quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um Amor do Passado: Capítulo 18

CAPÍTULO 18

Ciúme e Desconfianças
Eu sou fiel a você



Alec falou sério quando disse que os dias seriam duros e cansativos. Eles se levantavam antes do nascer do sol. Cada homem mulher e criança do clã estava ocupado com as tarefas, com a colheita a secagem a separação dos grãos e o estocar dos alimentos. Eu e Alec não tínhamos tempo pra nada, só nos víamos na hora da refeição do meio dia quando ele estava no castelo o que não era muito regular nesses últimos dias e na hora que íamos dormir. Geralmente eu subia primeiro e ele ia pra saleta resolver assuntos com Galván, quando subia pro quarto já me encontrava dormindo exausta de tanto trabalhar. Algumas vezes quando o desejo era demais ele me acordava e fazíamos amor rápido e intenso em seguida ambos caiam em um sono profundo de esgotamento. A ultima vez foi há cinco dias.
Já estava com dias que eu estava me sentindo mal. Meus seios doíam, e sentia dores no ventre, constantes dores de cabeça e ânsia de vomito. Eu esperava que mina menstruação descesse a qualquer momento e me pegava hiperventilando ao pensar que minha enfermidade fosse algum tipo de víros que adquiri aqui nessa época. Que vontade de ter trazido injeções de penicilina Estava toda sensível, quando faziamos amor nos raros momentos de que agora dispúnhamos doía muito e eu reclamava, Alec ficava irritado por não me mostar mais tão disposta como antes, eu expliquei tudo sobre como me sentia antes de cada regra descer, mais ele não queria saber. Eu era sua esposa, sua posse e quando tinha vontades eu tinha que ceder. Isso me irritava, isso e os segredos dele os quais eu percebi que vinham crescendo bastante, ele tinham uma gaveta na escrivaninha da saleta que era fechada a chave, até ai tudo bem, eu também tinha um bauzinho que ele me deu para poder guardar meus tesouros, o que me irritava e me magoava era o fato de que eu o peguei várias vezes bisbilhotando dentro, revirando minhas coisas e quando eu perguntava o porque disso ele apenas resmungava e dizia que procurava provas. Prova de quê perguntava eu. Ele resmungava irritado e saia sem me responder eu não podia nem sequer chegar perto da gaveta dele que levava um esporro e ele podia revirar minhas coisas intimas? A ultima vez foi a duas semanas.

Já tinha se passado o mês da colheita e estávamos nos preparando para a festa, o Ceilidh e eu continuava evitando-o no leito. As dores o cansaço e as desconfianças dele de que eu estava escondendo algo me faziam agir assim, era criancice minha admito, mas eu reagia conforme era provocada. Estava na cozinha dando instruções para a ceia noturna com a qual eu queria brindar o Alec e todos os MacLeomhan pelo esforço que fizeram para que a colheita fosse um sucesso quando um garotinho entrou correndo porta adentro esbarrando em Mildred e quase levando um banho de caldo fumegante. Ele estava agitado e apesar da repreenda que levou não tirou os olhos de mim para nada, colocou o polegar na boca e torceu um pedaço de pano imundo que leva preso no tartan.

_Morghan, pedaço de esterco! O que fazes aqui além de me matar de susto?
_Mamãe está sentindo dor. – ele balbuciou sem tirar o polegar da boca.
_Misericórdia. – Maisri balbuciou fazendo uma careta.
_O que há? – perguntei sem entender o sentimento fúnebre que se abateu em todas na cozinha.
_Dorcas está prenha milady, é a quinta barriga e não sustenta nenhum. – Maisri falou-me lavando as mãos rapidamente.

_O pequeno Morghan é filho apenas de Malcolm. A primeira mulher morreu no parto e ele se casou com Dorcas, estão a um ano casados e ela não segura filho algum. - Isla falou sem desviar a vista da bacia de nabos que picava.

_Esse é o sexto. – Mairi falou e todas confirmaram.

 Eu me levantei e corri para meu solar pegando minha cesta de ervas e correndo porta a fora ouvi alguns gritos me chamando, mas não dei ouvidos, a mulher Dorcas era minha prioridade no momento. Antes de chegar aos portões dei um encontrão em uma muralha de músculos e quase vou ao chão, só não fui por que a muralha me segurou com um pouco de rudeza.

_Onde vais com tanta presa Becca?

Olhei para cima e franzi os olhos pelos raios de sol que graças a Deus tinham se mostrado hoje, sorri para meu marido e o respondi enquanto tentava me livrar de seu agarre sem muito sucesso.

_Estou me indo, volto logo. Tenho pressa solta-me, por favor? – pedi quando ele não se mexeu do lugar.

_ Como que se vai? Não podes ir és minha esposa e eu não te dei a autorização para atravessar esses muros.

_Não ia atravessar os muros e sim os portões esposo meu. – me soltei sorrindo e andei alguns passos.

_Becca.- ele grunhiu e eu me virei o olhando. Tremi com a fúria que se via refletida nas profundezas verdes.

Alec se encaminhou para mim com passos lentos e eu dei dois passos para trás até esbarrar com a parede as minhas costas.

_Alec?

_Para onde quer ir esposa minha? - ele falou tão calmo que me correu um calafrio pela espinha.

_eu...

_eu lhe direi a onde vais, vais voltar para dentro do castelo, te necessitam aqui e é aqui onde ficarás.


_Não estão precisando de mim por hora eu ia atender uma chamada de uma mulher que está com dor, está em vias de ter a criança e seu marido mandou me chamar.

_temos Morag para isso.

_Morag não está aqui e...

_Voltas para o castelo Becca.

_Me leve você então Alec, mas, por favor, não posso deixar que a mulher tenha o filho só, já perdeu cinco e se fosse eu? Quererias que tivesse alguém que me assistisse não?

Ele me olhou tão intensamente que me arrepiou a pele, seus olhos desceram para minha barriga e sua mão forte e calosa fez menção de tocar o local, mas se retraiu rapidamente. Ele subiu os olhos para meu rosto uma vez mais e em seguida aquiesceu. Suspirei aliviada e sorriu para ele, tudo iria bem.


Ao entardecer voltaram, Becca suja e desalinhada, mas feliz por ter trazido um bebê ao mundo, a pobre mulher perdia todos por que não tinha ninguém que a assistisse, o marido não deixava dizia que teria que parir sozinha, que sua mãe fazia assim e que sua falecida mulher também o fez. Era um porco e um nojento, não amava a pobre Dorcas nem tinha amado a primeira mulher que por culpa dele morreu de parto. Becca deu-lhe um esporro e o chamou de miserável e de coisas que preferiria não lembrar e que Deus a perdoasse vinha o caminho todo dizendo, mas desejava que o homem fosse alvejado por mil flechas. Alec nada falou apenas a seguiu calado e pensativo. Quando foram dormir ele subiu primeiro e ela demorou a vir ele saiu a sua procura e soube que tinha saído do castelo novamente, dessa vez na companhia de um soldado muito moço e formoso, foi para sua saleta e quando voltou ao quarto ela já estava dormindo, com um sorriso nos lábios. Por que estava rindo ele se perguntava? O que tinha feito ela para está tão feliz, tão... Relaxada, enquanto ele estava tenso e necessitado todos esses dias. Resmungando pegou uma manta e deitou no tapete em frente ao fogo seria mais uma noite insone, mais uma das tantas.
  

 {***}

Alec estava constantemente nervoso e irritado. Sua esposa estava perdendo o desejo por ele e ele não sabia o que fazer, isso o deixava irritado e frustrado. Nesse momento estava no pátio de treinamento tentando ensinar ao filho do lorde McNauthy a diferença entre uma espada e um pedaço de pau. O infeliz só se importava em cortejar as moças e leva-las para sua cama, o lorde McNauthy pediu que Alec ensinasse seu filho a ser um guerreiro em um Lorde. Um lorde? Pois sim! O moço não sabia nem segurar a maldita espada sem reclamar do peso!
Alec deu uma arremetida na direção de Derek e o rapaz caiu no chão. Alec não sabia se o que doía mais no garoto era seu traseiro ou seu orgulho.

_Levante-se! Maldição garoto, suas mãos não servem apenas pra levantar as saias das moças!  Se não aprender a se defender vai morrer na primeira batalha que enfrentar!

 Agarrou Derek pela camisa e o sacudiu colocando-o não muito gentilmente de pé.

_Tome. - Alec jogou o arco e uma flecha pra ele e o infeliz deixou cair no chão, na distância que jogou até um bebê de colo teria pegado. Esse rapaz era um fresco! _ Quantos anos tem moleque?
_Tenho dezenove, MacLeomhan.
_Na tua idade eu já era lorde. Com quatorze anos eu participei de minha primeira batalha e matei mais homens do que podes contar nos dedos. Se acontecesse uma guerra agora pode apostar o teu traseiro granfino e ossudo que tu morrerias pelas mãos de crianças de quatorze anos! Agora pegue esse maldito arco, segure essa flecha, mire naquele alvo e ACERTE!
_Meu traseiro não é ossudo - Ele falou visivelmente ofendido pelas palavras usadas para com sua pessoa.
_ACERTE OU EU VOU CERTAR UMA EM VOCÊ. AGORA!

  Derek tremeu visivelmente, tentou, por Deus que tentou, mas não conseguiu colocar a flecha no arco tamanho era o medo que sentia de Alec, o grande leão das montanhas, o senhor dos MacLeomhan. 
  Enquanto tentava colocar a flecha no arco e suava como um porco, sua visão periférica apanhou um suave balançar de quadris vindo na sua direção. Imediatamente ele se ergueu estufou o peito colocou a flecha corretamente e se preparou para lançar. A morena sorridente e de andar preguiçoso se dirigiu para MacLeomhan que fechou a cara e olhou com um olhar assassino para todos os homens que estavam lá. Rapidamente todos voltaram as suas tarefas.
Becca chegou perto dele com uma caneca de hidromel, a primeira caneca da remessa que tinha feito. Aproximou-se com um sorriso nos lábios apesar da cara feia que ele estava fazendo pra ela. Definitivamente estava de mal humor.

_O que você quer Rebecca? Estou ocupado não vês?

Becca respirou fundo. Ele falou alto para todos ouvirem.

_Eu vim trazer a primeira caneca de hidromel para que você experimente. Ficou no ponto ontem a noite, mas só abri o barril agora.
_E?
_E que eu quero que você prove.
_Não tenho tempo.
_Não tem tempo para tomar um gole?
_Estou treinando, será que não percebes? Não tenho tempo para fazer todos os seus caprichos mulher, saia daqui antes que leve uma flechada e fique de cama outra vez por sua estupidez.

 Ele falou acidamente e Becca tremeu dando um passo para trás com as palavras dele. Era melhor levar uma bofetada do que ouvir isso. Becca olhou ao redor com vergonha e se preparou para ir embora, mas dirigiu a Cameron que a chamou, ele era seu cunhado e tinha observado a cena com a cara fechada a seu irmão.
_Cam.
_Bec, o que você trouxe ai?
_Hidromel.
_Posso provar um pouco? Faz anos que não tomo hidromel.
Becca sorriu e Camerom pegou a caneca de sua mão e tomou um gole.
_ Maravilhoso Becca, como tu e tudo o que fazes. Phellan venha, prove o hidromel que a Becca fez.

Phellan se aproximou encarando Alec com censura por ele ter falado daquele jeito com ela. Pegou a caneca da mão de Camerom e bebeu um gole. Quase cai de joelhos tamanho o prazer que sentiu. Era muito bom. Pegou a mão dela e beijou os dedos.

_Cam tem razão Becca. Está divino, como você.
_Posso provar uma pouco?

  Derek falou flertando com Becca que lógico nem olhou na sua direção. Quando Phellan estendeu a caneca e Derek pegou, uma flecha fez com que a mesma se espatifasse derramando todo o precioso hidromel e acertando a mão de Derek, a flecha transpassou a mão. Derek caiu no chão urrando de dor. Todos olharam para Alec que estava como o arco nas mãos e outra flecha muito bem colocada na corda devidamente esticada. Todos o olharam com medo e espanto. Alec calmamente abaixou a arma e se encaminhou para sua mulher que estava o olhando incrédula.

_Passe para dentro Rebecca, se não quiseres que por tua culpa todos os meus homens sejam transpassados pelas minhas flechas.
_Você não se atreveria...

Alec elevou o arco e disparou na direção de Donnald. A flecha passou raspando a bochecha esquerda. O soldado nem se alterou. Foi treinado pra isso, mas Becca viu uma gota de suor descer pela sua têmpora esquerda.
Becca se virou para Alec com fogo nos olhos
_Tá maluco! Quase mata o pobre do homem!
_Eu mandei você entrar.
_E só por que eu não obedeci como um cachorrinho você ia matar o pobre do Donnald?
_Entre. Já avisei-te.
_Me faça entrar seu brutamontes de uma figa. Você não é meu pai!
_Sou teu marido! – Alec gritou enfurecido
_Grande coisa!
Becca falou elevando as mãos pro céu e em seguida as colocando na cintura em sinal de desafio.
Ouve um silencio no pátio enquanto ambos se enfrentavam. Alec rápido como um raio deu-lhe um bote e em segundos já a tinha sobre o ombro esquerdo, deu-lhe uma palmada no traseiro tão forte que Becca só não gritou de dor por ser tão teimosa quanto ele. Dirigiram-se para o castelo com ela se esperneando e dando socos nas costas dele e ele dando tapas no traseiro dela cada vez que ela se debatia e por pouco não caia. Ela ficaria dias sem poder se sentar pelas palmadas nada suaves que estava levando.

Todos os soldados ficaram olhando a cena. Camerom negou com a cabeça antes de quebrar o silêncio.
_Quanto tempo você acha que ela vai levar pra perdoa-lo, Phellan?
_Uma semana, ela o ama apesar da vergonha que ele está fazendo-a passar.
_Eu aposto uns quinze dias.
_Eu aposto um mês.
Kieran falou e mostrou três moedas sorrindo com clara intenção de entrar na aposta.
_Muito bem! Camerom falou batendo as mãos no ar chamando a atenção dos demais, quando uma roda tinha se formado ao seu redor ele tirou de dentro do esporran um pedaço de pergaminho e um toco de carvão e começando a escrever. _ Vamos lá pessoal! Quem vai acertar uma semana. Quinze dias ou trinta. Todos os soldados correram a fazer suas apostas. Todos sabiam que essa briga renderia não só uma boa quantia para o bolso dos ganhadores, mas também muitos momentos de diversão.
Mais tarde naquele mesmo dia perceberiam o grande engano.
Derek gemeu agarrado a mão e os MacLeomhan se lembraram dele, Phellan mandou que levassem  para Morag cuidar e assim foi feito.

{***}
Alec irrompeu pelas portas do castelo com sua esposa nos ombros enquanto ela se debatia e xingava-o. Todas as mulheres do salão ficaram horrorizadas ao verem a cena. Ele se dirigiu para as escadas sem falar com ninguém. Chegaram ao quarto e ele trancou a porta de chave, a levou para a cama e a jogou sem muito cuidado lá em cima. Becca não conseguiu se ergueu depressa antes que ele deita-se sobre ela, ele a beijou com fúria cega e ela correspondeu com a mesma raiva talvez até mais, Becca mordeu o lábio dele lhe tirando sangue, ele se afastou surpreso por sua audácia o que deu tempo para que ela pulasse da cama e corresse pro outro lado do quarto, ficou atrás da mesa enquanto ele se erguia e ficava lhe espreitando como um leão que estava preparado para abater a presa indefesa.

_Você me mordeu esposa.
_Você mereceu. Como ousa me tratar com tamanha grosseria!
_Você me desobedeceu.

Ele falou dando de ombros. A encarou com raiva, seus olhos flamejando na direção dela; quando ele abriu a boca suas palavras foram como ácido na sua pele.
_Tu estavas se oferecendo aos meus irmãos. – ele grunhiu.
_Mentira sua, você sabe que eu nunca na minha vida faria algo assim, eu precisava de alguém que provasse o hidromel e você se recusou!
_Guardasse pra noite, e não ficasse se insinuando para meus irmãos. Até aquele tolo do Derek queria provar também e tu deixaste!
_Você não queria! Me tratou como um estorvo! Como uma empregadinha de quinta! Sou sua esposa! Deves-me, pelo menos consideração!
_E VOCÊ ME DEVE RESPEITO!

Ele derrubou a cadeira que estava na frente da mesa. Becca não se encolheu. Ela ergueu os ombros e o fitou erguida. Ficaram em silencio por algum tempo se medindo e Becca achou melhor pedir desculpas afinal alguém teria que ceder.

_Sim eu lhe devo respeito meu esposo e desculpas. Eu só queria fazer algo que lhe agradasse e não que deixasse você chateado, mas, você me deve desculpas também por ter me tratado daquele jeito, não era pra tanto e não precisava ter acertado o pobre do Derek e...
_Aquele filho de uma cadela ganha mais atenção sua do que eu! Sou teu marido e, no entanto tu não me tens em conta!

Becca o olhou incrédula.

_Como eu não lhe tenho em conta! Jesus dá-me paciência! – ela ergueu os olhos para o céu e respirou fundo. _ Alec, você é meu marido e eu lhe amo. – ela falou calma.
_Mas não parece! - esmurrou a mesa - Me rejeitas no nosso leito. NOSSO LEITO! E fica de sorrisos para os outros! Será que eu não sou mais o suficiente Becca?

Ele falou enquanto rodeava a mesa e se aproximava dela. Becca o fitou nos olhos sem querer acreditar no que estava ouvindo.
_Você não é mais o suficiente pra mim? Da onde foi que você tirou isso pelo amor de Deus!

  Alec derrubou vários papeis que estavam arrumados na mesa junto com o tinteiro, penas e um castiçal de prata. Tudo voou longe quando ele na sua fúria cega varreu a mesa com a mão.
_ Não me recebe mais no seu leito. Sempre inventa uma desculpa sempre foge é escorregadia como uma enguia esposa. Não consigo ficar a sós contigo nem um segundo sequer e quando chega à noite já estás dormindo. E agora isso! Prefere oferecer seu hidromel a outro a mim!

Ele esmurrou a mesa outra vez.

_Eu o levei pra você! Você foi que não quis! Você foi quem me tratou como uma rélis empregadinha!

Bella arremessou o livro de contas que estava em cima da mesa. A única coisa que tinha ficado em cima.

_Não fale das meninas que trabalham no castelo como rélis empregadas. Elas são escocesas, são mais nobres que muitos Ingleses que eu conhesso!

_E lá vamos nós de novo!

Becca falou exasperada erguendo as mãos para o céu pedindo a Deus paciência.
_Sim eu sou inglesa. Você não casou enganado marido e deixe-me lembrá-lo que foi VOCÊ quem insistiu nesse casamento não eu! E eu não estou falando das moças que trabalham no castelo. Você parece que tem amnésia. Esquece-se de que me mandou pro castelo e que disse umas palavras bem rudes!

_Quais as palavras rudes que falei?

_Deixe refrescar sua memória milorde: Estou treinando, será que não percebe? Não tenho tempo para fazer todos os seus caprichos mulher, saia daqui antes que leve uma flechada e fique de cama outra vez por sua estupidez.
_Apenas resaltei a verdade.
_A é! Então eu sou estúpida por ter levado uma flechada?

Ele não respondeu.
Becca respirou fundo para se acalmar. Estava enjoada.

_Eu não lhe rejeito na cama Alec.

 Tentou se aproximar e ele deu-lhe um safanão empurrando sua mão repudiando seu toque. Becca se sentiu ferida por esse gesto, muito mais do que pelas palavras ditas no momento de fúria, respirou fundo para tentar se acalmar e colocar bom senso na cabeça do seu amado.

 - Eu não estou me sentindo bem ultimamente, mas eu posso lhe garantir que não é por eu está fria com você ou por eu ter perdido meu desejo eu só estou cansada, todos em Creag Mhor estão trabalhando muito e eu não sou acostumada com tanto trabalho, mas eu tenho me esforçado. Só peço um pouco de paciência, só isso.
_Eu não tenho mais paciência. Tenho andado necessitado de ti e tu não tens tempo pra mim só pros outros.
_Isso não e verdade.
_É.
_Não, não é e você sabe disso, você só está com a cabeça quente. Quando você pensar um pouco vai ver que eu estou certa.
_Ou não. Se estou tão errado assim ao teu respeito esposa, te seu ardor não diminuiu, se o teu desejo pro mim ainda existe. Prove.
_Perdão?
_Tu ouviste-me bem.

Alec se dirigiu para cama e se sentou a olhando desafiadoramente. Começou a soltar o broche que prendia o plaide. Becca balançou a cabeça incrédula. Ele queria fazer amor agora? Depois de tê-la acusado de está interessada em outro?

_Você está louco se acha que eu vou fazer amor com você agora.

Ele riu com escárnio e colocou o broche no lugar.

_Foi o que eu pensei.

    Ele se aproximou dela e lhe puxou para seus braços rudemente; Becca chocou o corpo no tórax dele e sentiu uma pontada de dor muito forte no ventre. Ele não lhe bateu. Mas seria preferível que tivesse batido.

_Quem é Rebecca?
_Quem é quem?
_Teu amante. Sim por que só sendo assim para que me rejeites.
_Não tenho amante Alec.
_Mas me rejeitas. Teu marido e senhor. Oferece sorrisos para todos os homens e me rejeita em seu leito.
_Eu não tenho amante Alec, por Deus acredite em mim. – Ela tentou se soltar mais ele a prendeu com mais força em seus braços. Becca se sentiu como um bichinho envolvido em um abraço de uma serpente suas vistas estavam se escurecendo. _ Eu estou doente será que é tão difícil para você entender?
_O que eu sei e que nunca se negastes a mim. Até quando estava doente se oferecia a mim e agora depois que começou a andar para a vila e caminhar por ai sozinha está fria como um peixe. Tens guardado seu ardor pra quem Rebecca? Por que pra mim não é.

Becca se soltou de seu agarre e a ultima coisa que Alec sentiu foi o estalo de um tapa na cara. Becca cobriu a boca com as mãos em estado de choque e horror. Tinha lhe estapeado, não que ele não merecesse, mas jamais pensou que faria uma coisa dessas. Ficaram se encarando por longos minutos. Ela ia se aproximar dele mais ele a afastou apenas com um olhar.

_Desculpe-me Alec, eu...
_Não saias deste quarto. Não quero cruzar contigo na minha frente por um bom tempo. Espero que quando eu voltar hoje à noite tu estejas bem aqui onde te deixei.

Ele se virou e saiu do quarto a porta foi batida com tanta força que as dobradiças se afrouxaram. Becca foi pra janela tomar um pouco de ar estava enjoada como nunca tinha estado em toda a sua vida, pontos negros brilhavam se seus olhos, ele o avistou saindo em disparada montado em Fire. Era o caminho da cabana das prostitutas. Ele tinha se dirigido para lá. Becca pegou seu binóculo e viu perfeitamente quando ele desceu do cavalo e Isla a ruiva abriu a porta e lhe sorriu tomando o braço dele no seu e o conduzindo-o para dentro.
Becca engolindo a bílis que lhe subiu a garganta abaixou o binóculo e se afastou da janela, se dirigiu a cama, mas não conseguiu chegar lá, uma dor forte tomou conta do seu corpo e ela caiu no chão, sentiu uma pontada no ventre e suas pernas ficaram molhadas. Becca estava com um vestido bege claro, quando olhou pra baixo ela viu uma mancha de sangue, era muito sangue, se dobrou ao meio quando sentiu uma dor ainda mais forte no ventre.
Desmaiou.



10 comentários:

  1. Está ótimo o cap, como sempre. Quando terá o próximo. Adoro ver o Alec sofrendo e espero que ele sofra muito, pois ele merece. A forma que ele a tratou foi...nojenta.

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  2. Alec nesse capítulo é um verdadeiro idiota! Estou com saudades filhota.

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  3. ai que raiva do Alec viu .. um perfeito idiota!!!

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  4. Raiva do Alec! Louca pelo proximo cap. Milly, por favor, posta logo!!!!
    Porfavor, Porfavor!!

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  5. Ai que raiva do Alec...que estúpido. Merecia mais que uma bofetada. Por favor, poste logo o próximo...Amo suas fics.

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  6. Que homem mais OGRO!!!! ela está prestes a perder o bebê, que dó :( estou curiosa para descobrir quem é o traidor assassino e como os pais dele conseguirão voltar ao passado!

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  7. tomara que a Becca, nem olhe mais pra cara dele, como ele pode ser tão insensível com ela, mesmo falando que estava doente ele a tratou como um lixo, quero ver qual será a reação dele ao saber que ela pode ter perdido seu filho, espero que ela o rejeite de vez pra ele aprender e deixar de ser tão ogro....mal posso esperar para saber o que acontecerá no próximo capitulo.

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  8. Milly!!!!!!!! Estou morrendo!! Posta o proximo cap! Porfavoooooooor! @_@

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  9. Comecei a ler no Nyah e fiquei triste quando saiu, ainda bem que encontrei você aqui, mas infelizmente estou em outro país, então espero ansiosamente cada capítulo.

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