quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Amor Com Gosto de Sangue: Capítulo 14




Capítulo 14




_Meu filho, você realmente anda sem sorte esses dias. É inacreditável.






Edward falou enquanto olhava seu herdeiro estirado na cama da cabana de caça com os braços esticados e presos por correntes enquanto Emmett mexia em sua mochila pegando o necessário para a operação.






_Eu diria que ele anda cagado esses dias. – Rosálie comentou e riu quando seu sobrinho rosnou para ela.






_Ele está apenas sofrendo de amor. – Thomas falou mexendo um líquido verde e viscoso dentro de um copo de vidro.






_Como sofrendo de amor, essa criatura não ama ninguém. 






_Essa criatura está ouvindo tia Rose, eu ainda não morri.






Alex grunhiu e Rosálie foi ao seu encontro sentando-se na ponta da cama e beijando os cabelos suados do seu sobrinho.






_Deveria era levar uma sova de arrancar o couro por quase nos matar de susto moleque, sua mãe está uma pilha de nervos. A encontrou mesmo lelê?






_Sim. – ele rangeu os dentes.






_Impressionante... E estúpido também. Se deixar abraçar e beijar por outra mulher. 






_ela me pegou de surpresa...






_quase nos mata de susto Alex, não pode baixar a guarda, não pode se deixar alvejar menino.






_Não era minha intenção levar uma maldita flechada, acaso acha que eu gosto de servir de alvo para um caçador safado filho da... Ai! Infernos que me matar é?






Ele gritou quando Thomas derramou o líquido dentro da ferida que começou a espumar, uma espuma negra e fétida que doía que só a gota.






_Essa merda dói. – ele grunhiu os olhos ficando vermelho escuro e encarando cada um do lugar com clara intenção de estraçalhar suas jugulares.






_Quanto de sangue morto tinha nessa flecha fora a merda da poção? – Edward grunhiu indo se sentar ao lado do filho e o segurando apertado contra o peito. Alex o mordeu, uma mordida profunda e se alimentou dele. _ Chega filhote já tomou o suficiente...






_Eu quero ela... EU A QUERO! 






_Mais não a terá, não enquanto estiver sobre o efeito do sangue morto.






Alex grunhiu e se balançou tentando se soltar Edward segurou sua cabeça encostando sua testa na dele.






_Calma filhote, vai passar.






_Isso dói! Pai faz parar! – ele grunhiu se esticando enquanto mordia o lábio tentando não gritar, o sangue morto corria por suas veias e o transtornava, o veneno destroçava sua perna, queimava.






Edward olhou impotente para todos no lugar antes de voltar seus olhos para os de Alex.






_Vai passar filho, papai promete que vai passar. Thomas?






_Nada milorde, o que Jacob fez retardou o efeito do veneno, mas se não agimos logo ele perderá a perna.






_Emmett... Faça. – Edward grunhiu enquanto suspendia seu filho da cama se sentado lá e o colocando em seus braços o abraçava forte.






Rosálie foi para o outro lado da cama e segurou a perna boa. Emmett respirando fundo pegou seu punhal serrilhado, feito de osso branco e madeira o mesmo que tinha usado para cortar a mão de Rosálie quando Rice injetou nela Segoé a mesma merda que agora corroia a perna de Alex.






_Respire Alex, vai doer só um pouquinho.






_Não minta para mim tio Emm, eu perdi um dedo e quase me mijei todo.






Emmett sorriu para seu sobrinho e ele devolveu o gesto.






_Quer um pinico por precaução? – Emmtt falou tirando as ataduras do resto da perna e posicionando a ferramenta na junção da perna com o quadril.






_Apenas corte logo. – Alex grunhiu e fechou os olhos mordendo com força um pedaço de madeira coberto de couro cru que seu pai lhe entregou.






Foi rápido e muito angustiante, mas em poucos minutos Alex estava sem a perna ruim, enfaixado e dormindo com a cabeça no colo do seu pai que respirava com força pelo nariz buscando calma, seus olhos negros vidrados no vazio e seus dentes trincados diziam claramente que queria ficar sozinho com seu rebento. Todos saíram cada um para sua casa. Jacob viajou para Seattle, foi dar a notícia a Nessie, Rosálie e Emmett foram para Londres e Thomas foi dar a notícia a rainha que em poucos segundos chegou à cabana correndo para eles abraçando os dois fortemente. Ficaram então os três lá Edward velando o sono do filho e Bella cuidando dos dois.










{***}










Carol estava olhando para fora da janela do seu apartamento, ela tinha ouvido a conversa de Nessie com Jacob sobre a situação de Alex. Ele tinha perdido uma perna, ela se sentia culpada por isso apesar da raiva que sentia por ter descoberto que ele a estava usando ela não conseguia sentir raiva dele propriamente, ela sentia raiva dela mesma, por ter sido ingênua. Suspirou e limpou uma lágrima que correu ao longo de sua bochecha.






_Tenho que parar de pensar nele. – murmurou irritada consigo mesma.






_Ele vai se curar Carol e não, você não deve deixar de pensar nele. – Nessie falou da porta do quarto enquanto cruzava os braços e a olhava séria.






_Olha Nessie eu...






_E nem adianta me mandar embora como tem feito nos últimos dois dias. – A vampira sorriu calmamente para ela e se dirigiu para a janela, não sentou ao seu lado apenas ficou observando a chuva que tinha começado a cair. Suspirou cansada e encostou o quadril na parede. _ Ele não te traiu sabe. Ele não poderia.






Carol não a olhou mais sabia que os olhos chocolate estavam presos nela e se moveu inquietamente.






_Eu os vi Nessie, ninguém veio com intrigas ou fuxicos não, eu mesma os peguei.






_Não estavam fazendo nada de mais. – A vampira falou dando de ombros e isso a enervou.






_Ela estava com as pernas trancadas na cintura dele e estavam se beijando, se me lembro bem você quase matou seu noivo por algo parecido. – ela falou irritada.






Nessie sorriu.






_Ciúmes, isso é muito bom, sinal de que não o odeia tanto assim como quer demonstrar.






_Ela estava sugando as amídalas dele! Sim estou irritada e com raiva, mais de mim mesma por ser tão idiota! – esmurrou a parede, ficaria com um arroxeado bem interessante. – Joshua disse que...






_Joshua não sabe de nada. – Nessie falou duramente rangendo os dentes com a lembrança do ataque ao seu irmão, mataria o bastardo. _ Ele não sabe do que existe entre vocês dois, da ligação que os une e se você for estúpida o bastante para acreditar em um coroa que tem segundas e terceiras intenções com você então eu diria que eu fiz bem e tirá-la de perto do meu irmão. Alex pode demonstrar ser durão, Carol, mas por baixo dessa couraça ele é como eu e você. Ele ama, sofre, sangra e sente dor como todos nós e se você não vê isso é por que é burra.






Nessie a olhou seriamente e saiu do quarto deixando-a só com suas lágrimas e suas dúvidas.






{***}






_Quem fez isso ao nosso menino Edward. – Bella perguntou enquanto sentada na cama alisava os cabelos negros do seu primogênito.






_eu resolverei isso querida, fique tranquila. – Edward falou de costas para ela enquanto contemplava a floresta fora da cabana.






_estamos aqui a dois dias e você sempre me responde a mesma coisa. Chega de enrolação quero a verdade.






_querida eu apenas não quero que você se preocupe, deixa que isso eu resolvo, sou mais forte sou mais capaz de lidar com tudo isso.






_eu sou frágil? – ela se ergueu da cama e foi para fora da cabana de um murro quebrou uma árvore pela metade, chutou uma fileira de grossos abetos fazendo-os caírem em linha reta pelo caminho. Ela o olhou parado a uns cinco metros dela. _Eu não frágil, nem tão pouco fraca Edward.






_Querida a sua condição...






_Não ouse usar minha condição de híbrida para justificar seus atos! _ ela rosnou para ele e deu um chute em um tronco caído o despedaçando. _Você está me escondendo algo e eu quero saber o que é e quero agora. Sou sua esposa e exijo saber da verdade. PORQUE UM CAÇADOR VEIO ATRÁS DO NOSSO FILHO?






_Bella me escute...






_NÃO MINTA PARA MIM! NÃO SE ATREVA A OLHAR NOS MEUS OLHOS E MENTIR EDWARD!






Ele respirou fundo estendendo a mão para ela que negou cruzando os braços no peito e esperando suas palavras. 






_Está bem, o nome dele é Joshua ele é caçador e veio atrás do Alex por que...






_Como alguém pode dormir com esse barulho todo? Caraca... – ele olhou para o estrago na floresta e em seguida para sua mãe. _ Dona Isabella se a senhora queria fazer um jardim está no caminho certo à área já está limpa.






Bella o olhou séria com seus olhos negros como a noite mais escura e Alex assim como seu pai perceberam que ela não estava para brincadeiras.






_Mãe, vem aqui, eu vou contar quem é Joshua, não precisa esfolar o papai.






Ele deu a volta e andou pulando de um pé só até a cama em dois dias sua perna já tinha crescido na altura do joelho, estava horrível, mas era melhor do que nada.


Bella entrou sentando-se ao lado dele e esperando ele abrir a boca.






_Joshua é um caçador e...






_eu sei que ele é um caçador, o que eu quero saber é por que ele lhe atacou.






_Cobrando uma dívida antiga.






_Explique-se.






_Eu mexi com a sobrinha dele ele não gostou e desde então está na minha cola, deu ao acaso de que eu estava no lugar errado na hora errada.






_O que a Magie tem haver com tudo isso? Jasper está subindo pelas paredes pelo que aconteceu com ela e ele culpa você.






_A senhora sabe como eu e a Magie somos... Íntimos, então ele quis me fazer sentir a mesma dor que eu causei a ele.






_Porque você está torcendo a boca enquanto fala? Está mentindo.






_Não estou mentindo mãe.






_Você não está olhando nos meus olhos menino, sim, está mentindo, com certeza. – Bella o olhou duramente e ele automaticamente se encolheu.






_Mãe entenda, não é confortável para mim contar o que eu faço com a... Magie quando estamos... Afoitos e...






_Tá, tá, tá! Não precisa dizer mais nada.






Ela se ergueu da cama e se dirigiu para a porta colocando sua capa e puxando o capuz sobre a cabeça, antes de sair ela olhou para os dois.






_Resolvam isso antes que eu me meta. Quero a cabeça desse infeliz ou então eu e a Alice sairemos à caça, e faz muito tempo que não fazemos isso, mas não quer dizer que nos esquecemos de como se estripa um verme. – ela se virou e saiu da cabana, mas falou alto do lado de fora. _ Há, e Edward eu não era menos frágil quando fui ao seu socorro no dia em que Thirran lhe tentou nos matar, livrei você de sua maldição, mereço algum crédito depois de tudo. Não sou fraca, não se engane achando isso.






E como um furacão ela se foi.






_Pai?






_O que é filhote?






_O senhor se meteu em uma enrascada, ou, foi impressão minha?






_Impressão sua meu filho, mas por via das dúvidas irei a Edimburgo comprar um mimo para ela.






_Pelo estrago da floresta um mimo não será suficiente.






_Pensarei em algo.






_sugiro que logo, ou então o senhor ficará com um caso muito grave de bolas azuis.






Edward olhou para seu filho que ria divertido deitado na cama e sorriu.






_você entende bem disso não é Alexsander.






_Não tem graça. – seu filho parou de rir na mesma hora.






_Mandarei trazer seu jantar. Acha que amanhã já estará pronto para voltar para o castelo? Sente muita dor?






_Não sinto mais tanta dor quanto ontem, posso ir para casa amanhã. Tenho que melhorar logo, preciso conversar com ela.






_Eu concordo. Concordo plenamente.






_Pai.






_Sim?






_Obrigado,Por não contar a mamãe sobre a Carol e a coisa toda de companheiros de alma.






_Eu lhe dei minha palavra que não contaria, mas você já percebeu que ela sabe que estamos escondendo algo dela. Se ela descobre antes que você conte, ela virá para cima de mim e eu não serei o único a sofrer as conseqüências não.






_Eu sei. Obrigado mesmo assim pai.






_As ordens filhote, volto mais tarde, não tome todo o espaço da cama, não seja folgado, quero dormir também quando voltar.






Ele se foi e Alex se acomodou melhor entre aos travesseiros e voltou todos os seus pensamentos para Carol e o modo como ele teria que lhe dar com ela.










{***}






Os dias passaram devagar para Carol, sua rotina consistia em acordar ir para o trabalho, voltar para casa, comer qualquer coisa e chorar até dormir. Joshua não tinha tentado se aproximar dela, ele tinha simplesmente sumido da face da terra, o que era bom, pois ainda estava assustada com a dimensão da raiva dele por ela está saindo com um vampiro. Não que ligasse para o que ele achava que era seguro ou não para ela, sabia que estava segura com Alex... O caso era que ainda estava irritada pela cena que presenciou. Que vontade de arrancar os cabelos daquela mulher fio por fio!






{**}






Alex saiu com dificuldades do carro, tinha acabado de chegar a Seattle e tinha vindo direto ao apartamento dela, sua perna ainda estava em fase de acabamento se podia chamar assim. Estava com pele muito clara e as veias visíveis, olhando bem parecia à pele de um embrião em formação. 


Horrível. 






Bem de vagar entrou no elevador saudando com um aceno de mão o porteiro que tinha se tornado seu amigo. Contou com impaciência os números até chegar ao 4º andar e as portas se abrirem para ele enfim capengar até o apartamento dela, meteu a chave na fechadura e sem cerimônia alguma entrou trancando-a atrás de si. Sentiu o cheiro suave dela vindo da pequena cozinha e seguiu para lá. Ela estava um sonho, sentada na cadeira com o queixo apoiado na palma da mão enquanto olhava a janela. Estava distante em seus pensamentos ele simplesmente encostou-se ao umbral da porta e ficou lá observando-a. Evidentemente que uma hora ela teria que senti-lo. E foi assim que aconteceu. E ele não pode deixar de rir com a situação.






Ela se ergueu e se virou para sair da cozinha dando de frente com ele.






_Meus Deus Alex! – ela colocou a mão no peito._ Quase me mata de susto!






_Desculpe meu bem, não era minha intenção. Flores?






Ele estendeu a mão que segurava um ramalhete de rosas brancas ela as pegou e colocou em cima da mesa.






_Hum. Suponho que as flores não adiantarão no meu pedido de desculpas?






_Precisamos conversar.






_Nem um beijinho de boas vindas?






_É sério Alex.






Ele suspirou e concordou, ela passou por ele deixando as flores jogadas em cima da mesa e ele a seguiu até a sala. Sentaram-se ela em uma poltrona e ele no sofá a sua frente.






_Antes de tudo quero dizer que eu amo você doçura e o que você viu naquele dia, não era o que parecia.






_E o que parecia para você? Para mim era um casal se beijando feliz a vida.






_Eu não tenho nada com a Mellanie, Carol. Eu amo você e só você.






_Me pareceu que você a amava pelo jeito que estava segurando-a com tanto amor e cuidado.






_eu não tenho nada com ela. Não mais.






_Não mais... Isso quer dizer que tinha.






_Mellanie é filha dos melhores amigos dos meus pais, foi natural que crescêssemos juntos e que... Bom acontecesse algumas coisas entre nós que...






_Vocês transavam. O que aconteceu? Abusou dela quando encontrou o ovo brinquedinho aqui?






Ele a olhou com dor nos olhos e Carol desviou a vista.






_Olhe Alex, não vou ser hipócrita e dizer que eu não gosto de você, por que eu gosto, mas você me magoou muito. Você não sabe o quanto.






_Tenho uma noção pelo aspecto do seu olhar, sim você sente amor, mas o que você viu o fez se despedaçar. Seu pedacinho do paraíso tornou-se escuridão.






_É assim que eu me sinto.






_É assim que eu me sinto também, sabe? Todas as vezes eu você me enxotou da sua vida, eu senti meu pedacinho de paraíso quebrar, mas eu lhe amo e sei que podemos resolver qualquer problema por que eu sei que você também me ama e não é pouco não como você tanto afirma.


_Alex...


_Ouça seu coração, por favor, querida, enquanto ele está falando com você, ouça seu coração. Não há mais nada que eu possa fazer, não sei para onde você está indo apenas sei que está se afastando de mim, se sou o culpado, por favor, perdoe-me, mas fique aqui, não me deixe. Lute por nós.






_Alex...






_Eu não sei mais o que fazer, eu estou tão cansado de sempre correr atrás quando algo ruim acontece e você quer desistir, mas ouça seu coração. Antes que você me diga adeus.






Ela ficou calada um momento olhando para a janela e ele abaixou a cabeça, suas mãos estendidas a sua frente em sinal claro de perdão. Ele escutou ela fungar, estava chorando, ele também e igualmente cansado de tudo o que os atrapalhava.






_Às vezes - ela sussurrou _ você se pergunta se essa luta vale a pena? Os momentos preciosos que vivemos estão todos perdidos. - Ela se mexeu na poltrona e ele a olhou puxar os pés para baixo de si e se abraçar._ Eles, nossos momentos foram embora e mesmo que nada seja o que parece a sensação de que não tem mais volta permanece. É como se eles nunca tivessem existido pertencem apenas aos meus sonhos.






_Eles existiram e existem querida – ele se ergueu e se ajoelhou a sua frente. _Eu amo você, nada é o que parece. Você não sente uma... Ligação entre nós dois?






_Companheiros de alma? Sim, eu sei sobre isso – ela falou quando ele a olhou com os olhos arregalados. Em seguida ele pegou em suas mãos entrelaçando os dedos.






_Nunca amei ninguém além de você e nunca vou amar, você pode não me querer na sua vida, mas isso não me impedirá de te dizer dia após dia que eu te amo.






_Gostaria que não o fizesse. – Ele a olhou com os olhos tão cheios de tristeza que doeu no fundo do seu coração. _Alex, vamos ficar apenas na amizade, por um tempo. Vamos ver como isso se desenvolve. Tudo agora é... Muito confuso para mim.






_Como queria querida. Amigos, se é assim o seu desejo.






_Não fique com raiva de mim, Alex, por favor...






_Nunca querida, jamais poderia ficar com raiva de você. 






Ele se ergueu e lhe beijou a testa carinhosamente e reverentemente e seguida lhe alisou seu rosto sorrindo mesmo que as lágrimas tomassem seus lindos olhos.






_você é e sempre será a melhor parte de mim querida. Nunca se esqueça disso. Amo você.










E assim como entrou ele se foi deixando em cima da TV as chaves extras que ela tinha dado a ele. Carol se ergueu e foi até a cozinha olhando pelo vidro embaçado ele entrar mancando no seu carro e se afastar de lá. Ela ficou com uma sensação horrível de que tinha feito a pior escolha de sua vida deixando-o sair por sua porta sem lhe dizer o quanto o amava.










Dois meses depois...






_Bem vindo ao lar irmãzinho. 






Nessie o abraçou quando ele entrou no seu novo apartamento, seus pais estavam na Escócia e ele não quis voltar para o apartamento deles aqui em Seattle, preferiu comprar outro para si, deixou sua irmã responsável por cuidar de tudo. Sorriu-lhe e devolveu o abraço. Passeou pelo lugar assentindo para tudo a sua volta.






_Parabéns, você fez um bom trabalho maninha.






_Obrigada. Como está a perna?






_Bem. – ele balançou-a para demonstrar que dizia a verdade. _Como ela está?






_Ansiosa, nervosa, atrapalhada, pensamento longe. Às vezes ela chora.






Ele assentiu.






_Às vezes eu choro também.






_Eu sei, eu sinto.






_Ela está em casa? Gostaria de vê-la, me mantive longe por um mês inteiro viajando. Apenas para que ela se acalme sabe?






Nessie sorriu para ele.






_Não precisa justificar-se para mim Alê. Mas creio que ela é grata por esse tempo de distancia entre vocês dois... Como vai Mellanie?






_MagieMell Vai bem. O tio Jasper não me quer ver nem pintado na frente dele.






_você Pode culpá-lo? A filha dele teve o braço decepado por um caçador que estava atrás de você e de lambuja ele descobriu o que vocês dois aprontavam no escurinho.






Ele fez uma careta para em seguida sorrir para ela, encostou à cabeça na parede de vidro sentindo os raios do sol lhe esquentarem a pele, olhou para o anel em seu dedo. Nessie percebeu.






_Jack o recuperou naquele dia. Você é louco meu irmão, a sorte é que estava chovendo ou você viraria pó.






_Eu queria virar pó. Agradeço ao Jacob que não deixou.






_Eu sei que você agradece. Dei-lhe um presente bem caro e tudo se resolverá.






_Quão caro?






_Obscenamente caro... – ela sussurrou e lhe abraçou antes de se afastar e pegar sua bolsa. _ Tenho que ir, jantamos juntos?






_Talvez.






_Ok, mas se for me chamar para jantar quero ir para algum restaurante italiano, tudo bem?






_Tuuudo bem.






_Senti saudades maninho.






_Também senti.






_Bem vindo ao lar.










A porta se fechou e ele se dispôs a vasculhar o lugar, seu novo cantinho. O quarto era imenso como ele gostava, uma cama monstro tomava o espaço central do ambiente, na mesinha ao lado da cama um porta-retratos de Carol, com a mão no queixo olhava para alguma parte do jardim do castelo. A foto era de perfil ele alisou a foto respirando fundo para criar coragem de seguir com o que tinha em mente. Ela tinha dito que seria melhor que fossem amigos. Ele respeitaria sua decisão é claro, nunca imporia sua presença na vida dela quando ela não o queria lá, Estaria aqui para ela, sempre que precisasse, pois a amava por mais que ela não acreditasse nele. Foi estranho nos primeiros dias, primeiras semanas, em que teve que trabalhar no mesmo ambiente que ela, vê-la e não poder abraçá-la, segurá-la junto de si, beijá-la. Estava mantendo sua promessa e só Deus sabia como estava sendo difícil para ele tudo isso, mas tinha tomado à decisão de não impor sua presença, ela poderia ser sua alma gêmea, seu coração, mas estava claro que ela não o queria do mesmo jeito. Tomou um banho e desabou na cama tiraria um cochilo e logo telefonaria para ela. Acordou na manhã seguinte, fez sua higiene e foi para o trabalho. Tinha uma nova advogada no grupo, linda e loira, não gostava de loiras, mas fora isso a vampira era legal e divertida estava na sala de reunião no final do expediente guardando tudo na maleta antes de correr para fora e ver sua tia Rose que tinha chegado a cidade, quando sentiu mãos alisarem suas costas. Ele se estremeceu todo de repulsão, pena que a vampira entendeu errado esse estremecimento e riu coquetemente sentando-se em cima da mesa ao seu lado.






_Que tal se estendêssemos nosso tempo até um barzinho que tal? Uma bebida, um jantar e eu deixou você me morder. Onde quiser... 






Alex sorriu educadamente.






_devo declinar do seu pedido. Desculpe-me.






Ele começou a se afastar, mas ela lhe prendeu com as pernas.






_Eu nunca recebi um não, querido, não sou muito boa com recusas.






Ele se soltou de suas pernas e a olhou sério.






_Aprenda a conviver com o meu NÃO. Eu tenho companheira e mesmo que não tivesse você não faz meu tipo. Eu gosto de caçar, não de ser a caça.






Ele saiu de lá irritado com a vampira, mas assim que colocou os pés no corredor um cheiro lhe atingiu, ele olhou para as portas do elevador que tinham acabado de se fechar. Sorriu.






_Eu acho que ela me ouviu.






Ele desceu no andar dela assobiando tranquilamente e parou na cozinha, ela estava de costas mas ele soube que ela o sentiu, os pelos da sua nuca se arrepiaram. Ele chegou bem pertinho e lhe sussurrou.






_Eu sei que você estava me espiando lá na sala de reuniões querida.






Ela não respondeu, mas soltou um gemido suave quando ele soprou seu pescoço para em seguida cheirá-lo.






_eu lhe prometi me manter longe, mas temo que seja impossível... Perdoe-me se eu vacilar às vezes. Posso ser um vampiro, mas ainda sou homem.






Ele deu-lhe um beijo no pescoço demoradamente.






_amo você. És a única pra mim. Não importa se acredita ou não.






Ele saiu de lá e Carol enxugou as lágrimas, sorrindo feito uma idiota. Sim ela sabia que ele a amava, sim ela tinha visto a vampira dar em cima dele e ele lhe rejeitar. E sim, também estava ficando difícil para ela não correr para ele.










{***}






Oito meses depois...










Alex estava na frente do longo espelho do seu quarto na casa dos seus pais se arrumando para o trabalho, precisou dormir ontem aqui sua mãe pediu, estava com saudade e também foi aniversário de Thomas, não poderia faltar de jeito nenhum. Nesse momento estava colocando as abotoaduras quando ouviu uma batida na porta. Sorriu.






_entra mãe.






Sua querida mãe entrou em seu quarto com passos delicados, vestida em mais um dos seus lindos vestidos que a deixavam deslumbrante.






_Bom dia querido, dormiu bem?






_dormi, a senhora sabe que não precisa bater na porta do meu quarto para entrar não é?






_Você é um homem agora Alex, não quero invadir sua privacidade.






_A senhora nunca invadiu.






Ela sorriu e sentou em sua cama o olhando se arrumar para o trabalho.






_Eu achei que Mellanie estava aqui. Por isso bati.






_Ela não dormiu aqui hoje assim como não dorme há muito tempo, tio Jasper, precisa dela nas incursões no interior da Irlanda. Ela veio apenas me dizer oi.






_Você estão namorando?






Sua mãe perguntou como quem não queria nada mais ele viu a curiosidade toldar aqueles olhos azúis quase translúcidos.






_Não, dona Isabella, pode ficar tranquila que ninguém vai me amarrar não. Me ajuda com o nó da gravata?






Ele se virou para ela com a peça de seda verde esmeralda nas mãos, ela sorriu e foi até ele pegando-a de suas mãos e levando ao seu pescoço, ele teve que se abaixar para ela poder arrumá-la.






_Você sabe dar um nó perfeito na gravata, por que sempre recorre a mim?


_Pelo mesmo motivo que papai sempre recorre à senhora. Gostamos de ser mimados.






Ela sorriu e terminou de ajeitar o nó dobrando a gola engomada da camisa e alisando o tecido.






_Eu quero que você leve a sério minhas preocupações meu querido. Não gostaria de te ver casado e depois encontrar sua companheira e de repente acabar com tudo.






_Eu não vou casar com a Melanie mãe fique calma, ela e eu não temos mais nada há um ano. - ele riu e se afastou indo até a gaveta de meias fuçando e bagunçando a arrumação perfeita que Thomas tinha feito ontem. Revirando tudo e não achando o que queria, suspirou e jogou a cabeça para trás, Bella tapou os ouvidos antes dele começar a berrar. _ RENEESME CULLEN! TRAGA SUA BUNDA BRANQUELA ATÉ AQUI AGORA MESMO!






_Alex! Olhe o respeito com sua irmã!


_Perdão mamãe. Nessie! Não se faça de surda eu sei que você me ouviu!






Sua irmã bailou quarto adentro e sentou na cama no local em que sua mãe havia sentado poucos minutos antes e lhe sorriu inocentemente, ele revirou os olhos e estendeu a mão.






_Devolva-me.


_Elas estão velhas maninho.


_Não importa, são minhas devolva-me.


_Você tem várias no seu apartamento e algumas aqui também e eu gosto delas.


_Porque você não calça as do Jack? Tem um montão em seu quarto.


_As suas são mais quentinhas.


_você sempre teve essa mania de calçar minhas meias, vestir minhas cuecas e minhas camisas para dormi. Eu já lhe dei uma cueca e você tem acesso ilimitado as minhas camisas, me devolva às meias.


_Elas estão furadas.


_São minhas meias da sorte.


_Não existe essa besteira.


_Você pode me devolver, por favor?






Nessie suspirou e estendeu o pé para ele que sentou na cama e colocou os pesinhos delicados de sua irmã em seu colo e puxou as meias revirando os olhos para os trajes de dormir dela, sua cueca boxes preta e sua camisa de botão branca estavam surradas de tanto ela vestir.


Ele calçou as meias vendo um pequeno furo no dedão, calçou os sapatos caros e ficou de pé para tentar domar o cabelo, sua mãe veio ao seu socorro e em pouco tempo estava apresentável. Pegou sua carteira, sua pasta e seu, sobretudo, deu um beijo na testa de sua mãe e apertou as bochechas de sua irmã.






_Não pegue mais nelas está bem?


_Está, meus chinelos de banho foram mais caros do que essas meias velhas.


_Mas eles não têm o mesmo valor para você do que elas têm para mim e você sabe.


_Quem te deu essas meias, querido?






Sua mãe perguntou curiosa e ele sentiu as bochechas corarem. Odiava quando isso acontecia.






_Foi a Carol lembra-se dela mãe? Os funcionários comemoraram o aniversario de Alex e ela lhe deu essas meias. Ela é bem legal mãe a senhora sabe. Acho que vocês duas deviam se conhecer melhor. 


_Ela é... Sua amiga também, Alex?


_Ela é só a menina do café. Só isso.






Ele beijou a testa de sua mãe mais uma vez e se virou para sua irmã.






_E você sua ladra de meias. Calada, e quando for pegar meias para aquecer seus pés gelados pegue as do papai.






Ele saiu do quarto sem olhar para trás e se dirigiu para a garagem, entrou em seu masserat e arrancou para a empresa, seu pai já tinha saído hoje seu pai tinha uma reunião muito cedo e ele estava atolado de trabalho, tinha viagens de assuntos concernentes ao reino para cuidar e como herdeiro do trono não podia fugir de suas obrigações, seria rei um dia. Só pedia a Deus que esse dia nunca chegasse, pois para ser rei, seu pai teria que morrer.






Chegou à empresa e correu para o elevador, ficou contando os números que o levavam até o seu andar e assim que as portas se abriram ele caminhou para sua sala, cumprimentou todos os que passavam por ele. Pegou sua correspondência com sua secretária e fez o tão costumeiro pedido.






_Mande Carol me trazer café.


_Começou cedo hoje hein?


Alex olhou com a cara feia para Patrícia, sua secretária há dez anos, ele a tinha contratado no primeiro dia em que começou a trabalhar com seu pai nas empresas Cullen. Patrícia era uma mulher divorciada de vinte e poucos anos na época, linda mais com um semblante tão cansado e sofrido que ele se compadeceu dela e mesmo não sabendo nada de escritório ele a empregou, aprenderam juntos, eram amigos inseparáveis, ela agora com quase quarenta anos estava cinquenta quilos mais magra, linda e muito autoconfiante. O idiota do marido quis voltar uma vez e foi com um prazer tremendo que Alex o chutou para fora da casa dela, quando o sujeito tinha tentado seduzi-la a força. Foi a primeira vez que Ele dormiu com Patrícia, ela sabia o que eles eram. Todos na empresa sabiam, eles não precisavam andar por ai dizendo olhem para mim sou um vampiro! Mais também não escondia de ninguém sua condição. Ele e Patty resolveram que ter um caso afetaria o relacionamento deles no campo patrão e empregada e parou por ali mesmo, ela era uma mulher incrível e Alex prometeu que quando ela quisesse a transformaria.










_você quer que eu te mande ir fazer uma visitinha no RH?


_Como se você pudesse se mexer sem mim aqui.


_convencida.


_Sou competente, é diferente.


_Lembre-me de lhe dar um aumento.


_com certeza.






Eles sorriram e Alex entrou em sua sala fechando a porta atrás de si. Como de costume ele abriu o paletó sentou na cadeira atrás de sua mesa e fechou os olhos se concentrando para senti-la. Ela estava na cozinha e quando Patrícia fez o pedido do café ele sorriu com a aceleração do coração dela, ele podia até imaginar suas bochechas corando quando Patrícia dizia que eu nunca antes tinha tomado café, mas o que ela fazia era especial por que ele sempre o pedia, estava se comportando como um verdadeiro cavalheiro todos esses meses, mas como não era de ferro em poucas semanas voltou a lhe roubar um selinho aqui, uma piscada de olho ali, não mais do que isso estava tentando ser normal. Ele voltou a se concentrar nela e em seus passos cada vez mais inseguros enquanto se aproximava da sua sala, uma batida hesitante na porta lhe avisou que ela estava lá, atrás da madeira grossa, nervosa tremente em seus próprio pés. 






_Entre.






Ela abriu a porta e calmamente se aproximou da mesa depositando a pequena bandeja.






_Bom... Bom dia senhor Alex...


_Por favor, Carol, apenas Alex, sou eu lembra-se? E além do mais eu me sinto velho quando me chama de senhor.










Ela tinha pegado a xícara e estava se aproximando dele muito pensativa.






_Mais você é velho, digo já tem mais de cinquenta anos... 






Ele lhe olhou e viu quando ela empalideceu tapando a boca com a mão que estava livre, um gemido de angustia saiu de seus lindos lábios ele ergueu uma sobrancelha e ela negou com a cabeça. Ele lhe sorriu e a chamou com o indicador, ela negou novamente com a cabeça dando uns tantos passos para trás na direção da porta.






_O que eu disse que faria com você se me chamasse de velho mais uma vez? Hum?


_eu esqueci.


_Venha aqui Carol.


_Não...


_Tem medo de mim?


_Não... eu...


_Venha aqui Carol.


_Eu...


_Venha... 






Ele lhe olhou e ela sentiu suas defesas caindo, ele estava fazendo aquela coisa com ela de novo.


Quando chegou perto ele pegou a xícara de suas mãos e bebeu tudo de uma só vez, colocou a porcelana em cima da mesa e a puxou para ficar entre suas pernas. Alisou os braços e sorriu ao vê-la arrepiar.



_O... O que você está fazendo?


_Estou tocando você, preciso saber se é real.


_Alex...


_Estou me comportando.


_O que fez com meu corpo?


_Eu lhe segurei com o meu olhar, não pode se soltar ao menos que eu queria, e minha querida, eu não quero.


_eu...


_Só um beijo. Eu prometo que te deixo em paz.


_Eu...


_Só um... Beijo...






Ela fechou os olhos quando ele a sentou em seus joelhos e lhe segurou sua cintura fininha alisou a pele por cima da camisa feia da farda e chegou bem perto da boca tentadora, apreciou o hálito quente e passou a língua pelos lábios macios. Sentia tanta saudades...






A porta se abriu com um baque surdo fazendo com que o encanto se rompesse e ela pulasse de seu colo assustada e corresse porta a fora. Alex ficou lá sentado respirando com dificuldade enquanto encarava seu pai que o olhava sério.






_Pai, eu...


_Nossa empresa não é lugar para fornicar Alexsander Cullen, se queres fazer isso vai ao um bordel.


_Eu... – Respirou fundo _ Eu sinto muito pai, eu...


_Perdeu a cabeça. - seu pai se virou andando em direção à porta. _Estou te esperando para a reunião das oito e meia, se recomponha pelo amor de Deus, não quero os acionistas do sexo feminino suspirando só por que você não pode se controlar perto de uma humana.


_eu...


_Ela é tentadora não?


_Ela...


_É sua vida, eu sei. Cuide logo de prede-la ao seu lado.






Seu pai se virou para ele e sorriu piscando um olho gargalhou e saiu porta fora.






Alex relaxou na cadeira e sorriu pro nada. Velho de uma figa! Ele sabia o que estava fazendo na sala e entrou de propósito para atrapalhar sua pequena festa. Ergueu-se e saiu da sala em direção à sala de reuniões, hoje o dia prometia.






Ao final do dia Carol saiu da empresa e se dirigiu para o carro de segunda mão que tinha conseguido comprar, nervosa com tudo o que ouve mais cedo fazia tanto tempo que ele tinha agido dessa forma. Alex...


Ela suspirou e suas bochechas coraram com as lembranças do quase beijo, assim que alcançou seu carro e abriu a porta se deparou com um buque de rosas brancas e um bilhete nelas.






“Está convidada para a festa de casamento de minha irmã nesse final de semana”. Esperar-te-ei com ansiedade. 


Do seu Alex.






Ótimo agora tinha apenas um dia para correr e comprar um vestido para o casamento, hoje era sexta e o casamento era domingo... Sorriu. 


Seu Alex. Ele ainda era dela... Assim esperava.



4 comentários:

  1. esse casal é complicado ,,e vamos ao casamento

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  2. Adoreiiiii. Quando eles vão se entender???!!!!

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  3. ai não acredito que em fim chegou a parte que mais era esperado, Amei o capitulo mais to curiosa para saber o que vai acontecer agora amando a fic

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