terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amor Com Gosto de Sangue: Capítulo 12




Capítulo 12




Caroline olhou a todos na sala e saindo detrás de Alex se dirigiu a Reneesme que sentada no sofá agarrava os cabelos negando constantemente com a cabeça. Caroline sabia o que era ser traída, ela conhecia o sentimento de ser enganada pelas pessoas que mais amava e com essa decisão ela segurou com força as mãos da vampira lhe passando todo seu apoio, todo o seu conforto, toda a sua solidariedade. 






Reneesme olhou por um breve tempo a companheira de o seu irmão lhe sustentar as mãos em sinal de conforto. Sorriu-lhe. Era meio que surreal tudo o que estava acontecendo, ver o Jacob a Leah se beijando depois de toda essa história de imprint... Ela sabia que existia o imprint, só que começava a duvidar se o que tinha acontecido com eles realmente tinha sido isso. Ele era seu companheiro de alma sabia disso sentia no fundo de seu ser, já o imprint dele... Não estava mais tão certa disso.






_Querida, por que você não vai se deitar, hum? Será bom para você descansar um pouco. .






Sua mãe lhe falou com um semblante preocupado, seu pai assentiu indo para ela e a abraçando pelos ombros ela sentia a raiva e a angustia que rodeavam a alma de seu pai, mas não podia fazer nada quanto a isso, não podia fazer nada nem em relação à dor que estava sentindo quanto mais a dos seus parentes.






_Reneesme, - Carol lhe chamou alisando suas mãos delicadamente. – Acho que seus pais tem razão, é melhor você ir se deitar um pouco.






_Mas, e a festa? E todos os meus convidados e...






_Não é importante agora meu bem. – Edward falou lhe beijando-lhe a testa. – Além do mais todos já devem ter uma real ideia do que ocorreu aqui, pelos seus gritos e tudo mais.






_Não tem graça papai. – ela resmungou e encostou a cabeça no ombro dele.






_Não falei para ser engraçado meu bem. O grito foi alto.






_Desculpe-me. – ela sussurrou.






_Se desculpar? – Sua mãe falou indo ao seu encontro, Carol se ergueu deixando o lado vago para que Bella sentasse ao lado da filha. _ Querida você está no seu direito, não tem o porquê se desculpar por tudo isso.






_Sua mãe tem razão meu bem, vamos para casa e eu reunirei as tropas, uma luta rápida com poucas baixas e tudo se resolvera.






_Pai, não vai ter guerra.






_Ele lhe traiu, ninguém trai minha garotinha e vive para respirar outro dia. – Edward falou com a voz sombria e todos na sala ficaram em alerta.






_Não vai haver guerra, nem briga, nem mesmo discursão desse assunto, vamos para casa.






Ela se ergueu e foi para Sue a abraçando forte. A loba lhe beijou as bochechas em desculpa pelas atitudes da filha, estava consternada pelo papel que Leah fez.






_tudo bem vovó Sue, resolveremos depois. Tudo se resolvera com o tempo.






Sue assentiu e Charlie a abraçou pelos ombros.






_Vá com Deus minha neta, fique tranquila que resolveremos tudo aqui.






_Está bem vovô, dê um abraço em Maya por mim.






_Ela é sua tia menina. – Charlie falou em uma tentativa vã de dar uma bronca e Nessie sorriu.






_Eu sei que ela é irmã de mamãe, mas eu sou mais velha do que ela três anos é... Esquisito chamá-la de titia e além do mais ela detesta.






_Isso é verdade. Vá descansar meu bem. 






Nessie lhes sorriu e se dirigiu a Carol segurando sua mão.






_Fica comigo lá em casa? Preciso de uma confidente e de um ombro para chorar que não sejam meus pais.






Carol assentiu sorrindo um pouco envergonhada pelo pedido, mas aceitando de imediato, ela queria ser uma amiga para Reneesme e queria que a vampira a aceitasse ser sua amiga também, tirando Patrícia ela não tinha mais ninguém que fosse seu amigo. 


Nessie olhou para os pais e os sorriu.






_cuidam de tudo para mim? Irei para casa.






_claro meu bem nos reuniremos com vocês em poucos dias. – Sua mãe disse e olhou curiosa para Caroline que corou sobre o olhar atento e curioso de Bella.






{***}






Um trovão rebombou próximo e sua janela e Carol tremeu. Detestava tempestades.






_Quando você disse que iria para casa, eu achei que fosse para Londres.






Carol falou agarrada ao braço da poltrona de couro do jatinho que a essa altura sobrevoava a Escócia, uma tempestade com raios e trovões caía sobre o país e parecia que ia derrubá-los. Estava com medo, olhou para Renneesme que sentada confortavelmente em sua poltrona olhava sem ver para fora, respirando com dificuldade a cada distância que tomava do noivo.






_Eu sei que já lhe perguntei, mas, você está bem?






A vampira lhe sorriu tristemente.






_Estou. É apenas essa coisa de companheiros de alma, Imprint e tudo o mais, ficar muito tempo distante é doloroso e me separar do Jacob nas circunstancias que foram é pior ainda, é... Uma dor física sabe? No coração como se você tivesse deliberadamente arrancado um pedaço dele e jogado longe? Você deve saber do que eu estou falando.






_Na verdade, eu não sei não.






Nessie a olhou nos olhos seriamente e atentamente. Caroline se sentiu desconfortável com esse escrutínio.






_você gosta do meu irmão. 






Não foi uma pergunta e Carol não se deu o trabalho de negar apenas ficou calada encarando as mãos que repousavam no colo nervosa de mais para conversar sobre os sentimentos que lhe tomavam desde o dia em que tinha visto o Alex pela primeira vez e ele quase a mata de susto.






_Sabe como funciona essa coisa de companheiros de alma?






Nessie perguntou e ela negou com a cabeça. A vampira se ajeitou melhor no acento para lhe explicar essa anomalia que acontecia entre os vampiros.






_Bom. – Disse Nessie lhe olhando nos olhos. _ Nós vampiros somos criaturas solitárias por natureza, só que para cada um de nós existe uma pessoa especial, nós os chamamos de companheiros de alma. Entenda, somos caçadores vorazes e sexualmente ativos. Muito ativos. – ela deu uma risadinha e Carol corou como uma beterraba._ Mas quando encontramos nosso companheiro somos fiéis até a morte. – tomou uma pausa e continuou olhando-a nos olhos. _ Os companheiros são pessoas diferentes dos demais, uma vez que encontre seu companheiro o vampiro fará de tudo para tê-lo perto de si, seduzirá, sequestrará se for preciso, qualquer coisa para ter o objeto do seu desejo ao seu alcance.






_O- O que acontece se por acaso ele está casado com outra pessoa e a companheira dele aparecer?






_Ele a abandonará. – Reneesme disse diretamente.






_Quer dizer que... Dará as costas à mulher que estiver com ele sem nem sequer olhá-la uma segunda vez? Já não quererá estar perto dela?






_Se ele encontrar sua companheira não. Ela será seu centro de equilíbrio, seu mundo, sua vida e tudo em que pense será nela, protegê-la, cuidá-la, mimá-la. Amá-la até seu ultimo sopro de vida.






_O Alex ele...






_Ama você. – Reneesme lhe interrompeu.






_sim você diz isso, mas quando ele encontrar sua companheira de alma, tudo o que sentir por mim... Desaparecerá como fumaça.






_você ouviu o tudo o que eu falei todo esse tempo criatura? Ele AMA você.






_Por enquanto.- ela sussurrou e Nessie negou com a cabeça sorrindo compreensiva.






_Nós vampiros, não levamos o amor tão levianamente como os humanos, Carol. Só amamos uma única vez e para sempre.






_Sim, mas como vocês sabem que é amor? E se vocês se confundem?






_Não nos confundimos.






_Mas vocês podem. Vo-Vocês podem ficar a vida toda com uma pessoa achando que a ama, pode casar com ela, formar uma família com ela. Podem fazer tudo com ela achando que a ama e no final descobrir que não era amor o que sentiam e dar um tremendo pé na bunda dela e deixá-la para morrer de amor não correspondido! 






Ao terminar de falar Carol estava gritando e tremendo estava nervosa e muito inquieta e não sabia o porquê, na verdade ela sabia sim. Ela tinha medo de amar o Alex mais do que estava amando e se envolver mais ainda e ser trocada por outra, não suportaria passar pela rejeição novamente. Não com ele que estava se tornando mais importante para ela do que o próprio ar.






Reneesme lhe olhou calmamente com um sorriso cálido nos lábios.






_Nós nunca nos enganamos minha querida, você nunca vai ouvir da boca de um vampiro as palavras ‘eu te amo’ se elas não forem verdadeiras.






_Isso é ridículo! Então você está me dizendo que seu irmão me ama? De verdade e não é apenas um plano estúpido dele para me levar para cama?






_exatamente. Não a parte do plano de te levar para cama isso eu não sei lhe responder, mas que ele lhe ama, há sim ele lhe ama.






_Então eu sou sua companheira de alma é isso? Sou seu destino? Que eu estou predestinada a ficar com ele o resto de minha vida?






_Precisamente.






_Mas eu não o amo.






_Vá, mas se nem mesmo você acredita nessa mentira escabrosa que acabou de soltar acha mesmo que eu, euzinha que tenho o quê? Mais de trinta anos a tua frente vou acreditar?






_Eu... Não quero amá-lo... – Carol sussurrou e limpou as lágrimas que rolaram sem seu consentimento pelas bochechas.






_Ele também não queria sabe? Ele ficou tão perdido, tão confuso. Entenda cunhadinha, eu sei quem é meu companheiro desde que eu tinha poucos meses de vida estou acostumada a ter o Jacob ao meu redor por toda a minha vida, você e o Alê tem o que? Dois meses que se conhecem?






_Dois meses, uma semana e três dias. – ela falou automaticamente.






_Ora mais quem é que está contando? – Nessie falou sorrindo e Carol corou abaixando a cabeça.






_Por que... Você me trouxe com você para a Escócia?






_Precisava de uma amiga com quem conversar. Minha mãe é legal e meu pai também, tem o Alê que me quebra o galho às vezes, mas, depois de todos esses anos falando com todos eles eu queria alguém que estivesse de fora de todos os meus dramas.






Carol lhe sorriu e segurou sua mão.






_Pode contar comigo então. Sempre que precisar.






_Obrigada Carol... – o celular tocou e Nessie olhou para a tela fazendo uma careta quando identificou a pessoa. _Posso começar a precisar de você agora?






_O que foi? Quem é?






_O Jack, não quero falar com ele.






_vocês precisam ao menos para terminar tudo de vez.






_Mas eu não quero terminar com ele! Apenas vê-lo sangrar como um porco até a morte!






Carol lhe sorriu e a incentivou a atender o celular, com um suspiro Nessie apertou o botão com certo exagero de força.






_O que é que você quer? 






Ela foi curta e grossa. Carol ouviu sussurrou do outro lado da linha, mas Reneesme não queria facilitar as coisas pelo que ela pode ver.






_Escute Jacob, minha tolerância as suas mentiras está igual à operadora de celular ruim, está indisponível ou fora de sua área de cobertura. – Ele falou algo mais e Nessie negou com a cabeça chorando e Carol sentiu vontade de abraçá-la._ Bastou apenas uma mentira Jacob Black, para por em duvidas todas as suas verdades eu não acredito em você... Sim sou orgulhosa pra caramba e você sabia disso, sabia muito bem! Eu te pedi tanto Jack, sem mentiras entre nós! E o que você fez? Você me escondeu que ela estava morando na sua casa há um ano já! Você... – Ele a cortou falando algo do outro lado alterando a voz e Nessie tremeu o lábio inferior em seguida respirou fundo antes de falar. _ Deixe-me em paz Jacob Black... – ela rangeu os dentes por algo que ele falou._ Não me subestime meu bem, às vezes me faço de cega para enxergar mais longe.






Ela desligou o telefone e segurou a cabeça com as duas mãos, o celular tocou novamente e ela jogou-o do outro lado do pequeno cômodo, Carol calmamente pegou e atendeu se identificando e falando com ele por alguns minutos, em seguida ficou apenas ouvindo-o o homem precisava falar e assim ele fez aos gritos ele falou que Nessie não entendia o que se passava entre ele e Leah, que ele amava a Nessie desesperadamente, que nunca em sua vida faria algo daquele tipo, que ela tinha que acreditar nele, que Carol tinha que fazê-la acreditar em suas palavras. Ele estava chorando e antes que ela falasse algo à ligação caiu. Ela olhou para Nessie que a olhava de volta em expectativa. Carol suspirou antes de falar.






_ Ele disse muitas coisas – Carol falou sem que Nessie abrisse a boca para perguntar. _ Disse que o mais engraçado é que as pessoas chegam apontando suas falhas sem se importar com nada, sem querer ouvir seu lado sua defesa sem se perguntarem pelo que você já passou em sua vida sem pensar em tudo o que teve que suportar calado por amor. Ele lhe chamou de orgulhosa e que achava que você entenderia o lado dele, até o fato dela está morando na casa dele, ele nem sequer mora lá, ele mora em um flete. Ele entende sua raiva, mas que ele não a beijou ele disse que nunca faria isso com você por que lhe ama. Ele... Ele disse que... - Carol ficou calada olhando-a sem graça e Nessie lhe animou a prosseguir falando. Carol tomou uma profunda respiração antes de repetir as palavras do homem._ ele disse que... O orgulho emburrece até as mentes mais brilhantes.






Reneesme se empertigou toda no acento do jatinho olhando mortalmente para o celular como se fosse o próprio noivo que estivesse ali e em um arremate de mão esmagou como se fosse um torrão de areia.






_Que ele vá para o inferno, ele e sua lógica maldita, se fosse eu que estivesse sugando as amídalas de um outro homem ele teria matado o coitado, como foi ele fica dando um de senhor da verdade e ofendido? AO DIABO ELE E TODOS OS MALDITOS LOBOS DO MUNDO! Eu o farei pagar pela dor que me causou, amando-o ou não, ele me pagará com juros e correção monetária. 






E nesse momento Carol sentiu uma profunda pena pelo homem chamado Jacob.






As semanas se passaram rápido, a Escócia era linda e muito fria, ela até que gostava do frio, da chuva não, só do friozinho que a fazia se aconchegar nas cobertas e esquecer-se do mundo lá fora. Ela tinha falado com Reneesme... Não, Nessie. Ela tinha pedido que lhe chamasse assim, bom ela sentia saudade de trabalhar e tinha que voltar para seu apartamento, tinha tanta coisa para fazer e no que pensar. Precisava falar com Alex sobre esse assunto de escolhidos, não que não estivesse feliz de saber que era a escolhida dele, mas isso a assustava bastante e se Nessie estivesse errada? E se ela não fosse a companheira dele e sim uma paixonite? E se ele apenas agisse assim porque ainda não tinha conseguido ir para cama com ela? Ela não estava segura do que pensar de tudo isso. Conversaria com ele e resolveriam tudo.






Nessie estava passeando pelos jardins do castelo sua vó René tinha resolvida fazer-lhe uma visita de condolência pelo “rompimento” de seu noivado e a estava deixando subindo pelas paredes de raiva. Por isso ela se refugiou por entre as rosas negras do jardim de sua mãe. Estava cheirando as pétalas quando ouviu um grasnido olhou para o alto e três pássaros enormes pousaram a sua frente. Um corvo, um falcão e uma linda águia, sua mãe tinha escolhido esse animal para ser sua segunda face. Sorriu para ela e foi ao encontro de sua família quando mudaram de forma.






_Oh querida desculpe-nos a demora, estava tentando não deixar seu pai matar o Jacob, você sabe como ele é quando coloca algo na cabeça.






Bella falou abraçando sua pequena com carinho se separou só um pouquinho a olhando de cima a baixo, a fez abrir a boca e examinou as presas, olhou os olhos, mexeu nos cabelos. Estava preocupada. Coisas de mãe.






_Não tem se alimentado meu bem?






_Não ando com muita fome mamãe. Estou feia?






_Parece um cadáver. Igualzinha ao Jack. – Alex falou a abraçando, beijando e bagunçando seus cabelos. – Onde está a Carol? – ele sussurrou e Nessie fez um movimento imperceptível para a torre do lado oeste. Ele sorriu agradecido. 






_Vovó René está aqui.






_Sim meu bem eu sei, por isso mesmo viemos o mais rápido que podemos para cá.






_Não se pode enfrentar a bruxa sozinha maninha. Ela a sugaria até o tutano.






_Alex! É a sua avó! – Bella lhe ralhou, mas ele nem se importou, não gostava da velha mesmo.






_Vamos meu bem vamos entrar, vai chover. – seus pais a abraçando pelos ombros entraram no castelo e em poucos segundo a tormenta que tinha amainado recomeçou novamente.






Carol foi apresentada a Bella e a Edward formalmente Nessie não falou nada sobre companheiros de alma o que Carol agradeceu enormemente. O jantar foi... Em uma palavra: Estranho. Talheres batiam nos pratos, bocas se abriam para receber os alimentos, dentes trituravam, gargantas se mexiam engolindo mais ninguém falava nada, não se ouvia nem se quer a respiração dos ocupantes da mesa. Carol estava perdida em pensamentos quando foi tirada deles por uma pergunta que a deixou totalmente sem graça.






_você é a nova parceira de cama do Alex minha querida?






_Vó! – Alex rosnou para Renê e em seguida olhou para Carol em um pedido de desculpas.






_Eu...






_Não vovó, ela é minha amiga como eu já tinha dito umas trezentas vezes desde que a senhora chegou aqui ontem. – Nessie saiu em defesa da cunhada e Carol sorriu agradecida.






_Oh querida me desculpe, mas é que meu neto volta e meia nos surpreende com... Amigas nada não muito aprovadas para sua estirpe... 






Renê falou descontente com a vida devassa do neto e voltou a comer tranquilamente Carol ruborizou e olhou para Alex. Edward segurou a mão da esposa.






_Você como sempre protetora minha querida sogra. – ele beijou e alisou os dedos da esposa tentando se manter calmo com o fardo, digo a sogra, as vezes se perguntava se não tinha sido o próprio diabo que o tinha lhe brindado com tamanha desgraça _ Mas, a Caroline é uma de nossas funcionárias ela e Nessie se tornaram grandes amigas.






Bella assentiu concordando com o marido.






_Sabe Alex, a vovó Renê acha que você precisa de terapia. – Nessie falou mordendo um pedaço de aspargo.






_Se eu ou qualquer um da nossa família for a um terapeuta traumatizaremos o coitado. – ele falou sem erguer os olhos do seu prato.






_Você é perturbado meu neto. Tem muita gente que não gosta do seu jeito debochado. – René falou a modo de repreensão.






Alex baixou os talheres e olhou a sua avó do outro lado da mesa e lhe sorriu calidamente.






_Aqui vai uma péssima notícia para quem me odeia vovó. Hoje eu acordei lindo como sempre. E rico também.






Ele voltou a comer calmamente e Bella olhou de cara feia para a mãe em seguida dirigiu um olhar de desculpas para Carol que sorriu.






_você me faz criar expectativas sobre seu bom comportamento só para que depois eu veja meus planos para você jogados à lama.






_vó, por favor, crie tudo, um jumento, um alazão, pode até criar um bode vesgo, mas nunca, nunca na sua vida crie expectativas sobre mim. Eu não me encaixo em seus planos.






_A filha de Phil está apaixonada por você. Ela vive por você, porque não dá uma chance a menina? Ela o ama!






_a melhor maneira de matar uma paixão minha querida avó, é afogando-a no próprio sangue. Diga isso a sua enteada.






_Chega você dois! - Bella gritou batendo os punhos na mesa._ Mãe, por favor, pare de jogar aquela ameba para cima do meu filho! Ele não vai contrair matrimonio por conveniência!






René olhou para a filha e em seguida para o genro que bebia de sua taça tranquilamente.






_você fica ai calado? Não diz nada nem sequer se mete nesse assunto? A Adolfina é uma vampira excelente para o Alex!






_René eu cheguei a um estágio do nosso relacionamento em que eu não digo mais nada por que se eu abrir minha boca será para mandá-la se matar.






_Ora seu...






_Escolha suas palavras sabiamente querida sogra, podem ser as ultimas.






A vampira soltou um ofego de indignação e olhou para sua filha.






_Você não diz nada? 






_sim, eu digo. Mamãe se contenha, por favor.






_Eu não vim para aqui para agradar ninguém eu vim para...






_ainda bem né René? Por que se tivesse vindo aqui com esse propósito teria perdido seu tempo. – Edward falou enxugando o canto da boca com o guardanapo de linho bordado com fios de ouro.






_Eu apenas penso no melhor para meus netos.






_jogar aquela esquálida para cima do meu filho não é pensar no bem dele e sim no seu próprio. – Bella falou trincando os dentes de raiva. Seu garfo de ouro branco partiu-se ao meio.






_Está bem. - René falou e se sentou novamente voltou a comer. _ O Phil ligou para você ontem umas trinta vezes não viu as ligações?






_Sim eu vi – Edward falou depositando os talheres no prato._ E não retornei por que não quis. Seu marido ganha o suficiente para ficar em casa coçando o saco. A função dele é manter você e a cara de furão da filha dele longe de minha família. Fui claro?






_O Phil é muito inteligente ele...






_Ele é um imbecil e um cretino em se deixar manipular por você. Quem homem nesse mundo pode se considerar homem de verdade se deixa a mulher mandar e desmandar na casa e nele? Hã? Ele não honra as calças que veste!






_Você veio de uma época em que as mulheres não tinham voz nem vez em uma época em que...






_Era permitido açoitar as sogras que entravam em sua casa sem ser convidadas, a punição da qual eu mais gostava era a de cortar fora a língua. Acho que vou voltar esse costume no MEU reino novamente.






_você, Você... É um bruto e um grosseirão! Não sei como minha filha suporta viver com você!






_Por que eu dou a ela o que ela precisa? – ele sorriu malicioso para a velha. _ Diga-me René, sua expressão sempre tão azeda devesse ao fato de que o Phil não dá mais no couro?






_Ora seu, seu...






_Cuidado sogrinha, se você continuar balbuciando pode morder a língua e morrer envenenada.






_Eu deveria era...






_ Se retirar para seus aposentos e nos deixar curtir uma noite em família.






_Eu...






_sim eu entendo, você está cansada.






_Eu não estou cansada!






_Sim você está, prefere ir andando ou quer que eu lhe leve?






René se ergueu e com toda a dignidade que lhe restou saiu da sala.






_Graças! – Alex falou jogando as mãos para trás do encosto da cadeira ergueu a cabeça para o teto e fechou os olhos.






_Bella meu amor, sua mãe ainda causará uma tragédia. Eu a matarei se ela vier nos visitar sem ser devidamente convidada.






_E desde quando matar a velha mal-amada é tragédia?






_Alex! Ela é minha mãe.






_Sim mamãe e todos nós lamentamos muitíssimo por seu infortúnio.






Bella revirou os olhos e jogou as mãos para cima em sinal de rendição.






_Se me derem licença, vou me retirar agora. Vem Carol?






Nessie falou se erguendo da mesa e Carol a imitou.






_Sim claro.






_Oh minha querida, perdoe-nos por esse espetáculo.






_Não se preocupe dona Isabella eu...






_Bella, por favor. Eu insisto.






Carol sorriu.






_Não se preocupe dona Bella, o jantar até que foi bem divertido. – Carol olhou para Alex que fez uma reverência afetada e saiu da sala. Ela o seguiu com os olhos. Bella notou e sorriu.






_Vem Carol, tenho que te mostrar minha coleção de sapatos.






Nessie arrastou-a para fora da sala de jantar.






_Você não acha que essa menina é perfeita para o Alex Edie?






Bella falou quando se se encontravam sozinhos. Seu marido se ergueu e segurou em sua mão.






_Meu bem, não seja casamenteira. – ele lhe beijou e a ergueu nos braços. _ Venha, foram longas cinco horas sem te ter como eu gosto.






E na velocidade vampírica foram para a torre, seu refúgio de amor.






{***}






Carol estava sentada em frente ao espelho da penteadeira escovando os cabelos, a raiz dos cabelos estavam clareando, ela tinha que pitá-los logo.






_Toc, toc.






Ela se virou e viu Alex parado a sua porta. Sorriu.






_Entre.






_Você que mandou. – Ele falou e fechou a porta passando a chave, olhou a mexendo as sobrancelhas e ela revirou os olhos.






_bobão. Preciso falar com você.






_Se for sobre minha avó, eu lhe garanto que não tenho a doença dela. Pode me examinar.






Ele abriu os braços e ela sorrindo foi para ele lhe abraçando apertado. Os braços dele se fecharam automaticamente em volta da pequena cintura. Ele estranhou o gesto.






_Ok, cadê as câmeras?






_O quê?






_Isso é uma pegadinha? Alguma brincadeira?






_Se não gosta que eu lhe abrace? Posso voltar a lhe ignorar se quiser...










Ela se soltou dele e ele a prendeu com força entre os braços.






_não se atreva. Por Deus não se atreva a se afastar de mim novamente. – ele cheirou seus cabelos longamente esfregando a bochecha na macies deles a afastou só um pouquinho para lhe segurar pelo queixo e lhe depositar um casto beijo nos lábios. _Ah pequena, você não sabe o quanto eu tenho sonhado com isso. O tempo que eu tenho esperado você vir para mim.






_Não me deixará? – ela sussurrou.






_Nunca... Nunca, tens meu coração em suas mãos, pequena. Nunca poderia me afastar de ti.






_Gosto quando fala assim, com essa linguagem antiga.






_Ouço muito meu pai falar assim. Aprendi.






Ela se afastou e o puxou para a cama, afastou os lençóis e se deitou. Esticou a mão para ele em um convite.






_Apenas para dormir. – ela falou e ele sorriu indo para ela, estava de moletom, não seria desagradável dormir assim.






_Apenas para dormir. Boa noite meu amor.






Alex se acomodou e a puxou para seus braços, Carol apoiou a cabeça em seu peito e suspirou contente caindo em pouco tempo em um sono profundo e restaurador.










{***}






Nessie estava andando pelo quarto, não conseguia dormir, pensava em Jacob e em tudo o que tinha acontecido. Vagou pelo grande quarto pegando coisas e as devolvendo para seus lugares, abraçando e soltando algumas camisas dele. Foi para a janela e olhou para a lua cheia brilhante lá no céu. Um uivo se fez ouvir ao longe e seu coração trovejou forte em seu peito, um comichão lhe perpassou a coluna e ela se segurou no umbral da janela se projetando para fora na esperança de ver ou apenas ouvir o som novamente algo que afirmasse que foi real e não apenas sua mente torturada pela saudade e distância, pela perda. Outro uivo. E outro e outro e cada vez mais perto eles estavam. 


E ela o viu. 


O grande lobo de pelo vermelho e olhos tristes, em cima do rochedo de frente para a janela de seu quarto uivando para ela, pedindo perdão e jurando amor eterno através dos uivos melancólicos. 


E ela o perdoou. 


E como não poderia fazer isso? Ele era seu coração sua vida, sua segunda metade. E em um impulso se jogou de cima da torre do seu quarto se transformando em um falcão de asas prateadas e negras, grasnando em direção ao uivo ansioso do grande lobo. Indo em direção do seu coração.










Edward se afastou da janela indo para a cama sua esposa estava sentada lá lhe sorrindo carinhosa.






_Eu sei, eu sei pode me chamar de imbecil.






_Porque o chamaria assim? Querido trazê-lo para ela, para que os dois se reconciliassem foi a melhor coisa que você poderia ter feito.






Edward lhe sorriu e Bella o chamou de volta para a cama.






_Eu sou um pai babão.






_Sim você é um pai babão. – ela se aconchegou a ele e lhe beijou o peito. _ Um pai muito babão e lindo.






_Amo você Bella.


_Amo você Edward.


7 comentários:

  1. ADOREI VER COM UMA AMIZADE VERDADEIRA ENTRE A CAROL E A NESSE ESTA CRESCENDO, mais serio a Renê não tem semancol não, o mulher chata mais acho que o Edward ta certo isso e falta, a bela tadinha tenta conviver amistosamente com ela mais ta difícil vai ter um dia que adoraria que fosse mais rápido possível que ela coloca esta família de interesseiros da Renê para longe da sua família, o Alex foi muito engraçado com tudo que ele disse para "avo" dele, eu ate fiquei com pena dele só de imaginar ele casado com a filha do marido da bruxa da Renê, Adolfina acho que ele matava ou se matava se tivesse que casar com ela. a Carol ta ao pouco deixando o medo de lado mesmo que isso deixa agente com uma curiosidade grande para ver como vai ser a vida deles como um casal, Amei o capitulo

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  2. Ameiiii o cap!!!
    Matar René seria um alivio e não tragédia

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  3. Algo me diz que quando a rainha descobrir que o marido sabia sobre Alex e Carol a coisa ficará preta para o lado dele kkkkkkkkk

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  4. Amando a fic mais e mais a cada cap.....bjos...Milly...

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  5. Ameeei o cap.. Renné não faria falta se morresse. rsrs
    e estou adorando a amizade entre Carol e a Nessie. Bjs

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  6. mas essa velha é um carma viu ..kkkkkkkkk tadinha da carol vai fazer parte dessa louca e unida família
    hooo eles vão fazer as pazes.. me parece que essa leah vai ser um pé no saco na relação deles viu ..

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  7. Que bom que tudo se resolveu, Amei o capítulo. Beijos

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