sentindo mal. Meus seios doíam, e sentia dores no ventre, constantes dores de
cabeça e ânsia de vomito. Eu esperava que mina menstruação descesse a qualquer
momento e me pegava hiperventilando ao pensar que minha enfermidade fosse algum
tipo de víros que adquiri aqui nessa época. Que vontade de ter trazido injeções
de penicilina Estava toda sensível, quando faziamos amor nos raros momentos de
que agora dispúnhamos doía muito e eu reclamava, Alec ficava irritado por não
me mostar mais tão disposta como antes, eu expliquei tudo sobre como me sentia
antes de cada regra descer, mais ele não queria saber. Eu era sua esposa, sua
posse e quando tinha vontades eu tinha que ceder. Isso me irritava, isso e os
segredos dele os quais eu percebi que vinham crescendo bastante, ele tinham uma
gaveta na escrivaninha da saleta que era fechada a chave, até ai tudo bem, eu
também tinha um bauzinho que ele me deu para poder guardar meus tesouros, o que
me irritava e me magoava era o fato de que eu o peguei várias vezes
bisbilhotando dentro, revirando minhas coisas e quando eu perguntava o porque
disso ele apenas resmungava e dizia que procurava provas. Prova de quê
perguntava eu. Ele resmungava irritado e saia sem me responder eu não podia nem
sequer chegar perto da gaveta dele que levava um esporro e ele podia revirar
minhas coisas intimas? A ultima vez foi a duas semanas.
Já tinha se passado o mês da colheita e estávamos nos preparando para a
festa, o Ceilidh e eu continuava evitando-o no leito. As dores o cansaço e as
desconfianças dele de que eu estava escondendo algo me faziam agir assim, era
criancice minha admito, mas eu reagia conforme era provocada. Estava na cozinha
dando instruções para a ceia noturna com a qual eu queria brindar o Alec e
todos os MacLeomhan pelo esforço que fizeram para que a colheita fosse
um sucesso quando um garotinho entrou correndo porta adentro esbarrando em
Mildred e quase levando um banho de caldo fumegante. Ele estava agitado e
apesar da repreenda que levou não tirou os olhos de mim para nada, colocou o
polegar na boca e torceu um pedaço de pano imundo que leva preso no tartan.
_Morghan, pedaço de esterco! O que fazes
aqui além de me matar de susto?
_Mamãe está sentindo dor. – ele balbuciou
sem tirar o polegar da boca.
_Misericórdia. – Maisri balbuciou fazendo uma careta.
_O que há? – perguntei sem entender o sentimento fúnebre que se
abateu em todas na cozinha.
_Dorcas está prenha milady, é a quinta barriga e não sustenta
nenhum. – Maisri falou-me lavando as mãos rapidamente.
_O pequeno Morghan é filho apenas de Malcolm. A
primeira mulher morreu no parto e ele se casou com Dorcas, estão a um ano
casados e ela não segura filho algum. - Isla falou sem desviar a vista da bacia
de nabos que picava.
_Esse é o sexto. – Mairi falou e todas confirmaram.
Eu me levantei e corri
para meu solar pegando minha cesta de ervas e correndo porta a fora ouvi alguns
gritos me chamando, mas não dei ouvidos, a mulher Dorcas era minha prioridade
no momento. Antes de chegar aos portões dei um encontrão em uma muralha de
músculos e quase vou ao chão, só não fui por que a muralha me segurou com um
pouco de rudeza.
_Onde vais com tanta presa Becca?
Olhei para cima e franzi os olhos pelos raios de sol que graças
a Deus tinham se mostrado hoje, sorri para meu marido e o respondi enquanto
tentava me livrar de seu agarre sem muito sucesso.
_Estou me indo, volto logo. Tenho pressa solta-me, por favor? –
pedi quando ele não se mexeu do lugar.
_ Como que
se vai? Não podes ir és minha esposa e eu não te dei a autorização para
atravessar esses muros.
_Não ia
atravessar os muros e sim os portões esposo meu. – me soltei sorrindo e andei
alguns passos.
_Becca.-
ele grunhiu e eu me virei o olhando. Tremi com a fúria que se via refletida nas
profundezas verdes.
Alec se
encaminhou para mim com passos lentos e eu dei dois passos para trás até
esbarrar com a parede as minhas costas.
_Alec?
_Para onde
quer ir esposa minha? - ele falou tão calmo que me correu um calafrio pela
espinha.
_eu...
_eu lhe
direi a onde vais, vais voltar para dentro do castelo, te necessitam aqui e é
aqui onde ficarás.
_Não estão
precisando de mim por hora eu ia atender uma chamada de uma mulher que está com
dor, está em vias de ter a criança e seu marido mandou me chamar.
_temos
Morag para isso.
_Morag não
está aqui e...
_Voltas
para o castelo Becca.
_Me leve
você então Alec, mas, por favor, não posso deixar que a mulher tenha o filho
só, já perdeu cinco e se fosse eu? Quererias que tivesse alguém que me
assistisse não?
Ele me
olhou tão intensamente que me arrepiou a pele, seus olhos desceram para minha
barriga e sua mão forte e calosa fez menção de tocar o local, mas se retraiu rapidamente.
Ele subiu os olhos para meu rosto uma vez mais e em seguida aquiesceu. Suspirei
aliviada e sorriu para ele, tudo iria bem.
Ao
entardecer voltaram, Becca suja e desalinhada, mas feliz por ter trazido um
bebê ao mundo, a pobre mulher perdia todos por que não tinha ninguém que a
assistisse, o marido não deixava dizia que teria que parir sozinha, que sua mãe
fazia assim e que sua falecida mulher também o fez. Era um porco e um nojento,
não amava a pobre Dorcas nem tinha amado a primeira mulher que por culpa dele
morreu de parto. Becca deu-lhe um esporro e o chamou de miserável e de coisas
que preferiria não lembrar e que Deus a perdoasse vinha o caminho todo dizendo,
mas desejava que o homem fosse alvejado por mil flechas. Alec nada falou apenas
a seguiu calado e pensativo. Quando foram dormir ele subiu primeiro e ela
demorou a vir ele saiu a sua procura e soube que tinha saído do castelo
novamente, dessa vez na companhia de um soldado muito moço e formoso, foi para
sua saleta e quando voltou ao quarto ela já estava dormindo, com um sorriso nos
lábios. Por que estava rindo ele se perguntava? O que tinha feito ela para está
tão feliz, tão... Relaxada, enquanto ele estava tenso e necessitado todos esses
dias. Resmungando pegou uma manta e deitou no tapete em frente ao fogo seria
mais uma noite insone, mais uma das tantas.
{***}
Alec estava
constantemente nervoso e irritado. Sua esposa estava perdendo o desejo por ele
e ele não sabia o que fazer, isso o deixava irritado e frustrado. Nesse momento
estava no pátio de treinamento tentando ensinar ao filho do lorde McNauthy a diferença
entre uma espada e um pedaço de pau. O infeliz só se importava em cortejar as moças e leva-las para sua
cama, o lorde McNauthy pediu que Alec ensinasse seu filho a ser um guerreiro em
um Lorde. Um lorde? Pois sim! O moço não sabia nem segurar a maldita espada sem
reclamar do peso!
Alec deu uma arremetida na direção de Derek
e o rapaz caiu no chão. Alec não sabia se o que doía mais no garoto era seu
traseiro ou seu orgulho.
_Levante-se! Maldição garoto, suas mãos não
servem apenas pra levantar as saias das moças!
Se não aprender a se defender vai morrer na primeira batalha que
enfrentar!
Agarrou Derek pela camisa e o sacudiu
colocando-o não muito gentilmente de pé.
_Tome. - Alec jogou o arco e uma flecha pra
ele e o infeliz deixou cair no chão, na distância que jogou até um bebê de colo
teria pegado. Esse rapaz era um fresco! _ Quantos anos tem moleque?
_Tenho dezenove, MacLeomhan.
_Na tua idade eu já era lorde. Com quatorze
anos eu participei de minha primeira batalha e matei mais homens do que podes
contar nos dedos. Se acontecesse uma guerra agora pode apostar o teu traseiro
granfino e ossudo que tu morrerias pelas mãos de crianças de quatorze anos!
Agora pegue esse maldito arco, segure essa flecha, mire naquele alvo e ACERTE!
_Meu traseiro não é ossudo - Ele falou
visivelmente ofendido pelas palavras usadas para com sua pessoa.
_ACERTE OU EU VOU CERTAR UMA EM VOCÊ.
AGORA!
Derek tremeu visivelmente, tentou, por Deus que tentou, mas não
conseguiu colocar a flecha no arco tamanho era o medo que sentia de Alec, o
grande leão das montanhas, o senhor dos MacLeomhan.
Enquanto tentava colocar a flecha no arco e suava como um porco, sua
visão periférica apanhou um suave balançar de quadris vindo na sua direção.
Imediatamente ele se ergueu estufou o peito colocou a flecha corretamente e se
preparou para lançar. A morena sorridente e de andar preguiçoso se dirigiu para
MacLeomhan que fechou a cara e olhou com um olhar assassino para todos os
homens que estavam lá. Rapidamente todos voltaram as suas tarefas.
Becca chegou perto dele com uma caneca de
hidromel, a primeira caneca da remessa que tinha feito. Aproximou-se com um
sorriso nos lábios apesar da cara feia que ele estava fazendo pra ela.
Definitivamente estava de mal humor.
_O que você quer Rebecca? Estou ocupado não
vês?
Becca respirou fundo. Ele falou alto para
todos ouvirem.
_Eu vim trazer a primeira caneca de
hidromel para que você experimente. Ficou no ponto ontem a noite, mas só abri o
barril agora.
_E?
_E que eu quero que você prove.
_Não tenho tempo.
_Não tem tempo para tomar um gole?
_Estou treinando, será que não percebes?
Não tenho tempo para fazer todos os seus caprichos mulher, saia daqui antes que
leve uma flechada e fique de cama outra vez por sua estupidez.
Ele
falou acidamente e Becca tremeu dando um passo para trás com as palavras dele.
Era melhor levar uma bofetada do que ouvir isso. Becca olhou ao redor com
vergonha e se preparou para ir embora, mas dirigiu a Cameron que a chamou, ele
era seu cunhado e tinha observado a cena com a cara fechada a seu irmão.
_Cam.
_Bec, o que você trouxe ai?
_Hidromel.
_Posso provar um pouco? Faz anos que não
tomo hidromel.
Becca sorriu e Camerom pegou a caneca de
sua mão e tomou um gole.
_ Maravilhoso Becca, como tu e tudo o que
fazes. Phellan venha, prove o hidromel que a Becca fez.
Phellan se aproximou encarando Alec com
censura por ele ter falado daquele jeito com ela. Pegou a caneca da mão de
Camerom e bebeu um gole. Quase cai de joelhos tamanho o prazer que sentiu. Era
muito bom. Pegou a mão dela e beijou os dedos.
_Cam tem razão Becca. Está divino, como
você.
_Posso provar uma pouco?
Derek falou flertando com Becca que lógico nem olhou na sua direção.
Quando Phellan estendeu a caneca e Derek pegou, uma flecha fez com que a mesma
se espatifasse derramando todo o precioso hidromel e acertando a mão de Derek,
a flecha transpassou a mão. Derek caiu no chão urrando de dor. Todos olharam
para Alec que estava como o arco nas mãos e outra flecha muito bem colocada na
corda devidamente esticada. Todos o olharam com medo e espanto. Alec calmamente
abaixou a arma e se encaminhou para sua mulher que estava o olhando incrédula.
_Passe para dentro Rebecca, se não quiseres
que por tua culpa todos os meus homens sejam transpassados pelas minhas
flechas.
_Você não se atreveria...
Alec elevou o arco e disparou na direção de
Donnald. A flecha passou raspando a bochecha esquerda. O soldado nem se alterou.
Foi treinado pra isso, mas Becca viu uma gota de suor descer pela sua têmpora
esquerda.
Becca se virou para Alec com fogo nos olhos
_Tá maluco! Quase mata o pobre do homem!
_Eu mandei você entrar.
_E só por que eu não obedeci como um
cachorrinho você ia matar o pobre do Donnald?
_Entre. Já avisei-te.
_Me faça entrar seu brutamontes de uma
figa. Você não é meu pai!
_Sou teu marido! – Alec gritou enfurecido
_Grande coisa!
Becca falou elevando as mãos pro céu e em
seguida as colocando na cintura em sinal de desafio.
Ouve um silencio no pátio enquanto ambos se
enfrentavam. Alec rápido como um raio deu-lhe um bote e em segundos já a tinha
sobre o ombro esquerdo, deu-lhe uma palmada no traseiro tão forte que Becca só
não gritou de dor por ser tão teimosa quanto ele. Dirigiram-se para o castelo
com ela se esperneando e dando socos nas costas dele e ele dando tapas no
traseiro dela cada vez que ela se debatia e por pouco não caia. Ela ficaria
dias sem poder se sentar pelas palmadas nada suaves que estava levando.
Todos os soldados ficaram olhando a cena.
Camerom negou com a cabeça antes de quebrar o silêncio.
_Quanto tempo você acha que ela vai levar
pra perdoa-lo, Phellan?
_Uma semana, ela o ama apesar da vergonha
que ele está fazendo-a passar.
_Eu aposto uns quinze dias.
_Eu aposto um mês.
Kieran falou e mostrou três moedas sorrindo
com clara intenção de entrar na aposta.
_Muito bem! Camerom falou batendo as mãos
no ar chamando a atenção dos demais, quando uma roda tinha se formado ao seu
redor ele tirou de dentro do esporran um pedaço de pergaminho e um toco de
carvão e começando a escrever. _ Vamos lá pessoal! Quem vai acertar uma semana.
Quinze dias ou trinta. Todos os soldados correram a fazer suas apostas. Todos
sabiam que essa briga renderia não só uma boa quantia para o bolso dos
ganhadores, mas também muitos momentos de diversão.
Mais tarde naquele mesmo dia perceberiam o
grande engano.
Derek gemeu agarrado a mão e os MacLeomhan
se lembraram dele, Phellan mandou que levassem
para Morag cuidar e assim foi feito.
{***}
Alec irrompeu pelas portas do castelo com
sua esposa nos ombros enquanto ela se debatia e xingava-o. Todas as mulheres do
salão ficaram horrorizadas ao verem a cena. Ele se dirigiu para as escadas sem
falar com ninguém. Chegaram ao quarto e ele trancou a porta de chave, a levou
para a cama e a jogou sem muito cuidado lá em cima. Becca não conseguiu se
ergueu depressa antes que ele deita-se sobre ela, ele a beijou com fúria cega e
ela correspondeu com a mesma raiva talvez até mais, Becca mordeu o lábio dele
lhe tirando sangue, ele se afastou surpreso por sua audácia o que deu tempo
para que ela pulasse da cama e corresse pro outro lado do quarto, ficou atrás
da mesa enquanto ele se erguia e ficava lhe espreitando como um leão que estava
preparado para abater a presa indefesa.
_Você me mordeu esposa.
_Você mereceu. Como ousa me tratar com
tamanha grosseria!
_Você me desobedeceu.
Ele falou dando de ombros. A encarou com
raiva, seus olhos flamejando na direção dela; quando ele abriu a boca suas
palavras foram como ácido na sua pele.
_Tu estavas se oferecendo aos meus irmãos. –
ele grunhiu.
_Mentira sua, você sabe que eu nunca na
minha vida faria algo assim, eu precisava de alguém que provasse o hidromel e
você se recusou!
_Guardasse pra noite, e não ficasse se
insinuando para meus irmãos. Até aquele tolo do Derek queria provar também e tu
deixaste!
_Você não queria! Me tratou como um
estorvo! Como uma empregadinha de quinta! Sou sua esposa! Deves-me, pelo menos
consideração!
_E VOCÊ ME DEVE RESPEITO!
Ele derrubou a cadeira que estava na frente
da mesa. Becca não se encolheu. Ela ergueu os ombros e o fitou erguida. Ficaram
em silencio por algum tempo se medindo e Becca achou melhor pedir desculpas
afinal alguém teria que ceder.
_Sim eu lhe devo respeito meu esposo e desculpas.
Eu só queria fazer algo que lhe agradasse e não que deixasse você chateado,
mas, você me deve desculpas também por ter me tratado daquele jeito, não era
pra tanto e não precisava ter acertado o pobre do Derek e...
_Aquele filho de uma cadela ganha mais
atenção sua do que eu! Sou teu marido e, no entanto tu não me tens em conta!
Becca o olhou incrédula.
_Como eu não lhe tenho em conta! Jesus
dá-me paciência! – ela ergueu os olhos para o céu e respirou fundo. _ Alec,
você é meu marido e eu lhe amo. – ela falou calma.
_Mas não parece! - esmurrou a mesa - Me
rejeitas no nosso leito. NOSSO LEITO! E fica de sorrisos para os outros! Será
que eu não sou mais o suficiente Becca?
Ele falou enquanto rodeava a mesa e se
aproximava dela. Becca o fitou nos olhos sem querer acreditar no que estava
ouvindo.
_Você não é mais o suficiente pra mim? Da
onde foi que você tirou isso pelo amor de Deus!
Alec derrubou vários papeis que estavam arrumados na mesa junto com o
tinteiro, penas e um castiçal de prata. Tudo voou longe quando ele na sua fúria
cega varreu a mesa com a mão.
_ Não me recebe mais no seu leito. Sempre
inventa uma desculpa sempre foge é escorregadia como uma enguia esposa. Não
consigo ficar a sós contigo nem um segundo sequer e quando chega à noite já
estás dormindo. E agora isso! Prefere oferecer seu hidromel a outro a mim!
Ele esmurrou a mesa outra vez.
_Eu o levei pra você! Você foi que não
quis! Você foi quem me tratou como uma rélis empregadinha!
Bella arremessou o livro de contas que
estava em cima da mesa. A única coisa que tinha ficado em cima.
_Não fale das meninas que trabalham no
castelo como rélis empregadas. Elas são escocesas, são mais nobres que muitos
Ingleses que eu conhesso!
_E lá vamos nós de novo!
Becca falou exasperada erguendo as mãos
para o céu pedindo a Deus paciência.
_Sim eu sou inglesa. Você não casou enganado
marido e deixe-me lembrá-lo que foi VOCÊ quem insistiu nesse casamento não eu!
E eu não estou falando das moças que trabalham no castelo. Você parece que tem
amnésia. Esquece-se de que me mandou pro castelo e que disse umas palavras bem
rudes!
_Quais as palavras rudes que falei?
_Deixe refrescar sua memória milorde: Estou treinando, será que não percebe? Não
tenho tempo para fazer todos os seus caprichos mulher, saia daqui antes que
leve uma flechada e fique de cama outra vez por sua estupidez.
_Apenas resaltei a verdade.
_A é! Então eu sou estúpida por ter levado
uma flechada?
Ele não respondeu.
Becca respirou fundo para se acalmar.
Estava enjoada.
_Eu não lhe rejeito na cama Alec.
Tentou se aproximar e ele deu-lhe um safanão
empurrando sua mão repudiando seu toque. Becca se sentiu ferida por esse gesto,
muito mais do que pelas palavras ditas no momento de fúria, respirou fundo para
tentar se acalmar e colocar bom senso na cabeça do seu amado.
- Eu
não estou me sentindo bem ultimamente, mas eu posso lhe garantir que não é por
eu está fria com você ou por eu ter perdido meu desejo eu só estou cansada,
todos em Creag Mhor estão trabalhando muito e eu não sou acostumada com tanto
trabalho, mas eu tenho me esforçado. Só peço um pouco de paciência, só isso.
_Eu não tenho mais paciência. Tenho andado
necessitado de ti e tu não tens tempo pra mim só pros outros.
_Isso não e verdade.
_É.
_Não, não é e você sabe disso, você só está
com a cabeça quente. Quando você pensar um pouco vai ver que eu estou certa.
_Ou não. Se estou tão errado assim ao teu
respeito esposa, te seu ardor não diminuiu, se o teu desejo pro mim ainda
existe. Prove.
_Perdão?
_Tu ouviste-me bem.
Alec se dirigiu para cama e se sentou a
olhando desafiadoramente. Começou a soltar o broche que prendia o plaide. Becca
balançou a cabeça incrédula. Ele queria fazer amor agora? Depois de tê-la
acusado de está interessada em outro?
_Você está louco se acha que eu vou fazer
amor com você agora.
Ele riu com escárnio e colocou o broche no
lugar.
_Foi o que eu pensei.
Ele se aproximou dela e lhe puxou para seus
braços rudemente; Becca chocou o corpo no tórax dele e sentiu uma pontada de
dor muito forte no ventre. Ele não lhe bateu. Mas seria preferível que tivesse
batido.
_Quem é Rebecca?
_Quem é quem?
_Teu amante. Sim por que só sendo assim para
que me rejeites.
_Não tenho amante Alec.
_Mas me rejeitas. Teu marido e senhor.
Oferece sorrisos para todos os homens e me rejeita em seu leito.
_Eu não tenho amante Alec, por Deus
acredite em mim. – Ela tentou se soltar mais ele a prendeu com mais força em
seus braços. Becca se sentiu como um bichinho envolvido em um abraço de uma
serpente suas vistas estavam se escurecendo. _ Eu estou doente será que é tão
difícil para você entender?
_O que eu sei e que nunca se negastes a
mim. Até quando estava doente se oferecia a mim e agora depois que começou a andar
para a vila e caminhar por ai sozinha está fria como um peixe. Tens guardado
seu ardor pra quem Rebecca? Por que pra mim não é.
Becca se soltou de seu agarre e a ultima
coisa que Alec sentiu foi o estalo de um tapa na cara. Becca cobriu a boca com
as mãos em estado de choque e horror. Tinha lhe estapeado, não que ele não
merecesse, mas jamais pensou que faria uma coisa dessas. Ficaram se encarando
por longos minutos. Ela ia se aproximar dele mais ele a afastou apenas com um
olhar.
_Desculpe-me Alec, eu...
_Não saias deste quarto. Não quero cruzar
contigo na minha frente por um bom tempo. Espero que quando eu voltar hoje à
noite tu estejas bem aqui onde te deixei.
Ele se virou e saiu do quarto a porta foi
batida com tanta força que as dobradiças se afrouxaram. Becca foi pra janela tomar
um pouco de ar estava enjoada como nunca tinha estado em toda a sua vida,
pontos negros brilhavam se seus olhos, ele o avistou saindo em disparada
montado em Fire. Era o caminho da cabana das prostitutas. Ele tinha se dirigido
para lá. Becca pegou seu binóculo e viu perfeitamente quando ele desceu do
cavalo e Isla a ruiva abriu a porta e lhe sorriu tomando o braço dele no seu e o
conduzindo-o para dentro.
Becca engolindo a bílis que lhe subiu a
garganta abaixou o binóculo e se afastou da janela, se dirigiu a cama, mas não
conseguiu chegar lá, uma dor forte tomou conta do seu corpo e ela caiu no chão,
sentiu uma pontada no ventre e suas pernas ficaram molhadas. Becca estava com
um vestido bege claro, quando olhou pra baixo ela viu uma mancha de sangue, era
muito sangue, se dobrou ao meio quando sentiu uma dor ainda mais forte no
ventre.
Desmaiou.
Está ótimo o cap, como sempre. Quando terá o próximo. Adoro ver o Alec sofrendo e espero que ele sofra muito, pois ele merece. A forma que ele a tratou foi...nojenta.
ResponderExcluirAlec nesse capítulo é um verdadeiro idiota! Estou com saudades filhota.
ResponderExcluirai que raiva do Alec viu .. um perfeito idiota!!!
ResponderExcluirRaiva do Alec! Louca pelo proximo cap. Milly, por favor, posta logo!!!!
ResponderExcluirPorfavor, Porfavor!!
Ai que raiva do Alec...que estúpido. Merecia mais que uma bofetada. Por favor, poste logo o próximo...Amo suas fics.
ResponderExcluirQuero trucidar o Alec
ResponderExcluirQue homem mais OGRO!!!! ela está prestes a perder o bebê, que dó :( estou curiosa para descobrir quem é o traidor assassino e como os pais dele conseguirão voltar ao passado!
ResponderExcluirtomara que a Becca, nem olhe mais pra cara dele, como ele pode ser tão insensível com ela, mesmo falando que estava doente ele a tratou como um lixo, quero ver qual será a reação dele ao saber que ela pode ter perdido seu filho, espero que ela o rejeite de vez pra ele aprender e deixar de ser tão ogro....mal posso esperar para saber o que acontecerá no próximo capitulo.
ResponderExcluirMilly!!!!!!!! Estou morrendo!! Posta o proximo cap! Porfavoooooooor! @_@
ResponderExcluirComecei a ler no Nyah e fiquei triste quando saiu, ainda bem que encontrei você aqui, mas infelizmente estou em outro país, então espero ansiosamente cada capítulo.
ResponderExcluir